131 anos das Filhas de Maria Auxiliadora no Brasil
16/03/2023

131 anos das Filhas de Maria Auxiliadora no Brasil

131 anos das Filhas de Maria Auxiliadora no Brasil

O grande intermediador da visão de Dom Bosco para a vinda das Filhas de Maria Auxiliadora (FMA) para o Brasil foi Monsenhor João Filippo, nascido em 1845, em São Vicenzo de Cosenza, Itália, que após a sua ordenação sacerdotal escolheu o Brasil, mais precisamente, a cidade de Guaratinguetá, no Estado de São Paulo, como seu campo de missão e apostolado sacerdotal. Preocupado com a educação, fundou um colégio para meninos e construiu o Colégio do Carmo para as meninas com a intenção de entregá-lo às Filhas de Maria Auxiliadora.

Monsenhor Filippo, durante a construção do Colégio, manteve-se em contato com Dom Lasagna, Inspetor Geral das Missões na América, encarregado da expansão da obra salesiana nos países da América do Sul, por intermédio dos Salesianos estabelecidos no Rio de Janeiro, e solicitou-lhe a presença das Filhas de Maria Auxiliadora no Brasil, mais precisamente, em Guaratinguetá, oferecendo o Colégio para acolher as tão esperadas educadoras segundo o espírito de Dom Bosco, assim descrito no primeiro livro de Crônicas do Colégio Nossa Senhora do Carmo:

“(…) O Collegio de Nossa Senhora do Carmo, cuja construção fora iniciada em 1887 e terminada em 1891, ergue-se sobre trezentos palmos de comprimento e cento e quarenta e cinco de largura. É defendido das faíscas electricas por três para-raios de superior qualidade, com boquel de ponta de platina, sendo um de seis metros, outro de quatro metros e outro de três com corda conductor ligando o para-raio da torre aos outros até a chapa do edifício, sendo a corda de sete cordões de sete fios cada um. O Collegio é um sobrado que tem acomodações para mais de 400 meninas, com vastíssimos salões perfeitamente arejados reunindo todos os requisitos das mais escrupulosa hygiene, servido por uma canalisação de água potável de primeira qualidade e abundante, exclusivamente do Collegio. No centro há uma área espaçosa no meio da qual levanta-se uma colunna que serve de chafariz. A Capella é de optimo gosto, elegante, avarantada podendo as alunnas ouvir missa e assistir aos demais officios do culto, do pavimento superior. (…)”

Dom Lasagna apresentou a Dom Rua, então Superior da Congregação, que aceitou a solicitação e a generosa oferta de Monsenhor João Filippo e, no ano de 1892, começa a história das Filhas de Maria Auxiliadora no Brasil:

“No ano de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil oito centos e noventa e um,[...] o Reverendíssimo Padre João Filippo, oriundo da cidade de Cosenza em Itália e residente na cidade de Guaratinguetá há uns vinte anos. Ofereceu à Congregação Salesiana, um vasto e belo edifício situado sobre a pitoresca colina de S. Gonçalo próximo à cidade, com o fim de ser aberta uma casa de educação para meninas. O Reitor Maior da Congregação Salesiana, o Reverendíssimo Padre Miguel Rua e a Superiora Geral das Filhas de Maria Auxiliadora, a Reverenda Madre Catharina Daghero representados, o primeiro no Inspetor das Casas Salesianas do Uruguay e Brazil, o Reverendíssimo Padre Luiz Lasagna e segunda na Visitadora das Casas das Filhas de Maria Auxiliadora do Uruguai a Reverenda Madre Emilia Borgna, aceitaram a offerta bem como a de uma casa em Lorena e outra em Pindamonhangaba para idêntico fim.
No dia cinco de março de mil oito centos e noventa e dois, partiram de Montevideo, capital da Republica Oriental do Uruguai, doze Irmãs, Filhas de Maria Auxiliadora com o fim de abrir as ditas três Casas. Foi nomeada Superiora, representante da Visitadora a Reverenda Madre Tereza Rinaldi. Vieram em sua companhia as Irmãs Florinda Bittencourt, Helena Hospital, Paula Zuccarino, Joanna Narizano, Dolores Machin, Anna Couto, Dilecta Maldarin, Justina Gros, Francisca Garcia e as Noviças Mathilde Bouvier Maria Luiza Schillino. A expedição veio acompanhada pelo Rev.mo Padre Domingos Albanello que tinha sido nomeado Prefeito do Colégio de São Joaquim em Lorena e pelo Rev.mo Padre Thomé Barale.
O Rev.mo Padre Inspetor Luiz Lasagna, em razão da sua próxima partida para Itália onde ia assistir ao Capitulo Geral, não pode, como intencionava, acompanhar a expedição.”

