O Significado do Nascimento com o Papa Francisco
19/12/2022

O Significado do Nascimento com o Papa Francisco

O Significado do Nascimento com o Papa Francisco

O Natal se aproxima. Momento de grande confraternização entre os povos pela celebração do nascimento de Jesus Cristo. Assim, resgatando a Carta Apostólica Admirabile Signum (Sinal Admirável) do Papa Francisco, é possível encontrar uma simples e profunda explicação do significa de cada um dos elementos que compõem este incomparável momento da humanidade que é o nascimento de Jesus. Na Carta, o Santo Padre faz uma reflexão sobre o verdadeiro valor do Nascimento, além de deixar um convite aos fiéis de todo o mundo para reviver o sentido do Natal. Assim, confira abaixo o significado de cada uma das figuras do nascimento:

1. O CÉU ESTRELADO

“Em primeiro lugar, representamos o céu estrelado na escuridão e no silêncio da noite. Fazemo-lo não apenas para ser fiéis às narrações do Evangelho, mas também pelo significado que possui. Pensemos nas vezes sem conta em que a noite envolve a nossa vida. Pois bem, mesmo em tais momentos, Deus não nos deixa sozinhos, mas faz-Se presente para dar resposta às questões decisivas sobre o sentido da nossa existência: Quem sou eu? De onde venho? Por que nasci neste tempo? Por que amo? Por que sofro? Por que hei de morrer? Foi para dar uma resposta a estas questões que Deus Se fez homem. A sua proximidade traz luz onde há escuridão, e ilumina a quantos atravessam as trevas do sofrimento (cf. Lc 1, 79).”

2. A PAISAGEM DO NASCIMENTO

“Merecem também uma referência as paisagens que fazem parte do Presépio; muitas vezes aparecem representadas as ruínas de casas e palácios antigos que, nalguns casos, substituem a gruta de Belém tornando-se a habitação da Sagrada Família. Parece que estas ruínas se inspiram na Legenda Áurea, do dominicano Jacopo de Varazze (século XIII), onde se refere a crença pagã segundo a qual o templo da Paz, em Roma, iria desabar quando desse à luz uma Virgem. Aquelas ruínas são sinal visível sobretudo da humanidade decaída, de tudo aquilo que cai em ruína, que se corrompe e definha. Este cenário diz que Jesus é a novidade no meio dum mundo velho, e veio para curar e reconstruir, para reconduzir a nossa vida e o mundo ao seu esplendor originário.”

3. OS ANJOS E A ESTRELA

“Uma grande emoção se deveria apoderar de nós, ao colocarmos no Presépio as montanhas, os riachos, as ovelhas e os pastores! Pois assim lembramos, como preanunciaram os profetas, que toda a criação participa na festa da vinda do Messias. Os anjos e a estrela-cometa são o sinal de que também nós somos chamados a pôr-nos a caminho para ir até à gruta adorar o Senhor.”

4. OS PASTORES

“‘Vamos a Belém ver o que aconteceu e que o Senhor nos deu a conhecer’ (Lc 2, 15): assim falam os pastores, depois do anúncio que os anjos lhes fizeram. É um ensinamento muito belo, que nos é dado na simplicidade da descrição. Ao contrário de tanta gente ocupada a fazer muitas outras coisas, os pastores tornam-se as primeiras testemunhas do essencial, isto é, da salvação que nos é oferecida. São os mais humildes e os mais pobres que sabem acolher o acontecimento da Encarnação. A Deus, que vem ao nosso encontro no Menino Jesus, os pastores respondem, pondo-se a caminho rumo a Ele, para um encontro de amor e de grata admiração. É precisamente este encontro entre Deus e os seus filhos, graças a Jesus, que dá vida à nossa religião e constitui a sua beleza singular, que transparece de modo particular no Presépio.”

5. AS PESSOAS COMUNS

“No Presépio, os pobres e os simples lembram-nos que Deus Se faz homem para aqueles que mais sentem a necessidade do seu amor e pedem a sua proximidade. Jesus, «manso e humilde de coração» (Mt 11, 29), nasceu pobre, levou uma vida simples, para nos ensinar a identificar e a viver do essencial. Do Presépio surge, clara, a mensagem de que não podemos deixar-nos iludir pela riqueza e por tantas propostas efémeras de felicidade. Como pano de fundo, aparece o palácio de Herodes, fechado, surdo ao jubiloso anúncio. Nascendo no Presépio, o próprio Deus dá início à única verdadeira revolução que dá esperança e dignidade aos deserdados, aos marginalizados: a revolução do amor, a revolução da ternura. Do Presépio, com meiga força, Jesus proclama o apelo à partilha com os últimos como estrada para um mundo mais humano e fraterno, onde ninguém seja excluído e marginalizado.”

