Dedicação da Basílica de São João de Latrão
09/11/2024

Dedicação da Basílica de São João de Latrão

“Dedicar/consagrar” um lugar a Deus é um rito de todas as religiões: “reservar” a Deus um lugar, onde dar-lhe honra e glória.

Quando o imperador Constantino deu plena liberdade aos cristãos (ano 313), não pouparam esforços para construir templos ao Senhor. Por isso, muitas igrejas foram construídas naquela época.

O próprio imperador deu o exemplo, mandando construir uma magnífica Basílica no Monte Célio, em Roma, no lugar do antigo Palácio de Latrão, que o Papa Silvestre I havia dedicado ao Santíssimo Salvador (318 ou 324). Ali, foi construída uma Capela dedicada a São João Batista, que servia de batistério: no século IX, o Papa Sérgio III confirmou a dedicação a João Batista. Por fim, no século XII, Papa Lúcio II também a dedicou a São João Evangelista. Daí a denominação da Basílica Papal do Santíssimo Salvador e dos Santos João Batista e Evangelista de Latrão. A Basílica é considerada pelos cristãos como a principal, a mãe de todas as igrejas do mundo.

Ao longo dos séculos, a Basílica foi destruída, várias vezes, mas sempre reconstruída: sua última reconstrução deu-se sob o Pontificado de Bento XIII, que a reconsagrou em 1724. Desde então, a festa que hoje celebramos, foi estendida a toda a cristandade.

 

«Aproximava-se a Páscoa dos Judeus e Jesus subiu a Jerusalém. Lá, encontrou no Templo negociantes de bois, ovelhas e pombas, e mesas dos cambistas. Então, fez um chicote de cordas e expulsou todos do Templo, com suas ovelhas e bois, espalhou no chão o dinheiro dos cambistas e derrubou as mesas. Aos que vendiam pombas, disse: “Tirai isto daqui e não façais da casa de meu Pai uma casa de comércio”. Os seus discípulos, então, lembraram do que está escrito: “O zelo da tua casa me consome” (Sl 68,10). Perguntaram-lhe os Judeus: “Que sinal tu apresentas, para agir assim?”. Respondeu-lhes Jesus: “Destruí vós este Templo e eu o reerguerei em três dias”. Os Judeus replicaram: “Este Templo foi edificado em quarenta e seis anos, e tu queres edificá-lo em três dias?”. Mas, Jesus se referia ao templo do seu Corpo. Depois da sua Ressurreição, seus discípulos se lembraram destas palavras e creram na Escritura e na Palavra de Jesus» (Jo 2,13-22).

Lugar de encontro

As leituras bíblicas, escolhidas para esta festa, referem-se ao tema do “templo”. No Antigo Testamento (primeira leitura, Ez 47), o profeta Ezequiel, do exílio na Babilônia - era por volta do ano 592 a.C -, tenta ajudar o povo a sair do desânimo, por não ter mais uma terra e tampouco um lugar para rezar. Surge, assim, a sua mensagem (primeira leitura), na qual o profeta anuncia o dia em que o povo iria adorar ao seu Deus no novo Templo: um lugar, onde o homem eleva a sua oração a Deus; onde Deus se aproxima do homem, ouvindo a sua oração e o socorrendo onde se encontra. Enfim, um lugar de encontro! Desta forma, o templo assume o papel de Casa de Deus e Casa do Povo de Deus. Desse templo, - diz o profeta, - vê jorrar água: “Vi que saía água pela soleira do templo”: uma água, como dádiva, que traz vida, bênção; um lugar, onde se pratica a justiça, a única capaz de curar o povo.

Saiam daqui

Por ocasião da Páscoa, todo judeu era obrigado a subir a Jerusalém, para oferecer um cordeiro em sacrifício; três semanas antes, começava a "venda" de animais apropriados para a oferta: as pombas eram oferecidas pelos pobres (Lv 5,7). Os cambistas tinham a tarefa de receber as "moedas romanas", que seriam trocadas em moedas cunhadas em Tiro: não era tanto uma questão de ortodoxia religiosa, apesar de ser assim. No fundo, as moedas de Tiro também traziam uma imagem pagã, mas tinham mais prata, por isso valiam mais. Os supervisores deste "comércio" eram os sacerdotes do Templo, que, no câmbio, sempre ganhavam um tanto. Eis o contexto que Jesus encontrou no Templo, sobretudo, no Hieron, pátio externo do Templo, chamado Pátio dos Gentios. O Templo, propriamente dito, era o Naos ou Santuário, mencionado em Jo 2,19-21: "Ele fez um chicote de cordas e expulsou todos do Templo": com o chicote, Jesus acaba com aquele "comércio" presente no Templo (Hieron); derruba as mesas dos cambistas e expulsa a todos (Cf. Ex 32: bezerro de ouro).
“Tirai isto daqui e não façais da casa de meu Pai uma casa de comércio”: palavras e ações, que se referem ao profeta Zacarias, quando anunciou o que aconteceria com a ida do Senhor à cidade de Jerusalém: “Naqueles dias, não haverá mais traficantes (cananeu=mercante) na casa do Senhor” (Zc 14,21).
“Que sinal tu apresentas, para agir assim?... Destruí vós este Templo e eu o reerguerei em três dias”. Os sacerdotes do Templo perguntam a Jesus com qual “autoridade" ele agia assim? Ele respondeu convidando-os a destruir o Templo (Naos) que ele o reconstruiria. A resposta de Jesus não se refere tanto ao Templo, como todo o edifício, mas ao verdadeiro e próprio "Santuário", onde Deus está presente. “Jesus se referia ao templo do seu Corpo”. Com a Páscoa de Jesus - com o seu corpo destruído e ressuscitado – tinha início um novo culto, o culto do amor, no novo Templo (Naos), e o novo Templo é Ele mesmo. A ressurreição foi o acontecimento decisivo, que, finalmente, tornou os discípulos capazes de entender e, depois, o Espírito Santo (Jo 14,26) os fez lembrar as coisas de modo novo.

