Comunidades religiosas das Filhas de Maria Auxiliadora, de todo o Brasil, participam de encontro com a Superiora Geral, Madre Chiara Cazzuola
10/03/2025

Comunidades religiosas das Filhas de Maria Auxiliadora, de todo o Brasil, participam de encontro com a Superiora Geral, Madre Chiara Cazzuola

Comunidades religiosas das Filhas de Maria Auxiliadora, de todo o Brasil, participam de encontro com a Superiora Geral, Madre Chiara Cazzuola

No sábado, dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, a Conferência Interinspetorial do Brasil (CIB) reuniu as comunidades religiosas das quatro Inspetorias das Filhas de Maria Auxiliadora (FMA) para um encontro online com Madre Chiara Cazzuola, Superiora geral do Instituto das FMA.

O encontro, organizado em preparação ao Seminário Interâmbitos – que já foi ou está sendo realizado em todas as Inspetorias FMA do Brasil – teve como tema “Por uma animação generativa” e alcançou 82 pontos de conexão, unindo as Irmãs Salesianas de norte a sul, em grandes capitais, assim como em cidades menores e até mesmo nas regiões missionárias e mais isoladas do Rio Negro.

O desafio lançado às FMA para este encontro com a Madre Geral foi o de participar do evento comunitariamente, pois o Seminário Interâmbitos se coloca em linha com a opção da Igreja, que deseja ser cada vez mais sinodal, ou seja, caminhar juntos!

Para o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora, a sinodalidade missionária é justamente uma das escolhas prioritárias do último Capítulo Geral (2021).

O encontro foi aberto oficialmente por Irmã Alaíde Deretti, Presidente da CIB e Inspetora da Inspetoria Nossa Senhora Aparecida (BAP), de São Paulo, que saudou Madre Chiara agradecendo sua disponibilidade, o tempo dedicado à CIB e a prontidão com que aceitou o convite, mesmo em meio aos muitos compromissos e trabalhos que possui. 

Durante o encontro, Madre Chiara desenvolveu o tema “Por uma animação generativa”, trazendo para a reflexão alguns documentos do Instituto das FMA, como as Constituições, o Projeto Formativo e as Linhas Orientadoras da Missão Educativa, analisando a partir deles a conexão entre animação e governança. Madre Chiara também ajudou as participantes a revisitar a vida de Santa Maria Domingas Mazzarello e São João Bosco do ponto de vista da animação generativa.

Em sua reflexão, Madre Chiara afirmou que a governança «tem o propósito de ajudar as pessoas e as comunidades a realizar sua vocação na missão educativa, em fidelidade ao carisma de fundação». «Não há animação sem governo e não há governo sem animação», disse a Madre.

Para a Superiora geral, «o serviço de animação e governo pode ser levado adiante apenas por pessoas apaixonadas que, através da fé e da esperança, tornam Deus presente nas diversas e inéditas situações que nos interpelam. Pessoas que mantêm o olhar fixo em Jesus, o Senhor».

Indicando momentos e situações cotidianas da vida de Santa Maria Domingas Mazzarello, Madre Chiara deixou claro que, na Cofundadora do Instituto das FMA, «não encontramos nenhuma teorização sobre a animação, suas características, finalidades e método». Nela, «há a experiência, ou seja, um estilo de presença ao lado das pessoas, que não é apenas espontâneo, mas é fruto de um processo de formação».

Em relação a São João Bosco, a Madre destacou que o fundador da Família Salesiana, «era consciente de que a realidade educativa não pode ser um projeto individual, mas sim uma obra que tem implicações sociais, políticas e religiosas. Por isso, todas as pessoas interessadas no futuro da humanidade devem contribuir para ela. Ele nunca estava sozinho na realização de seus projetos». Portanto, Dom Bosco conjugava muito bem animação e governança!

