Compromisso com a Sustentabilidade: RSB e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável ODS da ONU
14/03/2025

Compromisso com a Sustentabilidade: RSB e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável ODS da ONU

Compromisso com a Sustentabilidade: RSB e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável ODS da ONU
Equipe do escritório nacional da RSB

Na tarde desta quarta-feira (12/03), os diretores executivos da Rede Salesiana Brasil, Ir. Silvia Aparecida e Pe. Sérgio Baldin, junto à coordenadora executiva, Maria Dantas, realizaram um gesto simbólico, mas carregado de significado: a entrega de fitinhas com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) aos colaboradores do escritório nacional da RSB.

Essas fitinhas foram recebidas durante a cerimônia de certificação do Selo Social DF, realizada na última terça-feira, em Brasília (DF). A Rede Salesiana Brasil, patrocinadora nacional do Selo, reafirma seu compromisso com projetos de impacto social alinhados à Agenda 2030 da ONU.

O desafio foi lançado: cada colaborador estudará o ODS recebido e trará sugestões práticas de como a RSB pode contribuir de forma concreta para o seu alcance. 

Esse movimento reforça o papel da nossa Rede como agente de transformação social, promovendo educação, inclusão e sustentabilidade em nossas presenças salesianas. Juntos, podemos construir um mundo mais justo e solidário! 

Comunicação da Rede Salesiana Brasil

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20 Anos da Lei Maria da Penha: Da formação salesiana ao marco histórico na defesa das mulheres

Sancionada em 7 de agosto de 2006, a lei celebra duas décadas de transformação social. A história da legislação entrelaça-se com o orgulho da Rede Salesiana Brasil em ter Maria da Penha como ex-aluna. Neste dia 7 de agosto, o Brasil celebra os 20 anos da sanção da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), um divisor de águas na proteção dos direitos das mulheres e no combate à violência doméstica e familiar no país. Para a Rede Salesiana Brasil (RSB), a data carrega um motivo especial de celebração e orgulho: a mulher que empresta seu nome e sua coragem a este marco legal é ex-aluna salesiana do Colégio Juvenal de Carvalho, em Fortaleza (CE). Maria da Penha Maia Fernandes, farmacêutica bioquímica e mestre em Parasitologia, estudou na instituição salesiana entre 1960 e 1962, onde cursou o então Curso Científico. A formação humanista, pautada nos valores de justiça, igualdade, dignidade e respeito, valores promovidos pelo Sistema Preventivo de Dom Bosco, contribuiu para moldar o caráter, a resiliência e a determinação de uma jovem que viria a transformar a legislação de uma nação inteira. Uma Trajetória de Luta e Resiliência A história de Maria da Penha é marcada pela bravura após ser vítima de violência doméstica que a deixou paraplégica. Diante de duas décadas de impunidade, ela não se calou. Publicou a obra “Sobrevivi… Posso contar” e levou sua denúncia a instâncias internacionais, liderando a mobilização que culminou na criação da Lei nº 11.340, sancionada em 2006. A lei revolucionou o sistema jurídico brasileiro ao tipificar a violência doméstica, criar os Juizados Especializados, proibir penas alternativas para agressores e estabelecer as cruciais Medidas Protetivas de Urgência, que já salvaram milhares de vidas em duas décadas de vigência. O Regresso às Origens e as Memórias do Colégio Em uma visita de profunda emoção ao Colégio Juvenal de Carvalho, em 2024, Maria da Penha reencontrou as salas, corredores e pátios que frequentou em sua juventude. Acompanhada pela comunidade educativa e por religiosas que mantêm vivo o carisma da instituição, a ex-aluna percorreu os espaços significativos de sua formação, reencontrando as sucessoras de suas antigas mestras. A visita fez parte das gravações do documentário produzido pelo Instituto Maria da Penha, eternizando o vínculo entre sua trajetória de vida e o ambiente escolar onde consolidou suas bases cidadãs. Educação para a Formação de Bons Cristãos e Honestos Cidadãos Para a Família Salesiana, celebrar os 20 anos da Lei Maria da Penha reafirma a convicção no poder transformador da educação. A jornada da ex-aluna salesiana Maria da Penha evidencia que cada jovem carrega em si o potencial de impactar a sociedade e construir um legado transformador, independente das situações que a vida lhe impõe. Ao homenagear Maria da Penha Maia Fernandes nesta data histórica, a Rede Salesiana Brasil renova seu compromisso com uma educação integral, pautada na cultura da paz, na promoção dos direitos humanos e na formação de cidadãos engajados na construção de um Brasil livre de qualquer tipo de violência contra as mulheres. Por Janaina Lima, com o apoio da equipe de Comunicação da Rede Salesiana Brasil e informações dos Salesianos do Nordeste Fotos: Stenio Willamy

