Protagonismo Juvenil e Engajamento: RSB Realiza Encontro On-line de Boas Práticas Comunicacionais e Produção Cultural
25/06/2026

Protagonismo Juvenil e Engajamento: RSB Realiza Encontro On-line de Boas Práticas Comunicacionais e Produção Cultural

Protagonismo Juvenil e Engajamento: RSB Realiza Encontro On-line de Boas Práticas Comunicacionais e Produção Cultural

Iniciativa do Comitê de Comunicação da RSB reuniu obras sociais de diversas regiões do país para partilhar experiências de sucesso na produção de conteúdos para as redes sociais, que impulsionam o protagonismo juvenil

No dia 16 de junho, a Rede Salesiana Brasil (RSB) promoveu o Encontro On-line de Boas Práticas Comunicacionais e Produção Cultural. Com o tema "Produção de conteúdos nas redes sociais: impulsionando o engajamento pelo protagonismo juvenil nas obras sociais", o evento teve como objetivo central viabilizar a socialização de experiências e disseminar ideias que potencializem a comunicação integrada e estratégica em toda a Rede.

O encontro marca a continuidade de um esforço sistemático do Comitê de Comunicação da RSB para integrar as frentes comunicacionais e pastorais. O projeto, que vem ganhando força a cada ciclo, conta com um histórico de temas fundamentais debatidos. Em 2024, promoveu três encontros sobre: “O papel das rádios salesianas"; “A memória e a história salesiana” e “Expressões da identidade salesiana por meio da arte e da cultura".

Em 2025, as presenças salesianas contaram com dois encontros que abordaram os seguintes temas: “Ecologia integral e boas práticas de sustentabilidade” e “Podcasts que evangelizam e conectam".

Comunicação Estratégica e Captação de Recursos

Dando continuidade ao processo iniciado em 2024, o encontro de 2026 contou com a mediação do Gestor de Comunicação da RSB, Thiago Silva Santos, e teve sua acolhida inicial conduzida pela Coordenadora de Comunicação da Inspetoria Maria Auxiliadora, Ir. Kelly Gaioso.

“Encontros como este são fundamentais para fortalecer a missão salesiana em Rede. Eles nos permitem compartilhar experiências, conhecer iniciativas desenvolvidas em diferentes realidades do país e perceber como a comunicação pode ser um instrumento de transformação, evangelização e protagonismo juvenil. Além da troca de conhecimentos, esses momentos reforçam nossa identidade carismática e nos ajudam a construir caminhos cada vez mais alinhados ao jeito salesiano de educar, comunicar e acompanhar os jovens", comenta Thiago Santos, ao destacar o importante papel da comunicação para a missão salesiana no Brasil.

Sobre as ressonâncias de eventos como esse nas presenças salesianas da Inspetoria Maria Auxiliadora, Ir. Kelly destaca que eles “fortalecem a comunhão entre as presenças e nos permitem reconhecer a riqueza das experiências que florescem em cada obra. Ao partilhar essas iniciativas, renovamos o sentido de pertença à grande Família Salesiana e constatamos que o carisma de Dom Bosco e Madre Mazzarello continua inspirando respostas criativas, significativas e transformadoras, tendo sempre os jovens como protagonistas e destinatários da nossa missão educativa e evangelizadora”.

Além das mídias sociais, o evento trouxe um importante alerta sobre a sustentabilidade das instituições. A Gestora do “Projeto Capta Ação”, Sandra Sahd, fez uma fala de sensibilização sobre a importância da comunicação no processo de captação de recursos, demonstrando como uma narrativa bem estruturada e transparente é capaz de engajar doadores e parceiros institucionais na causa salesiana.

“A comunicação é o que transforma uma causa em conexão. Ninguém apoia aquilo que não conhece, não compreende ou não sente. No processo de captação de recursos das obras sociais salesianas, comunicar não é apenas divulgar atividades ou pedir apoio financeiro; é tornar visível a transformação que acontece na vida das crianças, adolescentes e famílias atendidas. É mostrar que por trás de cada projeto existem histórias, sonhos e oportunidades sendo construídas. Foi exatamente isso que Dom Bosco e Madre Mazzarello fizeram muito antes de existir o conceito de captação de recursos, eles mobilizavam pessoas porque sabiam comunicar uma causa, inspirar confiança e convidar outros a fazer parte de uma missão maior. Quando comunicamos bem, não arrecadamos apenas recursos; construímos relacionamentos, engajamos pessoas e multiplicamos o impacto da missão salesiana", comenta Sandra.