Assim vinham do Uruguai e não diretamente da Itália, as primeiras Irmãs de Maria Auxiliadora ao Brasil. Eram missionárias italianas, uruguaias e o que há de mais interessante, uma delas, Ir. Anna Couto, era brasileira – havia entrado na Congregação no Uruguai e, por motivo de saúde, fora enviada ao Brasil, para ver se os “ares nativos” poderiam curá-la.

As Irmãs chegaram ao Rio de Janeiro pelo navio Sud América, no dia 10 de março de 1892 e se hospedaram no Asylo Sancta Leopoldina das Irmãs de São Vicente de Paulo. Às quatro horas da tarde do dia 13 de março chegaram a Lorena; no dia 15, receberam a visita do Padre João Filippo. Somente no dia 16 chegaram a Guaratinguetá, São Paulo, acolhidas pelo grande benfeitor, autoridades, povo, como escreveu a superiora Madre Teresa Rinaldi ao Superior Geral, Dom Miguel Rua:

“Faz um mês que nos encontramos nesta República: creio que o Senhor terá sabido por outros a recepção que tivemos. Em todo caso lhe direi que parecem coisas do outro mundo, e que ficamos muito confusas ao ver-nos assim acolhidas. Atribuímos tudo à maior glória de Deus, e da cara congregação salesiana, à qual estamos felizes de ser agregadas. Nas três paradas que fizemos, nos veio receber um mundo de gente com música e procissão, e com todas as autoridades eclesiásticas e civis. Oh! Como amam Dom Bosco nestas regiões!” 10

  

O Vale do Paraíba é o berço da Obra das FMA no Brasil. As cidades situadas na região apresentavam aspecto tipicamente interiorano. A Igreja era símbolo da religião católica, elemento integrante da formação social luso-brasileiro. Os proprietários de terras e de escravos controlavam a vida pública. Os moradores tinham, em geral, horizontes culturais bastante restritos. Era pequena a área de influência dessas cidades, pois, os habitantes preocupavam-se quase que apenas com os seus assuntos locais devido à distância dos centros mais importantes: São Paulo e Rio de Janeiro.

É dentro dessas perspectivas limitadas que as Irmãs passam a realizar a sua atividade educacional e assistencial. Em consequência da cultura, sobretudo cafeeira, as diversas localidades do Vale ofereciam instrução elementar para as crianças, mas, em razão da situação de dependência da mulher, dava-se mais importância à escolarização dos meninos. Portanto, na região do Vale do Paraíba, a presença das FMA foi fundamental para a educação feminina.

A formação cristã das meninas era, sem dúvida, a razão principal da atividade educativa das Irmãs. Além da educação da fé, havia outros objetivos principais: a formação moral, a preparação para a vida e a preocupação com a orientação para uma possível vida consagrada. As Irmãs abriram também externatos e Oratórios Festivos onde primava a Associação das Filhas de Maria.

