Comunidades religiosas das Filhas de Maria Auxiliadora, de todo o Brasil, participam de encontro com a Superiora Geral, Madre Chiara Cazzuola
10/03/2025

Comunidades religiosas das Filhas de Maria Auxiliadora, de todo o Brasil, participam de encontro com a Superiora Geral, Madre Chiara Cazzuola

Comunidades religiosas das Filhas de Maria Auxiliadora, de todo o Brasil, participam de encontro com a Superiora Geral, Madre Chiara Cazzuola

No sábado, dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, a Conferência Interinspetorial do Brasil (CIB) reuniu as comunidades religiosas das quatro Inspetorias das Filhas de Maria Auxiliadora (FMA) para um encontro online com Madre Chiara Cazzuola, Superiora geral do Instituto das FMA.

O encontro, organizado em preparação ao Seminário Interâmbitos – que já foi ou está sendo realizado em todas as Inspetorias FMA do Brasil – teve como tema “Por uma animação generativa” e alcançou 82 pontos de conexão, unindo as Irmãs Salesianas de norte a sul, em grandes capitais, assim como em cidades menores e até mesmo nas regiões missionárias e mais isoladas do Rio Negro.

O desafio lançado às FMA para este encontro com a Madre Geral foi o de participar do evento comunitariamente, pois o Seminário Interâmbitos se coloca em linha com a opção da Igreja, que deseja ser cada vez mais sinodal, ou seja, caminhar juntos!

Para o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora, a sinodalidade missionária é justamente uma das escolhas prioritárias do último Capítulo Geral (2021).

O encontro foi aberto oficialmente por Irmã Alaíde Deretti, Presidente da CIB e Inspetora da Inspetoria Nossa Senhora Aparecida (BAP), de São Paulo, que saudou Madre Chiara agradecendo sua disponibilidade, o tempo dedicado à CIB e a prontidão com que aceitou o convite, mesmo em meio aos muitos compromissos e trabalhos que possui. 

Durante o encontro, Madre Chiara desenvolveu o tema “Por uma animação generativa”, trazendo para a reflexão alguns documentos do Instituto das FMA, como as Constituições, o Projeto Formativo e as Linhas Orientadoras da Missão Educativa, analisando a partir deles a conexão entre animação e governança. Madre Chiara também ajudou as participantes a revisitar a vida de Santa Maria Domingas Mazzarello e São João Bosco do ponto de vista da animação generativa.

Em sua reflexão, Madre Chiara afirmou que a governança «tem o propósito de ajudar as pessoas e as comunidades a realizar sua vocação na missão educativa, em fidelidade ao carisma de fundação». «Não há animação sem governo e não há governo sem animação», disse a Madre.

Para a Superiora geral, «o serviço de animação e governo pode ser levado adiante apenas por pessoas apaixonadas que, através da fé e da esperança, tornam Deus presente nas diversas e inéditas situações que nos interpelam. Pessoas que mantêm o olhar fixo em Jesus, o Senhor».

Indicando momentos e situações cotidianas da vida de Santa Maria Domingas Mazzarello, Madre Chiara deixou claro que, na Cofundadora do Instituto das FMA, «não encontramos nenhuma teorização sobre a animação, suas características, finalidades e método». Nela, «há a experiência, ou seja, um estilo de presença ao lado das pessoas, que não é apenas espontâneo, mas é fruto de um processo de formação».

Em relação a São João Bosco, a Madre destacou que o fundador da Família Salesiana, «era consciente de que a realidade educativa não pode ser um projeto individual, mas sim uma obra que tem implicações sociais, políticas e religiosas. Por isso, todas as pessoas interessadas no futuro da humanidade devem contribuir para ela. Ele nunca estava sozinho na realização de seus projetos». Portanto, Dom Bosco conjugava muito bem animação e governança!

A difícil arte do confronto

Após a palestra de Madre Chiara, as Inspetoras Irmã Teresinha Ambrosim (Belo Horizonte – BMM) e Irmã Maria Américo Rolim (Recife – BRE) fizeram algumas considerações, apresentando ressonâncias sobre o conteúdo exposto e colocando algumas questões a serem aprofundadas – enquanto CIB – sobre animação e governança.

