Rememorando o Carnaval de Dom Bosco em Turim
03/03/2025

Rememorando o Carnaval de Dom Bosco em Turim

Rememorando o Carnaval de Dom Bosco em Turim
Foto: Divulgação

Memórias Biográficas de São João Bosco - Volume IX, p. 563-567

 

Durante esses dias, o Município de Turim dera permissão aos Institutos de beneficência para montar estandes de venda, nos últimos dias de Carnaval, de tudo o que pensavam ser vantajoso a seus internados.

O inspirador dessa ideia fora Dom Bosco. Naqueles tempos, o Carnaval de Turim era o mais decoroso, tranquilo e divertido de toda a Itália. Uma comissão ad hoc, com plenos poderes, e a polícia sob seu comando, cuidava da ordem, da moralidade e do respeito a toda categoria de pessoas.

Antes de partir para Roma, Dom Bosco, vendo as necessidades específicas do Oratório, dissera aos de casa que estudava uma forma de participar da feira de Carnaval. Todos soltaram um oh!, maravilhados e quase escandalizados.

-Ir ao Carnaval? Os filhos do Oratório?

-Sim, sim, vamos, mas não para assumir suas loucuras. Iremos lá em igualdade de condições, para obrigá-lo a vir onde estamos nós.

Muitos objetos da última loteria tinham sobrado. O Venerável pensara em fazer alguma coisa com eles, ao mesmo tempo que os bons turinenses, convidados, porfiavam em lhe enviar outros. Deu essa atividade ao Cavaleiro Oreglia enquanto ele viajava a Roma.

O Cavaleiro preparou seu estande com várias mesas bem decoradas num amplo palco, atrás das torres da praça Castello, em frente ao rio Pó. Ao mesmo tempo mandou uma linda poesia em piemontês a seus conhecidos e amigos para que viessem admirar sua banca e comprar.

Despachou para Roma vários desses convites.

 

Roma, 1º de fevereiro de 1869.

Caríssimo de Santo Estêvão,

Mais do que eu descrever, pode imaginar, a forte vontade que seu convite despertou em mim. O que não pagaria para ver o senhor no estande vendendo e promovendo alegria. Mas é preciso oferecer isso a Nossa Senhora. Dom Bosco nos explicou na família Isabella seu belíssimo convite, uma vez que, sendo em piemontês, nada compreendíamos. Ele, porém, ao lê-lo, ria... Dom Bosco foi celebrar a missa na capela de Mamá. Eu tive uma conversa com ele na casa de Isabella. Esperamos que Maria Santíssima use de misericórdia e, especialmente, abençoe meus irmãos...

 

O estande do Cavaleiro foi um dos mais bonitos e melhor abastecidos, especialmente com livros. A banda do Oratório para a qual o maestro De-Vecchi compusera uma fantástica polka especial, com o título de A feira Gianduia, atraía numerosas pessoas. Os jovens músicos estavam de uniforme em dominó amarelo. Entre eles se destacava o Cav. Oreglia, que vestido de Gianduia, interpretava magnificamente, e com versos em piemontês, convidava o povo à sua bancada. A nobreza inteira de Turim acorria para ouvi-lo, e ele vendia a preço alto suas mercadorias.

Também o Príncipe Amadeus foi. Depois de ter apertado amigavelmente a mão de Gianduia, deixou-lhe a quantia de 100 liras.

- E o que o senhor fará com isso, Gianduia? Perguntou-lhe o Príncipe.

- Alteza, vou reparti-la com meus amigos, que são os jovens, e depois, todos juntos, rezamos pelo bem-estar de Vossa Alteza.

- Bravo, Gianduia!

Quando o Cavaleiro, após ter contado as coisas mais alegres deste mundo, descansava seus pulmões, os músicos assopravam seus instrumentos, executando composições de grandes maestros. De quando em quando, do meio da multidão, se levantava o grito: - A polka de Dom Bosco! A polka de Dom Bosco! - E a banda devia satisfazer o desejo geral. Assim foi chamada a fantasia musical de De-Vecchi, executada com instrumentos em grande parte improvisados e em maneira insólita para essa circunstância, produzindo efeito agradável. Esta composição apareceu então em todos os repertórios musicais.

