Dia do Professor: A Celebração da Missão de Educar e Transformar Vidas 
15/10/2024

Dia do Professor: A Celebração da Missão de Educar e Transformar Vidas 

Dia do Professor: A Celebração da Missão de Educar e Transformar Vidas 
Foto: Rede Salesiana Brasil 

No dia 15 de outubro, o Brasil celebra o Dia do(a) Professor(a), data que homenageia aqueles que têm o nobre ofício de ensinar e formar cidadãos. A origem da celebração remonta a 15 de outubro de 1827, quando Dom Pedro I, Imperador do Brasil baixou um Decreto Imperial que criou o Ensino Elementar no país. Pelo decreto, “todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras”. Basicamente, o novo decreto tratava da descentralização do ensino, do salário dos professores, das matérias básicas que todos os alunos deveriam aprender e até sobre como os professores deveriam ser contratados.

No entanto, embora a iniciativa de Dom Pedro I tenha sido um marco importante na história do país, somente 120 anos após a publicação do decreto houve a primeira comemoração voltada aos professores. Em 1947 o professor paulista Salomão Becker, teve a ideia de transformar a data em feriado e iniciou a tradição de homenagear os professores no dia 15 de outubro. 

No contexto da Rede Salesiana Brasil (RSB), o papel do professor vai além da sala de aula. Os educadores salesianos não só ensinam, mas também acolhem e formam integralmente as juventudes, guiando cada estudante no desenvolvimento de seu Projeto de Vida.

O DIFERENCIAL DO PROFESSOR SALESIANO
Na pedagogia salesiana, inspirada por São João Bosco e Santa Maria Domingas Mazzarello, a “educação é coisa do coração”. Assim, o professor salesiano se destaca por seu acolhimento, sempre criando um ambiente de confiança e respeito, onde os estudantes sentem-se valorizados e motivados a alcançar seus objetivos. Essa abordagem humana e próxima fortalece o vínculo entre professores e estudantes, promovendo não apenas o aprendizado, mas também o crescimento pessoal e espiritual.

Os jovens estudantes salesianos são protagonistas de suas próprias histórias e os professores atuam como mediadores e guias, ajudando os estudantes a descobrirem suas potencialidades, desenvolverem seus talentos e construírem seus próprios caminhos. O compromisso dos educadores salesianos não se limita ao conteúdo acadêmico, eles buscam promover a formação integral dos jovens, incentivando-os a pensar criticamente, a serem solidários e a estarem preparados para enfrentar os desafios do mundo contemporâneo.

FORMAÇÃO CONTINUADA E COMPROMISSO COM A EXCELÊNCIA
A Rede Salesiana Brasil entende que o mundo está em constante mudança, e, por isso, está ativamente dedicada à formação continuada de seus professores. Durante todo o ano, são promovidos cursos, certificações, encontros e eventos formativos com o objetivo de manter as equipes educativas atualizadas e preparadas para os desafios atuais.

Os professores da RSB participam de formações que abordam desde o uso de novas tecnologias até práticas pedagógicas inovadoras, sempre alinhadas com os valores salesianos. Além disso, a RSB investe na qualificação e capacitação pedagógica, buscando garantir que a educação salesiana continue sendo referência em qualidade e inovação.

Essa dedicação à formação continuada reflete o compromisso da Rede com a transformação do mundo por meio da educação. A RSB acredita que uma educação de qualidade é o caminho para preparar os jovens para os desafios sociais, econômicos e culturais do presente e do futuro. Dessa forma, os educadores salesianos tornam-se agentes de mudança, contribuindo para uma sociedade mais justa, solidária e comprometida com o bem comum.

Neste Dia do Professor, a Rede Salesiana Brasil parabeniza e agradece a todos os educadores salesianos que, com dedicação e amor, fazem a diferença na vida de milhares de jovens, transformando sonhos em realidade e preparando protagonistas para o futuro.

Escrito por Janaína Lima, Analista de Comunicação da Rede Salesiana Brasil / Fotos: Rede Salesiana Brasil

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Educar com sentido: valores que formam e transformam vidas

