Bibliotecários e os Desafios do Mundo Digital
12/03/2023

Bibliotecários e os Desafios do Mundo Digital

Bibliotecários e os Desafios do Mundo Digital

No dia 12 de março, anualmente, é comemorado o Dia do Bibliotecário, profissão que vai além da mera organização de uma biblioteca, contribuindo diretamente para a promoção da educação de qualidade no mundo, sendo este profissional um mediador valioso entre o usuário e a informação. Ao Bibliotecário competem tarefas como a preservação do acervo, catalogação e indexação de obras, além do incentivo à leitura, tornando-se um facilitador do acesso ao acervo da biblioteca. Para além de tudo isso, este profissional contribui diretamente para o progresso cultural do país. 

Para celebrar esta data, conheça algumas histórias de Bibliotecários e Bibliotecárias da Rede Salesiana Brasil que estão impactando positivamente a educação de crianças, adolescentes e jovens pelo país:

UNIVERSIDADE CATÓLICA DOM BOSCO, CAMPO GRANDE (MS)

“Muda-se o tipo de usuário, mas os desafios são os mesmos: construir pontes entre a informação e o pesquisador”

Mourâmise de Moura Viana é Bibliotecária na Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), em Campo Grande (MS), e comenta sobre o papel de sua profissão diante dos desafios atuais: “O nosso desafio continua o mesmo que é fazer com que haja ‘encontrabilidade’ da informação com o pesquisador independente do suporte. Estamos vivendo a explosão da informação, a internet está repleta de todo tipo de conteúdo, inclusive lixo eletrônico, e nós, profissionais bibliotecários, é quem temos os recursos técnicos para fazer a curadoria dessa vasta gama de informação”.

São diversas as histórias vividas no ambiente de uma biblioteca e o dia a dia sempre traz muitas surpresas que ficam na memória. Mourâmise traz um fato recente que ocorreu na biblioteca da UCDB neste último Dia da Mulhere: “Por ocasião do dia da mulher, recebemos um grande buquê de flores de uma ex-acadêmica que continuou estudando na biblioteca e sentiu vontade de expressar gratidão pelos nossos serviços. Ficamos todos bem emocionados e motivados com o gesto dela. Coisas assim acontecem recorrentemente nas bibliotecas, pesquisadores ficam extremamente felizes ao recuperar uma informação perdida no oceano informacional. Sou extremamente grata pela minha profissão, e tenho muito prazer em ser chamada de bibliotecária ou biblioteconomista. Muda-se o tipo de usuário, mas os desafios são os mesmos, construir pontes entre a informação e o pesquisador”, comenta.

Confira abaixo algumas ações que envolvem o trabalho da Bibliotecária Mourâmise na UCDB como, respectivamente, o projeto de escambo de literaturas que ainda está ativo; a visita técnica de acadêmicos de biblioteconomia de outra instituição e o lançamento do livro de um autor local:

     

INSPETORIA MADRE MAZZARELLO, BELO HORIZONTE (MG)

“O maior desafio da minha profissão é o reconhecimento. A maior alegria é contribuir para o processo de aprendizagem das pessoas e acompanhar seu desenvolvimento”

Em Minas Gerais, Daiane Campos Procópio é a Bibliotecária responsável pelo acervo histórico institucional da Inspetoria Madre Mazzarello, pertencente às Irmãs Salesianas do Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora (FMA), e suas presenças localizadas nos estados de Mato Grosso, Goiás, Tocantins, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e no Distrito Federal.

Mesmo diante dos desafios da era digital, Daiane vê com otimismo a aliança de sua profissão com as ferramentas atuais: “A tecnologia é uma poderosa aliada do bibliotecário, pois não só auxilia na execução de nossas tarefas, mas no alcance e acesso a ferramentas e fontes relevantes para os usuários”, comenta. Mas também traz um ponto de atenção: “Atualmente, é possível ter acesso a uma grande quantidade de informações na internet, o que dificulta para o usuário a identificação de informações verdadeiras e de credibilidade. Desta forma, o bibliotecário atua também como um profissional apto a selecionar as fontes e informações precisas que auxiliarão os usuários em suas demandas informacionais”, completa.

