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Terceiro Dia da Jornada Formativa une Técnica e Espiritualidade em Aparecida

Com o tema "Desafios Contemporâneos e Intervenção Técnica", orientadores participam de painel mediado e realizam visitas guiadas a marcos históricos do carisma salesiano.

Um dos momentos mais aguardados da 1ª Jornada Formativa dos Orientadores Educacionais da Rede Salesiana Brasil (RSB) aconteceu nesta quinta-feira (26). Os participantes do evento, que teve início nesta terça-feira (24) no Centro de Eventos Pe. Vitor Coelho, em Aparecida (SP), puderam contar com um dia dedicado à integração do olhar técnico sobre a realidade juvenil com a vivência prática da história salesiana.

Mosaico de Saberes e Intervenção Técnica

A manhã teve início com o momento de Acolhida, que foi conduzido pela Coordenadora das Escolas da Inspetoria Maria Auxiliadora, Valéria Rodrigues, juntamente com o Coordenador das Escolas da Inspetoria São Luiz Gonzaga, Jonathas Sacramento. Logo após, o auditório foi palco do "Mosaico dos Desafios Contemporâneos e Intervenção Técnica da Orientação Educacional". 

Sob mediação da mestre em Ensino de Ciências, Michelly Morato, a atividade permitiu que os orientadores e orientadoras das escolas salesianas compartilhassem os dilemas atuais de seus cotidianos. O objetivo central foi aprimorar o alinhamento técnico da função, garantindo que a orientação educacional atue de forma precisa e preventiva diante das complexas demandas dos(as) estudantes do Ensino Fundamental e Médio.

De acordo com Michelly Morato, o mosaico criado coletivamente nesta vivência busca fazer com que os participantes da Jornada “possam pensar, repensar, dialogar, experienciar, conhecer e reconhecer essas experiências uns com os outros”.

Uma Jornada pelas Raízes Salesianas

No período da tarde, a Jornada Formativa ultrapassou os limites das salas de conferência. Divididos em três grupos, cada um destinado a uma localidade diferente, os participantes do evento embarcaram em visitas guiadas para localidades de grande significado para a trajetória salesiana em prol das juventudes.  Confira:

Memorial das Filhas de Maria Auxiliadora no Brasil

O primeiro destino foi um mergulho na história e no legado das irmãs salesianas. O Memorial das Filhas de Maria Auxiliadora no Brasil fica em Guaratinguetá (SP) e parte da concepção de São João Bosco que definiu a Congregação feminina por ele fundada, o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora, como monumento vivo de sua gratidão a Nossa Senhora.

“A visita ao Memorial das Irmãs Salesianas foi muito mais que uma experiência informativa, foi profundamente formativa e inspiradora. O contato direto com a história, os objetos, os registros e como a vida concreta das irmãs transforma a nossa percepção do carisma salesiano, saindo do teórico para algo vivo. O Memorial possibilita enxergar que o carisma salesiano é uma missão construída com entrega, fé e amor ao longo do tempo. Durante a visita, somos provocados a refletir que não se trata apenas de admirar o passado, mas de se perguntar ‘como eu posso continuar esse legado hoje no meu lugar de Orientadora Educacional?’”, comenta a Orientadora do Colégio Laura Vicuña, de Campos dos Goytacazes (RJ), Thuanne Paravidino.  

Faça o tour virtual e confira mais detalhes sobre o Memorial das Filhas de Maria Auxiliadora no Brasil clicando aqui. 

Réplica da Casa de São João Bosco

A segunda parada levou os participantes da Jornada para uma experiência única. A Casa de São João Bosco, em Pindamonhangaba (SP), é uma réplica da humilde moradia onde o santo dos jovens viveu sua infância. Ela tem o propósito de servir como um importante espaço educativo para despertar em seus jovens e em todos os visitantes os mesmos ideais de alegria, amizade e fé que forjaram o coração de São João Bosco.

“Essa visita aqui na réplica da Casa de Dom Bosco é a presentificação que dá cor, dá nome, dá voz e dá matéria para aquilo que a gente vivencia enquanto espiritualidade, enquanto conhecer a figura de Dom Bosco quase que pessoalmente aqui, e mais do que isso, entender de onde nós nascemos e de onde nós viemos”, diz o Orientador de Estudos do Instituto São José, de São José dos Campos (SP), Gabriel Lemes Justino.

Confira mais detalhes sobre a Réplica da Casa de São João Bosco clicando aqui. 

Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida

Um espaço de contemplação e renovação da fé no coração do Brasil, o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida (SP), é para a Família Salesiana um local de muita harmonia, por ser a casa daquela de quem Dom Bosco e Madre Mazzarello eram grandes devotos e, nas palavras do próprio Dom Bosco, todos os seus feitos seriam graças a Nossa Senhora, pois “foi ela quem tudo fez”.

“É uma emoção muito grande, é um sonho realizado! Enquanto Orientadora Educacional Salesiana, me traz mais espiritualidade, me traz mais a emoção de saber que Deus é Todo-Poderoso, que Ele está presente em tudo e aqui eu renovei ainda mais a minha fé. A gente sente realmente a presença de Deus vivo aqui dentro”, comenta a Orientadora Educacional do Colégio Auxiliadora, de Bagé (RS), Carla Dutra.

Confira mais sobre o Santuário Nacional de Aparecida clicando aqui. 

Celebração e Unidade

O dia encerra-se de forma especial com a celebração da Santa Missa no Santuário Nacional de Aparecida. Este momento de unidade simboliza o compromisso da Rede Salesiana em cuidar não apenas do aspecto técnico, mas também da dimensão espiritual e emocional de seus colaboradores, fortalecendo a missão de ser presença significativa na vida das juventudes.

Acompanhe cada detalhe!

Não perca a cobertura completa do evento no portal da RSB e acompanhe os bastidores, fotos e depoimentos em tempo real através das mídias sociais (@redesalesianabr)

Por Janaina Lima, com apoio da Equipe de Comunicação da RSB

Teoria e Prática em Rede: Confira Tudo sobre o Segundo Dia da Jornada Formativa

Com o tema "Competências e Práticas da Orientação Educacional", o segundo dia promove minicurso e oficinas temáticas voltadas ao protagonismo juvenil e à prevenção de conflitos.

A quarta-feira, 25 de março, marcou o segundo dia da Jornada Formativa dos Orientadores Educacionais da Rede Salesiana Brasil (RSB). O encontro, que reúne profissionais de todo o país no Centro de Eventos Pe. Vitor Coelho, em Aparecida (SP), dedicou sua agenda ao aprofundamento técnico e à troca de experiências essenciais para o cotidiano escolar.