Rede em Ação: A Força das Práticas Locais

O ponto alto do evento foi a rodada de partilhas, na qual educadores, gestores e os próprios jovens de diferentes estados do Brasil puderam apresentar o impacto das iniciativas comunicacionais locais. De acordo com Thiago Santos, o momento demonstrou na prática qual é o "jeito salesiano de comunicar”.

“Apesar das diferentes realidades e contextos das obras salesianas, todas as boas práticas apresentadas carregam uma mesma essência: o jeito salesiano de comunicar. Cada experiência demonstrou que a comunicação ganha ainda mais força quando está integrada ao projeto educativo-pastoral, valoriza o protagonismo juvenil e se coloca a serviço da formação integral das pessoas. Isso mostra que comunicar, para nós, vai muito além de divulgar ações; é uma forma concreta de educar, evangelizar e gerar impacto positivo na vida dos jovens”, conclui Thiago.

Confira as obras sociais salesianas que protagonizaram o momento de partilha das atividades durante o encontro:

  • Associação de Recuperação do Menor Novo Lar (Viamão/RS) 

Representada por sua Diretora Executiva, Cristina Hugentobler, e a Auxiliar de Comunicação, Daniela Paim, a obra social salesiana trouxe a perspectiva da gestão e execução de uma comunicação integrada ao trabalho social a partir da contribuição direta dos próprios jovens atendidos.

  • Obra de Defesa da Infância Pobre - ODIP (Gravatá/PE)

Evidenciando o protagonismo juvenil, a partilha da ODIP foi feita pela Jovem Aprendiz, Geovana dos Santos Alves, e a Comunicadora, Juliana Daiane da Silva Melo, as quais trouxeram alguns dos resultados e contribuições do “Projeto Ponto Cultural - PNAB” para a realidade dos atendidos e atendidas pela obra social pernambucana. As duas destacaram o desenvolvimento de habilidades comunicacionais proporcionado por iniciativas como o "Projeto PodJovem” e o grupo “Jovens 360º”, por exemplo.

  • Casa Dom Bosco (Campo Grande/MS)

A experiência da comunicação como ferramenta de transformação foi apresentada pela Coordenadora de Projetos, Caroline Rodrigues Virgilio, e pelo Educador de Educomunicação Maycon Vianna Silveira, a partir de vídeos que exemplificaram o trabalho da obra social salesiana com as juventudes do Mato Grosso do Sul.

  • Centro de Estudos do Menor e Integração na Comunidade - CEMIC (Lins/SP)

A mesa de partilhas foi encerrada com a participação da jovem educanda Laura dos Santos Camargo e do educador Louis Filiphe Silva de Carvalho. A apresentação das ações do CEMIC foi dividida em três pilares, compreendendo as atividades realizadas por idade: Pilar 1 - Explorando o desconhecido (06 a 10 anos); Pilar 2 - Superando obstáculos (11 a 14 anos) e Pilar 3 - Expressando Emoções e Voz Ativa (15 a 17 anos).

Com iniciativas como esta, o Comitê de Comunicação da RSB reafirma que dar visibilidade às ações das obras sociais, por meio do olhar e da voz daqueles que atuam diretamente nas casas salesianas, é o caminho mais legítimo para evangelizar, educar e fortalecer a presença salesiana na sociedade como um todo, incluindo o universo digital, trazendo luz à transformação diária que acontece na vida de cada criança, adolescente e jovem.

Por Janaina Lima, com o apoio da equipe de Comunicação da Rede Salesiana Brasil e do Centro Salesiano de Formação.

