Conheça os Santos dos Festejos Juninos
02/06/2023

Conheça os Santos dos Festejos Juninos

Conheça os Santos dos Festejos Juninos

No mês de junho, a Igreja celebra a festa de três grandes santos: Santo Antônio (dia 13), São João Batista (dia 24) e São Pedro (dia 29). Essas festividades, trazidas para o Brasil pelos colonizadores portugueses, ficaram popularmente conhecidas como Festas Juninas.

Antes de assumir sua forma cristã, as festas juninas tiveram origem pagã no hemisfério norte, onde se festejava, em junho, o solstício de verão, para comemorar o início das colheitas. Com a expansão do cristianismo, elas foram ganhando novo significado e nova roupagem, tornando-se celebração da festa de São João, chamada de festa joanina (de João) e, posteriormente, junina (de junho). Nela, Santo Antônio e São Pedro passaram a ser também celebrados.

Para conhecer mais sobre esses três grandes santos da Igreja, o missionário redentorista Pe. Camilo Junior, traz uma breve explicação:

“Santo Antônio nasceu em Lisboa (Portugal), em 1195, e faleceu em Pádua (Itália), no dia 13 de junho de 1231. Foi primeiramente religioso agostiniano e, depois, tornou-se franciscano. Chegou a conhecer São Francisco de Assis e com ele conviveu por um tempo. São Francisco o nomeou responsável pela formação dos frades, diante de sua grande capacidade intelectual e seu conhecimento teológico. É o santo junino com maior apelo popular. É chamado de ‘Santo dos Pobres’ e também muito procurado como santo casamenteiro, por ter ajudado moças pobres a conseguirem os dotes para o casamento.

São João Batista, cujo nome João significa ‘Deus dá a graça’, foi o precursor de Jesus. Ele se alegrou com a chegada do Messias, ainda no ventre de sua mãe, Isabel, quando esta recebeu a visita de Maria em sua casa (Lc 1,39-43). Ele foi o único profeta a anunciar a chegada do Messias e a mostrá-lo no meio do povo. Ele batizou, no Rio Jordão, o próprio autor do batismo. Foi ele quem apontou Jesus, proclamando-o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo (Jo 1,29). No dia 24 de junho, celebramos seu nascimento. Ele é o único dos Santos que tem o dia do nascimento e o dia da morte celebrados, pois os demais santos têm apenas o dia da morte rememorado.

São Pedro foi o primeiro a ser chamado por Jesus, com seu irmão André (Lc 6,14). Jesus o convidou para deixar o barco na praia, ir caminhar com Ele, pois o faria pescador de homens. Pedro prontamente deixou tudo e passou a caminhar com Jesus. Foi o primeiro a professar a fé no Cristo, quando disse: ‘Eu sei que tu és o Messias, o filho do Deus vivo’ (Mt 16,16) – sobre esse testemunho de fé, Jesus edificou sua Igreja. Pedro foi morto e crucificado de cabeça para baixo”.

O sacerdote nos conta também sobre a tradição da entrega do pão no dia de Santo Antônio: “Ele tinha enorme compaixão pelos pobres e sentia, como frade franciscano, a fome dos pobres. Certa vez, no convento onde ele vivia, distribuiu todos os pães para os pobres. Quando o frade padeiro foi buscá-los para a refeição, levou um grande susto, pois não havia nenhum pão no cesto. Ao contar o fato para Santo Antônio, este o mandou voltar e verificar se os pães realmente não estavam lá. O frade ficou surpreso, pois encontrou o cesto cheio de pães.

Por isso, até hoje, existe a grande devoção popular de abençoar o pãozinho de Santo Antônio, que os fiéis levam e colocam na vasilha de trigo, arroz ou de outro alimento na casa, na confiança de que Santo Antônio nunca deixará o pão de cada dia faltar sobre as mesas. Os pães distribuídos no dia de Santo Antônio também nos ensinam a importância da partilha. Se o amor de Cristo continuar tocando nosso coração, como tocou o coração de Santo Antônio, aprenderemos que o pão não pode ser só meu, mas nosso; só assim haverá pão para todos”.

ORAÇÃO A SANTO ANTÔNIO 

A vós, Antônio, cheio de amor a Deus e aos homens, que tiveste a sorte de estreitar entre teus braços ao Menino Deus, a ti cheio de confiança, recorro na presente tribulação que me acompanha (diga o problema que o aflige). Peço-te também por meus irmãos mais necessitados, pelos que sofrem e pelos oprimidos, pelos marginalizados e aqueles que, hoje, mais necessitam de sua proteção. Fazei com que nos amemos todos como irmãos e que, no mundo, haja amor e não ódio. Ajudai-nos a viver a mensagem de Cristo.

Vós, em presença do Senhor Jesus, não cesseis de interceder a Ele, com Ele e por Ele a nosso favor ante o Pai. Amém.