Em homenagem às Irmãs Salesianas, música marca o 5 de agosto das FMA

O Âmbito da Comunicação da Inspetoria Nossa Senhora Aparecida (BAP), de São Paulo, encontrou-se com Lucas Nistler, um jovem em período de discernimento que está fazendo uma experiência formativa com os Salesianos de Dom Bosco. Lucas Nistler é natural do estado de Santa Catarina, especificamente da cidade de Lontras, e atualmente, na condição de noviço, mora e estuda em Jaboatão dos Guararapes (PE), na comunidade Salesiana São Sebastião. Neste encontro com Lucas, um bate-papo “musical” interessante! Âmbito da Comunicação: Quem é Lucas Nistler? Lucas Nistler: Sou filho de Marcelo e Roseli Aparecida, tenho um irmão chamado Miguel. Nasci em 19/12/2000 e sempre fui muito criativo em minhas brincadeiras e expressões, o que depois se estendeu para o ramo musical e hoje é minha maior ferramenta na evangelização.Minha caminhada com a música vem do berço onde, desde muito novo, cantava e dançava com meus familiares; aos 12 anos comecei a aprender a tocar acordeom e isso mudou completamente a minha vida. Aos 15 já ministrava algumas aulas e animava algumas festas como músico. Com o passar do tempo, a música se tornou a minha profissão e companheira inseparável de vida.Foi através da música que cheguei a uma escola salesiana como educador, depois me encantando com a Pastoral Juvenil e, em seguida, com o desabrochar da minha vocação salesiana.  Âmbito da Comunicação: Você toca diversos instrumentos, estudou música, toca e canta, é compositor. O que a música representa para você? Qual espaço ela ocupa em sua vida e em sua rotina? Lucas Nistler: Pela música eu sempre consegui expressar o que eu sentia e por ela consigo comunicar a mensagem que desejo levar ao mundo. Desde a adolescência fiz do meu canto a minha voz e da minha história uma canção. Creio que a música foi a estrada pela qual Deus me conduziu para fazer a diferença na vida das pessoas e, por isso, eu não consigo imaginar um Lucas sem a música.  Âmbito da Comunicação: Quantas músicas você já compôs? De onde nasce a sua inspiração? Ou melhor, quanto tem de inspiração e quanto tem de esforço em cada composição? Qual das suas composições é a pupila de seus olhos? Lucas Nistler: Eu vejo a composição como um caderno onde eu escrevo a minha caminhada e as minhas percepções, então tenho diversas composições que retratam as diversas fazes que passei na minha caminhada de 25 anos.A inspiração vem como o vento, é uma luz enviada por Deus e eu não deixo passar despercebida, ando sempre pronto para anotar versos ou ritmos que chegam.As composições que já estão lançadas são as nove que compõe o álbum «Corações Ardentes, Pés a Caminho» que lancei em maio deste ano; «Madrecita» que compus no ano passado e foi lançada pela Rede Salesiana Brasil em memória da canonização de Santa Maria Troncatti e «Dom Bosco em nós», composta como tema para o ano pastoral da Inspetoria Salesiana São Pio X [de Porto Alegre - RS], da qual sou natural.Atualmente, tendo em vista o meu discernimento na fase do noviciado, a música que não sai da minha cabeça é «Dom Bosco, pai e mestre» que fala um pouco da minha alegria em seguir Dom Bosco e como ele me inspira e me ensina a cada dia. Âmbito da Comunicação: A música pode transformar a vida de alguém, no caso, de um jovem? Como seria isso? O que é preciso para que a música “trabalhe” o ser humano? Lucas Nistler: A música teve papel fundamental na minha vida e no meu crescimento, principalmente na dimensão da comunicação, da emoção e do espiritual. Creio que para além de «tocar ou cantar bem», a música é uma ferramenta que muda realidades e pessoas. Durante uns 10 anos fui professor de música, área na qual me formei e me especializei para potencializar o efeito da educação musical na vida dos meus educandos. Para a música trabalhar o ser humano, eu insisto como insistia com meus alunos quando dizia: «Sintam a música vibrar em vocês. É nessa hora que o coração e o som pulsam no mesmo ritmo».  Âmbito da Comunicação: Você compôs uma música que tem por título «Filhas de Maria Auxiliadora». Ela vai ser lançada no dia 5 de agosto, no aniversário de fundação do Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora. Parabenizamos pela composição, Lucas, e desejamos que muitas outras canções possam preencher nossos dias de alegria e esperança. Fale-nos um pouco sobre esta música. Em que momento ela nasceu? Qual foi a fonte de inspiração? Qual a importância de compor uma música dedicada às FMA? Onde ou a quem você gostaria que ela chegasse? Lucas Nistler: A primeira casa salesiana que eu adentrei foi o Instituto Maria Auxiliadora, de Rio do Sul (SC), na qual fui professor de musicalização infantil e onde eu pude beber da espiritualidade salesiana tendo o testemunho diário das Irmãs [salesianas] que lá estavam. A música nasceu justamente para o aniversário do Instituto, porém, para uma homenagem interna na qual eu queria retratar aquilo que eu via sendo vivenciado pelas FMA da casa. O amor que elas me ensinaram a ter pela vida salesiana foi um dos motivadores da minha escolha vocacional e, por isso, até hoje considero essa casa como o berço da minha vocação. Gostaria que ela chegasse a muitos lugares, mas para além das distâncias, gostaria que ela chegasse ao coração daqueles que a escutarem e assim possam sentir a beleza desse carisma como eu também senti.  Âmbito da Comunicação: Por fim, qual a frase/expressão da música «Filhas de Maria Auxiliadora» que tem mais significado para você? Por quê? Lucas Nistler: Acho que a expressão é «ter no rosto um sorriso por ser essa missão», quando a vida consagrada passa de simplesmente ter uma missão para ser a própria missão. Neste ponto eu via que a presença, a oração, o olhar, o ouvir… tudo isso eram as Salesianas e tudo isso era a missão. Eu me inspirei nessa frase que compõe a música para falar daquilo que Dom Bosco já queria - «um monumento vivo» - para nossa Mãe Auxiliadora, e acredito muito que a representação do amor de Maria por seu Filho e pelos pequenos está vivo e é testemunhado diariamente pelas Filhas de Maria Auxiliadora. Agradeço de coração ao Instituto por todo o carinho e pela contribuição no meu processo de discernimento vocacional. Fonte: Inspetoria Nossa Senhora Aparecida

