A bela intuição de Dom Bosco: os Salesianos Coadjutores
19/03/2025

A bela intuição de Dom Bosco: os Salesianos Coadjutores

A bela intuição de Dom Bosco: os Salesianos Coadjutores
Jean Paul Muller, Salesiano Irmão e ecônomo geral da Congregação Salesiana. Foto: ANS
Conheça a história de como surgiram, a partir do Oratório de Valdocco, os salesianos coadjutores, ou salesianos irmãos, parte fundamental da Congregação fundada por Dom Bosco 

Depois de um começo simples, o compromisso de Dom Bosco com os jovens do Oratório de Valdocco, na Itália, foi se tornando cada vez mais completo, com a criação das oficinas de tipografia, sapataria e serralharia. Assim, aos poucos, Dom Bosco reuniu seus colaboradores numa Associação que chamou de “União” ou “Congregação” de São Francisco de Sales.

Os voluntários que ensinavam os vários ofícios, frequentavam os cultos da igreja e organizavam as atividades ao ar livre, viviam em suas casas, com suas famílias, enquanto continuavam a se envolver no trabalho dos oratórios. Eram o que ele costumava chamar de salesianos “externos” e incluíam alguns sacerdotes, leigos devotos, nobres e mulheres, algumas delas mães, inclusive Mamãe Margarida (a mãe de Dom Bosco), benfeitores e promotores.

A outros voluntários, que demonstravam vocação, Dom Bosco convidava a “ficar com ele” e viver juntos na casa que sempre foi considerada o sustentáculo da sua associação religiosa. Seguindo a sugestão do Papa Pio IX, Dom Bosco chamou, a esta segunda organização religiosa de caridade, “Pia Sociedade de São Francisco de Sales”. A primeira reunião oficial ocorreu nos aposentos de Dom Bosco, no dia 18 de dezembro de 1859, e contou com a presença de sacerdotes e clérigos.

Primeiros salesianos coadjutores - Em 1860, os primeiros leigos admitidos como “coadjutores” foram Giuseppe Rossi e Giuseppe Gaia (que foi cozinheiro do Oratório durante vários anos). Depois, veio Federico Oreglia, membro da aristocracia de Turim, o qual se tornou salesiano e prestou um grande serviço ao Oratório, antes de partir e terminar seus dias como jesuíta. Entre os leigos que foram para a Argentina com Giovanni Cagliero, em 1875, estavam Vincenzo Gioia, Bartolomeo Scavini (mestre de carpintaria), Stefano Belmonte (músico e especialista em economia doméstica) e Bartolomeo Molinari (mestre de música), considerados “verdadeiros trabalhadores evangélicos”.

Os coadjutores trabalharam arduamente na obra de Dom Bosco em favor dos que frequentavam o Oratório. Eles eram cozinheiros, porteiros, tipógrafos, sapateiros, ferreiros, administradores, professores, treinadores esportivos, assistentes nas funções religiosas, nas aulas, no teatro; cumprindo, na missão do Oratório, a sua própria missão.

Espaço para todos os tipos de ministério - A figura do salesiano coadjutor, ou do salesiano irmão, enfrentou algumas resistências em seus primeiros anos; mas Dom Bosco sempre insistiu na igualdade fraterna: para ele, havia espaço para todos os tipos de ministério. Todos eram apóstolos, todos eram educadores, todos tinham igual dignidade como seres humanos, cristãos, religiosos, salesianos.

Com o passar do tempo vieram algumas mudanças. Um passo importante, após o Concílio Vaticano II, foi a possibilidade, por meio do XX Capítulo Geral dos Salesianos de Dom Bosco, de os salesianos irmãos se tornarem membros de Conselhos em todos os níveis da Sociedade Salesiana (local, inspetorial e geral).

