Professora apresenta estudo sobre os 150 anos da Primeira Expedição Missionária Salesiana
17/04/2025

Professora apresenta estudo sobre os 150 anos da Primeira Expedição Missionária Salesiana

Professora apresenta estudo sobre os 150 anos da Primeira Expedição Missionária Salesiana
Trabalho resgata raízes históricas da missão salesiana na América do Sul e propõe reflexão sobre os desafios contemporâneos da evangelização juvenil

A educadora e salesiana cooperadora Letícia Magrini (25) apresentou recentemente sua dissertação de especialização em Salesianidade, na Universidade Católica Dom Bosco (UCDB). O tema da dissertação é “150 anos da Primeira Expedição Missionária: Educação e Evangelização além das fronteiras”. O trabalho, que marca as comemorações do sesquicentenário da missão salesiana na América do Sul, é uma profunda reflexão sobre a origem, o desenvolvimento e o legado da primeira iniciativa missionária da Congregação Salesiana fora da Europa, realizada em 1875.

Letícia, que atua como professora do Ensino Fundamental na rede pública de Piracicaba, SP, tem uma longa trajetória ligada ao carisma salesiano. Desde a infância vivida no Oratório São Mário até seu atual papel como formadora do Centro Local São Mário e secretária do Conselho Inspetorial da Articulação da Juventude Salesiana (AJS), sua história é entrelaçada com a missão de Dom Bosco. “É simplesmente impossível falar de mim sem falar de Dom Bosco”, afirma a autora na apresentação de sua biografia.

A dissertação parte da análise do contexto histórico da Primeira Expedição Missionária, quando Dom Bosco enviou um grupo de dez salesianos liderados por dom Giovanni Cagliero à Argentina. O estudo revisita o sonho missionário que motivou Dom Bosco a lançar-se na evangelização da Patagônia e examina os impactos da chegada dos salesianos à América Latina, tanto entre os imigrantes italianos quanto entre os povos indígenas da região.

O trabalho foi desenvolvido com base em três disciplinas do curso de Pós-Graduação em Salesianidade: Identidade Salesiana, Dom Bosco e seu Tempo e Elementos Pedagógicos Salesianos. Nele, Letícia evidencia como os pilares do Sistema Preventivo — razão, religião e amorevolezza — estiveram presentes desde o início da missão, moldando uma prática pedagógica que se consolidou ao longo dos anos.

A pesquisadora também estabelece paralelos entre os desafios enfrentados pelos primeiros missionários e as exigências contemporâneas da pastoral juvenil, destacando a necessidade de uma presença educativa constante, próxima e adaptada às realidades atuais dos jovens, inclusive no ambiente digital.

Para Letícia, o estudo tem como objetivo não apenas revisitar o passado, mas inspirar as novas gerações salesianas: “A missão salesiana permanece atual, adaptando-se às novas realidades sem perder a essência do carisma de Dom Bosco”. O trabalho conclui destacando a importância de manter viva a memória histórica da Congregação, para que ela continue a formar “bons cristãos e honestos cidadãos”, como desejava seu fundador.

A dissertação de Letícia Magrini se soma às muitas iniciativas que, neste ano jubilar, buscam valorizar o legado missionário salesiano e renovar o compromisso com a juventude. O documento serve como um convite ao aprofundamento da identidade salesiana e à continuidade da missão educativa e evangelizadora nas periferias geográficas e existenciais do mundo contemporâneo.

 

Sobre a dissertação

A dissertação de especialização em Salesianidade, elaborada por Letícia Magrini, propõe uma análise interdisciplinar a partir de três eixos do curso de pós-graduação: Identidade Salesiana, Dom Bosco e seu Tempo e Elementos Pedagógicos Salesianos, com o objetivo de compreender o impacto histórico, pastoral e educativo da missão salesiana na América do Sul.

