Comitê de Comunicação da Rede Salesiana Brasil reflete sobre Amazônia e comunicação no Muticom
30/09/2025

Comitê de Comunicação da Rede Salesiana Brasil reflete sobre Amazônia e comunicação no Muticom

Comitê de Comunicação da Rede Salesiana Brasil reflete sobre Amazônia e comunicação no Muticom

O Comitê de Comunicação da Rede Salesiana Brasil participou do 14º Mutirão Brasileiro de Comunicação (Muticom), realizado em Manaus entre 25 e 28 de setembro de 2025. O encontro reuniu comunicadores de todas as regiões do país e aprofundou o tema “Comunicação e Ecologia Integral: Transformação e Sustentabilidade Justa”

O encontro com a Amazônia e a comunicação

Para Eduardo Schmitz, delegado de Comunicação da Inspetoria Salesiana de Porto Alegre, a experiência trouxe novos olhares para a missão salesiana. “É impossível vir até Manaus e vir só para o evento. A gente acaba fazendo uma experiência também com o entorno do evento e conhecendo as realidades. Isso serve como um revigorar da nossa caminhada na comunicação.” Ele acrescentou que contemplar a floresta e os rios também se torna forma de oração e fortalece o compromisso de levar a comunicação para além das fronteiras da Igreja, conectando-a com os debates da sociedade. “Através da contemplação, da criação, e aqui é um local muito propício pra isso, principalmente quando a gente se depara com a grandiosidade da floresta, dos rios, e tudo isso serve pra gente como um revigorar da nossa caminhada na comunicação, na nossa comissão, de família salesiana nas nossas inspetorias, e claro, trabalhando especificamente a temática da comunicação, é oportunidade pra gente ter novos olhares, como a própria proposta do Muticom sugere, não olhar pra dentro da igreja ou não olhar pra dentro dos nossos processos de comunicação, mas olhar pra fora também, é o que o mundo fala sobre a comunicação eclesial, como a comunicação eclesial pode se inserir nos temas da atualidade. Especificamente aqui tratando sobre a situação da ecologia integral".

Comunicação que mobiliza

Igor Gomes da Silva, gerente de Comunicação e Marketing da Inspetoria São João Bosco, enfatizou a centralidade da comunicação diante da crise socioambiental. “A comunicação tem papel central nesse processo: conscientiza, mobiliza e inspira boas práticas de sustentabilidade. Quando orientada pela ecologia integral, ela se torna instrumento de transformação e de justiça socioambiental.” Ele defendeu que a comunicação precisa ser estratégica e comprometida, pois seu alcance pode gerar mudanças concretas no modo como a sociedade cuida da casa comum.

Sustentabilidade como pauta permanente

Cícero Albuquerque, delegado de Comunicação da Inspetoria Madre Mazzarello, afirmou que o Muticom reforçou a necessidade de tratar o tema de forma estrutural. “Sustentabilidade tem que estar estruturalmente em todas as nossas ações, nossas atividades.” Para ele, os salesianos precisam assumir esse debate não apenas como pauta de evento, mas como dimensão formativa presente em todos os espaços educativos e pastorais. “Um assunto que a gente tem que trazer para o centro das nossas discussões e levar isso para um caráter tanto formativo quanto informativo nas nossas presenças.”

Amazônia em sua grandeza

A Irmã Luzinete Freitas, coordenadora de Comunicação da Inspetoria Nossa Senhora da Amazônia, destacou o aprendizado proporcionado por pesquisadores e jornalistas que conhecem a realidade local. “A mídia aberta trabalha a Amazônia com muita ficção, e o 14º mutirão traz realmente em profundidade a realidade amazônica.” Ela observou também que a riqueza do bioma, comparada a um continente dentro do Brasil, desafia os comunicadores a traduzirem sua complexidade sem cair em simplificações. “Acho que o grande ganho para os jornalistas, que são muitos do restante do Brasil, e para qualquer outro participante, é o contato sobre a veracidade dos fatos, porque a mídia aberta, publica muito mito sobre a Amazônia, trabalha a Amazônia com muita ficção, e o 14º MUTICOM traz realmente, em profundidade, a realidade amazônica".