Jesus, novo Templo

A festa da Dedicação da Basílica de Latrão, que celebramos hoje, nos permite recordar o caminho do Povo e o zelo constante e fiel de Deus. No entanto, recordamos que, hoje, cada um de nós é a "casa de Deus”, em Jesus ressuscitado, porque o Espírito mora em mim, em cada um de nós (1Cor 3,16). Por um lado, o simples fato de estarmos cientes disso, nos leva a louvar o Senhor e, por outro, a dizer, às vezes, de modo excessivo: "Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha casa..." (Mt 8,8), esquecendo que Ele já está em nós, nos acolhe e nos ama, não como gostaríamos de ser, mas como somos, aqui e agora. As distrações, presentes em nós, tornam desfocada a face do Senhor! Quando aprendermos a manter o nosso olhar fixo em Jesus, Autor e aperfeiçoador da nossa fé e da nossa amizade com Ele (Cf. Hb 12,1-4), então o nosso rosto brilhará com a luz, que brota de um coração "unificado". O equilíbrio exigido não deve ser coisa passageira, mas todo um caminho de vida, um contínuo entrar, em nós mesmos, em vista da "morada do Rei" (Cf. Castelo Interior, Santa Teresa de Ávila).

Fonte: Vatican News

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Comissão para a Juventude apresenta o relatório de pesquisa nacional “Evangelização da Juventude no Brasil-2025”

Durante a reunião do Conselho Permanente da CNBB, a Comissão Episcopal para a Juventude da CNBB, por meio do bispo de Imperatriz (MA) e presidente da Comissão, dom Vilsom Basso, apresentou aos bispos os dados da “Pesquisa Nacional Evangelização da Juventude no Brasil – 2025”. O relatório da pesquisa foi apresentado pela coordenadora do Observatório Juventudes, da PUC-RS e coordenadora do grupo de pesquisa, doutora Patrícia Espíndola Teixeira. Os resultados foram condensados num relatório de 140 páginas. Dom Vilson destacou que até setembro serão impressos 20 mil exemplares a serem distribuídos para toda Igreja no Brasil. A pesquisa ouviu 11.498 jovens de todo o país, ligados ao universo religioso,entre abril a junho de 2025. Destes, 55,6% são mulheres, 44,4% homens. O maior grupo de idade da mostra 64,8% concentra-se na faixa etária de 18 a 24 anos, 32,5% entre 25 a 29 anos e 2,7% adolescentes de 12 a 17 anos. Saúde e resiliênciaUm dos aspectos abordados no levantamento foram os aspectos de “sofrimento expressivo”. 50% dos jovens afirmaram não se sentirem bem de forma plena; 37,6% apontaram a dificuldade de concetração associada a exposição permanente às telas o que gera ansiedade e privação do sono; 36,7% se sentem inseguros na maior parte do tempo, com impacto sobre a autoestima, tomada de decisões e abertura à fé. Em contrapartida, a religião aparece como um importante elemento para ajudar os jovens na resiliência. 64,0% dos jovens pesquisados disseram que a espiritualidade os ajudam a enfrentar os problemas no dia a dia; 55,8% que a presença pastoral os fortalecem; 43,4% afirmaram que apesar das dificuldades, apresenta esperança quanto ao futuro. Relação com a IgrejaA pesquisa levantou dados sobre a pertença e prática religiosa, o uso das redes sociais e os impactos do ambiente digital em suas vidas e suas posições sociopolíticas e quanto a questão ambiental. 98% dos jovens afirmaram ser católicos e 61% disseram ter sido conduzidos à Igreja a partir da experiência dos pais e avós. 93% Já receberam os sacramentos da iniciação à vida cristã. Religião e espiritualidade são os temas mais buscados na internet por esses jovens respondentes acima de entretenimento, educação  e  política. 43,3% dos jovens afirmaram usar as redes redes sociais, aplicativos de mensagens, fóruns de discussão e sites de relacionamentos. Redes sociais (Instagram, TikTok, X, Facebook) com 26,4% e Apps de mensagens (WhatsApp) com 16,2%. Igreja como a 3ª maior fonte de informaçãoA Igreja é a 3ª maior fonte de informação para 13,5% dos jovens. Influencers digitais e youtubers correspondem a 12,4% da preferência de busca por informação. Mais de 41% dos jovens não se mobilizam coletivamente, porém 23% disseram ter simpatia individual por pautas mais coletivas. A pesquisa investigou uma série de outros pontos sobre a relação dos jovens com a Igreja e o seu protagonismo nos ambientes eclesiais, como percebem a Igreja Católica, o que os atraem e afastam e sobre vocação e projeto de vida. Ao final da apresentação, o arcebispo de Porto Alegre (RS) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Jaime Spengler chamou a atenção para a importância de aprofundar e refletir os dados levantados pela pesquisa em vista de melhor a evangelização dos jovens no Brasil. Baixe o relatório e conheça os dados da pesquisa:Pesquisa Evangelização da Juventude_2025 Durante a tarde, os bispos do Conselho Permanente também conheceram os dados da avaliação da 62ª Assembleia Geral da CNBB, cuja condução ficou por conta do bispo de Nova Iguaçu (RJ) e presidente do regional Leste 1, dom Gilson Andrade da Silva e também tiveram uma rodada de reunião reservada.Fonte: CNBB