A difícil arte do confronto

Após a palestra de Madre Chiara, as Inspetoras Irmã Teresinha Ambrosim (Belo Horizonte – BMM) e Irmã Maria Américo Rolim (Recife – BRE) fizeram algumas considerações, apresentando ressonâncias sobre o conteúdo exposto e colocando algumas questões a serem aprofundadas – enquanto CIB – sobre animação e governança.

Irmã Teresinha Ambrosim agradeceu a Madre garantindo que «cada palavra sua está ressoando muito fortemente em cada uma de nós que vamos, a partir de março, começar os nossos Seminários Interâmbitos locais». Ambrosim também reforçou o que a Madre disse durante sua palestra, que «todas nós temos autoridade, temos o nosso trabalho de governo e animação... você colocou artigos das Constituições que nós já sabemos, mas que às vezes ficam no esquecimento...». Segundo a Inspetora da BMM, este momento «foi um acordar». Além disso, enfatizou que as FMA do Brasil vão retomar a palavra de Madre Chiara: «Vamos “mastigar”, digerir bem essas suas palavras que vão nos aquecer nesta grande comunhão».

Irmã Teresinha também agradeceu «o apelo de escuta que você nos fez... de escutarmos umas às outras». Disse da importância de «[...] envolver todas na escuta...», o que lembra a carta do Papa Francisco sobre o Ano Jubilar: «a paciência é filha da esperança».  

Já Irmã Maria Américo Romim reforçou os agradecimentos, ressaltando que «é um presente de Deus podermos nos encontrar de novo». «A sua palavra é realmente uma luz para o nosso momento, porque todas as comunidades já estão se preparando para fazer o Seminário». Rolim destacou que «estamos num tempo em que a palavra da Madre chega para nós, a palavra da Igreja chega para nós, a Palavra de Deus está sempre conosco».

Irmã Maria Américo solicitou à Madre uma palavra sobre um ponto: «a difícil arte do confronto», especialmente no que se refere ao uso dos bens e à prestação de contas.

Abriu-se assim espaço para o diálogo, no qual a Madre reforçou em sua resposta a necessidade de cultivar um mais consistente sentido de pertencimento ao Instituto, às Inspetorias e às comunidades locais. «O sentido de pertença, o sentido de família... acredito que precisamos trabalhar muito para que este cresça em cada uma de nós», destacou Madre Chiara.

A Madre também refletiu sobre a clareza vocacional e as motivações vocacionais de cada FMA. Insistiu que «nós somos uma família, a minha comunidade é uma família, a Inspetoria é uma família, o Instituto é uma grande família [...]» na qual «para ir em frente, juntas, é necessário que nós vivamos coerentemente os votos que, com liberdade, professamos».

A Madre, portanto, confirmou dois aspectos a serem trabalhados na vida de uma FMA: «o sentido de pertença ao Instituto e a liberdade e a responsabilidade com a qual eu, espontaneamente, livremente, fiz os meus votos».

Tempo de reavivar o fogo e um “obrigada coral”

Também Irmã Alaíde Deretti fez uma ressonância recordando que «estamos no tempo de reavivar o fogo». Segundo Deretti, a colocação da Madre «fez entender que todas têm a sua parcela de animação, porque na comunidade não é uma que anima: somos todas que nos animamos!». Recordando Dom Bosco e Madre Mazzarello, Irmã Alaíde enfatizou que «o nosso estilo de animação é um estilo familiar, não é um estilo complicado». Completou reforçando a necessidade do sentido de pertença, do espírito de família, do animar-se reciprocamente.

Em nome de todas as FMA do Brasil, Irmã Narcisa Berti, da Comunidade Maria Auxiliadora de Lins (SP), agradeceu a Madre Chiara ressaltando o seu testemunho de ser presença e de estar presente a esta iniciativa da CIB. Convidou todas as Irmãs a expressarem um grande obrigada à Madre, porque no próximo mês de abril vai ser celebrada, em nível de Instituto, a Festa da Gratidão. Segundo Irmã Narcisa, este encontro online com a Madre é a grande oportunidade «para dizermos juntas: obrigada por tudo».