Sobre as dores e alegrias de sua profissão, Daiane diz: “O maior desafio da minha profissão é o reconhecimento. A maior alegria é contribuir para o processo de aprendizagem de pessoas e acompanhar seu desenvolvimento acadêmico e profissional” e traz uma história inusitada sobre a visita de um estudante à Biblioteca Inspetorial: “Eu gosto muito de trabalhar com o público infanto-juvenil, pois eles são curiosos e fazem muitas perguntas. Atualmente, eu trabalho em uma biblioteca especializada, voltada para as necessidades informacionais da instituição, não tendo como público-alvo o atendimento de alunos. Mesmo assim, certo dia, um aluno entrou na biblioteca e perguntou se esta era uma “biblioteca antiga”. Achei muito engraçada a observação dele, pois, diferente da biblioteca do colégio onde ele estuda que possui computadores e recursos digitais, esta está voltada para a preservação do acervo institucional. Possivelmente, ele observou que a biblioteca não se parecia com a biblioteca que ele frequentava, com diversos recursos tecnológicos, e concluiu que esta era uma ‘biblioteca antiga’”.

INSTITUTO NOSSA SENHORA AUXILIADORA (INSA), SÃO PAULO (SP)

“Expresso aqui minha alegria quando enxerguei, no brilho do olhar das crianças, a presença da imaginação”

Em São Paulo (SP), a Bibliotecária Vera Lúcia Ventura de Azevedo é a responsável pelo acervo do Instituto Nossa Senhora Auxiliadora (INSA). Sobre sua profissão, comenta que, o Bibliotecário “é o profissional que permite às bibliotecas o englobamento desta nova era digital sem perder o papel primordial de formar e expandir o conhecimento”.

No INSA, Vera também comanda atividades com os estudantes, contribuindo diretamente para o seu desenvolvimento integral. “Foi aqui no INSA que foi solicitado para contar histórias para nossos queridos alunos. Me vesti da personagem Emília, do Sítio do Pica Pau Amarelo, e foi um aprendizado muito importante, brinquei e me diverti com traquinagens da personagem. Os alunos ficaram muito felizes e, até hoje, não sabem que fui eu quem fez a personagem Emília”, comenta Vera que também salienta que esta troca é uma de suas maiores alegrias na profissão: “Minha maior alegria é ter o feedback de nossos interagentes e saber que eles conseguiram ser bem-sucedidos a partir do serviço, produto oferecido. Expresso aqui minha alegria quando enxerguei, no brilho do olhar das crianças, a presença da imaginação e a viagem ao mundo de Monteiro Lobato”.

 

INSPETORIA SALESIANA DE NOSSA SENHORA AUXILIADORA - BIBLIOTECA E ARQUIVO INSPETORIAL, SÃO PAULO (SP)

“Em época de Fake News, ensinar ao usuário fontes de informações confiáveis e como identificá-las, para mim, é um dos papéis essenciais do bibliotecário”

Em São Paulo, Cláudia Cristina Trindade Martins é a Bibliotecária responsável pelo acervo da Biblioteca e Arquivo Inspetorial da Inspetoria Salesiana de Nossa Senhora Auxiliadora, pertencente aos Salesianos de Dom Bosco (SDB), e suas presenças localizadas no estado de São Paulo.

“Não é difícil de notar porque o bibliotecário agora é chamado de ‘Profissional da Informação”. Nosso objeto de trabalho é a informação e, na era digital, ela é abundante, por isso, nosso trabalho só expandiu e modernizou”, comenta Cláudia, otimista com os desafios do mundo atual. “Em época de Fake News, ensinar ao usuário fontes de informações confiáveis e como identificá-las, para mim, é um dos papeis essenciais do bibliotecário. Percebo que o usuário de hoje só se desloca para vir até a biblioteca em casos específicos, mas ele encontra quase toda a informação que busca digitalmente, e isso só é possível por causa do trabalho de curadoria que o bibliotecário faz”, completa.

