16 de março de 1892 - 134 anos da chegada das Irmãs Salesianas (FMA) ao Brasil
16/03/2026

16 de março de 1892 - 134 anos da chegada das Irmãs Salesianas (FMA) ao Brasil

16 de março de 1892 - 134 anos da chegada das Irmãs Salesianas (FMA) ao Brasil

CHEGADA DAS FILHAS DE MARIA AUXILIADORA AO BRASIL 

O ano é 1877. Na solenidade da natividade de Maria Santíssima, 08 de setembro, Dom Bosco anuncia o desejo de enviar à América, mais especificamente ao Uruguai, a primeira expedição missionária do Instituto, cujo objetivo era dar início à tão sonhada expansão do carisma salesiano no estilo feminino.

Aos 27 de setembro do mesmo ano, ele anuncia os nomes das Irmãs missionárias que seriam enviadas às terras uruguaias. Tempos depois, em 14 de novembro, parte o navio Savoie tendo a bordo as seis Irmãs escolhidas, chegando em Montevidéu em 12 de dezembro. Lá elas abrem a casa de Villa Colón e iniciam suas atividades na América.

Não tardou a começarem as movimentações para a vinda das Irmãs ao Brasil que, a essa altura, já conhecia a figura do bom Pai Dom Bosco.

Com a chegada dos Salesianos, em 1883, o sonho de ter também a presença da congregação feminina começou a tomar forma. Em 1886, Monsenhor João Filippo dá início ao projeto de construção do Colégio que leva o título de Nossa Senhora do Carmo, começando a obra em 1887. Ao final da construção, em 1891, o sacerdote obtém do Reitor-Mor, Pe. Miguel Rua, a autorização para a vinda das Irmãs Salesianas para assumirem a direção da casa destinada às meninas. Inicia-se assim a missão Salesiana FMA em terras brasileiras.

Em 5 de março de 1892 partiram, de Montevidéu, dez Irmãs FMA e duas noviças com a finalidade de assumir o Colégio do Carmo e abrir mais duas casas no Brasil. Foi nomeada como Superiora a Irmã Teresa Rinaldi, tendo em sua companhia as Irmãs: Florinda Bittencourt, Helena Ospital, Paula Zuccarino, Joana Narizano, Dolores Machin, Ana Couto, Dileta Maldarin, Justina Gros, Francisca Garcia e as noviças, Matilde Bouvier e Maria Luisa Schilino. A expedição veio acompanhada ainda pelo Revmo. Pe. Domingos Albanello, nomeado prefeito do Colégio São Joaquim, de Lorena. Chegaram ao porto do Rio de Janeiro no dia 10, às 20h, no navio Sud América.

Após passarem por Niterói e Lorena, seguiram viagem em trem até Guaratinguetá no dia 16 de março, tendo sido recebidas às 14h, na estação ferroviária da cidade. Haviam lá para a recepção alguns sacerdotes, autoridades civis, muitas famílias e grande população, além de uma animada banda musical. Após uma solenidade na Igreja Matriz, dirigiram-se ao Colégio que previamente havia sido adornado com arcos e flores.

Acompanhadas do fundador do Colégio, Pe. Monsenhor João Filippo, e do Diretor do Colégio Salesiano de Lorena, Pe. Carlos Peretto, entraram primeiramente na Capela, onde a lâmpada acesa no altar indicava a presença de Jesus Sacramentado que já havia tomado posse da casa. Em seguida visitaram todo o edifício, mobiliado e abastecido completamente com capacidade imediata para atender 200 meninas, podendo a estrutura acolher 400. Tamanha era a benfeitoria de Mons. Filippo que fez o necessário para prover tudo às Irmãs e às jovens que atenderiam. A partir deste dia, a presença das Filhas de Maria Auxiliadora no Brasil criou raízes como uma árvore frondosa e fecunda, se espalhando com grandeza e graciosidade pelos quatro cantos do país. Seguiram-se então a inauguração desta casa, em 20 de abril do mesmo ano, e de inúmeras outras ao longo do estado de São Paulo e além dele.

