Encontro Nacional do Comitê de Comunicação Salesiana
06/03/2023

Encontro Nacional do Comitê de Comunicação Salesiana

Encontro Nacional do Comitê de Comunicação Salesiana

Aconteceu, nos dias 01, 02 e 03 de março, presencialmente no escritório central da Rede Salesiana Brasil (RSB), em Brasília (DF), o Encontro Nacional do Comitê de Comunicação Salesiana. Com o objetivo de promover a integração e renovar o comprometimento do Comitê para o trabalho em Rede, bem como o alinhamento das ações previstas no Plano Anual de Trabalho (PAT) integrado, o encontro foi conduzido pela Coordenadora Nacional da Comunicação Salesiana, Ir. Maike Loes, juntamente com a equipe do escritório central: a Coordenadora Executiva, Maria Dantas, os Analistas de Comunicação, Janaína Lima e Thiago Silva; e o Designer Gráfico, Pedro Freitas. Como representante da Pastoral Juvenil Salesiana (PJS), o evento também contou com a presença da Ir. Ana Maria Gomes Cordeiro e, representando cada Inspetoria Salesiana do Brasil, também estiveram presentes os respectivos Coordenadores de Comunicação: 

Inspetoria Santo Afonso de Ligório (MSMT - SDB) - Euclides Fernandes Brites

Inspetoria São Luiz Gonzaga (SDB) - Pe. João Carlos Ribeiro Rodrigues

Inspetoria Nossa Senhora da Amazônia (FMA) - Ir. Luzinete Rêgo Freitas

Inspetoria Salesiana Nossa Senhora Auxiliadora (SDB) - Pedro Elias Barreto

Inspetoria São Domingos Sávio (SDB) - José Luis Almeida

Inspetoria Maria Auxiliadora (FMA) - Flávio Medeiros

Inspetoria São Pio X (SDB) - Thiago Amorim Caminada

Inspetoria São João Bosco (ISJB - SDB) - Igor Gomes da Silva

Inspetoria Madre Mazzarello (IMM - FMA) - Cícero Gabriel de A. Soares

Inspetoria Nossa Senhora Aparecida (BAP - FMA) - Ir. Maike Loes

O primeiro dia de encontro contou com uma temática voltada para o fortalecimento da integração do Comitê, sendo comandado pelos Diretores Executivos da Rede Salesiana Brasil, Ir. Silvia Aparecida da Silva e Pe. Nivaldo Luiz Pessinatti, os quais também marcaram presença em todos os demais dias do evento.

No segundo dia, a Oração Inicial foi comandada pela Coordenadora de Comunicação da Inspetoria Nossa Senhora Aparecida, Ir. Maike Loes, que trouxe uma leitura coletiva baseada na Mensagem do Papa Francisco para o 57º Dia Mundial das Comunicações Sociais. Em seguida, os integrantes do encontro contaram com as participações especiais das Coordenadoras Nacionais das Escolas e da Ação Social Salesiana, respectivamente Ir. Lucia Jacinta Finassi e Carolina Neves de Oliveira. De forma remota, as duas trouxeram em suas falas uma reflexão que reforça a proposta para 2023 de fortalecimento do trabalho em Rede. “Esse sonho e essa caminhada que a gente tem buscado fazer sempre juntos, faz com que a gente esteja próximo de alguma forma. Desejo que consigamos juntos esta sinergia dos Comitês da Ação Social, das Escolas e da Comunicação, sabendo que a nossa missão é única, então os nossos caminhos sempre vão se cruzar e se cruzam diariamente”, diz Carolina Neves. “Eu utilizo uma palavra que é bastante cara hoje dentro do pedagógico que é a ‘coconstrução’. Eu acredito muito nesse processo interacional desses Comitês para construirmos juntos uma dinâmica de trabalho coletiva e de aprendizado”, completa Ir. Jacinta. Em seguida, o encontro se dedicou ao entendimento das diversas realidades inspetoriais, trazendo exposições de cada Coordenador de Comunicação sobre como se dão os trabalhos localmente e quais são os principais desafios de suas unidades. O dia foi finalizado com uma palavra dos Coordenadores Nacionais da PJS, Ir. Nádia Caetano e Pe. José Ricardo, seguida da celebração eucarística, com o Pe. João Carlos Ribeiro Rodrigues.