Durante três dias o estande entusiasmou também sacerdotes e religiosos que numerosos a ele acorriam. Foram dias de honesta, boa e cristã diversão. Desta forma aconteceu o que com frequência Dom Bosco dizia:

- Sempre fiz de tudo para mostrar que se pode divertir respeitando a lei de Deus.

Enquanto a cidade se agitava em grande tumulto de Carnaval, os jovens de Valdocco se divertiam com lazeres não menos alegres e variados. No último dia, com a Comunhão geral, foram sufragadas as almas do Purgatório, e se rezou pelos companheiros que Deus haveria de chamar para a eternidade.

[...] O fato de ter participado com seus jovens, no Carnaval, deu motivo para a seguinte carta dirigida ao Cavaleiro. Pode-se dizer que é a expressão da opinião pública dos turinenses.

 

Fossano, 12 de fevereiro de 1869 

Sr. Cavaleiro,

...Uma senhora, vinda de Turim, contou-me novo prodígio de caridade, uma daquelas invenções que somente os Servos de Deus como os Belzunce de Marselha e os Bosco de Turim sabem ser os autores. Já me entendeu. Dizer de minha maravilha, por essa descoberta de Gianduia e seu séquito, seria coisa difícil. Parece que uma sacada deste gênero fale mais do que muitas páginas de moral, a fim de tornar conhecida e amada uma religião que é bem conforme ao homem, se apresenta humilde e amável aos grandes e aos pequenos, que aceita tudo o que pode ajudar o pobre e satisfazer suas necessidades.

Condessa Alessio di Camburzano.

 

Em Roma se desejava notícias, e a Presidente de Tor de’ Specchi as pedia.

 

Senhor Cavaleiro,

Dom Bosco veio ontem aqui me visitar pela segunda vez; vi que está muito bem e alegre. Amanhã, quarta-feira, celebrará a Missa da Comunidade. Haverá de nos dirigir umas palavras de exortação e nos distribuirá a Comunhão. Imagine minha satisfação e de todas.

Soube que Dom Bosco esteve com Sua Santidade durante duas horas na semana passada, e que o Papa lhe deu grandes demonstrações de carinho e de apreço.

Quando o senhor escreverá em relação à feira? Dom Bosco disse ontem: até agora nada se sabe a respeito da feira; contudo o Carnaval terminou já há vários dias! - Eu defendi o senhor dizendo que, além de um pouco de descanso, precisava recolher as mesas, colocar tudo em ordem. Escreva, portanto, já. Minha loja vai bem.

M. Madalena Galleffi.

No dia 18 de fevereiro, P. Francesia dava notícias da feira à Madre Galleffi.

...O Cavaleiro foi descansar de sua feira, com a qual teve maravilhosos resultados. Foram conseguidos dois mil francos sem as despesas, que são pouquíssimas, mas comparando com outros foram altas. Nossas coisas eram muito bonitas e valiosas, não específicas de Carnaval e vendia-se pouco. Contudo, nossa presença foi bonita. A feira, pode-se dizer, girava toda ao redor de nosso estande; a banda e Gianduia foram motivo de agradável passatempo. Mais, se acreditou, e se acredita ainda mais agora, que o Cavaleiro fosse um padre, tão moderadas, justas e boas eram suas piadas. Muitos tiveram a paciência de ficar escutando das onze horas até a meia-noite. Em Turim se falava somente do estande de Dom Bosco. Alguns, que somente conhecem Dom Bosco por ouvir dizer, pensavam que era ele que representava Gianduia. Seja dito que os Santo Antônios não morreram ainda todos. Porém, é verdade que o Gianduia de Dom Bosco fez história; pregou moral em dias de impiedade e mostrou que se pode estar alegre sem ofender o Senhor. Ao nosso estande veio também o Príncipe Amadeus, ouviu a banda e deu 100 francos para a casa...