Em 1892, Irmã Teresa Rinaldi foi nomeada Superiora e representante da Visitadora, Madre Emilia Borgna, com o título de Vice-Visitadora. Em 1893, tendo sido criada a nova Visitadoria do Brasil, Madre Emilia Borgna voltou ao Uruguai e no dia 15 de outubro, Dom Lasagna apresentou “a Visitadora do Brasil na pessoa da Reverenda Madre Teresa Rinaldi”. A festa de Santa Teresa, no dia 15 de outubro de 1895, em Araras, em homenagem a Madre Teresa Rinaldi contou com a presença de vários sacerdotes e do próprio Lasagna. Poucos dias depois, a Visitadora partia para Minas Gerais com a expedição organizada por Dom Lasagna para fundação de Casas naquele Estado. Tanto ela como o prelado foram vítimas do desastre ocorrido em Juiz de Fora a 05 de novembro de 1895. Com a morte de Madre Rinaldi, a Irmã Ana Masera, mestra das noviças, foi designada como diretora interina do Colégio do Carmo. Na época do acidente, Don Luis Lasagna estava em tratativas para a fundação da Obra das FMA no Estado de Minas Gerais; assim sendo, tal Obra só foi iniciada no ano de 1896 com a fundação da Santa Casa de Ouro Preto e do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora de Ponte Nova.

A NOVA CONFIGURAÇÃO DAS INSPETORIAS DAS FMA NO BRASIL

A organização das presenças salesianas é dividida em províncias, ou inspetorias como são nomeadas no Brasil. Na introdução do terceiro volume de “As Filhas de Maria Auxiliadora no Brasil: cem anos de História”, Riolando Azzi (2003) afirma que as décadas de 40 e 50 são marcadas pela expansão das obras das Salesianas, por todo o território nacional. Essa expansão provoca uma nova organização territorial nas Obras por meio da criação de Inspetorias:

Inspetoria Imaculada Auxiliadora – Campo Grande – 1941;

Inspetoria Maria Auxiliadora – Recife – 1941;

Inspetoria Madre Mazzarello – Belo Horizonte – 1948;

Inspetoria Laura Vicuña – Manaus – 1961;

Inspetoria Nossa Senhora Aparecida – Porto Alegre – 1967;

Inspetoria Nossa Senhora da Penha – Rio de Janeiro – 1984;

Inspetoria – Nossa Senhora da Paz – Cuiabá – 1993;

Inspetoria Santa Teresinha – Manaus – 2005.

Em 02 de fevereiro de 2021, com a intenção de ressignificar o carisma e qualificar ainda mais a presença e missão das Filhas de Maria Auxiliadora (FMA) no Brasil, as nove Inspetorias das Irmãs Salesianas unificaram-se em quatro novas inspetorias: Inspetoria Nossa Senhora da Amazônia, Inspetoria Maria AuxiliadoraInspetoria Madre Mazzarello e Inspetoria Nossa Senhora Aparecida.

Atualmente, as Inspetoras de cada inspetoria são:

Ir.Maria Carmelita de Lima Conceição - Inspetoria Nossa Senhora da Amazônia

Ir. Maria Adriana Gomes da Silva - Inspetoria Maria Auxiliadora 

Ir. Teresinha Ambrosim - Inspetoria Madre Mazzarello

Ir. Alaide Deretti - Inspetoria Nossa Senhora Aparecida

 

MEMORIAL DAS FILHAS DE MARIA AUXILIADORA 

Em março de 2019, foi o Memorial “Filhas de Maria Auxiliadora no Brasil”, localizado na Casa do Puríssimo Coração de Maria (Antigo Orfanato), em Guaratinguetá (SP). O “Orfanato”, como é conhecido por todos, foi inaugurado por Monsenhor João Filippo, em 1923 e hoje abriga a história das FMA. O memorial conta com um acervo riquíssimo em detalhes e promove uma experiência sensorial que registra a história de maneira afetiva, cultural e religiosa.

