1º Encontro Presencial da Inspetoria FMA de São Paulo
27/03/2023

1º Encontro Presencial da Inspetoria FMA de São Paulo

1º Encontro Presencial da Inspetoria FMA de São Paulo

Aconteceu, entre 14 e 16 de março, no Colégio Salesiano Santa Inês, em São Paulo, o Encontro de Comunicadores da Inspetoria Nossa Senhora Aparecida. Este ano, de volta à modalidade presencial, o evento trouxe como tema “‘Onde dois ou três estiverem reunidos...’ (Mt 18,20). Partilha na diversidade, riqueza da sinodalidade” e, pela primeira vez, os responsáveis pelos processos comunicativos das Escolas, Obras Sociais e Hospital foram reunidos em um evento conjunto, a fim de alinhar informações e qualificar ainda mais o trabalho que está sendo realizado nas presenças da Inspetoria.

O primeiro dia foi dedicado a uma viagem a Guaratinguetá (SP) para visitar o Memorial das Filhas de Maria Auxiliadora no Brasil, localizado na Casa do Puríssimo Coração de Maria, antigo orfanato. O grupo também pode conhecer a centenária Gruta de Nossa Senhora de Lourdes, no mesmo local, e beber da água que é fonte de bênçãos para peregrinos do Brasil inteiro. Após o almoço, todos seguiram para o Colégio do Carmo, fundado em 1892, para visitar esta primeira presença das Filhas de Maria Auxiliadora no Brasil. Além de ser um marco histórico, o grupo pôde conferir o quanto o Colégio inova em projetos e ações comunicativas e ligadas à ecologia integral. A programação do dia foi encerrada com uma visita ao Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida do Norte (SP).

Para a Coordenadora Nacional da Comunicação Salesiana e Coordenadora Inspetorial de Comunicação, Ir. Maike Loes, este primeiro dia foi um dos mais significativos do encontro. “Não foi à toa que decidimos começar pelo Memorial, pois, ao entrar naquele local, podemos caminhar pela história e nos sentir abraçados por aquelas missionárias que enfrentaram inúmeras dificuldades para dar início ao Carisma de Dom Bosco e Madre Mazzarello em terras brasileiras. Não tem como estar ali e não se sentir parte dessa trajetória. Além disso, a querida Ir. Dulce, curadora do Memorial, destacou em vários momentos a importância da Comunicação evidenciada nos registros históricos e na qualidade das fotografias da época. Isso nos faz refletir sobre o nosso trabalho diário, no qual multiplicamos imagens sem muitas vezes nos darmos conta do que elas estão comunicando. Por fim, a visita ao Santuário também teve um propósito, afinal, somos Inspetoria Nossa Senhora Aparecida. É importante proporcionar a todos, principalmente a quem mora nas realidades mais distantes da sede da Inspetoria, esse momento de sentir o abraço, a ternura e o calor do manto da Mãe Aparecida”, ressalta.

Após a imersão no Carisma Salesiano, a equipe foi reunida para um segundo dia voltado ao alinhamento de informações sobre o âmbito da Comunicação Social do Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora, bem como as resoluções do Capítulo Geral, além do Horizonte da Inspetoria e suas linhas de ação, definidas na Assembleia Inspetorial de 2022. A partir desse momento, a Coordenação da Comunicação e a Coordenação da Ação Social dividiram as equipes para aprofundar os assuntos específicos.

  

FORMAÇÃO DA EQUIPE DAS ESCOLAS

Os representantes das Escolas participaram de um bate-papo formativo com a assessora pedagógica, Maria Leoneide Rodrigues, uma das responsáveis pela elaboração do Currículo da Rede Salesiana Brasil, documento inovador que está sendo implantado nas escolas para qualificar ainda mais a proposta educativa salesiana. A assessora destacou os capítulos do Currículo que precisam ser conhecidos pelas equipes de comunicação e orientou como cada um deve fazer a autoavaliação segundo os parâmetros da Dimensão da Comunicação, que está descrita no Caderno 6. Em seguida, Ir. Maike conduziu reflexões e atividades práticas sobre as necessidades do Âmbito da Comunicação e as rotinas locais de cada profissional.