Espiritualidade e Convivência Ética

A manhã teve início com o momento de Acolhida e oração conduzido por Cristiano Prates Rodrigues (Inspetoria Madre Mazzarello) e Paulo Rogedo (Inspetoria São João Bosco), reafirmando a espiritualidade que alicerça o trabalho em rede.

O grande destaque da manhã foi o minicurso "A atuação da Orientação Educacional na construção da convivência ética e na prevenção da violência na escola", ministrado pela Dra. Luciene Tognetta, especialista da área com formação pelo Instituto de Psicologia da USP e Universidade de Genebra, Suíça. A palestra ofereceu subsídios científicos e práticos para que os orientadores e as orientadoras educacionais da RSB fortaleçam ainda mais seus impactos como mediadores e promotores de um ambiente escolar continuamente mais seguro e acolhedor.

“As questões de convivência não podem ser consideradas menos importantes do que as questões acadêmicas. Estamos tão acostumados a esse cenário que muitas vezes nem percebemos o problema, passamos a enxergar apenas o comportamento acadêmico”, comenta a Dra. Luciene Tognetta.

Oficinas Temáticas: Diversidade de Saberes

No período da tarde, a jornada proporcionou um espaço de especialização através de cinco oficinas temáticas. Cada participante pôde selecionar dois itinerários para aprofundar suas competências específicas. Conheça um pouco dos assuntos abordados em cada oficina:

Oficina Temática 1 - “Desenvolvimento de Lideranças e do Protagonismo Juvenil nas Escolas Salesianas”

O  Vice-Inspetor da Inspetoria Salesiana São Pio X, Pe. Sérgio Ramos, comandou a oficina que trouxe um olhar apurado sobre a importância do Protagonismo Juvenil nas Escolas Salesianas. 

“Tudo parte desse pressuposto carismático de que as nossas casas sejam ambientes propícios, capazes de desenvolver as lideranças e propor espaços de protagonismo para as nossas juventudes. Tudo parte do coração de Dom Bosco e da intuição do oratório, o seu coração oratoriano, onde buscava fazer de cada uma das suas instituições um pátio onde os amigos se encontram, uma escola onde se educa para a vida, uma casa que acolhe e uma paróquia que educa na fé. Um ambiente sadio e salesiano é capaz, com certeza, de criar, acompanhar e gerar grandes lideranças para a nossa sociedade”, comenta Pe. Sérgio.

Oficina Temática 2 - “Projeto de Vida e Aconselhamento: caminhos de futuro com sentido” 

O Mestrando em Psicologia da Educação pela PUC/SP e Diretor de Pastoral do Colégio Salesiano de São Paulo, Pe. Rafael Galvão, trouxe um pouco sobre o essencial apoio que as escolas devem dedicar ao Projeto de Vida de cada um de seus estudantes.

“Se você fala de orientação educacional, em vincular com o Projeto de Vida, muitas vezes você vai orientar para apagar incêndio e não para ajudar a ter um sentido na vida. [...] Quando a gente fala em amorevolezza, em razão e religião, isso é o combo, é a vida inteira, integral. Então, a gente pensa nessa dimensão transcendental, não só para o céu, mas para a vida do jeito salesiano: que tem que ser de uma maneira dialogada, de uma maneira que o aluno se sente à vontade e seja impulsionado para poder fazer a diferença na sociedade. Então, ‘bons cristãos e honestos cidadãos’ não surgem do nada, tem que planejar e o Projeto de Vida faz isso”, comenta Pe. Rafael.

Oficina Temática 3 - “Mediação de Conflitos à Luz da CNV e do Sistema Preventivo” 

A Professora, Pedagoga e Mestre em Educação pela Universidade de Brasília (UnB), Jussara Seidel, juntamente com o Professor e Mestre em Ciência Política também pela UnB, Daniel Seidel, estiveram à frente desta oficina que combinou práticas de Comunicação Não Violenta (CNV) com o Sistema Preventivo de Dom Bosco para lidar com a mediação de conflitos nas escolas. 

“Ele [o tema da oficina] dialoga muito com o Sistema Preventivo e com os objetivos da Rede. Atuar com esse tema garante que a gente possa trazer mais perto elementos e possibilidades de trabalhar as mediações de conflitos [...] e trabalhar as questões das violências, especialmente no ambiente escolar”, diz Jussara. “Eu compreendo a importância do tema como uma instrumentalização das orientadoras e dos orientadores educacionais da Rede Salesiana, justamente para que possam atuar de forma competente no enfrentamento às violências [...], reforçando a diretriz e o carisma do próprio Sistema Preventivo”, completa Daniel. 

Oficina Temática 4 - “Aprendizagem, Rotina de Estudos e Intervenção Pedagógica com Olhar Preventivo Salesiano” 

A Mestranda em Formação de Professores pela Fundação Universitária Iberoamericana, Karina Sousa Silva Santos, juntamente com a  Psicóloga e Orientadora Educacional no Instituto São José (SP), Andreia Moreira dos Anjos, estiveram à frente desta rica oficina que trouxe um olhar bastante salesiano sobre aprendizagem, rotina de estudo e intervenção pedagógica. 

“A proposta de falar sobre aprendizagem, rotina de estudos e essa intervenção pedagógica com o olhar preventivo salesiano é justamente a gente fortalecer as práticas preventivas, a importância da rotina de estudos para os nossos estudantes e o quanto esse orientador educacional precisa dessa rede de apoio que inclui toda a comunidade educativa, as famílias, os professores e os nossos estudantes”, diz Karina. “Pensar as práticas de ensino e de estudo é um desafio muito grande hoje dentro das nossas escolas, não só da Rede, mas para a educação como um todo. Então, ter a oportunidade de conversar isso junto com os orientadores, de cada um partilhar o que tem vivido, o que tem feito, quais são as novas demandas, contribui muito para o nosso fazer do dia a dia”, finaliza Andreia.

Oficina Temática 5 - “Entre Telas e Vínculos: a Atuação Preventiva do Orientador Educacional Diante do Cyberbullying à Luz do ECA Digital” 

A Especialista em Saúde Mental e Mídias Interativas pela PUC-SP, Vanessa Poli, além de ser ex-aluna salesiana, é também Líder do Grupo de Educadores Google em São José dos Campos e membro do Comitê Gestor de Internet no Brasil. Vanessa comandou a oficina que abordou a atuação do Orientador Educacional diante do cyberbullying

“É importante compartilhar esses conhecimentos e deixar toda a Rede alinhada aos principais cuidados sobre os vínculos, as telas e as novidades que têm o ECA Digital”, diz Vanessa sobre o impacto da oficina no dia a dia dos Orientadores Educacionais.

O Tradicional "Boa Noite"

Encerrando as atividades do dia, os orientadores participaram do tradicional momento do "Boa Noite", conduzido pela Referente da Pastoral Juvenil, Ir. Tereza Cristina Pisani Domiciano (Ir. Teca). A prática, herança direta de Dom Bosco, serviu para sintetizar as aprendizagens do dia e fortalecer o sentimento de pertença e missão compartilhada.

