Presença Salesiana na segunda maior favela do Rio de Janeiro
17/10/2023

Presença Salesiana na segunda maior favela do Rio de Janeiro

Presença Salesiana na segunda maior favela do Rio de Janeiro

O padre Adenilson Rubim, membro da Congregação Salesiana, recentemente esteve em Roma para participar de um curso na Casa Geral de sua ordem religiosa. Em uma visita à Rádio Vaticano, ele compartilhou sua experiência na Paróquia, Escola e Oratório mantidos pelos Salesianos na Favela do Jacarezinho, no Rio de Janeiro.


Estima-se que mais de 100 mil pessoas morem no Jacarezinho, no Rio de Janeiro. Ela é considerada a segunda maior favela do Rio, ficando atrás somente do Complexo do Alemão. A população enfrenta vários problemas sociais, como a precariedade na saúde pública, a violência e a inexistência de educação pública que atenda a população. É neste cenário que os Salesianos se fazem presentes junto aos jovens.


A história da presença salesiana no Jacarezinho remonta à década de 1950, quando o padre salesiano Nelson Carlos Del Mônaco fez sua primeira visita à favela. Na ocasião, ele reconheceu que o trabalho dos salesianos poderia ser altamente produtivo, atendendo às necessidades da população. Com o apoio de alguns empresários, o padre Nelson iniciou um projeto que, em poucos anos, resultou na construção do prédio da Escola e da Paróquia. Essa paróquia é a única representação da Igreja Católica na região. A presença salesiana no coração do Jacarezinho leva o título de Obras Profissionais Santa Rita de Cássia, e se divide na Escola Alberto Monteiro de Carvalho e na Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora.


De acordo com o pároco, padre Adenilson, “viver inseridamente numa comunidade é viver de Milagres e de esperança. Nós que viemos de uma outra realidade estranhamos e nos incomodamos diariamente com uma realidade em que há muita ausência do Estado, de serviços que são essenciais, como a educação”. Ainda segundo o padre Adenilson o objetivo dos Salesianos é incentivar os jovens a enxergar para além das fronteiras de sua própria comunidade, proporcionando-lhes oportunidades para um futuro melhor.


Por: Inspetoria Salesiana São João Bosco, com informações de Boletim Salesiano Brasil

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Congresso sobre o Epistolário de Dom Bosco

No dia 12 de fevereiro de 2026, às 15h, na Casa Geral do Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora, em Roma, será realizada uma conferência por ocasião da conclusão da edição crítica sobre a correspondência de Dom Bosco, promovida pelo Instituto e pelo Centro de Estudos sobre as FMA da Pontifícia Faculdade de Ciências da Educação «Auxilium». "Epistolário de Dom Bosco e envolvimento feminino na missão educativa" é o tema do Congresso, que será aberto com a saudação da Madre Chiara Cazzuola, Superiora Geral do Instituto FMA, e de Dom Silvio Roggia, Conselheiro Geral para a Formação da Congregação Salesiana. Em seguida, haverá as intervenções dos palestrantes, moderadas pela Irmã Maria Luisa Nicastro, Secretária-geral do Instituto FMA: A influência da Virgem Maria no educador Dom Bosco – Profª. Piera Silvia Ruffinatto, FMA Dom Bosco e as Cooperadoras leigas – Profª. Eloisa De Felice, SSCC As Filhas de Maria Auxiliadora no Epistolário de Dom Bosco – Profª. Grazia Loparco, FMA Cartas de Dom Bosco a várias religiosas – Profª. Eliane Petri, FMA Intervenção do curador – Dr. Francesco Motto, SDB Na monumental correspondência de Dom Bosco, os destinatários são mais de mil, de todas as idades, origens e funções. As cartas revelam a intensa experiência do brilhante organizador, que se reconhece investido da tarefa de preparar meninos e meninas para a vida adulta, através da educação, sob a orientação de Maria, e para poder concretizá-la em grande escala, envolve muitas pessoas na mesma empreitada. Como ele bem sabe desde o início, os Salesianos não são suficientes para tal compromisso. Diante de uma situação sociorreligiosa que evolui com a gradual secularização, ele sente a urgência de defender os valores cristãos inalienáveis e, ao mesmo tempo, com realismo, criar as condições para formar pessoas à altura dos tempos. Se os governos estão se distanciando da Igreja, é necessário encontrar novos aliados na própria sociedade. São necessários religiosos, religiosas, leigos e leigas prontos a colaborar, cada um de acordo com a sua vocação e as suas possibilidades, com uma fé ativa, alma das práticas devocionais. Assim, num amplo horizonte de apostolado, ao longo do tempo multiplicam-se os colaboradores da obra salesiana: cooperadores e cooperadoras, representantes de instituições eclesiásticas e civis, amigos, benfeitores chamados a ajudar e cooperar na grande empreitada e, ao mesmo tempo, muito presentes nos pensamentos e nas orações de Dom Bosco. A experiência ensina-lhe que também as mulheres podem contribuir eficazmente para a obra da salvação, não mais apenas com a oração e a caridade, mas no apostolado irradiado e integrado nas famílias e na sociedade. E assim, mesmo sendo um homem e sacerdote do seu tempo, ele é influenciado por uma mentalidade tradicional, mas alia-se a muitas mulheres para uma caridade com um rosto moderno, promocional, voltada para salvar o presente e o futuro de muitos jovens. Dom Bosco tem, acima de tudo, uma ideia moderna da vida religiosa feminina, voltada para o objetivo urgente de educar as meninas das classes populares, com um estilo simples e familiar. Como fundador do Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora (FMA), que ele quis agregar à Congregação Salesiana como parte integrante do projeto educativo, pode-se supor que as cartas a elas enviadas foram mais numerosas do que as poucas que restaram, embora se admita que a comunicação devia ocorrer mais pessoalmente e por meio dos diretores por ele designados. De 4.682 cartas, na verdade, apenas uma porcentagem mínima é reservada às FMA. Em contrapartida, são mais numerosas as referências a elas quando escreve a interlocutores que pretende envolver na obra educativa, confirmando a sua ideia de que se tratava de uma única Congregação com dois ramos. Prestando atenção à componente feminina, a partir da inspiração mariana de toda a obra salesiana, questiona-se como a Virgem está presente na correspondência. Limitando então o estudo às interlocutoras da obra salesiana, que espaço reservou às mulheres, religiosas e Cooperadoras? Como Dom Bosco se comunicava com e sobre as FMA? Onde estava a novidade, em relação ao florescimento das congregações femininas contemporâneas? Em relação aos preconceitos comuns, como se mostrou disponível em ir além e até que ponto, tendo em vista o objetivo prioritário a alcançar? Estas são algumas das questões que irão alimentar o debate ao longo da conferência. Convite Cartaz Transmissão ao vivo Fonte: Instituto Filhas de Maria Auxiliadora 