  

O terceiro e último dia do Encontro se debruçou sobre as ações previstas no Plano Anual de Trabalho (PAT) para o ano de 2023, trazendo, em especial, as ações protagonizadas pelo Comitê de Comunicação. O dia também contou com a apresentação das propostas de Campanha para as Escolas e para a Obras Sociais, dando abertura para um momento de escuta das necessidades expressas localmente pelas presenças de cada inspetoria e, a partir daí, oportunizando a construção conjunta de possibilidades que possam atender às demandas expostas. Como participação especial, o dia contou com uma rápida visita do Pe. Wagner Ferreira, novo presidente da Comunidade Canção Nova (CN), eleito na última terça-feira (28). Pe. Wagner, que na ocasião estava acompanhado da Assessora de Relações Públicas da CN, Mosângela Almeda Amorim Galdino, será o sucessor do Pe. Jonas Abib, Salesino fundador da Comunidade, falecido em dezembro de 2022. A Canção Nova é oficialmente um grupo integrante da Família Salesiana desde janeiro de 2010, com a aprovação do Conselho Geral dos Salesianos, em Roma.  

  

Os participantes do Encontro do Comitê de Comunicação voltam às suas Inspetorias com a missão de, também localmente, fortalecer o entendimento da necessidade cada vez mais latente de uma ação em Rede que dê subsídios sempre mais concretos às necessidades da juventude do país, em especial àquela que se encontra em situação de vulnerabilidade social, a partir do carisma salesiano.

Fonte: Equipe de Comunicação da Rede Salesiana Brasil  

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Vai começar a Novena Mundial a Maria Auxiliadora

No próximo dia 15 de maio, começa a tradição da Novena Mundial a Maria Auxiliadora dirigida a todos os membros da Família Salesiana e, em especial, aos devotos da “Auxiliadora dos Cristãos”.  Proposta pelo Setor para a Comunicação Social da Congregação Salesiana, a Novena Mundial a Maria Auxiliadora 2026 traz o lema: “Maria, és nosso auxílio” é o lema que orienta a edição da novena deste ano. Ao longo da novena, serão divulgados nove vídeos, inspirados em histórias reais, que evidenciam a presença de Maria no cotidiano. A cada uma dessas histórias associa-se a figura de Maria, que introduz a temática: Maria, Mãe da presença; Maria, Mãe da solidão; Maria, Mãe dos filhos errantes; Maria, Mãe da esperança; Maria, Mãe da incerteza; Maria, Mãe da Palavra ao ouvido; Maria, Mãe do amor; Maria, Mãe da fragilidade e Maria, Mãe do sofrimento No canal do YouTube do Boletim Salesiano, será possível acompanhar a novena em língua portuguesa. Clique aqui para participar. Estrutura da novena A edição de 2026 da novena terá a seguinte estrutura: a apresentação do tema; versículo bíblico introdutório sobre o tema do dia; história de vida em formato de animação; comentário do Reitor-mor; padre Fabio Attard; pergunta para reflexão; oração relacionada ao tema, com referência à vida de Dom Bosco e oração final: “Fazei o que Ele vos disser” Nos dias que antecedem o início da novena, a Agência de Notícias Salesianas (InfoANS)  divulgará um livreto com todos os textos. Clique aqui para acessar. Assista aqui ao trailer da Novena Mundial a Maria Auxiliadora 2026 Fonte: Boletim Salesiano com informações da Agência Info Salesiana

