Jovem escritora de Manaus, do Salesianas Mazzarello, vence concurso de escrita na França e leva a voz da Amazônia ao cenário internacional
28/09/2026

Jovem escritora de Manaus, do Salesianas Mazzarello, vence concurso de escrita na França e leva a voz da Amazônia ao cenário internacional

Jovem escritora de Manaus, do Salesianas Mazzarello, vence concurso de escrita na França e leva a voz da Amazônia ao cenário internacional

Isabella Souza do Nascimento, de 10 anos, foi uma das vencedoras do concurso francês “Ailes de Nuit à Kernascléden”, promovido pela Maison de la Chauve-Souris, na França

A literatura produzida por uma jovem escritora de Manaus acaba de conquistar reconhecimento internacional. Aos 10 anos, Isabella Souza do Nascimento, que utiliza o pseudônimo literário CUNHATÃ, foi anunciada como uma das vencedoras do concurso de escrita “Ailes de Nuit à Kernascléden”, realizado na França pela Maison de la Chauve-Souris, por ocasião dos 20 anos da instituição.

Representando Manaus, o Amazonas e o Brasil, Isabella participou da categoria destinada a crianças de 8 a 11 anos, apresentando a obra “L’Écho qui avait peur du silence” — O Eco que Tinha Medo do Silêncio.

A literatura produzida por uma jovem escritora de Manaus acaba de conquistar reconhecimento internacional. Aos 10 anos, Isabella Souza do Nascimento, que utiliza o pseudônimo literário CUNHATÃ, foi anunciada como uma das vencedoras do concurso de escrita “Ailes de Nuit à Kernascléden”, realizado na França pela Maison de la Chauve-Souris, por ocasião dos 20 anos da instituição.

Representando Manaus, o Amazonas e o Brasil, Isabella participou da categoria destinada a crianças de 8 a 11 anos, apresentando a obra “L’Écho qui avait peur du silence” — O Eco que Tinha Medo do Silêncio.

A história tem como protagonista uma pequena morcega e combina fantasia, humor, emoção e consciência ambiental. Na narrativa, a personagem descobre que o silêncio pode assumir diferentes significados e percebe que a ausência dos sons da natureza pode ser um sinal de alerta para a preservação do meio ambiente.

A proposta dialoga diretamente com o tema do concurso, que convidou participantes de diferentes idades a imaginar histórias relacionadas ao universo dos morcegos, tendo como referências a criatividade, o mistério e o movimento das asas.

Uma conquista da Amazônia além das fronteiras

A vitória de Isabella ganha significado especial por sua origem. Nascida e residente em Manaus, no coração da Amazônia brasileira, a jovem autora leva para um concurso realizado na França uma produção literária construída a partir da perspectiva de uma criança amazônida.

Embora o concurso tenha sido realizado na França, sua participação demonstra como a literatura infantil pode criar pontes entre diferentes culturas e países.

Para a família, o reconhecimento representa também a valorização da escrita produzida por crianças e da possibilidade de jovens autores brasileiros dialogarem com iniciativas culturais internacionais.

Júri destacou dificuldade na escolha

Em mensagem enviada à família, a equipe da Maison de la Chauve-Souris comunicou a vitória e afirmou que o concurso teve uma participação muito positiva de diferentes faixas etárias.

Segundo a organização, a escolha dos vencedores foi muito difícil e gerou debates entre os integrantes do júri.

A instituição também informou que as obras vencedoras serão disponibilizadas para leitura durante as comemorações dos 20 anos da Maison de la Chauve-Souris, realizadas nos dias 25, 26 e 27 de setembro de 2026.

A organização esclareceu ainda que as obras serão utilizadas exclusivamente no contexto do evento e que seus direitos serão preservados. Uma jovem autora com identidade literária

Isabella assina suas produções literárias com o pseudônimo CUNHATÃ, palavra associada à identidade amazônica e à infância indígena na região. A escolha do pseudônimo reforça uma identidade literária que aproxima infância, Amazônia e literatura. A conquista na França acrescenta agora uma dimensão internacional à trajetória da jovem escritora, que passa a registrar em seu percurso literário uma premiação obtida em um concurso realizado fora do Brasil.

O prêmio

Como vencedora, Isabella receberá um dos lotes oferecidos pela organização do concurso. Mais do que o valor material da premiação, a conquista representa para a jovem autora amazonense uma experiência de intercâmbio cultural e literário.

Da Amazônia para o mundo

Aos 10 anos, Isabella Souza do Nascimento escreve uma nova página de sua trajetória literária. De Manaus para Kernascléden, na França, sua história atravessou fronteiras acompanhada por uma personagem alada, levando consigo uma mensagem sobre imaginação, natureza e a importância de saber ouvir.

A pequena autora amazônida agora integra, com sua obra, a celebração dos 20 anos da Maison de la Chauve-Souris. Da Amazônia brasileira para a França, CUNHATÃ prova que uma história escrita por uma criança também pode voar muito longe.

Fonte: Inspetoria Nossa Senhora da Amazônia

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