24/10/2024

Celebração Litúrgica de São Luís Guanella

Celebração Litúrgica de São Luís Guanella
Foto: sdb.org

Nascimento: 19/12/1842
Beatificado: 25/10/2011
Canonizado: 23/10/2011
Celebração Litúrgica: 24 de outubro
Falecimento (nascimento para o céu): 24/10/1915

A vida do Padre Guanella, como a de Dom Bosco, também foi traçada por um sonho que teve aos nove anos, dia da sua Primeira Comunhão: uma Senhora (como ele definiu Nossa Senhora em sua narração) mostrou-lhe tudo o que haveria de fazer em favor dos pobres. Desde a infância, a sua vida foi uma longa corrida para estar presente onde houvesse um brado de ajuda e um socorro a oferecer. 

Luís Guanella nasceu em Fraciscio, povoado do município de Campodolino, diocese de Como, em 19 de dezembro de 1842. O sacramento do Batismo foi-lhe administrado no dia seguinte. Os pais, Lourenço e Maria Bianchi, eram cristãos exemplares, entregues à família, ao trabalho do campo e ao pastoreio. Em família, era costume não só a récita do Rosário, como também a leitura da vida dos santos, experiência que caracterizou a atividade apostólica da sua vida. O pai, Lourenço, por 24 anos prefeito de Campodolcino, antes sob o governo austríaco e, depois, após a unificação da Itália (1859), era severo e autoritário; enquanto a mãe, Maria Bianchi, era afável e paciente.

Dos 13 filhos, quase todos chegaram à idade adulta. Aos doze anos, Luís obteve um lugar gratuito no Colégio Gallio, de Como, e continuou depois os estudos nos seminários diocesanos (1854-1866). Sua formação cultural e espiritual é a comum dos seminários da Lombardia e do Vêneto, por longo período sob o controle dos governantes austríacos. O curso teológico era pobre de conteúdo cultural, mas atento aos aspectos pastorais e práticos: teologia moral, ritos e pregação, além da formação pessoal de piedade, santidade e fidelidade. A vida cristã e sacerdotal alimentava-se na devoção comum entre a população cristã. Esta base concreta pôs o jovem seminarista muito próximo do povo e em contato com a vida que esse povo levava.

Quando retornava à sua cidade para as férias de outono, imergia na pobreza dos vales alpinos, interessava-se pelas crianças, idosos e doentes do lugar, socorrendo-os em suas necessidades. Nos retalhos de tempo, apaixonava-se pela questão social, recolhia e estudava ervas medicinais, afervorava-se na leitura da história da Igreja.

No seminário teológico, familiarizou-se com o bispo de Foggia, dom Bernardino Frascolla, encarcerado na prisão de Como e, depois, obrigado à prisão domiciliar no seminário (1864-1866), e tomou conhecimento da hostilidade que dominava as relações entre o Estado unitário e a Igreja. Este bispo ordenou sacerdote o Pe. Guanella em 26 de maio de 1866. Naquela ocasião, Pe. Guanella disse: “Quero ser uma espada de fogo no santo ministério”. 

O novel sacerdote entrou com entusiasmo na vida pastoral de Valchiavenna (Prosto, em 1866, e Savogno, nos anos 1867-1875). Desde os inícios, em Savogno, revelou os seus interesses pastorais: instrução de crianças e adultos, elevação religiosa, moral e social dos paroquianos, defesa do povo contra os assaltos do liberalismo e atenção privilegiada aos mais pobres. Não dispensava intervenções combativas quando se via injustamente freado ou contradito pelas autoridades civis no seu ministério, de modo que foi logo marcado entre os sujeitos perigosos (lei da suspeição), sobretudo depois de publicar um livreto polêmico. 