Para encerrar a manhã de sábado, Irmã Maria Carmelita Conceição, vice-Presidente da CIB e Inspetora da Inspetoria Nossa Senhora da Amazônia (BRM), de Manaus (AM), expressou o agradecimento à Madre em nível de CIB: «só a Madre para fazer o Brasil inteiro se conectar e viver este momento de fraternidade». Recordou que as palavras da Madre «chegaram no momento certo, momento em que estamos iniciando a caminhada quaresmal».

Irmã Maria Carmelita destacou a dimensão da sinodalidade, do caminhar juntas, na esperança: «caminhar não sozinhas, mas como comunidade, como estamos hoje, aqui». Sinalizou também o tema das distâncias e do milagre: «este já é um primeiro milagre, o milagre de nos empenharmos em estar juntas para, em torno da Madre, celebrar e ao mesmo tempo nos prepararmos para viver a Quaresma, na sinodalidade e também na esperança». Irmã Carmelita concluiu a sua saudação antecipando os votos de uma Feliz Páscoa à Madre, ao Conselho Geral e a todas as FMA do Brasil.

Com a projeção do vídeo, Hino a Madre Mazzarello – “Contempliamo il tuo volto”, encerrou-se o encontro com Madre Chiara Cazzuola que trouxe ao Brasil FMA a alegria de escutar e acolher o Magistério da 10ª Sucessora de Madre Mazzarello.

O encontro com Madre Chiara foi moderado por Irmã Maike Loes, Coordenadora de Comunicação da Inspetoria Nossa Senhora Aparecida (BAP), de São Paulo.

 

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Peregrinação a Meruri aproxima jovens de Corumbá da missão salesiana e da cultura Boe Bororo