Superação de estereótipos

O padre Francisco Lima, de Manaus, refletiu sobre o contato dos comunicadores de outras regiões com a realidade amazônica. “Levar uma imagem diferenciada, não caricata, mas real com os valores que nós temos aqui, com dificuldades e fragilidades, isso é a primeira coisa.” Ele ressaltou ainda que o Muticom favoreceu o encontro de culturas, permitindo aos participantes perceberem a Amazônia não apenas como patrimônio brasileiro, mas também como bem de relevância global. “Eu acredito que esse contato com a Amazônia passa por diversos níveis de experiência. O primeiro nível é aquele básico, que é o fato de ter se deslocado do próprio lugar e vir até Manaus. A gente já tem contato com pessoas de outras culturas, outras linguagens, outras paisagens, outras expressões comunicacionais também. Depois do próprio evento, ele nos trouxe uma série de temáticas, sejam elas de reflexão, de estudo, de aprofundamento, mas também de experiências que nos ajudam a compreender e a olhar um pouco mais a Amazônia a partir de outras perspectivas para que a gente”.

Impacto de novas narrativas

A Irmã Maike Loés, delegada de Comunicação da Inspetoria Nossa Senhora Aparecida, relatou que um dos momentos mais marcantes foi o testemunho de um jovem indígena. “O testemunho de um jovem pataxó no mundo digital, unindo a vida na aldeia e a cultura do seu povo, foi muito grandioso”. Ela afirmou que a experiência provocou os salesianos a se abrirem para novas linguagens e a repensarem a comunicação em diálogo com realidades diversas. “Eu estou extremamente impactada e eu vejo assim o quanto ainda nós salesianos e salesianas precisamos nos abrir e crescer nessa dimensão amazônica que é a proteção da vida, do cuidado, da casa comum, começando pelo cuidado com as pessoas".

Caminho em sinergia

Pedro Barreto Elias, da Inspetoria de São Paulo, destacou a importância da unidade entre comunicadores salesianos. “Eu sempre acho que todo mundo sai com várias ideias, com várias reflexões, e também esse pensamento unificado que a gente tem muitas vezes sobre a comunicação salesiana, ajuda a gente a caminhar em sinergia.” Para ele, o encontro foi oportunidade de partilha de ideias e reflexões, mas também de confronto com novas realidades. “A temática é essencial: a reflexão sobre a casa comum, sobre como a gente cuida de tudo, como a gente dialoga com isso e principalmente como que a gente comunica sobre isso é muito importante. Acho que na sociedade a gente está numa disputa de narrativas e isso tem afetado várias pautas importantes porque muitas vezes na defesa de um posicionamento fixo a gente acaba até esquecendo de colocar algumas coisas importantes, alguns detalhes, algumas questões que são muito importantes para a formação das pessoas sobre a discussão, então isso também faz toda a diferença”.

Ecologia integral como tema comum

A Irmã Antônia Kelly Gaioso, coordenadora de Comunicação da Inspetoria Maria Auxiliadora, do Nordeste, afirmou que a ecologia integral atravessa todos os territórios, mesmo em contextos distintos. “Cada região do Brasil tem sua peculiaridade quando busca vivenciar essa ecologia integral. Não é que tem tanta diferença, mas existem pontos que são incomuns, tanto para o lado positivo como pontos que são comuns para aquilo que a gente deve crescer dentro da comunicação”. Ela observou que o desafio da comunicação está em traduzir as lutas locais sem perder de vista a dimensão universal da sustentabilidade. "Para nós, como Igreja, a comunicação não é apenas informação, mas também evangelização. Diante do que vivemos hoje, precisamos refletir sobre o que de fato comunicamos e se isso corresponde ao que evangelizamos. Para mim, este momento representa um repensar da comunicação, de nossas práticas e das mensagens que transmitimos".