A continuidade desta jornada reafirma o investimento da RSB na formação continuada de suas equipes, garantindo que seus orientadores estejam preparados para ser uma "presença significativa" e técnica na vida de milhares de estudantes das escolas salesianas.

Acompanhe cada detalhe!

Não perca a cobertura completa do evento no portal da RSB e acompanhe os bastidores, fotos e depoimentos em tempo real através das mídias sociais (@redesalesianabr)

Por Janaina Lima, com apoio da Equipe de Comunicação da RSB

Madre Geral Chiara Cazzuola apresenta projeto Identità e incentiva jovens a viver a santidade no cotidiano

A Madre Geral das Filhas de Maria Auxiliadora, Madre Chiara Cazzuola, gravou uma mensagem especial para as crianças e jovens da Rede Salesiana Brasil apresentando o Projeto Identità, iniciativa que fortalece a identidade carismática salesiana por meio de materiais formativos voltados às novas gerações.

No vídeo, a Madre dirige-se diretamente aos estudantes e educadores, convidando-os a conhecer mais profundamente a espiritualidade e os valores transmitidos por Dom Bosco e Madre Mazzarello, fundadores da tradição educativa salesiana.

“A santidade pode parecer algo difícil, mas não é”, afirma Madre Chiara. “Ela pode ser vivida na vida cotidiana, em cada gesto e em cada escolha do dia a dia, como nos ensinaram Dom Bosco e Madre Mazzarello.”

Ao apresentar os fascículos do projeto, a Madre destaca que os materiais ajudam crianças e jovens a compreender sua vocação e a desenvolver sua identidade à luz do carisma salesiano.

“Nós somos chamados pelo Senhor a nos tornarmos santos, mas fazemos isso na vida cotidiana, como nos ensinaram Joãozinho e Mahin, que desde pequenos responderam ao chamado do Senhor”.

Ao longo da mensagem, Madre Chiara também recorda figuras importantes da tradição salesiana, como Domingos Sávio, Laura Vicuña e Artêmides Zatti, e ressalta o papel de Jesus como o Bom Pastor e de Maria Auxiliadora como mestra e guia nesse caminho de fé.

Assista ao vídeo completo da mensagem da Madre Geral:
https://youtu.be/R8iO0NETftg?si=_VBMC_k9OSX43HYC

Sobre o Projeto Identità

O Projeto Identità é uma iniciativa da Rede Salesiana Brasil que propõe uma ação evangelizadora organizada e sistematizada para fortalecer a identidade carismática nas escolas e obras sociais salesianas.

O material foi desenvolvido com dedicação para que cada encontro proposto seja uma experiência significativa de aprofundamento da fé e de conhecimento do carisma salesiano. Inspirado nos ensinamentos de Dom Bosco e de Madre Mazzarello, o projeto busca apresentar às crianças e jovens os valores que sustentam a missão educativa salesiana.

Atualmente, o Projeto é desenvolvido em 58 obras e 84 escolas, totalizando 142 presenças, com perspectiva de ampliação para paróquias, vinculado à catequese. São 39.575 crianças que participam do projeto, sendo 15.410 educandos das obras sociais e 24.165 estudantes do Ensino Fundamental Anos Iniciais das escolas. 

O material dialoga com a Matriz de Ensino Religioso da RSB, contribuindo para que os estudantes compreendam de forma mais profunda a identidade institucional das escolas salesianas. O nome Identità, que significa identidade em italiano (língua de origem da tradição salesiana) é também uma homenagem aos fundadores Dom Bosco e Madre Mazzarello.

Quem é Madre Chiara Cazzuola

Madre Chiara Cazzuola nasceu em 1955, na cidade de Campiglia Marittima, na Itália, e pertence à Inspetoria Toscana Santo Espírito. Ingressou no Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora e realizou sua Primeira Profissão Religiosa em 5 de agosto de 1975, em Castelgandolfo, Roma.

Licenciada em Disciplinas Literárias, dedicou muitos anos à educação, atuando como professora e posteriormente como diretora escolar. Ao longo de sua trajetória, também desempenhou importantes funções na pastoral juvenil salesiana, contribuindo para a formação de jovens e educadores.

Em sua caminhada dentro do Instituto, assumiu diversos serviços de animação e governo, entre eles o de Inspetora, Conselheira Visitadora e, posteriormente, Vigária Geral. Em 5 de outubro de 2021, durante o Capítulo Geral XXIV, foi eleita Madre Geral das Filhas de Maria Auxiliadora, tornando-se a 10ª sucessora de Santa Maria Domingas Mazzarello.

Como Madre Geral, sua missão é fortalecer o vínculo de comunhão entre as comunidades e inspetorias presentes nos cinco continentes, animando a vivência do carisma salesiano e respondendo, com criatividade e fidelidade, aos desafios educativos das novas gerações.

Uma mensagem que fortalece a identidade salesiana

A apresentação do Projeto Identità pela Madre Geral Chiara Cazzuola representa um momento significativo para a Rede Salesiana Brasil, reafirmando a importância de cultivar, desde a infância, os valores e a espiritualidade que sustentam a missão educativa salesiana.

Ao incentivar crianças e jovens a reconhecerem sua vocação e a viverem a santidade no cotidiano, a Madre reforça o compromisso da Família Salesiana com a formação integral das novas gerações.

Para a Rede Salesiana Brasil, é motivo de grande alegria e honra contar com a mensagem e o apoio da Madre Geral a essa iniciativa, que contribui para fortalecer a identidade carismática e manter viva a missão iniciada por Dom Bosco e Madre Mazzarello.

Comunicação da Rede Salesiana Brasil

16 de março de 1892 - 134 anos da chegada das Irmãs Salesianas (FMA) ao Brasil

CHEGADA DAS FILHAS DE MARIA AUXILIADORA AO BRASIL 

O ano é 1877. Na solenidade da natividade de Maria Santíssima, 08 de setembro, Dom Bosco anuncia o desejo de enviar à América, mais especificamente ao Uruguai, a primeira expedição missionária do Instituto, cujo objetivo era dar início à tão sonhada expansão do carisma salesiano no estilo feminino.

Aos 27 de setembro do mesmo ano, ele anuncia os nomes das Irmãs missionárias que seriam enviadas às terras uruguaias. Tempos depois, em 14 de novembro, parte o navio Savoie tendo a bordo as seis Irmãs escolhidas, chegando em Montevidéu em 12 de dezembro. Lá elas abrem a casa de Villa Colón e iniciam suas atividades na América.

Não tardou a começarem as movimentações para a vinda das Irmãs ao Brasil que, a essa altura, já conhecia a figura do bom Pai Dom Bosco.

