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Publicação de Irmã Josefa Américo Rolim é presença confirmada na 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo

Obra “Textos em Contextos” expressa sensibilidade, fé e missão salesiana e será apresentada no terceiro maior evento literário do mundo

A Inspetoria Madre Mazzarello-BMM se alegra imensamente com a presença de uma publicação de uma Filha de Maria Auxiliadora na 28ª edição da Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Trata-se da obra “Textos em Contextos”, de autoria da Irmã Josefa Américo Rolim, que atualmente atua na Coordenação de Pastoral do Instituto Auxiliadora, em São João del-Rei (MG).

Promovida pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e organizada pela RX, a Bienal Internacional do Livro de São Paulo é consolidada como o terceiro maior evento do gênero no mundo. A 28ª edição já tem data e local confirmados: acontecerá de 4 a 13 de setembro de 2026, no Distrito Anhembi, reunindo autores, editoras e leitores de todo o país e do exterior.

A participação da obra de Irmã Josefa neste importante evento literário é motivo de grande alegria e gratidão para nossa Inspetoria, pois expressa a força da Missão Educativa e Evangelizadora também por meio da arte e da literatura.

Sobre o processo de criação do livro, Ir. Josefa partilha com sensibilidade: “Fui escrevendo alguns poemas e apresentando para as pessoas que me incentivaram muito à publicação. Até que um dia, com o apoio da Inspetoria, alcançamos a nossa meta que eu jamais imaginava.” A obra “Textos em Contextos” nasceu de uma profunda experiência de contemplação da vida: “O livro nasceu num momento mágico de contemplação da vida nos mais diversos contextos. Foi um momento mágico de olhar para frente em direção ao horizonte para sentir cada palavra, cada verso deste livro.” Em suas palavras, escrever foi mais do que um exercício literário: foi uma experiência transformadora. “Escrever este livro foi a entrada no mundo imaginário como se fosse a porta de um jardim misterioso, onde fui sendo transportada para o infinito e transmutada de maneira mágica, graciosa e incrível.” Ela ainda destaca que os versos se tornaram fonte de renovação diária: “As palavras e versos me levam a renovar, no amanhecer de cada dia, a certeza de amar e viver com maior paixão para prosseguir meus sonhos com coragem e convicção. Mas Deus vai escrevendo nas linhas sinuosas da nossa vida.”

Como Inspetoria, rendemos graças a Deus por este dom colocado a serviço da cultura, da espiritualidade e da Missão Salesiana. Que esta publicação continue tocando corações e inspirando muitos leitores a contemplar a vida com profundidade, fé e esperança.

Parabenizamos a Irmã Josefa Américo Rolim por esta conquista e nos unimos em oração para que sua obra alcance muitos horizontes!

“Textos em Contextos” pode ser adquirido on-line nas livrarias abaixo:

Estante Virtual

Um Livro

Fonte: Equipe de Comunicação da Inspetoria Madre Mazzarello-BMM.

A MENSAGEM DO REITOR-MOR, Pe. Fábio Attard: Coerência, a via privilegiada para a caridade

A MENSAGEM DO REITOR-MOR, Pe. Fábio Attard

Esta passagem do evangelho de Lucas, capítulo 11,37-41, narra-nos como Jesus, a caminho de Jerusalém, aceita o convite para jantar com o fariseu. Temos um diálogo que representa um momento de confronto entre duas visões da religiosidade: a formal, centrada nas prescrições rituais, e a do coração, proposta por Jesus.

À pergunta feita a Jesus sobre o motivo pelo qual não segue os gestos rituais da tradição, ao fariseu é feito o convite a ir além das ações exteriores, a verificar se a exterioridade corresponde de verdade àquilo que leva no coração.

Jesus aceita o convite sem condições

Como o fariseu, também nós podemos convidar Jesus para a nossa mesa. A sua resposta é surpreendente: Jesus aceita, sempre, sem pôr condições. Não pretende que a nossa casa esteja em ordem, não exige garantias sobre a nossa coerência. “Ele foi e pôs-se à mesa” – com esta simplicidade desarmante, Jesus entra na vida do fariseu, sabendo já o que vai encontrar, conhecendo as contradições, as sombras, as duplicidades.

Esta é a primeira mensagem libertadora: Jesus não espera que sejamos capazes de tudo; vem para nos ajudar a ser capazes. Não devemos esconder quem somos de facto para ser dignos da sua presença. Antes, é mesmo a nossa incompetência a tornar-nos necessitados do encontro com Ele.

Uma presença que ilumina

Mas atenção: se Jesus aceita sem condições, a sua presença nunca é neutra ou inócua. Jesus entra e leva luz. O fariseu esperava talvez o hóspede complacente, alguém a exibir, a apresentar aos conhecidos: “Olhem, até Jesus vem a minha casa”. Ao invés, vê-se posto a nu sem ser humilhado com isso nem embaraçado. A presença de Jesus ilumina as contradições, faz emergir aquilo que preferiríamos manter escondido.

Não é uma agressão, é antes como quando acendemos a luz num quarto: a luz não cria a poeira que há, mas torna-a visível. Assim Jesus: não inventa os nossos defeitos, mas bondosa e gradualmente nos ajuda a vê-los por aquilo que são. Em poucas palavras, a sua presença é um convite a fazer claridade na nossa vida: a ver com honestidade onde somos autênticos e onde ao invés vivemos de máscaras, onde há coerência e onde há contradição entre aquilo que parecemos e aquilo que somos.

