Informativo Dom Bosco entrevista o Ministro da Educação Camilo Santana
27/09/2024

Informativo Dom Bosco entrevista o Ministro da Educação Camilo Santana

Informativo Dom Bosco entrevista o Ministro da Educação Camilo Santana
Foto: FM Dom Bosco

Nesta sexta-feira (27), o programa Informativo Dom Bosco entrevistou o ministro da Educação, Camilo Santana. O noticiário foi transmitido em rede, com a participação de seis emissoras cearenses: FM Dom Bosco (Fortaleza), FM Padre Cícero (Juazeiro do Norte), Centro Norte FM (Hidrolândia), Cultura FM (Quixadá), Esperança FM (Itapipoca) e Web Rádio Ceará Rural.

A jornalista Jocasta Pimentel conduziu a entrevista que abordou diversas pautas, entre elas a medida que visa proibir uso de celular em salas de aula do Brasil e a autorização da primeira etapa de construção do campus do ITA no Ceará. A entrevista completa já está disponível no Spotify do Informativo Dom Bosco.

Jocasta Pimentel: Ministro, um assunto que vem sendo muito falado é a preparação do projeto do MEC com relação ao uso de celulares nas salas de aula em todo o Brasil. Quais são os principais objetivos dessa iniciativa e como o Ministério pretende garantir a adesão das escolas e dos estudantes nesse projeto? Bom dia.

Ministro: Bom dia, Jocasta, bom dia, Brendo, bom dia a todos os ouvintes da FM Dom Bosco, prazer mais uma vez voltar aqui e bom dia a todos os ouvintes. Bom Jocasta, há uma preocupação muito grande no Ministério em relação à qualidade da aprendizagem das nossas crianças e jovens nas escolas. E a gente tem, eu tenho percorrido o Brasil inteiro e um dos problemas que tem ocasionado falta de déficit de atenção é a falta de limitação do uso do aparelho celular ou equipamentos eletrônicos nas escolas. Claro que a gente quer que tenha uma escola de tempo integral, como a gente tem trabalhado para isso, criamos o Pé de Meia para que o aluno não abandone a escola, criamos um programa de conectividade para que toda a escola tenha internet, tenha computador, eu mesmo como governador distribuí tablets para os alunos do ensino médio, mas a gente quer que essas ferramentas sejam utilizadas na escola com fins pedagógicos.

Infelizmente, o uso do aparelho individual, isso repito, tem criado problemas na qualidade da aprendizagem, na atenção dos alunos. Você pode até imaginar que até no recreio, no intervalo das aulas, ao invés dos alunos estarem convivendo entre eles, jogando ali, lendo um livro ou brincando no recreio, eles ficam no celular. O celular, a gente precisa, aliás, não só as famílias também que tem que ter uma responsabilidade muito grande na limitação do uso dos seus filhos, porque às vezes tu vai no restaurante e vê lá a família sentada à mesa e cada um com a cabeça baixa, cada um olhando um celular.

Então, todos os estudos têm mostrado que o uso excessivo do celular causa um prejuízo muito grande, principalmente para crianças. Os meus filhos, eu só permiti que eles tivessem o celular depois que completassem 12 anos. E é limitado, é uma hora por dia. Até meu filho agora mais velho, de 14 anos, se excedeu e agora essa semana ele está sem o celular dele. Então, acho que a importância nessa fase. Então, a ideia do Ministério da Educação, nós vamos lançar agora em outubro, que é dia do professor, dia 15, um conjunto de ações para reconhecer e valorizar o professor, que é outro problema. Hoje as pessoas não estão querendo mais ser professores, estamos com falta de professores nas áreas de matemática, física, química, português. Então, vamos criar um conjunto. É importante reconhecer a sociedade e valorizar o papel de um professor.

Aliás, porque todo mundo passa pelo professor, o advogado, o médico. Então, o professor tem um papel muito importante. Então, é melhorar a qualidade da formação dos professores nas universidades, a formação continuada, o reconhecimento da valorização, não só na remuneração, mas para você ter uma ideia no Japão, até no metrô, as vagas, o professor tem prioridade de assento.

Então, assim, é a sociedade entender a importância de um professor na vida das pessoas. E o celular, a gente está fazendo esse debate e alguns estados já criaram algumas leis, alguns municípios. A ideia é que a gente possa criar uma coisa a nível nacional, que possa dar mais segurança, tranquilidade aos professores, aos pais, aos gestores, né? Mas esse é um debate importante que o MEC, o próprio presidente, nós estamos puxando e consideramos importante.

Jocasta Pimentel: Agora, um assunto que foi bem divulgado na última semana, inclusive, com relação ao ITA, o MEC autorizou recentemente a primeira etapa da construção do campus aqui no Ceará. O que essa iniciativa representa para a educação e desenvolvimento tecnológico do nosso estado?

