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Estudante salesiano que viralizou como Ney Matogrosso desfila em escola de samba que homenageia o cantor

Escola de samba homenageou Ney Matogrosso com o enredo "Camaleônico". Convite para o desfile surgiu em 2025, feito pela presidente da escola de samba Imperatriz após a repercussão do vídeo

O estudante Yago Savalla, de 16 anos, que viralizou nas redes sociais ao se caracterizar como Ney Matogrosso em uma atividade escolar, em Salvador, desfilou pela escola de samba Imperatriz Leopoldinense no carnaval do Rio de Janeiro.

A escola foi uma das participantes da primeira noite de desfiles do Grupo Especial, no domingo (16), e levou para a Marquês de Sapucaí o enredo “Camaleônico”, em homenagem à carreira de Ney. Terceira colocada no carnaval de 2025, a Imperatriz destacou, neste ano, enredos que celebraram personalidades e raízes afro-brasileiras.

Yago participou de uma das alegorias da escola. O convite foi feito ainda em 2025, após o vídeo da apresentação escolar viralizar. O próprio Ney Matogrosso viu a performance e elogiou.

Na época, a presidente da escola, Catia Drumond, entrou em contato com a mãe do adolescente, que mora com a família em Salvador, para convidá-lo a desfilar no Rio.

Em entrevista ao g1, Yago Savalla afirmou que viveu um dos momentos mais marcantes da sua trajetória ao desfilar pela Imperatriz Leopoldinense, no Sambódromo da Marquês de Sapucaí. O estudante disse que ainda tenta encontrar palavras para traduzir a emoção de estrear na avenida.

“Eu estou me sentindo bem, muito feliz e me sentindo realizado. A sensação de pisar na Sapucaí pela primeira vez é indescritível. Até agora eu estou tentando formular palavras pra descrever o meu sentimento”.

Yago afirmou que não imaginava a repercussão nem a troca com o público durante o desfile. Segundo ele, a interação com quem acompanhava a apresentação foi um dos pontos altos da experiência. “Em vários momentos eu interagi mesmo no carro alegórico, eu apontava, eu olhava, eu sorria, eu cantava junto. Então, é muito incrível”, disse.

O jovem também destacou que enxerga o desfile como um ponto de partida na carreira artística. “É uma sensação de realização e de que esse é só o começo de tanta coisa bonita que tem aí pela frente. Eu espero, de verdade, que esse desfile tenha aberto mais portas pra mim, pra eu poder mostrar meu trabalho”, afirmou.

Por fim, Yago fez questão de agradecer à escola e à comunidade. “Me resta uma gratidão imensa à escola, à comunidade de Ramos, à presidente Cátia e a toda nação leopoldinense, que me abraçou e praticamente me cuidou como se eu fosse um filho. Eu me senti pertencente àquele lugar e gostaria muito de continuar na escola”, declarou.

Yago ganhou projeção nacional em junho de 2025, ao protagonizar uma apresentação no Colégio Liceu Salesiano do Salvador, no bairro de Nazaré. Com maquiagem inspirada em Ney Matogrosso, ele interpretou “Homem com H” durante um projeto interdisciplinar que envolveu turmas do ensino médio.

A performance repercutiu nas redes sociais e rendeu elogios até do próprio Ney. “O que eu mais gostei foi que você não me copiou. Inspirado em mim, criou a sua própria performance! Parabéns”, comentou o artista.

Ney Matogrosso comentou a publicação nas redes sociais — Foto: Redes sociais

Ney Matogrosso comentou a publicação nas redes sociais — Foto: Redes sociais

O adolescente também conheceu o cantor pessoalmente em Salvador, quando Ney Matogrosso se apresentou na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, durante a turnê “Bloco na Rua”. O encontro foi compartilhado por Yago nas redes sociais.

Natural de São Luís (MA), Yago mora em Salvador há oito anos. Ele é apaixonado por teatro e dança desde a infância, e costumava fazer performances inspiradas em Michael Jackson.

 

Fonte: G1 Bahia 

 

 

Campanha da Fraternidade: Fraternidade e Moradia é o tema da CF 2026

No dia 18 de fevereiro, Quarta-feira de Cinzas, a Igreja Católica no Brasil dá início a uma nova edição da Campanha da Fraternidade. Este ano, a CF tem como tema “Fraternidade e Moradia” e, como lema, um trecho do Evangelho de João que reforça a consciência sobre o direito à moradia digna como uma expressão da fé cristã: “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14).

O assessor do Setor de Campanhas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Jean Poul Hansen, explicou que a escolha do tema foi motivada por um pedido da Pastoral da Moradia e Favela e que o lema ilumina teologicamente o debate, a partir do mistério da encarnação. “Deus veio morar entre nós, e isso fundamenta a dimensão social da nossa fé. A Campanha da Fraternidade nos convida a construir aqui, entre nós, sinais do Reino de Deus, promovendo dignidade, especialmente nas realidades onde ela é negada”, afirmou.

Segundo dados levantados pela CNBB, o déficit habitacional no Brasil hoje é de 6 milhões de moradias. Além disso, cerca de 26 milhões de residências são inadequadas, ou seja, têm estruturas precárias ou espaço insuficiente para o número de moradores. Estima-se que 55 milhões de pessoas vivam sem saneamento básico e que existam em torno de 300 mil pessoas morando nas ruas.