Além das aparências: o chamamento à coerência pessoal

“Vós fariseus limpais o exterior do copo e do prato, mas o vosso interior está cheio de rapina e de maldade”. Jesus não condena as práticas exteriores em si – as abluções, as orações públicas, a observância – mas projeta luz sobre aquela subtil e terrível cisão entre exterior e interior, a duplicidade de quem cuida a imagem ao mesmo tempo que descura o coração.

É uma tentação que atravessa todos os tempos. Quanta energia despendemos para construir uma imagem aceitável! Nas redes sociais, na vida profissional, até nas relações mais íntimas: filtramos, selecionamos, mostramos só aquilo que nos valoriza. Ao contrário, Jesus chama a uma coerência a nível muito pessoal, antes ainda que público. Não se trata daquilo que os outros veem, mas de quem somos de verdade quando ninguém nos vê. É ali, na intimidade do coração, que se joga a nossa autenticidade.

Uma visão sem zonas de sombra  

“Insensatos! Aquele que fez o exterior não fez também o interior?”. Há aqui uma profunda intuição humana e espiritual: o ser humano é uno. Não estamos divididos em compartimentos estanques – a dimensão pública e a privada, o corpo e o espírito, a exterioridade e a interioridade. Não podemos ter zonas de sombra, áreas da vida subtraídas à luz, pensando que não contaminamos o resto.

O convite de Jesus é uma visão sem zonas de sombra: uma vida em que não haja ângulos escondidos onde cultivamos vícios, egoísmos, duplicidade. Uma transparência interior onde tudo é posto à luz da consciência e da graça. Isto não significa perfeição imediata, mas honestidade radical: reconhecer as nossas fragilidades, chamá-las pelo nome, não justificá-las, nem escondê-las. É o primeiro passo para a cura.

A esmola como dom de si

“Antes, dai esmola do que possuís, e para vós tudo ficará limpo.” Aqui está o cume da mensagem de Jesus. A verdadeira purificação não vem de rituais exteriores, mas daquilo que há dentro. A coerência tem a capacidade de ser portadora de bondade. A palavra “esmola” em grego tem as suas raízes na palavra “misericórdia”, compaixão. Não é só questão de dar dinheiro, mas de nos darmos a nós mesmos: o nosso tempo, a nossa atenção, a nossa presença, a nossa vulnerabilidade.

Quando vivemos esta unidade interior, quando não há cisão entre quem somos e quem parecemos, então desta unidade emana a verdadeira esmola, a autêntica misericórdia: um dom autêntico, não calculado, não instrumental. Não damos para parecer generosos, mas porque a generosidade tornou-se quem somos.

Os jovens têm sede de adultos autênticos e coerentes Esta mensagem tem uma ressonância particular hoje, especialmente para as novas gerações.

Os jovens vivem imersos numa cultura onde tudo tem um preço, tudo é calculado em termos de rendimento e utilidade; as identidades estão fragmentadas entre mil perfis, máscaras, papéis sociais; as relações são mediatas, filtradas, muitas vezes anónimas ou superficiais.

Neste contexto, os jovens têm uma sede desesperada de adultos autênticos: pessoas que vivem aquilo que dizem, que não têm um rosto em público e outro em privado, que não mentem por conveniência.

É preciso nunca esquecer que os jovens não procuram adultos perfeitos – esses rejeitam-nos como falsos. Procuram adultos verdadeiros: capazes de reconhecer as suas próprias fragilidades, de ser coerentes nas pequenas coisas cotidianas, de manter a palavra dada, de ter uma vida interior que se vê. O melhor serviço que podemos prestar às novas gerações não é dar-lhes conselhos morais ou regras de comportamento, mas testemunhar uma vida autêntica.

O convite permanente

O fariseu convidou Jesus uma vez. Mas o texto revela-nos que Jesus está sempre disponível a ser convidado, hoje tal como há dois mil anos.

A pergunta para cada um de nós é: estamos dispostos a acolhê-l’O sabendo que a sua presença nos colocará perante a verdade de nós mesmos? Estamos prontos a deixar que ilumine as zonas de sombra? E ainda: depois de haver acolhido esta luz, estamos dispostos a viver na autenticidade renunciando às máscaras, dando aos outros não aquilo que nos engrandece, mas aquilo que temos dentro”?

Num mundo sedento de verdade, ser pessoas autênticas não é um luxo espiritual: é o primeiro ato de caridade que podemos realizar. Especialmente para com quem, como os jovens, tem o direito de ver que é possível viver sem duplicidades, que a integridade que não é uma utopia, que a coerência entre interior e exterior é o caminho da verdadeira liberdade.

 

Fonte: Agência Info Salesiana

Estudante salesiano que viralizou como Ney Matogrosso desfila em escola de samba que homenageia o cantor

Escola de samba homenageou Ney Matogrosso com o enredo "Camaleônico". Convite para o desfile surgiu em 2025, feito pela presidente da escola de samba Imperatriz após a repercussão do vídeo

O estudante Yago Savalla, de 16 anos, que viralizou nas redes sociais ao se caracterizar como Ney Matogrosso em uma atividade escolar, em Salvador, desfilou pela escola de samba Imperatriz Leopoldinense no carnaval do Rio de Janeiro.

A escola foi uma das participantes da primeira noite de desfiles do Grupo Especial, no domingo (16), e levou para a Marquês de Sapucaí o enredo “Camaleônico”, em homenagem à carreira de Ney. Terceira colocada no carnaval de 2025, a Imperatriz destacou, neste ano, enredos que celebraram personalidades e raízes afro-brasileiras.

