Dia da Consciência Negra: construindo o futuro que promove uma educação antirracista
20/11/2024

Dia da Consciência Negra: construindo o futuro que promove uma educação antirracista

O Dia da Consciência Negra, celebrado hoje, 20 de novembro, é mais do que uma data comemorativa. É um convite à reflexão sobre as lutas, as conquistas e o papel da população negra na construção da sociedade brasileira. Instituído em memória da morte de Zumbi dos Palmares, líder do maior quilombo do período colonial, a data nos relembra a resistência contra a opressão e o racismo, e a necessidade de promover a igualdade racial em todas as esferas.

A celebração deste dia tem como objetivo reconhecer a importância histórica e cultural da população negra, que enfrentou séculos de escravidão e, até hoje, busca superar as desigualdades sociais. Mais do que uma homenagem, é um chamado à conscientização sobre os impactos do racismo estrutural e à valorização da diversidade étnico-cultural do Brasil.

O Dia da Consciência Negra é uma oportunidade para que todos revisitem suas próprias atitudes e se comprometam a construir uma sociedade mais justa. A promoção da equidade racial começa em pequenos gestos: na valorização das diferenças, no combate ao racismo diário e na inclusão ativa de todas as vozes na construção do futuro.

O ex-aluno salesiano que marcou a história das artes no Brasil - Sebastião Bernardes de Souza, conhecido como Grande Otelo, foi um dos maiores nomes do cinema e da televisão brasileira no século XX. O que poucos sabem é que ele iniciou sua trajetória no Liceu Coração de Jesus, em São Paulo, onde estudou até o 3º ano do ginásio (equivalente ao 8º ano do Ensino Fundamental). Durante esse período, Grande Otelo foi coroinha e ajudava nas missas, já demonstrando o talento e o carisma que o tornaria um ícone nacional.  

No Liceu, ele teve contato com a rica formação salesiana, que incluía artes dramáticas, música e outras expressões culturais, plantando as sementes para sua brilhante carreira artística. Mais tarde, seu legado foi imortalizado com a renomeação do teatro da escola como Teatro Grande Otelo, um reconhecimento à sua contribuição inestimável para as artes e à valorização da educação como ferramenta de transformação.  

Saiba mais sobre sua história no Boletim Salesiano.

Educação e Transformação Social -  A educação tem um papel central na luta pela igualdade racial. Na tradição salesiana, que busca formar cidadãos éticos e conscientes, o Dia da Consciência Negra tem sido uma oportunidade para promover valores como justiça, respeito e inclusão. Escolas e obras sociais da Rede Salesiana Brasil realizam atividades que destacam a história e a cultura afrodescendente, como debates, apresentações culturais, oficinas de arte, música e dança afro-brasileiras, além de discussões sobre a representatividade e os desafios enfrentados pela população negra. Conheça abaixo algumas destas iniciativas:

Colégio Salesiano Dom Bosco em Americana (SP) - Com o objetivo de combater o racismo estrutural e promover uma sociedade mais inclusiva, o Colégio Salesiano Dom Bosco, em Americana (SP), desenvolve projetos educativos que destacam a importância da consciência racial. Uma das iniciativas recentes foi a palestra "Dia 20/11 não tem aula? Por quê?", que buscou despertar nos alunos a compreensão do significado histórico do Dia da Consciência Negra. A ação incluiu reflexões sobre Zumbi dos Palmares e o Quilombo dos Palmares, conectando a história afro-brasileira ao dia a dia escolar. Saiba mais aqui.

Colégio Salesiano de Aracaju (SE) - O evento que contou com apresentações artísticas, exposição de trabalhos pedagógicos, roda de capoeira e coral promoveu sua Mostra Cultural destacando a riqueza da cultura afro-brasileira. A mostra, integrada ao currículo escolar, reforçou o papel da educação na valorização das contribuições da população negra ao longo da história, alinhando-se às demandas do ENEM e à formação cidadã dos estudantes. Segundo a professora Dyana Cecília, a atividade “enriquece o repertório dos alunos, preparando-os academicamente e socialmente”. A iniciativa reflete o compromisso salesiano com a igualdade e o respeito à diversidade cultural. Saiba mais aqui

Que este 20 de novembro seja um marco de celebração da cultura afro-brasileira, mas, acima de tudo, um chamado para que cada um de nós faça sua parte na construção de um Brasil verdadeiramente igualitário.  

Se você é responsável por uma de nossas presenças salesianas e quer nos enviar a iniciativa que aconteceu por aí, entre em contato conosco pelo Whatsapp no https://wa.me/5561999806097.

