A caminho da canonização da irmã Maria Troncatti FMA: logotipo oficial
19/09/2025

A caminho da canonização da irmã Maria Troncatti FMA: logotipo oficial

A caminho da canonização da irmã Maria Troncatti FMA: logotipo oficial

Falta exatamente um mês para a data da canonização da Ir. Maria Troncatti, do Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora (FMA), missionária, que no dia 19 de outubro, domingo, será proclamada Santa pelo Papa Leão XIV, tornando-se assim a primeira FMA santa depois da Madre Maria Domingas Mazzarello. Em vista desse evento de grande alegria para toda a Família Salesiana (FS), redescubramos juntos a história, os traços característicos, a fecundidade apostólica e as obras missionárias dessa autêntica discípula de Cristo Jesus e porta-bandeira do carisma de Dom Bosco e da Madre Mazzarello.

Começamos hoje com o logotipo oficial da canonização disponibilizado pelo Instituto das FMA, com a imagem da Beata, acompanhada do slogan: “Mãe, Missionária, Artífice de Paz e Reconciliação”.

A criação do Logotipo seguiu um processo dentro do Conselho Geral, que desta maneira motiva as escolhas:

A Canonização será a ocasião para apresentar a Irmã Maria a quem não a conhece e não conhece a vida consagrada. Como toda Santa, ou Santo, também a figura da Irmã Maria Troncatti possui mui variadas facetas, sendo impossível destacar todas. Focamos apenas algumas, para propô-las ao contexto atual e à Igreja. Será importante levar a colher em seu exemplo um modelo de Vida Consagrada que se encarne na realidade, centrada no Coração de Jesus, capaz de ser mulher de reconciliação e paz, de defender os direitos humanos, de valorizar o humano e, no humano, o divino.

Há que ressaltar, pois, não só a forte dimensão social, eclesial e salesiana da missão da Ir. Maria mas também a dimensão mística e contemplativa encarnada no hoje. A Ir. Maria é exemplo de como é possível equilibrar trabalho e oração. Como boa samaritana, soube cuidar da pessoa toda. Mas no centro de sua vida, está a Presença Eucarística, que lhe deu forças para superar as fragilidades e limites próprios da humanidade. Temores, também ela os teve; mas a obediência a ajudou a superar as muitas dificuldades. Soube doar vida de diversas formas. Foi “um coração a carregar corações”.

No contexto técnico atual, a Ir. Maria é um estímulo ao cuidado e defesa da vida desde o nascimento; a privilegiar a dimensão humana da existência; a amar, como e com a força que vem do Coração de Jesus, especialmente a humanidade ferida. Através de sua missão como enfermeira, foi exemplo de cuidado, humanidade, mulher de paz e de reconciliação. Com dinamismo e paciência, favoreceu relações serenas entre os chuares e os colonos, em forte conflito entre si.

A Ir. Maria é uma mulher unificada no amor de Deus: caridade empreendedora e inteligente, amor heroico no quotidiano, e incansável no dom e no cuidado. Artesã de reconciliação e paz. Intrépida missionária em toda sua vida. A sua foi uma vida centrada em Deus, a emanar o perfume da Sua bondade.

Viveu uma espiritualidade simples, discreta, mas profunda: vivida com desenvolto heroísmo na concretude do cotidiano. Deu Jesus. Não colocava segurança em si mesma e nas suas competências. Na simplicidade e humildade de nossas origens, também emerge a Ir. Maria Troncatti num como modelo a que olhar, em consonância com a exortação do Papa Francisco, no final do Capítulo Geral XXIV: “Não vos esqueçais da pequenez das origens”. É Deus que emerge na vida de Madre Mazzarello e da Ir. Troncatti.

Essas reflexões se concretizaram na escolha dos símbolos que sintetizam a unificação interior de Irmã Maria: a maleta de enfermeira unida ao Terço, expressão do que frequentemente dizia: “Dou-vos os remédios, mas quem vos cura é Maria Auxiliadora”.

O rosto da Irmã Maria, sorridente e acolhedor – retirado de uma reprodução feita pelo Eng. Carlos D. P. Regalado, para a Inspetoria Sagrado Coração, do Equador – está inserido em forma circular dourada que contém seu nome, interrompida pelo slogan e pelos dois símbolos - a maleta e o terço - , expressão do seu programa de vida e santidade.

O Logotipo também está disponível numa variante gráfica monocromática, em azul.

