Caminhar com os Jovens na Cultura Digital
01/11/2023

Caminhar com os Jovens na Cultura Digital

Caminhar com os Jovens na Cultura Digital

1. Gostaria de começar esta carta com uma pergunta que envolve a todos nós: como continuar a ser comunicadores, fiéis a Dom Bosco e ao nosso carisma, em um mundo em mudança? É uma pergunta que me foi feita por inspetores, jovens, delegados de comunicação e membros da Família Salesiana, preocupados em viver e transmitir o nosso carisma hoje no mundo digital, sem perder a alma.

2. Se Dom Bosco estivesse aqui hoje, ele seria um explorador do digital, saberia como ir direto ao coração dos jovens. Quereria entender o seu significado e os seus mecanismos, acompanhar os desafios e potenciais dos adolescentes e jovens. Ele nos convidaria a segui-lo sem nenhum distanciamento geracional, mas com aquela clareza só possuída por quem sabe andar perto da terra, com um passo suave e habitual, e que sabe tratar de temas essenciais no ritmo da vida.
Com inteligência, Dom Bosco intuiu que comunicar é relacionar-se. Ele viveu e desenvolveu o seu sistema educativo segundo uma ideia central: os jovens são a razão da nossa vida. É com eles e para eles que nos comunicamos. Nestes tempos de grandes mudanças sociais e culturais, a presença educativa dos salesianos no mundo digital tem como objetivo justamente educar através de uma relação direta com os jovens, com clara identidade e fidelidade carismática.
3. Todos nós nos comunicamos no interior de um universo virtual que condiciona os nossos relacionamentos. A mídia social, em particular, é um lugar onde as pessoas interagem, compartilham experiências e cultivam relacionamentos como nunca antes.
Essa dimensão pode fazer-nos perder a sensibilidade para a relação interpessoal, negligenciar a comunhão fraterna na comunidade ou distanciar-nos do relacionamento educativo com os jovens. O digital é uma grande oportunidade para educar e evangelizar, mas sempre requer reflexão e discernimento, a partir do Evangelho, para sempre colocar no centro a relação fraterna e a comunhão.

Confira o documento completo, em língua portuguesa, do Conselheiro Geral para a Comunicação Social, Pe. Gildásio Mendes dos Santos, clicando aqui.

Fonte: Salesianos Don Bosco

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Salesiano Irmão: sua vocação no coração da missão salesiana

Presença que evangeliza no cotidiano O Salesiano Irmão vive sua vocação no coração da missão salesiana como sinal concreto de que o Reino de Deus também se constrói com as mãos, com a proximidade e com a vida partilhada. Inspirados por Dom Bosco, somos chamados a educar e evangelizar não apenas pela palavra, mas, sobretudo, pelo testemunho simples, constante e fraterno. Nossa missão nasce da convivência diária com os jovens e com as comunidades onde estamos inseridos. No pátio, nas oficinas, na escola, na secretaria, no laboratório ou na administração, o Salesiano Irmão anuncia o Evangelho por meio do trabalho bem feito, da disponibilidade e da atenção às pequenas coisas. É ali, no cotidiano, que o Sistema Preventivo ganha corpo e história. Fraternidade que sustenta a missão A vocação do Irmão Salesiano recorda à Congregação e à Igreja que a fraternidade é um valor evangélico fundamental. Não somos definidos pelo ministério ordenado, mas pela consagração religiosa vivida em comunidade, como irmãos entre irmãos. Nossa identidade revela que educar é também cuidar, organizar, sustentar e criar condições para que outros possam florescer. Trata-se de uma presença que, muitas vezes discreta, é essencial para o funcionamento e a vitalidade das obras salesianas. Espiritualidade encarnada no serviço À semelhança de Santo Artêmides Zatti, aprendemos que a santidade passa pela fidelidade às tarefas simples e pela entrega generosa aos mais pobres. Zatti nos inspira a viver uma espiritualidade encarnada, na qual o serviço se torna oração e o trabalho se transforma em expressão de amor. Assim, o Salesiano Irmão faz da própria vida um dom oferecido, sem buscar protagonismo, mas permitindo que Deus aja por meio de gestos concretos. Presença que gera oportunidades Nas diversas realidades do mundo, os Salesianos Irmãos estão onde a vida acontece: na formação profissional de jovens em situação de vulnerabilidade, no acompanhamento de estudantes, na gestão das obras e na promoção humana e social. Em contextos de pobreza, violência ou exclusão, essa presença, muitas vezes silenciosa, sustenta projetos, cria oportunidades e devolve dignidade. Educadores da esperança Somos educadores da esperança. Acreditamos nos jovens, especialmente nos mais pobres, e caminhamos com eles, ajudando-os a descobrir seus dons e a construir um futuro possível. Nosso compromisso também se estende ao cuidado com a casa comum, integrando fé, educação e responsabilidade ecológica, conscientes de que a missão salesiana é inseparável da defesa da vida em todas as suas formas. Um chamado à simplicidade e à doação Ser Salesiano Irmão é viver a alegria do Evangelho na simplicidade; é fazer da fraternidade uma escolha diária e da missão um caminho de doação. Em cada gesto escondido, em cada serviço prestado com amor, reafirmamos que educar é um ato profundamente humano, evangélico e transformador. Fonte: Inspetoria São João Bosco

Inspetoria São João Bosco realiza o 1º Encontro Vocacional Salesiano presencial de 2026

