Industria Gráfica e a transformação da juventude salesiana
24/06/2023

Industria Gráfica e a transformação da juventude salesiana

Industria Gráfica e a transformação da juventude salesiana

O dia 24 de junho é uma data de comemoração para os profissionais que trabalham direta ou indiretamente na indústria gráfica, pois, neste dia, é comemorado o Dia da Industria Gráfica. A data coincide com o aniversário de Johannes Gutemberg que, em 1455, realizou a primeira impressão de um livro a partir de técnicas próprias.

Neste contexto de indústria gráfica, a Rede Salesiana Brasil (RSB) orgulha-se em contar com duas presenças que oferecem formação profissional para a juventude local em situação de vulnerabilidade: O projeto “Jovens imprimindo seu futuro" da obra social Escola Dom Bosco, em Recife (PE); e os cursos de Gestão Ambiental e Logística oferecidos pela Gráfica Dom Bosco, em Porto Alegre (RS), pertencente ao Centro Profissional Gráfico do Colégio Salesiano Dom Bosco.

O objetivo dessas ações nas presenças salesianas de Recife e Porto Alegre, além de qualificar jovens e adolescentes para o mercado de trabalho, é também de enriquecer ainda mais seus conhecimentos, apoiando a formação integral da juventude.

PROJETO “JOVENS IMPRIMINDO SEU FUTURO" - ESCOLA DOM BOSCO, RECIFE (PE)

A obra social salesiana Escola Dom Bosco Recife, em parceria com o Instituto Nelson Wilians e reconhecendo a importância de abordar temas relevantes para promover o bem-estar dos seus atendidos, promove, desde a sua fundação, o projeto "Jovens imprimindo seu futuro". A instituição oferece três oficinas de formação profissional na área gráfica, com os cursos de Arte Finalização, Acabamento Gráfico e Impressão Offset.

“Geralmente quem procura o curso são jovens que já finalizaram o ensino médio e não conseguiram ingressar em uma faculdade, curso técnico e/ou mercado de trabalho. Desta forma, o curso se torna uma possibilidade em potencial para conquistar esses espaços, além de existir uma formação humana”, diz a professora Bárbara Elias de Souza.

O curso tem duração de 5 meses e, ao todo, a Escola Dom Bosco atende cerca de 120 adolescente e jovens por ano.

“Admito que, antes dos cursos gráficos, eu não tinha muita noção de mundo e do mercado de trabalho, pois foi o primeiro curso profissionalizante que fiz, e o que aprendi vem me ajudando bastante em tudo que faço”, relatou o atendido Maykson Daniel L. Monteiro.

O primeiro contato que a aluna Alanna Beatriz Martins teve com o mercado de trabalho foi graças ao curso gráfico. No decorrer das aluas, Alanna teve a percepção de que ser uma Jovem Aprendiz permite uma ampla visão do mercado, possibilitando uma rica experiência em seu currículo. “O curso me ajudou a perceber que a área gráfica era sim uma área que eu poderia seguir e atuar”, comentou a aluna.

O objetivo do curso de Produção Gráfica é habilitar profissionais a desenvolver materiais de diversas escalas como: livros, jornais e revistas, qualificando o jovem no mercado de trabalho e, em alguns casos específicos, criando a sua própria gráfica. “A formação tem dado bastante resultado, muitos dos alunos saem empolgados montando a sua própria gráfica rápida e se tornando microempreendedor”, comenta a educadora do curso de Acabamento Gráfico Industrial, Conceição Karla Azevedo.

  

CURSOS TÉCNICOS - GRÁFICA DOM BOSCO, PORTO ALEGRE (RS)

O Colégio Dom Bosco de Porto Alegre conta com uma gráfica local, a Gráfica Dom Bosco, onde são produzidos diversos materiais. A instituição oferece aos jovens e adolescentes os cursos de Gestão Ambiental e Logística, que são formações técnicas que preparam os alunos para o mercado de trabalho. Em um ambiente acadêmico, os discentes recebem uma formação integral com habilidades técnicas e comportamentais.