Salesianos irmãos e salesianos padres - O salesiano coadjutor, assim como o salesiano padre, observa as mesmas regras, participa das mesmas práticas, tem direito às mesmas celebrações e beneficia-se dos mesmos sufrágios após sua morte. Sua presença entre os jovens de uma casa salesiana nunca é apenas administrativa: é também apóstolo e educador, religioso no sentido pleno da palavra, capaz de realizar, no variado programa do apostolado salesiano, todas as tarefas que não requeiram o Sacramento da Ordem (diaconato, presbiterado, episcopado).

A diferença é que seu trabalho é feito principalmente em atividades de natureza laical, ou ‘secular’. O salesiano coadjutor pode desenvolver sua vocação ‘religiosa-salesiana’ como educador, médico, professor, técnico agrícola, diretor de projetos de desenvolvimento, administrador, contador, catequista, escoteiro, publicitário, bibliotecário, arquiteto, técnico em informática, treinador esportivo ou músico (para citar algumas possibilidades).

As vozes dos coadjutores: Uma nova oportunidade para o serviço à comunidade a partir do CG29 - O dia 13 de março no 29º Capítulo Geral (CG29), atualmente em andamento em Valdocco, será lembrado como um marco na história da Congregação Salesiana. Durante a assembleia, foi aprovada uma resolução que permitirá, ad experimentum, confiar o cargo de diretor de uma comunidade salesiana a qualquer membro, sem a exigência de que seja um sacerdote ordenado.

Essa decisão, que requer a aprovação do Conselho Geral e do Reitor-Mor a ser eleito, representa um passo significativo em direção a uma maior valorização da complementaridade vocacional entre os salesianos sacerdotes e os salesianos coadjutores.

A resolução, adotada com o consenso da maioria qualificada dos capitulares, foi acompanhada por um intenso debate e diálogo aberto e fraterno. Reunimos as impressões de três salesianos coadjutores presentes em Valdocco, que compartilharam suas reflexões sobre este importante avanço.

Albert-Sébastien Ramadan, foi convidado como observador para o 29º Capítulo Geral (CG29), atualmente em andamento em Valdocco,  e contribuiu para o debate com uma intervenção na assembleia:

"Após a votação de ontem, que dá aos salesianos coadjutores a oportunidade, de forma experimental, de serem diretores de uma comunidade local, sinto-me satisfeito. Houve um debate sobre o tema para considerar os prós e os contras. Senti que minha intervenção no CG29 foi útil; ela trouxe algo a mais. Mesmo quando intervim em nossa comissão, muitos mudaram seu ponto de vista.

O Espírito Santo garantiu que houvesse um ponto de vista que satisfizesse ambas as partes. Por agora, já é uma porta aberta, este é um passo adiante. Tudo o que Deus fez é bom: estou convencido de que foi o Espírito que agiu. Ele agirá e nos guiará segundo a vontade de Deus."

Van Luan Bui, do Vietnã, também é observador no CG29. Em seu país, os salesianos coadjutores representam uma parte significativa da comunidade:

"Estou feliz com tudo o que foi decidido, porque estamos focados na nossa responsabilidade com a comunidade, nossa missão e os jovens. Escutamos a vontade do Pai e tomamos o tempo necessário para aprender a dialogar sobre o tema. Agora nossa comunicação está aberta e encontramos uma maneira de trabalhar juntos.

No Vietnã, há uma forte presença de coadjutores, mais de 70 membros: um número que resulta da qualidade do trabalho que realizamos e do espírito de comunidade que nos une."

Lucas Mario Mautino, delegado da Argentina Norte, compartilhou um pensamento que remete à figura de Artêmides Zatti, o salesiano coadjutor argentino recentemente canonizado:

"Acredito que também seja um belo sinal dos tempos que os não ordenados, em algumas ocasiões, possam ser chamados ao serviço da autoridade no estilo de Jesus. Vejo com muita esperança esta nova opção que estamos tomando, especialmente para o serviço aos jovens.

Dom Bosco nos pensou como uma única vocação, vivendo em uma complementaridade fraterna, valorizando-nos mutuamente. Para compreender o salesiano sacerdote e o salesiano coadjutor, precisamos considerá-los juntos: este é o caminho a seguir. Também temos Artêmides Zatti como modelo, e é bonito olhar para ele neste momento. Para nós, ele é uma figura muito importante que nos ensina a evangelizar e educar por meio do testemunho e do estilo de vida."