Yago participou de uma das alegorias da escola. O convite foi feito ainda em 2025, após o vídeo da apresentação escolar viralizar. O próprio Ney Matogrosso viu a performance e elogiou.

Na época, a presidente da escola, Catia Drumond, entrou em contato com a mãe do adolescente, que mora com a família em Salvador, para convidá-lo a desfilar no Rio.

Em entrevista ao g1, Yago Savalla afirmou que viveu um dos momentos mais marcantes da sua trajetória ao desfilar pela Imperatriz Leopoldinense, no Sambódromo da Marquês de Sapucaí. O estudante disse que ainda tenta encontrar palavras para traduzir a emoção de estrear na avenida.

“Eu estou me sentindo bem, muito feliz e me sentindo realizado. A sensação de pisar na Sapucaí pela primeira vez é indescritível. Até agora eu estou tentando formular palavras pra descrever o meu sentimento”.

Yago afirmou que não imaginava a repercussão nem a troca com o público durante o desfile. Segundo ele, a interação com quem acompanhava a apresentação foi um dos pontos altos da experiência. “Em vários momentos eu interagi mesmo no carro alegórico, eu apontava, eu olhava, eu sorria, eu cantava junto. Então, é muito incrível”, disse.

O jovem também destacou que enxerga o desfile como um ponto de partida na carreira artística. “É uma sensação de realização e de que esse é só o começo de tanta coisa bonita que tem aí pela frente. Eu espero, de verdade, que esse desfile tenha aberto mais portas pra mim, pra eu poder mostrar meu trabalho”, afirmou.

Por fim, Yago fez questão de agradecer à escola e à comunidade. “Me resta uma gratidão imensa à escola, à comunidade de Ramos, à presidente Cátia e a toda nação leopoldinense, que me abraçou e praticamente me cuidou como se eu fosse um filho. Eu me senti pertencente àquele lugar e gostaria muito de continuar na escola”, declarou.

Yago ganhou projeção nacional em junho de 2025, ao protagonizar uma apresentação no Colégio Liceu Salesiano do Salvador, no bairro de Nazaré. Com maquiagem inspirada em Ney Matogrosso, ele interpretou “Homem com H” durante um projeto interdisciplinar que envolveu turmas do ensino médio.

A performance repercutiu nas redes sociais e rendeu elogios até do próprio Ney. “O que eu mais gostei foi que você não me copiou. Inspirado em mim, criou a sua própria performance! Parabéns”, comentou o artista.

Ney Matogrosso comentou a publicação nas redes sociais — Foto: Redes sociais

Ney Matogrosso comentou a publicação nas redes sociais — Foto: Redes sociais

O adolescente também conheceu o cantor pessoalmente em Salvador, quando Ney Matogrosso se apresentou na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, durante a turnê “Bloco na Rua”. O encontro foi compartilhado por Yago nas redes sociais.

Natural de São Luís (MA), Yago mora em Salvador há oito anos. Ele é apaixonado por teatro e dança desde a infância, e costumava fazer performances inspiradas em Michael Jackson.

 

Fonte: G1 Bahia 

 

 

Campanha da Fraternidade: Fraternidade e Moradia é o tema da CF 2026

No dia 18 de fevereiro, Quarta-feira de Cinzas, a Igreja Católica no Brasil dá início a uma nova edição da Campanha da Fraternidade. Este ano, a CF tem como tema “Fraternidade e Moradia” e, como lema, um trecho do Evangelho de João que reforça a consciência sobre o direito à moradia digna como uma expressão da fé cristã: “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14).

O assessor do Setor de Campanhas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Jean Poul Hansen, explicou que a escolha do tema foi motivada por um pedido da Pastoral da Moradia e Favela e que o lema ilumina teologicamente o debate, a partir do mistério da encarnação. “Deus veio morar entre nós, e isso fundamenta a dimensão social da nossa fé. A Campanha da Fraternidade nos convida a construir aqui, entre nós, sinais do Reino de Deus, promovendo dignidade, especialmente nas realidades onde ela é negada”, afirmou.

Segundo dados levantados pela CNBB, o déficit habitacional no Brasil hoje é de 6 milhões de moradias. Além disso, cerca de 26 milhões de residências são inadequadas, ou seja, têm estruturas precárias ou espaço insuficiente para o número de moradores. Estima-se que 55 milhões de pessoas vivam sem saneamento básico e que existam em torno de 300 mil pessoas morando nas ruas.

“Quando Deus vem morar entre nós, a fé deixa de ser discurso e torna-se compromisso com a dignidade de cada casa e de cada vida.”

O que é a Campanha da Fraternidade?

A Campanha da Fraternidade é realizada anualmente pela Igreja Católica no Brasil desde 1964, sempre no período da Quaresma: tem início na Quarta-feira de Cinzas e se estende até o Domingo de Ramos (o domingo anterior à Páscoa). Durante esse período, os cristãos católicos são chamados a um caminho de conversão, solidariedade e compromisso social, que culmina com a Coleta Nacional da Solidariedade, um gesto concreto de doação destinado a atender as obras sociais e ações da Igreja que estejam relacionadas ao tema da Campanha naquele ano.

Embora a Campanha seja concentrada na Quaresma, durante todo o ano o tema e o lema da CF mobilizam escolas, obras sociais, paróquias e comunidades católicas em todo o país no sentido de resolver ou combater o problema apresentado.