“Quando Deus vem morar entre nós, a fé deixa de ser discurso e torna-se compromisso com a dignidade de cada casa e de cada vida.”

O que é a Campanha da Fraternidade?

A Campanha da Fraternidade é realizada anualmente pela Igreja Católica no Brasil desde 1964, sempre no período da Quaresma: tem início na Quarta-feira de Cinzas e se estende até o Domingo de Ramos (o domingo anterior à Páscoa). Durante esse período, os cristãos católicos são chamados a um caminho de conversão, solidariedade e compromisso social, que culmina com a Coleta Nacional da Solidariedade, um gesto concreto de doação destinado a atender as obras sociais e ações da Igreja que estejam relacionadas ao tema da Campanha naquele ano.

Embora a Campanha seja concentrada na Quaresma, durante todo o ano o tema e o lema da CF mobilizam escolas, obras sociais, paróquias e comunidades católicas em todo o país no sentido de resolver ou combater o problema apresentado.

Para orientar e incentivar a participação na Campanha da Fraternidade, as Edições CNBB preparam, todos os anos, uma série de subsídios, entre os quais estão o Cartaz da CF, o Hino, a Oração e o Texto-base.

De acordo com o site da CNBB, a Campanha da Fraternidade tem três objetivos permanentes: “Despertar o espírito comunitário e cristão no povo de Deus, comprometendo, em particular, os cristãos na busca do bem comum; educar para a vida em fraternidade, a partir da justiça e do amor, exigência central do Evangelho; e renovar a consciência da responsabilidade de todos pela ação da Igreja na evangelização em vista de uma sociedade justa e solidária (todos devem evangelizar e todos devem sustentar a ação evangelizadora e libertadora da Igreja)”.

Salesianidade e Campanha da Fraternidade

A Família Salesiana no Brasil, como parte da Igreja, sempre se envolve profundamente com a Campanha da Fraternidade, promovendo momentos de reflexão e atitudes de solidariedade que perpassam tanto as paróquias que estão aos cuidados dos salesianos, quanto escolas, obras sociais e institutos de ensino superior que fazem parte da Rede Salesiana Brasil (RSB).

Este ano, não será diferente: o tema da moradia será refletido nas comunidades, escolas e obras salesianas, contando, para isto, com os materiais preparados pela CNBB – inclusive, neste ano, está disponível um Texto-base para crianças, que poderá ser utilizado para discutir a CF com participantes da catequese ou alunos das escolas católicas.

É preciso lembrar também que o tema da CF 2026 está diretamente relacionado à espiritualidade salesiana, já que um dos fundamentos do Oratório Salesiano, obra característica da proposta educativa e pastoral inspirada por Dom Bosco, é ser “casa que acolhe”. Assim, o tema da moradia digna pode ser abordado junto aos educandos pela ótica evangélica da solidariedade e acolhida aos mais necessitados.

Por fim, a questão da moradia é algo que afeta profundamente a juventude brasileira mais empobrecida, foco da ação social da Família Salesiana no país, na medida em que a negação desse direito tem impacto na estrutura familiar e no acesso a outros direitos básicos, como saúde, educação, lazer e segurança.

Além de abordar o tema de forma tangencial nas obras sociais da RSB em geral, a moradia é tratada de forma específica em alguns projetos salesianos, entre os quais trazemos nesta edição do Boletim Salesiano três exemplos: o Abrigo Dom Bosco, que atende a população em situação de rua na capital paulista; a participação salesiana na luta pela moradia para a população carente da periferia leste de São Paulo que resultou na organização do mutirão Portal Dom Bosco e o Projeto Casa Real, do Centro Universitário Teresa D'Ávila (UNIFATEA), que promove a reforma de habitações para pessoas carentes em Lorena, SP.

Fonte: Boletim Salesiano Com informações: CNBB e Arquivo Boletim Salesiano / Foto: iStock - Jub Job

Foto: Divulgação

Os Bailes de Carnaval de Madre Mazzarello

Cheia do carisma salesiano, Maín coloca em prática uma estratégia muito divertida para preservar as jovens meninas de Mornese

Papa: na Quaresma, abster-se de palavras que ferem o próximo

"Escutar e jejuar. Quaresma como tempo de conversão" é o título da mensagem do Papa Leão XIV para a Quaresma de 2026. O Pontífice convida os fiéis a um "jejum que também passe pela língua, para que diminuam as palavras ofensivas e aumente o espaço dado à voz do outro".

Um jejum de palavras ofensivas: este é o convite do Papa Leão XIV aos fiéis que se preparam para viver a Quaresma, “tempo em que a Igreja nos convida a recolocar o mistério de Deus no centro da nossa vida”.

Para que a nossa fé ganhe novo impulso e o coração não se perca entre as inquietações e as distrações do quotidiano, o Pontífice recorda que é preciso empreender o caminho de conversão, que começa quando nos deixamos alcançar pela Palavra e a acolhemos com docilidade de espírito.

Escutar

Este ano, o Papa destaca, em primeiro lugar, a importância de dar lugar à Palavra através da escuta, “pois a disponibilidade para escutar é o primeiro sinal com que se manifesta o desejo de entrar em relação com o outro”.

Escutar a Palavra na liturgia, escreve o Pontífice, nos educa para uma escuta mais verdadeira da realidade. “Entre as muitas vozes que passam pela nossa vida pessoal e social, as Sagradas Escrituras tornam-nos capazes de reconhecer aquela que surge do sofrimento e da injustiça, para que não fique sem resposta.”