“O curso é muito importante na vida dos jovens, pois se trata de uma oportunidade, uma possibilidade de adquirirem conhecimento de qualidade, onde o único investimento que os jovens têm que fazer é o tempo e a vontade de aprender, pois estão inseridos em um ambiente com todas as estruturas necessárias para se tornarem profissionais de excelência no concorrido mercado de trabalho”, relata o psicólogo e professor, Adriano da Silva.

A possibilidade de gerar formação profissional com técnicas e experiências para a juventude tem sido um ponto muito positivo para a missão salesiana. Muitos são os adolescentes e jovens que, com entusiasmo e alegria, contam o quão maravilho foi poder estar nessa área de formação.

“Trabalho desde os meus 14 anos e tinha uma determinada visão do mercado de trabalho. O fato de ingressar no curso técnico ampliou ainda mais minhas possibilidades de crescimento”, relatou a estudante Suely Da Rosa Selau que conseguiu uma oportunidade de estágio na área de Engenharia Civil e Arquitetura por estar no curso técnico da Gráfica Bom Bosco.

   

Por Equipe de Comunicação da Rede Salesiana Brasil, com o apoio das Assessorias de Comunicação da Escola Dom Bosco de Recife (PE) e do Colégio Dom Bosco de Porto Alegre (RS)

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ENAC 2026 abre debate sobre comunicação salesiana diante dos desafios da inteligência artificial