6. A VIRGEM MARIA

“Maria é uma mãe que contempla o seu Menino e O mostra a quantos vêm visitá-Lo. A sua figura faz pensar no grande mistério que envolveu esta jovem, quando Deus bateu à porta do seu coração imaculado. Ao anúncio do anjo que Lhe pedia para Se tornar a mãe de Deus, Maria responde com obediência plena e total. As suas palavras – «eis a serva do Senhor, faça-se em Mim segundo a tua palavra» (Lc 1, 38) – são, para todos nós, o testemunho do modo como abandonar-se, na fé, à vontade de Deus. Com aquele «sim», Maria tornava-Se mãe do Filho de Deus. N’Ela, vemos a Mãe de Deus que não guarda o seu Filho só para Si mesma, mas pede a todos que obedeçam à palavra d’Ele e a ponham em prática (cf. Jo 2, 5).”

7. SÃO JOSÉ

“Ao lado de Maria, em atitude de quem protege o Menino e sua mãe, está São José. Geralmente, é representado com o bordão na mão e, por vezes, também segurando um lampião. São José desempenha um papel muito importante na vida de Jesus e Maria. É o guardião que nunca se cansa de proteger a sua família. Quando Deus o avisar da ameaça de Herodes, não hesitará a pôr-se em viagem emigrando para o Egito (cf. Mt 2, 13-15). E depois, passado o perigo, reconduzirá a família para Nazaré, onde será o primeiro educador de Jesus, na sua infância e adolescência. José trazia no coração o grande mistério que envolvia Maria, sua esposa, e Jesus; homem justo que era, sempre se entregou à vontade de Deus e pô-la em prática.”

8. A MANJEDOURA

“O coração do Presépio começa a palpitar, quando colocamos lá, no Natal, a figura do Menino Jesus. Assim Se apresenta Deus, num menino, para fazer-Se acolher nos nossos braços. Naquela fraqueza e fragilidade, esconde o seu poder que tudo cria e transforma. Parece impossível, mas é assim: em Jesus, Deus foi criança e, nesta condição, quis revelar a grandeza do seu amor, que se manifesta num sorriso e nas suas mãos estendidas para quem quer que seja. O nascimento de uma criança suscita alegria e encanto, porque nos coloca perante o grande mistério da vida. Quando vemos brilhar os olhos dos jovens esposos diante do seu filho recém-nascido, compreendemos os sentimentos de Maria e José que, olhando o Menino Jesus, entreviam a presença de Deus em suas vidas.”

9. OS REIS MAGOS

“Tendo observado a estrela, aqueles sábios e ricos senhores do Oriente puseram-se a caminho rumo a Belém para conhecer Jesus e oferecer-Lhe de presente ouro, incenso e mirra. Estes presentes têm também um significado alegórico: o ouro honra a realeza de Jesus; o incenso, a sua divindade; a mirra, a sua humanidade sagrada que experimentará a morte e a sepultura [...] Os Magos ensinam que se pode partir de muito longe para chegar a Cristo: são homens ricos, estrangeiros sábios, sedentos de infinito, que saem para uma viagem longa e perigosa e que os leva até Belém (cf. Mt 2, 1-12). À vista do Menino Rei, invade-os uma grande alegria. Não se deixam escandalizar pela pobreza do ambiente; não hesitam em pôr-se de joelhos e adorá-Lo. Diante d’Ele compreendem que Deus, tal como regula com soberana sabedoria o curso dos astros, assim também guia o curso da história, derrubando os poderosos e exaltando os humildes.”

 

Leia na íntegra a Carta Apostólica Admirabile Signum do Papa Francisco clicando aqui.

 

Fonte: Carta Apostólica Admirabile Signum

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75º aniversário da morte de Santo Artêmides Zatti