Na introdução, a autora apresenta o contexto da expedição, marcada pelo envio de dez missionários salesianos liderados por dom Giovanni Cagliero à Argentina, concretizando o desejo de Dom Bosco de expandir sua obra além da Europa. O trabalho busca resgatar essa experiência fundadora, articulando-a com os desafios atuais da missão salesiana, especialmente na evangelização e educação dos jovens.

O primeiro capítulo aborda o “sonho missionário” de Dom Bosco, interpretado como experiência mística e pedagógica. O sonho revela um método evangelizador baseado na proximidade, na acolhida e no uso da espiritualidade mariana, diferenciando-se de abordagens colonizadoras. A presença dos jovens e o uso do Sistema Preventivo são destacados como elementos centrais.

No segundo capítulo, Letícia contextualiza historicamente a expedição, destacando a migração italiana para a América do Sul e a necessidade de assistência religiosa e educativa. São apresentados os preparativos meticulosos realizados por Dom Bosco, a aceitação da missão com o apoio do Papa Pio IX, e a recepção dos primeiros missionários em Buenos Aires, onde iniciaram atividades pastorais e educativas, especialmente com imigrantes e indígenas.

O terceiro capítulo apresenta os perfis dos missionários escolhidos, jovens salesianos preparados espiritualmente e linguisticamente para a missão. A autora descreve a cerimônia de envio realizada em Valdocco, ressaltando o simbolismo da despedida e o espírito de sacrifício e entrega dos primeiros enviados.

O quarto capítulo discute os desafios missionários de ontem e hoje. Letícia compara as dificuldades enfrentadas no século XIX com os desafios da pastoral juvenil no mundo contemporâneo, marcado por relações líquidas, exclusão social e novas linguagens culturais e digitais. A autora reforça a atualidade do Sistema Preventivo e da espiritualidade mariana como caminhos eficazes de evangelização.

Por fim, nas considerações finais, Letícia Magrini destaca que a Primeira Expedição Missionária Salesiana consolidou o carisma de Dom Bosco e serviu como modelo para a expansão da Congregação. O trabalho reafirma a educação como meio privilegiado de evangelização e transformação social, mostrando que a missão salesiana continua viva e necessária, adaptando-se aos novos tempos sem perder sua essência.

A dissertação fundamenta-se em fontes salesianas clássicas e atuais, como as Memórias Biográficas de São João Bosco, obras de Lenti, Braido e D’Espiney, e reforça a importância de preservar a memória histórica para inspirar a missão educativa da Família Salesiana nas realidades contemporâneas.

Fonte: Missão Salesiana de Mato Grosso – MSMT

 

Mais Recentes

Colégio Nossa Senhora Auxiliadora recebe Medalha Joaquim Nabuco em reconhecimento aos seus 100 anos de história