Primeiro dia do Encontro Nacional de Comunicação reúne lideranças e comunicadores das presenças salesianas para refletir sobre presença, humanidade e identidade salesiana na cultura digital A comunicação salesiana entrou em uma nova etapa de reflexão nesta quarta-feira (26), com a abertura do ENAC 2026 – Encontro Nacional de Comunicação, promovido pela Rede Salesiana Brasil (RSB). Reunindo comunicadores, lideranças e representantes das Inspetorias dos Salesianos de Dom Bosco e das Filhas de Maria Auxiliadora, o encontro propõe um olhar estratégico sobre os desafios da comunicação em uma sociedade marcada pela transformação digital e pelo avanço da inteligência artificial. Com o tema central voltado à comunicação e à presença salesiana no mundo contemporâneo, o primeiro dia do ENAC colocou uma questão fundamental no centro do debate: como utilizar as novas tecnologias sem perder aquilo que caracteriza a comunicação salesiana, a presença, o encontro e a capacidade de reconhecer cada pessoa em sua singularidade? A programação foi aberta pelo Pe. Francisco Inácio, Inspetor Referente da Comunicação, seguida pela mensagem da Ir. Maria Carmelita, Inspetora e Referente da Comunicação, lida pela mediadora do evento, Ir. Kelly Gaioso de Andrade. Também participaram da abertura o Pe. Sérgio Baldin, Diretor Executivo da RSB, e Thiago Santos, Gestor de Comunicação da Rede Salesiana Brasil. Uma história construída em Rede Na sequência, Thiago Santos apresentou um panorama histórico do ENAC, retomando os caminhos percorridos pelo encontro ao longo de sua trajetória e apontando perspectivas para o futuro da comunicação salesiana no Brasil. Ao revisitar essa caminhada, o gestor destacou a evolução da comunicação dentro da Rede e a importância de compreender o ENAC não apenas como um evento, mas como um espaço de construção coletiva, alinhamento e fortalecimento da identidade comunicacional salesiana. A reflexão preparou o terreno para um dos principais temas do encontro: a necessidade de ressignificar a presença salesiana diante de uma sociedade em rápida transformação. A comunicação como presença O primeiro grande momento formativo do dia foi conduzido pelo Pe. Rafael Bejarano Rivera, SDB, Conselheiro Geral para a Pastoral Juvenil, com a conferência “A Comunicação como Sacramento da Presença: do Sonho de Dom Bosco à Era da Inteligência Artificial”. A partir da experiência salesiana e da perspectiva da Pastoral Juvenil, Pe. Rafael lembrou que a comunicação precisa estar conectada à própria essência da missão. Para ele, não basta produzir conteúdos ou ampliar a presença nos diferentes canais. É necessário compreender que a comunicação começa na capacidade de reconhecer, escutar e acolher. “Nenhum jovem é apenas um dado, um perfil ou uma audiência”, destacou. A reflexão também aproximou os ambientes tradicionais da missão salesiana do universo digital. A casa que acolhe, a paróquia que evangeliza, a escola que educa e o pátio onde acontece o encontro continuam sendo referências fundamentais. A diferença é que, atualmente, a internet também faz parte desses espaços de presença. Nesse contexto, o avanço da inteligência artificial não deve ser compreendido apenas como uma questão tecnológica. Para Pe. Rafael, o Sistema Preventivo de Dom Bosco pode oferecer critérios para orientar a utilização dessas novas ferramentas, especialmente quando se trata de preservar a centralidade da pessoa e a qualidade dos relacionamentos. “A inteligência artificial pode fazer muitas coisas, mas somos nós, como seres humanos, que precisamos continuar definindo a natureza de nossos relacionamentos uns com os outros”, afirmou. A provocação também alcançou o papel dos profissionais de comunicação. Mais do que especialistas em ferramentas e plataformas, o comunicador salesiano precisa manter sua dimensão educativa e humana. “Precisamos continuar fortalecendo o perfil do comunicador salesiano, para que possamos continuar sendo não apenas especialistas, mas também educadores, modelos adultos para os jovens”, ressaltou. Da tecnologia à pergunta sobre o futuro da humanidade A segunda conferência do dia aprofundou ainda mais essa perspectiva. O Prof. Dr. Ricardo Mariz, consultor da Rede Salesiana Brasil, conduziu a reflexão “O Contexto da Sociedade e a Urgência do Humano na Comunicação em tempos de IA”. Em vez de concentrar a discussão apenas nas ferramentas, nos aplicativos ou na elaboração de comandos para sistemas de inteligência artificial, o professor propôs uma pergunta mais profunda: que humanidade queremos construir para as próximas gerações? Segundo Ricardo Mariz, a atual transformação digital representa uma oportunidade para avançar em uma nova camada de humanidade, mas também traz o risco de desumanização. “Cultura digital é responder que humanidade nós queremos nos humanos do futuro”, afirmou. A reflexão também trouxe a importância de recuperar o sentido da comunicação. Para o professor, comunicar não começa pela escolha da plataforma ou pela definição da técnica, mas pela existência de algo relevante a ser compartilhado. “Comunica melhor quem tem um tema para perseguir, quem tem uma causa para perseguir”, destacou. A partir dessa perspectiva, a tecnologia passa a ocupar seu devido lugar: como meio, e não como finalidade. Se existe uma causa, existe algo a comunicar. A partir daí entram as decisões sobre como, onde, quando e com que intensidade comunicar. O humano como critério As duas conferências convergiram para uma mesma provocação: em uma sociedade cada vez mais mediada por tecnologias, a comunicação salesiana precisa reforçar justamente aquilo que nenhuma ferramenta consegue substituir — a presença humana, a escuta, o vínculo e o encontro. Nesse sentido, o avanço da inteligência artificial não representa apenas um desafio para os profissionais de comunicação. Ele coloca diante da própria Rede uma oportunidade de revisitar sua identidade e compreender como o carisma de Dom Bosco pode continuar oferecendo respostas para uma realidade em transformação. A comunicação, portanto, deixa de ser compreendida apenas como divulgação das ações realizadas pelas obras e passa a assumir um papel estratégico na própria missão institucional. Reflexão que continua Após as conferências, os participantes foram convidados a registrar suas percepções e aprendizados em um mural digital, conduzido pela Ir. Kelly Gaioso de Andrade, Coordenadora de Comunicação da Inspetoria Maria Auxiliadora. O primeiro dia foi encerrado com um momento de avaliação, também conduzido por Ir. Kelly, consolidando as principais reflexões e preparando os participantes para a continuidade da programação. Mais do que discutir inteligência artificial, o primeiro dia do ENAC 2026 colocou em pauta uma questão essencial para o futuro da comunicação salesiana: como estar presente em uma sociedade cada vez mais digital sem deixar de ser profundamente humana? A resposta, ao menos para este primeiro dia, parece partir de um princípio fundamental: a tecnologia pode ampliar a voz da Rede, mas é a presença que dá sentido àquilo que ela comunica.
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