Celebrado no último sábado (24/01), o Dia Internacional da Educação constitui um convite permanente à reflexão sobre o papel da educação na formação humana e cristã, à luz do carisma salesiano inspirado por Dom Bosco. Nesse espírito, convidamos à leitura do artigo do padre Anselmo Nascimento, SDB. ‍Educar com sentido: valores que formam e transformam vidas ‍“O momento fundamental da formação permanente do professor é a reflexão crítica sobre a prática”[1]. Paulo Freire Fazer educação hoje exige mais do que domínio pedagógico, competências digitais ou sensibilidade social. Exige, antes de tudo, consciência. Consciência de tempo histórico, de vocação educativa e de identidade carismática. Como Rede, somos convocados a assumir “valores que formam, educação que transforma”. Isso  não é apenas um slogan comunicacional; é uma tomada de posição pedagógica, ética e espiritual para quem busca unir forças para muito além dos resultados acadêmicos e desempenho técnico. Somos convocados a formar pessoas inteiras, capazes de ler a realidade com espírito crítico, agir com responsabilidade e viver com sentido. Onde há valores sólidos, há uma transformação verdadeira. O eixo que sustenta nossa prática educativa é a escuta. Escutar Deus, escutar os jovens, escutar a realidade. Não uma escuta passiva, mas uma escuta que gera discernimento, escolhas responsáveis, compromisso com o bem comum e ousadia educacional. Aqui, na qualidade de educadores, se torna fundamental lembrar o dito de Jesus sobre não sermos servos dele, mas sim amigos (Jo15,15). Fazendo aquilo que Ele nos diz, com as competências que temos, seremos capazes de colaborar com algo que é maior que nós. 1. O tempo histórico Educar, hoje, é um ato de ousadia e esperança; não educamos em abstrato, nem para um mundo idealizado. Educamos no Brasil real: fragmentado, marcado por transformações culturais aceleradas, fragilidade institucional, hiperconexão e crise de sentido entre os jovens, polarizações ideológicas e uma dinâmica que forma mais consumidores do que sujeitos. É neste chão histórico concreto que a missão educativa se atualiza e se renova. Não podemos ser apenas “funcionários da educação”; somos chamados a ser presença significativa, mediador de sentido e testemunha coerente de uma educação que gera liberdade e fraternidade. Um dos grandes desafios da educação contemporânea é a fragmentação. Muitas vezes, a razão é reduzida à técnica e a fé é confinada ao espaço privado. A tradição salesiana propõe outro caminho: fé e razão juntas formam consciências livres. Uma educação que pensa, questiona, analisa e dialoga, sem perder o horizonte do sentido, da transcendência e da dignidade humana. Como formar cidadãos autônomos, críticos e responsáveis, capazes de protagonismo social? 2. A vocação Educativa A célebre frase de Paulo Freire nos recorda que “ninguém começa a ser professor numa certa terça-feira, às 4 horas da tarde”. O chamado ao exercício da educação é fruto do entrelaçamento de afetos, profissionalização e resistência em um contexto violento e desvalorizado. Isso permite afirmar que a resposta das pessoas chamadas à pratica educativa não é ingenua e aleatória. Contudo a esquizofrenia social, que impele a formar capital humano ou sujeitos de diretios, pode obnubilar a maneira de responder ao apelo educativo cotidiano. Com base na BNCC, o educador é chamado a potencializar nos estudantes o desenvolvimento de um conjunto de aprendizagens essenciais que assegurem o seu pleno desenvolvimento e a sua formação para a cidadania, consciente e livre. Formar consciências livres não significa formar de maneira neutra ou indiferente; é desenvolver nas pessoas a capacidade de discernir, de não se deixar capturar por ideologias simplificadoras, discursos de ódio ou lógicas de consumo que desumanizam. O educador salesiano é chamado a ser mediador desse processo, ajudando os estudantes a integrar conhecimento, ética e espiritualidade. Qual ideia de ser humano sustenta sua prática educativa? 3. A identidade carismática Educação de qualidade só se concretiza quando há convergência de intencionalidades entre os atores, no mesmo jeito de educar. Como escola Católica o modelo de educador é Jesus Cristo, de quem assumimos a figura de Bom Pastor. Como Colégio Salesiano, desenvolvemos um jeito de educar que ensina articulando cabeça e coração, em vista de mãos que tranformem o mundo. Como Comunidade Educativo-Pastoral, agimos de modo a convergir as exigencias legais e de mercado com uma educação integral e holistica para nossos destinatários. O que esperamos com a educação salesiana? 4. O jeito salesiano de educar Cada sala de aula, cada pátio, cada reunião pedagógica é espaço formativo. Educamos pelo currículo, mas também pelo clima institucional, pelas relações que construímos, pela forma como lidamos com conflitos, diferenças e fragilidades. A pedagogia salesiana continua atual porque entende que o educador educa mais pelo que é do que apenas pelo que diz. O jeito salesiano de educar não forma espectadores da realidade, mas protagonistas solidários. Jovens capazes de colocar seus talentos a serviço da sociedade, da justiça e da paz. Construir conevrgencia passa pela abertura do educador a deixar-se afetar pela mística que envolve o projeto pedagógico salesiano, assim formamos Comunidade Educativo-Pastoral. 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Ser educador salesiano é assumir uma missão exigente e bela: estar com os jovens, caminhar com eles, acreditar em suas possibilidades, mesmo quando o contexto parece adverso. É ser presença que anima, orienta, corrige e encoraja. “Valores que formam, educação que transforma” começa em nós. Em nossa postura, em nossas escolhas pedagógicas, em nossa capacidade de trabalhar em rede, de aprender continuamente e de manter viva a esperança. Assim como em Caná da Galiléia, somos chamados a colaborar para que o vinho não falte — o vinho da esperança, do sentido e da vida plena. 5. Educar com sentido Educar com sentido passa pela capacidade de alinhar identidade, missão e prática com um projeto que perpassa a ideia de educando sociedade que o educador pretende colaborar; a educação salesiana busca pessoas aberta ao ser jeito de fazer educação. 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Torna-se alinhado ao carisma quem compreende que educar é acompanhar processos interiores, ajudando os jovens a reconhecerem a voz que chama ao bem, à responsabilidade e ao serviço; que estejam comprometidas com a transformação da sociedade, porque aprenderam, na escola e na vida, a obedecer antes de tudo à própria consciência bem formada. ‍[1] Pedagogia da Autonomia, p. 40 Fonte: Pe. Anselmo da Silva Nascimento - Inspetoria São João Bosco

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