Mesmo com o avanço cada vez mais rápido das tecnologias, Cláudia acredita que elas, quando utilizadas de forma correto, podem ser aliadas dos bibliotecários no fortalecimento da educação. “Acredito que o trabalho humano e personalizado do Bibliotecário seja seu diferencial, alinhado com as ferramentas tecnológicas certas, nosso trabalho pode abrir lindos caminhos ao usuário. Apesar das diversas áreas de atuação, para um profissional bem preparado, ainda acredito que o fomento à leitura, à pesquisa acadêmica e científica, ainda é o mais importante para mim como profissional”, comenta. “Acredito que nosso maior desafio é buscar esse reconhecimento e valorização, inclusive existem muitas Bibliotecas escolares por aí sem um profissional capacitado, cito as escolares pois são elas que formam a base do leitor, do estudante, do pesquisador, o incentivo à leitura e o reconhecimento profissional começa nela”, completa Cláudia.

Em sua trajetória, Cláudia relembra uma história inusitada que viveu enquanto trabalhava em uma biblioteca universitária: “Apesar do silêncio solicitado para não atrapalhar os estudos dos usuários, existia alunos que, no intervalo das aulas, levavam um cabideiro (arara) de rodinhas com roupas para vender bem no meio das mesas. Era surreal ver o povo atravessando a biblioteca com ele como se fosse em um shopping, bem no meio de todo mundo lendo. Era uma verdadeira feira! Era difícil controlar, pois, nessa biblioteca, o silencio não exista. Era o point para emprestar livros e reunir a galera, então as vendas de roupas rolavam soltas. Eu ria de desespero”.

Mesmo com os desafios, Cláudia comenta o quanto ama a profissão que escolheu: “Escolhi ser bibliotecária inicialmente por meu amor à leitura e aos livros, mas, hoje, minha satisfação profissional vai muito além. Já estive em muitos ambientes de trabalho ao longo desses anos, mas, atualmente, na Biblioteca e Arquivo Inspetorial dos Salesianos, é como mergulhar no mundo da Salesianidade: História dos antigos, livros centenários, fotos históricas, publicações dos SDB, enfim, é bem impactante perceber como eles foram pioneiros em diversos aspectos no início do século, principalmente na educação dos jovens. Fico feliz em poder ajudar a desvendar mais sobre essa história”.

COLÉGIO MARIA AUXILIADORA, RECIFE (PE)

“A biblioteca é um laboratório de possibilidades”

Em Recife, Paula Wivianne Quirino dos Santos está à frente da Biblioteca do Colégio Maria Auxiliadora e comenta um pouco sobre as dores e alegrias da sua trajetória como Bibliotecária: “Acredito que a maior alegria é perceber o quanto os alunos adoram estar na biblioteca. Isso mostra que o trabalho que faço vem tendo resposta positiva. O desafio é mudar a mentalidade de muitos que ainda veem a biblioteca como depósito de objetos e coisas velhas. A biblioteca é um laboratório de possibilidades que precisa ter recursos tecnológicos, pois, caso contrário, não faz sentido estar inserida em um ambiente digital. Estaríamos fadados ao passado”.

Paula também traz como um ponto importante a localização das bibliotecas dentro das escolas: “Precisamos lembrar que os espaços gerais de acesso devem estar visíveis e sinalizados na escola. Bibliotecas devem estar sempre nos pisos térreos para facilitar o acesso e a acessibilidade. Além de serem setores com muito peso e com uma frequência diária, também devem estar próximos a sanitários. Nós não sabemos das especificidades dos outros, mas podemos demonstrar empatia e respeito através dos nossos espaços e ambientes de trabalho”, aponta.