Jejuar

Se a Quaresma é um tempo de escuta, prossegue o Papa, o jejum constitui uma prática concreta que nos predispõe a acolher a Palavra de Deus. Por implicar o corpo, é útil para discernir e ordenar os “apetites”, para manter vigilante a fome e a sede de justiça, subtraindo-a à resignação e instruindo-a a fim de se tornar oração e responsabilidade para com o próximo.

No entanto, adverte o Santo Padre, para que o jejum conserve a sua autenticidade evangélica e evite a tentação de envaidecer o coração, deve ser sempre vivido com fé e humildade e deve incluir também outras formas de privação.

Leão XIV então convida os fiéis a uma forma de abstinência “muito concreta e frequentemente pouco apreciada”, ou seja, a abstinência de palavras que atingem e ferem o nosso próximo.

“Comecemos por desarmar a linguagem, renunciando às palavras mordazes, ao juízo temerário, ao falar mal de quem está ausente e não se pode defender, às calúnias.”

Em vez disso, o Papa propõe aprender a medir as palavras e a cultivar a gentileza na família, entre amigos, nos locais de trabalho, nas redes sociais, nos debates políticos, nos meios de comunicação social e nas comunidades cristãs. “Assim, muitas palavras de ódio darão lugar a palavras de esperança e paz.”

Juntos

O Pontífice conclui recordando que a Quaresma realça a dimensão comunitária da escuta da Palavra e da prática do jejum.

“As nossas paróquias, famílias, grupos eclesiais e comunidades religiosas são chamadas a percorrer, durante a Quaresma, um caminho partilhado, no qual a escuta da Palavra de Deus, assim como do clamor dos pobres e da terra, se torne forma de vida comum e o jejum suporte um verdadeiro arrependimento.”

O Papa encerra sua mensagem exortando os fiéis a pedirem a graça de uma Quaresma que torne os nossos ouvidos mais atentos a Deus e aos últimos.

“Peçamos a força de um jejum que também passe pela língua, para que diminuam as palavras ofensivas e aumente o espaço dado à voz do outro. E comprometamo-nos a fazer das nossas comunidades lugares onde o clamor de quem sofre seja acolhido e a escuta abra caminhos de libertação, tornando-nos mais disponíveis e diligentes no contributo para construir a civilização do amor. De coração, abençoo todos vocês e o seu caminho quaresmal.”

Fonte: Bianca Fraccalvieri - Vatican News

Dom Bosco de Itaquera leva fé, cultura afro-brasileira e compromisso social para o desfile do Grupo de Acesso de São Paulo

A obra social salesiana Dom Bosco de Itaquera, casa do G.R.E.S. Dom Bosco de Itaquera será uma das protagonistas do domingo de Carnaval, ao desfilar como a 7ª escola da noite pelo Grupo de Acesso I, levando para a Avenida uma apresentação que une cultura afro-brasileira, fé popular e compromisso social.

O desfile da Dom Bosco de Itaquera expressa a identidade de uma agremiação que nasce e se fortalece como obra social salesiana, profundamente enraizada na comunidade e na missão educativa e evangelizadora inspirada em Dom Bosco. Na passarela do samba, a escola apresenta um enredo que dialoga com a história do povo negro, com as lutas por dignidade e com a espiritualidade vivida nas periferias.

Com o tema “Mariama, Mãe de todas as Raças, de todas as cores, Mãe de todos os cantos da terra”, a escola conduzirá o público por uma narrativa marcada pelos movimentos de resistência, liberdade e equidade racial, de gênero e religiosidade, evidenciando como a fé popular se torna fonte de força, esperança e superação diante das injustiças sociais.

Inspirada simbolicamente na obra “A Missa dos Quilombos”, de Milton Nascimento, a apresentação valoriza os saberes da música e da dança popular como expressões de memória, denúncia e anúncio de um futuro mais justo. No centro do desfile está a figura de Mariama, associada à Mãe Aparecida, apresentada como sinal de acolhida, libertação e cuidado com os que vivem à margem, reafirmando a fé como elemento que transforma fragilidades em resistência.

Ao longo do desfile, o Grêmio Recreativo Cultural Escola de Samba Dom Bosco de Itaquera levará para a avenida o som dos tambores ancestrais, os cantos e os símbolos que reafirmam sua identidade: uma escola que samba, reza e congrega na fé, promovendo integração social, valorização das raízes brasileiras e fortalecimento da cultura afro-brasileira.

Letra do Samba Enredo 2026

vi minha cor no espelho d’água
o barro rachado, a luz que me chama
do fundo do rio fluiu esperança
com manto de ouro e rosto de lama
me ajoelhei… chorei sem pudor
minh’alma em silêncio tocou o senhor
reluz na candeia um relicário
nas contas um rosário, pra corrente se quebrar
me ampara nas batalhas dessa vida
negra mãe aparecida, me acolhe em teu olhar

cruza meu tambor, por mais um palmares
ofertório de amor, em tantos lugares
êh maria! mariama!
abençoai o quilombo que se levanta!

nas redes da vida, abraça tua gente
o grito das ruas, feito penitentes
heróis excluídos buscando alento
a luz do teu manto reflete o lamento
e vai brilhar…
mãe negra, vem me embalar.
a prece na palma da mão
na gira do jongo é de congo meu cantar
milhões de altares e andores
se unem aos tambores
é o jeito do samba rezar

olhei pro céu e vi o teu rosto
estrela guia dos romeiros da dom bosco
salve, rainha! a rosa mais bela
protege a alma dos teus filhos de itaquera

Comunicação da Rede Salesiana Brasil

Congresso sobre o Epistolário de Dom Bosco

No dia 12 de fevereiro de 2026, às 15h, na Casa Geral do Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora, em Roma, será realizada uma conferência por ocasião da conclusão da edição crítica sobre a correspondência de Dom Bosco, promovida pelo Instituto e pelo Centro de Estudos sobre as FMA da Pontifícia Faculdade de Ciências da Educação «Auxilium».

