Salesianos recebem moção pelos 130 anos de presença em Cuiabá
13/01/2025

Salesianos recebem moção pelos 130 anos de presença em Cuiabá

Salesianos recebem moção pelos 130 anos de presença em Cuiabá
A Moção de Aplauso à Missão Salesiana de Mato Grosso recebeu o Inspetor Pe. Ricardo Carlos. Deputado Estadual Silvano Amaral, Pe. Tiago Figueiró e Ex-Governador de Mato Grosso Sr. Osvaldo Sobrinho

A Sessão Especial promovida pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso, em comemoração aos 130 anos da presença Salesiana em Cuiabá foi realizada no Auditório Dom Antônio Malan, do Colégio São Gonçalo, no dia 28 de novembro de 2024, às 19:00 horas, e contou com a presença da Família Salesiana, convidados e amigos que aplaudiram os trabalhos desenvolvidos pela presença do carisma de Dom Bosco, desde 1894, em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Oeste de São Paulo

Requerida pela deputada estadual Janaina Riva, ex-aluna do Colégio São Gonçalo, e aprovada em reunião pelo presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso Deputado Eduardo Botelho e por todos os deputados, o evento marcou o ano de 2024 em Cuiabá, capital de Mato Grosso. Presidiu a sessão o deputado estadual Silvano Amaral, em substituição à deputada Janaína Riva que enviou mensagem de congratulações e explicou que estava ausente por motivo de saúde.

Destacaram-se, nessa ocasião, compondo a Mesa de Honra, o Pe. Gabriel Romero, Conselheiro Regional em visita às Inspetorias Salesianas do Cone Sul, na ocasião representando o Reitor-Mor dos Salesianos; o Prof. Osvaldo Roberto Sobrinho, amigo da Família Figueiró (vice-governador de Mato Grosso – 1991/1994 e governador de Mato Grosso – 1993), quando Secretário de Educação do Estado valorizou grandemente a participação da Igreja Católica e dos Salesianos; e o Dr. Fernando Tadeu de Miranda Borges, Professor Titular da Universidade Federal de Mato Grosso, membro da Academia Mato-Grossense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso (IHGMT) e da Sociedade de Amigos de Rondon.

Abrilhantou a festividade a presença da Filha de Maria Auxiliadora (Salesiana) Ir. Maria Imaculada da Silva, coordenadora da Associação dos Cultores da História Salesiana (ACSSA - Sessão Brasil - Brasília).

Foram agraciados com Moção de Aplauso instituições, comunidades e pessoas, como enfatizou a Deputada Janaína “pela dedicação à educação de gerações no Estado”: o Arcebispo Diocesano D. Mario Antônio da Silva, sendo representado pelo Pe. Deoni Alexandrino Silva; Pe. Ricardo Carlos, Inspetor e Presidente da Missão Salesiana de Mato Grosso (MSMT); Pe. Hermenegildo Conceição Silva, Diretor do Colégio São Gonçalo; Pe. Idenilson Lemes da Conceição, Pároco da Paróquia São Gonçalo.

A Moção de Aplauso à histórica presença das Filhas de Maria Auxiliadora foi entregue à Ir. Rosângela Maria Clemente (Ir. Rose), Diretora do Colégio Coração de Jesus, que as representou nesta solenidade.

Recebeu a homenagem em nome da Comunidade Salesiana São Gonçalo, Pe. Umberto Pereira, o salesiano mais idoso (97 anos). Os outros membros da comunidade são: Pe. Hermenegildo Conceição Silva (Diretor), Pe. Danilo de Araújo Guedes, Pe. Idenilson Lemes da Conceição, Pe. Tiago Figueiró e Aspirante José Cleudo Matos Cardoso.

A presença salesiana do Coxipó da Ponte: O Pe. José Carlos de Lima representou a Comunidade Santo Antônio e a Diretora Ir. Elicia Almeida Rosa, a Comunidade da Casa Maria Auxiliadora.

A Paroquiana Sra. Maria do Carmo Monteiro da Silva, representada pela Sra. Marlene Zarour, recebeu a homenagem em nome de todos os leigos e famílias devotas de São Gonçalo.