Entrementes, em Savogno, aprofundava o conhecimento de Dom Bosco e da obra do Cottolengo; chegou a convidar Dom Bosco para abrir um colégio no vale. Desejoso de uma experiência religiosa mais radical, foi a Turim para unir-se a Dom Bosco em 1875, emitindo a profissão temporária na Congregação Salesiana. Nos dois primeiros anos vividos como salesiano, foi diretor do oratório São Luís, no bairro San Salvario, em Turim, e em novembro de 1876 foi encarregado de abrir um novo oratório em Trinità di Mondovì. Em 1877, foram-lhe confiadas as vocações adultas, que Dom Bosco denominara “Obra dos Filhos de Maria”. A admiração por Dom Bosco tinha uma profunda raiz também em seu temperamento, muito semelhante ao de Dom Bosco: ambos eram empreendedores, apóstolos da caridade, decididos, profundamente pais e com grande amor pela Eucaristia, por Nossa Senhora e pelo Papa. A espiritualidade e a pedagogia salesiana serviram de base para a formação e a missão do futuro fundador. Na escola de Dom Bosco, ele aprendeu a abordagem amável e firme dos jovens e a vontade educativa de prevenir, mais do que curar; e o desejo de salvar os irmãos com o impulso de uma grande caridade apostólica.

O bispo de Como chamou-o de volta à diocese e o Pe. Guanella retornou com o sonho de fundar uma instituição que recolhesse meninos carentes. Abriu uma escola que, em seguida, precisou fechar devido à hostilidade das autoridades civis. “A hora da misericórdia”, como o Pe. Guanella chamava o momento propício do favor divino, chegou em novembro de 1881, quando foi para Pianelle Lario como pároco, encontrando algumas jovens entregues à assistência dos necessitados. O grupo de jovens mulheres será a fonte de uma nova congregação: as Filhas de Santa Maria da Providência. O zelo e a caridade apostólica do Pe. Luís aumentaram a obra benéfica até permitir expandir a atividade no coração da cidade de Como. Elas iniciaram a atividade da “Casa Divina Providência”, que se tornou, depois, a casa mãe das duas congregações, masculina e feminina. Com os pobres também aumentavam os braços e os corações para assisti-los e amá-los. Junto à congregação das irmãs, o Pe. Guanella reuniu também um grupo de sacerdotes que chamou de “Servos da Caridade”. “Não se pode parar enquanto existirem pobres a socorrer”, repetia com frequência em suas peregrinações pelas chagas da pobreza. Para tanto, as duas congregações religiosas iam se difundindo em várias regiões italianas e, na vizinha Confederação Helvética, no Cantão dos Grigioni e no Cantão Ticino.

Em 1904, Luís Guanella realizou o sonho de chegar à Cidade Santa, Roma, para estar ao lado do Papa e demonstrar a própria fidelidade à Igreja graças ao testemunho luminoso de caridade e ardor apostólico. O Papa Pio X, que compreendera a grandeza de espírito do Pe. Guanella, estimou-o e confidenciou-lhe o desejo de construir uma igreja dedicada ao “Trânsito de São José”. Ao lado da paróquia, surgiu também a “Pia União do Trânsito de São José”, uma associação de oração pelos moribundos. São Pio X quis ser o primeiro dos inscritos. 

O zelo missionário levou-o à América do Norte, entre os imigrantes italianos. Em dezembro de 1912, aos setenta anos, o Pe. Guanella embarcou para os Estados Unidos. Sua última intervenção extraordinária em vida deu-se em janeiro de 1915, quando quis permanecer em Roma para servir de ajuda às vítimas do terremoto do Abruzzo. Ao seu lado, atuou com zelo o venerável Aurélio Bacciarini, primeiro pároco da paróquia do “Trânsito de São José”, seu sucessor no governo da Congregação dos Servos da Caridade e chamado depois ao ministério episcopal na diocese de Lugano, Suíça. Os achaques da velhice, o ingresso da Itália na Primeira Guerra Mundial e o comprometimento de alguns coirmãos no front militar minaram a sua saúde. Em seus escritos, Pe. Guanella deixara esta mensagem: “A morte é como uma mãe que abraça o filho [...], é o anjo que nos reconduz à pátria”. Aquela mãe, luminosa como um anjo, passou às 11h15min do domingo 24 de outubro de 1915.

