Comunicar paz e solidariedade
25/03/2022

Comunicar paz e solidariedade

Comunicar paz e solidariedade

Durante sua visita de animação aos Delegados de Comunicação Social da Polônia, no mês de março, em Varsóvia, o Conselheiro Geral para a Comunicação Social, Pe. Gildásio Mendes dos Santos, deu uma entrevista à edição de um programa católico da televisão polonesa, durante a qual se tratou do papel dos salesianos e da mídia salesiana na guerra em curso na Ucrânia, e comentou a carta do Reitor-Mor sobre a situação nesse país, para promover uma comunicação baseada na solidariedade em favor da paz.

 

A entrevista foi coordenada pelo Pe. Maciej Makula, Coordenador do programa religioso da TV estatal da Polônia, e realizada pelo Pe. Mariusz Jawny, Coordenador de Comunicação para a Região Europa Centro e Norte.

 

Durante a entrevista o Pe. Mendes tratou da importância de promover com muita clareza e unidade institucional, com a Igreja e toda a Congregação Salesiana, uma política e ação concretas na área da comunicação pela construção da paz no mundo de hoje. “Dom Bosco era um educador que promovia a paz…”, afirmou.

 

De modo muito claro, o Conselheiro Geral acrescentou que é urgente parar a guerra na Ucrânia e entrar pelo caminho do diálogo a partir de uma ética política e econômica justa e solidária. Sublinhou ainda o grande trabalho que estão a fazer os Salesianos na Polônia, através da Procuradoria Salesiana Missionária de Varsóvia e nas numerosas comunidades salesianas que acolhem, com fraternidade e solidariedade, os refugiados nas casas salesianas, como em todo o mundo, graças à Coordenação Internacional da Resposta Salesiana às Emergências. Confira a matéria de atualizações constantes sobre a ação salesiana em prol das vítimas da guerra na Ucrânia.

 

Em sua mensagem, Pe. Gildásio faz um apelo para que os Delegados de Comunicação e os responsáveis pela mídia promovam uma ética de comunicação que vise a construção da paz e da solidariedade tanto na Ucrânia quanto no Haiti, na Venezuela, na Etiópia, em Mianmar..., em todo o mundo.

 

A entrevista do Pe. Mendes pode ser acessada na íntegra pelo ANSChannel em inglês, com legendadas em português.  

 

Fonte: Agencia Info Salesiana (ANS)

 

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Quanta energia despendemos para construir uma imagem aceitável! Nas redes sociais, na vida profissional, até nas relações mais íntimas: filtramos, selecionamos, mostramos só aquilo que nos valoriza. Ao contrário, Jesus chama a uma coerência a nível muito pessoal, antes ainda que público. Não se trata daquilo que os outros veem, mas de quem somos de verdade quando ninguém nos vê. É ali, na intimidade do coração, que se joga a nossa autenticidade. Uma visão sem zonas de sombra   “Insensatos! Aquele que fez o exterior não fez também o interior?”. Há aqui uma profunda intuição humana e espiritual: o ser humano é uno. Não estamos divididos em compartimentos estanques – a dimensão pública e a privada, o corpo e o espírito, a exterioridade e a interioridade. Não podemos ter zonas de sombra, áreas da vida subtraídas à luz, pensando que não contaminamos o resto. 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Quando vivemos esta unidade interior, quando não há cisão entre quem somos e quem parecemos, então desta unidade emana a verdadeira esmola, a autêntica misericórdia: um dom autêntico, não calculado, não instrumental. Não damos para parecer generosos, mas porque a generosidade tornou-se quem somos. Os jovens têm sede de adultos autênticos e coerentes Esta mensagem tem uma ressonância particular hoje, especialmente para as novas gerações. Os jovens vivem imersos numa cultura onde tudo tem um preço, tudo é calculado em termos de rendimento e utilidade; as identidades estão fragmentadas entre mil perfis, máscaras, papéis sociais; as relações são mediatas, filtradas, muitas vezes anónimas ou superficiais. Neste contexto, os jovens têm uma sede desesperada de adultos autênticos: pessoas que vivem aquilo que dizem, que não têm um rosto em público e outro em privado, que não mentem por conveniência. 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Num mundo sedento de verdade, ser pessoas autênticas não é um luxo espiritual: é o primeiro ato de caridade que podemos realizar. Especialmente para com quem, como os jovens, tem o direito de ver que é possível viver sem duplicidades, que a integridade que não é uma utopia, que a coerência entre interior e exterior é o caminho da verdadeira liberdade.   Fonte: Agência Info Salesiana