“O Memorial oferece aos visitantes a possibilidade de fazer a experiência de uma imersão no carisma das FMA, percorrendo a sucessão histórica dos fatos contextualizados dentro da História da Igreja e do Brasil, e sucessivamente nas 4 salas temáticas onde aprofundamos a experiência carismática, sua expansão na América e no mundo, o impacto da ação educativa evangelizadora das Irmãs na sociedade Brasileira e o segredo deste impulso apostólico. A experiência termina com uma romaria até Aparecida, passando antes por Guaratinguetá, onde fazemos Memória de Monsenhor João Filippo no mesmo local onde ele viveu seus últimos 3 anos e onde veio a falecer. Terminamos na sala dos Romeiros onde o visitante tem uma visão das metas de peregrinações de Aparecida a Cachoeira Paulista. Entre estas 47 metas está a Gruta Nossa Senhora de Lourdes, na entrada da Casa do Puríssimo Coração de Maria, a casa onde nasceu o 1º santo brasileiro, Frei Antonio de Santana Galvão e, finalmente, o grande Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida. Na capela o visitante pode visitar o mausoléu onde repousam os restos mortais de Monsenhor João Filippo e os restos mortais da Madre Teresa Rinaldi, das 3 FMA e da leiga todas mortas no desastre ferroviário de Juiz de Fora, como também os restos mortais de Madre Emilia Borgna, missionária italiana e 1ª Inspetora do Brasil.
Além desta experiência carismática, o Memorial realiza seminários on-line para animar e qualificar nas Irmãs e colaboradores o gosto pelo registro histórico e, em colaboração com a ACSSA, ajudar as cronistas e secretárias a melhorarem a escritura das Crônicas das casas. O próximo seminário será sobre a organização, identificação e conservação das fotos existentes nas Casas. No Memorial está sendo montada uma sala que contará e História e evolução da comunicação em nossas obras. Existe também uma biblioteca histórica que estamos organizando com a Ir. Analia Luberti. O Memorial participa também de um Projeto Formativo, em nível mundial, que visa animar a dimensão missionária nas FMA, nos colaboradores e jovens. Trata-se do Projeto de Espiritualidade Missionária (PEM). Reunimos grupos de Irmãs e leigos que visitam os primeiros lugares onde chegaram as missionárias e os missionários salesianos na América. Esse Projeto contempla 4 percursos: 1º: Bacia do Prata que visita nossas primeiras fundações na América: Uruguay e Buenos Aires. 2º: percurso: Patagônia norte (Bahia Blanca, onde estão os restos mortais de Laura Vicuña), Viedma, sede episcopal de Dom Cagliero e onde viveu e se santificou Artemide Zatti e Carmen de Patagones, primeira presença nossa na Patagônia, visita à terra natal de Zeferino Namucurá, e terminamos nas Cordilheiras dos Andes em Jinin de los Andes onde viveu e se santificou Laura Vicuña. 3º: Patagônia sul (Puntarenas, Estreito de Magalhães, Terra do Fogo). 4º: Brasil: São Paulo, Guaratinguetá, Aparecida.Rio de Janeiro, Juiz de Fora”, comenta a Curadora do Memorial, Ir. Dulce Hirata.

Confira o vídeo com um tour pelo Memorial e alguns depoimentos de quem já o visitou. Clique aqui.

   

Por Equipe de Comunicação da Rede Salesiana Brasil, com informações de salesianas.org.br

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Dia de Santa Maria Domingas Mazzarello, fundadora das Filhas de Maria Auxiliadora