Igreja celebra o Dia Mundial de Oração e reflete o Tráfico de Pessoas em 8 de fevereiro

A Igreja Católica celebra, no dia 8 de fevereiro de 2026, o Dia Mundial de Oração e Reflexão contra o Tráfico de Pessoas, uma data que convida fiéis de todo o mundo à oração, à conscientização e ao compromisso concreto no enfrentamento dessa grave violação da dignidade humana. A iniciativa coincide com a memória litúrgica de Santa Josefina Bakhita, religiosa sudanesa que foi vítima de tráfico humano ainda na infância e que se tornou símbolo de esperança, libertação e resistência diante das formas modernas de escravidão. Tema de 2026 destaca dignidade humana como fundamento da paz Com o tema “A paz começa com a dignidade: um apelo global para pôr fim ao tráfico de pessoas”, a edição de 2026 reforça a urgência de colocar a pessoa humana no centro das ações sociais, políticas e pastorais. A proposta dialoga com o magistério do Papa Papa Leão XIV, que tem reiterado que não pode haver paz verdadeira onde a dignidade humana é ferida, explorada ou mercantilizada. O tráfico de pessoas, que atinge especialmente mulheres, crianças, migrantes e populações em situação de vulnerabilidade, continua sendo uma chaga aberta na sociedade contemporânea, exigindo respostas que unam fé, justiça social e políticas públicas eficazes. Mobilização global une oração, reflexão e ação O Dia Mundial é promovido pela União Internacional das Superioras Gerais (UISG) e pela Union of Superiors General (USG), em colaboração com a rede internacional Talitha Kum, além de diversos organismos da Santa Sé e instituições parceiras. A programação de 2026 prevê uma semana de mobilização internacional, entre os dias 4 e 8 de fevereiro, com vigílias de oração, encontros formativos, ações com jovens e eventos presenciais e online, conectando comunidades de diferentes continentes. Entre os destaques estão a vigília de oração com velas em Roma, a peregrinação global de oração online — transmitida em vários idiomas — e a celebração eucarística no dia 8 de fevereiro, culminando com a oração do Angelus. Um chamado à consciência e ao compromisso Mais do que uma data comemorativa, o Dia Mundial de Oração e Reflexão contra o Tráfico de Pessoas é um chamado à conversão pessoal e comunitária. A proposta é unir espiritualidade e ação, incentivando paróquias, escolas, congregações religiosas e organizações sociais a reconhecer os sinais do tráfico humano e a atuar na prevenção, no acolhimento das vítimas e na promoção de uma cultura de paz e cuidado. Ao recordar Santa Josefina Bakhita, a Igreja reafirma que nenhuma pessoa pode ser reduzida a objeto e que o combate ao tráfico de pessoas é parte essencial da missão cristã em defesa da vida, da justiça e da dignidade de todos.   Com informações do site das Filhas de Maria Auxiliadora - FMA - Roma

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