Inspetoria São João Bosco lança Observatório de Projetos Salê Sustentável em favor da Ecologia Integral

A Inspetoria São João Bosco (ISJB), dos Salesianos de Dom Bosco, deu um novo passo em seu compromisso com o cuidado da Casa Comum ao lançar, no dia 16 de junho, o Observatório de Projetos Salê Sustentável. Realizado de forma presencial e on-line, o lançamento reuniu aproximadamente 150 participantes, representando as presenças salesianas das áreas da educação básica e superior, ação social e evangelização, localizadas em Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás, Rio de Janeiro, Tocantins e no Distrito Federal. Na abertura do evento, o Vigário Inspetorial, Padre Sedney Manja, SDB, destacou que o Observatório responde ao convite da Congregação Salesiana e do Papa Francisco para viver, de forma concreta, a Ecologia Integral, promovendo uma caminhada comum em favor da vida. "O Observatório de Projetos Salê Sustentável nasce exatamente com esse propósito: ajudar-nos a caminhar juntos, compartilhar experiências, aprender uns com os outros e construir uma cultura cada vez mais comprometida com o cuidado da vida." Em sua mensagem, o sacerdote convidou todas as presenças salesianas a acolherem esse novo desafio com esperança e confiança, lembrando que cada gesto em favor da Ecologia Integral torna o mundo "mais justo, mais fraterno e mais fiel ao sonho de Deus para a humanidade e para toda a criação". Na sequência, a coordenadora do projeto, Camila de Paula, apresentou o Observatório como um espaço de articulação, colaboração e compartilhamento entre as dezenas de obras salesianas. A plataforma permitirá o envio e o acompanhamento das iniciativas desenvolvidas, conferindo maior visibilidade às ações socioambientais já existentes, favorecendo a troca de experiências, o fortalecimento do trabalho em rede e a construção de novos caminhos em favor da sustentabilidade e do cuidado com a Casa Comum. Inspirado na encíclica Laudato Si' e na Exortação Apostólica Laudate Deum, do Papa Francisco, bem como nas orientações do 29º Capítulo Geral da Congregação Salesiana, o Observatório busca fortalecer uma cultura do encontro e da corresponsabilidade, na qual cada comunidade educativo-pastoral seja protagonista da promoção da Ecologia Integral, unindo evangelização, educação e compromisso socioambiental. Durante o lançamento, Padre Geraldo Adair de Lima, SDB, recordou que o cuidado com a criação faz parte da própria missão salesiana. Segundo ele, esse compromisso dialoga com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e com as boas práticas de governança institucional, fortalecendo a capacidade da Inspetoria de estabelecer parcerias e promover iniciativas voltadas ao bem comum. O lançamento do Observatório de Projetos Salê Sustentável representa, assim, um sinal concreto do compromisso da Inspetoria São João Bosco com a Ecologia Integral. Mais do que uma plataforma para o acompanhamento de projetos, o Observatório constitui um espaço permanente de escuta, partilha, articulação e inspiração, fortalecendo a missão salesiana de educar e evangelizar por meio do cuidado com a Casa Comum. O que é o Observatório de Projetos Salê Sustentável? O Observatório de Projetos Salê Sustentável é uma iniciativa da Inspetoria São João Bosco que reúne, acompanha e compartilha as ações socioambientais desenvolvidas nas presenças salesianas. Seu objetivo é fortalecer a cultura da Ecologia Integral, incentivar o trabalho em rede, valorizar as boas práticas e favorecer a construção de uma missão cada vez mais comprometida com o cuidado da criação. Inspirado na Laudato Si' e no carisma salesiano, o Observatório promove uma caminhada conjunta em favor da vida, da sustentabilidade e da Casa Comum, contribuindo para que as comunidades educativo-pastorais sejam cada vez mais protagonistas na construção de um futuro mais justo, solidário e sustentável.

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