FORMAÇÃO DA EQUIPE DAS OBRAS SOCIAIS E HOSPITAL

O ponto norteador das atividades deste grupo foi o Encontro Internacional de Obras Sociais, que ocorreu em Turim e abordou o tema “A viúva de Naim”, extraído do Evangelho de Lucas 7,11-17. “Essa leitura nos ajudou a refletir sobre a ótica da Comunicação e da Ação Social partindo de três ilustrações. Para iluminar a nossa atuação, traçamos um paralelo sobre a prática de Jesus, a prática de Dom Bosco e Madre Mazzarello, e a nossa prática Educomunicativa nas nossas diferentes presenças”, informou a coordenadora da Ação Social, Rose.

À noite, o grande grupo foi novamente reunido para assistir ao documentário “The Letter”, que trata da encíclica Laudato Si’, escrita pelo Papa Francisco e que dá voz aos mais afetados pela crise ecológica que a humanidade está vivenciando.

O último dia do encontro foi voltado ao início do planejamento de ações que direcionarão o trabalho em 2023. Para Rose, “é muito difícil eleger um único momento significativo, pois todo o encontro foi permeado por reflexões muito sensíveis sobre o papel educomunicador-cristão-salesiano, além de proporcionar muitas trocas de experiências, sinodalidade e afeto”, avalia.

  

RESSONÂNCIAS DO ENCONTRO

Uma frase que marcou bastante o encontro estava presente no texto bíblico lido na missa de abertura do segundo dia: “que nada escape ao seu coração”. O que se espera a partir de agora é justamente isso, que nada se perca, que tudo o que foi vivenciado aqui permaneça entusiasmando as equipes. “Cada um está levando consigo muitas novidades. Esperamos que elas possam ser acolhidas em cada realidade para que os comunicadores possam dar continuidade ao processo iniciado aqui. Desejo que todos se mantenham sintonizados, em sinodalidade e em sinergia, crescendo cada vez mais na consciência de que somos uma única Inspetoria, trabalhando em rede e nos apoiando mutuamente”, ressalta Ir. Maike.

Rose destaca que todos saíram muito fortalecidos com o compromisso de viver o Carisma e a missão educativa com mais intencionalidade nas diferentes formas de Comunicação, seja com os colaboradores internos, com o público externo como as famílias e pessoas que participam das ações desenvolvidas, bem como os parceiros e benfeitores, além de todos aqueles que precisam conhecer a importância do trabalho realizado pela nossa Inspetoria.  “Comunicar a esperança, comunicar a crença na juventude, a força da nossa missão educativa, eis o que queremos!”, finaliza Rose.

Fonte: Assessoria de Comunicação - Inspetoria Salesiana Nossa Senhora Aparecida (FMA)

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No dia da mulher, Ir. Salesiana é destaque no Vatican News