Irmã Teresinha Ambrosim agradeceu a Madre garantindo que «cada palavra sua está ressoando muito fortemente em cada uma de nós que vamos, a partir de março, começar os nossos Seminários Interâmbitos locais». Ambrosim também reforçou o que a Madre disse durante sua palestra, que «todas nós temos autoridade, temos o nosso trabalho de governo e animação... você colocou artigos das Constituições que nós já sabemos, mas que às vezes ficam no esquecimento...». Segundo a Inspetora da BMM, este momento «foi um acordar». Além disso, enfatizou que as FMA do Brasil vão retomar a palavra de Madre Chiara: «Vamos “mastigar”, digerir bem essas suas palavras que vão nos aquecer nesta grande comunhão».

Irmã Teresinha também agradeceu «o apelo de escuta que você nos fez... de escutarmos umas às outras». Disse da importância de «[...] envolver todas na escuta...», o que lembra a carta do Papa Francisco sobre o Ano Jubilar: «a paciência é filha da esperança».  

Já Irmã Maria Américo Romim reforçou os agradecimentos, ressaltando que «é um presente de Deus podermos nos encontrar de novo». «A sua palavra é realmente uma luz para o nosso momento, porque todas as comunidades já estão se preparando para fazer o Seminário». Rolim destacou que «estamos num tempo em que a palavra da Madre chega para nós, a palavra da Igreja chega para nós, a Palavra de Deus está sempre conosco».

Irmã Maria Américo solicitou à Madre uma palavra sobre um ponto: «a difícil arte do confronto», especialmente no que se refere ao uso dos bens e à prestação de contas.

Abriu-se assim espaço para o diálogo, no qual a Madre reforçou em sua resposta a necessidade de cultivar um mais consistente sentido de pertencimento ao Instituto, às Inspetorias e às comunidades locais. «O sentido de pertença, o sentido de família... acredito que precisamos trabalhar muito para que este cresça em cada uma de nós», destacou Madre Chiara.

A Madre também refletiu sobre a clareza vocacional e as motivações vocacionais de cada FMA. Insistiu que «nós somos uma família, a minha comunidade é uma família, a Inspetoria é uma família, o Instituto é uma grande família [...]» na qual «para ir em frente, juntas, é necessário que nós vivamos coerentemente os votos que, com liberdade, professamos».

A Madre, portanto, confirmou dois aspectos a serem trabalhados na vida de uma FMA: «o sentido de pertença ao Instituto e a liberdade e a responsabilidade com a qual eu, espontaneamente, livremente, fiz os meus votos».

Tempo de reavivar o fogo e um “obrigada coral”

Também Irmã Alaíde Deretti fez uma ressonância recordando que «estamos no tempo de reavivar o fogo». Segundo Deretti, a colocação da Madre «fez entender que todas têm a sua parcela de animação, porque na comunidade não é uma que anima: somos todas que nos animamos!». Recordando Dom Bosco e Madre Mazzarello, Irmã Alaíde enfatizou que «o nosso estilo de animação é um estilo familiar, não é um estilo complicado». Completou reforçando a necessidade do sentido de pertença, do espírito de família, do animar-se reciprocamente.

Em nome de todas as FMA do Brasil, Irmã Narcisa Berti, da Comunidade Maria Auxiliadora de Lins (SP), agradeceu a Madre Chiara ressaltando o seu testemunho de ser presença e de estar presente a esta iniciativa da CIB. Convidou todas as Irmãs a expressarem um grande obrigada à Madre, porque no próximo mês de abril vai ser celebrada, em nível de Instituto, a Festa da Gratidão. Segundo Irmã Narcisa, este encontro online com a Madre é a grande oportunidade «para dizermos juntas: obrigada por tudo».