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Comunicação salesiana fortalece identidade e missão em encontro nacional de profissionais da educação católica

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Com o tema “Conexões que transformam: comunicação, propósito e impacto na educação católica”, o encontro reuniu profissionais e especialistas de diferentes instituições de educação católica para dois dias de formação, diálogo e compartilhamento de experiências sobre os desafios contemporâneos da comunicação institucional. A programação abordou temas como comunicação institucional, identidade e missão católica, branding educacional, inteligência artificial, ESG, ciência comportamental, marketing educacional, gestão de crise, reputação e comunicação da educação católica na cultura digital. RSB amplia diálogo e fortalece atuação em rede Participaram do encontro representantes da Inspetoria Madre Mazzarello, Inspetoria Nossa Senhora Aparecida, Inspetoria São João Bosco, Inspetoria São Pio X e Inspetoria São Luiz Gonzaga. 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Para Cícero Albuquerque, representante da Inspetoria Madre Mazzarello, a participação no evento contribui para ampliar a compreensão da comunicação como dimensão estratégica da missão. “Estar no ANEC Summit é uma oportunidade de, além de nos integrarmos e nos reconhecermos em nossa identidade educacional católica, ampliar e qualificar o nosso olhar para a Comunicação, uma das dimensões fundamentais da missão da Rede Salesiana.” Segundo ele, a participação em um evento nacional dessa relevância fortalece o trabalho desenvolvido pelas escolas e pelas demais frentes de atuação da Rede, contribuindo para que o carisma salesiano seja comunicado “com autenticidade, proximidade e relevância”, especialmente diante dos desafios e das necessidades das juventudes contemporâneas. Para Andrea Pereira, representante da Inspetoria Nossa Senhora Aparecida, o encontro também representa uma oportunidade de atualização profissional e de fortalecimento da missão. “Representar a Inspetoria Nossa Senhora Aparecida no ANEC Summit de Comunicação e Marketing é uma honra e uma oportunidade de aprendizado. O evento nos permite conhecer novas tendências, trocar experiências e fortalecer nossa missão de comunicar com propósito, sempre alinhados aos valores da educação católica.” A profissional destaca ainda que os aprendizados obtidos durante o encontro contribuirão para uma comunicação cada vez mais humana, inovadora e evangelizadora. Salesiana entre os especialistas do evento A participação da Rede Salesiana Brasil também ganhou destaque na programação do ANEC Summit com a presença de Renata Dantas, coordenadora de Comunicação da Inspetoria São João Bosco, entre as especialistas convidadas para discutir temas relacionados à gestão de crise e reputação nas instituições educacionais católicas. Jornalista e especialista em Comunicação Corporativa, Comunicação Digital, Gestão da Reputação e Gestão de Marcas, Renata possui 25 anos de experiência na área e atua também como consultora e palestrante. Para Renata, a participação em espaços como o ANEC Summit fortalece não apenas os profissionais, mas também as próprias instituições. “Participar do ANEC Summit é sempre uma excelente oportunidade. Um espaço de encontro e de interação entre comunicadores de diferentes redes. A cada ano, a qualidade dos debates se intensifica. As instituições educacionais e seus profissionais saem fortalecidos e se beneficiam com essa troca de experiências, conhecimento e prática.” A coordenadora ressalta que leva para a Inspetoria São João Bosco a convicção de que a comunicação continua exercendo um papel essencial na educação evangelizadora. Comunicação diante de novos desafios A participação no encontro também possibilitou aos profissionais refletirem sobre questões que já impactam diretamente o cotidiano das instituições de ensino, especialmente diante das transformações na comunicação digital e das novas responsabilidades relacionadas à exposição de crianças e adolescentes nas redes sociais. Para Raisa Siqueira, o ANEC Summit representou uma oportunidade de ampliar o olhar sobre esses desafios a partir da experiência de outras instituições católicas. “Participar do ANEC Summit foi uma experiência extremamente enriquecedora. 