Disponível em diversos formatos e em diversas línguas, pode ser usado para eventos relacionados à Canonização e para divulgação – panfletos, cartazes, cadernos, livretos, imagens, orações, impressão em camisetas, bolsas e outros itens de mercadoria… – com o cuidado de não alterar forma, cores e desenho.

Para eventuais modificações, solicita-se que se entre em contato com o Âmbito de Comunicação do Instituto FMA, enviando um e-mail ao endereço Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Logotipo officiel

Para mais informações, visite o site criado especialmente para a canonização da Ir. Maria Troncatti: https://mariatroncatti.org/ 

Fonte: CGFMA.net.org

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Comunicação salesiana fortalece identidade e missão em encontro nacional de profissionais da educação católica

Representantes de cinco Inspetorias da Rede Salesiana Brasil participaram do ANEC Summit de Comunicação e Marketing 2026, que reuniu profissionais de todo o país em Brasília A comunicação ocupa um lugar cada vez mais estratégico na missão educativa das instituições católicas. Mais do que divulgar ações e iniciativas, comunicar significa tornar visíveis a identidade, os valores e o propósito que sustentam uma instituição e estabelecer relações capazes de fortalecer sua presença na sociedade. Foi com essa perspectiva que representantes de cinco das dez Inspetorias que integram a Rede Salesiana Brasil participaram, nos dias 5 e 6 de agosto, em Brasília (DF), do ANEC Summit de Comunicação e Marketing 2026, promovido pela Associação Nacional de Educação Católica do Brasil (ANEC). Com o tema “Conexões que transformam: comunicação, propósito e impacto na educação católica”, o encontro reuniu profissionais e especialistas de diferentes instituições de educação católica para dois dias de formação, diálogo e compartilhamento de experiências sobre os desafios contemporâneos da comunicação institucional. A programação abordou temas como comunicação institucional, identidade e missão católica, branding educacional, inteligência artificial, ESG, ciência comportamental, marketing educacional, gestão de crise, reputação e comunicação da educação católica na cultura digital. RSB amplia diálogo e fortalece atuação em rede Participaram do encontro representantes da Inspetoria Madre Mazzarello, Inspetoria Nossa Senhora Aparecida, Inspetoria São João Bosco, Inspetoria São Pio X e Inspetoria São Luiz Gonzaga. 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Para Andrea Pereira, representante da Inspetoria Nossa Senhora Aparecida, o encontro também representa uma oportunidade de atualização profissional e de fortalecimento da missão. “Representar a Inspetoria Nossa Senhora Aparecida no ANEC Summit de Comunicação e Marketing é uma honra e uma oportunidade de aprendizado. O evento nos permite conhecer novas tendências, trocar experiências e fortalecer nossa missão de comunicar com propósito, sempre alinhados aos valores da educação católica.” A profissional destaca ainda que os aprendizados obtidos durante o encontro contribuirão para uma comunicação cada vez mais humana, inovadora e evangelizadora. Salesiana entre os especialistas do evento A participação da Rede Salesiana Brasil também ganhou destaque na programação do ANEC Summit com a presença de Renata Dantas, coordenadora de Comunicação da Inspetoria São João Bosco, entre as especialistas convidadas para discutir temas relacionados à gestão de crise e reputação nas instituições educacionais católicas. Jornalista e especialista em Comunicação Corporativa, Comunicação Digital, Gestão da Reputação e Gestão de Marcas, Renata possui 25 anos de experiência na área e atua também como consultora e palestrante. Para Renata, a participação em espaços como o ANEC Summit fortalece não apenas os profissionais, mas também as próprias instituições. “Participar do ANEC Summit é sempre uma excelente oportunidade. Um espaço de encontro e de interação entre comunicadores de diferentes redes. A cada ano, a qualidade dos debates se intensifica. As instituições educacionais e seus profissionais saem fortalecidos e se beneficiam com essa troca de experiências, conhecimento e prática.” A coordenadora ressalta que leva para a Inspetoria São João Bosco a convicção de que