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Comunicação da RSB

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16 de março de 1892 - 134 anos da chegada das Irmãs Salesianas (FMA) ao Brasil

CHEGADA DAS FILHAS DE MARIA AUXILIADORA AO BRASIL  O ano é 1877. Na solenidade da natividade de Maria Santíssima, 08 de setembro, Dom Bosco anuncia o desejo de enviar à América, mais especificamente ao Uruguai, a primeira expedição missionária do Instituto, cujo objetivo era dar início à tão sonhada expansão do carisma salesiano no estilo feminino. Aos 27 de setembro do mesmo ano, ele anuncia os nomes das Irmãs missionárias que seriam enviadas às terras uruguaias. Tempos depois, em 14 de novembro, parte o navio Savoie tendo a bordo as seis Irmãs escolhidas, chegando em Montevidéu em 12 de dezembro. Lá elas abrem a casa de Villa Colón e iniciam suas atividades na América. Não tardou a começarem as movimentações para a vinda das Irmãs ao Brasil que, a essa altura, já conhecia a figura do bom Pai Dom Bosco. Com a chegada dos Salesianos, em 1883, o sonho de ter também a presença da congregação feminina começou a tomar forma. 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Chegaram ao porto do Rio de Janeiro no dia 10, às 20h, no navio Sud América. Após passarem por Niterói e Lorena, seguiram viagem em trem até Guaratinguetá no dia 16 de março, tendo sido recebidas às 14h, na estação ferroviária da cidade. Haviam lá para a recepção alguns sacerdotes, autoridades civis, muitas famílias e grande população, além de uma animada banda musical. Após uma solenidade na Igreja Matriz, dirigiram-se ao Colégio que previamente havia sido adornado com arcos e flores. Acompanhadas do fundador do Colégio, Pe. Monsenhor João Filippo, e do Diretor do Colégio Salesiano de Lorena, Pe. Carlos Peretto, entraram primeiramente na Capela, onde a lâmpada acesa no altar indicava a presença de Jesus Sacramentado que já havia tomado posse da casa. Em seguida visitaram todo o edifício, mobiliado e abastecido completamente com capacidade imediata para atender 200 meninas, podendo a estrutura acolher 400. Tamanha era a benfeitoria de Mons. Filippo que fez o necessário para prover tudo às Irmãs e às jovens que atenderiam. A partir deste dia, a presença das Filhas de Maria Auxiliadora no Brasil criou raízes como uma árvore frondosa e fecunda, se espalhando com grandeza e graciosidade pelos quatro cantos do país. Seguiram-se então a inauguração desta casa, em 20 de abril do mesmo ano, e de inúmeras outras ao longo do estado de São Paulo e além dele. O Colégio do Carmo guarda em seu existir a semente original que brotou e deu frutos por toda a terra brasileira, concentrando sobre seu chão a história de inúmeras gerações e figuras que por ele passaram. Suas paredes guardam a dedicação de um sacerdote que, com quase nada, fez o muito que existe hoje. Guarda também o testemunho das primeiras Irmãs que ali lançaram à terra suas vocações. E, especialmente, o carisma salesiano das origens, em estilo feminino, aquele dos tempos de Madre Mazzarello, que faz do Colégio do Carmo a Mornese brasileira há mais de 130 anos. Celebramos hoje, os 134 anos da presença das Irmãs Salesianas no Brasil, na certeza de que a missão se renova todos os dias na feliz entrega de vida aos jovens e à vontade de Deus. O Vale do Paraíba é o berço da Obra das FMA no Brasil. As cidades situadas na região apresentavam aspecto tipicamente interiorano. A Igreja era símbolo da religião católica, elemento integrante da formação social luso-brasileiro. Os proprietários de terras e de escravos controlavam a vida pública. Os moradores tinham, em geral, horizontes culturais bastante restritos. Era pequena a área de influência dessas cidades, pois, os habitantes preocupavam-se quase que apenas com os seus assuntos locais devido à distância dos centros mais importantes: São Paulo e Rio de Janeiro. É dentro dessas perspectivas limitadas que as Irmãs passam a realizar a sua atividade educacional e assistencial. Em consequência da cultura, sobretudo cafeeira, as diversas localidades do Vale ofereciam instrução elementar para as crianças, mas, em razão da situação de dependência da mulher, dava-se mais importância à escolarização dos meninos. Portanto, na