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Para Luana Barbosa Regenold, de 15 anos, a viagem começou rompendo barreiras. “Quando saímos de Corumbá eu não conversava com muita gente, por ser nova na pastoral. Ao longo da viagem fui me enturmando e conversando cada vez mais com o pessoal”. A mesma percepção foi compartilhada por Lucymara Paola da Silva Garcia Duarte, de 16 anos. “Entrar no ônibus com rostos conhecidos e desconhecidos foi um turbilhão de sentimentos”, recorda. Segundo ela, a proximidade construída durante o percurso fez desaparecer qualquer insegurança inicial. “Não teve um único momento que me marcou, mas sim a viagem inteira”. Jhony Rojas Cabanhas, também de 16 anos, destaca que as amizades construídas tornaram o longo deslocamento mais leve. “Pude me aproximar mais de pessoas que eu não era muito próximo e também de pessoas que eu nem imaginava. Eu faria tudo de novo sem precisar pensar duas vezes“. A primeira parada aconteceu no Oratório Filhos de Dom Bosco, em Rondonópolis, onde o grupo foi recebido pela comunidade salesiana, representada pelo diretor, P. Vanderson Gomes. Jogos, brincadeiras, momentos de oração e convivência prepararam os peregrinos para a etapa seguinte da viagem. Meruri apresentou uma realidade pouco conhecida pelos jovens Na chegada à aldeia Meruri, o grupo liderado pelo reitor do Santuário de Maria Auxiliadora e Coordenador de Pastoral do Polo Salesiano de Corumbá, P. João dos Santos Barbosa Neto, foi acolhido pelos missionários salesianos e pela comunidade Boe Bororo. A visita à aldeia, o contato com as crianças e o conhecimento da cultura indígena despertaram a atenção dos jovens. “Foi uma oportunidade única de conhecer de perto a cultura indígena e aprender mais sobre seus costumes, tradições e modo de vida”, afirmou Yasmin Marina Ramos da Cruz, de 18 anos. Ela acrescenta que a admiração do povo Boe Bororo por Padre Rodolfo e Simão Bororo foi um dos aspectos que mais a impressionaram durante a visita. Luana também recorda a convivência com a comunidade. “Notei que as crianças estavam sempre muito gratas e felizes com tudo. Sempre havia alguma criança nos acompanhando durante a caminhada pela aldeia”. Celebrações aproximaram os jovens da história dos mártires Ainda na primeira noite em Meruri, os peregrinos participaram da Via Sacra dos mártires realizada pelas ruas da aldeia. Em cada estação foram apresentados testemunhos sobre a vida e o martírio de Padre Rodolfo Lunkenbein e Simão Bororo. Um dos versículos proclamados durante a celebração permaneceu na memória de Luana: “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos seus amigos”. No dia seguinte, os jovens participaram da procissão que começou no cemitério da comunidade indo até a celebração eucarística em memória dos dois Servos de Deus. A missa, que reuniu elementos da cultura Boe Bororo na liturgia católica, com danças tradicionais e o canto da Ave Maria na língua indígena, encantou os jovens. André Gimenez da Silva, de 17 anos, afirmou que a celebração ampliou sua compreensão sobre a missão salesiana. “Cada momento vivido ali teve um significado especial e me fez refletir sobre a importância da fé, da união e da simplicidade”. Brenda Lohayne dos Santos Garay, de 19 anos, também destacou o impacto da experiência. “Voltei dessa missão com o coração cheio de gratidão e com a certeza de que ela não termina aqui”. Caminhada ao morro tornou-se símbolo da peregrinação Outro momento bastante lembrado pelos participantes foi a caminhada até o morro próximo à aldeia. A subida exigiu esforço físico, mas a paisagem e a convivência transformaram o percurso em uma das lembranças mais marcantes da viagem. Brenda descreveu a atividade como “uma experiência única, daquelas que ficam guardadas para sempre na memória”, enquanto Khalil Siqueira Gonçalves, de 16 anos, recordou o clima de descontração vivido durante todo o percurso. “Passamos pelo rio, enfrentamos subidas e até algumas quedas, mas tudo valeu a pena ao contemplarmos a vista lá de cima”. Além da caminhada, Khalil destaca outro aspecto da peregrinação. “Poder rezar e ouvir os testemunhos sobre Simão e o padre Rodolfo fez com que eu refletisse sobre o motivo de estar ali. Aprendi o verdadeiro valor da amizade e da alegria de estar ao lado dos nossos amigos.” Viagem deixa marcas para além do percurso Após as celebrações em Meruri, o grupo seguiu para Campo Grande, onde participou de um momento de convivência antes do retorno a Corumbá. Embora o dia de lazer apareça nas lembranças dos jovens como um encerramento alegre da peregrinação, os depoimentos convergem para um legado mais profundo. 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Jovens da AJS e Família Salesiana de Campo Grande vivem o Cinquentenário dos Mártires em Meruri