Com a chegada dos Salesianos, em 1883, o sonho de ter também a presença da congregação feminina começou a tomar forma. Em 1886, Monsenhor João Filippo dá início ao projeto de construção do Colégio que leva o título de Nossa Senhora do Carmo, começando a obra em 1887. Ao final da construção, em 1891, o sacerdote obtém do Reitor-Mor, Pe. Miguel Rua, a autorização para a vinda das Irmãs Salesianas para assumirem a direção da casa destinada às meninas. Inicia-se assim a missão Salesiana FMA em terras brasileiras.

Em 5 de março de 1892 partiram, de Montevidéu, dez Irmãs FMA e duas noviças com a finalidade de assumir o Colégio do Carmo e abrir mais duas casas no Brasil. Foi nomeada como Superiora a Irmã Teresa Rinaldi, tendo em sua companhia as Irmãs: Florinda Bittencourt, Helena Ospital, Paula Zuccarino, Joana Narizano, Dolores Machin, Ana Couto, Dileta Maldarin, Justina Gros, Francisca Garcia e as noviças, Matilde Bouvier e Maria Luisa Schilino. A expedição veio acompanhada ainda pelo Revmo. Pe. Domingos Albanello, nomeado prefeito do Colégio São Joaquim, de Lorena. Chegaram ao porto do Rio de Janeiro no dia 10, às 20h, no navio Sud América.

Após passarem por Niterói e Lorena, seguiram viagem em trem até Guaratinguetá no dia 16 de março, tendo sido recebidas às 14h, na estação ferroviária da cidade. Haviam lá para a recepção alguns sacerdotes, autoridades civis, muitas famílias e grande população, além de uma animada banda musical. Após uma solenidade na Igreja Matriz, dirigiram-se ao Colégio que previamente havia sido adornado com arcos e flores.

Acompanhadas do fundador do Colégio, Pe. Monsenhor João Filippo, e do Diretor do Colégio Salesiano de Lorena, Pe. Carlos Peretto, entraram primeiramente na Capela, onde a lâmpada acesa no altar indicava a presença de Jesus Sacramentado que já havia tomado posse da casa. Em seguida visitaram todo o edifício, mobiliado e abastecido completamente com capacidade imediata para atender 200 meninas, podendo a estrutura acolher 400. Tamanha era a benfeitoria de Mons. Filippo que fez o necessário para prover tudo às Irmãs e às jovens que atenderiam. A partir deste dia, a presença das Filhas de Maria Auxiliadora no Brasil criou raízes como uma árvore frondosa e fecunda, se espalhando com grandeza e graciosidade pelos quatro cantos do país. Seguiram-se então a inauguração desta casa, em 20 de abril do mesmo ano, e de inúmeras outras ao longo do estado de São Paulo e além dele.

O Colégio do Carmo guarda em seu existir a semente original que brotou e deu frutos por toda a terra brasileira, concentrando sobre seu chão a história de inúmeras gerações e figuras que por ele passaram. Suas paredes guardam a dedicação de um sacerdote que, com quase nada, fez o muito que existe hoje. Guarda também o testemunho das primeiras Irmãs que ali lançaram à terra suas vocações. E, especialmente, o carisma salesiano das origens, em estilo feminino, aquele dos tempos de Madre Mazzarello, que faz do Colégio do Carmo a Mornese brasileira há mais de 130 anos.

Celebramos hoje, os 134 anos da presença das Irmãs Salesianas no Brasil, na certeza de que a missão se renova todos os dias na feliz entrega de vida aos jovens e à vontade de Deus.

O Vale do Paraíba é o berço da Obra das FMA no Brasil. As cidades situadas na região apresentavam aspecto tipicamente interiorano. A Igreja era símbolo da religião católica, elemento integrante da formação social luso-brasileiro. Os proprietários de terras e de escravos controlavam a vida pública. Os moradores tinham, em geral, horizontes culturais bastante restritos. Era pequena a área de influência dessas cidades, pois, os habitantes preocupavam-se quase que apenas com os seus assuntos locais devido à distância dos centros mais importantes: São Paulo e Rio de Janeiro.

É dentro dessas perspectivas limitadas que as Irmãs passam a realizar a sua atividade educacional e assistencial. Em consequência da cultura, sobretudo cafeeira, as diversas localidades do Vale ofereciam instrução elementar para as crianças, mas, em razão da situação de dependência da mulher, dava-se mais importância à escolarização dos meninos. Portanto, na região do Vale do Paraíba, a presença das FMA foi fundamental para a educação feminina.

A formação cristã das meninas era, sem dúvida, a razão principal da atividade educativa das Irmãs. Além da educação da fé, havia outros objetivos principais: a formação moral, a preparação para a vida e a preocupação com a orientação para uma possível vida consagrada. As Irmãs abriram também externatos e Oratórios Festivos onde primava a Associação das Filhas de Maria.

Em 1892, Irmã Teresa Rinaldi foi nomeada Superiora e representante da Visitadora, Madre Emilia Borgna, com o título de Vice-Visitadora. Em 1893, tendo sido criada a nova Visitadoria do Brasil, Madre Emilia Borgna voltou ao Uruguai e no dia 15 de outubro, Dom Lasagna apresentou “a Visitadora do Brasil na pessoa da Reverenda Madre Teresa Rinaldi”. A festa de Santa Teresa, no dia 15 de outubro de 1895, em Araras, em homenagem a Madre Teresa Rinaldi contou com a presença de vários sacerdotes e do próprio Lasagna. Poucos dias depois, a Visitadora partia para Minas Gerais com a expedição organizada por Dom Lasagna para fundação de Casas naquele Estado. Tanto ela como o prelado foram vítimas do desastre ocorrido em Juiz de Fora a 05 de novembro de 1895. Com a morte de Madre Rinaldi, a Irmã Ana Masera, mestra das noviças, foi designada como diretora interina do Colégio do Carmo. Na época do acidente, Don Luis Lasagna estava em tratativas para a fundação da Obra das FMA no Estado de Minas Gerais; assim sendo, tal Obra só foi iniciada no ano de 1896 com a fundação da Santa Casa de Ouro Preto e do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora de Ponte Nova.

A NOVA CONFIGURAÇÃO DAS INSPETORIAS DAS FMA NO BRASIL

A organização das presenças salesianas é dividida em províncias, ou inspetorias como são nomeadas no Brasil. Na introdução do terceiro volume de “As Filhas de Maria Auxiliadora no Brasil: cem anos de História”, Riolando Azzi (2003) afirma que as décadas de 40 e 50 são marcadas pela expansão das obras das Salesianas, por todo o território nacional. Essa expansão provoca uma nova organização territorial nas Obras por meio da criação de Inspetorias:

Inspetoria Imaculada Auxiliadora – Campo Grande – 1941;

Inspetoria Maria Auxiliadora – Recife – 1941;

Inspetoria Madre Mazzarello – Belo Horizonte – 1948;

Inspetoria Laura Vicuña – Manaus – 1961;

Inspetoria Nossa Senhora Aparecida – Porto Alegre – 1967;

Inspetoria Nossa Senhora da Penha – Rio de Janeiro – 1984;

Inspetoria – Nossa Senhora da Paz – Cuiabá – 1993;

Inspetoria Santa Teresinha – Manaus – 2005.