O Vatican News conta a história de três mulheres que abdicaram de outros aspectos de suas vidas para se dedicarem ao serviço, à missão e à vocação religiosa da vida consagrada. Da cidade do Rio de Janeiro ao sertão nordestino, do litoral alagoano a Belém do Pará, é diante das várias realidades brasileiras que elas traçaram seus caminhos em função do amor a Deus e da compaixão por aqueles que mais precisam. Irmã Jelda Zolzo saiu do Rio Grande do Sul e percorre uma trajetória missionária no Nordeste há quase meio século. A uruguaia irmã Maribel Perez dedica-se às causas sociais em prol de pessoas em situação de prostituição no Rio de Janeiro. Já a irmã Jucélia de Jesus Silva encontrou na educação, em Belém do Pará, um caminho de transformação. Em comum, as três compartilham a mesma certeza: a plena entrega a Deus e à vida religiosa.  Neste Dia Internacional da Mulher, 8 de março, elas compartilham com o Vatican News suas histórias, emoções e percepções sobre o que é ser mulher na vida consagrada: aquela que fez os votos de pobreza, obediência e castidade. Aquela que não poderá gerar vidas no sentido biológico, mas cuja maternidade permanece de outra forma: “gerando vidas” por meio da acolhida, do afeto, da escuta e de gestos concretos de amor e solidariedade junto aos mais frágeis, marcados pela pobreza material e espiritual. O chamado para a vida consagrada “Irmã. Não tem título melhor. Nem superior, nem inferior a ninguém, mas a liberdade de me relacionar com todos como irmã”. A fala é da irmã Jelda, de 78 anos. Ela nasceu no Rio Grande do Sul, em berço católico. Rezava o terço diariamente com a família, na sala de casa, diante de uma imagem do Sagrado Coração de Jesus. Ela conta que foi “bebendo dessa espiritualidade”, como a criança quando “bebe o leite materno”. Aos 19 anos, fez a consagração e integrou-se à Congregação Filhas do Sagrado Coração de Jesus, cujo carisma é viver a caridade do Coração de Jesus por meio da misericórdia, da acolhida e do serviço. “Eu conversava com Deus e dizia que preferia morrer a deixá-Lo”, conta. Irmã Jelda chegou a Alagoas em 1982, colaborando com a equipe do Movimento de Educação de Base em comunidades carentes e com a juventude. As Filhas do Sagrado Coração de Jesus chegaram ao estado nordestino em 1970, realizando um trabalho itinerante pelo litoral norte, construindo maternidades, oferecendo cursos para parteiras, auxiliando pescadores, conseguindo financiamentos para projetos sociais, adquirindo filtros de água e sanitários para as comunidades mais vulneráveis e promovendo a formação religiosa de catequistas e professores. No início dos anos 1990, ela foi enviada para uma missão em Canudos, no sertão da Bahia. “Aprendi muito com a natureza de lá, que ensina sobre resiliência. Ajudei o povo a resgatar sua história e a compreender a geografia local”, relata. Ela acrescenta: “O povo dizia para a gente: ‘Vocês nos ajudaram a inocentar Deus, porque culpávamos Deus pela falta de chuva’”. Irmã Jelda, junto com outras irmãs, mudou realidades ao levar as primeiras cisternas para aquele povo castigado pela seca. “Promovemos mutirões, conseguimos trabalhadores, aprendemos a construir, elaboramos projetos e conseguimos financiamentos”, conta. “Agradeci muito a Deus por ter me levado até lá. Minha vida ganhou ainda mais sentido ”, expõe. Irmã Jelda Zolzo. Foto: Acervo pessoal Zolzo integrou o governo-geral da congregação, percorrendo a América Latina, a Europa, a África e também a Índia durante 12 anos. Retornou ao Brasil em 2008 e depois voltou para Alagoas, onde permanece até os dias atuais. Ela conta que se inspirou na própria fundadora das Filhas do Sagrado Coração de Jesus, Santa Teresa Verzeri, que foi protagonista em diversos momentos na abertura de caminhos para as mulheres religiosas de seu tempo, no século XIX. A Santa fundou a congregação com o objetivo inicial de educar jovens e prestar assistência social às crianças em situação de vulnerabilidade. “Teresa desejava que a mulher pudesse se movimentar”, enfatiza a irmã Jelda. Atualmente, as irmãs das Filhas do Sagrado Coração de Jesus de Maceió, das quais irmã Jelda faz parte, mantêm um centro educacional que atende mais de cem crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. “Pessoalmente, estou mais numa dimensão de acolhida, de escuta, de colaboração, de retiros e de momentos de espiritualidade”, afirma. Perguntada se já pensou em desistir, ela é enfática: “Em nenhum momento. Eu digo a Deus: ‘Obrigada’. Sinto que dei minha contribuição neste mundo”, reflete. Para