Pe. Guanella e Dom Bosco, ambos sacerdotes e grandes amigos, viveram numa época caracterizada por profundas transformações e grandes desequilíbrios sociais; agiram como apóstolos da caridade e passaram toda a vida trabalhando pela salvação de cada homem e pela construção de uma sociedade melhor. A profunda ligação entre os dois e a devoção do Pe. Guanella por Dom Bosco tornaram-se célebres numa oração que o Pe. Guanella escreveu na revista mensal da sua obra, A Divina Providência, em agosto de 1908: “A grande alma de João Bosco que protege profundamente a Congregação dos seus filhos, os Salesianos, já numerosos a ponto de não se poder contar, volte benigno seus olhares sobre os Institutos da Divina Providência, e estenda benévola a sua proteção sobre aqueles que a estas obras pertencem e especialmente ao seu devoto admirador e aluno. Sacerdote Luís Guanella”.

Na ocasião da canonização, o Papa Bento XVI recordou que “graças à profunda e continuada união com Cristo, na contemplação do seu amor, o Pe. Guanella, guiado pela Providência divina, tornou-se companheiro e mestre, conforto e consolação dos mais pobres e dos mais fracos. O amor de Deus animava nele o desejo do bem pelas pessoas que lhe eram confiadas, na realidade da vida cotidiana [...]. Colocava uma acurada atenção no caminho de cada um, respeitando seus tempos de crescimento e cultivando no coração a esperança de que cada ser humano, criado à imagem e semelhança de Deus, experimentando a alegria de ser amado por Ele – Pai de todos –, pode tirar e dar aos outros o melhor de si. É possível sintetizar toda a sua história humana e espiritual nas últimas palavras que pronunciou no leito de morte: ‘In caritate Christi’. É o amor de Cristo que ilumina a vida de todo homem, revelando que no dom de si ao outro não se perde nada, mas se realiza plenamente a nossa verdadeira felicidade”.

Confira algumas imagens clicando aqui.

Confira o Acervo Salesiano no portal da RSB e conheça mais sobre as personalidades da Santidade Salesiana: rsb.org.br/acervo-salesiano/santidade-salesiana

Fonte: sdb.org

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CESAM do Espírito Santo lança o DomBOOK: uma biblioteca jovem

A biblioteca DomBOOK nasceu de uma inquietação compartilhada pelos instrutores do CESAM-ES: a baixa familiaridade dos aprendizes com a leitura. Diversos fatores contribuem para essa realidade, mas um pequeno gesto fez toda a diferença. “Como leitor assíduo, sempre carrego livros comigo. Certa vez, resolvi levar alguns para a sala de aula, deixando-os sobre a mesa sem qualquer introdução – apenas como uma provocação sutil. Aos poucos, os aprendizes começaram a se interessar pelas histórias e a folhear os livros. Percebendo esse despertar, passei a compartilhar trechos durante os momentos de ‘bom dia’ e ‘boa tarde’, promovendo reflexões e debates. O impacto foi surpreendente. O interesse cresceu e, em pouco tempo, eles passaram a pedir os livros emprestados. Mais do que o hábito da leitura, surgiu um novo comportamento: os aprendizes começaram a se comunicar melhor e a se reconhecer como parte de um grupo – o grupo dos leitores. Diante dessa transformação, decidimos estruturar a biblioteca DomBOOK. Mais do que disponibilizar livros, queremos criar um espaço de acolhimento, pertencimento e descoberta.” – explica Hyago Faustini, instrutor e idealizador do projeto. Fonte: Inspetoria São João Bosco

Oficina de Apoio Sociofamiliar do CESAM Goiânia discute impactos do uso excessivo de telas