O Colégio do Carmo guarda em seu existir a semente original que brotou e deu frutos por toda a terra brasileira, concentrando sobre seu chão a história de inúmeras gerações e figuras que por ele passaram. Suas paredes guardam a dedicação de um sacerdote que, com quase nada, fez o muito que existe hoje. Guarda também o testemunho das primeiras Irmãs que ali lançaram à terra suas vocações. E, especialmente, o carisma salesiano das origens, em estilo feminino, aquele dos tempos de Madre Mazzarello, que faz do Colégio do Carmo a Mornese brasileira há mais de 130 anos.

Celebramos hoje, os 134 anos da presença das Irmãs Salesianas no Brasil, na certeza de que a missão se renova todos os dias na feliz entrega de vida aos jovens e à vontade de Deus.

O Vale do Paraíba é o berço da Obra das FMA no Brasil. As cidades situadas na região apresentavam aspecto tipicamente interiorano. A Igreja era símbolo da religião católica, elemento integrante da formação social luso-brasileiro. Os proprietários de terras e de escravos controlavam a vida pública. Os moradores tinham, em geral, horizontes culturais bastante restritos. Era pequena a área de influência dessas cidades, pois, os habitantes preocupavam-se quase que apenas com os seus assuntos locais devido à distância dos centros mais importantes: São Paulo e Rio de Janeiro.

É dentro dessas perspectivas limitadas que as Irmãs passam a realizar a sua atividade educacional e assistencial. Em consequência da cultura, sobretudo cafeeira, as diversas localidades do Vale ofereciam instrução elementar para as crianças, mas, em razão da situação de dependência da mulher, dava-se mais importância à escolarização dos meninos. Portanto, na região do Vale do Paraíba, a presença das FMA foi fundamental para a educação feminina.

A formação cristã das meninas era, sem dúvida, a razão principal da atividade educativa das Irmãs. Além da educação da fé, havia outros objetivos principais: a formação moral, a preparação para a vida e a preocupação com a orientação para uma possível vida consagrada. As Irmãs abriram também externatos e Oratórios Festivos onde primava a Associação das Filhas de Maria.

Em 1892, Irmã Teresa Rinaldi foi nomeada Superiora e representante da Visitadora, Madre Emilia Borgna, com o título de Vice-Visitadora. Em 1893, tendo sido criada a nova Visitadoria do Brasil, Madre Emilia Borgna voltou ao Uruguai e no dia 15 de outubro, Dom Lasagna apresentou “a Visitadora do Brasil na pessoa da Reverenda Madre Teresa Rinaldi”. A festa de Santa Teresa, no dia 15 de outubro de 1895, em Araras, em homenagem a Madre Teresa Rinaldi contou com a presença de vários sacerdotes e do próprio Lasagna. Poucos dias depois, a Visitadora partia para Minas Gerais com a expedição organizada por Dom Lasagna para fundação de Casas naquele Estado. Tanto ela como o prelado foram vítimas do desastre ocorrido em Juiz de Fora a 05 de novembro de 1895. Com a morte de Madre Rinaldi, a Irmã Ana Masera, mestra das noviças, foi designada como diretora interina do Colégio do Carmo. Na época do acidente, Don Luis Lasagna estava em tratativas para a fundação da Obra das FMA no Estado de Minas Gerais; assim sendo, tal Obra só foi iniciada no ano de 1896 com a fundação da Santa Casa de Ouro Preto e do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora de Ponte Nova.

A NOVA CONFIGURAÇÃO DAS INSPETORIAS DAS FMA NO BRASIL

A organização das presenças salesianas é dividida em províncias, ou inspetorias como são nomeadas no Brasil. Na introdução do terceiro volume de “As Filhas de Maria Auxiliadora no Brasil: cem anos de História”, Riolando Azzi (2003) afirma que as décadas de 40 e 50 são marcadas pela expansão das obras das Salesianas, por todo o território nacional. Essa expansão provoca uma nova organização territorial nas Obras por meio da criação de Inspetorias:

Inspetoria Imaculada Auxiliadora – Campo Grande – 1941;

Inspetoria Maria Auxiliadora – Recife – 1941;

Inspetoria Madre Mazzarello – Belo Horizonte – 1948;

Inspetoria Laura Vicuña – Manaus – 1961;

Inspetoria Nossa Senhora Aparecida – Porto Alegre – 1967;

Inspetoria Nossa Senhora da Penha – Rio de Janeiro – 1984;

Inspetoria – Nossa Senhora da Paz – Cuiabá – 1993;

Inspetoria Santa Teresinha – Manaus – 2005.