ela, as dificuldades são muitas, mas “não há existência cor-de-rosa”. “Enfrentando as dificuldades, a vida ganha sentido e desabrocha em horizontes maiores”, complementa, lembrando que Jesus passou por grandes sofrimentos e alcançou a ressurreição. Quanto a ser mulher na vida consagrada, ela explica: “A maternidade na mulher é algo forte. Para mim, como religiosa, a linha do gerar aprofundou a verdadeira maternidade, que é a que constrói as pessoas. É esse inclinar-se, na maternidade espiritual, sobre o pobre, o fraco, o pequeno, aquele que necessita de vida, que está sufocado. A verdadeira maternidade colabora para a vida, para que as pessoas cresçam na sua dignidade de filhas e filhos de Deus”, finaliza. Para ela, ser mulher na vida religiosa é uma “grande liberdade” e um gesto concreto de garantia da felicidade. “As coisas mais bonitas que fiz foram enquanto comunidade. Para mim, isso dá segurança e uma grande liberdade interior de que estamos buscando o melhor. Acredito que a felicidade não está em buscar apenas para mim. Se me fecho em mim, é egoísmo”, conclui. A força feminina no cuidado e na acolhida A uruguaia Maribel Perez, de 42 anos, sentiu sua vocação para a vida religiosa aos 14 anos, ao ver Madre Teresa de Calcutá na televisão. Já na fase adulta, sempre teve o perfil de trabalhar na defesa da dignidade da pessoa humana em contextos de periferias existenciais. Ela chegou ao Rio de Janeiro, por meio da Ordem das Virgens Consagradas, destinada a uma missão: acolher e evangelizar pessoas em situação de prostituição, trabalho que realiza até os dias de hoje. “Cheguei aos 22 anos, sem saber falar português, para atuar em um bairro marcado pela prostituição e pelo tráfico. Recebi muitas críticas: ‘Será que isso daria certo?’. Mas era algo muito claro para mim e para o meu coração: Deus queria isso.” Maribel Perez. Foto: Acervo pessoal Outras irmãs também atuam em diversas áreas sociais e profissionais, mas Maribel se dedica totalmente a essa missão. “São 20 anos dentro de um bairro de prostituição. Amo o que faço e aprendo ali o verdadeiro Evangelho”, afirma a irmã, que fundou uma associação chamada Talitha Kum. “Não agimos para tirá-las da prostituição, mas para que elas se encontrem com Jesus, que é o mais importante. Depois, que elas mesmas descubram seus próprios valores, sua dignidade e seu fortalecimento pessoal por meio do encontro com Deus. Deixar a prostituição é uma consequência”, pontua irmã Maribel. Ela conta que o trabalho de evangelização é discreto, como um “trabalho de formiguinha”, auxiliando principalmente as mulheres a terem acesso aos seus direitos mais básicos. “E temos a oração como centro de todo o nosso trabalho. O Santíssimo Sacramento sempre fica exposto em todas as atividades que fazemos”, conta. Antes de conhecer a história de Madre Teresa de Calcutá, irmã Maribel não imaginava que, fora de sua realidade, existiam pessoas que se dedicavam integralmente às causas sociais e ao serviço de Deus. “Vê-la me chamou muito a atenção. Foi como uma flecha que me atingiu e nunca mais consegui tirar”, reflete. Mesmo reconhecendo a vocação aos 14 anos, ela diz que só respondeu ao chamado aos 17. A família nunca soube dos pensamentos que preenchiam sua vida. “Contei para eles que iria me dedicar à vida religiosa quando já estava com a passagem comprada para a França. Não dei muita opção para eles. Eles não queriam, mas eu estava decidida. Foi a primeira vez que vi meu pai chorar”, relata. Irmã Maribel também encontrou no esporte um pilar essencial para vencer o cansaço e sustentar a rotina acelerada que os trabalhos sociais exigem. Ela é triatleta e compete no Rio e em outras cidades. A religiosa explica que o esporte proporciona saúde física e mental para viver melhor a missão. “Como religiosos, a gente cuida muito pouco de si. Amar o outro como a si mesmo. Muitas vezes deixamos de lado o ‘si’ e preservamos apenas o ‘amar ao outro’. Então o esporte ocupa um espaço importante na minha vida.” Ela reforça que a presença da mulher em todos os setores da vida é um elemento essencial e também divino, e exemplifica com a própria presença da Virgem Maria. “Os homens são importantes, mas a mulher tem algo próprio, específico, dessa maternidade que está em cada uma de nós, de acolher, de cuidar. A presença da mulher é muito importante; senão, não teríamos a Virgem Maria”, complementa. Vocação que nasceu na comunidade A vocação religiosa da irmã Jucélia de Jesus Silva começou a tomar forma ainda na juventude, entre os 18 e 20 anos, quando