Entre os dias 14 e 15 de março, aconteceu, na Inspetoria São João Bosco, o primeiro Encontro Vocacional Salesiano presencial de 2026. O evento contou com a participação de jovens que, com muita alegria, estiveram em nossas casas religiosas para conviver com os salesianos e aprofundar o seu discernimento vocacional. O encontro teve como tema “Vocação: um presente de Deus” e teve como objetivo principal ajudar os jovens a perceberem que são chamados à vivência de um grande dom: a vida. Este é, portanto, o grande presente de Deus ofertado a cada um de nós. Por isso, somos convidados a vivê-lo de forma consciente, plena e digna. Após refletirem sobre esse primeiro chamado de Deus, os jovens puderam partilhar também sobre o chamado à vivência da vida cristã e, posteriormente, sobre a vocação específica, entre elas, a vida religiosa salesiana. A programação teve início no sábado, com café da manhã e oração de abertura, estendendo-se ao longo do dia e sendo concluída no domingo, com o almoço. Nas diversas presenças salesianas — Brasília (DF), Palmas (TO), Resende (RJ) e Vitória (ES) —, os jovens tiveram a oportunidade de vivenciar experiências significativas para o discernimento vocacional, como momentos de deserto, partilhas, convivência fraterna e participação em oratórios festivos. Participaram do encontro os jovens Tiago e Everton (Núcleo Bandeirante-DF), Pedro Artur (Goiânia-GO), Davi (Muriaé-MG), João Vitor (Montes Belos-MG), João Victor (Cariacica-ES), Gabriel Tavares e Danniel Ferreira (Palmas-TO). Rezemos por esses jovens e pelas vocações salesianas. E você, que já sentiu o desejo de ser salesiano padre ou irmão, ou conhece alguém que tenha manifestado esse chamado, entre em contato conosco. Estamos aqui para ajudar você a ouvir a voz do Senhor, que continua a nos dizer: “Vinde e vede!” A Inspetoria São João Bosco oferece aos jovens que buscam o discernimento vocacional  momentos de espiritualidade e diálogo com a comunidade de salesianos nos Estados de Minas Gerais, do Rio de Janeiro, do Espírito Santo, de Goiás, do Tocantins e no Distrito Federal.  ‍Clique aqui e venha ser um Salesiano de Dom Bosco. Fonte: Bruno Caetano de Barros - Inspetoria São João Bosco

75º aniversário da morte de Santo Artêmides Zatti

No dia 15 de março, realizou-se a memória pelos 75 anos de falecimento do Santo Artêmides Zatti, que, após recuperar-se da tuberculose nos primeiros anos do século XX, manteve uma saúde excepcional, o que lhe permitiu enfrentar trabalhos pesados e contínuos, além de grandes sacrifícios, dedicando sua vida integralmente aos doentes e aos pobres. Somente seu ardente zelo pelo bem do próximo explica o esforço constante que suportou com serenidade e dedicação até aos últimos dias, quase sem jamais descansar. Seu declínio começou em 19 de julho de 1950, quando subiu numa escada encostada a uma parede do edifício para consertar tubulações de água. Ao tombar da escada, caiu de altura considerável, sofrendo lesões internas, ficando logo evidente a gravidade do acidente. Os médicos identificaram, como ele próprio compreendeu, uma doença latente que o impacto agravou, acelerando seus últimos dias. Surgiram os sintomas de um câncer terminal no fígado, que progrediu rapidamente e culminou em sua morte seis meses depois.Em 27 de fevereiro de 1951, a seu pedido, recebeu o Viático e a Unção dos Enfermos. A crônica da casa, de março de 1951, registra suas palavras: “Que belo morrer como salesiano e na Patagônia!”. Após a administração dos Sacramentos, a doença seguiu seu curso, e Zatti manteve sua serenidade e alegria, mesmo em meio a atrozes sofrimentos. Ele próprio redigiu para o Dr. Sussini o certificado de óbito: “O Dr. Antonio Sussini certifica que Artêmides Zatti, de 70 anos, domiciliado em Viedma, calle Gallardo s/n, filho de Luis Zatti e Albina Vecchi, naturalizado argentino, faleceu por insuficiência hepática no dia… às horas… no Hospital San José, conforme testemunho de quem o assistiu”.Em 13 de março, recebeu uma carta do Inspetor, P. Carlos Mariano Pérez, que lhe deixava algumas “comissões para o Céu”. Às 6h do dia 15 de março, entrou em agonia e faleceu às 6h30. O Diretor celebrou imediatamente a Missa. Segundo a tradição, a Crônica do colégio registra que o grande sino anunciou, pela manhã, sua subida ao Céu: um Coirmão a menos na Casa e um Santo a mais no Céu. O corpo de Zatti foi colocado em um caixão simples. O velório se estendeu por todo o dia e a noite, com a Capela cheia, do entardecer ao amanhecer. O funeral foi realizado no dia 16 de março, com intensa participação de Autoridades e População. A notícia de sua morte comoveu toda a Viedma e grande parte da Patagônia, transformando-se num verdadeiro plebiscito de reconhecimento por seus méritos, e de gratidão. A razão desse profundo envolvimento popular estava resumida na afirmação: “Era um santo!”.Cumpria-se, assim, a recomendação de Dom Bosco aos primeiros missionários salesianos enviados à Argentina: “Cuidem especialmente dos enfermos, das crianças, dos idosos e dos pobres, e ganharão a bênção de Deus e a benevolência dos homens”. Zatti, como o Bom Samaritano, acolheu na hospedaria de seu coração e no ‘Hospital San José’, de Viedma, os pobres, os enfermos e os rejeitados da sociedade. Em cada um deles, visitou a Cristo, cuidou de Cristo, alimentou Cristo, vestiu Cristo, hospedou Cristo e honrou a Cristo. Um médico do hospital testemunhou: “O único milagre que presenciei em minha vida foi o Sr. Zatti, pela extraordinária nobreza de caráter, pela dedicação ao próximo e pela paciência incomparável com os doentes”. Fonte: Salesianos SP

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