Um passo corajoso para o futuro - A decisão tomada no CG29 representa uma virada significativa e um sinal dos tempos para a Congregação Salesiana. Ela não apenas abre novas perspectivas de serviço e liderança para os salesianos coadjutores, mas também enfatiza o valor da complementaridade vocacional dentro das comunidades.

Na história da Família Salesiana, esta escolha está em continuidade com o espírito de Dom Bosco, que sempre considerou a vocação como uma realidade única, enriquecida pela diversidade de carismas. Olhando para o futuro, o CG29 optou por adotar uma visão mais inclusiva, que fortalece a missão salesiana ao serviço dos jovens e das comunidades locais.

Com a contribuição de todos os membros, sacerdotes e coadjutores, o Capítulo prossegue seu caminho com determinação, reafirmando sua fidelidade ao chamado de Deus e ao carisma salesiano, sempre atento aos sinais dos tempos.

Há, atualmente, cerca de 2.000 salesianos coadjutores no mundo.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Rede Salesiana Brasil, com informações da Agência Info Salesiana

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16 de março de 1892 - 134 anos da chegada das Irmãs Salesianas (FMA) ao Brasil

CHEGADA DAS FILHAS DE MARIA AUXILIADORA AO BRASIL  O ano é 1877. Na solenidade da natividade de Maria Santíssima, 08 de setembro, Dom Bosco anuncia o desejo de enviar à América, mais especificamente ao Uruguai, a primeira expedição missionária do Instituto, cujo objetivo era dar início à tão sonhada expansão do carisma salesiano no estilo feminino. Aos 27 de setembro do mesmo ano, ele anuncia os nomes das Irmãs missionárias que seriam enviadas às terras uruguaias. Tempos depois, em 14 de novembro, parte o navio Savoie tendo a bordo as seis Irmãs escolhidas, chegando em Montevidéu em 12 de dezembro. Lá elas abrem a casa de Villa Colón e iniciam suas atividades na América. Não tardou a começarem as movimentações para a vinda das Irmãs ao Brasil que, a essa altura, já conhecia a figura do bom Pai Dom Bosco. Com a chegada dos Salesianos, em 1883, o sonho de ter também a presença da congregação feminina começou a tomar forma. Em 1886, Monsenhor João Filippo dá início ao projeto de construção do Colégio que leva o título de Nossa Senhora do Carmo, começando a obra em 1887. Ao final da construção, em 1891, o sacerdote obtém do Reitor-Mor, Pe. Miguel Rua, a autorização para a vinda das Irmãs Salesianas para assumirem a direção da casa destinada às meninas. Inicia-se assim a missão Salesiana FMA em terras brasileiras. Em 5 de março de 1892 partiram, de Montevidéu, dez Irmãs FMA e duas noviças com a finalidade de assumir o Colégio do Carmo e abrir mais duas casas no Brasil. Foi nomeada como Superiora a Irmã Teresa Rinaldi, tendo em sua companhia as Irmãs: Florinda Bittencourt, Helena Ospital, Paula Zuccarino, Joana Narizano, Dolores Machin, Ana Couto, Dileta Maldarin, Justina Gros, Francisca Garcia e as noviças, Matilde Bouvier e Maria Luisa Schilino. A expedição veio acompanhada ainda pelo Revmo. Pe. Domingos Albanello, nomeado prefeito do Colégio São Joaquim, de Lorena. Chegaram ao porto do Rio de Janeiro no dia 10, às 20h, no navio Sud América. Após passarem por Niterói e Lorena, seguiram viagem em trem até Guaratinguetá no dia 16 de março, tendo sido recebidas às 14h, na estação ferroviária da cidade. Haviam lá para a recepção alguns sacerdotes, autoridades civis, muitas famílias e grande população, além de uma animada banda musical. Após uma solenidade na Igreja Matriz, dirigiram-se ao Colégio que previamente havia sido adornado com arcos e flores. Acompanhadas do fundador do Colégio, Pe. Monsenhor João