a comunicação continua exercendo um papel essencial na educação evangelizadora. Comunicação diante de novos desafios A participação no encontro também possibilitou aos profissionais refletirem sobre questões que já impactam diretamente o cotidiano das instituições de ensino, especialmente diante das transformações na comunicação digital e das novas responsabilidades relacionadas à exposição de crianças e adolescentes nas redes sociais. Para Raisa Siqueira, o ANEC Summit representou uma oportunidade de ampliar o olhar sobre esses desafios a partir da experiência de outras instituições católicas. “Participar do ANEC Summit foi uma experiência extremamente enriquecedora. 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Poder ouvir como outras instituições católicas estão conduzindo esse processo, compartilhar desafios e conhecer diferentes caminhos adotados traz mais segurança para nossas decisões e, ao mesmo tempo, nos permite contribuir com a experiência que vivemos em nossa realidade.” Para Raisa, entretanto, os desafios contemporâneos da comunicação não podem ser enfrentados apenas a partir de estratégias de mercado. A identidade e a missão das instituições precisam permanecer como referências para as decisões. “Mais do que discutir estratégias de comunicação, o encontro reforçou algo essencial: nossas decisões não podem ser pautadas apenas por práticas de mercado ou por objetivos comerciais. Precisamos manter sempre como referência o nosso carisma católico, os valores que nos unem e o legado de nossos fundadores, para que cada ação de comunicação esteja alinhada à missão evangelizadora e educativa de nossas instituições.” Comunicação como estratégia de missão As reflexões realizadas durante o encontro reforçaram que a comunicação educacional passa por profundas transformações. A expansão das plataformas digitais, o avanço da inteligência artificial, as mudanças no comportamento dos públicos e os novos desafios relacionados à reputação exigem das instituições uma comunicação cada vez mais estratégica, integrada e coerente com sua identidade. Nesse cenário, a comunicação deixa de ser compreendida apenas como uma área operacional e passa a ocupar um papel estratégico na gestão institucional, contribuindo para fortalecer vínculos, proteger a reputação, dialogar com diferentes públicos e tornar mais visíveis a identidade e o propósito das organizações. Para Eduardo Schmitz, representante da Inspetoria São Pio X, participar do encontro também significa fortalecer o atendimento às escolas e ampliar a capacidade de atuação estratégica da Inspetoria. “É uma busca estratégica por fortalecer o atendimento à rede de escolas da Inspetoria, enquanto olhar do Centro Inspetorial para a Rede de Escolas. É também uma grande oportunidade de troca de experiências, de aproximação com outras redes educacionais do segmento católico e, acima de tudo, de atualização dos conhecimentos que precisamos ter ao longo da caminhada profissional.” Conexões que fortalecem a educação salesiana Ao reunir profissionais de diferentes Inspetorias em um mesmo espaço de formação e diálogo, o ANEC Summit possibilitou à Rede Salesiana Brasil ampliar conexões, compartilhar práticas e conhecer novas perspectivas para o desenvolvimento da comunicação institucional. A experiência reforça a compreensão de que comunicar a missão salesiana exige mais do que presença nos diferentes canais. É necessário compreender os públicos, fortalecer vínculos, proteger a reputação institucional e, sobretudo, traduzir para a sociedade aquilo que está no centro da proposta educativa salesiana: uma educação que evangeliza, forma integralmente e contribui para a transformação da realidade. A participação das Inspetorias no encontro reafirma, assim, o compromisso da Rede Salesiana Brasil com uma comunicação profissional, integrada e alinhada ao seu propósito, capaz de dialogar com os desafios do presente sem perder de vista a identidade construída a partir do carisma de Dom Bosco e de Madre Mazzarello. Mais do que dois dias de formação, o ANEC Summit deixou para a comunicação salesiana novas conexões, conhecimentos e perspectivas para fortalecer uma missão que também se realiza pela capacidade de comunicar, estabelecer relações e gerar impacto na vida das pessoas.