Ministro: O ITA é a melhor instituição de ensino superior do Brasil e uma das melhores do mundo. Então, eu quando era governador sempre sonhava em trazer o ITA para cá, até porque quando desativaram a base aérea aqui de Fortaleza, achei que aquele era o lugar ideal, o espaço ideal para construir esse centro tecnológico. Para você ter uma ideia, São José dos Campos, em São Paulo, se transformou a partir do ITA, porque o ITA não vai ser apenas um curso de alto nível para a engenharia.

Já vai ser o vestibular agora, dia 13 de outubro, a primeira prova e as seguintes em novembro. Vamos fazer um concurso já também para professores do ITA. Nós demos uma ordem de serviço para a construção porque o ITA, o aluno, mora lá, né? Então tem alojamento, tem toda a estrutura completa. Mas além da formação na primeira turma, ele atrai empresas, atrai pesquisas de auto-tecnologia, instituições. Então, hoje São José dos Campos virou um mundo de pesquisa, de inovação, de tecnologia. Então, isso é muito importante para a cidade e para o Estado.

Então, além da formação de bons engenheiros, e é um mérito do Ceará. 40% dos alunos que passam no ITA, ou são cearenses ou estudam aqui no Ceará. Então, é um reconhecimento ao trabalho que o Ceará vem desenvolvendo na educação. E o ITA, não tenho dúvida, nós vamos transformar, vai mudar um pouco. Às vezes, as pessoas não compreendem o impacto que o ITA vai trazer para o Estado. Mas, a médio e longo prazo, nós vamos entender o impacto que essa instituição vai trazer. A obra já começou aqui na base aérea. Nós vamos agora licitar a segunda parte, que é reformar aqueles prédios antigos. Essa primeira etapa é construir os alojamentos, os blocos de laboratórios, salas de aula. E vamos reformar aqueles prédios, que é um patrimônio importante ali na base aérea, mas que será agora ITA do Ceará, com muito orgulho para todos nós.

Jocasta Pimentel: São 7 horas e 42 minutos. Hoje, o Informativo Dom Bosco, entrevista ao Ministro da Educação, Camilo Santana. Ministro, o mundo inteiro, não só o Brasil, passa por uma intensa transição energética. A gente tem aqui, já no Ceará, inclusive assinados vários memorandos de interesse na produção do hidrogênio verde. Como é que o MEC também pensa na formação, na capacitação dessas pessoas, nesse contexto da transição energética?

Ministro: Inclusive, Jocasta, o ITA, um dos cursos, são cursos que não vão competir com São Paulo. Um dos cursos é engenharia na área de energias renováveis, exatamente porque o Ceará e o Nordeste, hoje é o grande produtor de energia eólica, energia solar. E o Ceará está na dianteira do hidrogênio verde. Eu, quando era governador, assinei os primeiros protocolos, o governador Elmano tem continuado, porque é o combustível do futuro. Ele vai substituir o petróleo, vai substituir o combustível fóssil. Então, quando nós fizemos uma parceria com o Roterdã na Europa, no Porto do Pecém, o Roterdã já está investindo como armazenar o hidrogênio verde que será produzido aqui no estado de Ceará. Então, isso também vai mudar.
Então, nós vamos agora focar, não só no ITA, mas nas escolas profissionalizantes que nós construímos no Ceará, que o governador Elmano tem ampliado. Nós vamos focar também em cursos específicos para a área das energias renováveis também dentro das escolas técnicas. Nós estamos agora criando mais dois institutos federais aqui em Fortaleza. São seis novos aqui no Ceará. Um vai ser ali na Bezerra de Menezes, antiga Secretaria de Segurança Pública, que eu comecei, o governador Elmano terminou o novo centro integrado ali na Borges de Melo. Então, lá, aquela quadra toda será um novo instituto federal que foi doado pelo governador.
E vamos fazer um instituto também federal ali na Messejana. Então, também focado nas competências e no potencial e a área de energias renováveis é uma área que tem um futuro muito brilhante e precisamos formar profissionais não só nas escolas profissionalizantes, nos institutos federais, mas o próprio ITA, o curso de engenharia, está focado nessa área, na transição energética das novas energias renováveis diante até dos problemas que nós estamos vivendo no mundo inteiro. As enchentes, as queimadas, as mudanças climáticas, que hoje não só afetam o Brasil, mas o mundo inteiro. Portanto, há uma tendência muito forte, inclusive para o mercado de trabalho, na formação desses profissionais.