Filippo, e do Diretor do Colégio Salesiano de Lorena, Pe. Carlos Peretto, entraram primeiramente na Capela, onde a lâmpada acesa no altar indicava a presença de Jesus Sacramentado que já havia tomado posse da casa. Em seguida visitaram todo o edifício, mobiliado e abastecido completamente com capacidade imediata para atender 200 meninas, podendo a estrutura acolher 400. Tamanha era a benfeitoria de Mons. Filippo que fez o necessário para prover tudo às Irmãs e às jovens que atenderiam. A partir deste dia, a presença das Filhas de Maria Auxiliadora no Brasil criou raízes como uma árvore frondosa e fecunda, se espalhando com grandeza e graciosidade pelos quatro cantos do país. Seguiram-se então a inauguração desta casa, em 20 de abril do mesmo ano, e de inúmeras outras ao longo do estado de São Paulo e além dele. O Colégio do Carmo guarda em seu existir a semente original que brotou e deu frutos por toda a terra brasileira, concentrando sobre seu chão a história de inúmeras gerações e figuras que por ele passaram. Suas paredes guardam a dedicação de um sacerdote que, com quase nada, fez o muito que existe hoje. Guarda também o testemunho das primeiras Irmãs que ali lançaram à terra suas vocações. E, especialmente, o carisma salesiano das origens, em estilo feminino, aquele dos tempos de Madre Mazzarello, que faz do Colégio do Carmo a Mornese brasileira há mais de 130 anos. Celebramos hoje, os 134 anos da presença das Irmãs Salesianas no Brasil, na certeza de que a missão se renova todos os dias na feliz entrega de vida aos jovens e à vontade de Deus. O Vale do Paraíba é o berço da Obra das FMA no Brasil. As cidades situadas na região apresentavam aspecto tipicamente interiorano. A Igreja era símbolo da religião católica, elemento integrante da formação social luso-brasileiro. Os proprietários de terras e de escravos controlavam a vida pública. Os moradores tinham, em geral, horizontes culturais bastante restritos. Era pequena a área de influência dessas cidades, pois, os habitantes preocupavam-se quase que apenas com os seus assuntos locais devido à distância dos centros mais importantes: São Paulo e Rio de Janeiro. É dentro dessas perspectivas limitadas que as Irmãs passam a realizar a sua atividade educacional e assistencial. Em consequência da cultura, sobretudo cafeeira, as diversas localidades do Vale ofereciam instrução elementar para as crianças, mas, em razão da situação de dependência da mulher, dava-se mais importância à escolarização dos meninos. Portanto, na região do Vale do Paraíba, a presença das FMA foi fundamental para a educação feminina. A formação cristã das meninas era, sem dúvida, a razão principal da atividade educativa das Irmãs. Além da educação da fé, havia outros objetivos principais: a formação moral, a preparação para a vida e a preocupação com a orientação para uma possível vida consagrada. As Irmãs abriram também externatos e Oratórios Festivos onde primava a Associação das Filhas de Maria. Em 1892, Irmã Teresa Rinaldi foi nomeada Superiora e representante da Visitadora, Madre Emilia Borgna, com o título de Vice-Visitadora. Em 1893, tendo sido criada a nova Visitadoria do Brasil, Madre Emilia Borgna voltou ao Uruguai e no dia 15 de outubro, Dom Lasagna apresentou “a Visitadora do Brasil na pessoa da Reverenda Madre Teresa Rinaldi”. A festa de Santa Teresa, no dia 15 de outubro de 1895, em Araras, em homenagem a Madre Teresa Rinaldi contou com a presença de vários sacerdotes e do próprio Lasagna. Poucos dias depois, a Visitadora partia para Minas Gerais com a expedição organizada por Dom Lasagna para fundação de Casas naquele Estado. Tanto ela como o prelado foram vítimas