"Epistolário de Dom Bosco e envolvimento feminino na missão educativa" é o tema do Congresso, que será aberto com a saudação da Madre Chiara Cazzuola, Superiora Geral do Instituto FMA, e de Dom Silvio Roggia, Conselheiro Geral para a Formação da Congregação Salesiana.

Em seguida, haverá as intervenções dos palestrantes, moderadas pela Irmã Maria Luisa Nicastro, Secretária-geral do Instituto FMA:

  • A influência da Virgem Maria no educador Dom Bosco – Profª. Piera Silvia Ruffinatto, FMA
  • Dom Bosco e as Cooperadoras leigas – Profª. Eloisa De Felice, SSCC
  • As Filhas de Maria Auxiliadora no Epistolário de Dom Bosco – Profª. Grazia Loparco, FMA
  • Cartas de Dom Bosco a várias religiosas – Profª. Eliane Petri, FMA
  • Intervenção do curador – Dr. Francesco Motto, SDB

Na monumental correspondência de Dom Bosco, os destinatários são mais de mil, de todas as idades, origens e funções. As cartas revelam a intensa experiência do brilhante organizador, que se reconhece investido da tarefa de preparar meninos e meninas para a vida adulta, através da educação, sob a orientação de Maria, e para poder concretizá-la em grande escala, envolve muitas pessoas na mesma empreitada. Como ele bem sabe desde o início, os Salesianos não são suficientes para tal compromisso.

Diante de uma situação sociorreligiosa que evolui com a gradual secularização, ele sente a urgência de defender os valores cristãos inalienáveis e, ao mesmo tempo, com realismo, criar as condições para formar pessoas à altura dos tempos. Se os governos estão se distanciando da Igreja, é necessário encontrar novos aliados na própria sociedade. São necessários religiosos, religiosas, leigos e leigas prontos a colaborar, cada um de acordo com a sua vocação e as suas possibilidades, com uma fé ativa, alma das práticas devocionais. Assim, num amplo horizonte de apostolado, ao longo do tempo multiplicam-se os colaboradores da obra salesiana: cooperadores e cooperadoras, representantes de instituições eclesiásticas e civis, amigos, benfeitores chamados a ajudar e cooperar na grande empreitada e, ao mesmo tempo, muito presentes nos pensamentos e nas orações de Dom Bosco.

A experiência ensina-lhe que também as mulheres podem contribuir eficazmente para a obra da salvação, não mais apenas com a oração e a caridade, mas no apostolado irradiado e integrado nas famílias e na sociedade. E assim, mesmo sendo um homem e sacerdote do seu tempo, ele é influenciado por uma mentalidade tradicional, mas alia-se a muitas mulheres para uma caridade com um rosto moderno, promocional, voltada para salvar o presente e o futuro de muitos jovens. Dom Bosco tem, acima de tudo, uma ideia moderna da vida religiosa feminina, voltada para o objetivo urgente de educar as meninas das classes populares, com um estilo simples e familiar.

Como fundador do Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora (FMA), que ele quis agregar à Congregação Salesiana como parte integrante do projeto educativo, pode-se supor que as cartas a elas enviadas foram mais numerosas do que as poucas que restaram, embora se admita que a comunicação devia ocorrer mais pessoalmente e por meio dos diretores por ele designados. De 4.682 cartas, na verdade, apenas uma porcentagem mínima é reservada às FMA. Em contrapartida, são mais numerosas as referências a elas quando escreve a interlocutores que pretende envolver na obra educativa, confirmando a sua ideia de que se tratava de uma única Congregação com dois ramos.

Prestando atenção à componente feminina, a partir da inspiração mariana de toda a obra salesiana, questiona-se como a Virgem está presente na correspondência. Limitando então o estudo às interlocutoras da obra salesiana, que espaço reservou às mulheres, religiosas e Cooperadoras? Como Dom Bosco se comunicava com e sobre as FMA? Onde estava a novidade, em relação ao florescimento das congregações femininas contemporâneas? Em relação aos preconceitos comuns, como se mostrou disponível em ir além e até que ponto, tendo em vista o objetivo prioritário a alcançar?

Estas são algumas das questões que irão alimentar o debate ao longo da conferência.

Convite

Cartaz

Transmissão ao vivo

Fonte: Instituto Filhas de Maria Auxiliadora 

Igreja celebra o Dia Mundial de Oração e reflete o Tráfico de Pessoas em 8 de fevereiro

A Igreja Católica celebra, no dia 8 de fevereiro de 2026, o Dia Mundial de Oração e Reflexão contra o Tráfico de Pessoas, uma data que convida fiéis de todo o mundo à oração, à conscientização e ao compromisso concreto no enfrentamento dessa grave violação da dignidade humana.