Jocasta Pimentel: Agora tem perguntas chegando direto do sul do estado do Ceará. Vamos ao Cariri com a repórter Thais Maria Cândido, ela que é da FM Padre Cícero. Bom dia, Thais.
Thaís Cândido: Bom dia, Jocasta. Bom dia também a você que está acompanhando o informativo do Dom Bosco. Eu sou Thais Cândido, sou jornalista da rádio FM Padre Cícero de Juazeiro do Norte, Ceará. E a minha pergunta para o Ministro da Educação Camilo Santana é a seguinte. Ministro, como é que o senhor pretende pensar a educação inclusiva no nosso país? Nós sabemos que essa questão é uma questão muito importante, mas ainda pouco falada e também muito difícil de ser implementada nas salas de aula. Então, como o senhor pensa na implementação de uma educação inclusiva efetiva no nosso país?

Ministro: Bom dia, obrigado pela pergunta. Ano passado, nós lançamos a Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da educação inclusiva. Então, qual é a nossa meta? Primeiro que toda escola pública no Brasil tenha uma sala multifuncional de recursos para atender alunos especiais.

Nós investimos 276 milhões no ano passado e esse ano vamos chegar a quase 300 bilhões. A nossa meta é que em 2026, nenhuma escola pública no Brasil deixe de ter uma sala para isso, que é com equipamentos importantes e profissionais também para receber esses alunos especiais dentro da escola. Nós trabalhamos para que os alunos especiais sejam incluídos nas escolas, juntamente com seus coleguinhas. Essa é a lógica, a convivência dentro da sala de aula, dentro da escola, mas precisamos ter um acompanhamento especial. Para isso, pela primeira vez na história, nós mudamos os fatores de ponderação do Fundeb. O Fundeb é o fundo que financia a educação básica no Brasil.

O fator de ponderação é o valor aluno no ano que é repassado para os estados e para os municípios. Nunca tinha sido mudado, então nós aumentamos o valor para alunos especiais, porque a gente sabe que o prefeito às vezes precisa contratar um profissional para a escola, precisa melhorar a estrutura da escola para atender esse público. Então, hoje o aluno especial recebe mais recursos comparado com outro aluno, como também mudamos o fator de ponderação para as escolas indígenas, quilombolas, para a EJA, Educação de Jovens e Adultos, que foi praticamente abandonado pelo Ministério nos últimos anos. Era 80% do valor de um aluno normal e agora está igual. Então, assim, são ações importantes, formação de professores, formação de gestores para que possa cuidar melhor dessas pessoas, desses alunos. Então, essas ações nós estamos fazendo.

Se tem uma coisa que o Ministério da Educação Jocasta tem procurado fazer é olhar para a educação básica brasileira. O MEC sempre olhou muito para a educação superior e eu vou dar razão porque nós estamos focando tanto na educação básica. Primeiro, um dado importante, 68 milhões de brasileiros não concluíram a educação básica no Brasil.

Nós estamos falando de um terço da população que não chegaram a terminar o ensino médio, abandonam os estudos. Segundo dado, por que nós criamos o Pé de Meia, que é a poupança que apoia o aluno para ele não sair da escola? Porque no último censo escolar, 480 mil jovens saíram da escola pública do ensino médio no Brasil. Estamos falando de meio milhão de jovens. E o maior motivo do abandono escolar é a falta de condições financeiras. Precisa ajudar o pai, precisa ajudar a mãe ao orçamento em casa. Então, a poupança do Pé de Meia vem nesse sentido. Então, nós estamos trabalhando fortemente a escola de tempo integral. Lançamos um programa de um milhão de novas matrículas esse ano. Estamos agora lançando mais um milhão de novas matrículas no ano que vem.

Agora mesmo, semana passada, assinamos mais 55 escolas de tempo integral aqui para estado do Ceará com o governador Elmano. Olhar para as creches, é um conjunto de ações, mas você toca no ponto especial. E eu, particularmente, tenho uma preocupação muito grande com o homem público nessa área, principalmente no autismo, porque eu, Jocasta, porque eu dediquei toda a emenda do Senado, que hoje está a Senadora Augusta à frente do Senado – 70 milhões de reais por ano nós colocamos para o governo do estado, para a construção de centros de apoio e acolhimento de crianças autistas no Ceará. Vão ser centros, núcleos regionais, com profissionais. Já estamos licitando, porque há uma preocupação da mãe, do pai, com suas crianças, com seus filhos. Então, há uma preocupação muito grande hoje. Falo do ponto de vista como senador da República, que hoje, como ministro, com a emenda, 100% da emenda colocada para isso, e falo da preocupação hoje com a nossa equipe do MEC, em relação a olhar para esse tema.

Jocasta Pimentel: São 7h49, agora uma pergunta especial. Essa vem direto de Brasília, da Rede Salesiana de Educação. A rede, ela visa a formação integral de seus estudantes, onde quer que eles saiam das nossas escolas com uma excelente formação humana e acadêmica. Como o novo ensino médio, ele aborda a formação integral dos estudantes?