Representando todos os missionários e missionárias que dedicaram e dedicam suas vidas pela qualidade de vida, autonomia cultural e cidadania dos Povos Indígenas Bororo e Xavante em Mato Grosso, receberam moção de Aplauso: Me. Luís Würstle – dedicou sua inteligência, criatividade e trabalho abrindo pontes, construindo estradas, usina hidrelétrica e especialmente furando e mantendo poços artesianos para a garantia da água potável às comunidades indígenas.

Ir. Aurizena Simão do Nascimento – missionária salesiana que dedicou grande parte de sua vida a serviço das comunidades missionárias salesianas com o Povo Xavante e Bororo. Me. Mário Bordignon – historiador e educador dedicado à vida e cultura do Povo Bororo, autor do livro “História Bororo”, representado pelo Dc. José Alves de Oliveira.

Ao som da Banda da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso foram recebidos, alegremente, os agraciados e os convidados. A sessão especial contou com representantes da Escolinha de música do Colégio São Gonçalo, sob a regência do Prof. Paulino Antunes. As fotografias escolhidas para o enriquecimento do livro foram projetadas em um telão, ao som do hino do Centenário da Missão Salesiana, composto pelo Pe. Osmar Augusto Bezutte. 

Nas falas, os agraciados ressaltaram o trabalho realizado pelos salesianos e pelas salesianas na evangelização, na educação e na saúde dos mato-grossenses, e a atenção aos indígenas, lembraram que, em 2025, as Irmãs Salesianas completam 130 anos de dedicação em terras mato-grossenses.

Nessa ocasião foi comunicada a publicação do livro, “Paróquia São Gonçalo: Berço da Ação Missionária da Família Salesiana em Cuiabá-Mato Grosso (1894-2024)”, de autoria do Padre Tiago Figueiró, membro eleito do IHGMT.

Foi uma noite abençoada pelo Senhor Bom Jesus de Cuiabá. A Casa de Dom Bosco, sob a proteção de Nossa Senhora Maria Auxiliadora, irradiou nessa noite a certeza de que o trabalho dos salesianos e das salesianas continua vivo em Mato Grosso.

Fonte: Boletim Salesiano

 

Mais Recentes

RSB comemora o destaque nacional dos estudantes na Redação do ENEM 2025

A Rede Salesiana Brasil celebra com alegria e gratidão os expressivos resultados alcançados por seus estudantes do Ensino Médio na Redação do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) 2025. Jovens de diferentes regiões do país, formados em colégios salesianos, obtiveram notas de excelência, reafirmando a força de um projeto educativo que alia rigor acadêmico, formação humana e valores cristãos. Em um exame reconhecido por sua complexidade e alto nível de exigência, especialmente na prova de Redação, os estudantes salesianos demonstraram domínio da língua, pensamento crítico, capacidade argumentativa e sensibilidade social, competências construídas ao longo de uma trajetória educativa marcada pelo cuidado, pela escuta e pelo protagonismo juvenil. Ir. Silvia Aparecida, Diretora-Executiva da RSB esclarece que "Nas Escolas Salesianas, a produção textual não é apenas um requisito curricular, mas um instrumento de leitura da realidade, de expressão da própria identidade e de compromisso com a transformação social", explica. A prática educativa salesiana Inspiradas no Sistema Preventivo de Dom Bosco, as práticas educativas salesianas estimulam o desenvolvimento integral dos jovens, unindo razão, espiritualidade e caridade. Esse modelo formativo favorece a construção de sujeitos autônomos, críticos e solidários, qualidades que se traduzem, também, em alto desempenho acadêmico, como evidenciam as notas obtidas na Redação do ENEM. A Rede Salesiana Brasil parabeniza todos os estudantes que se destacaram, bem como os educadores, gestores e famílias que caminharam juntos neste processo. Cada nota alcançada é expressão de um projeto educativo que acredita na juventude e investe, todos os dias, na construção de um Brasil mais justo, humano e solidário. No álbum abaixo, apresentamos os estudantes das Escolas Salesianas de todo o país que se destacaram na Redação do ENEM 2025, com seus nomes e respectivas pontuações.    

RSB celebra o sucesso dos estudantes aprovados nos vestibulares para 2026

A Rede Salesiana Brasil celebra com alegria e reconhecimento as aprovações conquistadas pelos estudantes do Ensino Médio das Escolas Salesianas nos principais vestibulares do país para o ingresso no ensino superior em 2026. 