Dia 13 de maio é conhecidíssimo na Igreja como o dia de Nossa Senhora de Fátima, a quem pedimos a graça de fazermos penitência e nos convertermos. Também, nesse dia, a Família Salesiana celebra a fundadora das Filhas de Maria Auxiliadora. BerçoFoi em Mornese, um povoado ao norte da Itália, que, no dia 9 de maio de 1837, nasceu Maria Domingas Mazzarello, primeira de dez filhos do casal José Mazzarello e Maria Madalena Calcagno. Desde muito cedo, Maìn — apelido pelo qual Maria era carinhosamente conhecida –, ajudou a cuidar de seus irmãos e dos afazeres domésticos. Iniciação cristãComeçou a frequentar as aulas de catecismo e a se destacar nelas, pois tinha grande paixão pelas coisas de Deus. Aos 13 anos, fez a primeira comunhão, assumindo o compromisso de fazer de Jesus o seu grande amor e da Eucaristia diária o seu centro de vida. Aos 16 anos, ajudava seu pai no trabalho dos vinhedos e era conhecida por seu forte caráter e espírito de liderança. Quase todos os dias, bem cedo, Maria percorria um íngreme caminho para participar da missa. Percurso que, no inverno, ficava ainda mais difícil devido ao frio e à neve. Caridade na epidemiaEm 1860, a epidemia do tifo se abateu sobre o povoado de Mornese. A família dos tios de Main foi uma das primeiras a contrair a doença. A pedido de padre Pestarino, seu diretor espiritual, Maria foi ajudá-los, mesmo sabendo que poderia contrair a doença, e foi o que realmente aconteceu. A partir daí, o rumo de sua vida mudou completamente. Perdendo as forças físicas e não podendo mais trabalhar no campo, começou a se questionar sobre o que iria fazer para ajudar as pessoas, foi então que certa vez, ao caminhar pela colina de Bargo Alto, teve a visão de um alto edifício, parecido com um colégio e com muitas meninas correndo, brincando num grande pátio interno e ouviu nitidamente estas palavras: “Tome conta destas meninas! A ti as confio!”. A voz de MariaE com coração aberto, Maìn compreendeu que a voz que confiava a ela as meninas era a de Nossa Senhora e decidiu aprender a costurar, para ensinar as jovens da sua pequena cidade, com isso, as manteria longe dos perigos e do pecado, ensinando-as a fazer de “cada ponto da agulha, um ato de amor a Deus”. E foi com Petronilla, sua amiga e companheira, que montou uma sala de costura e começou a ensinar o ofício. Treinamento na virtudeAs famílias de Mornese começaram a mandar-lhe as filhas; e as aulas de costura tornaram-se aulas de treinamento na virtude. Um dia, um senhor viúvo, entregou-lhe as suas filhas para que as educasse. Assim, a oficina passou a ser um novo lar para as várias meninas, que viam em Maria sua segunda mãe. Aos domingos, após a missa, na praça da igreja, outras crianças se uniam a Maria e a Petronilla para brincar e divertir-se. Surge Dom BoscoEm 1864, Dom Bosco chegou a Mornese com seus meninos. Todos queriam vê-lo e ouvi-lo, Maria também. Dom Bosco expôs ao padre Pestarino seu projeto: construir um colégio para os meninos. Antes de partir, ficou conhecendo as iniciativas de Maria e Petronilla: a oficina de costura, o orfanato e a recreação aos domingos para todas as crianças do povoado. Dom Bosco se empolgou com o trabalho delas e propôs a fundação de um instituto feminino que fizesse pelas meninas o que ele fazia em Turim para os meninos. Início das Irmãs Salesianas de Dom BoscoApós um caminho de acompanhamento feito por padre Pestarino e Dom Bosco que, no dia 5 de agosto de 1872, na Capela do Colégio de Mornese, 11 jovens – entre elas Main – emitiram os votos religiosos e se consagram a Deus, dando início a Congregação das Filhas de Maria Auxiliadora – irmãs Salesianas de Dom Bosco — o nome da congregação foi dado pelo fundador que desejava que cada Filha de Maria Auxiliadora fosse um monumento vivo de sua gratidão a Nossa Senhora, por tudo que realizou na obra salesiana. Maria Mazzarello, foi escolhida para ser a primeira Madre da congregação; e tamanha era sua humildade que assumiu a função apenas se fosse ela a vigária porque Nossa Senhora era a verdadeira superiora. Madre Mazzarello foi sempre empenhada na animação das comunidades de Irmãs e na educação de crianças, adolescentes e jovens. Cultivou com sabedoria a união entre todas. Ocupou-se com a abertura de novas casas na Itália e além mar. Seu legado era marcado pela alegria, coragem e humildade, virtudes que sempre recomendava em suas cartas, além do grande amor que cultivava por Jesus e Maria. Uma frase da santa“A alegria é sinal de um coração que muito ama ao Senhor!” PáscoaNo dia 13 de maio de 1881, Madre Mazzarello partiu deste mundo. Sua breve vida, 44 anos, continua sendo uma chama de amor contagiante, que ilumina, ainda hoje, a sua Família Religiosa. Suas filhas — as Filhas de Maria Auxiliadora, presentes nos cinco continentes —, continuam atuando no espaço-educação, fiéis ao carisma da fundação, à identidade que lhes é própria e à missão que lhes cabe no coração da Igreja. No dia 24 de junho de 1951, a Igreja declarou oficialmente a santidade de Maria Domingas Mazzarello e sua festa litúrgica é celebrada no dia 13 de maio. A minha oração“Virgem Maria, a vida de Madre Mazzarello foi marcada com exemplos de uma espiritualidade simples, mas rica de interioridade, de uma profunda paixão pela salvação das jovens, um ardente espírito missionário aberto aos horizontes ilimitados e cheia da alegria que vem de Deus. Rogue por nós, junto a Jesus, para que sigamos seus passos. Amém.” Santa Maria Domingas Mazzarello, Rogai por nós! Fonte: Inspetoria São João Bosco