Para encerrar a manhã de sábado, Irmã Maria Carmelita Conceição, vice-Presidente da CIB e Inspetora da Inspetoria Nossa Senhora da Amazônia (BRM), de Manaus (AM), expressou o agradecimento à Madre em nível de CIB: «só a Madre para fazer o Brasil inteiro se conectar e viver este momento de fraternidade». Recordou que as palavras da Madre «chegaram no momento certo, momento em que estamos iniciando a caminhada quaresmal».

Irmã Maria Carmelita destacou a dimensão da sinodalidade, do caminhar juntas, na esperança: «caminhar não sozinhas, mas como comunidade, como estamos hoje, aqui». Sinalizou também o tema das distâncias e do milagre: «este já é um primeiro milagre, o milagre de nos empenharmos em estar juntas para, em torno da Madre, celebrar e ao mesmo tempo nos prepararmos para viver a Quaresma, na sinodalidade e também na esperança». Irmã Carmelita concluiu a sua saudação antecipando os votos de uma Feliz Páscoa à Madre, ao Conselho Geral e a todas as FMA do Brasil.

Com a projeção do vídeo, Hino a Madre Mazzarello – “Contempliamo il tuo volto”, encerrou-se o encontro com Madre Chiara Cazzuola que trouxe ao Brasil FMA a alegria de escutar e acolher o Magistério da 10ª Sucessora de Madre Mazzarello.

O encontro com Madre Chiara foi moderado por Irmã Maike Loes, Coordenadora de Comunicação da Inspetoria Nossa Senhora Aparecida (BAP), de São Paulo.

 

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16 de março de 1892 - 134 anos da chegada das Irmãs Salesianas (FMA) ao Brasil