Em 02 de fevereiro de 2021, com a intenção de ressignificar o carisma e qualificar ainda mais a presença e missão das Filhas de Maria Auxiliadora (FMA) no Brasil, as nove Inspetorias das Irmãs Salesianas unificaram-se em quatro novas inspetorias: Inspetoria Nossa Senhora da AmazôniaInspetoria Maria AuxiliadoraInspetoria Madre Mazzarello e Inspetoria Nossa Senhora Aparecida.

Atualmente, as Inspetoras de cada inspetoria são:

Ir.Maria Carmelita de Lima Conceição - Inspetoria Nossa Senhora da Amazônia

Ir. Maria Américo - Inspetoria Maria Auxiliadora 

Ir. Teresinha Ambrosim - Inspetoria Madre Mazzarello

Ir. Alaide Deretti - Inspetoria Nossa Senhora Aparecida

MEMORIAL DAS FILHAS DE MARIA AUXILIADORA 

Em março de 2019, foi o Memorial “Filhas de Maria Auxiliadora no Brasil”, localizado na Casa do Puríssimo Coração de Maria (Antigo Orfanato), em Guaratinguetá (SP). O “Orfanato”, como é conhecido por todos, foi inaugurado por Monsenhor João Filippo, em 1923 e hoje abriga a história das FMA. O memorial conta com um acervo riquíssimo em detalhes e promove uma experiência sensorial que registra a história de maneira afetiva, cultural e religiosa.

“O Memorial oferece aos visitantes a possibilidade de fazer a experiência de uma imersão no carisma das FMA, percorrendo a sucessão histórica dos fatos contextualizados dentro da História da Igreja e do Brasil, e sucessivamente nas 4 salas temáticas onde aprofundamos a experiência carismática, sua expansão na América e no mundo, o impacto da ação educativa evangelizadora das Irmãs na sociedade Brasileira e o segredo deste impulso apostólico. A experiência termina com uma romaria até Aparecida, passando antes por Guaratinguetá, onde fazemos Memória de Monsenhor João Filippo no mesmo local onde ele viveu seus últimos 3 anos e onde veio a falecer. Terminamos na sala dos Romeiros onde o visitante tem uma visão das metas de peregrinações de Aparecida a Cachoeira Paulista. Entre estas 47 metas está a Gruta Nossa Senhora de Lourdes, na entrada da Casa do Puríssimo Coração de Maria, a casa onde nasceu o 1º santo brasileiro, Frei Antonio de Santana Galvão e, finalmente, o grande Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida. Na capela o visitante pode visitar o mausoléu onde repousam os restos mortais de Monsenhor João Filippo e os restos mortais da Madre Teresa Rinaldi, das 3 FMA e da leiga todas mortas no desastre ferroviário de Juiz de Fora, como também os restos mortais de Madre Emilia Borgna, missionária italiana e 1ª Inspetora do Brasil.

Além desta experiência carismática, o Memorial realiza seminários on-line para animar e qualificar nas Irmãs e colaboradores o gosto pelo registro histórico e, em colaboração com a ACSSA, ajudar as cronistas e secretárias a melhorarem a escritura das Crônicas das casas. O próximo seminário será sobre a organização, identificação e conservação das fotos existentes nas Casas. No Memorial está sendo montada uma sala que contará e História e evolução da comunicação em nossas obras. Existe também uma biblioteca histórica que estamos organizando com a Ir. Analia Luberti. O Memorial participa também de um Projeto Formativo, em nível mundial, que visa animar a dimensão missionária nas FMA, nos colaboradores e jovens. Trata-se do Projeto de Espiritualidade Missionária (PEM). Reunimos grupos de Irmãs e leigos que visitam os primeiros lugares onde chegaram as missionárias e os missionários salesianos na América. Esse Projeto contempla 4 percursos: 1º: Bacia do Prata que visita nossas primeiras fundações na América: Uruguay e Buenos Aires. 2º: percurso: Patagônia norte (Bahia Blanca, onde estão os restos mortais de Laura Vicuña), Viedma, sede episcopal de Dom Cagliero e onde viveu e se santificou Artemide Zatti e Carmen de Patagones, primeira presença nossa na Patagônia, visita à terra natal de Zeferino Namucurá, e terminamos nas Cordilheiras dos Andes em Jinin de los Andes onde viveu e se santificou Laura Vicuña. 3º: Patagônia sul (Puntarenas, Estreito de Magalhães, Terra do Fogo). 4º: Brasil: São Paulo, Guaratinguetá, Aparecida.Rio de Janeiro, Juiz de Fora”, comenta a Curadora do Memorial, Ir. Dulce Hirata.

Confira o vídeo com um tour pelo Memorial e alguns depoimentos de quem já o visitou. Clique aqui.

Mensagem da Madre Chiara, Superiora Geral das Filhas de Maria Auxiliadora.

Minhas queridas irmãs, queridos amigos, queridas amigas e queridos jovens de todo o Brasil.

Estou aqui, no meio das minhas irmãs, neste navio, simbolicamente a caminho do Brasil.

A minha mensagem por ocasião destes 134 anos de presença é que o carisma das Filhas de Maria Auxiliadora continue a crescer com a mesma vitalidade e com a mesma força que marcaram toda essa história.

Gostaria de encorajá-los a olhar para o futuro com esperança. Rezo por isso especialmente depois desta visita à Inspetoria de Recife, onde celebramos o centenário da presença em Petrolina e também o centenário da chegada das Filhas de Maria Auxiliadora ao Nordeste do Brasil.

E agora, nesta Inspetoria que celebra o centenário de São José dos Campos, recordamos também os 134 anos da chegada das nossas primeiras irmãs ao Brasil.

É uma grande graça poder contemplar tudo isso e reconhecer tantos sinais de bem, sinais que a Providência foi semeando ao longo do nosso caminho neste grande subcontinente, porque o Brasil é realmente muito grande.

Por isso, desejo sinceramente que possamos levar adiante a nossa missão com entusiasmo. Que possamos ser, antes de tudo, Filhas de Maria Auxiliadora fiéis e felizes.

E que os leigos, as leigas, os jovens e as jovens que 

caminham conosco possam não apenas experimentar essa alegria, mas também participar desse brilho que torna belo, forte e grandioso este maravilhoso carisma que o Senhor nos concedeu viver.