Ministro: Olha, o ensino médio é olhar para o projeto de vida do aluno, não só para as questões da disciplina de português, matemática, ciência, enfim. Ele estimula a questão do esporte, das atividades culturais, da questão da religião, enfim. Ele tem que ter apoio psicológico na escola, atenção. É esse o modelo. Eu até tenho comentado, às vezes a gente passou agora pelas Olimpíadas. Eu digo, olha, vamos avaliar porque esses países como Estados Unidos e França, se destacam tanto nas Olimpíadas? Porque eles começam a praticar esporte em uma escola a tempo integral lá no seu país. Lá o aluno passa o dia inteiro na escola e pratica o atletismo, pratica o basquete, pratica o vôlei.

Por isso esse rendimento tão grande desses atletas nas Olimpíadas. Então, é isso, é olhar, é uma escola, quando a gente pensa na escola a tempo integral, o modelo de escola que nós queremos para o nosso país. Porque além de proteger a criança e o jovem na escola, que passa o dia na escola, faz uma boa refeição, tem apoio psicológico, tem bons profissionais, uma estrutura boa, com quadra poliesportiva, com curso técnico, com curso de língua, com curso de informática, é essa escola que nós queremos construir no Brasil.

E nós lançamos o maior programa de escola a tempo integral da história do Brasil no ano passado. Tínhamos uma meta de ampliar um milhão de matrículas esse ano, conseguimos ampliar, investimos 4 bilhões, repassamos 4 bilhões de reais para os estados e municípios, porque quem executa a política na ponta não é o MEC, são os municípios, são os estados. Então o MEC tem que ser o grande coordenador da política, o organizador, o maestro. E manter diálogo, porque no governo passado não tínhamos diálogo.

Então, agora não, nós temos uma boa relação com os municípios, eu converso com os governadores, com os secretários, tenho viajado o Brasil inteiro. Então, levando um modelo, inclusive, de destaque do Ceará para o país, com alfabetização na idade certa. Então, um conjunto de ações que eu não tenho dúvida que a gente está dando uma contribuição, porque é por acreditar que a educação é o grande caminho para construir uma nação mais soberana, mais justa, de olhar para os que mais precisam. A educação transforma. Um país tão desigual, saiu agora o ranking e o Brasil, é um dos países mais desiguais do planeta, está no topo. Então, ou seja, poucos com muito e muitos com muito pouco.

Então, a rede salesiana, que, aliás, eu sou salesiano, estudei no salesiano lá no Juazeiro do Norte, então, assim, eu tenho um carinho muito grande por essa rede, pelo olhar para a família, pelo olhar da religião, pelo olhar da espiritualidade, pelo olhar da importância da solidariedade, da fraternidade. Isso está faltando nas pessoas e na sociedade. Então, precisamos pregar mais amor, mais paz, mais comunhão, olhar para os mais pobres, que é isso que a gente tem procurado, juntamente com o governo do presidente Lula, quando a gente criou o Bolsa Família, com o Mais Médico, com o Farmácia Popular, que é dar o remédio para quem precisa, que tem diabetes e não tem condições de comprar um remédio.

Quando a gente olha para um pé de meia desse para dizer que nós não queremos nenhum aluno fora da escola. Então, com o Mais Médico, para ter Mais Médico para atender no posto de saúde. Então, é esse olhar que eu acredito que a política é preciso ser feita. Eu sempre digo, Jocasta, às vezes as pessoas estão decepcionadas com a política, e tem razão muitas vezes, mas a política é o único caminho para construir uma sociedade maior. É a política que define o valor do salário mínimo, se eu vou ter uma boa educação, se eu vou ter uma boa segurança, a decisão. Às vezes eu pergunto, por que o Ceará se destacou tanto na educação? Decisão política. O estado está longe de ser um estado rico, comparado com os estados mais ricos do Brasil, como São Paulo, como Paraná, como Santa Catarina. Então, tudo é decisão política. Acolher melhor as pessoas, ter um atendimento de saúde melhor.

E eu acredito e tenho muito orgulho de poder servir hoje ao meu país, sob a liderança do presidente Lula, porque eu acredito que a educação é o grande caminho para construir um país melhor, mais justo e de mais oportunidades para a nossa juventude.
Jocasta Pimentel: Falando em decisões políticas, a gente segue agora com um repórter que ele cobre a movimentação do Legislativo Estadual, na Alece. O repórter Domingos Távora tem pergunta para o senhor.

Domingos Távora: Bom dia, Domingos. Bom dia, senhor ministro da Educação, Camilo Santana. Eu sou Domingos Távora. O programa Agrinho foi criado no estado do Paraná em 1995. Tem como objetivo despertar junto a criança assuntos de interesses ambientais. Aqui no Ceará, esse modelo foi implementado pelo ex-presidente da FAEC, Flávio Saboia, de saudosa memória. A região da Ibiapaba, eu lembro, foi a primeira região a adotar esse programa. 
Inclusive, nas escolas, as crianças despertaram interesse junto ao não uso do agrotóxico, sendo conscientizados e essas crianças levaram essas informações aos seus pais. Foi um caso de sucesso. Pois bem, o senhor, que é funcionário do Ibama e também quando da Agronomia, no Centro Acadêmico Dias da Rocha, o senhor foi entusiasta junto a questões ambientais, quando muitos não falavam desse tema. Eu gostaria de saber se é possível implementar cada vez mais este modelo tipo Agrinho junto às escolas, principalmente no meio rural?