Em 02 de fevereiro de 2021, com a intenção de ressignificar o carisma e qualificar ainda mais a presença e missão das Filhas de Maria Auxiliadora (FMA) no Brasil, as nove Inspetorias das Irmãs Salesianas unificaram-se em quatro novas inspetorias: Inspetoria Nossa Senhora da AmazôniaInspetoria Maria AuxiliadoraInspetoria Madre Mazzarello e Inspetoria Nossa Senhora Aparecida.

Atualmente, as Inspetoras de cada inspetoria são:

Ir.Maria Carmelita de Lima Conceição - Inspetoria Nossa Senhora da Amazônia

Ir. Maria Américo - Inspetoria Maria Auxiliadora 

Ir. Teresinha Ambrosim - Inspetoria Madre Mazzarello

Ir. Alaide Deretti - Inspetoria Nossa Senhora Aparecida

MEMORIAL DAS FILHAS DE MARIA AUXILIADORA 

Em março de 2019, foi o Memorial “Filhas de Maria Auxiliadora no Brasil”, localizado na Casa do Puríssimo Coração de Maria (Antigo Orfanato), em Guaratinguetá (SP). O “Orfanato”, como é conhecido por todos, foi inaugurado por Monsenhor João Filippo, em 1923 e hoje abriga a história das FMA. O memorial conta com um acervo riquíssimo em detalhes e promove uma experiência sensorial que registra a história de maneira afetiva, cultural e religiosa.

“O Memorial oferece aos visitantes a possibilidade de fazer a experiência de uma imersão no carisma das FMA, percorrendo a sucessão histórica dos fatos contextualizados dentro da História da Igreja e do Brasil, e sucessivamente nas 4 salas temáticas onde aprofundamos a experiência carismática, sua expansão na América e no mundo, o impacto da ação educativa evangelizadora das Irmãs na sociedade Brasileira e o segredo deste impulso apostólico. A experiência termina com uma romaria até Aparecida, passando antes por Guaratinguetá, onde fazemos Memória de Monsenhor João Filippo no mesmo local onde ele viveu seus últimos 3 anos e onde veio a falecer. Terminamos na sala dos Romeiros onde o visitante tem uma visão das metas de peregrinações de Aparecida a Cachoeira Paulista. Entre estas 47 metas está a Gruta Nossa Senhora de Lourdes, na entrada da Casa do Puríssimo Coração de Maria, a casa onde nasceu o 1º santo brasileiro, Frei Antonio de Santana Galvão e, finalmente, o grande Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida. Na capela o visitante pode visitar o mausoléu onde repousam os restos mortais de Monsenhor João Filippo e os restos mortais da Madre Teresa Rinaldi, das 3 FMA e da leiga todas mortas no desastre ferroviário de Juiz de Fora, como também os restos mortais de Madre Emilia Borgna, missionária italiana e 1ª Inspetora do Brasil.