região do Vale do Paraíba, a presença das FMA foi fundamental para a educação feminina. A formação cristã das meninas era, sem dúvida, a razão principal da atividade educativa das Irmãs. Além da educação da fé, havia outros objetivos principais: a formação moral, a preparação para a vida e a preocupação com a orientação para uma possível vida consagrada. As Irmãs abriram também externatos e Oratórios Festivos onde primava a Associação das Filhas de Maria. Em 1892, Irmã Teresa Rinaldi foi nomeada Superiora e representante da Visitadora, Madre Emilia Borgna, com o título de Vice-Visitadora. Em 1893, tendo sido criada a nova Visitadoria do Brasil, Madre Emilia Borgna voltou ao Uruguai e no dia 15 de outubro, Dom Lasagna apresentou “a Visitadora do Brasil na pessoa da Reverenda Madre Teresa Rinaldi”. A festa de Santa Teresa, no dia 15 de outubro de 1895, em Araras, em homenagem a Madre Teresa Rinaldi contou com a presença de vários sacerdotes e do próprio Lasagna. Poucos dias depois, a Visitadora partia para Minas Gerais com a expedição organizada por Dom Lasagna para fundação de Casas naquele Estado. Tanto ela como o prelado foram vítimas do desastre ocorrido em Juiz de Fora a 05 de novembro de 1895. Com a morte de Madre Rinaldi, a Irmã Ana Masera, mestra das noviças, foi designada como diretora interina do Colégio do Carmo. Na época do acidente, Don Luis Lasagna estava em tratativas para a fundação da Obra das FMA no Estado de Minas Gerais; assim sendo, tal Obra só foi iniciada no ano de 1896 com a fundação da Santa Casa de Ouro Preto e do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora de Ponte Nova. A NOVA CONFIGURAÇÃO DAS INSPETORIAS DAS FMA NO BRASIL A organização das presenças salesianas é dividida em províncias, ou inspetorias como são nomeadas no Brasil. Na introdução do terceiro volume de “As Filhas de Maria Auxiliadora no Brasil: cem anos de História”, Riolando Azzi (2003) afirma que as décadas de 40 e 50 são marcadas pela expansão das obras das Salesianas, por todo o território nacional. Essa expansão provoca uma nova organização territorial nas Obras por meio da criação de Inspetorias: Inspetoria Imaculada Auxiliadora – Campo Grande – 1941; Inspetoria Maria Auxiliadora – Recife – 1941; Inspetoria Madre Mazzarello – Belo Horizonte – 1948; Inspetoria Laura Vicuña – Manaus – 1961; Inspetoria Nossa Senhora Aparecida – Porto Alegre – 1967; Inspetoria Nossa Senhora da Penha – Rio de Janeiro – 1984; Inspetoria – Nossa Senhora da Paz – Cuiabá – 1993; Inspetoria Santa Teresinha – Manaus – 2005. Em 02 de fevereiro de 2021, com a intenção de ressignificar o carisma e qualificar ainda mais a presença e missão das Filhas de Maria Auxiliadora (FMA) no Brasil, as nove Inspetorias das Irmãs Salesianas unificaram-se em quatro novas inspetorias: Inspetoria Nossa Senhora da Amazônia, Inspetoria Maria Auxiliadora, Inspetoria Madre Mazzarello e Inspetoria Nossa Senhora Aparecida. Atualmente, as Inspetoras de cada inspetoria são: Ir.Maria Carmelita de Lima Conceição - Inspetoria Nossa Senhora da Amazônia Ir. Maria Américo - Inspetoria Maria Auxiliadora  Ir. Teresinha Ambrosim - Inspetoria Madre Mazzarello Ir. Alaide Deretti - Inspetoria Nossa Senhora Aparecida MEMORIAL DAS FILHAS DE MARIA AUXILIADORA  Em março de 2019, foi o Memorial “Filhas de Maria Auxiliadora no Brasil”, localizado na Casa do Puríssimo Coração de Maria (Antigo Orfanato), em Guaratinguetá (SP). O “Orfanato”, como é conhecido por todos, foi inaugurado por Monsenhor João Filippo, em 1923 e hoje abriga a história das FMA. O memorial conta com um acervo riquíssimo em detalhes e promove uma experiência sensorial que registra a história de maneira afetiva, cultural e religiosa. “O Memorial oferece aos visitantes a possibilidade de fazer a experiência de uma imersão no carisma das FMA, percorrendo a sucessão histórica dos fatos contextualizados dentro da História da Igreja e do Brasil, e sucessivamente nas 4 salas temáticas onde aprofundamos a experiência carismática, sua expansão na América e no mundo, o impacto da ação educativa evangelizadora das Irmãs na sociedade Brasileira e o segredo deste impulso apostólico. A experiência termina com uma romaria até Aparecida, passando antes por Guaratinguetá, onde