Estudante salesiano que viralizou como Ney Matogrosso desfila em escola de samba que homenageia o cantor

Escola de samba homenageou Ney Matogrosso com o enredo "Camaleônico". Convite para o desfile surgiu em 2025, feito pela presidente da escola de samba Imperatriz após a repercussão do vídeo O estudante Yago Savalla, de 16 anos, que viralizou nas redes sociais ao se caracterizar como Ney Matogrosso em uma atividade escolar, em Salvador, desfilou pela escola de samba Imperatriz Leopoldinense no carnaval do Rio de Janeiro. A escola foi uma das participantes da primeira noite de desfiles do Grupo Especial, no domingo (16), e levou para a Marquês de Sapucaí o enredo “Camaleônico”, em homenagem à carreira de Ney. Terceira colocada no carnaval de 2025, a Imperatriz destacou, neste ano, enredos que celebraram personalidades e raízes afro-brasileiras. Yago participou de uma das alegorias da escola. O convite foi feito ainda em 2025, após o vídeo da apresentação escolar viralizar. O próprio Ney Matogrosso viu a performance e elogiou. Na época, a presidente da escola, Catia Drumond, entrou em contato com a mãe do adolescente, que mora com a família em Salvador, para convidá-lo a desfilar no Rio. Em entrevista ao g1, Yago Savalla afirmou que viveu um dos momentos mais marcantes da sua trajetória ao desfilar pela Imperatriz Leopoldinense, no Sambódromo da Marquês de Sapucaí. O estudante disse que ainda tenta encontrar palavras para traduzir a emoção de estrear na avenida. “Eu estou me sentindo bem, muito feliz e me sentindo realizado. A sensação de pisar na Sapucaí pela primeira vez é indescritível. Até agora eu estou tentando formular palavras pra descrever o meu sentimento”. Yago afirmou que não imaginava a repercussão nem a troca com o público durante o desfile. Segundo ele, a interação com quem acompanhava a apresentação foi um dos pontos altos da experiência. “Em vários momentos eu interagi mesmo no carro alegórico, eu apontava, eu olhava, eu sorria, eu cantava junto. Então, é muito incrível”, disse. O jovem também destacou que enxerga o desfile como um ponto de partida na carreira artística. “É uma sensação de realização e de que esse é só o começo de tanta coisa bonita que tem aí pela frente. Eu espero, de verdade, que esse desfile tenha aberto mais portas pra mim, pra eu poder mostrar meu trabalho”, afirmou. Por fim, Yago fez questão de agradecer à escola e à comunidade. “Me resta uma gratidão imensa à escola, à comunidade de Ramos, à presidente Cátia e a toda nação leopoldinense, que me abraçou e praticamente me cuidou como se eu fosse um filho. Eu me senti pertencente àquele lugar e gostaria muito de continuar na escola”, declarou. Yago ganhou projeção nacional em junho de 2025, ao protagonizar uma apresentação no Colégio Liceu Salesiano do Salvador, no bairro de Nazaré. Com maquiagem inspirada em Ney Matogrosso, ele interpretou “Homem com H” durante um projeto interdisciplinar que envolveu turmas do ensino médio. A performance repercutiu nas redes sociais e rendeu elogios até do próprio Ney. “O que eu mais gostei foi que você não me copiou. Inspirado em mim, criou a sua própria performance! Parabéns”, comentou o artista. Ney Matogrosso comentou a publicação nas redes sociais — Foto: Redes sociais O adolescente também conheceu o cantor pessoalmente em Salvador, quando Ney Matogrosso se apresentou na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, durante a turnê “Bloco na Rua”. O encontro foi compartilhado por Yago nas redes sociais. Natural de São Luís (MA), Yago mora em Salvador há oito anos. Ele é apaixonado por teatro e dança desde a infância, e costumava fazer performances inspiradas em Michael Jackson.   Fonte: G1 Bahia     