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Poder ouvir como outras instituições católicas estão conduzindo esse processo, compartilhar desafios e conhecer diferentes caminhos adotados traz mais segurança para nossas decisões e, ao mesmo tempo, nos permite contribuir com a experiência que vivemos em nossa realidade.” Para Raisa, entretanto, os desafios contemporâneos da comunicação não podem ser enfrentados apenas a partir de estratégias de mercado. A identidade e a missão das instituições precisam permanecer como referências para as decisões. “Mais do que discutir estratégias de comunicação, o encontro reforçou algo essencial: nossas decisões não podem ser pautadas apenas por práticas de mercado ou por objetivos comerciais. Precisamos manter sempre como referência o nosso carisma católico, os valores que nos unem e o legado de nossos fundadores, para que cada ação de comunicação esteja alinhada à missão evangelizadora e educativa de nossas instituições.” Comunicação como estratégia de missão As reflexões realizadas durante o encontro reforçaram que a comunicação educacional passa por profundas transformações. A expansão das plataformas digitais, o avanço da inteligência artificial, as mudanças no comportamento dos públicos e os novos desafios relacionados à reputação exigem das instituições uma comunicação cada vez mais estratégica, integrada e coerente com sua identidade. Nesse cenário, a comunicação deixa de ser compreendida apenas como uma área operacional e passa a ocupar um papel estratégico na gestão institucional, contribuindo para fortalecer vínculos, proteger a reputação, dialogar com diferentes públicos e tornar mais visíveis a identidade e o propósito das organizações. Para Eduardo Schmitz, representante da Inspetoria São Pio X, participar do encontro também significa fortalecer o atendimento às escolas e ampliar a capacidade de atuação estratégica da Inspetoria. “É uma busca estratégica por fortalecer o atendimento à rede de escolas da Inspetoria, enquanto olhar do Centro Inspetorial para a Rede de Escolas. É também uma grande oportunidade de troca de experiências, de aproximação com outras redes educacionais do segmento católico e, acima de tudo, de atualização dos conhecimentos que precisamos ter ao longo da caminhada profissional.” Conexões que fortalecem a educação salesiana Ao reunir profissionais de diferentes Inspetorias em um mesmo espaço de formação e diálogo, o ANEC Summit possibilitou à Rede Salesiana Brasil ampliar conexões, compartilhar práticas e conhecer novas perspectivas para o desenvolvimento da comunicação institucional. A experiência reforça a compreensão de que comunicar a missão salesiana exige mais do que presença nos diferentes canais. É necessário compreender os públicos, fortalecer vínculos, proteger a reputação institucional e, sobretudo, traduzir para a sociedade aquilo que está no centro da proposta educativa salesiana: uma educação que evangeliza, forma integralmente e contribui para a transformação da realidade. A participação das Inspetorias no encontro reafirma, assim, o compromisso da Rede Salesiana Brasil com uma comunicação profissional, integrada e alinhada ao seu propósito, capaz de dialogar com os desafios do presente sem perder de vista a identidade construída a partir do carisma de Dom Bosco e de Madre Mazzarello. Mais do que dois dias de formação, o ANEC Summit deixou para a comunicação salesiana novas conexões, conhecimentos e perspectivas para fortalecer uma missão que também se realiza pela capacidade de comunicar, estabelecer relações e gerar impacto na vida das pessoas.

