Contribuição das Filhas de Maria Auxiliadora para a educação
27/09/2022

Contribuição das Filhas de Maria Auxiliadora para a educação

Contribuição das Filhas de Maria Auxiliadora para a educação

De 25 a 30 de setembro, no Instituto Internacional de Maria Auxiliadora, em Roma, acontece o Congresso Internacional das Salesianas Filhas de Maria Auxiliadora (FMA) com o tema “A contribuição das Filhas de Maria Auxiliadora para a educação (1872-2022): Caminhos, desafios e perspectivas”. O Congresso celebra os 150 anos de fundação do Instituto das FMA e as propostas de reflexão partem de dados históricos, buscando fazer o balanço de alguns aspectos da contribuição das FMA para a educação, identificando caminhos diacrônicos e sincrônicos, e estimulando o diálogo com os desafios atuais para relançar a missão educativa no presente e no futuro. A reflexão faz parte do processo promovido pelo Papa Francisco para “construir” um Pacto educacional global e cooperar em um novo modelo de desenvolvimento.

Todo o Congresso tem como objetivos:

  • Aprofundar o conhecimento do Instituto em seu desenvolvimento e relançar a missão das FMA, buscando uma reinterpretação da educação preventiva hoje, inédita, com atenção específica aos jovens em diferentes contextos.
  • Conscientizar sobre as potencialidades e os desafios de uma cultura e prática educativa salesiana chamada a inserir-se e renovar a educação nos diversos contextos, sem se conformar com os costumes menos respeitosos da pessoa na sua integralidade.
  • Realizar um diálogo de estudo visando colocar-se no pluralismo de forma mais consciente e repropor os eixos principais da proposta antropológica e, consequentemente, pedagógica e salesiana de forma estimulante e inovadora.
  • Oferecer elementos de reflexão e método para influenciar as políticas educacionais e de formação do Instituto e ajudar a forjar um pacto educacional global por uma sociedade mais humana e humanizadora.
  • Fortalecer a rede com outras instituições educativas em nível internacional, destacando o patrimônio educativo do Instituto, o bem comum da sociedade e da Igreja.

O Congresso se desenvolve com interpretações multidisciplinares e multiculturais, em três sessões:

  • I Sessão: Caminho histórico entre dados e vidas;
  • II Sessão: Comparado com os desafios da educação hoje;
  • III Sessão: Caminhos e perspectivas para o futuro da educação à luz do Sistema preventivo.

O Congresso trará inúmeras contribuições das equipes salesianas de todo o mundo, entre elas, destacam-se as seguintes contribuições do Brasil:

Na quarta-feira (28), durante a “III Sessão: Caminhos e perspectivas para o futuro da educação à luz do Sistema Preventivo”, a atual Gerente Executiva da Editora Edebê Brasil, Ir. Adair Aparecida Sberga (FMA), representando a Rede Salesiana Brasil de Escolas (RSB-Escolas), participará do momento “Percepção e experiência do Sistema Preventivo hoje no Instituto Internacional das FMA” com a apresentação de uma pesquisa exploratória.

No mesmo dia, Ir. Adair também participa do momento “Desafios e recursos para refundar a ‘presença’ educativa salesiana hoje”, na Mesa Redonda sobre “Da ‘presença’ às ‘presenças’: os recursos educativos da comunidade”. 

A RSB também contribuiu para o Congresso através do vídeo de apresentação sobre o projeto Educomunicação em Ação Social, coordenado pela Diretora Executiva da RSB, Ir. Silvia Aparecida da Silva. O projeto visa evidenciar a identidade carismática salesiana na RSB, especialmente no que se refere à ação social.

O Centro Educacional Nossa Senhora Auxiliadora, de Lins (SP), também tem sua contribuição registrada através do Projeto Green Bess Brasil em ação: semeadores do futuro. Com a coordenação de Ir. Ivone Yared, o projecto iniciou em fevereiro de 2019 e faz parte dos Projetos Interdisciplinares, que acontecem desde 1989 na Feira Interdisciplinar (FEINTER) do Centro Educacional. O objetivo central é sempre atender às necessidades locais, garantindo assim, a promoção, a proteção e o respeito aos Direitos Humanos e do Meio Ambiente.

A obra social Recanto da Cruz Grande, de Itapevi (SP), sobre coordenação da Ir. Celene Couto, trouxe o projeto “Guardiões da Criação”. A obra atua em três frentes de missão: Escola Irmã Jécia Pinheiro (Educação Formal) - do 1º ao 5º ano, total de 280 alunos de 6 a 10 anos; Projeto Social Crescendo em Cidadania (Serviço de Fortalecimento de Vínculos) 160 educandos de 8 à 17 anos; e Casa Lar Madre Mazzarello (Serviço de alta complexidade), nos abrigos da cidade num total de 50 internos de zero à 17 anos. Todos os projetos e ações desenvolvidos refletem a opção fundamental do Sistema Preventivo, que é a predileção pelos jovens mais pobres e vulneráveis.