No dia 15 de março, realizou-se a memória pelos 75 anos de falecimento do Santo Artêmides Zatti, que, após recuperar-se da tuberculose nos primeiros anos do século XX, manteve uma saúde excepcional, o que lhe permitiu enfrentar trabalhos pesados e contínuos, além de grandes sacrifícios, dedicando sua vida integralmente aos doentes e aos pobres. Somente seu ardente zelo pelo bem do próximo explica o esforço constante que suportou com serenidade e dedicação até aos últimos dias, quase sem jamais descansar. Seu declínio começou em 19 de julho de 1950, quando subiu numa escada encostada a uma parede do edifício para consertar tubulações de água. Ao tombar da escada, caiu de altura considerável, sofrendo lesões internas, ficando logo evidente a gravidade do acidente. Os médicos identificaram, como ele próprio compreendeu, uma doença latente que o impacto agravou, acelerando seus últimos dias. Surgiram os sintomas de um câncer terminal no fígado, que progrediu rapidamente e culminou em sua morte seis meses depois.Em 27 de fevereiro de 1951, a seu pedido, recebeu o Viático e a Unção dos Enfermos. A crônica da casa, de março de 1951, registra suas palavras: “Que belo morrer como salesiano e na Patagônia!”. Após a administração dos Sacramentos, a doença seguiu seu curso, e Zatti manteve sua serenidade e alegria, mesmo em meio a atrozes sofrimentos. Ele próprio redigiu para o Dr. Sussini o certificado de óbito: “O Dr. Antonio Sussini certifica que Artêmides Zatti, de 70 anos, domiciliado em Viedma, calle Gallardo s/n, filho de Luis Zatti e Albina Vecchi, naturalizado argentino, faleceu por insuficiência hepática no dia… às horas… no Hospital San José, conforme testemunho de quem o assistiu”.Em 13 de março, recebeu uma carta do Inspetor, P. Carlos Mariano Pérez, que lhe deixava algumas “comissões para o Céu”. Às 6h do dia 15 de março, entrou em agonia e faleceu às 6h30. O Diretor celebrou imediatamente a Missa. Segundo a tradição, a Crônica do colégio registra que o grande sino anunciou, pela manhã, sua subida ao Céu: um Coirmão a menos na Casa e um Santo a mais no Céu. O corpo de Zatti foi colocado em um caixão simples. O velório se estendeu por todo o dia e a noite, com a Capela cheia, do entardecer ao amanhecer. O funeral foi realizado no dia 16 de março, com intensa participação de Autoridades e População. A notícia de sua morte comoveu toda a Viedma e grande parte da Patagônia, transformando-se num verdadeiro plebiscito de reconhecimento por seus méritos, e de gratidão. A razão desse profundo envolvimento popular estava resumida na afirmação: “Era um santo!”.Cumpria-se, assim, a recomendação de Dom Bosco aos primeiros missionários salesianos enviados à Argentina: “Cuidem especialmente dos enfermos, das crianças, dos idosos e dos pobres, e ganharão a bênção de Deus e a benevolência dos homens”. Zatti, como o Bom Samaritano, acolheu na hospedaria de seu coração e no ‘Hospital San José’, de Viedma, os pobres, os enfermos e os rejeitados da sociedade. Em cada um deles, visitou a Cristo, cuidou de Cristo, alimentou Cristo, vestiu Cristo, hospedou Cristo e honrou a Cristo. Um médico do hospital testemunhou: “O único milagre que presenciei em minha vida foi o Sr. Zatti, pela extraordinária nobreza de caráter, pela dedicação ao próximo e pela paciência incomparável com os doentes”. Fonte: Salesianos SP

Sistema Preventivo e identidade formativa marcam segundo dia do encontro nacional de diretores salesianos

Os diretores das comunidades salesianas das seis inspetorias do Brasil aprofundaram, na terça-feira (10 de março), os debates sobre a nova Ratio (quarta edição), com ênfase no Sistema Preventivo e na identidade formativa salesiana. O segundo dia do Encontro Nacional de Diretores, realizado no Cecrei – Centro de Espiritualidade Cristo Rei, em São Leopoldo (RS), foi marcado pela continuidade das conferências do padre José Luis Plascencia Moncayo e por amplas ressonâncias dos trabalhos em grupo. Identidade, missão e formação No segundo dia de conferências, o padre José Luis retomou elementos centrais da Ratio a partir da identidade salesiana na Igreja, destacando o seguimento de Jesus Cristo como horizonte que unifica vocação, vida comunitária e missão. O sacerdote sublinhou que a formação nasce da consagração apostólica e se expressa na missão de ser, na Igreja, “sinais e portadores do amor de Deus aos jovens, especialmente os mais pobres”, enfatizando ainda a comunhão com leigos, jovens e membros da Família Salesiana como dimensão constitutiva da vida e da missão salesiana. Ao abordar a realidade juvenil contemporânea, destacou desafios como mudanças culturais aceleradas, secularização e impactos da cultura digital, insistindo na necessidade de olhar os jovens com os olhos de Deus e evitar generalizações. Também ressaltou que a formação acontece na missão e não apenas para ela, exigindo processos inculturados, contextualizados e vividos no cotidiano das comunidades. Ressonâncias dos grupos As partilhas dos grupos, realizadas pela manhã e retomadas à tarde, convergiram na compreensão do Sistema Preventivo como eixo da formação salesiana. A leitura dos parágrafos 62 a 65 da Ratio motivou reflexões sobre o Sistema Preventivo como espiritualidade e processo de renovação, mais do que método pedagógico. Entre os temas mais recorrentes estiveram a formação vivida na liberdade, sustentada pela graça e pelo amor; a centralidade do acompanhamento pessoal e do testemunho comunitário; e o papel do diretor como principal formador da comunidade no ordinário da vida. Também foram frequentes as referências à necessidade de fortalecer a formação permanente em diálogo com a formação inicial e de atualizar processos comunitários à luz dos desafios atuais. Celebração, espiritualidade e convivência A programação do dia incluiu a Missa presidida pelo padre Felipe Bauzière, inspetor da Inspetoria São Domingos Sávio, de Manaus. Os trabalhos foram concluídos com a oração do terço, dinamizado pela equipe da inspetoria São Pio X, de Porto Alegre. À noite, os participantes viveram um momento de convivência fraterna com apresentação cultural. Como o encontro ocorre no Rio Grande do Sul, o grupo acompanhou apresentações de música e dança gaúcha, encerrando o dia em clima de fraternidade e integração. Fonte: Eduardo Schmitz - Inspetorial de Comunicação, Inspetoria São Pio X