Preces compromisso: oração e decisão

Na celebração de encerramento, os comunicadores assumiram compromissos em forma de oração. Inspirados no Cântico das Criaturas, eles agradeceram pelas dádivas da natureza e pediram força para transformar a comunicação em instrumento de cuidado. As preces trouxeram uma promessa: “Protegeremos a terra e não a depredaremos; semearemos a beleza, e não a poluição nem a destruição.” Os participantes se comprometeram a anunciar a paz, resgatar os abandonados, denunciar sistemas que sacrificam pobres e defender a vida em todas as suas expressões

Comunicação que testemunha

A mensagem final do Muticom reforçou que comunicar sobre a criação é também questão de fé. “Num mundo onde os mais frágeis são os primeiros a sofrer os efeitos devastadores das mudanças climáticas, do desmatamento e da poluição, cuidar da criação torna-se uma questão de fé e de humanidade”

O Muticom deixou aos comunicadores salesianos a tarefa de fazer da comunicação não apenas instrumento de evangelização, mas também de conscientização sobre a importância de que cada um seja um agente de defesa da casa comum.

Euclides Fernandes

 

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Identidade que fala, rede que une

De 16 a 28 de março de 2026 realizou-se o Curso de formação para os Coordenadores de Comunicação Social, iniciado em Roma, na Casa Geral do Instituto das FMA, e continuado no Piemonte, nos lugares carismáticos. Roma (Itália). De 16 a 28 de março de 2026, 41 Coordenadores de Comunicação Social – Filhas de Maria Auxiliadora e leigos provenientes de todas as Inspetorias do mundo – reuniram-se em Roma, na Casa Geral, para o Encontro de formação organizado e animado pela Conselheira geral, irmã Ausília De Siena, junto às colaboradoras do Âmbito de Comunicação do Instituto das FMA. “Identidade que fala, rede que une” é o tema que acompanhou os dias, escolhido com base nas necessidades formativas expressas pelos participantes e em sintonia com as orientações do Capítulo Geral XXIV – “privilegiamos a formação para habitar os ambientes digitais de modo consciente e responsável, para conhecer as dinâmicas da cultura da informação e fazer amadurecer uma mentalidade crítica e criativa” – com o objetivo de reforçar competências comunicativas, pastorais e carismáticas para exercitar, em rede, uma liderança comunicativa salesiana coerente com a missão educativa e com a identidade carismática. Desde o início ficou evidente que não se tratava apenas de um curso “técnico”. A proposta era, antes de tudo, um convite a recentrar a comunicação na sua dimensão mais profunda: a relação. Acolhendo o grupo, irmã Ausília sublinhou a importância de cultivar uma verdadeira cultura da comunicação compartilhada, capaz de superar lógicas de isolamento e de fazer resplandecer os dons, as experiências e os percursos de cada contexto. Trabalhar em rede, portanto, não se apresenta como uma estratégia funcional, mas como uma escolha consciente, uma mentalidade para cultivar e manter: “Uma rede permite compartilhar experiências, apoiar-se reciprocamente, fazer circular ideias e boas práticas, mas também enfrentar juntos as dificuldades. No fundo, no nosso Instituto já somos uma rede: o passo seguinte é torná-la sempre mais consciente, visível e incisiva na nossa sociedade e na Igreja”. Os primeiros dias passados na Casa Geral, em Roma, permitiram interpretar o presente com maior clareza e profundidade. Graças às contribuições de especialistas no campo da comunicação da Faculdade de Ciências da Comunicação Social da Universidade Pontifícia Salesiana (UPS) – padre Fabio Pasqualetti, SDB, Decano