Ao lembrar de histórias passadas em bibliotecas, Paula conta que uma vez presenciou um choque de gerações: “Eu sempre coloco tapetes emborrachados para os alunos deitarem e lerem algo. Em um certo dia, eu estava atendendo uma mãe e, no mesmo momento, um aluno pegou o emborrachado arrastou até a frente da prateleira, pegou alguns gibis e ficou ali mesmo, lendo deitadinho. A mãe perguntou se aquilo podia, pois, na época dela, jamais seria possível, uma vez que o acervo era fechado e não dava acesso ao leitor, fora que o comportamento era outro. Eu disse que podia, afinal de contas ele só estava lendo de frente para a estante. Então, ela não acreditando, foi lá perguntar ao aluno se ele estava bem, e ele respondeu que sim e ainda perguntou se ela queria espaço para ler algum gibi também. Na hora, ela olhou para mim e sorriu e eu ri de volta com aquela expressão de: "Isso é normal!".

  

INSPETORIA SALESIANA SÃO DOMINGOS SÁVIO E FACULDADE SALESIANA DOM BOSCO, MANAUS (AM)

“Vejo o bibliotecário como o profissional que defende vigorosamente a liberdade intelectual e a igualdade de acesso à informação”

“Ao contrário do que muitos dizem, bibliotecas não deixarão de existir. Digo que o uso da tecnologia está contribuindo cada vez mais para que todos possamos ter acesso à informação de qualidade e, por trás de todos esses processos, o bibliotecário é o agente responsável por organizar e disseminar a informação de maneira técnica e padronizada ao seu público. Costumo dizer que o profissional bibliotecário sempre será um mediador e incentivador no processo educacional. Vejo o bibliotecário como o profissional que defende vigorosamente a liberdade intelectual e a igualdade de acesso à informação”, comenta Danielle de Paula da Silva, Bibliotecária da Faculdade Salesiana Dom Bosco, em Manaus (AM), pertencente à Inspetoria Salesiana São Domingos Sávio.

Como bibliotecária de uma faculdade, Danielle conta que, no início do ano letivo, a biblioteca recebe muitos calouros e as pérolas começam a fluir. Na ocasião, faz memória de uma situação engraçada: “Estava eu focada no atendimento dos alunos, tirando dúvidas e explicando onde estavam os livros na estante. Chegou uma aluna e disse que gostaria de um livro de metodologia. Expliquei a ela que o livro estava no final do corredor e nisso ela saiu da biblioteca. Eu pensei: ‘acho que ela esqueceu o documento para conseguir fazer o empréstimo’ e continuei o atendimento normal. Não demorou muito a aluna retorna à biblioteca com a seguinte frase: ‘não achei o livro’. Olhei pra ela e perguntei: ‘você tem certeza que foi no corredor verificar o livro?’ E expliquei que, no final do corredor, tem um paredão com livros de metodologia que ela estava solicitando, e convidei-a para ir comigo pegar. Foi quando ela soltou a informação de que o corredor que ela foi verificar o livro era o corredor da entrada da faculdade”. Depois do ocorrido, Danielle comenta que é difícil segurar o riso toda vez que lembra da história.

COLÉGIO SALESIANO BOM BOSCO, PARNAMIRIM (RN)

“Perceber que o meu fazer diário de alguma forma também se estende ao ambiente familiar me abriu um sorriso”

Krishna Lima Ribeiro, mais conhecida como tia Kris, atua há 11 anos no meio educacional. A frente da Biblioteca do Colégio Salesiano Dom Bosco, em Parnamirim (RN), comenta que o papel do bibliotecário vai muito além de apenas organizar o acervo: “O bibliotecário escolar precisa estar envolvido em todos os processos de estimular, coordenar e executar atividades com o propósito de criar situações e ambientes que instiguem os alunos a desenvolver o gosto pela leitura. Num país onde a média de leitura anual é de quatro livros, ver crianças ultrapassando essa meta em duas ou três vezes em apenas 1 mês de leitura nos mostra que estamos no caminho certo”.