A iniciativa coincide com a memória litúrgica de Santa Josefina Bakhita, religiosa sudanesa que foi vítima de tráfico humano ainda na infância e que se tornou símbolo de esperança, libertação e resistência diante das formas modernas de escravidão.

Tema de 2026 destaca dignidade humana como fundamento da paz

Com o tema “A paz começa com a dignidade: um apelo global para pôr fim ao tráfico de pessoas”, a edição de 2026 reforça a urgência de colocar a pessoa humana no centro das ações sociais, políticas e pastorais. A proposta dialoga com o magistério do Papa Papa Leão XIV, que tem reiterado que não pode haver paz verdadeira onde a dignidade humana é ferida, explorada ou mercantilizada.

O tráfico de pessoas, que atinge especialmente mulheres, crianças, migrantes e populações em situação de vulnerabilidade, continua sendo uma chaga aberta na sociedade contemporânea, exigindo respostas que unam fé, justiça social e políticas públicas eficazes.

Mobilização global une oração, reflexão e ação

O Dia Mundial é promovido pela União Internacional das Superioras Gerais (UISG) e pela Union of Superiors General (USG), em colaboração com a rede internacional Talitha Kum, além de diversos organismos da Santa Sé e instituições parceiras.

A programação de 2026 prevê uma semana de mobilização internacional, entre os dias 4 e 8 de fevereiro, com vigílias de oração, encontros formativos, ações com jovens e eventos presenciais e online, conectando comunidades de diferentes continentes.

Entre os destaques estão a vigília de oração com velas em Roma, a peregrinação global de oração online — transmitida em vários idiomas — e a celebração eucarística no dia 8 de fevereiro, culminando com a oração do Angelus.

Um chamado à consciência e ao compromisso

Mais do que uma data comemorativa, o Dia Mundial de Oração e Reflexão contra o Tráfico de Pessoas é um chamado à conversão pessoal e comunitária. A proposta é unir espiritualidade e ação, incentivando paróquias, escolas, congregações religiosas e organizações sociais a reconhecer os sinais do tráfico humano e a atuar na prevenção, no acolhimento das vítimas e na promoção de uma cultura de paz e cuidado.

Ao recordar Santa Josefina Bakhita, a Igreja reafirma que nenhuma pessoa pode ser reduzida a objeto e que o combate ao tráfico de pessoas é parte essencial da missão cristã em defesa da vida, da justiça e da dignidade de todos.

 

Com informações do site das Filhas de Maria Auxiliadora - FMA - Roma

Cineastas alemães visitam o Brasil para resgatar a história do P. Rodolfo Lunkenbein e Simão Bororo

Uma comitiva de profissionais europeus que desembarcou no Brasil nesta semana trouxe consigo não apenas câmeras, mas um profundo desejo de resgatar a memória dos fatos ocorridos em Meruri, no ano de 1976, Naquela ocasião, o P. Rodolfo Lunkenbein e o indígena Simão Bororo foram mortos e as circunstâncias dessa morte estão sendo estudadas pela Igreja para que sejam reconhecidas como martírio.

O grupo europeu, que enfrentou a transição do inverno rigoroso na Alemanha para as chuvas tropicais brasileiras, busca subsídios para uma produção multiplataforma que inclui um longa-metragem de ficção, documentários e podcasts.

A gênese do projeto: de um livro infantil ao cinema

O diretor da Don Bosco Medien, Ferdinand Auhser, revelou que o projeto nasceu de uma sugestão simples que ganhou proporções inesperadas. “Tudo começou quando o nosso provincial, P. Reinhard Gesing, me perguntou se não poderíamos fazer um livro infantil sobre o P. Rodolfo“, explicou Auhser. Ao pesquisar sobre o missionário, ele percebeu que a história possuía densidade para algo maior: “Pensei que poderíamos fazer mais do que um livro, talvez um filme”.

Para Auhser, o objetivo é tornar a vida e o legado de Lunkenbein e Simão Bororo acessíveis a uma “grande quantidade de pessoas”. Ele se diz impressionado com a receptividade brasileira: “Estou muito impressionado com as pessoas que conhecemos até agora, com o conhecimento delas e a incrível disposição em informar e acolher”.

O impacto dos documentos históricos

A imersão nos arquivos da Inspetoria Salesiana causou forte impacto emocional na equipe. O vice-postulador da causa de martírio, P. João Bosco Monteiro Maciel, que está acompanhando o grupo, destacou um documento em particular como o coração do acervo: “Esta lista de nomes escrita de próprio punho pelo P. Rodolfo momentos antes de ser assassinado é a peça mais importante”.

Anna Haupt, responsável pelo marketing e relações públicas do projeto, confessou que sua conexão com a história se aprofundou ao ver esse material. “Eu conhecia a história apenas superficialmente. Agora, no arquivo, vimos o documento onde se pode dizer que ele praticamente assinou sua própria morte. Acho isso fascinante”, relatou Haupt. Ela também destacou a calorosa recepção do povo brasileiro e o desejo de conhecer pessoalmente o povo Bororo nos próximos dias.

Visão cinematográfica e justiça histórica

A premiada diretora Mirjam Unger, que assumirá o comando do filme, detalhou a complexidade de transformar essa realidade em cinema. Segundo ela, o projeto está na fase de construção de roteiro, um processo que deve durar cerca de dois anos, com a previsão de conclusão total do filme em até cinco anos. “Para um projeto de cinema, você precisa de quatro a cinco anos. Talvez o lançamento seja em 2030 ou 2031“, estimou.