Campanha da Fraternidade: Fraternidade e Moradia é o tema da CF 2026

No dia 18 de fevereiro, Quarta-feira de Cinzas, a Igreja Católica no Brasil dá início a uma nova edição da Campanha da Fraternidade. Este ano, a CF tem como tema “Fraternidade e Moradia” e, como lema, um trecho do Evangelho de João que reforça a consciência sobre o direito à moradia digna como uma expressão da fé cristã: “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14).O assessor do Setor de Campanhas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Jean Poul Hansen, explicou que a escolha do tema foi motivada por um pedido da Pastoral da Moradia e Favela e que o lema ilumina teologicamente o debate, a partir do mistério da encarnação. “Deus veio morar entre nós, e isso fundamenta a dimensão social da nossa fé. A Campanha da Fraternidade nos convida a construir aqui, entre nós, sinais do Reino de Deus, promovendo dignidade, especialmente nas realidades onde ela é negada”, afirmou.Segundo dados levantados pela CNBB, o déficit habitacional no Brasil hoje é de 6 milhões de moradias. Além disso, cerca de 26 milhões de residências são inadequadas, ou seja, têm estruturas precárias ou espaço insuficiente para o número de moradores. Estima-se que 55 milhões de pessoas vivam sem saneamento básico e que existam em torno de 300 mil pessoas morando nas ruas. “Quando Deus vem morar entre nós, a fé deixa de ser discurso e torna-se compromisso com a dignidade de cada casa e de cada vida.” O que é a Campanha da Fraternidade? A Campanha da Fraternidade é realizada anualmente pela Igreja Católica no Brasil desde 1964, sempre no período da Quaresma: tem início na Quarta-feira de Cinzas e se estende até o Domingo de Ramos (o domingo anterior à Páscoa). Durante esse período, os cristãos católicos são chamados a um caminho de conversão, solidariedade e compromisso social, que culmina com a Coleta Nacional da Solidariedade, um gesto concreto de doação destinado a atender as obras sociais e ações da Igreja que estejam relacionadas ao tema da Campanha naquele ano.Embora a Campanha seja concentrada na Quaresma, durante todo o ano o tema e o lema da CF mobilizam escolas, obras sociais, paróquias e comunidades católicas em todo o país no sentido de resolver ou combater o problema apresentado.Para orientar e incentivar a participação na Campanha da Fraternidade, as Edições CNBB preparam, todos os anos, uma série de subsídios, entre os quais estão o Cartaz da CF, o Hino, a Oração e o Texto-base.De acordo com o site da CNBB, a Campanha da Fraternidade tem três objetivos permanentes: “Despertar o espírito comunitário e cristão no povo de Deus, comprometendo, em particular, os cristãos na busca do bem comum; educar para a vida em fraternidade, a partir da justiça e do amor, exigência central do Evangelho; e renovar a consciência da responsabilidade de todos pela ação da Igreja na evangelização em vista de uma sociedade justa e solidária (todos devem evangelizar e todos devem sustentar a ação evangelizadora e libertadora da Igreja)”. Salesianidade e Campanha da Fraternidade A Família Salesiana no Brasil, como parte da Igreja, sempre se envolve profundamente com a Campanha da Fraternidade, promovendo momentos de reflexão e atitudes de solidariedade que perpassam tanto as paróquias que estão aos cuidados dos salesianos, quanto escolas, obras sociais e institutos de ensino superior que fazem parte da Rede Salesiana Brasil (RSB).Este ano, não será diferente: o tema da moradia será refletido nas comunidades, escolas e obras salesianas, contando, para isto, com os materiais preparados pela CNBB – inclusive, neste ano, está disponível um Texto-base para crianças, que poderá ser utilizado para discutir a CF com participantes da catequese ou alunos das escolas católicas.É preciso lembrar também que o tema da CF 2026 está diretamente relacionado à espiritualidade salesiana, já que um dos fundamentos do Oratório Salesiano, obra característica da proposta educativa e pastoral inspirada por Dom Bosco, é ser “casa que acolhe”. Assim, o tema da moradia digna pode ser abordado junto aos educandos pela ótica evangélica da solidariedade e acolhida aos mais necessitados.Por fim, a questão da moradia é algo que afeta profundamente a juventude brasileira mais empobrecida, foco da ação social da Família Salesiana no país, na medida em que a negação desse direito tem impacto na estrutura familiar e no acesso a outros direitos básicos, como saúde, educação, lazer e segurança.Além de abordar o tema de forma tangencial nas obras sociais da RSB em geral, a moradia é tratada de forma específica em alguns projetos salesianos, entre os quais trazemos nesta edição do Boletim Salesiano três exemplos: o Abrigo Dom Bosco, que atende a população em situação de rua na capital paulista; a participação salesiana na luta pela moradia para a população carente da periferia leste de São Paulo que resultou na organização do mutirão Portal Dom Bosco e o Projeto Casa Real, do Centro Universitário Teresa D'Ávila (UNIFATEA), que promove a reforma de habitações para pessoas carentes em Lorena, SP. Fonte: Boletim Salesiano Com informações: CNBB e Arquivo Boletim Salesiano / Foto: iStock - Jub Job

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