150 anos de Missão e Coração: Associação dos Salesianos Cooperadores

Os 150 anos da Associação dos Salesianos Cooperadores foram celebrados com fé, gratidão e espírito de família em diversas presenças salesianas da Inspetoria no último sábado, dia 09 de maio. Em São Gabriel da Cachoeira/AM, o Centro Local Theotônio Ferreira promoveu uma solene celebração eucarística na Igreja Sagrada Família, situada na nova área missionária da cidade. Presidida pelo padre José Tran (SDB) e com a participação das Filhas de Maria Auxiliadora, a celebração evidenciou a riqueza da cultura amazônica no ofertório, com alimentos típicos da região apresentados ao altar. Ao final, os participantes entoaram o hino dos Salesianos Cooperadores, celebraram o marco histórico com os parabéns e registraram a foto oficial do momento. Em Porto Velho/RO, os Salesianos Cooperadores celebraram a data no Santuário de Fátima, dentro do novenário de Fátima que acontece em preparação para a festividade. Presidiu a celebração o padre João Batista da Arquidiocese e concelebrada pelo padre Daniel Cunha, reitor do santuário. Destaque para o terço, rezado após a celebração, conduzida pela equipe do oratório. Marcada pela gratidão, alegria e pelo trabalho missionário realizado ao longo dos anos. Os Centros Locais Dom Bosco e Laura Vicuña, juntamente com membros da Família Salesiana, participaram do momento solene. Na cidade de Ananindeua/PA, o padre Gaudêncio Gomes presidiu a celebração que reuniu a Família Salesiana em um clima de fé, gratidão e renovação missionária. A comemoração dos 150 anos tornou-se também ocasião para recordar a história construída com amor, dedicação e fidelidade ao carisma de São João Bosco, renovando o compromisso de ser sal e luz no mundo. Em Manaus/AM, a celebração foi presidida pelo inspetor, padre Felipe Bauzière, reunindo a Família Salesiana em um momento de profunda comunhão e renovação da missão salesiana. A presença das Filhas de Maria Auxiliadora, das ADMAs e das ex-alunas fortaleceu ainda mais o espírito de família que caracteriza o carisma salesiano. A procissão de entrada, marcada por emoção e gratidão, foi um dos destaques da celebração pelos 150 anos de missão dos Salesianos Cooperadores. Fonte: Salesianos Cooperadores/Comunicação-ISMA

Reitor-Mor nomeia Borja Pérez como novo Coordenador Mundial dos Salesianos Cooperadores