Ministro: Sem dúvida. Domingos, queria lhe cumprimentar, agradecer. Você conhece a minha história desde a época da faculdade. E o Flávio, nós fizemos algumas parcerias importantes com o programa Agrinho aqui no Ceará. O Flávio foi um grande cidadão e deu uma grande contribuição ao Ceará. E hoje nós criamos dentro da Secretaria do Ministério, uma diretoria na área ambiental. Hoje esse tema é um tema que está sendo discutido no mundo inteiro. E ele precisa cada vez mais estar presente nas escolas, desde os primeiros níveis do ensino fundamental para as crianças perceberem as pessoas, perceberem a importância do meio ambiente no mundo e nas nossas vidas.

Não só na coleta do lixo adequado, mas na proteção ambiental, no uso sustentável. Então, eu quero parabenizar e dizer que agora nós vamos fazer a Conferência Nacional da Juventude, dos Adolescentes e Juventudes na área ambiental com a Ministra Marina. E precisa despertar cada vez mais a preocupação e o cuidado e a escola é o grande meio para construir esse pensamento, essa formação da preocupação com a questão ambiental.

Então, para isso nós criamos exatamente a diretoria ambiental, até porque a minha origem é de um órgão ambiental, sou concursado pelo Instituto do Ibama que é um órgão ambiental. Então, esse é um tema que precisa estar presente em todos os níveis, em todas as escolas para que a sociedade possa se despertar. Porque o que aconteceu no Rio Grande do Sul, o que aconteceu com a seca na Amazônia, o que aconteceu com as queimadas não é só no Brasil não.

A gente vai para Portugal, enchente, Europa, inundações, seca, incêndios também em países da Europa. Então, é uma preocupação que o país, que todos nós precisamos ter e o Ministério da Educação está focado conjuntamente com o Ministério do Meio Ambiente da Ministra Marina, para que a gente possa fortalecer esse tema dentro das escolas.
Jocasta Pimentel: Eu quero agradecer a presença do Ministro da Educação Camilo Santana.
Ministro, muito obrigada pela disponibilidade de estar hoje aqui com a gente no Informativo Dom Bosco.

Ministro: Não, Jocasta, eu que agradeço. Agradeço mais uma vez ao Brendo, a toda a equipe aqui da FM Dom Bosco. Dizer da minha gratidão como cearense de estar aqui mais uma vez, desse papel que eu tenho colocado, que eu tenho tido junto ao Governo Federal, andando o país inteiro, mas agradecer sempre o carinho com a população. Sou muito grato aos cearenses e dizer que onde eu estiver, independentemente de onde eu estiver, eu sempre estarei olhando para o meu querido Estado do Ceará, para a minha querida Fortaleza e pode ficar certo disso, que foi uma decisão de vida que eu tomei de servir ao meu país, aliás, servir ao meu Estado agora, dando essa contribuição ao meu país. Parabéns a você. Obrigado a população de Fortaleza que está nos ouvindo e todo o interior do Ceará. Um forte abraço e que a gente possa construir cada vez mais um Estado, um município mais solidário, mais fraterno, mais humano entre todos nós. Muito obrigado.

SOBRE O INFORMATIVO DOM BOSCO
O noticiário vai ao ar de segunda a sexta-feira, a partir das 7h30min, com a apresentação da jornalista Jocasta Pimentel. Aos sábados, a edição Igreja é apresentada pela jornalista Roberta Farias. 

Além da transmissão pela 96,1 FM Dom Bosco, é possível acompanhar o Informativo clicando aqui