Para orientar e incentivar a participação na Campanha da Fraternidade, as Edições CNBB preparam, todos os anos, uma série de subsídios, entre os quais estão o Cartaz da CF, o Hino, a Oração e o Texto-base.

De acordo com o site da CNBB, a Campanha da Fraternidade tem três objetivos permanentes: “Despertar o espírito comunitário e cristão no povo de Deus, comprometendo, em particular, os cristãos na busca do bem comum; educar para a vida em fraternidade, a partir da justiça e do amor, exigência central do Evangelho; e renovar a consciência da responsabilidade de todos pela ação da Igreja na evangelização em vista de uma sociedade justa e solidária (todos devem evangelizar e todos devem sustentar a ação evangelizadora e libertadora da Igreja)”.

Salesianidade e Campanha da Fraternidade

A Família Salesiana no Brasil, como parte da Igreja, sempre se envolve profundamente com a Campanha da Fraternidade, promovendo momentos de reflexão e atitudes de solidariedade que perpassam tanto as paróquias que estão aos cuidados dos salesianos, quanto escolas, obras sociais e institutos de ensino superior que fazem parte da Rede Salesiana Brasil (RSB).

Este ano, não será diferente: o tema da moradia será refletido nas comunidades, escolas e obras salesianas, contando, para isto, com os materiais preparados pela CNBB – inclusive, neste ano, está disponível um Texto-base para crianças, que poderá ser utilizado para discutir a CF com participantes da catequese ou alunos das escolas católicas.

É preciso lembrar também que o tema da CF 2026 está diretamente relacionado à espiritualidade salesiana, já que um dos fundamentos do Oratório Salesiano, obra característica da proposta educativa e pastoral inspirada por Dom Bosco, é ser “casa que acolhe”. Assim, o tema da moradia digna pode ser abordado junto aos educandos pela ótica evangélica da solidariedade e acolhida aos mais necessitados.

Por fim, a questão da moradia é algo que afeta profundamente a juventude brasileira mais empobrecida, foco da ação social da Família Salesiana no país, na medida em que a negação desse direito tem impacto na estrutura familiar e no acesso a outros direitos básicos, como saúde, educação, lazer e segurança.

Além de abordar o tema de forma tangencial nas obras sociais da RSB em geral, a moradia é tratada de forma específica em alguns projetos salesianos, entre os quais trazemos nesta edição do Boletim Salesiano três exemplos: o Abrigo Dom Bosco, que atende a população em situação de rua na capital paulista; a participação salesiana na luta pela moradia para a população carente da periferia leste de São Paulo que resultou na organização do mutirão Portal Dom Bosco e o Projeto Casa Real, do Centro Universitário Teresa D'Ávila (UNIFATEA), que promove a reforma de habitações para pessoas carentes em Lorena, SP.

Fonte: Boletim Salesiano Com informações: CNBB e Arquivo Boletim Salesiano / Foto: iStock - Jub Job

Foto: Divulgação

Os Bailes de Carnaval de Madre Mazzarello

Cheia do carisma salesiano, Maín coloca em prática uma estratégia muito divertida para preservar as jovens meninas de Mornese

Papa: na Quaresma, abster-se de palavras que ferem o próximo

"Escutar e jejuar. Quaresma como tempo de conversão" é o título da mensagem do Papa Leão XIV para a Quaresma de 2026. O Pontífice convida os fiéis a um "jejum que também passe pela língua, para que diminuam as palavras ofensivas e aumente o espaço dado à voz do outro".

Um jejum de palavras ofensivas: este é o convite do Papa Leão XIV aos fiéis que se preparam para viver a Quaresma, “tempo em que a Igreja nos convida a recolocar o mistério de Deus no centro da nossa vida”.

Para que a nossa fé ganhe novo impulso e o coração não se perca entre as inquietações e as distrações do quotidiano, o Pontífice recorda que é preciso empreender o caminho de conversão, que começa quando nos deixamos alcançar pela Palavra e a acolhemos com docilidade de espírito.

Escutar

Este ano, o Papa destaca, em primeiro lugar, a importância de dar lugar à Palavra através da escuta, “pois a disponibilidade para escutar é o primeiro sinal com que se manifesta o desejo de entrar em relação com o outro”.

Escutar a Palavra na liturgia, escreve o Pontífice, nos educa para uma escuta mais verdadeira da realidade. “Entre as muitas vozes que passam pela nossa vida pessoal e social, as Sagradas Escrituras tornam-nos capazes de reconhecer aquela que surge do sofrimento e da injustiça, para que não fique sem resposta.”

Jejuar

Se a Quaresma é um tempo de escuta, prossegue o Papa, o jejum constitui uma prática concreta que nos predispõe a acolher a Palavra de Deus. Por implicar o corpo, é útil para discernir e ordenar os “apetites”, para manter vigilante a fome e a sede de justiça, subtraindo-a à resignação e instruindo-a a fim de se tornar oração e responsabilidade para com o próximo.

No entanto, adverte o Santo Padre, para que o jejum conserve a sua autenticidade evangélica e evite a tentação de envaidecer o coração, deve ser sempre vivido com fé e humildade e deve incluir também outras formas de privação.

Leão XIV então convida os fiéis a uma forma de abstinência “muito concreta e frequentemente pouco apreciada”, ou seja, a abstinência de palavras que atingem e ferem o nosso próximo.

“Comecemos por desarmar a linguagem, renunciando às palavras mordazes, ao juízo temerário, ao falar mal de quem está ausente e não se pode defender, às calúnias.”