fazemos Memória de Monsenhor João Filippo no mesmo local onde ele viveu seus últimos 3 anos e onde veio a falecer. Terminamos na sala dos Romeiros onde o visitante tem uma visão das metas de peregrinações de Aparecida a Cachoeira Paulista. Entre estas 47 metas está a Gruta Nossa Senhora de Lourdes, na entrada da Casa do Puríssimo Coração de Maria, a casa onde nasceu o 1º santo brasileiro, Frei Antonio de Santana Galvão e, finalmente, o grande Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida. Na capela o visitante pode visitar o mausoléu onde repousam os restos mortais de Monsenhor João Filippo e os restos mortais da Madre Teresa Rinaldi, das 3 FMA e da leiga todas mortas no desastre ferroviário de Juiz de Fora, como também os restos mortais de Madre Emilia Borgna, missionária italiana e 1ª Inspetora do Brasil. Além desta experiência carismática, o Memorial realiza seminários on-line para animar e qualificar nas Irmãs e colaboradores o gosto pelo registro histórico e, em colaboração com a ACSSA, ajudar as cronistas e secretárias a melhorarem a escritura das Crônicas das casas. O próximo seminário será sobre a organização, identificação e conservação das fotos existentes nas Casas. No Memorial está sendo montada uma sala que contará e História e evolução da comunicação em nossas obras. Existe também uma biblioteca histórica que estamos organizando com a Ir. Analia Luberti. O Memorial participa também de um Projeto Formativo, em nível mundial, que visa animar a dimensão missionária nas FMA, nos colaboradores e jovens. Trata-se do Projeto de Espiritualidade Missionária (PEM). Reunimos grupos de Irmãs e leigos que visitam os primeiros lugares onde chegaram as missionárias e os missionários salesianos na América. Esse Projeto contempla 4 percursos: 1º: Bacia do Prata que visita nossas primeiras fundações na América: Uruguay e Buenos Aires. 2º: percurso: Patagônia norte (Bahia Blanca, onde estão os restos mortais de Laura Vicuña), Viedma, sede episcopal de Dom Cagliero e onde viveu e se santificou Artemide Zatti e Carmen de Patagones, primeira presença nossa na Patagônia, visita à terra natal de Zeferino Namucurá, e terminamos nas Cordilheiras dos Andes em Jinin de los Andes onde viveu e se santificou Laura Vicuña. 3º: Patagônia sul (Puntarenas, Estreito de Magalhães, Terra do Fogo). 4º: Brasil: São Paulo, Guaratinguetá, Aparecida.Rio de Janeiro, Juiz de Fora”, comenta a Curadora do Memorial, Ir. Dulce Hirata. Confira o vídeo com um tour pelo Memorial e alguns depoimentos de quem já o visitou. Clique aqui. Mensagem da Madre Chiara, Superiora Geral das Filhas de Maria Auxiliadora. Minhas queridas irmãs, queridos amigos, queridas amigas e queridos jovens de todo o Brasil. Estou aqui, no meio das minhas irmãs, neste navio, simbolicamente a caminho do Brasil. A minha mensagem por ocasião destes 134 anos de presença é que o carisma das Filhas de Maria Auxiliadora continue a crescer com a mesma vitalidade e com a mesma força que marcaram toda essa história. Gostaria de encorajá-los a olhar para o futuro com esperança. Rezo por isso especialmente depois desta visita à Inspetoria de Recife, onde celebramos o centenário da presença em Petrolina e também o centenário da chegada das Filhas de Maria Auxiliadora ao Nordeste do Brasil. E agora, nesta Inspetoria que celebra o centenário de São José dos Campos, recordamos também os 134 anos da chegada das nossas primeiras irmãs ao Brasil. É uma grande graça poder contemplar tudo isso e reconhecer tantos sinais de bem, sinais que a Providência foi semeando ao longo do nosso caminho neste grande subcontinente, porque o Brasil é realmente muito grande. Por isso, desejo sinceramente que possamos levar adiante a nossa missão com entusiasmo. Que possamos ser, antes de tudo, Filhas de Maria Auxiliadora fiéis e felizes. E que os leigos, as leigas, os jovens e as jovens que  caminham conosco possam não apenas experimentar essa alegria, mas também participar desse brilho que torna belo, forte e grandioso este maravilhoso carisma que o Senhor nos concedeu viver. Bom caminho a todos!Que este caminho, que nos conduz à eternidade, continue sendo fecundo de muito bem. E que o Senhor conceda muitas e santas vocações às Inspetorias do Brasil.