da Faculdade, padre Donato Lacedônio e Tommaso Sardelli – foi possível confrontar-se com os desafios do contexto atual e reconhecer a necessidade de uma comunicação não limitada à eficácia, mas capaz de produzir sentido, especialmente na relação com os jovens. Comunicar, nestes termos, significa acompanhar, interpretar, abrir caminhos. Significa ajudar a dar nome às perguntas e inquietações que atravessam a realidade contemporânea. Esta reflexão ganhou particular densidade em diálogo com o carisma salesiano, como dimensão constitutiva da própria missão, graças às intervenções da irmã Piera Ruffinatto, FMA, Reitora da Pontifícia Faculdade de Ciências da Educação “Auxilium”, e da irmã Eliane Petri, Docente da Faculdade e coordenadora do Curso de espiritualidade do Instituto. Na experiência de Dom Bosco e de Madre Mazzarello, comunicar é estar presente, criar proximidade, contar a própria vida de modo simples e verdadeiro, gerar ambientes nos quais cada pessoa se sinta reconhecida e acompanhada. Emergiu um estilo comunicativo caracterizado pela alegria, pela escuta e pela capacidade de transformar o cotidiano num espaço educativo. O itinerário incluiu também o desenvolvimento de competências concretas nos setores da liderança comunicativa e do trabalho em equipe e em rede – facilitados pela Dra. Francisca Busnelli, psicóloga e formadora – de narração de histórias entre imagem e podcast, com oficinas conduzidas pelo Prof. Tommaso Sardelli e pela irmã Susana Diaz, FMA, colaboradora do Âmbito, da narrativa jornalística, aprofundada pela irmã Maria Antônia Chinello, FMA, Docente da Faculdade “Auxilium”, da comunicação institucional e da gestão de situações de crise, tema abordado pelo padre Donato Lacedônio. Esses momentos permitiram entrelaçar reflexão e prática, contribuindo para conferir maior consciência e intencionalidade a situações já experimentadas “no campo” nas realidades em que se está inserido. Um valor acrescentado ao percurso foram as visitas ao “quartel-general” das Mídias Vaticanas, no Palazzo Pio, recebidos por Alessandro Gisotti, vice-diretor editorial do Dicastério para a Comunicação da Santa Sé, que, através de um percurso histórico sobre a Comunicação da Santa Sé, falou sobre “a beleza de ser Igreja e universalidade” ao comunicar informações e histórias de todo o mundo, além das iniciativas e desafios acolhidos pelas Mídias Vaticanas; por Nataša Govekar, Diretora teológico-pastoral do Dicastério, que partilhou projetos, experiências e iniciativas do Dicastério com foco particular sobre os jovens e o documento “Rumo a uma plena presença”; e pela irmã Nina Krapić, nova vice-Diretora da Sala de Imprensa da Santa Sé, que abordou a comunicação estratégica e a imagem das consagradas na rede. A manhã prosseguiu com a visita à sede histórica da Rádio Vaticana, desejada por Pio XI e projetada por Guilherme Marconi, imersa no verde dos jardins Vaticanos, e à “Master Control Room”, centro nevrálgico de convergência e distribuição dos sinais digitais de áudio e vídeo, internamente no Vaticano e para o exterior. Outro momento significativo em nível carismático foi a visita ao Museu Casa Dom Bosco, em Roma, guiados pelo diretor da Comunidade Salesiana, padre Francisco Marcoccio, a partir da Basílica do Sagrado Coração, onde, em 16 de maio de 1887, Dom Bosco, já cansado e doente, celebra a sua única Missa na igreja que havia construído com grandes sacrifícios, no altar de Maria Auxiliadora, diante do qual reviveu toda a sua vida e compreende a sua vocação. Nos ambientes onde viveu o Santo e onde, em 1884, escreveu a Carta de Roma, graças ao novo museu