do desastre ocorrido em Juiz de Fora a 05 de novembro de 1895. Com a morte de Madre Rinaldi, a Irmã Ana Masera, mestra das noviças, foi designada como diretora interina do Colégio do Carmo. Na época do acidente, Don Luis Lasagna estava em tratativas para a fundação da Obra das FMA no Estado de Minas Gerais; assim sendo, tal Obra só foi iniciada no ano de 1896 com a fundação da Santa Casa de Ouro Preto e do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora de Ponte Nova. A NOVA CONFIGURAÇÃO DAS INSPETORIAS DAS FMA NO BRASIL A organização das presenças salesianas é dividida em províncias, ou inspetorias como são nomeadas no Brasil. Na introdução do terceiro volume de “As Filhas de Maria Auxiliadora no Brasil: cem anos de História”, Riolando Azzi (2003) afirma que as décadas de 40 e 50 são marcadas pela expansão das obras das Salesianas, por todo o território nacional. Essa expansão provoca uma nova organização territorial nas Obras por meio da criação de Inspetorias: Inspetoria Imaculada Auxiliadora – Campo Grande – 1941; Inspetoria Maria Auxiliadora – Recife – 1941; Inspetoria Madre Mazzarello – Belo Horizonte – 1948; Inspetoria Laura Vicuña – Manaus – 1961; Inspetoria Nossa Senhora Aparecida – Porto Alegre – 1967; Inspetoria Nossa Senhora da Penha – Rio de Janeiro – 1984; Inspetoria – Nossa Senhora da Paz – Cuiabá – 1993; Inspetoria Santa Teresinha – Manaus – 2005. Em 02 de fevereiro de 2021, com a intenção de ressignificar o carisma e qualificar ainda mais a presença e missão das Filhas de Maria Auxiliadora (FMA) no Brasil, as nove Inspetorias das Irmãs Salesianas unificaram-se em quatro novas inspetorias: Inspetoria Nossa Senhora da Amazônia, Inspetoria Maria Auxiliadora, Inspetoria Madre Mazzarello e Inspetoria Nossa Senhora Aparecida. Atualmente, as Inspetoras de cada inspetoria são: Ir.Maria Carmelita de Lima Conceição - Inspetoria Nossa Senhora da Amazônia Ir. Maria Américo - Inspetoria Maria Auxiliadora  Ir. Teresinha Ambrosim - Inspetoria Madre Mazzarello Ir. Alaide Deretti - Inspetoria Nossa Senhora Aparecida MEMORIAL DAS FILHAS DE MARIA AUXILIADORA  Em março de 2019, foi o Memorial “Filhas de Maria Auxiliadora no Brasil”, localizado na Casa do Puríssimo Coração de Maria (Antigo Orfanato), em Guaratinguetá (SP). O “Orfanato”, como é conhecido por todos, foi inaugurado por Monsenhor João Filippo, em 1923 e hoje abriga a história das FMA. O memorial conta com um acervo riquíssimo em detalhes e promove uma experiência sensorial que registra a história de maneira afetiva, cultural e religiosa. “O Memorial oferece aos visitantes a possibilidade de fazer a experiência de uma imersão no carisma das FMA, percorrendo a sucessão histórica dos fatos contextualizados dentro da História da Igreja e do Brasil, e sucessivamente nas 4 salas temáticas onde aprofundamos a experiência carismática, sua expansão na América e no mundo, o impacto da ação educativa evangelizadora das Irmãs na sociedade Brasileira e o segredo deste impulso apostólico. A experiência termina com uma romaria até Aparecida, passando antes por Guaratinguetá, onde fazemos Memória de Monsenhor João Filippo no mesmo local onde ele viveu seus últimos 3 anos e onde veio a falecer. Terminamos na sala dos Romeiros onde o visitante tem uma visão das metas de peregrinações de Aparecida a Cachoeira Paulista. Entre estas 47 metas está a Gruta Nossa Senhora de Lourdes, na entrada da Casa do Puríssimo Coração de Maria, a casa onde nasceu o 1º santo brasileiro, Frei Antonio de Santana Galvão e, finalmente, o grande Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida. Na capela o visitante pode visitar o mausoléu onde repousam os restos