Aniversário de 142 anos da presença salesiana no Brasil
14/07/2025

Aniversário de 142 anos da presença salesiana no Brasil

Aniversário de 142 anos da presença salesiana no Brasil
Foto: Arquivo
Em 14 de julho de 1883, chegavam a Niterói, RJ, os primeiros Salesianos, para iniciar a obra de Dom Bosco no Brasil

14 de julho de 1883. Rio de Janeiro. Tudo transcorria normalmente e tudo levava a crer que seria um dia igual aos outros. Porém, nos desígnios de Deus a semente de um grande projeto de educação, de pastoral, de assistência social e de comunicação estava sendo semeada. No final da tarde chegavam ao Brasil, mais precisamente em Niterói, RJ, os primeiros Salesianos de Dom Bosco. Desta semente surgiria a Família Salesiana no Brasil, constituída por um vasto movimento de pessoas que trabalham para construir o Reino de Deus nas mais diferentes formas de educação, pastoral e assistência social. 

Em Niterói, os Salesianos iniciaram o trabalho educativo com uma pequena escola e um pequeno número de alunos. Dizem as crônicas que eram 10. Como acontece em muitos inícios, aqui também tudo era precário, menos a vontade de servir a Deus através da educação da juventude.

Este início foi o impulsionador de inúmeros outros inícios que foram se espalhando, aos poucos, em quase todos os Estados onde os Salesianos estão presentes, ganhando muitas formas e outras estruturas. A pedagogia e o carisma de Dom Bosco, baseados no tripé “razão, religião e carinho” que são o fundamento do Sistema Preventivo, foram as colunas que deram sustentação ao entusiasmo dos salesianos no seu trabalho.

Durante estes 142 anos de presença no Brasil, à frente de inúmeras instituições de ensino básico e superior, de obras assistenciais, de escolas profissionais, de paróquias, de meios de comunicação social, de ações missionárias, os salesianos têm demonstrado muita fidelidade a Dom Bosco e compromisso com sua missão.

Nem tudo e nem sempre foi fácil. Basta ver o que aconteceu com os salesianos em Niterói logo nos primeiros anos. Perseguições, difamações, calúnias e oposição de muitos políticos e líderes de algumas seitas. A mesma oposição e descaso eram sentidas quando, num movimento de expansão, os Salesianos procuravam outras cidades ou regiões para iniciar uma nova obra. Porém, nada disto foi suficiente para fazer desanimá-los de seus objetivos e de sua missão. 

A que se deve tanto entusiasmo e tanta energia? Por que tanta significatividade junto aos jovens? De onde vem tanta capacidade de enxergar oportunidade para expandir o Evangelho?

Alguns elementos chamam a atenção. Dentre eles podemos elencar:

a) a fidelidade a um projeto de salvação inspirado por Dom Bosco cujo foco principal é a educação da juventude, principalmente a mais pobre e mais necessitada. Como filhos de Dom Bosco, nunca houve desvio deste foco.

b) a fidelidade ao Carisma de Dom Bosco e ao seu projeto educativo que tem como inspirador o desafio de levar o educando a encontrar um sentido para a vida, uma espiritualidade que mostra o transcendente, um modo de construir relações humanas baseado na bondade e no respeito.

c) o trabalho com um projeto educativo que se preocupa com uma formação integral e integradora do educando. Os Salesianos são especialistas em gente por isso seu trabalho foca a inteligência (razão), o coração e as relações. Não basta formar apenas tecnicamente um estudante. É necessário que tenha uma visão humanizadora da sociedade, seja solidário, construa relações éticas e tenha uma visão transcendente daquilo que faz.

d) a capacidade dos Salesianos de sempre se adaptarem às novas exigências da educação, não se apegando demasiadamente ao passado, mas também não buscando desesperadamente novos caminhos sem saber para aonde poderão levar. O equilíbrio entre não se afastar das raízes, mas ao mesmo tempo, a necessidade de buscar as alturas, dão fundamento à caminhada educativa e pastoral com criatividade, inovação e sustentabilidade.

e) a capacidade de envolver no mesmo projeto educativo, educadores comprometidos, principalmente os integrantes dos diversos Grupos da Família Salesiana.

Esta data nos leva a agradecer a presença dos Salesianos no Brasil, mas ao mesmo tempo, reanimar o compromisso que temos de levar adiante o projeto educativo de Dom Bosco. Que esta caminhada se fortifique e que continue formando “bons cristãos e honestos cidadãos” para o bem de nossa sociedade.

Por: Boletim Salesiano - Oswaldo Dalpiaz é presidente da Federação Nacional dos Ex-alunos

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Proximidade e caridade: a visita do Papa à Paróquia do Sagrado Coração de Jesus