Educar com sentido: valores que formam e transformam vidas

Celebrado no último sábado (24/01), o Dia Internacional da Educação constitui um convite permanente à reflexão sobre o papel da educação na formação humana e cristã, à luz do carisma salesiano inspirado por Dom Bosco. Nesse espírito, convidamos à leitura do artigo do padre Anselmo Nascimento, SDB. ‍Educar com sentido: valores que formam e transformam vidas ‍“O momento fundamental da formação permanente do professor é a reflexão crítica sobre a prática”[1]. Paulo Freire Fazer educação hoje exige mais do que domínio pedagógico, competências digitais ou sensibilidade social. Exige, antes de tudo, consciência. Consciência de tempo histórico, de vocação educativa e de identidade carismática. Como Rede, somos convocados a assumir “valores que formam, educação que transforma”. Isso  não é apenas um slogan comunicacional; é uma tomada de posição pedagógica, ética e espiritual para quem busca unir forças para muito além dos resultados acadêmicos e desempenho técnico. Somos convocados a formar pessoas inteiras, capazes de ler a realidade com espírito crítico, agir com responsabilidade e viver com sentido. Onde há valores sólidos, há uma transformação verdadeira. O eixo que sustenta nossa prática educativa é a escuta. Escutar Deus, escutar os jovens, escutar a realidade. Não uma escuta passiva, mas uma escuta que gera discernimento, escolhas responsáveis, compromisso com o bem comum e ousadia educacional. Aqui, na qualidade de educadores, se torna fundamental lembrar o dito de Jesus sobre não sermos servos dele, mas sim amigos (Jo15,15). Fazendo aquilo que Ele nos diz, com as competências que temos, seremos capazes de colaborar com algo que é maior que nós. 1. O tempo histórico Educar, hoje, é um ato de ousadia e esperança; não educamos em abstrato, nem para um mundo idealizado. Educamos no Brasil real: fragmentado, marcado por transformações culturais aceleradas, fragilidade institucional, hiperconexão e crise de sentido entre os jovens, polarizações ideológicas e uma dinâmica que forma mais consumidores do que sujeitos. É neste chão histórico concreto que a missão educativa se atualiza e se renova. Não podemos ser apenas “funcionários da educação”; somos chamados a ser presença significativa, mediador de sentido e testemunha coerente de uma educação que gera liberdade e fraternidade. Um dos grandes desafios da educação contemporânea é a fragmentação. Muitas vezes, a razão é reduzida à técnica e a fé é confinada ao espaço privado. A tradição salesiana propõe outro caminho: fé e razão juntas formam consciências livres. Uma educação que pensa, questiona, analisa e dialoga, sem perder o horizonte do sentido, da transcendência e da dignidade humana. Como formar cidadãos autônomos, críticos e responsáveis, capazes de protagonismo social? 2. A vocação Educativa A célebre frase de Paulo Freire nos recorda que “ninguém começa a ser professor numa certa terça-feira, às 4 horas da tarde”. O chamado ao exercício da educação é fruto do entrelaçamento de afetos, profissionalização e resistência em um contexto violento e desvalorizado. Isso permite afirmar que a resposta das pessoas chamadas à pratica educativa não é ingenua e aleatória. Contudo a esquizofrenia social, que impele a formar capital humano ou sujeitos de diretios, pode obnubilar a maneira de responder ao apelo educativo cotidiano. Com base na BNCC, o educador é chamado a potencializar nos estudantes o desenvolvimento de um conjunto de aprendizagens essenciais que assegurem o seu pleno desenvolvimento e a sua formação para a cidadania, consciente e livre. Formar consciências livres não significa formar de maneira neutra ou indiferente; é desenvolver nas pessoas a capacidade de discernir, de não se deixar capturar por ideologias simplificadoras, discursos de ódio ou lógicas de consumo que desumanizam. O educador salesiano é chamado a ser mediador desse processo, ajudando os estudantes a integrar conhecimento, ética e espiritualidade. Qual ideia de ser humano sustenta sua prática educativa? 