CHEGADA DAS FILHAS DE MARIA AUXILIADORA AO BRASIL  O ano é 1877. Na solenidade da natividade de Maria Santíssima, 08 de setembro, Dom Bosco anuncia o desejo de enviar à América, mais especificamente ao Uruguai, a primeira expedição missionária do Instituto, cujo objetivo era dar início à tão sonhada expansão do carisma salesiano no estilo feminino. Aos 27 de setembro do mesmo ano, ele anuncia os nomes das Irmãs missionárias que seriam enviadas às terras uruguaias. Tempos depois, em 14 de novembro, parte o navio Savoie tendo a bordo as seis Irmãs escolhidas, chegando em Montevidéu em 12 de dezembro. Lá elas abrem a casa de Villa Colón e iniciam suas atividades na América. Não tardou a começarem as movimentações para a vinda das Irmãs ao Brasil que, a essa altura, já conhecia a figura do bom Pai Dom Bosco. Com a chegada dos Salesianos, em 1883, o sonho de ter também a presença da congregação feminina começou a tomar forma. Em 1886, Monsenhor João Filippo dá início ao projeto de construção do Colégio que leva o título de Nossa Senhora do Carmo, começando a obra em 1887. Ao final da construção, em 1891, o sacerdote obtém do Reitor-Mor, Pe. Miguel Rua, a autorização para a vinda das Irmãs Salesianas para assumirem a direção da casa destinada às meninas. Inicia-se assim a missão Salesiana FMA em terras brasileiras. Em 5 de março de 1892 partiram, de Montevidéu, dez Irmãs FMA e duas noviças com a finalidade de assumir o Colégio do Carmo e abrir mais duas casas no Brasil. Foi nomeada como Superiora a Irmã Teresa Rinaldi, tendo em sua companhia as Irmãs: Florinda Bittencourt, Helena Ospital, Paula Zuccarino, Joana Narizano, Dolores Machin, Ana Couto, Dileta Maldarin, Justina Gros, Francisca Garcia e as noviças, Matilde Bouvier e Maria Luisa Schilino. A expedição veio acompanhada ainda pelo Revmo. Pe. Domingos Albanello, nomeado prefeito do Colégio São Joaquim, de Lorena. Chegaram ao porto do Rio de Janeiro no dia 10, às 20h, no navio Sud América. Após passarem por Niterói e Lorena, seguiram viagem em trem até Guaratinguetá no dia 16 de março, tendo sido recebidas às 14h, na estação ferroviária da cidade. Haviam lá para a recepção alguns sacerdotes, autoridades civis, muitas famílias e grande população, além de uma animada banda musical. Após uma solenidade na Igreja Matriz, dirigiram-se ao Colégio que previamente havia sido adornado com arcos e flores. Acompanhadas do fundador do Colégio, Pe. Monsenhor João Filippo, e do Diretor do Colégio Salesiano de Lorena, Pe. Carlos Peretto, entraram primeiramente na Capela, onde a lâmpada acesa no altar indicava a presença de Jesus Sacramentado que já havia tomado posse da casa. Em seguida visitaram todo o edifício, mobiliado e abastecido completamente com capacidade imediata para atender 200 meninas, podendo a estrutura acolher 400. Tamanha era a benfeitoria de Mons. Filippo que fez o necessário para prover tudo às Irmãs e às jovens que atenderiam. A partir deste dia, a presença das Filhas de Maria Auxiliadora no Brasil criou raízes como uma árvore frondosa e fecunda, se espalhando com grandeza e graciosidade pelos quatro cantos do país. Seguiram-se então a inauguração desta casa, em 20 de abril do mesmo ano, e de inúmeras outras ao longo do estado de São Paulo e além dele. O Colégio do Carmo guarda em seu existir a semente original que brotou e deu frutos por toda a terra brasileira, concentrando sobre seu chão a história de inúmeras gerações e figuras que por ele passaram. Suas paredes guardam a dedicação de um sacerdote que, com quase nada, fez o muito que existe hoje. Guarda também o testemunho das primeiras Irmãs que ali lançaram à terra suas vocações. E, especialmente, o carisma salesiano das origens, em estilo feminino, aquele dos tempos de Madre Mazzarello, que faz do Colégio do Carmo a Mornese brasileira há mais de 130 anos. Celebramos hoje, os 134 anos da presença das Irmãs Salesianas no Brasil, na certeza de que a missão se renova todos os dias na feliz entrega de vida aos jovens e à vontade de Deus. O Vale do Paraíba é o berço da Obra das FMA no Brasil. As cidades situadas na região apresentavam aspecto tipicamente interiorano. A Igreja era símbolo da religião católica, elemento integrante da formação social luso-brasileiro. Os proprietários de terras e de escravos controlavam a vida pública. Os moradores tinham, em geral, horizontes culturais bastante restritos. Era pequena a área de influência dessas cidades, pois, os habitantes preocupavam-se quase