Além desta experiência carismática, o Memorial realiza seminários on-line para animar e qualificar nas Irmãs e colaboradores o gosto pelo registro histórico e, em colaboração com a ACSSA, ajudar as cronistas e secretárias a melhorarem a escritura das Crônicas das casas. O próximo seminário será sobre a organização, identificação e conservação das fotos existentes nas Casas. No Memorial está sendo montada uma sala que contará e História e evolução da comunicação em nossas obras. Existe também uma biblioteca histórica que estamos organizando com a Ir. Analia Luberti. O Memorial participa também de um Projeto Formativo, em nível mundial, que visa animar a dimensão missionária nas FMA, nos colaboradores e jovens. Trata-se do Projeto de Espiritualidade Missionária (PEM). Reunimos grupos de Irmãs e leigos que visitam os primeiros lugares onde chegaram as missionárias e os missionários salesianos na América. Esse Projeto contempla 4 percursos: 1º: Bacia do Prata que visita nossas primeiras fundações na América: Uruguay e Buenos Aires. 2º: percurso: Patagônia norte (Bahia Blanca, onde estão os restos mortais de Laura Vicuña), Viedma, sede episcopal de Dom Cagliero e onde viveu e se santificou Artemide Zatti e Carmen de Patagones, primeira presença nossa na Patagônia, visita à terra natal de Zeferino Namucurá, e terminamos nas Cordilheiras dos Andes em Jinin de los Andes onde viveu e se santificou Laura Vicuña. 3º: Patagônia sul (Puntarenas, Estreito de Magalhães, Terra do Fogo). 4º: Brasil: São Paulo, Guaratinguetá, Aparecida.Rio de Janeiro, Juiz de Fora”, comenta a Curadora do Memorial, Ir. Dulce Hirata.

Confira o vídeo com um tour pelo Memorial e alguns depoimentos de quem já o visitou. Clique aqui.

Mensagem da Madre Chiara, Superiora Geral das Filhas de Maria Auxiliadora.

Minhas queridas irmãs, queridos amigos, queridas amigas e queridos jovens de todo o Brasil.

Estou aqui, no meio das minhas irmãs, neste navio, simbolicamente a caminho do Brasil.

A minha mensagem por ocasião destes 134 anos de presença é que o carisma das Filhas de Maria Auxiliadora continue a crescer com a mesma vitalidade e com a mesma força que marcaram toda essa história.

Gostaria de encorajá-los a olhar para o futuro com esperança. Rezo por isso especialmente depois desta visita à Inspetoria de Recife, onde celebramos o centenário da presença em Petrolina e também o centenário da chegada das Filhas de Maria Auxiliadora ao Nordeste do Brasil.

E agora, nesta Inspetoria que celebra o centenário de São José dos Campos, recordamos também os 134 anos da chegada das nossas primeiras irmãs ao Brasil.

É uma grande graça poder contemplar tudo isso e reconhecer tantos sinais de bem, sinais que a Providência foi semeando ao longo do nosso caminho neste grande subcontinente, porque o Brasil é realmente muito grande.

Por isso, desejo sinceramente que possamos levar adiante a nossa missão com entusiasmo. Que possamos ser, antes de tudo, Filhas de Maria Auxiliadora fiéis e felizes.

E que os leigos, as leigas, os jovens e as jovens que 

caminham conosco possam não apenas experimentar essa alegria, mas também participar desse brilho que torna belo, forte e grandioso este maravilhoso carisma que o Senhor nos concedeu viver.

Bom caminho a todos!
Que este caminho, que nos conduz à eternidade, continue sendo fecundo de muito bem.

E que o Senhor conceda muitas e santas vocações às Inspetorias do Brasil.

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Senado Federal reconhece trajetória de salesiana que dedicou 71 anos à educação, à saúde e à promoção humana

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Reconhecimento à missão salesiana Ao entregar a homenagem, o senador Nelsinho Trad destacou a contribuição da religiosa para a formação de gerações de estudantes e para o fortalecimento de iniciativas sociais e de saúde no Mato Grosso do Sul. Em seu pronunciamento, o parlamentar também recordou a relação construída ao longo de décadas com a religiosa e ressaltou o testemunho de vida que ela representa para a sociedade. "Estou muito emocionado por proporcionar este reconhecimento à Irmã Nilda. Sua trajetória é um exemplo de dedicação ao próximo, de amor ao serviço e de compromisso com as pessoas que mais precisam", afirmou. Uma homenagem que celebra milhares de vidas transformadas Para as Filhas de Maria Auxiliadora, a Comenda Santa Dulce dos Pobres representa mais do que uma homenagem individual. O reconhecimento prestado pelo Senado Federal evidencia a força de uma missão educativa e evangelizadora que, há mais de 150 anos, transforma vidas em diferentes partes do mundo. 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«Preservar vozes e rostos humanos»: Comunicadores refletem sobre “uma possível aliança” na era da Inteligência Artificial