Fonte: FM Dom Bosco

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Sem deixar de lado o impacto ambiental das novas tecnologias, que exigem grandes quantidades de energia e água, afetando a Criação (101). Desarmar a IA É preciso “desarmar a IA” – prossegue Leão XIV – para subtraí-la à lógica da competição militar, econômica e cognitiva; para romper a equivalência entre poder técnico e direito de governar; para subtraí-la aos monopólios e impedir que domine o humano. Amplo espaço é dedicado à crítica do transumanismo e do pós-humanismo, que interpretam o progresso como a superação dos limites do humano. Em vez disso, o limite não é um defeito a ser eliminado, mas uma dimensão constitutiva da pessoa, pois é na fragilidade e na finitude que amadurecem a relação e a abertura a Deus e ao outro. Fazer a tecnologia crescer eliminando os limites do humano significa, portanto, fazer o coração regredir. Magnífica e, ainda assim, ferida, a humanidade “não deve ser substituída nem superada”. A tecnologia pode aliviar seus sofrimentos e abrir-lhe novas possibilidades, mas não deve negá-la naquilo que lhe é próprio: “a capacidade de relação e de amor” (126). Diante da IA, a verdadeira alternativa não está entre o entusiasmo e o medo, mas entre duas formas de construir o progresso: a serviço da pessoa e dos povos ou das lógicas do poder (129). Uma ecologia da comunicação No quarto capítulo – Preservar o humano na transformação. Verdade, trabalho, liberdade –, a encíclica defende uma “ecologia da comunicação” baseada na verdade. O Papa pede transparência nos critérios de seleção de conteúdos, proteção dos dados pessoais, um jornalismo sério fundamentado na argumentação e na verificação, uma nova consciência no uso “correto e crítico” da IA e a integração dos conhecimentos. Uma comunicação transparente e leal é exigida também da Igreja, sobretudo nos casos de injustiças e abusos. É fundamental também o apelo a uma aliança educativa renovada, para que nos jovens não se apague “o desejo de fazer perguntas” por causa de máquinas perfeitas que fazem parecer inútil o pensamento humano (140). Leão XIV pede ainda que se aposte na escola como lugar onde se aprende a “buscar e amar a verdade” (147). A dignidade do trabalho Na “quarta revolução industrial” representada pela transição digital, o Pontífice ressalta então a importância de proteger a dignidade do trabalho, projetando sistemas centrados na pessoa e não apenas no desempenho. A tecnologia pode certamente aliviar o homem de tarefas pesadas ou repetitivas, mas não deve levar ao desemprego em nome da redução de custos e do aumento do lucro. Nesse sentido, espera-se também uma renovação das organizações sindicais. Paz e desenvolvimento O Pontífice destaca, em seguida, a necessidade de superar o PIB como parâmetro do grau de desenvolvimento de um país, apostando, em vez disso, na dignidade do trabalho, na prosperidade compartilhada, na redução das desigualdades e na preservação do meio ambiente. A finança pela finança é, de fato, diferente da finança para o desenvolvimento (159-160). E, seguindo os passos de São Paulo VI, destaca-se a interdependência entre paz e desenvolvimento, almejando uma cooperação internacional capaz de definir estratégias comuns, sobretudo em favor dos países e dos grupos mais vulneráveis, pois a prosperidade contribui para a paz “somente se for difundida, inclusiva e sustentável” (163). É forte, ainda, a referência à família, fundada na união estável entre um homem e uma mulher: ela é “bem social primário”, “célula fundamental e insubstituível de toda organização comunitária” (165), que deve ser apoiada também por meio de políticas do trabalho em favor da estabilidade e de ritmos humanos, para assim proteger a capacidade social de “construir o futuro”. A “arquitetura da visibilidade” Por fim, a questão da liberdade humana: numa época em que as plataformas digitais são projetadas para capturar o tempo dos usuários e explorar suas fragilidades, é preciso fortalecer a liberdade interior de cada um, enfrentando também o risco do controle social decorrente da coleta massiva de dados e do uso de sistemas algorítmicos. Perfilar, prever e orientar comportamentos, de fato, é “um novo poder” (171) que corre o risco de discriminar os mais fracos. O Papa deplora, em particular, a “arquitetura da visibilidade” que amplifica apenas o que é visível, moldando as