No último sábado (29/03), o Centro Salesiano do Aprendiz (CESAM) de Goiânia promoveu a primeira Oficina de Apoio Sociofamiliar de 2025, que acontece periodicamente com os responsáveis dos jovens atendidos pela instituição. De acordo com a assistente social Rosana Santana, o evento é uma oportunidade para as famílias conhecerem melhor o Programa de Socioaprendizagem, compartilharem experiências e receberem apoio social especializado. “Isso contribui significativamente para os aprendizes, oferecendo um espaço seguro e acolhedor para desenvolvimento integral. Aqui, abordamos uma variedade de temas, como adolescência, educação familiar, saúde e bem-estar, geração de renda e direitos e cidadania.” O tema desta edição foi “Saúde Mental: Vícios nas Tecnologias”, discutindo os impactos do uso excessivo de telas no comportamento das novas gerações. Para conduzir o assunto, o evento recebeu a psicóloga, mestre e doutora em Psicologia, Maíra Lopes Almeida. A palestrante é pós-doutora, professora e integrante do Centro de Estudos, Pesquisa e Extensão do Adolescente (CEPEA) da Faculdade de Educação (FE) da Universidade Federal de Goiás (UFG). Também é membro do grupo de trabalho sobre uso consciente de telas por crianças e adolescentes do Conselho Federal de Psicologia. A psicóloga explica que os smartphones e tablets trouxeram uma nova forma de uso das tecnologias e consumo de informações que antes não existiam com os aparelhos mais tradicionais. “Quando tínhamos só o rádio e a TV existia um tempo de espera. Se a gente perdesse um determinado programa, precisaria esperar a próxima semana ou uma reprise, por exemplo. Agora, não esperamos mais. Existem os streamings e o YouTube que tem instantaneamente aquele programa que estávamos procurando. Essa redução do tempo de espera pode fazer com que diminua também a tolerância à frustração. Então, passamos a ter uma dificuldade de lidar com o não e com o tempo ocioso.” Segundo Maíra, outra característica das novas tecnologias que também contribui para os efeitos negativos no comportamento dos jovens e adolescentes é a diversidade de conteúdo. “Nos aparelhos anteriores a gente tinha opções limitadas. Agora, temos uma multiplicidade de opções que, juntamente com essa instantaneidade, faz com que tudo seja para agora. Isso é algo que nos preocupa muito em relação aos efeitos do uso excessivo de telas. Existe uma série de informações erradas que vão circulando, como por exemplo que essas telas nos deixam mais inteligentes. Na verdade, elas trazem uma série de riscos, como o cyberbullying e o próprio vício em tablets e celulares.” Para a palestrante, a Oficina de Apoio Sociofamiliar foi uma oportunidade para compartilhar conhecimentos importantes com os responsáveis de adolescentes e jovens que podem estar vivenciando os efeitos prejudiciais das telas. “É muito difícil fazer com que o conhecimento científico chegue às famílias porque, em geral, é um tema que fica restrito às produções acadêmicas e aos profissionais de saúde. Então, ter este momento com as famílias é crucial para que o conhecimento científico chegue a elas e faça com que sejam nossas parceiras em prol desse objetivo, que é usar as telas de modo mais saudável possível.” A psicóloga ressalta a importância de as famílias serem também exemplo para os jovens no uso consciente das tecnologias, promovendo a redução presença delas na rotina de todos. “Para a gente atingir os adolescentes, primeiro atingimos as