20 Anos da Lei Maria da Penha: Da formação salesiana ao marco histórico na defesa das mulheres

Sancionada em 7 de agosto de 2006, a lei celebra duas décadas de transformação social. A história da legislação entrelaça-se com o orgulho da Rede Salesiana Brasil em ter Maria da Penha como ex-aluna. Neste dia 7 de agosto, o Brasil celebra os 20 anos da sanção da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), um divisor de águas na proteção dos direitos das mulheres e no combate à violência doméstica e familiar no país. Para a Rede Salesiana Brasil (RSB), a data carrega um motivo especial de celebração e orgulho: a mulher que empresta seu nome e sua coragem a este marco legal é ex-aluna salesiana do Colégio Juvenal de Carvalho, em Fortaleza (CE). Maria da Penha Maia Fernandes, farmacêutica bioquímica e mestre em Parasitologia, estudou na instituição salesiana entre 1960 e 1962, onde cursou o então Curso Científico. A formação humanista, pautada nos valores de justiça, igualdade, dignidade e respeito, valores promovidos pelo Sistema Preventivo de Dom Bosco, contribuiu para moldar o caráter, a resiliência e a determinação de uma jovem que viria a transformar a legislação de uma nação inteira. Uma Trajetória de Luta e Resiliência A história de Maria da Penha é marcada pela bravura após ser vítima de violência doméstica que a deixou paraplégica. Diante de duas décadas de impunidade, ela não se calou. Publicou a obra “Sobrevivi… Posso contar” e levou sua denúncia a instâncias internacionais, liderando a mobilização que culminou na criação da Lei nº 11.340, sancionada em 2006. A lei revolucionou o sistema jurídico brasileiro ao tipificar a violência doméstica, criar os Juizados Especializados, proibir penas alternativas para agressores e estabelecer as cruciais Medidas Protetivas de Urgência, que já salvaram milhares de vidas em duas décadas de vigência. O Regresso às Origens e as Memórias do Colégio Em uma visita de profunda emoção ao Colégio Juvenal de Carvalho, em 2024, Maria da Penha reencontrou as salas, corredores e pátios que frequentou em sua juventude. Acompanhada pela comunidade educativa e por religiosas que mantêm vivo o carisma da instituição, a ex-aluna percorreu os espaços significativos de sua formação, reencontrando as sucessoras de suas antigas mestras. A visita fez parte das gravações do documentário produzido pelo Instituto Maria da Penha, eternizando o vínculo entre sua trajetória de vida e o ambiente escolar onde consolidou suas bases cidadãs. Educação para a Formação de Bons Cristãos e Honestos Cidadãos Para a Família Salesiana, celebrar os 20 anos da Lei Maria da Penha reafirma a convicção no poder transformador da educação. A jornada da ex-aluna salesiana Maria da Penha evidencia que cada jovem carrega em si o potencial de impactar a sociedade e construir um legado transformador, independente das situações que a vida lhe impõe. Ao homenagear Maria da Penha Maia Fernandes nesta data histórica, a Rede Salesiana Brasil renova seu compromisso com uma educação integral, pautada na cultura da paz, na promoção dos direitos humanos e na formação de cidadãos engajados na construção de um Brasil livre de qualquer tipo de violência contra as mulheres. Por Janaina Lima, com o apoio da equipe de Comunicação da Rede Salesiana Brasil e informações dos Salesianos do Nordeste Fotos: Stenio Willamy