que apenas com os seus assuntos locais devido à distância dos centros mais importantes: São Paulo e Rio de Janeiro. É dentro dessas perspectivas limitadas que as Irmãs passam a realizar a sua atividade educacional e assistencial. Em consequência da cultura, sobretudo cafeeira, as diversas localidades do Vale ofereciam instrução elementar para as crianças, mas, em razão da situação de dependência da mulher, dava-se mais importância à escolarização dos meninos. Portanto, na região do Vale do Paraíba, a presença das FMA foi fundamental para a educação feminina. A formação cristã das meninas era, sem dúvida, a razão principal da atividade educativa das Irmãs. Além da educação da fé, havia outros objetivos principais: a formação moral, a preparação para a vida e a preocupação com a orientação para uma possível vida consagrada. As Irmãs abriram também externatos e Oratórios Festivos onde primava a Associação das Filhas de Maria. Em 1892, Irmã Teresa Rinaldi foi nomeada Superiora e representante da Visitadora, Madre Emilia Borgna, com o título de Vice-Visitadora. Em 1893, tendo sido criada a nova Visitadoria do Brasil, Madre Emilia Borgna voltou ao Uruguai e no dia 15 de outubro, Dom Lasagna apresentou “a Visitadora do Brasil na pessoa da Reverenda Madre Teresa Rinaldi”. A festa de Santa Teresa, no dia 15 de outubro de 1895, em Araras, em homenagem a Madre Teresa Rinaldi contou com a presença de vários sacerdotes e do próprio Lasagna. Poucos dias depois, a Visitadora partia para Minas Gerais com a expedição organizada por Dom Lasagna para fundação de Casas naquele Estado. Tanto ela como o prelado foram vítimas do desastre ocorrido em Juiz de Fora a 05 de novembro de 1895. Com a morte de Madre Rinaldi, a Irmã Ana Masera, mestra das noviças, foi designada como diretora interina do Colégio do Carmo. Na época do acidente, Don Luis Lasagna estava em tratativas para a fundação da Obra das FMA no Estado de Minas Gerais; assim sendo, tal Obra só foi iniciada no ano de 1896 com a fundação da Santa Casa de Ouro Preto e do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora de Ponte Nova. A NOVA CONFIGURAÇÃO DAS INSPETORIAS DAS FMA NO BRASIL A organização das presenças salesianas é dividida em províncias, ou inspetorias como são nomeadas no Brasil. Na introdução do terceiro volume de “As Filhas de Maria Auxiliadora no Brasil: cem anos de História”, Riolando Azzi (2003) afirma que as décadas de 40 e 50 são marcadas pela expansão das obras das Salesianas, por todo o território nacional. Essa expansão provoca uma nova organização territorial nas Obras por meio da criação de Inspetorias: Inspetoria Imaculada Auxiliadora – Campo Grande – 1941; Inspetoria Maria Auxiliadora – Recife – 1941; Inspetoria Madre Mazzarello – Belo Horizonte – 1948; Inspetoria Laura Vicuña – Manaus – 1961; Inspetoria Nossa Senhora Aparecida – Porto Alegre – 1967; Inspetoria Nossa Senhora da Penha – Rio de Janeiro – 1984; Inspetoria – Nossa Senhora da Paz – Cuiabá – 1993; Inspetoria Santa Teresinha – Manaus – 2005. Em 02 de fevereiro de 2021, com a intenção de ressignificar o carisma e qualificar ainda mais a presença e missão das Filhas de Maria Auxiliadora (FMA) no Brasil, as nove Inspetorias das Irmãs Salesianas unificaram-se em quatro novas inspetorias: Inspetoria Nossa Senhora da Amazônia, Inspetoria Maria Auxiliadora, Inspetoria Madre Mazzarello e Inspetoria Nossa Senhora Aparecida. Atualmente, as Inspetoras de cada inspetoria são: Ir.Maria Carmelita de Lima Conceição - Inspetoria Nossa Senhora da Amazônia Ir. Maria Américo - Inspetoria Maria Auxiliadora  Ir. Teresinha Ambrosim - Inspetoria Madre Mazzarello Ir. Alaide Deretti - Inspetoria Nossa Senhora Aparecida MEMORIAL DAS FILHAS DE MARIA AUXILIADORA  Em março de 2019, foi o Memorial “Filhas de Maria Auxiliadora no Brasil”, localizado na Casa do Puríssimo Coração de Maria (Antigo Orfanato), em Guaratinguetá (SP). O “Orfanato”, como é conhecido por todos, foi inaugurado por Monsenhor João Filippo, em 1923 e hoje abriga a história das FMA. O memorial conta com um acervo riquíssimo em detalhes e promove uma experiência sensorial que registra a história de maneira afetiva, cultural e religiosa. “O Memorial oferece aos visitantes a possibilidade de fazer a experiência de uma imersão no carisma das FMA, percorrendo a sucessão histórica dos fatos contextualizados dentro da História da Igreja e do Brasil, e sucessivamente nas 4 salas temáticas onde aprofundamos a experiência carismática, sua