Papa encoraja salesianos na presença em áreas de pobreza e guerra
23/02/2026

Papa encoraja salesianos na presença em áreas de pobreza e guerra

Papa encoraja salesianos na presença em áreas de pobreza e guerra
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Em visita à paróquia do Sagrado Coração de Jesus, em Roma, Papa encontrou-se com os salesianos, a quem a paróquia está confiada

 

     

    Como parte da programação de sua visita à paróquia do Sagrado Coração de Jesus em Roma neste domingo, 22, o Papa Leão XIV teve um encontro com os salesianos, a quem a paróquia é confiada. Aos risos, os filhos de Dom Bosco receberam uma “confissão” do Pontífice: “Quando era jovem, antes de entrar para os agostinianos, também visitei a comunidade salesiana. Vocês ficaram em segundo lugar. Desculpem!”.

    A fala do Papa revelou uma atenção séria e compartilhada à presença junto às pessoas em várias partes do mundo, “onde há guerra, onde há conflito, onde há pobreza, onde Jesus quer estar presente”.
    Uma proximidade “de Cristo e da Igreja” que também se concretiza pelas ruas de Roma, em seu “coração”, por meio das ações de solidariedade promovidas pelo Conselho Pastoral paroquial.

    O apoio “aos menores do Reino”

    O relato do Papa sobre não ter ingressado na congregação salesiana leva ao reconhecimento da proximidade e da riqueza de carismas que Leão XIV vê na família de Dom Bosco. “Esse serviço aos jovens, esse amor pela pastoral educativa, tantas expressões que vocês vivem em muitos países do mundo”.

    O Pontífice destacou que é grande a oportunidade de celebrar juntos a fé comum, sentindo proximidade “com os menores do Reino”, que em Roma se manifestam nos jovens — não apenas italianos — que podem acessar serviços como a escola de língua italiana.

    “Coração” de Jesus e da cidade

    Um segundo momento de encontro e convivência foi vivido por Leão XIV com o Conselho Pastoral do Sagrado Coração, na presença do vigário da Diocese de Roma, Cardeal Baldassare Reina. Após pedir um aplauso para o pároco, Dom Javier Ortiz Rodriguez, o Papa destacou que a basílica representa uma “casa” para o “rio de peregrinos que passam todos os dias por Termini”. “Coração” da cidade e “Coração de Jesus” que se unem.

    “É realmente muito bonito viver esse espírito não só do coração de uma cidade, mas do coração de Jesus, que está sempre cheio de amor e misericórdia. Uma misericórdia que se manifesta em tantos serviços, em tantas formas de caridade, de acolhida, de acompanhamento, de proximidade de Cristo, proximidade da Igreja com todas essas pessoas.”

    “Caminhar todos juntos”

    Desejando novos encontros no futuro, Leão XIV destacou que o Conselho Pastoral, junto com a Comunidade Educativo-Pastoral no espírito salesiano, tem uma natureza “sinodal”, no sentido etimológico de “caminhar juntos”.

    “E vocês, que representam tantos setores, tantas comunidades, tantas realidades desta paróquia, reunidos aqui, trabalhando juntos, também representam essa belíssima dimensão da vida eclesial, da vida da Igreja. Muito obrigado por tudo o que vocês fazem.”

    Visita ao quarto de Dom Bosco

    Antes da liturgia eucarística, Leão XIV também visitou o quarto de Dom Bosco na paróquia do Sagrado Coração de Jesus. E, antes de retornar ao Vaticano, deteve-se em oração diante do Sacrário.

    O quarto e o escritório de São João Bosco são ambientes localizados atrás das dependências da sacristia da Igreja. Aquele espaço serviu de moradia ao Santo em sua 20ª e última viagem a Roma, de 30 de abril a 18 de maio de 1887. Eram dois aposentos simples: um quarto para dormir e outro para receber os muitos visitantes que desejavam vê-lo e falar com ele, ainda que por poucos momentos. O local foi aberto ao público em 1934, após a canonização de Dom Bosco.