Diretores salesianos iniciam encontro nacional em São Leopoldo/RS

Diretores de comunidades salesianas das seis inspetorias do Brasil iniciaram, nesta segunda-feira (9 de março), o Encontro Nacional de Diretores de Comunidades Salesianas, no Cecrei – Centro de Espiritualidade Cristo Rei, em São Leopoldo (RS). O encontro segue até sexta-feira (13) e tem como tema central a nova Ratio, documento que orienta a formação salesiana na congregação. Responsável por conduzir o tema ao longo da semana, o padre José Luis Plascencia Moncayo, da Inspetoria Salesiana do México, destacou que a formação dos salesianos tem como horizonte “seguir Jesus e configurar-se a Ele, sobretudo por meio do estudo e do acompanhamento espiritual”. Formador no seminário teológico salesiano e professor no mesmo instituto, ele sublinhou que a nova Ratio não produz mudanças automaticamente. “Não é algo mágico, nem um documento que por si só realize mudanças”, afirmou. Segundo o sacerdote, o texto exige aplicação inteligente e criativa nas diferentes realidades, pois “a formação não é uma receita, mas uma arte que se adapta às situações”. Padre José Luis Plascencia Moncayo está trabalhando com os diretores em formatos variados de estudo do tema. A tarde do primeiro dia foi conduzida com momentos de exposição do assunto, tempo para reflexão pessoal e debate em grupos. A nova Ratio no contexto brasileiro Padre Cássio Rodrigo de Oliveira, coordenador da Comissão Nacional de Formação (CNF), explica que o tema responde a um caminho amadurecido ao longo dos últimos anos na congregação. Segundo ele, esse trabalho segue uma intencionalidade da congregação há cerca de 12 anos, marcada por um esforço contínuo de reflexão sobre a formação salesiana. O sacerdote acrescentou que a nova Ratio amplia a compreensão da formação, antes associada sobretudo à etapa inicial, e propõe uma cultura formativa permanente em diálogo com as mudanças nas realidades juvenis e pessoais. O coordenador também indicou frutos esperados do encontro. “Cada inspetoria, iluminada pela Ratio, poderá atualizar o plano inspetorial de formação e qualificar processos e projetos”, disse. Abertura e programação do primeiro dia A programação de abertura incluiu a Missa presidida pelo padre Ademir Ricardo, inspetor da Inspetoria São Pio X, palavras iniciais do padre Adalberto Domingos, inspetor da Inspetoria São João Bosco e referencial para formação, e momento de espiritualidade conduzidos pelo padre Mauricio Tadeu Miranda, vigário inspetorial da Inspetoria São Paulo. Na manhã de espiritualidade, padre Mauricio Miranda apresentou a reflexão “O serviço do diretor salesiano e a vida no Espírito”, destacando o serviço do diretor como chamado à animação espiritual e pastoral das comunidades. A proposta reforçou a compreensão do diretor como homem de comunhão, chamado a animar a comunidade religiosa e a comunidade educativo-pastoral à luz da espiritualidade salesiana. O primeiro dia de encontro foi concluído com a Adoração ao Santíssimo Sacramento, conduzida pelos salesianos da Inspetoria São Pio X, de Porto Alegre. Fonte: Eduardo Schmitz - Inspetorial de Comunicação, Inspetoria São Pio X

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