Museu das Culturas Dom Bosco retoma visitações
19/04/2022

Museu das Culturas Dom Bosco retoma visitações

Museu das Culturas Dom Bosco retoma visitações

Um dos maiores pontos de visitação de Campo Grande (MS), o Museu das Culturas Dom Bosco (MCDB), volta a receber o público após dois anos. Durante a pandemia, o local funcionou apenas com serviços internos, mas agora reabre as portas para grupos pré-agendados e visitas avulsas. “Com alegria, voltamos a receber escolas e o público em geral. Mudamos o horário dos sábados pois analisamos que o fluxo maior de visitantes era no período da tarde. Venham visitar o museu e se encantar com o acervo”, convida o Gestor, Dirceu Maurício van Lonkhuijzen.

 

Quem visitar o Museu ou frequentar o Parque das Nações Indígenas nas próximas semanas poderá conferir, ainda, os painéis comemorativos dos 70 anos do MCDB nas entradas do parque. A exposição reúne momentos históricos nessas sete décadas, como visitantes ilustres e a população em geral, que enviou fotos pessoais tiradas com o acervo.

 

 SOBRE O MCDB 

 

O museu está aberto de terça-feira a sexta-feira, das 8h às 16h30, e aos sábados, das 14h às 17h30. Ele está localizado na Avenida Afonso Pena, dentro do Parque das Nações Indígenas. O valor da entrada inteira é R$ 20, mas moradores de Campo Grande, estudantes, educadores, doadores de sangue e todos os previstos em lei pagam meia entrada e crianças abaixo de 7 anos acompanhadas de pagante têm cortesia. Grupos escolares agendados previamente são isentos.

 

Mais informações sobre o MCDB podem ser obtidas no Instagram oficial do Museu, @museudombosco, ou pelo telefone (67) 3312-3903.

 

Fonte: Missão Salesiana do Mato Grosso

 

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Cineastas alemães visitam o Brasil para resgatar a história do P. Rodolfo Lunkenbein e Simão Bororo

Uma comitiva de profissionais europeus que desembarcou no Brasil nesta semana trouxe consigo não apenas câmeras, mas um profundo desejo de resgatar a memória dos fatos ocorridos em Meruri, no ano de 1976, Naquela ocasião, o P. Rodolfo Lunkenbein e o indígena Simão Bororo foram mortos e as circunstâncias dessa morte estão sendo estudadas pela Igreja para que sejam reconhecidas como martírio. O grupo europeu, que enfrentou a transição do inverno rigoroso na Alemanha para as chuvas tropicais brasileiras, busca subsídios para uma produção multiplataforma que inclui um longa-metragem de ficção, documentários e podcasts. A gênese do projeto: de um livro infantil ao cinema O diretor da Don Bosco Medien, Ferdinand Auhser, revelou que o projeto nasceu de uma sugestão simples que ganhou proporções inesperadas. “Tudo começou quando o nosso provincial, P. Reinhard Gesing, me perguntou se não poderíamos fazer um livro infantil sobre o P. Rodolfo“, explicou Auhser. Ao pesquisar sobre o missionário, ele percebeu que a história possuía densidade para algo maior: “Pensei que poderíamos fazer mais do que um livro, talvez um filme”. Para Auhser, o objetivo é tornar a vida e o legado de Lunkenbein e Simão Bororo acessíveis a uma “grande quantidade de pessoas”. Ele se diz impressionado com a receptividade brasileira: “Estou muito impressionado com as pessoas que conhecemos até agora, com o conhecimento delas e a incrível disposição em informar e acolher”. O impacto dos documentos históricos A imersão nos arquivos da Inspetoria Salesiana causou forte impacto emocional na equipe. O vice-postulador da causa de martírio, P. João Bosco Monteiro Maciel, que está acompanhando o grupo, destacou um documento em particular como o coração do acervo: “Esta lista de nomes escrita de próprio punho pelo P. Rodolfo momentos antes de ser assassinado é a peça mais importante”. Anna Haupt, responsável pelo marketing e relações públicas do projeto, confessou que sua conexão com a história se aprofundou ao ver esse material. “Eu conhecia a história apenas superficialmente. Agora, no arquivo, vimos o documento onde se pode dizer que ele praticamente assinou sua própria morte. Acho isso fascinante”, relatou Haupt. Ela também destacou a calorosa recepção do povo brasileiro e o desejo de conhecer pessoalmente o povo Bororo nos próximos dias. Visão cinematográfica e justiça histórica A premiada diretora Mirjam Unger, que assumirá o comando do filme, detalhou a complexidade de transformar essa realidade em cinema. Segundo ela, o projeto está na fase de construção de roteiro, um processo que deve durar cerca de dois anos, com a previsão de conclusão total do filme em até cinco anos. “Para um projeto de cinema, você precisa de quatro a cinco anos. Talvez o lançamento seja em 2030 ou 2031“, estimou. Unger enfatizou que o filme é uma oportunidade de lançar luz sobre fatos ainda obscuros. “É um caso muito interessante porque os assassinos nunca foram julgados. É importante olhar com muito cuidado para ver o que realmente aconteceu”, afirmou a diretora. A produção buscará financiamento governamental na Alemanha e Áustria, além de considerar uma coprodução internacional com o Brasil e a Itália. Cultura e Arte em solo brasileiro Além da pesquisa documental, a equipe visitou o Museu das Culturas Dom Bosco, onde o Professor Dirceu Mauricio van Lonkhuijzen apresentou a enciclopédia Bororo e o acervo cultural da etnia. O grupo também ouviu relatos do P. Andelson Dias de Oliveira, que compartilhou sua experiência como diretor em Meruri e a convivência direta com os indígenas. Como parte integrante do documentário, o artista Mika Springwald realizará uma intervenção artística no Brasil, utilizando sua arte para dialogar com a narrativa do martírio e a herança deixada pelos “Servos de Deus”. O grupo, acompanhado pelos salesianos P. João Bosco Maciel e P. Tiago Figueiró, seguiu nesta quinta-feira (05/02) para o Estado de Mato Grosso onde deve visitar as presenças salesianas de Primavera do Leste, Meruri e Cuiabá. Eles devem retornar ao Brasil para registrar os eventos do mês de julho em Meruri, quando serão completados os 50 anos da morte do P. Rodolfo Lunkenbein e Simão Bororo.   Fonte: Por Euclides Fernandes da MSMT  

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