    Fonte: Vatican News

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Quanta energia despendemos para construir uma imagem aceitável! Nas redes sociais, na vida profissional, até nas relações mais íntimas: filtramos, selecionamos, mostramos só aquilo que nos valoriza. Ao contrário, Jesus chama a uma coerência a nível muito pessoal, antes ainda que público. Não se trata daquilo que os outros veem, mas de quem somos de verdade quando ninguém nos vê. É ali, na intimidade do coração, que se joga a nossa autenticidade. Uma visão sem zonas de sombra   “Insensatos! Aquele que fez o exterior não fez também o interior?”. Há aqui uma profunda intuição humana e espiritual: o ser humano é uno. Não estamos divididos em compartimentos estanques – a dimensão pública e a privada, o corpo e o espírito, a exterioridade e a interioridade. Não podemos ter zonas de sombra, áreas da vida subtraídas à luz, pensando que não contaminamos o resto. O convite de Jesus é uma visão sem zonas de sombra: uma vida em que não haja ângulos escondidos onde cultivamos vícios, egoísmos, duplicidade. Uma transparência interior onde tudo é posto à luz da consciência e da graça. Isto não significa perfeição imediata, mas honestidade radical: reconhecer as nossas fragilidades, chamá-las pelo nome, não justificá-las, nem escondê-las. É o primeiro passo para a cura. A esmola como dom de si “Antes, dai esmola do que possuís, e para vós tudo ficará limpo.” Aqui está o cume da mensagem de Jesus. A verdadeira purificação não vem de rituais exteriores, mas daquilo que há dentro. A coerência tem a capacidade de ser portadora de bondade. A palavra “esmola” em grego tem as suas raízes na palavra “misericórdia”, compaixão. Não é só questão de dar dinheiro, mas de nos darmos a nós mesmos: o nosso tempo, a nossa atenção, a nossa presença, a nossa vulnerabilidade. Quando vivemos esta unidade interior, quando não há cisão entre quem somos e quem parecemos, então desta unidade emana a verdadeira esmola, a autêntica misericórdia: um dom autêntico, não calculado, não instrumental. Não damos para parecer generosos, mas porque a generosidade tornou-se quem somos. Os jovens têm sede de adultos autênticos e coerentes Esta mensagem tem uma ressonância particular hoje, especialmente para as novas gerações. Os jovens vivem imersos numa cultura onde tudo tem um preço, tudo é calculado em termos de rendimento e utilidade; as identidades estão fragmentadas entre mil perfis, máscaras, papéis sociais; as relações são mediatas, filtradas, muitas vezes anónimas ou superficiais. Neste contexto, os jovens têm uma sede desesperada de adultos autênticos: pessoas que vivem aquilo que dizem, que não têm um rosto em público e outro em privado, que não mentem por conveniência. É preciso nunca esquecer que os jovens não procuram adultos perfeitos – esses rejeitam-nos como falsos. Procuram adultos verdadeiros: capazes de reconhecer as suas próprias fragilidades, de ser coerentes nas pequenas coisas cotidianas, de manter a palavra dada, de ter uma vida interior que se vê. O melhor serviço que podemos prestar às novas gerações não é dar-lhes conselhos morais ou regras de comportamento, mas testemunhar uma vida autêntica. O convite permanente O fariseu convidou Jesus uma vez. Mas o texto revela-nos que Jesus está sempre disponível a ser convidado, hoje tal como há dois mil anos. A pergunta para cada um de nós é: estamos dispostos a acolhê-l’O sabendo que a sua presença nos colocará perante a verdade de nós mesmos? Estamos prontos a deixar que ilumine as zonas de sombra? E ainda: depois de haver acolhido esta luz, estamos dispostos a viver na autenticidade renunciando às máscaras, dando aos outros não aquilo que nos engrandece, mas aquilo que temos dentro”? Num mundo sedento de verdade, ser pessoas autênticas não é um luxo espiritual: é o primeiro ato de caridade que podemos realizar. Especialmente para com quem, como os jovens, tem o direito de ver que é possível viver sem duplicidades, que a integridade que não é uma utopia, que a coerência entre interior e exterior é o caminho da verdadeira liberdade.   Fonte: Agência Info Salesiana

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