Leão XIV foi acolhido com grande alegria pela comunidade paroquial da Basílica do Sagrado Coração de Jesus. Em sua homilia, destacou o Batismo como fonte de verdadeira liberdade e fraternidade e encorajou a paróquia a ser sinal de proximidade e esperança para todos que passarem por ali. Um dia marcado por proximidade pastoral para o Bispo de Roma em sua segunda visita a uma paróquia da sua nova Diocese por ocasião da Quaresma. Na manhã deste domingo, 22 de fevereiro, o Papa Leão XIV deixou o Vaticano logo cedo e dirigiu-se à Basílica do Sagrado Coração de Jesus, localizada no centro de Roma. Construída por São João Bosco, fundador da Congregação Salesiana, a pedido do Papa Leão XIII em 1880, a paróquia integra o complexo onde se encontra a Casa Geral dos Salesianos. Inserida em uma das regiões mais movimentadas da capital italiana, por onde circulam cerca de 500 mil pessoas por dia, a Basílica é marcada por intensa atividade pastoral e social: são celebradas seis Missas diárias, há atendimento constante de confissões e um amplo trabalho de acolhida a imigrantes e pessoas em situação de rua. Acolhida e convite à caridade Recebido por uma grande quantidade de fiéis, o primeiro compromisso do Santo Padre foi um encontro com crianças e jovens no pátio paroquial. O Papa, em sua saudação destacou a alegria do domingo, dia da Ressurreição, e recordou que o tempo da Quaresma é também um caminho de conversão vivido na esperança. Leão XIV elogiou a paróquia como um espaço onde todos são acolhidos e ressaltou o significado do “Coração de Jesus” como símbolo do amor e da misericórdia sem limites, capazes de reunir pessoas de diferentes países em unidade, comunhão e fraternidade. Saudou ainda a comunidade salesiana, recordando a herança de Dom Bosco e a missão de serviço, caridade e dedicação aos jovens. “É o amor de Jesus, é a sua misericórdia que nos reuniu esta manhã. Obrigado, Senhor, e bem-vindos a esta celebração!”, afirmou o Papa, incentivando as crianças e os jovens a viverem com alegria o dom da vida. A Quaresma como redescoberta do Batismo Em seguida, Leão XIV presidiu a celebração eucarística no interior da Basílica. Na homilia, o Papa destacou que a Quaresma é um tempo privilegiado para redescobrir a riqueza do Batismo e viver como criaturas renovadas pela encarnação, morte e ressurreição de Cristo. Referindo-se às leituras bíblicas do dia, sublinhou que o dom do Batismo é uma graça que encontra a liberdade humana. Comentando o relato do Gênesis, o Pontífice explicou que a provação das origens não se apresenta apenas como um limite, mas como uma possibilidade: a de uma relação com Deus. “O ser humano é livre para reconhecer e acolher a alteridade do Criador”, afirmou, observando que a tentação consiste na ilusão de eliminar a diferença entre criatura e Criador, pretendendo “tornar-se como Deus”. Cristo revela o homem a si mesmo Ao refletir sobre o Evangelho das tentações de Jesus no deserto, Leão XIV afirmou que ali se encontra a resposta ao dilema fundamental da liberdade: realizar a própria vida dizendo “sim” a Deus ou tentar alcançá-la afastando-se d’Ele. Citando a Constituição conciliar Gaudium et spes, recordou que “no mistério do Verbo encarnado encontra verdadeira luz o mistério do homem”. Jesus, ao resistir às tentações, manifesta a verdadeira humanidade e revela o homem novo, livre, cuja liberdade se realiza na obediência ao Pai. O Papa ressaltou que essa nova humanidade nasce da fonte batismal e convidou os fiéis, especialmente no tempo quaresmal, a redescobrirem o Batismo como fonte viva que habita no interior de cada cristão. Segundo Leão XIV, o Sacramento é dinâmico porque a graça recebida não se limita ao momento do rito, mas acompanha toda a vida, sustentando o seguimento de Cristo. Trata-se de uma voz interior que impulsiona a conformar-se a Jesus e a viver a liberdade na lógica do amor a Deus e ao próximo. Liberdade que se torna fraternidade O Pontífice destacou ainda a dimensão relacional do Batismo, que introduz na amizade com Cristo e na comunhão com o Pai, tornando possível uma verdadeira proximidade com os outros. “Não é a busca do próprio poder, mas o amor que se doa”, afirmou, citando São Paulo: “Todos vocês são um só em Cristo Jesus”. Referindo-se ao contexto específico da paróquia, situada junto à Estação Termini, o Papa recordou que Leão XIII confiou a São João Bosco a construção da igreja por reconhecer a centralidade daquele local para a vida da cidade. Uma paróquia chamada a ser sinal de esperança Leão XIV descreveu a realidade social do território paroquial, marcado pela presença de universitários, trabalhadores pendulares, imigrantes, refugiados e pessoas em situação de rua. “Em poucos metros, encontram-se as contradições do nosso tempo”, observou, mencionando a convivência entre conforto e pobreza, potencialidades de bem e violência, trabalho honesto e atividades ilícitas. Por isso, encorajou a comunidade a ser “fermento do Evangelho” e sinal concreto de proximidade e caridade. Agradeceu aos Salesianos pelo trabalho incansável realizado diariamente e exortou todos a continuarem sendo, naquele lugar, “uma pequena chama de luz e de esperança”. Ao concluir, o Papa confiou o caminho da comunidade à proteção de Maria Auxiliadora, pedindo que sustente os fiéis nas tentações e provações, para que vivam plenamente a liberdade e a fraternidade dos filhos de Deus. ncontro com os salesianos e retorno ao Vaticano Após a Missa concelebrada pelo cardeal Baldo Reina, vigário para a Diocese de Roma; pelo cardeal titular Giuseppe Versaldi, prefeito emérito da Congregação para a Educação Católica; pelo reitor-mor dos Salesianos, padre Fabio Attard; pelo pároco, padre Javier Ortiz Rodríguez, entre outros, Leão XIV dirigiu-se à capela da Casa Geral para encontrar-se com a comunidade salesiana e com o conselho pastoral. Antes de deixar a paróquia romana e retornar ao Vaticano, por volta das 11 horas locais, o Papa saudou os fiéis que ainda se encontravam reunidos no pátio da Basílica. Por fim, também cumprimentou alguns paroquianos e recebeu presentes oferecidos pela comunidade. Fonte: Thulio Fonseca – Vatican News

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