Em sua carreira, Krishna comenta que “o maior desafio de um bibliotecário escolar é fazer com que todos reconheçam a biblioteca como um espaço imprescindível para o desenvolvimento e promoção da leitura e da aprendizagem como um todo”, e faz memória de um momento que a marcou como profissional: “Outro dia estava em minha sala e vi uma mãe à procura de saber quem era a tia Kris que a filha dela tanto brincava e fazia de conta em ser. Prontamente me coloquei à disposição e qual foi a minha surpresa quando ela veio contar que fazia semanas que todos os dias a filha brincava de ser bibliotecária em casa, contando histórias para suas bonecas e inserindo a família nessa ‘brincadeira de bibliotecária’. Perceber que o meu fazer diário de alguma forma também se estende ao ambiente familiar me abriu um sorriso e tornou ainda mais importante cada história contada, é como uma sementinha que vamos plantando e ficamos à espera que gerem bons frutos”.

  

INSTITUTO NOSSA SENHORA DE LOURDES, GRAVATÁ (PE)

“Pessoas críticas e conscientes do seu papel na sociedade devem passar pelas bibliotecas”

Mesmo na era digital, o Bibliotecário Jonas Amador da Silva, acredita que as novas tecnologias não vão tirar o protagonismo dos profissionais de biblioteconomia. “O bibliotecário não perde o seu valor em tempos de mundo digital, apenas acrescentam-se novas funções ao seu trabalho”, comenta.

Jonas aponta que sua maior alegria dentro desta profissão é trabalhar com a informação e a cultura, sendo uma ponte entre os alunos e o mundo literário. “As bibliotecas são lugares de múltiplas funções, são também lugar de debates e diálogos e deve ser sempre um lugar aberto de fala para todos e todas, onde se aprende o respeito às diversidades. Em resumo, pessoas críticas e conscientes do seu papel na sociedade devem passar pelas bibliotecas”.

Sobre uma parte do acervo que está sob sua responsabilidade, Jonas comenta um fato curioso: “Temos um acervo histórico de slides antigos e fitas K7 que, quando estão em contato com as novas gerações, alguns não sabem do que se trata, ocasionando uma situação engraçada entre o choque de gerações”.

  

COLÉGIO E FACULDADE DOM BOSCO, PORTO ALEGRE (RS)

“Se em uma época a bibliotecária era responsável pela guarda e conservação das obras, a mesma serve hoje para disseminar a informação”

Mesmo em um mundo cada vez mais digital, Priscila de Queiroz Macedo, bibliotecária do Colégio e Faculdade Dom Bosco, em Porto Alegre (RS), acredita que sua profissão não perde o valor: “É necessário ter a pessoa adequado para organizar a informação. Eu sempre gosto de comparar que, mesmo com a invenção do aspirador, a vassoura não ficou de lado. O mesmo serve para os livros, mesmo com os e-books, os físicos seguem sendo usados e, para ambos, há a necessidade de uma pessoa capacitada para esse serviço. Se em uma época a bibliotecária era responsável pela guarda e conservação das obras, a mesma serve hoje para disseminar a informação. Porém, acredito que hoje, um ponto crucial é o combate a fake news, algo que, até pouco tempo não era tão mencionado, mas que de uns cinco anos para cá se faz mais que necessário este profissional de gestão da informação”.

Priscila comenta que, na sua visão, o maior desafio hoje é ter mais profissionais atuando, principalmente dentro do ambiente escolar. “No Brasil, o número é baixo de profissionais atuando em escolas, principalmente públicas, mas a minha maior alegria é poder trabalhar com a transformação social e informacional”, diz a bibliotecária que, ao lidar com o público infantil em sua carreira, faz lembrança de um comentário muito inocente: “Hoje mesmo escutei de uma criança que o lugar preferido na escola dela é a biblioteca, mas só depois dos lugares de comer. Lidar com essa inocência é sempre algo lindo de vivenciar”, comenta Priscila.