Na manhã do dia 9 de junho, memória de São José de Anchieta, Apóstolo e Padroeiro do Brasil, aconteceu a reunião em formato online para os comunicadores e colaboradores de Comunicação da Inspetoria Nossa Senhora Aparecida (BAP), de São Paulo (SP). O encontro, previsto no calendário inspetorial, reuniu 28 comunicadores responsáveis pela comunicação nas escolas, obras sociais, hospital e faculdade. Contou com a presença e apoio de Irmã Ivone Marcuzo, conselheira inspetorial da BAP e referente para a Comunicação, e foi coordenado por Irmã Maike Loes, coordenadora inspetorial de Comunicação, e Andréa Pereira, assessora de Comunicação. A novidade deste encontro geral de Comunicação, o único do primeiro semestre de 2026 neste formato, foi a palestra conduzida por Cícero Albuquerque, coordenador inspetorial de Comunicação da Inspetoria Madre Mazzarello (BMM), de Belo Horizonte, que tratou sobre a mensagem do Papa Leão XIV para o 60º Dia Mundial das Comunicações Sociais (DMCS). Neste ano em que o DMCS celebra sua maturidade — afinal são 60 anos abordando temas comunicativos sem interrupção desde a sua criação, em 1966 —, na mensagem intitulada “Preservar vozes e rostos humanos”, o Papa Leão XIV deu amplo espaço para refletir sobre o progresso da civilização e o avanço das tecnologias, especialmente da inteligência artificial. Inicialmente, Irmã Maike apresentou uma contextualização sobre o DMCS, sua criação e seus desdobramentos e, em seguida, Cícero abordou, em linhas gerais, o tema da mensagem, detendo-se de modo especial na terceira parte: “Uma possível aliança”. Segundo Cícero, «“Uma possível aliança” é um trecho que eu particularmente me conectei bastante porque ele traz todo um cenário que a gente vivencia hoje». Para Cícero, quando o Papa Leão XIV propõe “uma possível aliança”, o foco está num «olhar de esperança, que precisamos exercitar o tempo todo. Mais uma vez, nós da comunicação, acabamos tendo que colocar esse olhar de esperança em basicamente tudo que fazemos, porque se olhamos só para o cenário, muitas vezes ele não parece tão positivo», e aí cada um «precisa trazer esse olhar de esperança para fazer com que essas propostas e essas vivências do nosso tempo atendam de uma forma positiva aos ambientes, aos lugares, aos nossos destinatários, enfim, à juventude de maneira geral». Cícero destacou com muita propriedade os três pilares indicados por Papa Leão XIV para que esta aliança seja possível, para que as pessoas sejam protagonistas no processo de interação com a inteligência artificial e não dominadas ou guiadas por ela. Ao mencionar e explanar sobre os três pilares — responsabilidade, colaboração e educação —, Cícero chamou em causa a Educomunicação, uma marca da Família Salesiana que educa comunicando e comunica educando! «Um tema que para nós é muito importante, que é a Educomunicação. Todos nós temos de alguma forma essa vivência com a Educomunicação enquanto área de conhecimento, talvez