Unger enfatizou que o filme é uma oportunidade de lançar luz sobre fatos ainda obscuros. “É um caso muito interessante porque os assassinos nunca foram julgados. É importante olhar com muito cuidado para ver o que realmente aconteceu”, afirmou a diretora. A produção buscará financiamento governamental na Alemanha e Áustria, além de considerar uma coprodução internacional com o Brasil e a Itália.

Cultura e Arte em solo brasileiro Além da pesquisa documental, a equipe visitou o Museu das Culturas Dom Bosco, onde o Professor Dirceu Mauricio van Lonkhuijzen apresentou a enciclopédia Bororo e o acervo cultural da etnia. O grupo também ouviu relatos do P. Andelson Dias de Oliveira, que compartilhou sua experiência como diretor em Meruri e a convivência direta com os indígenas.

Como parte integrante do documentário, o artista Mika Springwald realizará uma intervenção artística no Brasil, utilizando sua arte para dialogar com a narrativa do martírio e a herança deixada pelos “Servos de Deus”.

O grupo, acompanhado pelos salesianos P. João Bosco Maciel e P. Tiago Figueiró, seguiu nesta quinta-feira (05/02) para o Estado de Mato Grosso onde deve visitar as presenças salesianas de Primavera do Leste, Meruri e Cuiabá. Eles devem retornar ao Brasil para registrar os eventos do mês de julho em Meruri, quando serão completados os 50 anos da morte do P. Rodolfo Lunkenbein e Simão Bororo.

 
Fonte: Por Euclides Fernandes da MSMT
 

Comunidade salesiana celebra Dom Bosco em Jerusalém após anos de guerra

A comunidade salesiana de Jerusalém reuniu salesianos, membros da Família Salesiana, estudantes do Studium Theologicum Salesianum, religiosos, religiosas e amigos de Dom Bosco no Mosteiro de Ratisbonne no sábado (31/01) para celebrar o santo da juventude. A celebração representa um ato de esperança na Cidade Santa e marca o retorno dos encontros em grande número após dois anos de dificuldades e incertezas causadas pela guerra. A serenidade transparece nos olhos dos presentes.

Inauguração da capela renovada

A comunidade celebra também a inauguração da capela renovada do teologado. A grande restauração dos últimos meses entrega à comunidade uma nova beleza e esplendor, e o espaço se apresenta como um ambiente luminoso, acolhedor e aconchegante para a oração dos salesianos e de toda a comunidade.

Missa presidida por bispo auxiliar

Dom Bruno Varriano, OFM, bispo auxiliar do Patriarcado Latino para o Chipre, presidiu a Missa. O bispo recordou sua amizade com Dom Bosco, iniciada aos cinco anos de idade na escola das FMA e continuada no ensino médio com os salesianos, até os estudos universitários na UPS, em Roma. Dom Bruno nasceu no Brasil e estudou em colégio salesiano até o final do ensino médio, depois seguiu para a Itália e se tornou franciscano. Ele cursou faculdade de psicologia, mestrado e doutorado na universidade salesiana.

Mantenham vivo o seu carisma“, exortou o bispo, “que é um modo de olhar, de falar e de cuidar dos jovens. Não é uma filosofia nem uma ideologia, mas é vida, é sonho!“. Dom Bruno acrescentou: “Sim, é realmente um prazer celebrar Dom Bosco com vocês, aquele que, ao longo de toda a sua vida, acompanhou os jovens passo a passo, ensinando-lhes que a santidade não é tristeza, mas alegria“. O bispo enfatizou a importância de os salesianos darem testemunho do carisma e da felicidade que se realiza em Jesus Cristo.

Participação de autoridades salesianas

O padre Emanuele Vezzoli, vigário do Inspetor MOR, e o padre Leo Arockiam, ecônomo inspetorial MOR, participaram da celebração. A bênção da capela precedeu a Missa.

Confraternização e testemunho

A festa prosseguiu com um almoço fraterno. Cantos da tradição salesiana e música a cargo dos jovens salesianos animam o encontro. Cerca de 300 pessoas compareceram à casa para a Missa, a bênção da nova capela e o almoço festivo.

Henrique dos Reis Escudeiro, estudante de teologia da Inspetoria de Campo Grande que está no teologado de Ratisbonne, testemunha: “Foi muito bom celebrar Dom Bosco na Terra Santa, ainda mais depois desse tempo de medo, de incerteza, que foi esse tempo de guerra, que aos poucos agora está se recuperando a movimentação. Percebi que Dom Bosco é muito querido em todos os cantos“. O estudante conclui: “Foi uma maravilha, foi um presente de Deus essa festa e é bom comemorar ainda mais aqui na igreja mãe a festa do nosso pai fundador“.

Fonte: Euclides Fernandes da MSMT com informações da ANS

Primeira Profissão Religiosa de noviços reúnem as inspetorias salesianas de Manaus, Campo Grande e Belo Horizonte

Neste sábado, 31 de janeiro, as Inspetorias Salesianas de Manaus (BMA), Campo Grande (BCG) e Belo Horizonte (BBH) reuniram-se na Capela do Sagrado Coração, em Barbacena – MG, para a celebração da Primeira Profissão Religiosa de 7 noviços pertencentes a essas inspetorias.