A Rede Salesiana Brasil parabeniza cada um de seus bibliotecários e bibliotecárias que atuam nas Inspetorias, Escolas, Obras Sociais e Instituições de Ensino Superior, por sua contribuição transformadora e imprescindível para a formação integral dos(as) estudantes salesianos.

Fonte: Equipe de Comunicação da Rede Salesiana Brasil

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Rede Salesiana Brasil Conclui Ciclo Nacional do ENARSE/ENEL Regional em Belo Horizonte

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Ao final do evento, retornamos com um olhar mais sistêmico, comprometidos em fortalecer a comunicação, estabelecer prioridades e aperfeiçoar os processos de gestão, dando continuidade à nossa missão educativa e evangelizadora.”  Fernanda Alvarenga  Diretora Pedagógica do Instituto Maria Imaculada, Barbacena (MG)    “A minha participação foi muito importante para trocar experiências, conhecer novas ideias e aprender com os profissionais de outros colégios. Eu saio do encontro muito inspirada e com expectativa de aplicar esses aprendizados no dia a dia, na comunicação.” Julia Mara Bruno  Analista de Comunicação do Colégio Dom Bosco Araxá (MG)   “As decisões estratégicas da escola passam, inevitavelmente, pela gestão pedagógica. Por isso, é fundamental que nós, diretores, estejamos presentes em eventos como o ENARSE, que permitem a troca de experiências e a reflexão sobre as práticas educativas. Agradeço à RSB pela oportunidade. Saio daqui renovado, ansioso por colocar as ideias discutidas em prática.”  Luciano Carielo Lima Diretor Pedagógico do Colégio Salesiano BH   “Esse encontro que nós tivemos foi muito proveitoso. Nós chegamos cheios de expectativas e foram todas atendidas. Pudemos passar um pouco da nossa experiência e absorver muita coisa das equipes das outras escolas. Parabéns mais uma vez e muito obrigado.”  Murilo Geraldo Teixeira Araújo Coordenador Administrativo e Financeiro do Colégio Salesiano Dom Bosco Araxá (MG)   “O ENARSE regional reforçou a importância da Pastoral como garantia da Sustentabilidade Carismática e como elemento integrador da Missão Educativa Salesiana em todas as dimensões. Um momento rico de escuta, partilha e troca de experiências referentes à caminhada das escolas. O Encontro foi concluído com bastante esperança e sonhos referentes à ação pastoral e estratégias que fortaleçam o trabalho realizado em cada comunidade educativa. Assim, seguimos comprometidos com uma educação pautada nos valores do Evangelho e do Carisma Salesiano com a consciência de que toda Comunidade Educativa é uma Comunidade em Pastoral.”  Ir. Ana Maria Cordeiro Coordenadora da Pastoral Juvenil Inspetorial - Inspetoria Madre Mazzarello   Missão Cumprida em Rede A finalização da etapa de Belo Horizonte encerra uma rota de sucesso que mobilizou de forma inédita as lideranças escolares salesianas de norte a sul do Brasil. O ENARSE/ENEL regional de 2026 despede-se com a certeza de que a união entre profissionalismo técnico e fidelidade ao carisma de Dom Bosco e Madre Mazzarello fortalece a identidade das escolas salesianas como ambientes de excelência humana e pedagógica. Para rever fotos, conferir os melhores momentos e acompanhar os desdobramentos práticos deste marco na educação salesiana, continue acompanhando as atualizações nos perfis oficiais da Rede Salesiana Brasil (@redesalesianabr). 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Intercambistas da Rede Salesiana Brasil iniciam experiência acadêmica em Cambridge e fortalecem projeto de internacionalização da educação salesiana