20 Anos da Lei Maria da Penha: Da formação salesiana ao marco histórico na defesa das mulheres

Sancionada em 7 de agosto de 2006, a lei celebra duas décadas de transformação social. A história da legislação entrelaça-se com o orgulho da Rede Salesiana Brasil em ter Maria da Penha como ex-aluna. Neste dia 7 de agosto, o Brasil celebra os 20 anos da sanção da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), um divisor de águas na proteção dos direitos das mulheres e no combate à violência doméstica e familiar no país. Para a Rede Salesiana Brasil (RSB), a data carrega um motivo especial de celebração e orgulho: a mulher que empresta seu nome e sua coragem a este marco legal é ex-aluna salesiana do Colégio Juvenal de Carvalho, em Fortaleza (CE). Maria da Penha Maia Fernandes, farmacêutica bioquímica e mestre em Parasitologia, estudou na instituição salesiana entre 1960 e 1962, onde cursou o então Curso Científico. A formação humanista, pautada nos valores de justiça, igualdade, dignidade e respeito, valores promovidos pelo Sistema Preventivo de Dom Bosco, contribuiu para moldar o caráter, a resiliência e a determinação de uma jovem que viria a transformar a legislação de uma nação inteira. Uma Trajetória de Luta e Resiliência A história de Maria da Penha é marcada pela bravura após ser vítima de violência doméstica que a deixou paraplégica. Diante de duas décadas de impunidade, ela não se calou. Publicou a obra “Sobrevivi… Posso contar” e levou sua denúncia a instâncias internacionais, liderando a mobilização que culminou na criação da Lei nº 11.340, sancionada em 2006. A lei revolucionou o sistema jurídico brasileiro ao tipificar a violência doméstica, criar os Juizados Especializados, proibir penas alternativas para agressores e estabelecer as cruciais Medidas Protetivas de Urgência, que já salvaram milhares de vidas em duas décadas de vigência. O Regresso às Origens e as Memórias do Colégio Em uma visita de profunda emoção ao Colégio Juvenal de Carvalho, em 2024, Maria da Penha reencontrou as salas, corredores e pátios que frequentou em sua juventude. Acompanhada pela comunidade educativa e por religiosas que mantêm vivo o carisma da instituição, a ex-aluna percorreu os espaços significativos de sua formação, reencontrando as sucessoras de suas antigas mestras. A visita fez parte das gravações do documentário produzido pelo Instituto Maria da Penha, eternizando o vínculo entre sua trajetória de vida e o ambiente escolar onde consolidou suas bases cidadãs. Educação para a Formação de Bons Cristãos e Honestos Cidadãos Para a Família Salesiana, celebrar os 20 anos da Lei Maria da Penha reafirma a convicção no poder transformador da educação. A jornada da ex-aluna salesiana Maria da Penha evidencia que cada jovem carrega em si o potencial de impactar a sociedade e construir um legado transformador, independente das situações que a vida lhe impõe. Ao homenagear Maria da Penha Maia Fernandes nesta data histórica, a Rede Salesiana Brasil renova seu compromisso com uma educação integral, pautada na cultura da paz, na promoção dos direitos humanos e na formação de cidadãos engajados na construção de um Brasil livre de qualquer tipo de violência contra as mulheres. Por Janaina Lima, com o apoio da equipe de Comunicação da Rede Salesiana Brasil e informações dos Salesianos do Nordeste Fotos: Stenio Willamy