Bom caminho a todos!
Que este caminho, que nos conduz à eternidade, continue sendo fecundo de muito bem.

E que o Senhor conceda muitas e santas vocações às Inspetorias do Brasil.

Fotos: Arquivos pessoais dos participantes

Dia do Bibliotecário: Celebrando os Curadores do Conhecimento

Conheça alguns desses profissionais salesianos que desempenham um papel crucial na promoção da leitura e alfabetização da sociedade

Imersão de Lideranças da RSB inicia segunda turma com foco nas estratégias de gestão educacional em rede

A Rede Salesiana Brasil (RSB) deu início, nesta terça-feira (10), à segunda turma da Imersão nas Estratégias de Gestão Educacional em Rede, que reúne lideranças das escolas salesianas de diferentes regiões do país no escritório da RSB, em Brasília (DF). A iniciativa acontecerá até o dia 12 de março e tem como objetivo proporcionar uma experiência formativa voltada à compreensão das estratégias de gestão educacional desenvolvidas em rede.

Ao longo de três dias, gestores e lideranças educacionais participarão de momentos de formação, partilha e aprofundamento sobre a identidade, os serviços e os projetos que sustentam o trabalho das escolas salesianas no Brasil. A programação prevê atividades que irão abordar desde a contextualização histórica da Rede Salesiana Brasil até temas estratégicos ligados à formação, comunicação, currículo e inovação educacional.

O primeiro dia foi marcado por um momento de acolhida e apresentação dos participantes, inspirado pela Estreia Salesiana 2026 – “Fazei tudo o que Ele vos disser”. Em seguida, a Coordenadora Executiva da RSB, Maria Dantas, conduziu um momento de contextualização histórica da Rede, apresentando também aspectos do planejamento estratégico, como identidade carismática, missão, organograma, objetivos e os principais serviços oferecidos às escolas da rede.

Ainda no primeiro dia, os participantes conheceram de forma mais aprofundada os projetos da RSB e tiveram uma apresentação sobre o Currículo da Rede Salesiana Brasil para as Escolas, conduzida pelo gestor educacional Anderson Leal, que seguiu ao longo do período da tarde.

O segundo dia da programação será dedicado à apresentação de serviços estratégicos oferecidos pela RSB às escolas da rede. Entre os destaques estarão os Serviços de Formação e o Plano Integrado de Formação para 2026, apresentados pela Gestora de Projetos de Formação, Ana Paula Costa e Silva, e pela analista educacional Hellen Mendes.

A programação também contará com um momento voltado à Comunicação da RSB, com a apresentação de estratégias, campanhas e serviços desenvolvidos para fortalecer a atuação das escolas no ambiente digital e institucional. No período da tarde, os participantes participarão de uma roda de conversa sobre inteligência estratégica para um novo tempo na educação, seguida de uma visita ao Santuário Dom Bosco, em Brasília, onde será celebrada a Eucaristia.

No terceiro e último dia da imersão, os participantes conhecerão o ecossistema da Editora Edebê, com apresentações sobre soluções educacionais e produtos digitais desenvolvidos para apoiar o processo educativo nas escolas salesianas. A programação será concluída com o Workshop Liderança Salesiana em Rede, conduzido pela consultora Patrícia Michelin, seguido de orientações sobre a etapa de acompanhamento e o momento de encerramento da formação.

Ao reunir lideranças educacionais de diferentes regiões do país, a Imersão busca fortalecer o espírito de rede, promovendo a partilha de experiências, o alinhamento estratégico e a construção coletiva de caminhos para o futuro da educação salesiana no Brasil.

Flavia da Costa Mentges - Diretora Executiva:
É uma alegria poder estar aqui participando do Encontro de Lideranças da Rede Salesiana Brasil e é uma oportunidade de poder rever a história, rever os processos e o propósito que nos fortalece enquanto rede. Certamente encontrar com outras lideranças renova o espírito, renova o nosso trabalho e os alinhamentos que precisamos ter para uma entrega educacional de excelência. Levarei daqui um fortalecimento do espírito salesiano e sobretudo do nosso carisma educacional.

Com iniciativas como esta, a Rede Salesiana Brasil reafirma seu compromisso com a formação contínua das lideranças educativas, fortalecendo a gestão em rede e garantindo que a missão salesiana continue respondendo, com qualidade e inovação, aos desafios da educação contemporânea.

Comunicação da Rede Salesiana Brasil

Rede Salesiana Brasil promove oficina especial em homenagem ao Dia Internacional da Mulher

Momento de convivência e bem-estar reuniu colaboradoras da instituição em uma atividade de produção de velas aromáticas

Em celebração ao Dia Internacional da Mulher, a Rede Salesiana Brasil (RSB) promoveu um momento especial de convivência e valorização das colaboradoras no escritório nacional da instituição. A atividade reuniu as mulheres da equipe em uma oficina de produção de velas aromáticas, proporcionando um espaço de pausa na rotina de trabalho, partilha e cuidado pessoal.

A programação teve início com uma breve reflexão conduzida pela analista de Recursos Humanos da Rede, Patrícia Santana, que destacou a importância de cultivar momentos de descanso e atenção à própria saúde emocional no cotidiano profissional. Em sua fala, ela ressaltou que pequenas pausas ao longo da rotina contribuem para o bem-estar, a criatividade e a qualidade das relações no ambiente de trabalho.

Na sequência, as participantes foram convidadas a vivenciar uma experiência prática conduzida pela instrutora do Ateliê Fio e Café, responsável por orientar a oficina. Durante a atividade, as colaboradoras aprenderam o processo de criação de velas aromáticas, explorando elementos como fragrâncias, cores e técnicas de produção artesanal.

Mais do que aprender uma nova técnica, o momento favoreceu a troca de experiências, o relaxamento e a convivência entre as participantes, reforçando o espírito de comunidade que marca o trabalho cotidiano da Rede.

Após a oficina, as colaboradoras participaram de um momento de confraternização com um lanche preparado especialmente para a ocasião. Como forma de agradecimento e homenagem, cada participante também recebeu um presente simbólico, encerrando o encontro em clima de alegria e gratidão.

A iniciativa reforça o compromisso da Rede Salesiana Brasil em promover um ambiente de trabalho que valoriza o cuidado com as pessoas, o bem-estar e a construção de relações humanas baseadas no respeito, na colaboração e na valorização de cada integrante da equipe.

Comunicação da Rede Salesiana Brasil

Uma missão que continua sendo escrita pelas mulheres de hoje

A história da missão salesiana não pertence apenas ao passado. Ela continua sendo construída todos os dias por mulheres que dedicam sua vida à educação e à formação das novas gerações.