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Imersão de Lideranças da RSB inicia segunda turma com foco nas estratégias de gestão educacional em rede

A Rede Salesiana Brasil (RSB) deu início, nesta terça-feira (10), à segunda turma da Imersão nas Estratégias de Gestão Educacional em Rede, que reúne lideranças das escolas salesianas de diferentes regiões do país no escritório da RSB, em Brasília (DF). A iniciativa acontecerá até o dia 12 de março e tem como objetivo proporcionar uma experiência formativa voltada à compreensão das estratégias de gestão educacional desenvolvidas em rede. Ao longo de três dias, gestores e lideranças educacionais participarão de momentos de formação, partilha e aprofundamento sobre a identidade, os serviços e os projetos que sustentam o trabalho das escolas salesianas no Brasil. A programação prevê atividades que irão abordar desde a contextualização histórica da Rede Salesiana Brasil até temas estratégicos ligados à formação, comunicação, currículo e inovação educacional. O primeiro dia foi marcado por um momento de acolhida e apresentação dos participantes, inspirado pela Estreia Salesiana 2026 – “Fazei tudo o que Ele vos disser”. Em seguida, a Coordenadora Executiva da RSB, Maria Dantas, conduziu um momento de contextualização histórica da Rede, apresentando também aspectos do planejamento estratégico, como identidade carismática, missão, organograma, objetivos e os principais serviços oferecidos às escolas da rede. Ainda no primeiro dia, os participantes conheceram de forma mais aprofundada os projetos da RSB e tiveram uma apresentação sobre o Currículo da Rede Salesiana Brasil para as Escolas, conduzida pelo gestor educacional Anderson Leal, que seguiu ao longo do período da tarde. O segundo dia da programação será dedicado à apresentação de serviços estratégicos oferecidos pela RSB às escolas da rede. Entre os destaques estarão os Serviços de Formação e o Plano Integrado de Formação para 2026, apresentados pela Gestora de Projetos de Formação, Ana Paula Costa e Silva, e pela analista educacional Hellen Mendes. A programação também contará com um momento voltado à Comunicação da RSB, com a apresentação de estratégias, campanhas e serviços desenvolvidos para fortalecer a atuação das escolas no ambiente digital e institucional. No período da tarde, os participantes participarão de uma roda de conversa sobre inteligência estratégica para um novo tempo na educação, seguida de uma visita ao Santuário Dom Bosco, em Brasília, onde será celebrada a Eucaristia. No terceiro e último dia da imersão, os participantes conhecerão o ecossistema da Editora Edebê, com apresentações sobre soluções educacionais e produtos digitais desenvolvidos para apoiar o processo educativo nas escolas salesianas. A programação será concluída com o Workshop Liderança Salesiana em Rede, conduzido pela consultora Patrícia Michelin, seguido de orientações sobre a etapa de acompanhamento e o momento de encerramento da formação. Ao reunir lideranças educacionais de diferentes regiões do país, a Imersão busca fortalecer o espírito de rede, promovendo a partilha de experiências, o alinhamento estratégico e a construção coletiva de caminhos para o futuro da educação salesiana no Brasil. Flavia da Costa Mentges - Diretora Executiva:É uma alegria poder estar aqui participando do Encontro de Lideranças da Rede Salesiana Brasil e é uma oportunidade de poder rever a história, rever os processos e o propósito que nos fortalece enquanto rede. Certamente encontrar com outras lideranças renova o espírito, renova o nosso trabalho e os alinhamentos que precisamos ter para uma entrega educacional de excelência. Levarei daqui um fortalecimento do espírito salesiano e sobretudo do nosso carisma educacional. Com iniciativas como esta, a Rede Salesiana Brasil reafirma seu compromisso com a formação contínua das lideranças educativas, fortalecendo a gestão em rede e garantindo que a missão salesiana continue respondendo, com qualidade e inovação, aos desafios da educação contemporânea. Comunicação da Rede Salesiana Brasil

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