Em homenagem às Irmãs Salesianas, música marca o 5 de agosto das FMA

O Âmbito da Comunicação da Inspetoria Nossa Senhora Aparecida (BAP), de São Paulo, encontrou-se com Lucas Nistler, um jovem em período de discernimento que está fazendo uma experiência formativa com os Salesianos de Dom Bosco. Lucas Nistler é natural do estado de Santa Catarina, especificamente da cidade de Lontras, e atualmente, na condição de noviço, mora e estuda em Jaboatão dos Guararapes (PE), na comunidade Salesiana São Sebastião. Neste encontro com Lucas, um bate-papo “musical” interessante! Âmbito da Comunicação: Quem é Lucas Nistler? Lucas Nistler: Sou filho de Marcelo e Roseli Aparecida, tenho um irmão chamado Miguel. Nasci em 19/12/2000 e sempre fui muito criativo em minhas brincadeiras e expressões, o que depois se estendeu para o ramo musical e hoje é minha maior ferramenta na evangelização.Minha caminhada com a música vem do berço onde, desde muito novo, cantava e dançava com meus familiares; aos 12 anos comecei a aprender a tocar acordeom e isso mudou completamente a minha vida. Aos 15 já ministrava algumas aulas e animava algumas festas como músico. Com o passar do tempo, a música se tornou a minha profissão e companheira inseparável de vida.Foi através da música que cheguei a uma escola salesiana como educador, depois me encantando com a Pastoral Juvenil e, em seguida, com o desabrochar da minha vocação salesiana.  Âmbito da Comunicação: Você toca diversos instrumentos, estudou música, toca e canta, é compositor. O que a música representa para você? Qual espaço ela ocupa em sua vida e em sua rotina? Lucas Nistler: Pela música eu sempre consegui expressar o que eu sentia e por ela consigo comunicar a mensagem que desejo levar ao mundo. Desde a adolescência fiz do meu canto a minha voz e da minha história uma canção. Creio que a música foi a estrada pela qual Deus me conduziu para fazer a diferença na vida das pessoas e, por isso, eu não consigo imaginar um Lucas sem a música.  Âmbito da Comunicação: Quantas músicas você já compôs? De onde nasce a sua inspiração? Ou melhor, quanto tem de inspiração e quanto tem de esforço em cada composição? Qual das suas composições é a pupila de seus olhos? Lucas Nistler: Eu vejo a composição como um caderno onde eu escrevo a minha caminhada e as minhas percepções, então tenho diversas composições que retratam as diversas fazes que passei na minha caminhada de 25 anos.A inspiração vem como o vento, é uma luz enviada por Deus e eu não deixo passar despercebida, ando sempre pronto para anotar versos ou ritmos que chegam.As composições que já estão lançadas são as nove que compõe o álbum «Corações Ardentes, Pés a Caminho» que lancei em maio deste ano; «Madrecita» que compus no ano passado e foi lançada pela Rede Salesiana Brasil em memória da canonização de Santa Maria Troncatti e «Dom Bosco em nós», composta como tema para o ano pastoral da Inspetoria Salesiana São Pio X [de Porto Alegre - RS], da qual sou natural.Atualmente, tendo em vista o meu discernimento na fase do noviciado, a música que não sai da minha cabeça é «Dom Bosco, pai e mestre» que fala um pouco da minha alegria em seguir Dom Bosco e como ele me inspira e me ensina a cada dia. Âmbito da Comunicação: A música pode transformar a vida de alguém, no caso, de um jovem? Como seria isso? O que é preciso para que a música “trabalhe” o ser humano? Lucas Nistler: A música teve papel fundamental na minha vida e no meu crescimento, principalmente na dimensão da comunicação, da emoção e do espiritual. Creio que para além de «tocar ou cantar bem», a música é uma ferramenta que muda realidades e pessoas. Durante uns 10 anos fui professor de música, área na qual me formei e me especializei para potencializar o efeito da educação musical na vida dos meus educandos. Para a música trabalhar o ser humano, eu insisto como insistia com meus alunos quando dizia: «Sintam a música vibrar em vocês. É nessa hora que o coração e o som pulsam no mesmo ritmo».  Âmbito da Comunicação: Você compôs uma música que tem por título «Filhas de Maria Auxiliadora». Ela vai ser lançada no dia 5 de agosto, no aniversário de fundação do Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora. Parabenizamos pela composição, Lucas, e desejamos que muitas outras canções possam preencher nossos dias de alegria e esperança. Fale-nos um pouco sobre esta música. Em que momento ela nasceu? Qual foi a fonte de inspiração? Qual a importância de compor uma música dedicada às FMA? Onde ou a quem você gostaria que ela chegasse? Lucas Nistler: A primeira casa salesiana que eu adentrei foi o Instituto Maria Auxiliadora, de Rio do Sul (SC), na qual fui professor de musicalização infantil e onde eu pude beber da espiritualidade salesiana tendo o testemunho diário das Irmãs [salesianas] que lá estavam. A música nasceu justamente para o aniversário do Instituto, porém, para uma homenagem interna na qual eu queria retratar aquilo que eu via sendo vivenciado pelas FMA da casa. O amor que elas me ensinaram a ter pela vida salesiana foi um dos motivadores da minha escolha vocacional e, por isso, até hoje considero essa casa como o berço da minha vocação. Gostaria que ela chegasse a muitos lugares, mas para além das distâncias, gostaria que ela chegasse ao coração daqueles que a escutarem e assim possam sentir a beleza desse carisma como eu também senti.  Âmbito da Comunicação: Por fim, qual a frase/expressão da música «Filhas de Maria Auxiliadora» que tem mais significado para você? Por quê? Lucas Nistler: Acho que a expressão é «ter no rosto um sorriso por ser essa missão», quando a vida consagrada passa de simplesmente ter uma missão para ser a própria missão. Neste ponto eu via que a presença, a oração, o olhar, o ouvir… tudo isso eram as Salesianas e tudo isso era a missão. Eu me inspirei nessa frase que compõe a música para falar daquilo que Dom Bosco já queria - «um monumento vivo» - para nossa Mãe Auxiliadora, e acredito muito que a representação do amor de Maria por seu Filho e pelos pequenos está vivo e é testemunhado diariamente pelas Filhas de Maria Auxiliadora. Agradeço de coração ao Instituto por todo o carinho e pela contribuição no meu processo de discernimento vocacional. Fonte: Inspetoria Nossa Senhora Aparecida
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