Primeiro dia de atividades reúne aprendizagem ativa, integração multicultural e imersão na língua inglesa, consolidando a parceria internacional da Rede Salesiana Brasil com Cambridge A internacionalização da educação salesiana ganhou mais um importante capítulo nesta semana. Os estudantes da Rede Salesiana Brasil que participam do Intercâmbio Internacional em Cambridge, no Reino Unido, iniciaram oficialmente a programação acadêmica da experiência, vivendo um primeiro dia marcado pela aprendizagem colaborativa, pela convivência multicultural e pela imersão na língua inglesa. Após a realização da prova de nivelamento, os intercambistas participaram do processo de induction, etapa que apresenta a dinâmica da instituição, orienta os estudantes sobre a rotina acadêmica e prepara o grupo para a vivência internacional. Em seguida, tiveram início as primeiras aulas de inglês, desenvolvidas a partir de metodologias ativas que colocam o estudante no centro do processo de aprendizagem. Mais do que aprimorar a fluência no idioma, a proposta pedagógica estimula a colaboração, a comunicação, a resolução de problemas e o protagonismo dos estudantes, aproximando-os das práticas educacionais adotadas em instituições de referência mundial. Educação que ultrapassa a sala de aula A programação do intercâmbio vai além do ensino formal da língua inglesa. Ao longo do dia, os estudantes participaram de atividades artísticas, jogos colaborativos e dinâmicas recreativas que favoreceram a integração entre os participantes e incentivaram o uso do inglês em diferentes contextos de convivência. Essa metodologia amplia as oportunidades de aprendizagem ao permitir que o idioma seja vivenciado de forma natural, em situações reais de comunicação, fortalecendo competências socioemocionais como autonomia, criatividade, empatia e trabalho em equipe. Uma experiência verdadeiramente internacional Um dos momentos mais significativos da jornada foi o encontro com estudantes de diferentes nacionalidades. Jovens provenientes de países como Rússia, Guatemala, Argentina, Turquia e outras partes do mundo passaram a compartilhar os mesmos espaços de aprendizagem e convivência, promovendo um rico intercâmbio de culturas, experiências e perspectivas. Essa vivência multicultural representa um dos principais diferenciais do programa de internacionalização desenvolvido pela Rede Salesiana Brasil. Ao conviver com diferentes idiomas, costumes e realidades, os estudantes ampliam sua visão de mundo e desenvolvem competências essenciais para atuar em uma sociedade cada vez mais conectada e global. Rede Salesiana Brasil fortalece sua atuação internacional A experiência em Cambridge integra a estratégia de internacionalização da Rede Salesiana Brasil, construída em parceria com a Cambridge, uma das mais reconhecidas instituições de educação e ensino da língua inglesa no mundo. Mais do que oferecer uma oportunidade de intercâmbio, a iniciativa reafirma o compromisso das escolas salesianas com uma educação de excelência, capaz de integrar formação acadêmica, desenvolvimento humano e experiências internacionais que preparam os jovens para os desafios do século XXI. Ao investir em parcerias internacionais e proporcionar experiências educacionais em ambientes multiculturais, a Rede Salesiana Brasil fortalece sua posição como referência na formação de cidadãos globais, conectando o carisma educativo de Dom Bosco e Madre Mazzarello às demandas de um mundo em constante transformação. Com as primeiras aulas concluídas, os estudantes seguem agora uma programação que combina formação linguística, atividades culturais e vivências acadêmicas em Cambridge, consolidando uma experiência que certamente marcará sua trajetória pessoal, acadêmica e profissional.