Instituição salesiana de Petrolina foi homenageada com a Medalha Joaquim Nabuco, classe ouro, pela Assembleia Legislativa de Pernambuco O Colégio Nossa Senhora Auxiliadora (CNSA), de Petrolina, foi homenageado pela Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco (Alepe) com a Medalha Joaquim Nabuco, classe ouro, em reconhecimento à sua trajetória centenária e à contribuição para a educação e o desenvolvimento social, cultural e humano de Pernambuco. A cerimônia de entrega da comenda aconteceu no dia 19 de agosto, no plenário da Alepe, por iniciativa do deputado estadual Antônio Coelho, autor do Projeto de Resolução nº 3.761/2026, que propôs a homenagem à instituição. A solenidade contou com a presença da diretora do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, Ir. Raquielle Cassemiro, da Inspetora, Ir. Maria Américo Rolim, de Ir. Brígida Oliveira, Ir. Kelly Gaioso e Ir. Lucélia, além dos colaboradores da instituição Antônio André, Maria Conceição, Taciana Gonzaga, Flávia Fonseca, Patrícia Gonçalves, Janaína, Ana Lúcia, Gabriel e Izael, e do aluno Paulo Sérgio Ramos, representando o corpo discente. A honraria ganha um significado ainda mais especial neste ano em que o Colégio Nossa Senhora Auxiliadora celebra 100 anos de presença e missão educativa em Petrolina. Fundado em 25 de fevereiro de 1926, o colégio nasceu a partir do sonho de Dom Antônio Maria Malan, primeiro bispo de Petrolina, que idealizou a “Catedral da Educação” como espaço de formação e desenvolvimento para o Vale do São Francisco e Sertão Pernambucano. Esse sonho encontrou concretização com a chegada das primeiras Filhas de Maria Auxiliadora (Salesianas), que assumiram a missão educativa e lançaram as bases de uma obra que, ao longo de um século, se tornou parte importante da história de Petrolina e do Sertão pernambucano. Ao longo de sua trajetória, o Colégio Auxiliadora ampliou sua atuação e consolidou uma proposta educativa fundamentada na formação integral, nos valores humanísticos e cristãos e no compromisso com a educação das novas gerações. Atualmente atende mais de 2,3 mil estudantes e reunindo uma história marcada pela formação de milhares de cidadãos. Mais do que reconhecer a longevidade da instituição, a Medalha Joaquim Nabuco celebra o legado construído ao longo desses 100 anos. A presença do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora ultrapassa os limites da sala de aula e se entrelaça com a história social, cultural e educacional de Petrolina e de todo o Vale do São Francisco. A Medalha Joaquim Nabuco, classe ouro, é uma das mais importantes distinções concedidas pela Assembleia Legislativa de Pernambuco e é destinada a personalidades e instituições que tenham prestado relevantes serviços ao Estado ou à Pátria. Receber essa homenagem no ano do centenário representa, assim, um reconhecimento à missão desenvolvida pelo Colégio Auxiliadora ao longo de um século: educar, formar para a vida e contribuir para a transformação da sociedade, mantendo viva uma história construída por gerações de estudantes, educadores, famílias e pela presença das Filhas de Maria Auxiliadora. O centenário do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora é, portanto, não apenas uma celebração de 100 anos de história, mas também uma oportunidade de agradecer pelo caminho percorrido e renovar o compromisso com o futuro da educação e das juventudes no Sertão Pernambucano e da região do Vale do São Francisco.

Equipe Inspetorial fortalece presença e comunhão nas escolas do Estado do Rio de Janeiro

Visitas promoveram escuta, partilha de boas práticas e diálogo com equipes gestoras, educadores, estudantes, lideranças juvenis e comunidades religiosas. Entre os dias 10 e 14 de agosto, integrantes da Equipe Inspetorial da BMM visitaram as escolas do Estado do Rio de Janeiro. O itinerário contemplou o Centro Educacional Nossa Senhora Auxiliadora e o Colégio Laura Vicunha, em Campos dos Goytacazes; o Instituto Nossa Senhora da Glória, em Macaé; o Colégio Castelo, em Rio das Ostras; e o Instituto Nossa Senhora Auxiliadora, na capital fluminense. Participaram das visitas a coordenadora da Equipe Inspetorial e referente para as escolas, Ir. Amélia de Assis Castro; a coordenadora de Pastoral Juvenil, Ir. Ana Maria Gomes Cordeiro; o coordenador de Comunicação, Cícero Albuquerque; e o assessor de Educação, Cristiano Prates Rodrigues. A iniciativa teve como objetivo acompanhar o trabalho desenvolvido nas Presenças da BMM no Estado do Rio de Janeiro, fortalecendo o diálogo e a proximidade com as equipes gestoras, pedagógicas, pastorais e de comunicação. Em cada encontro, foram promovidos momentos de escuta e partilha, que possibilitaram conhecer as boas práticas realizadas pelas escolas, compreender seus desafios e resultados e refletir sobre ações que possam ser compartilhadas em consonância com as orientações da Inspetoria e com a atuação da Rede Salesiana Brasil. A programação personalizada em cada escola permitiu, além dos encontros com as equipes locais, a interação com os estudantes, reafirmando a proximidade e o compromisso da missão salesiana com as juventudes. De modo especial, Ir. Ana Maria esteve reunida com os coordenadores locais de Pastoral e com as lideranças juvenis. O encontro favoreceu a integração entre os jovens e levou uma mensagem de esperança, participação e compromisso com a construção de um mundo mais fraterno. Nas áreas Pedagógica e de Comunicação, também foram realizados diálogos específicos com os respectivos setores. Esses momentos contribuíram para estreitar relações, alinhar perspectivas e vislumbrar novos horizontes para as diferentes frentes de atuação nas escolas. As visitas foram marcadas ainda pela convivência próxima e alegre com as Irmãs das comunidades religiosas presentes em cada localidade. A atenção e o carinho recebidos reforçaram a acolhida como uma das características essenciais do jeito salesiano de ser e de viver a missão. Ao final do itinerário, permanece a certeza de que o acompanhamento e a presença, valores tão profundamente sonhados e vividos por Dom Bosco e Madre Mazzarello, continuam sustentando a missão educativa salesiana e construindo pontes capazes de responder às necessidades do nosso tempo. Agradecemos a todas as comunidades que nos acolheram com disponibilidade, profissionalismo e, sobretudo, fé. Que Nossa Senhora Auxiliadora continue presente em nossas Casas, guiando nossos passos e promovendo uma atuação inspetorial cada vez mais integrada, fecunda e inspiradora. Por Equipe de Comunicação da Inspetoria Madre Mazzarello.