participava ativamente da comunidade católica onde vivia, no interior do Pará. Ela recorda que o primeiro contato mais profundo com a fé veio por meio da música e dos grupos de jovens da paróquia. Até então, a ideia de ser consagrada nunca havia passado pela sua cabeça. Aos poucos, convivendo com outras jovens e escutando histórias de religiosas, nasceu nela a curiosidade de conhecer melhor esse caminho. Jucélia conheceu congregações e participou de encontros vocacionais. Por ser tímida, imaginava que o caminho ideal seria em uma congregação mais reservada, dedicada sobretudo à oração. Por isso, inicialmente resistiu à possibilidade de se tornar salesiana, cujo carisma é a educação e a evangelização de crianças e adolescentes. “Eu achava que para ser irmã precisava ter uma vida mais distante do povo, mais reservada. E via as irmãs salesianas muito ativas, falando com muita gente, animando atividades. Pensava: isso não é para mim”, recorda. A mudança de perspectiva aconteceu quando uma religiosa salesiana lhe apresentou com mais profundidade o carisma da congregação. Ao descobrir a dimensão social da missão - com escolas, obras sociais, abrigos e comunidades inseridas - algo fez sentido dentro dela. “Vi que era muito mais do que eu imaginava.” A religiosa aceitou o desafio de fazer uma experiência em Manaus. Em 2001, iniciou a caminhada que a levaria definitivamente à vida consagrada. Para a mãe, nos primeiros dias após a partida da filha, a sensação era de perda. Com o pai, o apoio veio rapidamente. “Ele me incentivou, disse para eu seguir se fosse isso que eu sentia.” Neste ano, Jucélia completa duas décadas de missão religiosa. Hoje, a mãe vê a escolha da filha com serenidade e orgulho. “Ela dizia que pedia a Deus para consolá-la e para que fosse feita a vontade d’Ele, não a dela. Aos poucos foi entendendo e hoje diz que está muito feliz com essa decisão.” Irmã Jucélia. Foto: Acervo pessoal A mudança para uma cidade grande trouxe saudade e insegurança também para Jucélia. “Eu chorava muito, sentia muita falta da família.” Com o tempo, a missão foi preenchendo os espaços deixados pela distância. O trabalho pastoral, o contato com jovens e comunidades e os novos vínculos ajudaram a transformar a saudade em sentido. “A missão exige da gente. Quando chego a uma realidade nova, procuro viver bem aquilo que me foi confiado. Os alunos, as pessoas… você cria laços.” Um dos momentos mais marcantes de sua trajetória aconteceu logo no início da vida religiosa, quando trabalhou em um abrigo para meninas em situação de vulnerabilidade social, em Manaus. “Ali eu via realidades muito difíceis. Eu me questionava, mas aquilo também me fortaleceu para continuar.” Para aprimorar sua missão pastoral, cursou Pedagogia, fez pós-graduação em gestão educacional e também se especializou no acompanhamento juvenil. Hoje, aos 44 anos, a religiosa atua como diretora institucional da Escola Salesiana em Belém e também já exerceu funções de liderança na Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), na regional Pará e Amapá, onde foi coordenadora por três anos e atualmente é conselheira. “Ser religiosa não é alguém que não deu certo para casar. Pelo contrário. A gente precisa amar as pessoas, entender os valores da família e acolher”, considera. Ao refletir sobre o significado de ser mulher dentro da vida consagrada, ela afirma que a missão feminina está profundamente ligada à capacidade de gerar vida, no sentido humano e espiritual. “Ser mulher é gerar vida nas pessoas. É acolher, escutar, ser presença.” Essa presença, segundo a religiosa, não busca visibilidade, mas significado. “Você não precisa se expor. O importante é que sua presença seja um sinal de acolhida.” Para sustentar essa missão no cotidiano, a rotina inclui oração pessoal, momentos comunitários e silêncio para meditar a Palavra. Ela cita um versículo bíblico que resume sua experiência vocacional: “Não fostes vós que me escolhestes; fui eu que vos escolhi”. “Não somos nós que escolhemos Deus primeiro. É Ele que nos alcança”, afirma. Mesmo reconhecendo que hoje os jovens enfrentam muitas dúvidas diante de uma decisão como essa - especialmente as mulheres -, Jucélia acredita que a vocação religiosa continua sendo um caminho possível. “O desafio para as jovens é maior, mas é possível. É preciso coragem para descobrir o projeto de Deus.” E completa: “Quando você escolhe essa vida, não escolhe o lugar onde vai viver. Mas, onde chega, é chamada a ser sinal de felicidade.” Fonte: Mariane Rodrigues - Vatican News