154 Anos do Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora: Um legado vivo de fé, educação e gratidão

Fundado em 5 de agosto de 1872, o Instituto das FMA celebra mais de um século e meio de dedicação e transformação na vida de crianças, adolescentes e jovens em todo o mundo. Neste dia 5 de agosto, a Família Salesiana de todo o mundo celebra os 154 anos de fundação do Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora (FMA), também conhecidas como Irmãs Salesianas. A data marca uma história centenária de doação, evangelização e promoção humana, nascida do sonho compartilhado entre São João Bosco e Santa Maria Domingas Mazzarello. A criação do Instituto é fruto de uma profunda sintonia espiritual e profética. Dom Bosco, movido pelo desejo de expandir sua obra educativa e de formação cristã para alcançar também as meninas e jovens mulheres em situação de vulnerabilidade, encontrou em Mornese, na Itália, a colaboradora ideal. Maria Domingas Mazzarello, jovem de fé sólida e olhar atento às necessidades locais, já dedicava sua vida ao acolhimento e ensino das meninas de sua comunidade. A união entre a visão apostólica de Dom Bosco e a sensibilidade maternal e comunitária de Madre Mazzarello deu origem a uma congregação que rapidamente cruzou fronteiras e hoje está presente nos cinco continentes. Educação Integral e Presença Transformadora Desde a sua origem, o Instituto das FMA tem como pilar fundamental a educação integral da juventude. Guiadas pelo Sistema Preventivo e inspiradas pelo carisma salesiano, as Irmãs Salesianas atuam em escolas, obras sociais, centros de formação profissional, universidades e missões, construindo ambientes seguros onde a fé, a razão e a amorevolezza se traduzem em oportunidades reais de desenvolvimento para as novas gerações. No Brasil, a presença das FMA é historicamente marcante, sendo parte essencial da consolidação e expansão da Rede Salesiana Brasil (RSB) e do fortalecimento da ação social e pedagógica em todas as regiões do país. O "Monumento Vivo de Gratidão" a Nossa Senhora Um dos traços mais marcantes da identidade do Instituto é o desejo expresso por seu fundador. Dom Bosco quis que as FMA fossem um verdadeiro "monumento vivo" de sua gratidão a Nossa Senhora Auxiliadora. Esse título não representa apenas uma homenagem simbólica, mas uma missão diária. A espiritualidade mariana é o coração que pulsa em cada comunidade das FMA. Ao reconhecerem Maria como mãe, guia e mestra, as Irmãs Salesianas renovam cotidianamente o compromisso de ser a presença materna de Nossa Senhora na vida de cada criança e jovem confiados aos seus cuidados. Aos 154 anos de história, o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora reafirma sua vitalidade e atualidade, provando que o legado de Dom Bosco e Madre Mazzarello continua a gerar frutos de esperança, cidadania e santidade no mundo contemporâneo. Por Janaina Lima, com apoio da equipe de Comunicação da Rede Salesiana Brasil  
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