opiniões. Novas formas de escravidão e novo colonialismo A IA também gera novas formas de escravidão, como a dos “corpos marcados, mutilados, consumidos” (173) daqueles que trabalham na extração das “terras raras” necessárias à tecnologia. Portanto, a luta contra as novas formas de escravidão é outro “teste decisivo para o discernimento ético” da transformação digital. Leão XIV ressalta que “a Igreja renova sua firme condenação contra toda forma de escravidão, tráfico e mercantilização de pessoas”. Ao mesmo tempo, o Papa pede “sinceramente perdão” pelo atraso com que a Igreja, no passado, condenou “o flagelo da escravidão” (174-176). A encíclica também faz referência às “novas terras raras do poder”, ou seja, as informações vitais – por exemplo, sobre saúde e demografia – utilizadas para orientar estratégias econômicas: trata-se de uma face inédita do colonialismo que transforma vidas pessoais em informações exploráveis, tornando o ambiente digital um “espaço de predação” (178-179).   Superar a teoria da “guerra justa” No quinto capítulo — A cultura do poder e a civilização do amor —, Leão XIV volta seu olhar para a guerra: “A revolução digital está modificando a gramática dos conflitos” e, sem uma abordagem ética, as decisões sobre a vida e a morte das pessoas serão cada vez mais impessoais, com o recurso à força considerado uma “opção imediata e viável” (182-183). Na base de tudo está uma “cultura do poder” que normaliza a guerra e a reabilita como “instrumento de política internacional”, favorecendo o rearmamento. Sobre a opinião pública pesam hoje também as narrativas midiáticas polarizadoras, bem como “uma preocupante perda de memória histórica” que priva de uma visão de longo prazo (191). Consequentemente, hoje a paz não é mais entendida como uma tarefa a ser assumida, mas como um intervalo entre os conflitos. Por isso, Leão XIV reitera que – sem prejuízo do direito à legítima defesa no sentido mais estrito – é preciso superar a teoria da “guerra justa”, promovendo, em vez disso, o diálogo, a diplomacia e o perdão (192). Nenhum algoritmo torna a guerra moralmente aceitável O Papa Prevost não deixa de deplorar o crescimento da indústria bélica, a corrida aos armamentos nucleares e o surgimento de novos atores armados – entre os quais os jihadistas – que visam perpetuar os conflitos como fonte de poder e de renda. É clara, ainda, a advertência contra o uso de armas ligadas à IA, pois “não existe algoritmo que possa tornar a guerra moralmente aceitável”. São necessárias restrições éticas rigorosas, compartilhadas internacionalmente, baseadas na responsabilidade pessoal e na proteção dos civis, pois “toda tecnologia que facilita atacar sem ver o rosto do outro abaixa o limiar moral do conflito” (199). A crise do multilateralismo A cultura do poder decorre também da crise do multilateralismo e do surgimento de um “multipolarismo desordenado e conflituoso” (201). A força do direito é substituída pelo direito do mais forte; as lógicas do poder prevalecem sobre a construção da paz e as instituições criadas para zelar pelo destino comum dos povos estão agora enfraquecidas. A esse respeito, o Papa deseja para a ONU “reformas profundas” que superem a atual crise de valores em favor do bem comum (226). A civilização do amor O cristão é chamado a responder à cultura do poder construindo “a civilização do amor” e escolhendo entre alimentar a lógica da força ou zelar pela paz. O Papa aponta cinco “caminhos de responsabilidade”: desarmar as palavras dizendo a verdade; construir a paz na justiça; assumir o olhar das vítimas tomando posição, pois há conflitos em que “não é justo permanecer neutro”; cultivar “um saudável realismo” que busque caminhos de paz viáveis com os fatos, não apenas com palavras. Por fim, relançar o diálogo, passando de uma cultura do poder para uma cultura da negociação. É decisivo também “o diálogo entre as religiões”, portador de uma mensagem de paz: “Quem usa o nome de Deus para legitimar o terrorismo, a violência ou a guerra trai o seu rosto” é a advertência de Leão XIV (223). A magnífica humanidade Ao concluir a carta, o Pontífice convida os fiéis a viver as novas tecnologias à luz do Evangelho, seguindo “um itinerário de vida cristã sóbrio e exigente”. Para que, mesmo na era da IA, todos possam testemunhar “a beleza de uma magnífica humanidade habitada por Deus”. Fonte: Isabella Piro – Vatican News