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Proximidade e caridade: a visita do Papa à Paróquia do Sagrado Coração de Jesus

Leão XIV foi acolhido com grande alegria pela comunidade paroquial da Basílica do Sagrado Coração de Jesus. Em sua homilia, destacou o Batismo como fonte de verdadeira liberdade e fraternidade e encorajou a paróquia a ser sinal de proximidade e esperança para todos que passarem por ali. Um dia marcado por proximidade pastoral para o Bispo de Roma em sua segunda visita a uma paróquia da sua nova Diocese por ocasião da Quaresma. Na manhã deste domingo, 22 de fevereiro, o Papa Leão XIV deixou o Vaticano logo cedo e dirigiu-se à Basílica do Sagrado Coração de Jesus, localizada no centro de Roma. Construída por São João Bosco, fundador da Congregação Salesiana, a pedido do Papa Leão XIII em 1880, a paróquia integra o complexo onde se encontra a Casa Geral dos Salesianos. Inserida em uma das regiões mais movimentadas da capital italiana, por onde circulam cerca de 500 mil pessoas por dia, a Basílica é marcada por intensa atividade pastoral e social: são celebradas seis Missas diárias, há atendimento constante de confissões e um amplo trabalho de acolhida a imigrantes e pessoas em situação de rua. Acolhida e convite à caridade Recebido por uma grande quantidade de fiéis, o primeiro compromisso do Santo Padre foi um encontro com crianças e jovens no pátio paroquial. O Papa, em sua saudação destacou a alegria do domingo, dia da Ressurreição, e recordou que o tempo da Quaresma é também um caminho de conversão vivido na esperança. Leão XIV elogiou a paróquia como um espaço onde todos são acolhidos e ressaltou o significado do “Coração de Jesus” como símbolo do amor e da misericórdia sem limites, capazes de reunir pessoas de diferentes países em unidade, comunhão e fraternidade. Saudou ainda a comunidade salesiana, recordando a herança de Dom Bosco e a missão de serviço, caridade e dedicação aos jovens. “É o amor de Jesus, é a sua misericórdia que nos reuniu esta manhã. Obrigado, Senhor, e bem-vindos a esta celebração!”, afirmou o Papa, incentivando as crianças e os jovens a viverem com alegria o dom da vida. A Quaresma como redescoberta do Batismo Em seguida, Leão XIV presidiu a celebração eucarística no interior da Basílica. Na homilia, o Papa destacou que a Quaresma é um tempo privilegiado para redescobrir a riqueza do Batismo e viver como criaturas renovadas pela encarnação, morte e ressurreição de Cristo. Referindo-se às leituras bíblicas do dia, sublinhou que o dom do Batismo é uma graça que encontra a liberdade humana. Comentando o relato do Gênesis, o Pontífice explicou que a provação das origens não se apresenta apenas como um limite, mas como uma possibilidade: a de uma relação com Deus. “O ser humano é livre para reconhecer e acolher a alteridade do Criador”, afirmou, observando que a tentação consiste na ilusão de eliminar a diferença entre criatura e Criador, pretendendo “tornar-se como Deus”. Cristo revela o homem a si mesmo Ao refletir sobre o Evangelho das tentações de Jesus no deserto, Leão XIV afirmou que ali se encontra a resposta ao dilema fundamental da liberdade: realizar a própria vida dizendo “sim” a Deus ou tentar alcançá-la afastando-se d’Ele. Citando a Constituição conciliar Gaudium et spes, recordou que “no mistério do Verbo encarnado encontra verdadeira luz o mistério do homem”. Jesus, ao resistir às tentações, manifesta a verdadeira humanidade e revela o homem novo, livre, cuja liberdade se realiza na obediência ao Pai. 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Referindo-se ao contexto específico da paróquia, situada junto à Estação Termini, o Papa recordou que Leão XIII confiou a São João Bosco a construção da igreja por reconhecer a centralidade daquele local para a vida da cidade. Uma paróquia chamada a ser sinal de esperança Leão XIV descreveu a realidade social do território paroquial, marcado pela presença de universitários, trabalhadores pendulares, imigrantes, refugiados e pessoas em situação de rua. “Em poucos metros, encontram-se as contradições do nosso tempo”, observou, mencionando a convivência entre conforto e pobreza, potencialidades de bem e violência, trabalho honesto e atividades ilícitas. Por isso, encorajou a comunidade a ser “fermento do Evangelho” e sinal concreto de proximidade e caridade. Agradeceu aos Salesianos pelo trabalho incansável realizado diariamente e exortou todos a continuarem sendo, naquele lugar, “uma pequena chama de luz e de esperança”. 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“Se fizer os meus deveres com diligência, agradarei à Virgem Maria e um dia conseguirei ser sua filha no Instituto”

Inspetoria São João Bosco celebra o centenário da Presença Salesiana em Araxá (MG)

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