Em homenagem às Irmãs Salesianas, música marca o 5 de agosto das FMA

O Âmbito da Comunicação da Inspetoria Nossa Senhora Aparecida (BAP), de São Paulo, encontrou-se com Lucas Nistler, um jovem em período de discernimento que está fazendo uma experiência formativa com os Salesianos de Dom Bosco. Lucas Nistler é natural do estado de Santa Catarina, especificamente da cidade de Lontras, e atualmente, na condição de noviço, mora e estuda em Jaboatão dos Guararapes (PE), na comunidade Salesiana São Sebastião. Neste encontro com Lucas, um bate-papo “musical” interessante! Âmbito da Comunicação: Quem é Lucas Nistler? Lucas Nistler: Sou filho de Marcelo e Roseli Aparecida, tenho um irmão chamado Miguel. Nasci em 19/12/2000 e sempre fui muito criativo em minhas brincadeiras e expressões, o que depois se estendeu para o ramo musical e hoje é minha maior ferramenta na evangelização.Minha caminhada com a música vem do berço onde, desde muito novo, cantava e dançava com meus familiares; aos 12 anos comecei a aprender a tocar acordeom e isso mudou completamente a minha vida. Aos 15 já ministrava algumas aulas e animava algumas festas como músico. Com o passar do tempo, a música se tornou a minha profissão e companheira inseparável de vida.Foi através da música que cheguei a uma escola salesiana como educador, depois me encantando com a Pastoral Juvenil e, em seguida, com o desabrochar da minha vocação salesiana.  Âmbito da Comunicação: Você toca diversos instrumentos, estudou música, toca e canta, é compositor. O que a música representa para você? Qual espaço ela ocupa em sua vida e em sua rotina? Lucas Nistler: Pela música eu sempre consegui expressar o que eu sentia e por ela consigo comunicar a mensagem que desejo levar ao mundo. Desde a adolescência fiz do meu canto a minha voz e da minha história uma canção. Creio que a música foi a estrada pela qual Deus me conduziu para fazer a diferença na vida das pessoas e, por isso, eu não consigo imaginar um Lucas sem a música.  Âmbito da Comunicação: Quantas músicas você já compôs? De onde nasce a sua inspiração? Ou melhor, quanto tem de inspiração e quanto tem de esforço em cada composição? Qual das suas composições é a pupila de seus olhos? Lucas Nistler: Eu vejo a composição como um caderno onde eu escrevo a minha caminhada e as minhas percepções, então tenho diversas composições que retratam as diversas fazes que passei na minha caminhada de 25 anos.A inspiração vem como o vento, é uma luz enviada por Deus e eu não deixo passar despercebida, ando sempre pronto para anotar versos ou ritmos que chegam.As composições que já estão lançadas são as nove que compõe o álbum «Corações Ardentes, Pés a Caminho» que lancei em maio deste ano; «Madrecita» que compus no ano passado e foi lançada pela Rede Salesiana Brasil em memória da canonização de Santa Maria Troncatti e «Dom Bosco em nós», composta como tema para o ano pastoral da Inspetoria Salesiana São Pio X [de Porto Alegre - RS], da qual sou natural.Atualmente, tendo em vista o meu discernimento na fase do noviciado, a música que não sai da minha cabeça é «Dom Bosco, pai e mestre» que fala um pouco da minha alegria em seguir Dom Bosco e como ele me inspira e me ensina a cada dia. Âmbito da Comunicação: A música pode transformar a vida de alguém, no caso, de um jovem? Como seria isso? O que é preciso para que a música “trabalhe” o ser humano? Lucas Nistler: A música teve papel fundamental na minha vida e no meu crescimento, principalmente na dimensão da comunicação, da emoção e do espiritual. Creio que para além de «tocar ou cantar bem», a música é uma ferramenta que muda realidades e pessoas. Durante uns 10 anos fui professor de música, área na qual me formei e me especializei para potencializar o efeito da educação musical na vida dos meus educandos. Para a música trabalhar o ser humano, eu insisto como insistia com meus alunos quando dizia: «Sintam a música vibrar em vocês. É nessa hora que o coração e o som pulsam no mesmo ritmo».  Âmbito da Comunicação: Você compôs uma música que tem por título «Filhas de Maria Auxiliadora». Ela vai ser lançada no dia 5 de agosto, no aniversário de fundação do Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora. Parabenizamos pela composição, Lucas, e desejamos que muitas outras canções possam preencher nossos dias de alegria e esperança. Fale-nos um pouco sobre esta música. Em que momento ela nasceu? Qual foi a fonte de inspiração? Qual a importância de compor uma música dedicada às FMA? Onde ou a quem você gostaria que ela chegasse? Lucas Nistler: A primeira casa salesiana que eu adentrei foi o Instituto Maria Auxiliadora, de Rio do Sul (SC), na qual fui professor de musicalização infantil e onde eu pude beber da espiritualidade salesiana tendo o testemunho diário das Irmãs [salesianas] que lá estavam. A música nasceu justamente para o aniversário do Instituto, porém, para uma homenagem interna na qual eu queria retratar aquilo que eu via sendo vivenciado pelas FMA da casa. O amor que elas me ensinaram a ter pela vida salesiana foi um dos motivadores da minha escolha vocacional e, por isso, até hoje considero essa casa como o berço da minha vocação. Gostaria que ela chegasse a muitos lugares, mas para além das distâncias, gostaria que ela chegasse ao coração daqueles que a escutarem e assim possam sentir a beleza desse carisma como eu também senti.  Âmbito da Comunicação: Por fim, qual a frase/expressão da música «Filhas de Maria Auxiliadora» que tem mais significado para você? Por quê? Lucas Nistler: Acho que a expressão é «ter no rosto um sorriso por ser essa missão», quando a vida consagrada passa de simplesmente ter uma missão para ser a própria missão. Neste ponto eu via que a presença, a oração, o olhar, o ouvir… tudo isso eram as Salesianas e tudo isso era a missão. Eu me inspirei nessa frase que compõe a música para falar daquilo que Dom Bosco já queria - «um monumento vivo» - para nossa Mãe Auxiliadora, e acredito muito que a representação do amor de Maria por seu Filho e pelos pequenos está vivo e é testemunhado diariamente pelas Filhas de Maria Auxiliadora. Agradeço de coração ao Instituto por todo o carinho e pela contribuição no meu processo de discernimento vocacional. Fonte: Inspetoria Nossa Senhora Aparecida
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