P. Costantino Vendrame é declarado Venerável

Papa Leão XIV reconhece as virtudes heroicas do missionário salesiano que dedicou mais de três décadas à evangelização no nordeste da Índia, tornando-se referência de caridade, esperança e santidade entre os povos. Resumo O Papa Leão XIV autorizou a promulgação do decreto que reconhece as virtudes heroicas do Servo de Deus Padre Constantino Vendrame, SDB, declarando-o Venerável. Nascido na Itália, em 1893, ingressou na Congregação Salesiana motivado pelo ideal missionário e foi ordenado sacerdote em 1924. Atuou por mais de 30 anos no nordeste da Índia, dedicando-se à evangelização das populações mais pobres e distantes, percorrendo longas distâncias para levar o anúncio do Evangelho. Tornou-se amplamente reconhecido pela vida de oração, pela caridade incansável, pelo espírito de serviço e pela proximidade com pessoas de diferentes tradições religiosas. Durante a Segunda Guerra Mundial, enfrentou o internamento como cidadão italiano em território britânico, destacando-se pela fortaleza espiritual e pelo apoio oferecido aos companheiros. Viveu seus últimos anos marcado pelo sofrimento físico, oferecendo suas dores com espírito de fé até falecer em Dibrugarh, na Índia, em 30 de janeiro de 1957. A declaração de venerabilidade foi acolhida com alegria na Itália, na Arquidiocese de Shillong e por toda a Família Salesiana, que vê no missionário um testemunho exemplar do carisma de Dom Bosco. Segundo o Postulador-Geral das Causas dos Santos da Família Salesiana, Padre Pierluigi Cameorni, o reconhecimento destaca Padre Vendrame como um “missionário da esperança entre os povos”, profundamente unido ao Coração de Cristo, ao Espírito Santo e à devoção a Maria Auxiliadora.   Em 22 de maio de 2026, o Santo Padre Leão XIV recebeu em audiência o Cardeal Marcello Semeraro, Prefeito do Dicastério para as Causas dos Santos. Na ocasião, o Sumo Pontífice autorizou o mesmo Dicastério a promulgar o Decreto relativo às virtudes heroicas do Servo de Deus Costantino (Constantino) Vendrame, Sacerdote professo da Sociedade de São Francisco de Sales, nascido em San Martino di Colle Umberto (Treviso-Itália), em 27 de agosto de 1893, e falecido em Dibrugarh, na Índia, em 30 de janeiro de 1957. O P. Constantino Vendrame nasceu de família de condição humilde, mas marcada por sólidos valores cristãos, provada pela doença e por perdas familiares. Desde muito jovem, sentiu o chamado ao sacerdócio e ingressou, em 1908, no seminário da Diocese de Ceneda (Vittorio Veneto), passando, em 1912, para os Salesianos de Dom Bosco, movido pelo amor às missões e pelo desejo de partir como missionário. Noviço em 1913, professou os votos temporários em 1914 e os perpétuos em 1920, formando-se na vida religiosa por meio do tirocínio prático. Durante a Primeira Guerra Mundial, destacou-se como soldado exemplar, mantendo fidelidade à própria vocação. Ordenado sacerdote em 15 de março de 1924, em Milão, recebeu, em 5 de outubro do mesmo ano, o crucifixo missionário em Turim, na Basílica de Maria Auxiliadora. Partiu então para o nordeste da Índia (Assam), chegando a Shillong em 24 de dezembro de 1924. Atuou como missionário – e, na maioria das vezes, como pároco, em Shillong-Laitumkhrah, Jowai, Wandiwash, no Tamil Nadu (sul da Índia), e, por fim, em Shillong-Mawkhar, onde permaneceu, de 1951 até à morte. O P. Vendrame tornou-se uma figura lendária: missionário itinerante, percorria a pé longas distâncias para chegar aos povoados mais remotos, fazendo-se “pobre entre os pobres” e acolhendo com serenidade o desgaste das fadigas e os riscos da vida apostólica. Homem de diálogo, atraía multidões a Cristo por meio da caridade, evangelizando aldeia por aldeia, casa por casa. Sua figura era respeitada não apenas pelos cristãos, mas também por pessoas de outras tradições religiosas, que o reconheciam como um verdadeiro homem de Deus. Durante a Segunda Guerra Mundial, na condição de cidadão italiano em território do Império Britânico, viu-se obrigado a interromper sua ação missionária e foi internado com outros compatriotas: inicialmente sob custódia dos Gurkhas, depois em Deoli e, por fim, em Dehra Dun. Nesse período de aparente imobilidade, evidenciou uma notável fortaleza interior, tornando-se referência de consolo e apoio. Acometido por artrose, inclusive na coluna vertebral, e marcado por intensas dores até a episódios de desmaio, viveu os últimos meses em total espírito de oferta. Internado em Dibrugarh, faleceu na véspera da Festa de São João Bosco, em 30 de janeiro de 1957. Seus funerais transformaram-se numa expressiva manifestação de Fé e gratidão. Já em vida, era acompanhado por ampla fama de santidade e por sinais extraordinários, comparado a São Paulo, São Francisco Xavier e São Vicente de Paulo. Sobre ele, afirmou-se: “Recordamos o P. Vendrame como um sacerdote que nos amou com o coração de Cristo: humano e ardente, firme e fiel, sempre pronto a dar a vida por nós”. A notícia da declaração de venerabilidade foi acolhida com grande alegria em sua cidade natal, San Martino di Colle Umberto, e na Diocese de Vittorio Veneto, que sempre promoveram com dedicação a Causa de Beatificação do seu conterrâneo. Também a Arquidiocese de Shillong e a Família Salesiana do nordeste da Índia celebram este reconhecimento, que confirma uma história marcada por intensa ação missionária e santidade vivida segundo o espírito apostólico de Dom Bosco. “A venerabilidade de P. Vendrame, declarou o P. Pierluigi Cameorni, Postulador-Geral para as Causas dos Santos da Família Salesiana, representa o reconhecimento de um missionário da esperança entre os povos. Por meio do contato pessoal, transmitiu o amor do Coração compassivo do Senhor, convicto de que ‘o Coração de Cristo […] é o núcleo vivo do primeiro anúncio’ (Enc. Dilexit nos, 32). Alimentando-se dessa fonte, levou com ardor apostólico a mesma consolação de Deus, que abraça o mundo inteiro. Cabe ainda recordar que a venerabilidade do P. Vendrame foi reconhecida durante a novena de Pentecostes e a de Maria Auxiliadora, que neste ano coincidem. O P. Vendrame, além de ardoroso apóstolo do Sagrado Coração, foi um missionário dócil à ação do Espírito Santo e um filho devoto da Auxiliadora, no espírito de Dom Bosco Santo”. Fonte: Inspetoria Salesiana de São Paulo

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