imersivo, hoje é possível reviver os momentos mais marcantes da sua história na capital italiana. A formação assumiu depois um caráter profundamente experiencial, propondo a peregrinação ao Piemonte, aos lugares das origens salesianas. Turim-Valdocco, com a parada na Basílica de Maria Auxiliadora, a visita ao Museu Casa Dom Bosco; Colle Don Bosco, guiados pelo padre Enrico Lupano, SDB; Nizza Monferrato, acolhidos com entusiasmo e paixão pela Diretora, irmã Piera Cavaglià, e Mornese, acompanhados pela Diretora, irmã Blanca Sánchez, não foram apenas etapas de um itinerário geográfico, mas verdadeiros espaços de retorno e de regeneração na fonte do carisma. Caminhar por esses lugares, escutar as histórias de João Bosco e Maria Domingas Mazzarello e rezar no silêncio por eles experimentado permitiu compreender, de forma mais viva, que a comunicação nasce sempre de uma experiência concreta de vida, de fé e de dedicação aos jovens. A permanência em Turim foi também enriquecida pela visita ao Museu RAI da Rádio e da Televisão, uma verdadeira imersão nas telecomunicações entre passado, presente e futuro, em que o grupo, envolvido com profissionalismo e alegria por guias, pôde interagir com vídeo-câmeras, microfones, instrumentos musicais e efeitos especiais, experimentando a “magia da comunicação” ao longo de 70 anos de história da rádio e televisão italiana. Em Mornese, os participantes tiveram a alegria de encontrar a Madre Chiara Cazzuola, que, precisamente desta “terra santa”, lhes falou sobre a “comunicação no estilo do carisma salesiano”, uma comunicação “que nasce da interioridade, se expressa em relações que produzem paz como fruto da paz do coração. A vossa tarefa – sublinhou a Madre – é acompanhar sobretudo as irmãs da Inspetoria a viver uma comunicação de qualidade, para que possam, por sua vez, irradiar a mansidão de Jesus e a sua misericórdia”. E concluiu com o desejo: “Desejo-vos que deste encontro possais voltar às vossas realidades, mais ricas, não só de conhecimentos, mas de paixão nova para cuidar de vozes e rostos humanos com o coração de Dom Bosco e de Madre Mazzarello. É a eles que confio a vossa missão”. Antes de regressar a Roma, a passagem por Gênova – guiados pela irmã Anna Maria Spina, Diretora da Comunidade das FMA da Inspetoria ILS, pelas ruas da cidade e pelo porto onde se vê a “Lanterna”, o farol de onde partiram as primeiras expedições missionárias dos SDB e das FMA, e depois em Sampierdarena, acolhidos pelo Diretor dos SDB, padre Sérgio Pellini, para a visita ao novo Museu das Expedições Missionárias, inaugurado pelo Reitor-Mor, padre Fábio Attard, e pela Madre Chiara Cazzuola em 12 de novembro de 2025 – trouxe à memória o dinamismo missionário das origens, recordando que a comunicação salesiana está, desde o início, a serviço de uma missão que ultrapassa fronteiras e se abre ao mundo inteiro. Em cada Casa em que foi acolhido, especialmente na Casa Geral onde permaneceu mais tempo, o grupo recebeu uma acolhida calorosa e pôde fazer experiência concreta do “espírito de família salesiano”, vivendo o cuidado, a atenção às necessidades e a flexibilidade para viver da melhor forma o Curso. Mais do que um tempo de formação, este curso revelou-se um espaço de escuta, encontro e renovação. Um tempo que convida a regressar aos contextos de cada Inspetoria com uma consciência mais clara da responsabilidade de comunicar não apenas conteúdos, mas uma identidade. Uma identidade que fala, porque está enraizada, e uma rede que une, porque é construída pela experiência de relações vivas, autênticas e partilhadas. Por: Redazione - Inspetoria Madre Mazzarello