Belo Horizonte Acolhe Última Etapa Regional do ENARSE/ENEL 2026

Início da nona etapa em Minas Gerais coroa ciclo inédito de encontros presenciais da Rede Salesiana Brasil, reunindo gestores das Inspetorias Madre Mazzarello e São João Bosco. Teve início nesta terça-feira (07) a nona e última etapa regional do Encontro Nacional das Escolas Salesianas (ENARSE) e Encontro Nacional de Ecônomos Locais (ENEL). Sediada em Belo Horizonte (MG), esta rodada de encerramento coroa um percurso formativo inédito e descentralizado que, pela primeira vez, percorreu presencialmente nove estados do Brasil, mobilizando as lideranças em prol de uma gestão integrada e colaborativa. O encontro cumpre as diretrizes do Plano Integrado de Formação 2026 da Rede Salesiana Brasil (RSB) e reúne gestores, diretores, ecônomos e responsáveis pela comunicação da Inspetoria Madre Mazzarello e da Inspetoria São João Bosco. A organização é fruto do trabalho articulado entre as Coordenações Inspetoriais e o Escritório Nacional da RSB, contando com a assessoria metodológica do Dr. Ricardo Mariz. Início das Atividades e Alinhamento Estratégico O primeiro dia do evento foi marcado pela abertura oficial, espaço em que foram apresentados os objetivos gerais desta etapa e o balanço do percurso da consultoria em toda a Rede. O foco central dos trabalhos é proporcionar o aprofundamento do estudo do Caderno 6 do Currículo da RSB (Parâmetros Institucionais de Qualidade Educacional), fornecendo ferramentas teóricas e práticas para a elaboração de planos de melhoria contínua nas escolas. Ainda na parte da manhã, os participantes acompanharam a palestra de formação "O Contexto da Sociedade e a Necessidade de Mudança na Educação (Ciclo de Melhorias)", seguida pelo painel técnico "Indicadores como Pontos de Observação para a Ação Estratégica". O bloco formativo demonstrou como dados concretos devem guiar as decisões administrativas e pedagógicas das instituições salesianas. Trabalho Prático e Coesão em Cinco Dimensões Durante a tarde, o público do encontro dividiu-se em salas de trabalho dedicadas às cinco dimensões essenciais que estruturam os parâmetros de qualidade da RSB. Cada escola da Rede pôde enviar até cinco representantes para cobrir, de forma sistêmica, as seguintes áreas: Liderança (Diretores Institucionais/Gerais) Gestão Pedagógica (Diretores Pedagógicos) Pastoral Escolar e Acompanhamento Educacional (Coordenadores de Pastoral) Comunicação (Coordenadores/Responsáveis da Comunicação) Gestão de Recursos e Sustentabilidade (Diretores, Coordenadores Administrativos, Financeiros e Ecônomos) A primeira parte das atividades práticas foi dedicada à partilha do vivido dentro de cada realidade escolar e à exposição dos indicadores previamente selecionados. Logo em seguida, os grupos debateram as convergências regionais e iniciaram a pactuação dos três indicadores-síntese de cada dimensão, registrando os achados que serão apresentados amanhã na plenária geral. A Voz dos Participantes “O ENARSE Regional tem sido um momento de muita riqueza, de muita troca de experiências, de partilha e, sobretudo, de entrelaçar mais as equipes, porque nós estamos trabalhando as dimensões e isso fortalece a Inspetoria, fortalece as escolas, as equipes e fortalece também a Rede Salesiana. O nosso objetivo, acima de tudo, é cuidar das nossas equipes para que a gente possa ser mais assertivo na missão em cada unidade educativa, para que a gente possa chegar à realidade dos nossos estudantes, das nossas famílias, dos nossos professores e colaboradores. Enfim, envolver todos, cada vez mais, nessa missão que é uma riqueza! 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Então, o evento é relevante para poder gerar essa interseção entre essas áreas, que são tão relevantes, e faz com que a gente também conheça outras realidades e consiga afunilar naquilo que é comum e mais eminente de ser trabalhado, para ser desenvolvido.” Paulo Rogedo Gerente de Escolas da Inspetoria São João Bosco   A Preparação para o Encerramento de uma Jornada Nacional Com o início dos trabalhos na capital mineira, a RSB se aproxima da conclusão desta jornada geograficamente histórica de formação. O encerramento definitivo do ENARSE/ENEL regional acontecerá nesta quarta-feira (8), dando mais um passo na construção colaborativa da Matriz Nacional de Indicadores que guiará o futuro da educação salesiana no país. Para conferir fotos exclusivas, vídeos e acompanhar os bastidores desse encerramento em tempo real, siga os perfis oficiais da Rede Salesiana Brasil (@redesalesianabr). Por Janaina Lima, com apoio da equipe de Comunicação da Rede Salesiana Brasil

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