famílias. Nós percebemos cada vez mais como as telas tem participado da vida da família, estando nos momentos de refeição e antes de dormir. Então, para pensar em uma redução de tempo de tela, a gente precisa fazer isso em torno de um objetivo compartilhado que envolva toda a família.” Com público estimado em 220 participantes na edição, Rosana ressalta a importância da Oficina de Apoio Sociofamiliar para fortalecer três pilares da instituição: cooperação para o desenvolvimento; gestão social e atuação em rede; fortalecimento da família. “A colaboração com voluntários promove o engajamento da comunidade e a diversidade de habilidades que podem enriquecer o conteúdo das oficinas. Essa parceria com o CEPEA/FE/UFG, por exemplo, fortalece a rede de apoio. Além disso, através dos assuntos abordados coma família, os jovens fortalecem vínculos, desenvolvem talentos e habilidades, recebem apoio emocional e acessam informações, prevenindo situações de risco e garantindo o protagonismo juvenil.” Denise Norma Przybylski é mãe da aprendiz Maria Gabriela Przybylskie acredita que a Oficina de Apoio Sociofamiliar é uma oportunidade para as famílias terem acesso a temas importantes para a formação juvenil. “Essas palestras que o CESAM Goiânia ministra apresentam um esclarecimento maior para os pais. Acredito que hoje nós estamos nos distanciando dos nossos filhos, até por conta de toda essa rotina que estamos vivendo. Acabamos deixando que os nossos filhos se entreguem às telas e a psicóloga deixou muito bem claro quais são os sintomas e as causas. Eu tive um aproveitamento de mil por cento. Valeu muito a pena e é muito importante para todos os pais aproveitarem esse momento.” Ex-aprendiz do CESAM Goiânia, Fábia Ebbing é responsável do aprendiz Matheus Moraes Lemes e elogia a experiência com as famílias que a instituição promove. “Há nove anos atrás, eu fui aprendiz aqui e hoje vim representando um adolescente. A gente vê, como um adulto responsável, a importância que tem em cada detalhe com o uso das telas, celulares e tablets o tempo todo. Foi um momento muito importante para sabermos a influência que isso gera na vida do adolescente que está ali descobrindo sua vida, sua carreira e o mercado de trabalho. Achei um encontro bastante produtivo e muito importante mesmo.” Além de evitar as tecnologias antes de dormir e nos momentos das refeições, Maíra ressalta a importância de as famílias discutirem entre si um plano de uso em comum. “A gente recomenda que as tecnologias não sejam utilizadas como forma de reforçamento do tipo ‘eu te dou as telas se você fizer isso’. É importante que as famílias também tenham momentos juntos livres de celulares e tablets, como em uma visita à casa da avó, por exemplo. Vale lembrar também que saiu recentemente um guia do Governo Federal com informações mais aprofundadas.” Lançada no início do mês, a publicação “Crianças, Adolescentes e Telas: Guia sobre Uso de Dispositivos Digitais” é um guia do governo que aborda orientações sobre o uso de telas por crianças e adolescentes. O documento segue a Lei nº 15.100/2025, que restringe a utilização de celulares pelos estudantes nas instituições de educação básica durante as aulas, recreios e intervalos. Segundo a publicação, os adolescentes (12 a 17 anos) devem utilizar dispositivos eletrônicos, aplicativos e redes sociais sempre com acompanhamento familiar ou de educadores. O guia completo está disponível aqui. Fonte: Inspetoria São João Bosco