A cerimônia foi presidida pelo Padre Ricardo Carlos (Inspetor BBH), concelebrada pelos Padres Adalberto Alves de Jesus (Inspetor BCG) e Raimundo Marcelo Maciel (Vigário do Inspetor BMA) e pelos demais Padres Salesianos presentes.

Após essa etapa, os jovens salesianos seguirão para o Pós-Noviciado, que acontecerá na Inspetoria de Campo Grande, no Instituto São Vicente, em Mato Grosso do Sul.

Conheça os noviços e suas inspetorias:

Inspetoria Salesiana São João Bosco (BBH): Felipe Charra dos Santos, Fernando Mauri e Paulo Henrique Carrijo Silva. 

Inspetoria Salesiana de Manaus (BMA): Gabriel Garcia Ferreira.

Inspetoria Salesiana de Campo Grande (BCG): Lucas Antunes Baschera, Matheus Bogado Lima e Riquelme Ferreira Soares.

‍A Inspetoria São João Bosco oferece aos jovens a oportunidade de fazer o processo de discernimento vocacional por meio de momentos de espiritualidade e diálogo com a comunidade de salesianos nos Estados de Minas Gerais, do Rio de Janeiro, do Espírito Santo, de Goiás, do Tocantins e no Distrito Federal. 

Clique aqui e venha ser um Salesiano de Dom Bosco.

Fonte: Inspetoria São João Bosco

Carta para o Dia da Vida Consagrada: Consagrados, sementes de paz onde a dignidade é ferida

A Igreja celebra, na próxima segunda-feira, 2 de fevereiro, o 30º Dia Mundial da Vida Consagrada. Para a data, o Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica do Vaticano divulgou uma carta na qual expressa “gratidão pela fidelidade ao Evangelho e pelo dom de uma vida que se torna semente espalhada nas dobras da história”.

O texto é assinado pela prefeita do dicastério, irmã Simona Brambilla; pelo pró-prefeito, cardeal Ángel Fernández Artime; e pela secretária, irmã Tiziana Merletti.

O título “Profecia da presença: vida consagrada onde a dignidade é ferida e a fé é provada” resume a reflexão motivadora enviada aos consagrados de todo o mundo, numa “presença que permanece” ao lado dos povos e das pessoas feridas, nos lugares onde o Evangelho é vivido muitas vezes em condições de fragilidade e de provação. São recordados contextos marcados por conflitos, instabilidade social e política, pobreza, marginalização, migrações forçadas, minorias religiosas, violências e tensões que põem à prova a dignidade das pessoas, a liberdade e, por vezes, a própria fé.

O 30º Dia Mundial da Vida Consagrada será celebrado na próxima segunda-feira, 2 de fevereiro, Festa da Apresentação do Senhor, e culminará com a Missa presidida pelo Papa Leão XIV na Basílica de São Pedro às 17h no horário de Roma (13h no horário de Brasília), com transmissão em português pelos canais de Vatican Media.

 

Confira a carta na íntegra:

 

Cidade do Vaticano, 28 de janeiro de 2026

Profecia da presença:
vida consagrada onde a dignidade é ferida e a fé é provada

Queridas consagradas, queridos consagrados,

com esta carta desejamos chegar idealmente até vocês em todas as partes do mundo, nos lugares da vida e da missão de cada um de vocês, para expressar gratidão pela fidelidade ao Evangelho e pelo dom de uma vida que se torna semente espalhada nas dobras da história. Uma vida às vezes marcada pela provação, mas sempre vivida como sinal de esperança.

Ao longo do último ano, durante as viagens e visitas pastorais do Dicastério, tivemos o dom de tocar e de nos deixar alcançar por esta vida, encontrando os rostos de tantas pessoas consagradas chamadas a partilhar situações complexas: contextos marcados por conflitos, instabilidade social e política, pobreza, marginalização, migrações forçadas, minorias religiosas, violências e tensões que põem à prova a dignidade das pessoas, a liberdade e, por vezes, a própria fé. Experiências que revelam o quão forte é a dimensão profética da vida consagrada como «presença que permanece»: ao lado dos povos e das pessoas feridas, nos lugares onde o Evangelho é vivido muitas vezes em condições de fragilidade e de provação.

Este «permanecer» assume diferentes formas e esforços, porque diferentes são as complexidades das nossas sociedades: onde a vida quotidiana é marcada por fragilidades Institucionais e insegurança, onde as minorias religiosas vivem pressões e restrições; onde o bem-estar coexiste com solidões, polarizações, novas pobrezas e indiferença; onde as migrações, as desigualdades e a violência generalizada desafiam a convivência civil. Em muitas partes do mundo, a situação política e social põe à prova a confiança e desgasta a esperança: e é precisamente por isso que a presença fiel de vocês, humilde, criativa e discreta se torna um sinal de que Deus não abandona o seu povo.

O «permanecer» evangélico nunca é imobilidade nem resignação: é esperança ativa que gera atitudes e gestos de paz: palavras que desarmam precisamente onde as feridas dos conflitos parecem apagar a fraternidade; relações que testemunham o desejo de diálogo entre culturas e religiões; escolhas que protegem os pequenos, mesmo quando ficar do lado deles exige um preço a pagar; paciência nos processos, mesmo dentro da comunidade eclesial; perseverança na busca de caminhos de reconciliação a construir na escuta e na oração; coragem na denúncia de situações e estruturas que negam a justiça e a dignidade das pessoas. Precisamente por isso, este permanecer não é apenas uma escolha pessoal ou comunitária, mas torna-se uma palavra profética para toda a Igreja e para o mundo.