Pela Inspetoria Nossa Senhora Aparecida (BAP) de São Paulo, no momento MONDOVISON, irá participar a banda do Instituto São José, de São José dos Campos (SP) com a canção “Santidade e Alegria”. O tema que conduz MONDOVISION é Casa dos Jovens, Casa para os Jovens, Casa Grande como o Mundo.

Todos os vídeos serão publicados na íntegra no site do Congresso Internacional e, na noite de 28 de setembro, serão apresentadas montagens de todo o material enviado, a partir dos clipes originais.

 

Fonte: Equipe de Comunicação da Rede Salesiana Brasil, com informações de convegnofma150.org/ptsalesianas.org.br

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Campanha da Fraternidade: Fraternidade e Moradia é o tema da CF 2026

No dia 18 de fevereiro, Quarta-feira de Cinzas, a Igreja Católica no Brasil dá início a uma nova edição da Campanha da Fraternidade. Este ano, a CF tem como tema “Fraternidade e Moradia” e, como lema, um trecho do Evangelho de João que reforça a consciência sobre o direito à moradia digna como uma expressão da fé cristã: “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14).O assessor do Setor de Campanhas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Jean Poul Hansen, explicou que a escolha do tema foi motivada por um pedido da Pastoral da Moradia e Favela e que o lema ilumina teologicamente o debate, a partir do mistério da encarnação. “Deus veio morar entre nós, e isso fundamenta a dimensão social da nossa fé. A Campanha da Fraternidade nos convida a construir aqui, entre nós, sinais do Reino de Deus, promovendo dignidade, especialmente nas realidades onde ela é negada”, afirmou.Segundo dados levantados pela CNBB, o déficit habitacional no Brasil hoje é de 6 milhões de moradias. Além disso, cerca de 26 milhões de residências são inadequadas, ou seja, têm estruturas precárias ou espaço insuficiente para o número de moradores. Estima-se que 55 milhões de pessoas vivam sem saneamento básico e que existam em torno de 300 mil pessoas morando nas ruas. “Quando Deus vem morar entre nós, a fé deixa de ser discurso e torna-se compromisso com a dignidade de cada casa e de cada vida.” O que é a Campanha da Fraternidade? A Campanha da Fraternidade é realizada anualmente pela Igreja Católica no Brasil desde 1964, sempre no período da Quaresma: tem início na Quarta-feira de Cinzas e se estende até o Domingo de Ramos (o domingo anterior à Páscoa). Durante esse período, os cristãos católicos são chamados a um caminho de conversão, solidariedade e compromisso social, que culmina com a Coleta Nacional da Solidariedade, um gesto concreto de doação destinado a atender as obras sociais e ações da Igreja que estejam relacionadas ao tema da Campanha naquele ano.Embora a Campanha seja concentrada na Quaresma, durante todo o ano o tema e o lema da CF mobilizam escolas, obras sociais, paróquias e comunidades católicas em todo o país no sentido de resolver ou combater o problema apresentado.Para orientar e incentivar a participação na Campanha da Fraternidade, as Edições CNBB preparam, todos os anos, uma série de subsídios, entre os quais estão o Cartaz da CF, o Hino, a Oração e o Texto-base.De acordo com o site da CNBB, a Campanha da Fraternidade tem três objetivos permanentes: “Despertar o espírito comunitário e cristão no povo de Deus, comprometendo, em particular, os cristãos na busca do bem comum; educar para a vida em fraternidade, a partir da justiça e do amor, exigência central do Evangelho; e renovar a consciência da responsabilidade de todos pela ação da Igreja na evangelização em vista de uma sociedade justa e solidária (todos devem evangelizar e todos devem sustentar a ação evangelizadora e libertadora da Igreja)”. Salesianidade e Campanha da Fraternidade A Família Salesiana no Brasil, como parte da Igreja, sempre se envolve profundamente com a Campanha da Fraternidade, promovendo momentos de reflexão e atitudes de solidariedade que perpassam tanto as paróquias que estão aos cuidados dos salesianos, quanto escolas, obras sociais e institutos de ensino superior que fazem parte da Rede Salesiana Brasil (RSB).Este ano, não será diferente: o tema da moradia será refletido nas comunidades, escolas e obras salesianas, contando, para isto, com os materiais preparados pela CNBB – inclusive, neste ano, está disponível um Texto-base para crianças, que poderá ser utilizado para discutir a CF com participantes da catequese ou alunos das escolas católicas.É preciso lembrar também que o tema da CF 2026 está diretamente relacionado à espiritualidade salesiana, já que um dos fundamentos do Oratório Salesiano, obra característica da proposta educativa e pastoral inspirada por Dom Bosco, é ser “casa que acolhe”. Assim, o tema da moradia digna pode ser abordado junto aos educandos pela ótica evangélica da solidariedade e acolhida aos mais necessitados.Por fim, a questão da moradia é algo que afeta profundamente a juventude brasileira mais empobrecida, foco da ação social da Família Salesiana no país, na medida em que a negação desse direito tem impacto na estrutura familiar e no acesso a outros direitos básicos, como saúde, educação, lazer e segurança.Além de abordar o tema de forma tangencial nas obras sociais da RSB em geral, a moradia é tratada de forma específica em alguns projetos salesianos, entre os quais trazemos nesta edição do Boletim Salesiano três exemplos: o Abrigo Dom Bosco, que atende a população em situação de rua na capital paulista; a participação salesiana na luta pela moradia para a população carente da periferia leste de São Paulo que resultou na organização do mutirão Portal Dom Bosco e o Projeto Casa Real, do Centro Universitário Teresa D'Ávila (UNIFATEA), que promove a reforma de habitações para pessoas carentes em Lorena, SP. Fonte: Boletim Salesiano Com informações: CNBB e Arquivo Boletim Salesiano / Foto: iStock - Jub Job