Em vez disso, o Papa propõe aprender a medir as palavras e a cultivar a gentileza na família, entre amigos, nos locais de trabalho, nas redes sociais, nos debates políticos, nos meios de comunicação social e nas comunidades cristãs. “Assim, muitas palavras de ódio darão lugar a palavras de esperança e paz.”

Juntos

O Pontífice conclui recordando que a Quaresma realça a dimensão comunitária da escuta da Palavra e da prática do jejum.

“As nossas paróquias, famílias, grupos eclesiais e comunidades religiosas são chamadas a percorrer, durante a Quaresma, um caminho partilhado, no qual a escuta da Palavra de Deus, assim como do clamor dos pobres e da terra, se torne forma de vida comum e o jejum suporte um verdadeiro arrependimento.”

O Papa encerra sua mensagem exortando os fiéis a pedirem a graça de uma Quaresma que torne os nossos ouvidos mais atentos a Deus e aos últimos.

“Peçamos a força de um jejum que também passe pela língua, para que diminuam as palavras ofensivas e aumente o espaço dado à voz do outro. E comprometamo-nos a fazer das nossas comunidades lugares onde o clamor de quem sofre seja acolhido e a escuta abra caminhos de libertação, tornando-nos mais disponíveis e diligentes no contributo para construir a civilização do amor. De coração, abençoo todos vocês e o seu caminho quaresmal.”

Fonte: Bianca Fraccalvieri - Vatican News

Dom Bosco de Itaquera leva fé, cultura afro-brasileira e compromisso social para o desfile do Grupo de Acesso de São Paulo

A obra social salesiana Dom Bosco de Itaquera, casa do G.R.E.S. Dom Bosco de Itaquera será uma das protagonistas do domingo de Carnaval, ao desfilar como a 7ª escola da noite pelo Grupo de Acesso I, levando para a Avenida uma apresentação que une cultura afro-brasileira, fé popular e compromisso social.

O desfile da Dom Bosco de Itaquera expressa a identidade de uma agremiação que nasce e se fortalece como obra social salesiana, profundamente enraizada na comunidade e na missão educativa e evangelizadora inspirada em Dom Bosco. Na passarela do samba, a escola apresenta um enredo que dialoga com a história do povo negro, com as lutas por dignidade e com a espiritualidade vivida nas periferias.

Com o tema “Mariama, Mãe de todas as Raças, de todas as cores, Mãe de todos os cantos da terra”, a escola conduzirá o público por uma narrativa marcada pelos movimentos de resistência, liberdade e equidade racial, de gênero e religiosidade, evidenciando como a fé popular se torna fonte de força, esperança e superação diante das injustiças sociais.

Inspirada simbolicamente na obra “A Missa dos Quilombos”, de Milton Nascimento, a apresentação valoriza os saberes da música e da dança popular como expressões de memória, denúncia e anúncio de um futuro mais justo. No centro do desfile está a figura de Mariama, associada à Mãe Aparecida, apresentada como sinal de acolhida, libertação e cuidado com os que vivem à margem, reafirmando a fé como elemento que transforma fragilidades em resistência.

Ao longo do desfile, o Grêmio Recreativo Cultural Escola de Samba Dom Bosco de Itaquera levará para a avenida o som dos tambores ancestrais, os cantos e os símbolos que reafirmam sua identidade: uma escola que samba, reza e congrega na fé, promovendo integração social, valorização das raízes brasileiras e fortalecimento da cultura afro-brasileira.

Letra do Samba Enredo 2026

vi minha cor no espelho d’água
o barro rachado, a luz que me chama
do fundo do rio fluiu esperança
com manto de ouro e rosto de lama
me ajoelhei… chorei sem pudor
minh’alma em silêncio tocou o senhor
reluz na candeia um relicário
nas contas um rosário, pra corrente se quebrar
me ampara nas batalhas dessa vida
negra mãe aparecida, me acolhe em teu olhar

cruza meu tambor, por mais um palmares
ofertório de amor, em tantos lugares
êh maria! mariama!
abençoai o quilombo que se levanta!

nas redes da vida, abraça tua gente
o grito das ruas, feito penitentes
heróis excluídos buscando alento
a luz do teu manto reflete o lamento
e vai brilhar…
mãe negra, vem me embalar.
a prece na palma da mão
na gira do jongo é de congo meu cantar
milhões de altares e andores
se unem aos tambores
é o jeito do samba rezar

olhei pro céu e vi o teu rosto
estrela guia dos romeiros da dom bosco
salve, rainha! a rosa mais bela
protege a alma dos teus filhos de itaquera

Comunicação da Rede Salesiana Brasil

Congresso sobre o Epistolário de Dom Bosco

No dia 12 de fevereiro de 2026, às 15h, na Casa Geral do Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora, em Roma, será realizada uma conferência por ocasião da conclusão da edição crítica sobre a correspondência de Dom Bosco, promovida pelo Instituto e pelo Centro de Estudos sobre as FMA da Pontifícia Faculdade de Ciências da Educação «Auxilium».

"Epistolário de Dom Bosco e envolvimento feminino na missão educativa" é o tema do Congresso, que será aberto com a saudação da Madre Chiara Cazzuola, Superiora Geral do Instituto FMA, e de Dom Silvio Roggia, Conselheiro Geral para a Formação da Congregação Salesiana.