Borja Pérez é o novo Coordenador Mundial da Associação dos Salesianos Cooperadores. A nomeação aconteceu no terceiro dia do Congresso Mundial, realizado em Sacrofano, e marcou um momento histórico: pela primeira vez, o escolhido não pertence à Região Itália-Oriente Médio-Malta. O anúncio, feito pelo Reitor-Mor P. Fábio Attard, foi recebido com emoção, alegria e festa entre os presentes. Biografia Borja Pérez nasceu em Santander, na Espanha, por volta de 1980. É casado com Emma, também Salesiana Cooperadora. Entrou em contato com a Família Salesiana ainda na infância, aos cinco anos, quando ingressou no colégio salesiano de Santander. Desde então, manteve atuação contínua na pastoral juvenil salesiana. Na juventude, atuou como animador de grupos na obra salesiana de Santander e depois assumiu funções de coordenação no Movimento Juvenil Salesiano em níveis inspetorial, nacional e europeu. Atualmente acompanha, junto da esposa, uma comunidade juvenil na paróquia de Nueva Montaña, em Santander. Borja Pérez fez a promessa como Salesiano Cooperador em agosto de 2007, durante o Campobosco Nacional realizado na Basílica de Maria Auxiliadora, em Valdocco, Turim. A promessa foi recebida pelo então Reitor-Mor salesiano, Pascual Chávez Villanueva. No campo profissional, formou-se engenheiro de Caminhos, Canais e Portos e atua há cerca de duas décadas em uma multinacional espanhola do setor de construção e infraestrutura. Trabalhou inicialmente em Aragão, Navarra e La Rioja, depois transferiu-se para Madri, mantendo vínculo com Santander e com o centro local salesiano da cidade. Antes de assumir a coordenação mundial, exerceu a função de Conselheiro Mundial para a Região Ibérica dos Salesianos Cooperadores. Nesse período, destacou-se pela condução do triênio preparatório para os 150 anos da associação, celebrado em 2026. Defendeu o fortalecimento do senso de pertença, da identidade laical salesiana e do compromisso apostólico junto aos jovens e famílias. Uma data dentro de uma data O último sábado, dia 9 de maio de 2026, carregou dois pesos ao mesmo tempo: o do Congresso Mundial em curso e o do 150º aniversário da fundação da Associação. A data marca o momento em que a Igreja aprovou o projeto de Dom Bosco de integrar leigos à Família Salesiana, depois de cerca de uma década de espera. O que nasceu como Pia União dos Cooperadores Salesianos é hoje a Associação dos Salesianos Cooperadores, mas preserva o sonho original: “verdadeiros salesianos no mundo”, presentes nas famílias, no trabalho e no serviço à juventude e às pessoas pobres. O chamado do Espírito A programação do dia teve início com a Santa Missa, e a homilia coube ao P. Pascual Chávez, Reitor-Mor Emérito. Ele alertou para a necessidade de deixar espaço ao verdadeiro protagonista da missão. “De nós”, sublinhou o P. Chávez, “espera-se escuta, docilidade e colaboração”, pois é o Espírito Santo quem abre as fronteiras geográficas e os corações das pessoas ao Evangelho. Olhar para fora Os trabalhos do dia giraram em torno do compromisso missionário da Associação e da herança a ser deixada aos futuros Salesianos Cooperadores. Uma mesa-redonda reuniu participantes de diferentes partes do mundo para debater o tema “Fermento entre jovens, famílias e idosos”, e o clima do encontro se equilibrou entre a celebração do aniversário e o olhar voltado para o futuro. Quatro palavras, um programa Antes de anunciar o nome do novo Coordenador, o P. Attard fixou quatro palavras como fundamento para o governo da Associação: escuta, comunhão, missão e participação. Para ele, a ausência de governo gera apenas anarquia, e a escuta produz a humildade que nasce da intimidade com Deus. Essa humildade, por sua vez, gera comunhão e participação, evita posições de conquista e favorece espaços de convergência dentro da Associação e de toda a Família Salesiana. Novos horizontes Com a nomeação de Borja Pérez, o Congresso enviou ao mundo um sinal de renovação. A sala recebeu o novo Coordenador com os braços abertos, e os agradecimentos se multiplicaram para quem parte e para quem fica, em torno de um único sonho: a salvação dos jovens. O Espírito, como se diz entre os presentes, sopra e impulsiona para novos horizontes. Fonte: Euclides Fernandes - Missão Salesiana de Mato Grosso. Com informações: Agência Salesiana de Notícias (ANS)

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