3. A identidade carismática Educação de qualidade só se concretiza quando há convergência de intencionalidades entre os atores, no mesmo jeito de educar. Como escola Católica o modelo de educador é Jesus Cristo, de quem assumimos a figura de Bom Pastor. Como Colégio Salesiano, desenvolvemos um jeito de educar que ensina articulando cabeça e coração, em vista de mãos que tranformem o mundo. Como Comunidade Educativo-Pastoral, agimos de modo a convergir as exigencias legais e de mercado com uma educação integral e holistica para nossos destinatários. O que esperamos com a educação salesiana? 4. O jeito salesiano de educar Cada sala de aula, cada pátio, cada reunião pedagógica é espaço formativo. Educamos pelo currículo, mas também pelo clima institucional, pelas relações que construímos, pela forma como lidamos com conflitos, diferenças e fragilidades. A pedagogia salesiana continua atual porque entende que o educador educa mais pelo que é do que apenas pelo que diz. O jeito salesiano de educar não forma espectadores da realidade, mas protagonistas solidários. Jovens capazes de colocar seus talentos a serviço da sociedade, da justiça e da paz. Construir conevrgencia passa pela abertura do educador a deixar-se afetar pela mística que envolve o projeto pedagógico salesiano, assim formamos Comunidade Educativo-Pastoral. A pedagogia salesiana, quando pensa na pessoa que educa, a entende como um seguidora de Jesus Cristo, capaz de ensinar caminhando junto e fazendo o coração do educando arder com cada ensinamento (Lc24,13-35).Ela é fruto da coerência entre o que se anuncia e o que se vive; palavra e ação juntas geram espiritualidade integral. Não falamos de uma espiritualidade intimista ou desencarnada, mas de uma espiritualidade que se expressa no cuidado, na presença, na justiça, na alegria e na coresponsabilidade cotidiana. Num tempo marcado pelo individualismo e pela lógica do sucesso a qualquer custo, educar para o serviço é um gesto contracultural. Significa ensinar que a verdadeira realização humana passa pelo cuidado com o outro, pela responsabilidade social e pela construção do bem comum. É aqui que a educação, de fato, se transforma. Na abertua de mais um ano letivo, somos convidados a renovar nossa consciência vocacional. Ser educador salesiano é assumir uma missão exigente e bela: estar com os jovens, caminhar com eles, acreditar em suas possibilidades, mesmo quando o contexto parece adverso. É ser presença que anima, orienta, corrige e encoraja. “Valores que formam, educação que transforma” começa em nós. Em nossa postura, em nossas escolhas pedagógicas, em nossa capacidade de trabalhar em rede, de aprender continuamente e de manter viva a esperança. Assim como em Caná da Galiléia, somos chamados a colaborar para que o vinho não falte — o vinho da esperança, do sentido e da vida plena. 5. Educar com sentido Educar com sentido passa pela capacidade de alinhar identidade, missão e prática com um projeto que perpassa a ideia de educando sociedade que o educador pretende colaborar; a educação salesiana busca pessoas aberta ao ser jeito de fazer educação. Agindo assim nos mantemos fiéis ao carisma de Dom Bosco, e seguiremos educando com inteligência, ternura e coragem, formando pessoas e transformando o mundo, um jovem de cada vez. Educar com sentido, passa por valorizar a consciência não como mero sentimento subjetivo nem simples adequação a normas externas, mas como lugar interior onde a verdade interpela a liberdade e chama à responsabilidade. Quando a educação se limita à técnica ou ao desempenho, silencia a consciência; quando, ao contrário, ajuda o educando a escutar a verdade que o habita, promove liberdade autêntica. Nesse horizonte é que a educação salesiana revela sua força: formar consciências livres, capazes de unir razão, fé e vida, sem medo de pensar, crer e agir de modo coerente no mundo. O jeito salesiano de educar busca pessoas capazes de serem mediadores de consciências, não donos da verdade; testemunhas de sentido, não meros executorer de currículos. Torna-se alinhado ao carisma quem compreende que educar é acompanhar processos interiores, ajudando os jovens a reconhecerem a voz que chama ao bem, à responsabilidade e ao serviço; que estejam comprometidas com a transformação da sociedade, porque aprenderam, na escola e na vida, a obedecer antes de tudo à própria consciência bem formada. ‍[1] Pedagogia da Autonomia, p. 40 Fonte: Pe. Anselmo da Silva Nascimento - Inspetoria São João Bosco

Receba as novidades no seu e-mail

Somos Rede
O futuro que você merece

Siga a RSB nas redes sociais:

2026 © Rede Salesiana Brasil