Aluna do Colégio Salesiano São José, de Sorocaba, representará o Brasil nos jogos Pan-Americanos 2027

Escola destaca a aplicação da estudante nas atividades esportivas e o seu compromisso ao conciliar o esporte e desempenho acadêmico. No final do mês de julho, a aluna Beatriz Campioni, do 1º ano do Ensino Médio, foi selecionada para representar o Brasil como atleta nos jogos Pan-Americanos 2027, em Lima, Peru, que será realizado no período de 23 de julho a 8 de agosto de 2027, na modalidade do Beach Tennis.  Bia, como carinhosamente é conhecida no colégio, é aluna do Colégio Salesiano São José, desde a educação infantil. Os educadores que convivem e conviveram com ela destacam que Beatriz sempre foi uma aluna muito aplicada nas atividades esportivas e bastante envolvida. Ainda assim, o amor pelo esporte nunca a impediu de se dedicar aos estudos. Beatriz sempre soube conciliar as duas atividades e mantém um ótimo desempenho acadêmico. Mesmo agora, com os treinos e as competições que fazem parte da preparação para representar o Brasil nos Jogos Pan-Americanos, Bia se esforça para não perder aulas e não deixar que sua rotina esportiva prejudique os estudos. Para o colégio, a trajetória da Beatriz orgulha a instituição e prova que a dedicação, esforço, disciplina, treino e paixão pelo esporte levaram-na a dar esse enorme passo e a chegar mais longe no cenário esportivo. “Uma alegria representar o Brasil nos jogos Pan-Americanos. Fiquei muito surpresa e feliz com o convite.Foi um tempo de muita dedicação, treino e renuncia, mas nunca deixei de estudar e tirar boas notas.Agradeço ao Colégio São José pelo apoio e incentivo de sempre.” Beatriz Campioni, aluna do 1º ano do Ensino Médio Sobre a modalidadeO Beach Tennis (ou Tênis de Praia) é um esporte de raquete praticado sobre a areia, que mistura elementos do tênis tradicional, do vôlei de praia e do badminton. Criado na Itália na década de 1980, o esporte explora o uso de raquetes sólidas e bolas de baixa pressão, devendo-se passar a bola por cima da rede de primeira, sem deixá-la cair no chão. Fonte: Inspetoria Salesiana de São Paulo
O futuro que você merece
O futuro que você merece

Siga a RSB nas redes sociais:

2026 © Rede Salesiana Brasil