Em seguida, haverá as intervenções dos palestrantes, moderadas pela Irmã Maria Luisa Nicastro, Secretária-geral do Instituto FMA:

  • A influência da Virgem Maria no educador Dom Bosco – Profª. Piera Silvia Ruffinatto, FMA
  • Dom Bosco e as Cooperadoras leigas – Profª. Eloisa De Felice, SSCC
  • As Filhas de Maria Auxiliadora no Epistolário de Dom Bosco – Profª. Grazia Loparco, FMA
  • Cartas de Dom Bosco a várias religiosas – Profª. Eliane Petri, FMA
  • Intervenção do curador – Dr. Francesco Motto, SDB

Na monumental correspondência de Dom Bosco, os destinatários são mais de mil, de todas as idades, origens e funções. As cartas revelam a intensa experiência do brilhante organizador, que se reconhece investido da tarefa de preparar meninos e meninas para a vida adulta, através da educação, sob a orientação de Maria, e para poder concretizá-la em grande escala, envolve muitas pessoas na mesma empreitada. Como ele bem sabe desde o início, os Salesianos não são suficientes para tal compromisso.

Diante de uma situação sociorreligiosa que evolui com a gradual secularização, ele sente a urgência de defender os valores cristãos inalienáveis e, ao mesmo tempo, com realismo, criar as condições para formar pessoas à altura dos tempos. Se os governos estão se distanciando da Igreja, é necessário encontrar novos aliados na própria sociedade. São necessários religiosos, religiosas, leigos e leigas prontos a colaborar, cada um de acordo com a sua vocação e as suas possibilidades, com uma fé ativa, alma das práticas devocionais. Assim, num amplo horizonte de apostolado, ao longo do tempo multiplicam-se os colaboradores da obra salesiana: cooperadores e cooperadoras, representantes de instituições eclesiásticas e civis, amigos, benfeitores chamados a ajudar e cooperar na grande empreitada e, ao mesmo tempo, muito presentes nos pensamentos e nas orações de Dom Bosco.

A experiência ensina-lhe que também as mulheres podem contribuir eficazmente para a obra da salvação, não mais apenas com a oração e a caridade, mas no apostolado irradiado e integrado nas famílias e na sociedade. E assim, mesmo sendo um homem e sacerdote do seu tempo, ele é influenciado por uma mentalidade tradicional, mas alia-se a muitas mulheres para uma caridade com um rosto moderno, promocional, voltada para salvar o presente e o futuro de muitos jovens. Dom Bosco tem, acima de tudo, uma ideia moderna da vida religiosa feminina, voltada para o objetivo urgente de educar as meninas das classes populares, com um estilo simples e familiar.

Como fundador do Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora (FMA), que ele quis agregar à Congregação Salesiana como parte integrante do projeto educativo, pode-se supor que as cartas a elas enviadas foram mais numerosas do que as poucas que restaram, embora se admita que a comunicação devia ocorrer mais pessoalmente e por meio dos diretores por ele designados. De 4.682 cartas, na verdade, apenas uma porcentagem mínima é reservada às FMA. Em contrapartida, são mais numerosas as referências a elas quando escreve a interlocutores que pretende envolver na obra educativa, confirmando a sua ideia de que se tratava de uma única Congregação com dois ramos.

Prestando atenção à componente feminina, a partir da inspiração mariana de toda a obra salesiana, questiona-se como a Virgem está presente na correspondência. Limitando então o estudo às interlocutoras da obra salesiana, que espaço reservou às mulheres, religiosas e Cooperadoras? Como Dom Bosco se comunicava com e sobre as FMA? Onde estava a novidade, em relação ao florescimento das congregações femininas contemporâneas? Em relação aos preconceitos comuns, como se mostrou disponível em ir além e até que ponto, tendo em vista o objetivo prioritário a alcançar?

Estas são algumas das questões que irão alimentar o debate ao longo da conferência.

Convite

Cartaz

Transmissão ao vivo

Fonte: Instituto Filhas de Maria Auxiliadora 

Igreja celebra o Dia Mundial de Oração e reflete o Tráfico de Pessoas em 8 de fevereiro

A Igreja Católica celebra, no dia 8 de fevereiro de 2026, o Dia Mundial de Oração e Reflexão contra o Tráfico de Pessoas, uma data que convida fiéis de todo o mundo à oração, à conscientização e ao compromisso concreto no enfrentamento dessa grave violação da dignidade humana.

A iniciativa coincide com a memória litúrgica de Santa Josefina Bakhita, religiosa sudanesa que foi vítima de tráfico humano ainda na infância e que se tornou símbolo de esperança, libertação e resistência diante das formas modernas de escravidão.

Tema de 2026 destaca dignidade humana como fundamento da paz

Com o tema “A paz começa com a dignidade: um apelo global para pôr fim ao tráfico de pessoas”, a edição de 2026 reforça a urgência de colocar a pessoa humana no centro das ações sociais, políticas e pastorais. A proposta dialoga com o magistério do Papa Papa Leão XIV, que tem reiterado que não pode haver paz verdadeira onde a dignidade humana é ferida, explorada ou mercantilizada.

O tráfico de pessoas, que atinge especialmente mulheres, crianças, migrantes e populações em situação de vulnerabilidade, continua sendo uma chaga aberta na sociedade contemporânea, exigindo respostas que unam fé, justiça social e políticas públicas eficazes.

Mobilização global une oração, reflexão e ação

O Dia Mundial é promovido pela União Internacional das Superioras Gerais (UISG) e pela Union of Superiors General (USG), em colaboração com a rede internacional Talitha Kum, além de diversos organismos da Santa Sé e instituições parceiras.