Visita Madre Geral FMA: Madre Chiara Cazzuola chega à Inspetoria Nossa Senhora Aparecida para visita de 13 dias

A Superiora Geral do Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora (FMA), Madre Chiara Cazzuola, 10ª Sucessora de Santa Maria Domingas Mazzarello, desembarcou neste 8 de março, no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, vinda de Fortaleza (CE) pelo voo LA4740, às 14h14. Ela foi acolhida pela Inspetora Irmã Alaíde Deretti e por irmãs representantes do Conselho Inspetorial e das FMA, iniciando uma agenda intensa na Inspetoria Nossa Senhora Aparecida (BAP), que se estende até 20 de março. Às 15h16, Madre Chiara chegou à Sede da BAP, no bairro Bom Retiro, onde foi recepcionada por irmãs de diversas comunidades e jovens em formação, com abraços, sorrisos e muita alegria. As noviças Clívia, Wanderlene, Andressa, Elisiane e Karine saudaram a Madre com uma coreografia especial: «Como Maria em Caná, sua presença entre nós antecipa a alegria e nos ensina a fazer tudo o que Ele disser [...] Sua visita traz o “vinho novo” da esperança e da animação para a nossa inspetoria». O grupo seguiu para a Capela do Colégio de Santa Inês, onde cantou o Magnificat e confiou à Padroeira do Brasil o tempo da visita. Irmã Alaíde Deretti fez a acolhida oficial, destacando o movimento que se estabeleceu na Inspetoria desde a canonização de Santa Maria Troncatti (19/10/2025), quando as Irmãs ficaram sabendo da visita da Madre: «É muito bom estar onde a Mãe está». Madre Chiara agradeceu a recepção calorosa, recordando sua estada em São Paulo em 2009 para estudar português. Na ocasião, ela conheceu algumas realidades da então Inspetoria Santa Catarina de Sena. Disse também que em outro momento, teve a possibilidade de conhecer as inspetorias de Porto Alegre e Campo Grande – antes da Nova Configuração de 2021, que unificou ambas com a região de São Paulo. A celebração terminou em festa com uma Porta-Bandeira vestida como Nossa Senhora Aparecida e um samba animado composto por Irmã Celene Couto: «Chegou, chegou, Madre Chiara chegou! Na BAP é alegria, é Deus que sambou. Chegou, chegou, e veio nos visitar, Mazzarello hoje veio pra ficar!». Após o jantar, a Madre ofereceu às Irmãs e formandas presentes o tradicional “Boa-Noite” salesiano. Em sua fala, cumprimentou a todas pelo Dia Internacional da Mulhler e destacou a situação de guerra na qual está imerso o mundo. Deu notícias sobre as comunidades das Filhas de Maria Auxiliadora que estão vivendo em territórios de conflito e convidou todas a uma forte oração pela Paz! Durante os 13 dias na BAP, Madre Chiara encontrará irmãs, colaboradores, jovens, representantes eclesiais, membros da Família Salesiana, amigos e simpatizantes do carisma salesiano, visitando São Paulo, Campo Grande e Porto Alegre. Fonte: Inspetoria Nossa Senhora Aparecida