expansão na América e no mundo, o impacto da ação educativa evangelizadora das Irmãs na sociedade Brasileira e o segredo deste impulso apostólico. A experiência termina com uma romaria até Aparecida, passando antes por Guaratinguetá, onde fazemos Memória de Monsenhor João Filippo no mesmo local onde ele viveu seus últimos 3 anos e onde veio a falecer. Terminamos na sala dos Romeiros onde o visitante tem uma visão das metas de peregrinações de Aparecida a Cachoeira Paulista. Entre estas 47 metas está a Gruta Nossa Senhora de Lourdes, na entrada da Casa do Puríssimo Coração de Maria, a casa onde nasceu o 1º santo brasileiro, Frei Antonio de Santana Galvão e, finalmente, o grande Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida. Na capela o visitante pode visitar o mausoléu onde repousam os restos mortais de Monsenhor João Filippo e os restos mortais da Madre Teresa Rinaldi, das 3 FMA e da leiga todas mortas no desastre ferroviário de Juiz de Fora, como também os restos mortais de Madre Emilia Borgna, missionária italiana e 1ª Inspetora do Brasil. Além desta experiência carismática, o Memorial realiza seminários on-line para animar e qualificar nas Irmãs e colaboradores o gosto pelo registro histórico e, em colaboração com a ACSSA, ajudar as cronistas e secretárias a melhorarem a escritura das Crônicas das casas. O próximo seminário será sobre a organização, identificação e conservação das fotos existentes nas Casas. No Memorial está sendo montada uma sala que contará e História e evolução da comunicação em nossas obras. Existe também uma biblioteca histórica que estamos organizando com a Ir. Analia Luberti. O Memorial participa também de um Projeto Formativo, em nível mundial, que visa animar a dimensão missionária nas FMA, nos colaboradores e jovens. Trata-se do Projeto de Espiritualidade Missionária (PEM). Reunimos grupos de Irmãs e leigos que visitam os primeiros lugares onde chegaram as missionárias e os missionários salesianos na América. Esse Projeto contempla 4 percursos: 1º: Bacia do Prata que visita nossas primeiras fundações na América: Uruguay e Buenos Aires. 2º: percurso: Patagônia norte (Bahia Blanca, onde estão os restos mortais de Laura Vicuña), Viedma, sede episcopal de Dom Cagliero e onde viveu e se santificou Artemide Zatti e Carmen de Patagones, primeira presença nossa na Patagônia, visita à terra natal de Zeferino Namucurá, e terminamos nas Cordilheiras dos Andes em Jinin de los Andes onde viveu e se santificou Laura Vicuña. 3º: Patagônia sul (Puntarenas, Estreito de Magalhães, Terra do Fogo). 4º: Brasil: São Paulo, Guaratinguetá, Aparecida.Rio de Janeiro, Juiz de Fora”, comenta a Curadora do Memorial, Ir. Dulce Hirata. Confira o vídeo com um tour pelo Memorial e alguns depoimentos de quem já o visitou. Clique aqui. Mensagem da Madre Chiara, Superiora Geral das Filhas de Maria Auxiliadora. Minhas queridas irmãs, queridos amigos, queridas amigas e queridos jovens de todo o Brasil. Estou aqui, no meio das minhas irmãs, neste navio, simbolicamente a caminho do Brasil. A minha mensagem por ocasião destes 134 anos de presença é que o carisma das Filhas de Maria Auxiliadora continue a crescer com a mesma vitalidade e com a mesma força que marcaram toda essa história. Gostaria de encorajá-los a olhar para o futuro com esperança. Rezo por isso especialmente depois desta visita à Inspetoria de Recife, onde celebramos o centenário da presença em Petrolina e também o centenário da chegada das Filhas de Maria Auxiliadora ao Nordeste do Brasil. E agora, nesta Inspetoria que celebra o centenário de São José dos Campos, recordamos também os 134 anos da chegada das nossas primeiras irmãs ao Brasil. É uma grande graça poder contemplar tudo isso e reconhecer tantos sinais de bem, sinais que a Providência foi semeando ao longo do nosso caminho neste grande subcontinente, porque o Brasil é realmente muito grande. Por isso, desejo sinceramente que possamos levar adiante a nossa missão com entusiasmo. Que possamos ser, antes de tudo, Filhas de Maria Auxiliadora fiéis e felizes. E que os leigos, as leigas, os jovens e as jovens que  caminham conosco possam não apenas experimentar essa alegria, mas também participar desse brilho que torna belo, forte e grandioso este maravilhoso carisma que o Senhor nos concedeu viver. Bom caminho a todos!Que este caminho, que nos conduz à eternidade, continue sendo fecundo de muito bem. E que o Senhor conceda muitas e santas vocações às Inspetorias do Brasil.