Uma caravana formada por 42 pessoas da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, de Campo Grande (MS), participou das celebrações pelos 50 anos do martírio do Servo de Deus Padre Rodolfo Lunkenbein e de Simão Bororo, realizadas entre os dias 14 e 15 de julho, na Terra Indígena de Meruri (MT). O grupo foi composto por jovens da Articulação da Juventude Salesiana (AJS), integrantes da Associação de Maria Auxiliadora (ADMA), Salesianos Cooperadores,  e Irmãs do Instituto Jesus Adolescente e outros membros da Família Salesiana. A peregrinação teve início na noite de 13 de julho, com saída da matriz da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, em Campo Grande, e chegada à aldeia de Meruri na manhã do dia seguinte. A peregrinação foi organizada pela assessora adulta da AJS, Eliamara Jacquet, que contou com o apoio e a acolhida do pároco, Padre Orozimbo de Paula Jr., que incentivou a vivência desse momento de fé e memória junto à comunidade salesiana de Meruri. A celebração recordou os 50 anos do martírio de Padre Rodolfo Lunkenbein e de Simão Bororo, mortos em 15 de julho de 1976 durante a defesa do povo Bororo e de seus direitos. Uma caravana formada por 42 pessoas da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, de Campo Grande (MS), participou das celebrações pelos 50 anos do martírio do Servo de Deus Padre Rodolfo Lunkenbein e de Simão Bororo, realizadas entre os dias 14 e 15 de julho, na Terra Indígena de Meruri (MT). O grupo foi composto por jovens da Articulação da Juventude Salesiana (AJS), integrantes da Associação de Maria Auxiliadora (ADMA), Salesianos Cooperadores,  e Irmãs do Instituto Jesus Adolescente e outros membros da Família Salesiana. A peregrinação teve início na noite de 13 de julho, com saída da matriz da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, em Campo Grande, e chegada à aldeia de Meruri na manhã do dia seguinte. A peregrinação foi organizada pela assessora adulta da AJS, Eliamara Jacquet, que contou com o apoio e a acolhida do pároco, Padre Orozimbo de Paula Jr., que incentivou a vivência desse momento de fé e memória junto à comunidade salesiana de Meruri. A celebração recordou os 50 anos do martírio de Padre Rodolfo Lunkenbein e de Simão Bororo, mortos em 15 de julho de 1976 durante a defesa do povo Bororo e de seus direitos. Fé, memória e encontro com a missão Durante os dias de peregrinação, os participantes acompanharam a programação preparada para o jubileu, que reuniu missionários, povos indígenas, religiosos, leigos e jovens de diferentes regiões do Brasil. Entre as atividades estiveram o Oratório, visitas à comunidade indígena, momentos de convivência, a Via Sacra dos Mártires, a Santa Missa Jubilar e a subida ao morro, experiência marcada pela oração e contemplação. Para o jovem Gabriel Tavares, da AJS da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, um dos momentos mais marcantes foi a caminhada até o alto do morro. “A subida do morro no início da manhã parecia cansativa, mas logo o cansaço deu lugar à alegria. Rindo e caminhando juntos, o sono e a preguiça ficaram para trás. Atravessar o riacho foi muito divertido e a trilha tornou-se leve. Tudo, porém, foi recompensado no topo: contemplar o sol nascendo sobre as terras ao redor foi um momento de oração. Ali percebemos o quanto Deus é maravilhoso em suas obras”. A aspirante dos Salesianos Cooperadores Vera Desmarest, do Centro Local São Paulo VI, destacou que a celebração a fez compreender de forma ainda mais profunda o significado da entrega vivida pelos mártires.“A celebração foi muito bonita e emocionante. Ao recordar a história desses dois mártires, fui levado a refletir sobre o significado da entrega da própria vida. Compreendi que doar-se não significa apenas chegar ao derramamento do sangue, mas viver diariamente uma existência colocada a serviço dos irmãos e irmãs, especialmente dos mais pobres, dos vulneráveis e daqueles que têm seus direitos ameaçados. Saio dessa experiência profundamente tocada pelo testemunho do padre Rodolfo e de Simão Bororo. O exemplo de ambos fortalece em mim o desejo de viver uma fé comprometida com a defesa da vida, da dignidade humana e da justiça”. O aspirante José Antônio ressaltou a acolhida da comunidade salesiana e a organização das celebrações.