Visita Madre Geral FMA: Madre Chiara visita formandos salesianos na Colônia Salesiana São Sebastião-Jaboatão-PE

No dia 4 de março, a Madre Chiara visitou os formandos salesianos na Colônia Salesiana São Sebastião em Jaboatão dos Guararapes-PE, em um encontro marcado por forte espírito de família, alegria e partilha entre membros da Família Salesiana. Logo ao chegar, a Madre foi acolhida com grande entusiasmo pelos formandos, que a receberam cantando e tocando, ao som de violão, sanfona e cajón, a música “Mazzarello da gente”. Em um gesto de proximidade, a Madre quis conhecer cada um pessoalmente, perguntando seus nomes e lugares de origem. Em seguida, dirigiu-se à Basílica Nossa Senhora Auxiliadora, onde viveu um momento de oração, entrega e devoção. Posteriormente, encontrou-se com as junioristas para um tempo de reflexão a partir da carta 43 de Maria Domingas Mazzarello, escrita em 9 de julho de 1880 à Ir. Luz Rodriguez, pouco tempo após sua profissão religiosa. O momento foi dedicado à escuta, partilha e aprofundamento espiritual. A programação seguiu com a celebração eucarística presidida pelo Pe. Francisco Inácio, Inspetor dos Salesianos de Dom Bosco no Nordeste, com transmissão realizada pelo grupo AMA. Em sua homilia, refletindo sobre o Evangelho de Mt 20,17-28, Pe. Inácio destacou a frase: “Entre vós não deverá ser assim”, apontando três aspectos da missão de Jesus e do seguimento cristão: o anúncio da Paixão, o pedido ousado da mãe dos filhos de Zebedeu e a discussão dos discípulos sobre o primeiro lugar. A partir desse trecho, convidou os presentes a refletirem sobre o uso do poder no cotidiano: “Não deveríamos nos perguntar com que frequência usamos, às vezes de forma mesquinha ou egoísta, aquela pequena fatia de poder que exercemos?”. O inspetor também recordou um trecho de uma carta de Madre Mazzarello à diretora da casa de Catânia, na qual afirma que, no seguimento de Jesus, não faltam incômodos e sofrimentos, mas que aqueles que mais sofrem são também os que estão mais próximos do Senhor. Concluiu recordando que os discípulos estavam a caminho de Jerusalém e que aqueles mais próximos de Jesus experimentaram profundamente a força da Páscoa. Ao final da celebração, a Inspetora das Filhas de Maria Auxiliadora no Nordeste, Ir. Maria Américo, expressou sua gratidão pela visita, destacando a importância do momento para as irmãs, já que a Madre concluía naquele dia sua visita ao estado de Pernambuco. Em sua fala, ressaltou também a alegria de encerrar esse tempo junto aos Salesianos, na casa de Maria Auxiliadora, “uma casa construída sobre a rocha, casa de todos nós, casa da Família Salesiana”. A inspetora agradeceu a acolhida fraterna dos salesianos e ainda recordou a alegria ao ouvir jovens se apresentarem dizendo que vieram de obras animadas pelas irmãs salesianas, enquanto algumas junioristas afirmavam ter vindo de obras animadas pelos salesianos. “É isso que Dom Bosco quer, é isso que Madre Mazzarello quer, é isso que Maria Auxiliadora deseja: que caminhemos unidos. Quando muitos servos se unem, nasce o fruto, porque nos tornamos fecundos como Família Salesiana”, afirmou. Após a missa, os participantes tiveram um jantar festivo, marcado por fraternidade e alegria. Após o jantar, os formandos recitaram uma poesia dedicada à Madre Chiara, reconhecendo nela um sinal vivo de comunhão, e entoaram com grande devoção o canto “Auxiliadora, Virgem Formosa”. Na sequência, o mestre dos noviços, Pe. Edson, expressou seu agradecimento à Madre Chiara, destacando nela a força de um carisma reconhecido como dom de Deus para ela e o Instituto. Também manifestou gratidão pelo fato de a Madre ter incluído na programação de sua visita ao Nordeste a casa de formação dos Salesianos, aproximando ainda mais a figura de Madre Mazzarello e a riqueza do carisma salesiano. Em nome da comunidade, entregou-lhe um presente como sinal de reconhecimento e gratidão. Encerrando o momento de agradecimento, a Madre Chiara realizou o tradicional “Boa-Noite” salesiano e Pe. Inácio fez a tradução. Em suas palavras, agradeceu aos salesianos, pois, de fato, “aquilo que cantaram e celebraram é o que verdadeiramente estamos vivendo”. Ressaltou a maternidade de Madre Mazzarello e a paternidade de Dom Bosco: “não é que um exclua o outro… se lermos bem tanto as Memórias Biográficas quanto a “Cronistoria”, vemos a mão de Deus nessa realização, onde o carisma se expressa de maneira masculina e feminina. Um carisma não exclui o outro; pelo contrário, estão unidos e se completam mutuamente.” Ainda destacou o quanto era fácil para Madre Mazzarello deixar-se guiar por Dom Bosco e como era tranquilo para Dom Bosco confiar em Madre Mazzarello. Ao final, a Madre entregou a cada um uma medalha com a imagem da mais recente santa da Família Salesiana, Maria Troncatti. Para concluir esse momento tão significativo, a pedido dos salesianos, as irmãs entoaram o hino do Instituto, selando o encontro em clima de profunda união, fraternidade e espírito de família. Fonte: Ir. Kelly Gaioso

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