Papa: na Quaresma, abster-se de palavras que ferem o próximo

"Escutar e jejuar. Quaresma como tempo de conversão" é o título da mensagem do Papa Leão XIV para a Quaresma de 2026. O Pontífice convida os fiéis a um "jejum que também passe pela língua, para que diminuam as palavras ofensivas e aumente o espaço dado à voz do outro". Um jejum de palavras ofensivas: este é o convite do Papa Leão XIV aos fiéis que se preparam para viver a Quaresma, “tempo em que a Igreja nos convida a recolocar o mistério de Deus no centro da nossa vida”. Para que a nossa fé ganhe novo impulso e o coração não se perca entre as inquietações e as distrações do quotidiano, o Pontífice recorda que é preciso empreender o caminho de conversão, que começa quando nos deixamos alcançar pela Palavra e a acolhemos com docilidade de espírito. Escutar Este ano, o Papa destaca, em primeiro lugar, a importância de dar lugar à Palavra através da escuta, “pois a disponibilidade para escutar é o primeiro sinal com que se manifesta o desejo de entrar em relação com o outro”. Escutar a Palavra na liturgia, escreve o Pontífice, nos educa para uma escuta mais verdadeira da realidade. “Entre as muitas vozes que passam pela nossa vida pessoal e social, as Sagradas Escrituras tornam-nos capazes de reconhecer aquela que surge do sofrimento e da injustiça, para que não fique sem resposta.” Jejuar Se a Quaresma é um tempo de escuta, prossegue o Papa, o jejum constitui uma prática concreta que nos predispõe a acolher a Palavra de Deus. Por implicar o corpo, é útil para discernir e ordenar os “apetites”, para manter vigilante a fome e a sede de justiça, subtraindo-a à resignação e instruindo-a a fim de se tornar oração e responsabilidade para com o próximo. No entanto, adverte o Santo Padre, para que o jejum conserve a sua autenticidade evangélica e evite a tentação de envaidecer o coração, deve ser sempre vivido com fé e humildade e deve incluir também outras formas de privação. Leão XIV então convida os fiéis a uma forma de abstinência “muito concreta e frequentemente pouco apreciada”, ou seja, a abstinência de palavras que atingem e ferem o nosso próximo. “Comecemos por desarmar a linguagem, renunciando às palavras mordazes, ao juízo temerário, ao falar mal de quem está ausente e não se pode defender, às calúnias.” Em vez disso, o Papa propõe aprender a medir as palavras e a cultivar a gentileza na família, entre amigos, nos locais de trabalho, nas redes sociais, nos debates políticos, nos meios de comunicação social e nas comunidades cristãs. “Assim, muitas palavras de ódio darão lugar a palavras de esperança e paz.” Juntos O Pontífice conclui recordando que a Quaresma realça a dimensão comunitária da escuta da Palavra e da prática do jejum. “As nossas paróquias, famílias, grupos eclesiais e comunidades religiosas são chamadas a percorrer, durante a Quaresma, um caminho partilhado, no qual a escuta da Palavra de Deus, assim como do clamor dos pobres e da terra, se torne forma de vida comum e o jejum suporte um verdadeiro arrependimento.” O Papa encerra sua mensagem exortando os fiéis a pedirem a graça de uma Quaresma que torne os nossos ouvidos mais atentos a Deus e aos últimos. “Peçamos a força de um jejum que também passe pela língua, para que diminuam as palavras ofensivas e aumente o espaço dado à voz do outro. E comprometamo-nos a fazer das nossas comunidades lugares onde o clamor de quem sofre seja acolhido e a escuta abra caminhos de libertação, tornando-nos mais disponíveis e diligentes no contributo para construir a civilização do amor. De coração, abençoo todos vocês e o seu caminho quaresmal.” Fonte: Bianca Fraccalvieri - Vatican News

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