[CG29] Período pós-eleitoral: debate sobre regulamentos, normas jurídicas e ‘Ratio Fundamentalis’

"É uma semana atípica": com essa expressão, o Regulador do CG29 dos Salesianos de Dom Bosco, P. Alphonse Owoudou, saudou os Capitulares reunidos em Valdocco, ao abrir os trabalhos na segunda-feira, 31 de março. Após a etapa de seleção dos membros do Conselho Geral, realizada com grande harmonia, aguarda-se agora a aprovação dos textos que sintetizam a reflexão conduzida nos níveis mais elevados da Congregação, com a colaboração de Inspetores e Delegados de todas as partes do mundo. Esses são autênticos "endereços" que levarão cada comunidade a destacar a figura de Dom Bosco entre os jovens, especialmente os mais frágeis e excluídos. Com as novas nomeações, o número de integrantes do Capítulo subiu para 229. O começo da manhã também oficializou todas as eleições para novos conselheiros, validando a Ata da semana anterior. O Reitor-Mor, P. Fábio Attard, expressou à Congregação "gratidão ao Deus compassivo que nos sustenta e nos pede estejamos sempre prontos a atender o seu chamado". O que ocorreu até o CG29 nos proporcionou algo que nos alegra e nos motiva a seguir em frente. É um presente para a nossa querida Congregação: o espírito de Fé, Esperança e Caridade Pastoral. Passamos a considerar o conteúdo de 10 resoluções e cinco conselhos das Comissões, que voltaram a ser interlinguísticas, após o interlúdio reservado para a discussão e a escolha de novos conselheiros regionais. O P. Luca Barone expôs os textos em análise e, ao término do dia, os integrantes do Capítulo decidiram pela aprovação ou rejeição dos mesmos. Em resumo: a decisão foi de abertura nos aspectos considerados maduros, relacionados com o nível dos Regulamentos; enquanto que nos aspectos que demandariam alterações nas Constituições, não foi alcançada a maioria qualificada dos votantes. Em síntese: pede-se que a natureza e as tarefas do Curatorium sejam tanto especificadas quanto atribuída a relativa responsabilidade final (del. 18); para as Visitas Extraordinárias, há que planejar com a maior antecedência possível, a fim de envolver plenamente os membros da Inspetoria, para interligá-los favoravelmente com o trabalho ordinário das Regiões, reservar o tempo necessário para o encontro individual dos coirmãos com os Visitadores. (del. 19); da mesma forma, para a Visita de Conjunto, a metodologia pode ser ainda mais especificada (e o resultado verificado) para garantir uma preparação eficiente e geral, um desenvolvimento ao estilo sinodal com atenção a problemas específicos (resolução 20); de maneira análoga ao que ocorre com o Vigário do Reitor-Mor, os Vigários dos Inspetores também devem se encarregar dos aspectos da disciplina religiosa, de modo que o Inspetor possa permanecer num papel mais de pai” (del. 21); no que se refere à prevenção e à tutela dos menores, o CCG29 pretende indicar uma linha de plena responsabilidade da Congregação (resolução 25); as comunidades podem ser constituídas com base em pelo menos quatro coirmãos consagrados, para lidar com as situações de forte diminuição numérica em algumas Inspetorias ou de início de presenças em novos territórios (resolução 26); foram definitivamente aprovadas as diretrizes para a plena implementação de obras e serviços para jovens em condições de vulnerabilidade e exclusão, e para responder a situações de pobreza econômica, emocional e espiritual (resolução 27). Embora as resoluções pudessem ser votadas no começo da noite, nas cédulas fornecidas pelo P. Pier Fausto Frisoli, Procurador Geral da Congregação, pediu que fossem consideradas e levadas à mesa das seis Comissões, para uma extensa reunião durante a tarde. Concluindo a escuta dos elementos que enriquecem este Capítulo, com seus muito exigentes conteúdos, foi apresentado o trabalho sobre a definição da ‘Ratio Fundamentalis’ realizado nos últimos seis anos e realizado de modo muito articulado: reuniões preliminares do Conselho, questionários enviados a todos os irmãos das comunidades educativo-pastorais, grupos de reflexão, revisão pelas comissões de estudo, sete grupos de jovens salesianos. Ao apresentá-lo, o P. Ivo Coelho, Conselheiro para a Formação cessante, disse que o CG29 não está sendo solicitado a uma resolução ‘ad hoc’, mas a se manifestar, a partir de um pedido do Reitor-Mor, Dom Ángel Fernández Artime. “Procure fazer-se amar” é a frase de Dom Bosco que aparece em marca d’água no papel em que foi escrito o documento. A Formação Permanente é vista como uma atenção constante em todas as fases da vida; também se pode afirmar que a formação ocorra na missão e graças a ela.  "Prestemos atenção ao que se passa em nosso interior durante nossa atividade", enfatizou o P. Coelho. "O convite é do Papa Francisco, e a ‘Ratio’ surge como uma ferramenta de acompanhamento pastoral, para que experienciemos os princípios da vocação salesiana». Agência Info Salesiana - ANS

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