muito mais na nossa prática do que no entendimento racional do estudo da comunicação.» A Educomunicação «é uma área que é bastante cara para a congregação. A vida salesiana tem um olhar muito voltado para a Educomunicação e isso se conecta também diretamente com a mensagem do Papa Leão XIV». Cícero destacou a necessidade de «ter esse olhar crítico para aquilo que estamos fazendo». «Quando ele [o Papa] fala dessa literacia, é exatamente isso: inserir esse ensinamento, esse jeito de lidar, inclusive, nos nossos processos pedagógicos [...] isso precisa estar integrado aos nossos sistemas de ensino». Ao mencionar a Educomunicação, Cícero incentivou os comunicadores da BAP a buscarem caminhos novos que possibilitem criar projetos voltados para o desenvolvimento do pensamento crítico. Segundo Irmã Maike, «a partilha que o Cícero fez hoje com os nossos comunicadores foi muito prática. Ele conseguiu fazer conexões com o nosso cotidiano, falou sobre a Educomunicação, ligou o tema da mensagem do Papa com o material didático da Rede Salesiana, com os “Bons-dias” e “Boas-tardes”, com os conteúdos do ENARSE, e também com o pátio, lugar privilegiado para o educador salesiano». Para a coordenadora inspetorial de Comunicação, o que mais impactou durante a fala do Cícero foi a questão da formação do pensamento crítico: «é uma chamada muito grande para que nós vivamos um dos elementos do tripé do Sistema Preventivo, que é a razão. Às vezes, nós temos muito forte a questão da religião, da espiritualidade; temos também o aspecto do afetivo, da bondade, do carinho, da amorevolezza, mas às vezes nós estamos precisando dar uma injeção maior no uso da razão, porque nós somos seres inteligentes, nós somos seres pensantes», concluiu Irmã Maike. Ao final deste primeiro momento, o grupo interagiu pelo chat destacando pontos relevantes da mensagem do Papa Leão XIV: “Responsabilidade, transparência e formação crítica.” “A IA deve servir e não nos dominar.” “Transparência gera confiança.” “Sermos nós os protagonistas!” “A informação é um bem público.” “A educação é o caminho para formar a consciência crítica. Sem pensamento crítico, não há liberdade.” “A responsabilidade com a IA começa nas escolhas humanas.” “O financeiro não pode sobrepor o valor das pessoas.” “Formar pessoas livres é nossa missão.” “Gostei muito quando ele falou sobre a transparência, e a IA não deve nos dominar e sim ser uma forma de ferramenta facilitadora.” “A informação precisa ser apurada e validada com clareza, não podendo ser simplesmente criada por IA sem conferência e análise crítica.” Após os agradecimentos a Cícero pela disponibilidade e pela partilha, feita com extrema dedicação e muita competência, o grupo permaneceu em reunião e foram tratados assuntos específicos do Âmbito da Comunicação, sobre as rotinas, entregas diárias, processos e planejamento para os próximos meses. Fonte: Assessoria de comunicação da Inspetoria Nossa Senhora Aparecida - BAP