Hoje, milhares de educadoras, religiosas e colaboradoras atuam nas escolas, obras sociais e projetos educativos ligados à Rede Salesiana Brasil, dando continuidade a uma tradição que começou no século XIX.

Entre essas lideranças está Chiara Cazzuola, atual superiora geral do Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora. Eleita em 2021, Madre Chiara é hoje uma das principais referências da missão educativa salesiana no mundo e, neste período, encontra-se em visita ao Brasil, fortalecendo os vínculos entre as comunidades educativas.

Sua presença recorda que o carisma salesiano continua vivo e em constante renovação.

Ao mesmo tempo, a história também recorda mulheres que dedicaram a vida silenciosamente à missão, como Rosetta Marchese, cuja atuação marcou profundamente comunidades educativas e processos formativos dentro da congregação.

Cada uma dessas mulheres, em diferentes épocas, ajudou a escrever capítulos de uma história que continua viva.

Ao celebrar o Dia Internacional da Mulher, a Rede Salesiana Brasil reconhece que o protagonismo feminino sempre esteve no coração da missão salesiana.

Uma missão que começou com o sonho de educar jovens e que continua sendo alimentada, todos os dias, pela dedicação de mulheres que acreditam na força transformadora da educação.

Fidelidade, coragem e caridade: a história de três mulheres que escolheram permanecer

Entre as muitas histórias que compõem a trajetória educativa do Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora, algumas revelam de forma particularmente intensa o significado de viver a missão salesiana até as últimas consequências. É o caso de três religiosas espanholas cujas vidas continuam inspirando educadores e educadoras em todo o mundo: Carmen Xammar, Carmen Moreno e Amparo Carbonell.

A história que une essas três mulheres acontece em um dos períodos mais dramáticos da história da Espanha: a Guerra Civil Espanhola, iniciada em 1936. Naquele momento, a violência e a perseguição religiosa atingiram diversas congregações, obrigando muitas comunidades a dispersar-se para preservar a própria vida.

Um gesto que atravessou a história

Quando a perseguição religiosa se intensificou em Barcelona, em 1936, as três irmãs permaneceram juntas na casa de Sarriá.

No dia 1º de setembro de 1936, foram presas.

Poucos dias depois, a irmã doente, Carmen Xammar, foi libertada. Já Carmen Moreno e Amparo Carbonell permaneceram detidas.

Na madrugada de 6 de setembro de 1936, foram levadas ao hipódromo de Barcelona e executadas.

Décadas mais tarde, em 11 de março de 2001, o Papa João Paulo II reconheceu oficialmente o testemunho dessas mulheres ao proclamá-las beatas, junto com outros mártires salesianos da perseguição religiosa espanhola.

No dia 7 de agosto de 1936, um navio italiano chamado Princesa Joana partiu do porto de Barcelona rumo a Gênova. A embarcação levava religiosas que deixavam o país por decisão das superioras, que desejavam protegê-las do clima de perseguição crescente. Na lista das irmãs que deveriam embarcar estavam também Carmen Xammar, Carmen Moreno e Amparo Carbonell.

Contudo, as três não partiram.

A razão foi profundamente humana e profundamente evangélica.

A irmã Carmen Xammar, então com 54 anos, havia sido recentemente submetida a uma cirurgia e não possuía condições físicas para enfrentar a longa viagem. Diante disso, a vigária inspetorial da comunidade de Barcelona, Carmen Moreno, decidiu permanecer ao seu lado para cuidar dela. Pouco depois, Amparo Carbonell, integrante da mesma comunidade, ofereceu-se para acompanhá-las.

Assim, enquanto muitas irmãs buscavam refúgio fora do país, as três escolheram permanecer juntas.

A decisão não nasceu de um gesto impulsivo, mas de algo que havia sido cultivado durante toda a vida religiosa: a caridade fraterna.

Uma vocação que nasceu no ambiente salesiano

A história de Carmen Moreno ajuda a compreender a profundidade dessa escolha.

Ela nasceu em 24 de agosto de 1885, em Villamartín, na província espanhola de Cádiz. Filha de agricultores, perdeu o pai ainda na infância. A mãe, Fabiana, mudou-se então com os filhos para Utrera, perto de Sevilha. Foi ali que a família entrou em contacto com o ambiente salesiano.

Os Salesianos que dirigiam uma grande obra educativa na região tornaram-se apoio fundamental para aquela família marcada pela perda. Entre eles estava o padre Ernesto Oberti, que ajudou a mãe viúva e seus filhos a reencontrarem estabilidade e esperança.

A convivência com o ambiente salesiano despertou nas jovens da família o desejo de dedicar a vida a Deus. Carmen e sua irmã mais velha, Paz, ingressaram no Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora.

Carmen fez sua primeira profissão religiosa em 22 de outubro de 1908, na cidade de Écija. Anos depois, em 20 de setembro de 1914, professou seus votos perpétuos.

Ao longo da vida, exerceu diversas responsabilidades educativas: foi professora, assistente de oratório e, posteriormente, diretora de casas salesianas em cidades como Valverde del Camino e Jerez de la Frontera. No verão de 1936, retornou a Barcelona para assumir a função de vigária inspetorial.

Quem conviveu com ela lembrava de sua firmeza de caráter, capacidade de liderança e profunda atenção às pessoas.

A força silenciosa de uma vida simples

Se Carmen Moreno representava a liderança educativa, Amparo Carbonell expressava a força do serviço silencioso.

Ela nasceu em 9 de outubro de 1893, na cidade de Alboraya, próxima de Valência, em uma família pobre de agricultores. Recebeu no batismo o nome Maria dos Desamparados — referência à devoção mariana muito presente na região. Logo passou a ser chamada simplesmente de Amparo.

Desde jovem experimentou o valor do trabalho e do sacrifício. Ajudava a família na lavoura e aprendeu cedo o significado do esforço cotidiano.

Conheceu as Filhas de Maria Auxiliadora em Valência e sentiu ali nascer o desejo de seguir a vida religiosa. O caminho vocacional não foi fácil. Enfrentou resistências da família e até dúvidas dentro da própria congregação, principalmente por sua idade e por ter pouca formação escolar.

Apesar disso, foi admitida e iniciou o postulantado em Barcelona Sarriá em 31 de janeiro de 1921. Fez sua primeira profissão em 5 de agosto de 1923 e, seis anos depois, em 1929, pronunciou seus votos perpétuos.

Na comunidade, sua missão era simples: cuidar da horta, do jardim e da manutenção da casa. Não realizava grandes atividades apostólicas externas, mas vivia cada tarefa com profunda fidelidade.

As irmãs recordavam sua humildade, sua alegria discreta e a disposição constante para ajudar.

Um testemunho que fala ao presente

A história dessas educadoras não pertence apenas ao passado.

Ela continua interpelando o presente.