Educação Católica: um jeito sempre novo de orquestrar o futuro

A educação católica nasceu vinculada à missão evangelizadora da Igreja e à formação cultural das sociedades. Das escolas monásticas às redes modernas, tornou-se um lugar de transmissão do saber, formação moral e construção de sentido. A educação católica chega ao século XXI em uma encruzilhada fecunda. Carrega uma tradição humanista, espiritual e comunitária, mas é interpelada por transformações socioculturais e tecnológicas que alteram o modo como as pessoas aprendem, convivem, creem e projetam o futuro. O desafio não é conservar o passado como peça de museu, nem aderir ao novo como novidade da vitrine. É traduzir a identidade católica em linguagem contemporânea, sem diluir sua missão. A escola católica não se reduz ao ensino religioso, à catequese ou à presença de símbolos confessionais. Sua identidade nasce de uma concepção integral da pessoa, na qual inteligência, afetividade, espiritualidade, liberdade, responsabilidade social e abertura ao transcendente são dimensões inseparáveis. Sua relevância pública se expressa na excelência acadêmica, mas não se esgota nela. Educar é formar sujeitos capazes de habitar o mundo com lucidez, dignidade e compromisso com o bem comum. O Pacto Educativo Global reforça essa perspectiva ao convocar instituições, famílias, governos e sociedade civil a reconstruírem alianças em favor da dignidade humana, da fraternidade, da justiça social e da ecologia integral. Para a educação católica, esse chamado confirma que a missão educativa não pode ser autorreferente: precisa dialogar com a diversidade e unir fé, cultura, vida e responsabilidade social. Padre Anselmo Nascimento - Salesiano da Inspetoria São João Bosco e Vice-presidente do Conselho Administrativo do Grupo UBEC Transformações socioculturais A educação católica nasceu vinculada à missão evangelizadora da Igreja e à formação cultural das sociedades. Das escolas monásticas às redes modernas, tornou-se um lugar de transmissão do saber, formação moral e construção de sentido. No Brasil, atravessou disputas entre Igreja e Estado, expansão das congregações docentes e reorganização diante da modernidade. O século XXI exige reinterpretação dessa herança. A escola católica atua em uma sociedade plural, secularizada, desigual e marcada por novas subjetividades juvenis, diferentes arranjos familiares, sofrimento psíquico, fragilidade dos vínculos comunitários e fragmentação das referências de autoridade. A pergunta decisiva é como manter a identidade católica sem tornar-se defensiva, incapaz de dialogar ou presa a uma linguagem que já não alcança as novas gerações. A resposta passa por compreender a identidade católica como fonte de abertura e discernimento. Consciente de si, a escola católica pode dialogar com quem pensa, crê e vive de modo diferente, sem medo da diferença e sem renunciar à missão. A tradição não é obstáculo ao crescimento; é raiz que sustenta a abertura. Por isso, a cultura do encontro e a humanização do processo educativo tornam-se eixos de uma presença católica profética. As transformações socioculturais deslocam a escola católica de uma lógica institucional para uma lógica de impacto humano. A pessoa concreta deve estar no centro: crianças, adolescentes, jovens, famílias, professores, gestores e comunidades vulneráveis. O estudante não é apenas usuário, cliente, capital humano ou futuro profissional. É sujeito de dignidade, história, consciência, fragilidade e transcendência. Essa antropologia exige convivência, saúde emocional, proteção, escuta, justiça social e solidariedade. Transformações tecnológicas As transformações tecnológicas representam um dos maiores desafios contemporâneos para a educação católica. Plataformas digitais, ambientes virtuais, inteligência artificial, análise de dados e personalização da aprendizagem redefinem o cotidiano escolar. A tecnologia entrou na sala de aula, sentou-se na primeira fileira e ainda pediu a senha do Wi-Fi. O problema não é apenas incorporar recursos digitais, mas definir com que finalidade humana, pedagógica e ética serão usados. A inteligência artificial generativa impacta profundamente o trabalho docente. Ao apoiar textos, imagens, avaliações, pesquisas, planos de aula, sínteses, traduções e feedbacks, amplia a capacidade produtiva humana. Porém, se não for orientada por critérios formativos, pode fragilizar autoria, juízo crítico, presença, responsabilidade e relação pedagógica. Por isso, a IA não pode ser tratada apenas como ferramenta técnica, mas como questão antropológica, ética e formativa. A pergunta central é exigente: como tecnologias digitais impactam a humanidade do processo educativo? A IA pode favorecer acessibilidade, criatividade, personalização e apoio à aprendizagem. Também pode estimular dependência cognitiva, superficialidade, terceirização da autoria, vieses e enfraquecimento dos vínculos educativos. Para os docentes não basta apenas treinamentos pontuais; é necessário instituir políticas permanentes de desenvolvimento profissional que integrem competência técnica, reflexão didática, ética digital e coerência profissional. Tradição e inovação não são polos inimigos. A tradição oferece critérios, memória e identidade; a inovação oferece linguagem, recursos e possibilidades de presença. Quando bem articuladas, permitem que a educação católica permaneça relevante em um mundo que muda rapidamente, mas continua carente de sentido, justiça, esperança e humanidade. A saída para a fecunda encruzilhada não está em escolher um dos caminhos, mas em discernir, planejar, avaliar, formar pessoas e sustentar a coerência institucional. O jeito Católico de educar já nasce inovador; a liderança católica precisa ler os sinais dos tempos e unir alma e método, transformando a tradição em resposta viva aos desafios do presente. É como fazer parte de uma importante orquestra. A educação católica reúne famílias, educadores, estudantes, gestores, tecnologias, currículos e projetos pedagógicos. O papel da liderança é atuar como regência: não para silenciar diferenças, mas para harmonizá-las em torno de uma mesma composição educativa. Seu melhor concerto será soar a sinfonia formando pessoas com consciência crítica, sensibilidade espiritual e compromisso com a dignidade humana e, por isso, livres. Fonte: Padre Anselmo Nascimento - Salesiano da Inspetoria São João Bosco e Vice-presidente do Conselho Administrativo do Grupo UBEC. Vatican News

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