Neste «permanecer» como semente que aceita morrer para que a vida floresça, em formas diferentes e complementares, expressa-se a profecia de toda a vida consagrada. A vida apostólica torna visível uma proximidade operosa que sustenta a dignidade ferida; a vida contemplativa guarda, na intercessão e na fidelidade, a esperança quando a fé é provada; os Institutos seculares testemunham o Evangelho como fermento discreto nas realidades sociais e profissionais; o Ordo virginum manifesta a força da gratuidade e da fidelidade que abre para o futuro; a vida eremítica recorda o primado de Deus e o essencial que desarma o coração. Na diversidade das formas, uma única profecia toma corpo: permanecer com amor, sem abandonar, sem calar, fazendo da própria vida a Palavra para este tempo e para esta história.

É precisamente dentro desta profecia de permanência que amadurece um testemunho de paz. O Papa Leão XIV insistiu nisso nas suas intervenções, indicando a paz não como uma utopia abstrata, mas como um caminho exigente e quotidiano que requer escuta, diálogo, paciência, conversão da mente e do coração, rejeição da lógica da prevaricação do mais forte. A paz não nasce da oposição, mas do encontro, da responsabilidade partilhada, da capacidade de escuta e do caminho sinodal, do amor por todos na linha do Evangelho, segundo o qual todos são irmãos. Por isso, a vida consagrada, quando permanece ao lado das feridas da humanidade sem ceder à lógica do confronto, mas sem renunciar a dizer a verdade de Deus sobre o homem e sobre a história, torna-se — muitas vezes sem alarde — artífice da paz. Caríssimas e caríssimos, agradecemos-vos pela vossa perseverança quando os frutos parecem distantes, pela paz que semeais mesmo quando não é reconhecida.

Continuemos a guardar com gratidão na memória a experiência do Jubileu da Vida Consagrada, que nos chamou a ser peregrinos de esperança no caminho da paz: não é um slogan ou uma fórmula. Vivemos essa experiência concretamente também no caminho que nos preparou para nos encontrarmos em Roma. É, ao invés, um estilo evangélico a ser encarnado, todos os dias, onde a dignidade é ferida e a fé é provada.

Confiamos cada um e cada uma de vocês ao Senhor, para que vos torne firmes na esperança e mansos no coração, capazes de permanecer, de consolar, de recomeçar: e assim de ser, na Igreja e no mundo, profecia da presença e semente da paz.

Ir. Simona Brambilla, M.C.
Prefeita

Ángel F. Card. Artime, S.D.B.
Pró-Prefeito

Ir. Tiziana Merletti, S.F.P.

 

Fonte: CNBB

Três filmes que propagaram o carisma universal de Dom Bosco por meio da arte cinematográfica

O grande encanto e o carisma de Dom Bosco conquistaram milhões de pessoas em todo o mundo. Sua figura permeou, e permeia, a obra de muitos artistas que ajudaram a traçar-lhe o perfil, tornando-o ainda mais universal por meio de diversas formas de arte: entre elas, o cinema certamente teve um papel importante na aproximação do Santo dos Jovens ao grande público.

Dom Bosco é um santo absolutamente "internacional", conhecido em todo o mundo e, de maneira particular, nos 135 países em que os salesianos se encontram; portanto, não é impossível encontrar vídeos de vários tipos dedicados a ele na rede.

Mas, dentre as muitas obras produzidas, é inegável que foi sua própria terra natal, a Itália, que lhe rendeu as mais famosas homenagens através do filme. Por isso, no processo de seleção das obras da sétima arte dedicadas a Dom Bosco, reduzimos a escolha a três filmes, que ainda hoje são referência para quem quer se aventurar no mesmo campo artístico, que marcaram época e que vêm sendo traduzidos, dublados e legendados em vários idiomas, e divulgados em todo o mundo.

Trata-se de três produções intituladas simplesmente "Dom Bosco", provando que o nome de Dom Bosco dispensa apresentações.

A primeira foi dirigida por Goffredo Alessandrini, em 1935, um ano após a canonização do Santo dos Jovens. Interpretado por Gian Paolo Rosmino, o filme conta a vida de Dom Bosco, do nascimento à canonização, ocorrida na Páscoa e Encerramento do Ano Santo da Redenção (1º de abril de 1934). O filme foi restaurado a partir de um negativo conservado no Fundo Salesiano depositado em 2016 em Ivrea (Piemonte), Itália.

No centenário da morte do Santo da Juventude, em 1988, foi lançado o filme "Dom Bosco", do diretor Leandro Castellani, com o astro ítalo-americano Ben Gazzara no papel de um Dom Bosco idoso, relembrando as ações que o levaram a realizar seu maior sonho: dedicar-se integralmente aos jovens.

Até a TV italiana foi cativada pelo carisma de Dom Bosco e, em 2004, criou uma minissérie na RAI, dirigida por Lodovico Gasparini e interpretada por Flavio Insinna. É a história de uma vocação vivida sob o signo da alegria e do otimismo, apesar das dificuldades que se difundem pelo caminho de Dom Bosco.

Hoje apresentamos estas três obras, para introduzi-las aos nossos leitores por ocasião da festa de Dom Bosco e para promover a sua visão como instrumento de divulgação de sua figura.

 

Fonte: Agência Info Salesiana

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