A programação de 2026 prevê uma semana de mobilização internacional, entre os dias 4 e 8 de fevereiro, com vigílias de oração, encontros formativos, ações com jovens e eventos presenciais e online, conectando comunidades de diferentes continentes.

Entre os destaques estão a vigília de oração com velas em Roma, a peregrinação global de oração online — transmitida em vários idiomas — e a celebração eucarística no dia 8 de fevereiro, culminando com a oração do Angelus.

Um chamado à consciência e ao compromisso

Mais do que uma data comemorativa, o Dia Mundial de Oração e Reflexão contra o Tráfico de Pessoas é um chamado à conversão pessoal e comunitária. A proposta é unir espiritualidade e ação, incentivando paróquias, escolas, congregações religiosas e organizações sociais a reconhecer os sinais do tráfico humano e a atuar na prevenção, no acolhimento das vítimas e na promoção de uma cultura de paz e cuidado.

Ao recordar Santa Josefina Bakhita, a Igreja reafirma que nenhuma pessoa pode ser reduzida a objeto e que o combate ao tráfico de pessoas é parte essencial da missão cristã em defesa da vida, da justiça e da dignidade de todos.

 

Com informações do site das Filhas de Maria Auxiliadora - FMA - Roma

Cineastas alemães visitam o Brasil para resgatar a história do P. Rodolfo Lunkenbein e Simão Bororo

Uma comitiva de profissionais europeus que desembarcou no Brasil nesta semana trouxe consigo não apenas câmeras, mas um profundo desejo de resgatar a memória dos fatos ocorridos em Meruri, no ano de 1976, Naquela ocasião, o P. Rodolfo Lunkenbein e o indígena Simão Bororo foram mortos e as circunstâncias dessa morte estão sendo estudadas pela Igreja para que sejam reconhecidas como martírio.

O grupo europeu, que enfrentou a transição do inverno rigoroso na Alemanha para as chuvas tropicais brasileiras, busca subsídios para uma produção multiplataforma que inclui um longa-metragem de ficção, documentários e podcasts.

A gênese do projeto: de um livro infantil ao cinema

O diretor da Don Bosco Medien, Ferdinand Auhser, revelou que o projeto nasceu de uma sugestão simples que ganhou proporções inesperadas. “Tudo começou quando o nosso provincial, P. Reinhard Gesing, me perguntou se não poderíamos fazer um livro infantil sobre o P. Rodolfo“, explicou Auhser. Ao pesquisar sobre o missionário, ele percebeu que a história possuía densidade para algo maior: “Pensei que poderíamos fazer mais do que um livro, talvez um filme”.

Para Auhser, o objetivo é tornar a vida e o legado de Lunkenbein e Simão Bororo acessíveis a uma “grande quantidade de pessoas”. Ele se diz impressionado com a receptividade brasileira: “Estou muito impressionado com as pessoas que conhecemos até agora, com o conhecimento delas e a incrível disposição em informar e acolher”.

O impacto dos documentos históricos

A imersão nos arquivos da Inspetoria Salesiana causou forte impacto emocional na equipe. O vice-postulador da causa de martírio, P. João Bosco Monteiro Maciel, que está acompanhando o grupo, destacou um documento em particular como o coração do acervo: “Esta lista de nomes escrita de próprio punho pelo P. Rodolfo momentos antes de ser assassinado é a peça mais importante”.

Anna Haupt, responsável pelo marketing e relações públicas do projeto, confessou que sua conexão com a história se aprofundou ao ver esse material. “Eu conhecia a história apenas superficialmente. Agora, no arquivo, vimos o documento onde se pode dizer que ele praticamente assinou sua própria morte. Acho isso fascinante”, relatou Haupt. Ela também destacou a calorosa recepção do povo brasileiro e o desejo de conhecer pessoalmente o povo Bororo nos próximos dias.

Visão cinematográfica e justiça histórica

A premiada diretora Mirjam Unger, que assumirá o comando do filme, detalhou a complexidade de transformar essa realidade em cinema. Segundo ela, o projeto está na fase de construção de roteiro, um processo que deve durar cerca de dois anos, com a previsão de conclusão total do filme em até cinco anos. “Para um projeto de cinema, você precisa de quatro a cinco anos. Talvez o lançamento seja em 2030 ou 2031“, estimou.

Unger enfatizou que o filme é uma oportunidade de lançar luz sobre fatos ainda obscuros. “É um caso muito interessante porque os assassinos nunca foram julgados. É importante olhar com muito cuidado para ver o que realmente aconteceu”, afirmou a diretora. A produção buscará financiamento governamental na Alemanha e Áustria, além de considerar uma coprodução internacional com o Brasil e a Itália.

Cultura e Arte em solo brasileiro Além da pesquisa documental, a equipe visitou o Museu das Culturas Dom Bosco, onde o Professor Dirceu Mauricio van Lonkhuijzen apresentou a enciclopédia Bororo e o acervo cultural da etnia. O grupo também ouviu relatos do P. Andelson Dias de Oliveira, que compartilhou sua experiência como diretor em Meruri e a convivência direta com os indígenas.

Como parte integrante do documentário, o artista Mika Springwald realizará uma intervenção artística no Brasil, utilizando sua arte para dialogar com a narrativa do martírio e a herança deixada pelos “Servos de Deus”.