mortais de Monsenhor João Filippo e os restos mortais da Madre Teresa Rinaldi, das 3 FMA e da leiga todas mortas no desastre ferroviário de Juiz de Fora, como também os restos mortais de Madre Emilia Borgna, missionária italiana e 1ª Inspetora do Brasil. Além desta experiência carismática, o Memorial realiza seminários on-line para animar e qualificar nas Irmãs e colaboradores o gosto pelo registro histórico e, em colaboração com a ACSSA, ajudar as cronistas e secretárias a melhorarem a escritura das Crônicas das casas. O próximo seminário será sobre a organização, identificação e conservação das fotos existentes nas Casas. No Memorial está sendo montada uma sala que contará e História e evolução da comunicação em nossas obras. Existe também uma biblioteca histórica que estamos organizando com a Ir. Analia Luberti. O Memorial participa também de um Projeto Formativo, em nível mundial, que visa animar a dimensão missionária nas FMA, nos colaboradores e jovens. Trata-se do Projeto de Espiritualidade Missionária (PEM). Reunimos grupos de Irmãs e leigos que visitam os primeiros lugares onde chegaram as missionárias e os missionários salesianos na América. Esse Projeto contempla 4 percursos: 1º: Bacia do Prata que visita nossas primeiras fundações na América: Uruguay e Buenos Aires. 2º: percurso: Patagônia norte (Bahia Blanca, onde estão os restos mortais de Laura Vicuña), Viedma, sede episcopal de Dom Cagliero e onde viveu e se santificou Artemide Zatti e Carmen de Patagones, primeira presença nossa na Patagônia, visita à terra natal de Zeferino Namucurá, e terminamos nas Cordilheiras dos Andes em Jinin de los Andes onde viveu e se santificou Laura Vicuña. 3º: Patagônia sul (Puntarenas, Estreito de Magalhães, Terra do Fogo). 4º: Brasil: São Paulo, Guaratinguetá, Aparecida.Rio de Janeiro, Juiz de Fora”, comenta a Curadora do Memorial, Ir. Dulce Hirata. Confira o vídeo com um tour pelo Memorial e alguns depoimentos de quem já o visitou. Clique aqui. Mensagem da Madre Chiara, Superiora Geral das Filhas de Maria Auxiliadora. Minhas queridas irmãs, queridos amigos, queridas amigas e queridos jovens de todo o Brasil. Estou aqui, no meio das minhas irmãs, neste navio, simbolicamente a caminho do Brasil. A minha mensagem por ocasião destes 134 anos de presença é que o carisma das Filhas de Maria Auxiliadora continue a crescer com a mesma vitalidade e com a mesma força que marcaram toda essa história. Gostaria de encorajá-los a olhar para o futuro com esperança. Rezo por isso especialmente depois desta visita à Inspetoria de Recife, onde celebramos o centenário da presença em Petrolina e também o centenário da chegada das Filhas de Maria Auxiliadora ao Nordeste do Brasil. E agora, nesta Inspetoria que celebra o centenário de São José dos Campos, recordamos também os 134 anos da chegada das nossas primeiras irmãs ao Brasil. É uma grande graça poder contemplar tudo isso e reconhecer tantos sinais de bem, sinais que a Providência foi semeando ao longo do nosso caminho neste grande subcontinente, porque o Brasil é realmente muito grande. Por isso, desejo sinceramente que possamos levar adiante a nossa missão com entusiasmo. Que possamos ser, antes de tudo, Filhas de Maria Auxiliadora fiéis e felizes. E que os leigos, as leigas, os jovens e as jovens que  caminham conosco possam não apenas experimentar essa alegria, mas também participar desse brilho que torna belo, forte e grandioso este maravilhoso carisma que o Senhor nos concedeu viver. Bom caminho a todos!Que este caminho, que nos conduz à eternidade, continue sendo fecundo de muito bem. E que o Senhor conceda muitas e santas vocações às Inspetorias do Brasil.