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Imersão de Lideranças da RSB inicia segunda turma com foco nas estratégias de gestão educacional em rede

A Rede Salesiana Brasil (RSB) deu início, nesta terça-feira (10), à segunda turma da Imersão nas Estratégias de Gestão Educacional em Rede, que reúne lideranças das escolas salesianas de diferentes regiões do país no escritório da RSB, em Brasília (DF). A iniciativa acontecerá até o dia 12 de março e tem como objetivo proporcionar uma experiência formativa voltada à compreensão das estratégias de gestão educacional desenvolvidas em rede. Ao longo de três dias, gestores e lideranças educacionais participarão de momentos de formação, partilha e aprofundamento sobre a identidade, os serviços e os projetos que sustentam o trabalho das escolas salesianas no Brasil. A programação prevê atividades que irão abordar desde a contextualização histórica da Rede Salesiana Brasil até temas estratégicos ligados à formação, comunicação, currículo e inovação educacional. O primeiro dia foi marcado por um momento de acolhida e apresentação dos participantes, inspirado pela Estreia Salesiana 2026 – “Fazei tudo o que Ele vos disser”. Em seguida, a Coordenadora Executiva da RSB, Maria Dantas, conduziu um momento de contextualização histórica da Rede, apresentando também aspectos do planejamento estratégico, como identidade carismática, missão, organograma, objetivos e os principais serviços oferecidos às escolas da rede. Ainda no primeiro dia, os participantes conheceram de forma mais aprofundada os projetos da RSB e tiveram uma apresentação sobre o Currículo da Rede Salesiana Brasil para as Escolas, conduzida pelo gestor educacional Anderson Leal, que seguiu ao longo do período da tarde. O segundo dia da programação será dedicado à apresentação de serviços estratégicos oferecidos pela RSB às escolas da rede. Entre os destaques estarão os Serviços de Formação e o Plano Integrado de Formação para 2026, apresentados pela Gestora de Projetos de Formação, Ana Paula Costa e Silva, e pela analista educacional Hellen Mendes. A programação também contará com um momento voltado à Comunicação da RSB, com a apresentação de estratégias, campanhas e serviços desenvolvidos para fortalecer a atuação das escolas no ambiente digital e institucional. No período da tarde, os participantes participarão de uma roda de conversa sobre inteligência estratégica para um novo tempo na educação, seguida de uma visita ao Santuário Dom Bosco, em Brasília, onde será celebrada a Eucaristia. No terceiro e último dia da imersão, os participantes conhecerão o ecossistema da Editora Edebê, com apresentações sobre soluções educacionais e produtos digitais desenvolvidos para apoiar o processo educativo nas escolas salesianas. A programação será concluída com o Workshop Liderança Salesiana em Rede, conduzido pela consultora Patrícia Michelin, seguido de orientações sobre a etapa de acompanhamento e o momento de encerramento da formação. Ao reunir lideranças educacionais de diferentes regiões do país, a Imersão busca fortalecer o espírito de rede, promovendo a partilha de experiências, o alinhamento estratégico e a construção coletiva de caminhos para o futuro da educação salesiana no Brasil. Flavia da Costa Mentges - Diretora Executiva:É uma alegria poder estar aqui participando do Encontro de Lideranças da Rede Salesiana Brasil e é uma oportunidade de poder rever a história, rever os processos e o propósito que nos fortalece enquanto rede. Certamente encontrar com outras lideranças renova o espírito, renova o nosso trabalho e os alinhamentos que precisamos ter para uma entrega educacional de excelência. Levarei daqui um fortalecimento do espírito salesiano e sobretudo do nosso carisma educacional. Com iniciativas como esta, a Rede Salesiana Brasil reafirma seu compromisso com a formação contínua das lideranças educativas, fortalecendo a gestão em rede e garantindo que a missão salesiana continue respondendo, com qualidade e inovação, aos desafios da educação contemporânea. Comunicação da Rede Salesiana Brasil

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