A decisão de permanecer ao lado de uma irmã doente, de cuidar umas das outras e de viver a fraternidade mesmo em tempos de perseguição revela um tipo de liderança profundamente humano — uma liderança que nasce do cuidado.

Hoje, quando tantas mulheres continuam enfrentando desafios na educação, na sociedade e na defesa da dignidade humana, o testemunho dessas Filhas de Maria Auxiliadora recorda que a força feminina muitas vezes se manifesta em gestos silenciosos de solidariedade.

Gestos que sustentam comunidades, protegem vidas e constroem esperança.

Em diferentes contextos históricos, as mulheres continuam sendo protagonistas de processos de transformação social. Nas escolas, nas comunidades e nas instituições educativas, seguem fazendo da educação um espaço de cuidado, coragem e compromisso com o futuro.

A história de Carmen Xammar, Carmen Moreno e Amparo Carbonell lembra que educar é, antes de tudo, um ato de amor — um amor capaz de permanecer mesmo nos momentos mais difíceis.

Santidade no cotidiano: mulheres que transformaram a missão em vida

Ao longo da história salesiana, muitas mulheres viveram a missão educativa de maneira tão intensa que se tornaram referência de santidade.

Entre elas está Laura Vicuña, jovem chilena nascida em 1891, que viveu sua fé com extraordinária profundidade. Educada em um colégio salesiano na Argentina, Laura ofereceu sua própria vida pela conversão de sua mãe, tornando-se um símbolo de amor filial e fidelidade a Deus.

Outra figura marcante é Eusebia Palomino, religiosa espanhola conhecida por sua simplicidade e profunda espiritualidade. Durante a Guerra Civil Espanhola, tornou-se referência de esperança e caridade em meio às dificuldades vividas pela população.

Também se destaca Maddalena Morano, educadora italiana que dedicou sua vida à formação de jovens na Sicília. Sua capacidade de dialogar com a juventude e sua dedicação à educação fizeram dela uma referência pedagógica dentro da congregação.

Na América Central, outra figura luminosa foi Maria Romero Meneses, religiosa nascida na Nicarágua e missionária na Costa Rica. Seu trabalho com jovens pobres e famílias em situação de vulnerabilidade transformou bairros inteiros e inspirou inúmeras iniciativas sociais.

Cada uma dessas mulheres viveu a espiritualidade salesiana de maneira concreta, no cotidiano da educação, do serviço e da proximidade com os jovens.

Suas histórias mostram que a santidade salesiana nasce no encontro com as pessoas e na dedicação generosa à missão educativa.

Coragem missionária: mulheres que levaram a educação salesiana ao mundo

Poucos anos depois da fundação do Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora, a missão salesiana começou a atravessar fronteiras.

Em 1877, as primeiras missionárias partiram da Itália rumo à América Latina, levando consigo o desejo de continuar a obra iniciada por Maria Domenica Mazzarello e João Bosco.

Viajar naquele tempo não era simples. As travessias marítimas duravam semanas, e as missionárias enfrentavam realidades culturais totalmente diferentes. Ainda assim, movidas pela fé e pelo compromisso com a juventude, elas aceitaram o desafio.

Entre as figuras marcantes desse movimento missionário está Laura Meozzi, considerada uma das grandes pioneiras da presença salesiana fora da Itália. Enviada para a Polônia no final do século XIX, ela dedicou décadas à formação de jovens e à organização das comunidades educativas.

Outra figura de grande importância foi Teresa Valsé Pantellini, religiosa profundamente dedicada ao serviço educativo e pastoral, cuja vida inspirou muitas jovens a seguir a vocação salesiana.

Também merece destaque Antonietta Böhm, cuja trajetória missionária marcou a expansão da presença das Filhas de Maria Auxiliadora em diferentes contextos culturais.

Entre as missionárias que deixaram marcas profundas nas comunidades onde atuaram está ainda Maria Troncatti, religiosa italiana que dedicou grande parte de sua vida à missão entre povos indígenas na Amazônia equatoriana. Enfermeira e missionária incansável, tornou-se símbolo de dedicação e cuidado com os mais pobres.

Essas mulheres ajudaram a construir uma presença educativa que ultrapassou continentes e culturas. Elas abriram escolas, organizaram obras sociais, formaram educadoras e acompanharam jovens em suas trajetórias de crescimento humano e espiritual.

Graças a essa coragem missionária, a proposta educativa salesiana se tornou uma presença global.

Mulheres na origem de um sonho que transformou a educação Salesiana

Mulheres na origem de um sonho que transformou a educação Salesiana

A história da missão salesiana costuma começar com o nome de João Bosco, sacerdote italiano que dedicou a vida à educação dos jovens no século XIX. Mas desde o início dessa história, mulheres tiveram papel decisivo na construção de uma proposta educativa que atravessaria gerações e continentes.

Entre essas presenças fundamentais está Margherita Occhiena, conhecida carinhosamente como Mamãe Margarida. Nascida em 1788, no Piemonte italiano, ela foi a mãe de Dom Bosco e, mais tarde, uma das primeiras educadoras do Oratório de Valdocco, em Turim.

Quando Dom Bosco iniciou seu trabalho com jovens pobres e abandonados, foi Mamãe Margarida quem ajudou a transformar o ambiente do oratório em uma verdadeira casa. Com simplicidade e firmeza, acolhia os jovens, organizava a vida cotidiana e transmitia valores humanos e cristãos que marcariam profundamente o estilo educativo salesiano.

Se Mamãe Margarida ajudou a construir o espírito de família do oratório, outra mulher seria responsável por consolidar a dimensão feminina da missão salesiana: Maria Domenica Mazzarello.

Nascida em 9 de maio de 1837, na pequena cidade de Mornese, Madre Mazzarello cresceu em um ambiente rural marcado pela fé e pelo trabalho. Ainda jovem, passou a dedicar-se à formação de meninas da comunidade, ensinando costura e promovendo encontros de formação cristã.

O encontro entre Dom Bosco e Madre Mazzarello aconteceu em 1864, quando ele visitou Mornese. Ao conhecer a experiência educativa que ela conduzia com outras jovens, Dom Bosco percebeu que ali nascia algo profundamente alinhado ao seu sonho educativo.

Em 5 de agosto de 1872, nascia oficialmente o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora, congregação dedicada à educação das meninas e jovens. Madre Mazzarello foi escolhida como a primeira superiora da nova comunidade.

Seu estilo educativo, marcado pela simplicidade, pela alegria e pela proximidade com os jovens, tornou-se referência para gerações de educadoras salesianas.

Hoje, mais de 150 anos depois, o espírito dessas mulheres continua presente na missão educativa salesiana: uma educação que nasce da acolhida, da confiança e da certeza de que cada jovem carrega dentro de si um futuro cheio de possibilidades.

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