O grupo, acompanhado pelos salesianos P. João Bosco Maciel e P. Tiago Figueiró, seguiu nesta quinta-feira (05/02) para o Estado de Mato Grosso onde deve visitar as presenças salesianas de Primavera do Leste, Meruri e Cuiabá. Eles devem retornar ao Brasil para registrar os eventos do mês de julho em Meruri, quando serão completados os 50 anos da morte do P. Rodolfo Lunkenbein e Simão Bororo.

 
Fonte: Por Euclides Fernandes da MSMT
 

Comunidade salesiana celebra Dom Bosco em Jerusalém após anos de guerra

A comunidade salesiana de Jerusalém reuniu salesianos, membros da Família Salesiana, estudantes do Studium Theologicum Salesianum, religiosos, religiosas e amigos de Dom Bosco no Mosteiro de Ratisbonne no sábado (31/01) para celebrar o santo da juventude. A celebração representa um ato de esperança na Cidade Santa e marca o retorno dos encontros em grande número após dois anos de dificuldades e incertezas causadas pela guerra. A serenidade transparece nos olhos dos presentes.

Inauguração da capela renovada

A comunidade celebra também a inauguração da capela renovada do teologado. A grande restauração dos últimos meses entrega à comunidade uma nova beleza e esplendor, e o espaço se apresenta como um ambiente luminoso, acolhedor e aconchegante para a oração dos salesianos e de toda a comunidade.

Missa presidida por bispo auxiliar

Dom Bruno Varriano, OFM, bispo auxiliar do Patriarcado Latino para o Chipre, presidiu a Missa. O bispo recordou sua amizade com Dom Bosco, iniciada aos cinco anos de idade na escola das FMA e continuada no ensino médio com os salesianos, até os estudos universitários na UPS, em Roma. Dom Bruno nasceu no Brasil e estudou em colégio salesiano até o final do ensino médio, depois seguiu para a Itália e se tornou franciscano. Ele cursou faculdade de psicologia, mestrado e doutorado na universidade salesiana.

Mantenham vivo o seu carisma“, exortou o bispo, “que é um modo de olhar, de falar e de cuidar dos jovens. Não é uma filosofia nem uma ideologia, mas é vida, é sonho!“. Dom Bruno acrescentou: “Sim, é realmente um prazer celebrar Dom Bosco com vocês, aquele que, ao longo de toda a sua vida, acompanhou os jovens passo a passo, ensinando-lhes que a santidade não é tristeza, mas alegria“. O bispo enfatizou a importância de os salesianos darem testemunho do carisma e da felicidade que se realiza em Jesus Cristo.

Participação de autoridades salesianas

O padre Emanuele Vezzoli, vigário do Inspetor MOR, e o padre Leo Arockiam, ecônomo inspetorial MOR, participaram da celebração. A bênção da capela precedeu a Missa.

Confraternização e testemunho

A festa prosseguiu com um almoço fraterno. Cantos da tradição salesiana e música a cargo dos jovens salesianos animam o encontro. Cerca de 300 pessoas compareceram à casa para a Missa, a bênção da nova capela e o almoço festivo.

Henrique dos Reis Escudeiro, estudante de teologia da Inspetoria de Campo Grande que está no teologado de Ratisbonne, testemunha: “Foi muito bom celebrar Dom Bosco na Terra Santa, ainda mais depois desse tempo de medo, de incerteza, que foi esse tempo de guerra, que aos poucos agora está se recuperando a movimentação. Percebi que Dom Bosco é muito querido em todos os cantos“. O estudante conclui: “Foi uma maravilha, foi um presente de Deus essa festa e é bom comemorar ainda mais aqui na igreja mãe a festa do nosso pai fundador“.

Fonte: Euclides Fernandes da MSMT com informações da ANS

Primeira Profissão Religiosa de noviços reúnem as inspetorias salesianas de Manaus, Campo Grande e Belo Horizonte

Neste sábado, 31 de janeiro, as Inspetorias Salesianas de Manaus (BMA), Campo Grande (BCG) e Belo Horizonte (BBH) reuniram-se na Capela do Sagrado Coração, em Barbacena – MG, para a celebração da Primeira Profissão Religiosa de 7 noviços pertencentes a essas inspetorias.

A cerimônia foi presidida pelo Padre Ricardo Carlos (Inspetor BBH), concelebrada pelos Padres Adalberto Alves de Jesus (Inspetor BCG) e Raimundo Marcelo Maciel (Vigário do Inspetor BMA) e pelos demais Padres Salesianos presentes.

Após essa etapa, os jovens salesianos seguirão para o Pós-Noviciado, que acontecerá na Inspetoria de Campo Grande, no Instituto São Vicente, em Mato Grosso do Sul.

Conheça os noviços e suas inspetorias:

Inspetoria Salesiana São João Bosco (BBH): Felipe Charra dos Santos, Fernando Mauri e Paulo Henrique Carrijo Silva. 

Inspetoria Salesiana de Manaus (BMA): Gabriel Garcia Ferreira.

Inspetoria Salesiana de Campo Grande (BCG): Lucas Antunes Baschera, Matheus Bogado Lima e Riquelme Ferreira Soares.

‍A Inspetoria São João Bosco oferece aos jovens a oportunidade de fazer o processo de discernimento vocacional por meio de momentos de espiritualidade e diálogo com a comunidade de salesianos nos Estados de Minas Gerais, do Rio de Janeiro, do Espírito Santo, de Goiás, do Tocantins e no Distrito Federal. 

Clique aqui e venha ser um Salesiano de Dom Bosco.

Fonte: Inspetoria São João Bosco

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