ORAÇÃO A SÃO JOÃO 

Ó Glorioso São João Batista, príncipe dos profetas, precursor do divino Redentor, primogênito da graça de Jesus e da intercessão de sua Santíssima Mãe, que fostes grande diante do Senhor, pelos estupendos dons da graça de que fostes maravilhosamente enriquecido desde o ceio materno, e por vossas admiráveis virtudes, alcançai-me de Jesus, ardentemente vos suplico, que me dê a graça de o amar e servir com extremado afeto e dedicação até a morte. Alcançai-me também, meu excelso protetor, singular devoção à Virgem Maria Santíssima, que por amor de vós foi com pressa à casa de vossa mãe Santa Isabel, para ser cheio dos dons do Espírito Santo. Se me conseguires estas duas graças, como muito espero de vossa grande bondade e poderoso valimento, estou certa de que, amando até a morte a Jesus e a Maria, salvarei minha alma e no céu convosco e com todos os Anjos e Santos amarei e louvarei a Jesus e a Maria entre gozos e delícias eternas. Amém.

ORAÇÃO A SÃO PEDRO

Ó glorioso São Pedro, Príncipe dos Apóstolos, a quem o Senhor Jesus escolheu para ser o fundamento da Igreja, entregou as chaves do Reino dos Céus e constituiu Pastor universal dos fiéis, queremos ser sempre vossos súditos e filhos. Confiantes na Palavra do Senhor, que vos concedeu o encargo de confirmar os irmãos na fé, nos conceda a graça de, diante da diversidade das opiniões dos homens, saber professar com firmeza a nossa fé em Cristo, Filho de Deus, e permanecer naquele fervoroso amor a Jesus, que por três vezes proclamastes após a ressurreição. Fazei que sejamos fiéis aos ensinamentos do evangelho, a fim de permanecermos unidos no rebanho do Senhor, sob a vossa guarda, e no amor ao Santo Padre, o Papa, vosso legítimo sucessor, a fim de que, após o tempo desta vida, possamos nos unir para sempre à Igreja triunfante no céu. Amém.

Fonte: Inspetoria São João Bosco

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75º aniversário da morte de Santo Artêmides Zatti

No dia 15 de março, realizou-se a memória pelos 75 anos de falecimento do Santo Artêmides Zatti, que, após recuperar-se da tuberculose nos primeiros anos do século XX, manteve uma saúde excepcional, o que lhe permitiu enfrentar trabalhos pesados e contínuos, além de grandes sacrifícios, dedicando sua vida integralmente aos doentes e aos pobres. Somente seu ardente zelo pelo bem do próximo explica o esforço constante que suportou com serenidade e dedicação até aos últimos dias, quase sem jamais descansar. Seu declínio começou em 19 de julho de 1950, quando subiu numa escada encostada a uma parede do edifício para consertar tubulações de água. Ao tombar da escada, caiu de altura considerável, sofrendo lesões internas, ficando logo evidente a gravidade do acidente. Os médicos identificaram, como ele próprio compreendeu, uma doença latente que o impacto agravou, acelerando seus últimos dias. Surgiram os sintomas de um câncer terminal no fígado, que progrediu rapidamente e culminou em sua morte seis meses depois.Em 27 de fevereiro de 1951, a seu pedido, recebeu o Viático e a Unção dos Enfermos. A crônica da casa, de março de 1951, registra suas palavras: “Que belo morrer como salesiano e na Patagônia!”. Após a administração dos Sacramentos, a doença seguiu seu curso, e Zatti manteve sua serenidade e alegria, mesmo em meio a atrozes sofrimentos. Ele próprio redigiu para o Dr. Sussini o certificado de óbito: “O Dr. Antonio Sussini certifica que Artêmides Zatti, de 70 anos, domiciliado em Viedma, calle Gallardo s/n, filho de Luis Zatti e Albina Vecchi, naturalizado argentino, faleceu por insuficiência hepática no dia… às horas… no Hospital San José, conforme testemunho de quem o assistiu”.Em 13 de março, recebeu uma carta do Inspetor, P. Carlos Mariano Pérez, que lhe deixava algumas “comissões para o Céu”. Às 6h do dia 15 de março, entrou em agonia e faleceu às 6h30. O Diretor celebrou imediatamente a Missa. Segundo a tradição, a Crônica do colégio registra que o grande sino anunciou, pela manhã, sua subida ao Céu: um Coirmão a menos na Casa e um Santo a mais no Céu. O corpo de Zatti foi colocado em um caixão simples. O velório se estendeu por todo o dia e a noite, com a Capela cheia, do entardecer ao amanhecer. O funeral foi realizado no dia 16 de março, com intensa participação de Autoridades e População. A notícia de sua morte comoveu toda a Viedma e grande parte da Patagônia, transformando-se num verdadeiro plebiscito de reconhecimento por seus méritos, e de gratidão. A razão desse profundo envolvimento popular estava resumida na afirmação: “Era um santo!”.Cumpria-se, assim, a recomendação de Dom Bosco aos primeiros missionários salesianos enviados à Argentina: “Cuidem especialmente dos enfermos, das crianças, dos idosos e dos pobres, e ganharão a bênção de Deus e a benevolência dos homens”. Zatti, como o Bom Samaritano, acolheu na hospedaria de seu coração e no ‘Hospital San José’, de Viedma, os pobres, os enfermos e os rejeitados da sociedade. Em cada um deles, visitou a Cristo, cuidou de Cristo, alimentou Cristo, vestiu Cristo, hospedou Cristo e honrou a Cristo. Um médico do hospital testemunhou: “O único milagre que presenciei em minha vida foi o Sr. Zatti, pela extraordinária nobreza de caráter, pela dedicação ao próximo e pela paciência incomparável com os doentes”. Fonte: Salesianos SP

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