“Fui recebido como em toda casa salesiana, com alegria, educação e o costumeiro sorriso que acolhe quem chega. Ficamos bem alojados, com boa estrutura. A Carla e o Leandro sempre estiveram disponíveis para dúvidas e informações. O passeio pela aldeia foi muito esclarecedor e enriqueceu nossa experiência. Tudo foi muito bem pensado e organizado. A subida ao morro uniu momentos de descontração e fé. A celebração mostrou que, mesmo recordando a morte dos Servos de Deus, celebramos o reconhecimento da coragem deles como mártires”. A jovem Júlia de Lima Ribeiro destacou que a peregrinação fortaleceu sua vivência de fé e missão.“Para mim foi uma experiência muito especial. Sair da zona de conforto me fez entender que podemos servir a Deus em qualquer lugar. Na subida ao morro aprendi o valor do silêncio e da oração. Mesmo sendo breve, nossa passagem mostrou mais uma obra que os Salesianos realizam com fidelidade ao sonho de Dom Bosco. Volto para casa agradecida e com o desejo de continuar vivendo essa missão que transforma vidas”. Também integrante da AJS, Gabi Sandim ressaltou o contato com a história da missão salesiana.“Meruri foi uma experiência única. Aprendemos muito sobre nossa história e sobre o testemunho dos mártires. Saí de lá com o coração renovado e voltaria para outra missão com certeza”. A Coordenadora dos Salesianos Cooperadores Sandra Aparecida destacou que a peregrinação fortaleceu a compreensão da missão cristã e do diálogo com o povo Boe-Bororo. “Conhecer essa história foi um convite a refletir sobre o verdadeiro sentido da missão cristã: doar a própria vida em favor dos irmãos, especialmente daqueles que mais necessitam de proteção, justiça e esperança. A peregrinação também proporcionou um encontro enriquecedor com a cultura do povo Boe-Bororo, permitindo conhecer aspectos de sua história, suas tradições e seus valores. Essa convivência reforçou a importância do diálogo intercultural e do respeito às diferentes expressões culturais”. Fortalecimento da espiritualidade salesiana A presidente da ADMA do Centro Local Paulo VI, Elisângela Jacquet, afirmou que a participação nas celebrações reforçou o compromisso da Família Salesiana com o carisma de Dom Bosco. “Conhecer Meruri foi testemunhar a beleza da missão salesiana: educar com o coração, evangelizar com alegria e servir com amor. Estar presente aqui, no Jubileu do Martírio do Beato Simão Bororo e do Padre Rodolfo Lunkenbein, torna esta experiência ainda mais profunda. É caminhar sobre uma terra regada pelo sangue de testemunhas que deram a vida pelo Evangelho e pelos povos indígenas. Esta passagem certamente fortalecerá ainda mais o nosso compromisso com a espiritualidade de Dom Bosco e de Maria Auxiliadora e nos inspirará a continuar anunciando Cristo com a mesma coragem e doação”. A Salesiana Cooperadora Cristina Stoppa afirmou que conhecer Meruri permitiu vivenciar de perto a missão iniciada pelos primeiros salesianos entre o povo Bororo.“Há viagens que nos levam a um lugar. Outras nos conduzem a uma experiência capaz de transformar o nosso olhar, fortalecer a nossa fé e renovar o sentido da nossa vocação. Assim foi a minha primeira visita à Aldeia Meruri. Como Salesiana Cooperadora, tive a graça de participar das celebrações do Jubileu dos 50 anos do martírio do Padre Rodolfo Lunkenbein e do indígena Simão Bororo. Estar presente nesse momento histórico foi muito mais do que acompanhar uma comemoração. Foi mergulhar em uma história de amor, coragem, fidelidade ao Evangelho e compromisso com a dignidade humana. Conhecer a presença salesiana de Meruri foi contemplar, de perto, a concretização do sonho missionário de Dom Bosco”. Ao término da peregrinação, o grupo agradeceu ao diretor da presença salesiana de Meruri, Padre Ângelo César Cenerino, pela acolhida durante os dias de celebração, bem como aos salesianos, voluntários e comunidades que colaboraram na organização do jubileu. Para os participantes, a experiência permitiu conhecer de perto a história da missão salesiana entre o povo Boe-Bororo, renovar o compromisso com os valores do Evangelho e fortalecer o carisma salesiano inspirado no testemunho do Servo de Deus Padre Rodolfo Lunkenbein e de Simão Bororo.

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