Câmara Municipal de Lorena realiza sessão solene em homenagem às mulheres e destaca legado da Irmã Olga de Sá

A Câmara Municipal de Lorena (São Paulo) realizou, na noite da última quarta-feira, 25 de março, uma Sessão Solene em celebração ao Dia Internacional da Mulher, nos espaços do Teatro Teresa D’Ávila, no Centro Universitário Teresa D’Ávila - UNIFATEA. O evento reuniu autoridades, representantes institucionais e diversas mulheres homenageadas por suas contribuições à cidade e à região. A cerimônia teve como objetivo valorizar trajetórias femininas em diferentes áreas de atuação, com homenageadas indicadas pelos vereadores e vereadoras de Lorena, além da presença de lideranças políticas, educacionais e sociais do município. A mesa da solenidade foi composta pela Presidente da Câmara, vereadora Dra. Élida Vieira, pelo Vice-presidente, vereador pastor Milton Gomes, pelo primeiro secretário, vereador Waldemilson da Silva, pela segunda secretária, vereadora Ana Lúcia Silva Mello, e pelo Reitor do UNIFATEA, professor Mestre Carlos Miglinski. A composição reforçou o caráter institucional do evento e a integração entre o legislativo e a comunidade acadêmica. Também estiveram presentes a Vice-reitora da instituição, Irmã Silvana Soares, além das Irmãs Salesianas: Rosalba Perotti, Maria P. Gabriel, Célia Maria Moreli, Maria Guadalupe Lara Briceño, Maria Aparecida Sartorelli, Cleonice Lourenço e Alaíde Deretti, representando a dedicação da vida religiosa na formação educacional e social. Entre as homenagens da noite, ganhou destaque Irmã Olga de Sá (1928–2020), religiosa salesiana reconhecida por sua forte atuação na educação e na consolidação do ensino superior em Lorena. Ela foi diretora-geral das Faculdades Integradas Teresa D’Ávila, atualmente UNIFATEA, e também do Instituto Santa Teresa, deixando um legado histórico para a formação acadêmica na cidade. A Irmã Alaíde Deretti, inspetora da Inspetoria Nossa Senhora Aparecida e chanceler do UNIFATEA, representou a instituição e destacou a importância da homenagem dentro do contexto da valorização das mulheres. Ela afirmou que a solenidade foi muito bonita e ressaltou o reconhecimento ao trabalho feminino na sociedade. Segundo ela, a escolha da Irmã Olga como referência central da memória institucional da educação em Lorena reforça a importância do legado construído. «Achei muito linda toda a homenagem feita à Irmã Olga e a todas as mulheres, porque realmente, vendo a beleza e a divulgação de todo o trabalho que é feito e que foi feito pelas mulheres e que hoje outras continuam, é algo realmente muito importante», afirmou. A Irmã Alaíde também destacou o papel da educação como base do desenvolvimento social e cultural. Para ela, o legado deixado por Irmã Olga representa um projeto contínuo de formação humana e de transformação social. «É um legado cultural. E quando há cultura, há desenvolvimento. E para desenvolver um povo, é preciso cultura. O fato de desenvolver esse projeto educativo em nível universitário é algo que não se pode medir com palavras», disse. Ela ainda reforçou a importância da instituição salesiana na formação de jovens e no acolhimento de estudantes. «Especialmente os jovens, inclusive aqueles que têm mais dificuldade e encontram um espaço para poder se projetar na vida», completou. A sessão também marcou o lançamento oficial do ProMulheres (Procuradoria das Mulheres) da Câmara Municipal de Lorena, iniciativa voltada ao enfrentamento da violência de gênero, à promoção da igualdade e ao fortalecimento da participação feminina nos espaços de poder. O órgão foi instituído por resolução aprovada pelo Legislativo e tem como objetivo ampliar o acolhimento, a orientação e o encaminhamento de mulheres em situação de vulnerabilidade, além de fortalecer políticas públicas voltadas à cidadania feminina. Fonte: Inspetoria Nossa Senhora Aparecida

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