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Imersão de Lideranças da RSB inicia segunda turma com foco nas estratégias de gestão educacional em rede

A Rede Salesiana Brasil (RSB) deu início, nesta terça-feira (10), à segunda turma da Imersão nas Estratégias de Gestão Educacional em Rede, que reúne lideranças das escolas salesianas de diferentes regiões do país no escritório da RSB, em Brasília (DF). A iniciativa acontecerá até o dia 12 de março e tem como objetivo proporcionar uma experiência formativa voltada à compreensão das estratégias de gestão educacional desenvolvidas em rede. Ao longo de três dias, gestores e lideranças educacionais participarão de momentos de formação, partilha e aprofundamento sobre a identidade, os serviços e os projetos que sustentam o trabalho das escolas salesianas no Brasil. A programação prevê atividades que irão abordar desde a contextualização histórica da Rede Salesiana Brasil até temas estratégicos ligados à formação, comunicação, currículo e inovação educacional. O primeiro dia foi marcado por um momento de acolhida e apresentação dos participantes, inspirado pela Estreia Salesiana 2026 – “Fazei tudo o que Ele vos disser”. Em seguida, a Coordenadora Executiva da RSB, Maria Dantas, conduziu um momento de contextualização histórica da Rede, apresentando também aspectos do planejamento estratégico, como identidade carismática, missão, organograma, objetivos e os principais serviços oferecidos às escolas da rede. Ainda no primeiro dia, os participantes conheceram de forma mais aprofundada os projetos da RSB e tiveram uma apresentação sobre o Currículo da Rede Salesiana Brasil para as Escolas, conduzida pelo gestor educacional Anderson Leal, que seguiu ao longo do período da tarde. O segundo dia da programação será dedicado à apresentação de serviços estratégicos oferecidos pela RSB às escolas da rede. Entre os destaques estarão os Serviços de Formação e o Plano Integrado de Formação para 2026, apresentados pela Gestora de Projetos de Formação, Ana Paula Costa e Silva, e pela analista educacional Hellen Mendes. A programação também contará com um momento voltado à Comunicação da RSB, com a apresentação de estratégias, campanhas e serviços desenvolvidos para fortalecer a atuação das escolas no ambiente digital e institucional. No período da tarde, os participantes participarão de uma roda de conversa sobre inteligência estratégica para um novo tempo na educação, seguida de uma visita ao Santuário Dom Bosco, em Brasília, onde será celebrada a Eucaristia. No terceiro e último dia da imersão, os participantes conhecerão o ecossistema da Editora Edebê, com apresentações sobre soluções educacionais e produtos digitais desenvolvidos para apoiar o processo educativo nas escolas salesianas. A programação será concluída com o Workshop Liderança Salesiana em Rede, conduzido pela consultora Patrícia Michelin, seguido de orientações sobre a etapa de acompanhamento e o momento de encerramento da formação. Ao reunir lideranças educacionais de diferentes regiões do país, a Imersão busca fortalecer o espírito de rede, promovendo a partilha de experiências, o alinhamento estratégico e a construção coletiva de caminhos para o futuro da educação salesiana no Brasil. Flavia da Costa Mentges - Diretora Executiva:É uma alegria poder estar aqui participando do Encontro de Lideranças da Rede Salesiana Brasil e é uma oportunidade de poder rever a história, rever os processos e o propósito que nos fortalece enquanto rede. Certamente encontrar com outras lideranças renova o espírito, renova o nosso trabalho e os alinhamentos que precisamos ter para uma entrega educacional de excelência. Levarei daqui um fortalecimento do espírito salesiano e sobretudo do nosso carisma educacional. Com iniciativas como esta, a Rede Salesiana Brasil reafirma seu compromisso com a formação contínua das lideranças educativas, fortalecendo a gestão em rede e garantindo que a missão salesiana continue respondendo, com qualidade e inovação, aos desafios da educação contemporânea. Comunicação da Rede Salesiana Brasil

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