Algumas presenças salesianas do Brasil na solenidade de Corpus Christi

Memorial histórico da Missão Salesiana no tapete Com logo, lembranças e imagens, o novo Memorial Histórico da Missão Salesiana de Mato Grosso ficou marcado no tapete de Corpus Christi em Campo Grande. O trabalho foi feito por um grupo de leigos da Paróquia São João Bosco de Campo Grande e teve o acompanhamento do vice-inspetor e curador do Memorial, P. Ademir Lima de Oliveira Paróquia Universitária São João Bosco A Paróquia Universitária São João Bosco, coordenada pelo pró-reitor de Pastoral e Assuntos Comunitários da UCDB, P. Elias Roberto, marcou presença no tapete de Corpus Christi em Campo Grande com os símbolos eucarísticos e a logo da paróquia em um longo tapete branco. Paróquia São João Bosco de Lins Em Lins, a solenidade de Corpus Christi foi celebrada por centenas de fiéis na matriz da Paróquia São João Bosco. O diretor do Unisalesiano, P. João Marcos de Araújo Ramos, presidiu a Santa Missa, concelebrada pelo pároco, P. Denílson Bezerra Ferreora e pelo vigário paroquial P. Otiles Dirceu da Paixão. Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora – São Paulo VI Dezenas de leigos, com famílias inteiras, da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora de Campo Grande, foram ainda de madrugada para a Avenida Afonso Pena preparar os tapetes de Corpus Christi nos espaços reservados para a comunidade. Até mesmo as crianças se dedicaram ao trabalho e se divertiram misturando as cores dos materiais coloridos. A comunidade levou para os tapetes figuras representativas dos padroeiros das comunidades paroquiais, entre elas, diversos santos salesianos, como São Luís Versiglia e São Calisto Caravaggio. O pároco, P. Orozimbo, acompanhou os trabalhos e abençoou todos os que se voluntariaram na atividade. Paróquia São João Bosco de Campo Grande Quase uma semana antes da data da solenidade litúrgica os paroquianos responsáveis pela confecção dos tapetes de Corpus Christi da Paróquia São João Bosco já estavam trabalhando a pleno vapor. Eles reservaram a tarde do sábado para preparar os materiais utilizados na produção das artes. O amarelo vibrante, o azul celeste e demais cores tingiram a serragem e sal para ganhar forma nas ruas da capital de MS na festa litúrgica. O dia também foi reservado à preparação dos moldes das artes. Na quinta-feira, dezenas de voluntários chegaram cedo para a implementação do planejamento nas ruas e ficaram a manhã toda na confecção dos tapetes. O pároco, P. Edson Cardoso Colman, acompanhou as atividades dos leigos. Santuário de Maria Auxiliadora e Colégio Santa Teresa em Corumbá Eram pouco mais de 6h da manhã quando as famílias e jovens do Santuário de Nossa Senhora Auxiliadora e também dos alunos e professores do Colégio Salesiano de Santa Teresa tomaram conta das ruas de Corumbá para a confecção dos tapetes para a procissão de Corpus Christi. Os trabalhos seguiram até o meio dia. “Foi um momento de oração e celebração da vida comunitária”, lembrou o reitor do Santuário, P. João dos Santos Barbosa Neto, que também sujou as mãos com tinta e serragem junto com os paroquianos. Houve uma presença significativa de famílias, vovôs e vovós que, com muito entusiasmo, criatividade e dedicação, se envolveram na atividade. A comunidade do Santuário preparou um delicioso lanche para todos os envolvidos com cachorro-quente, refrigerante, suco e café. Tapete na terra Indígena A comunidade católica na Terra Indígena Sangradouro, formada pelos povos originários Xavante, também celebrou a festa de Corpus Christi com uma procissão do Santíssimo Sacramento na aldeia. O piso de terra e chão batido ficou longe do glamour das grandes cidades. Mas não faltou amor na preparação dos desenhos no meio da aldeia para a passagem da procissão. Flores coloridas, serragem e cal foram suficientes para criar os desenhos. A procissão liderada pelos missionários salesianos levou o Santíssimo Sacramento para abençoar os espaços das famílias e toda a comunidade local. Paróquia São Francisco de Assis em Três Lagoas São Pedro, Nossa Senhora Aparecida, Eucaristia e a Bíblia foram as figuras escolhidas pelos artistas da Paróquia São Francisco de Assis, em Três Lagoas, para adornar os tapetes de Corpus Christi representando a comunidade. O pároco, P. José Alves de Araújo, acompanhou os trabalhos e abençoou os voluntários que se esmeraram na atividade desde as primeiras horas da manhã desta quinta-feira (04/06). Renovação das promessas dos MESCES em Cuiabá No dia de Corpus Christi, os MESCEs da Paróquia São Gonçalo, matriz paroquial e das comunidades de Capela Santa Rita, Nossa Senhora do Bom Conselho, São Domingos Sávio, São Pedro, São Vicente de Paula, Nossa Senhora de Fátima, Santuário Nossa Senhora Auxiliadora e Caminho Neocatecumenal, renovaram as promessas do seu Ministério. Houve ainda, o envio dos Ministros da Esperança, a 1ª Eucaristia de adultos e a beleza da nossa procissão de Corpus Christi. O pároco, P. Idenílson Lemes da Conceição, conduziu a procissão com o Santíssimo Sacramento pelas ruas de Cuiabá, em torno da matriz paroquial. Procissão no Ginásio do Colégio Santo Antônio O ginásio do Colégio Salesiano Santo Antônio, em Coxipó da Ponte, Cuiabá, foi preparado especialmente para a celebração de Corpus Christi da Paróquia Nossa Senhora da Guia. O espaço ficou lotado de fiéis que compareceram à celebração da Santa Missa e procissão do Santíssimo Sacramento. O pároco, P. Wellinton Francisco da Costa carregou solenemente o Ostensório percorrendo o tapete confeccionado na quadra esportiva. Fonte: Missão Salesiana de Mato Grosso

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