Tem início oficial a Visita Canônica da Conselheira Geral
12/03/2024

Tem início oficial a Visita Canônica da Conselheira Geral

Tem início oficial a Visita Canônica da Conselheira Geral
Foto: Inspetoria Nossa Senhora Aparecida

No final da tarde do 8 de março, celebração do Dia Internacional da Mulher, teve início oficial a Visita Canônica de Irmã Paola Battagliola, Conselheira Geral do Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora (FMA) à Inspetoria Nossa Senhora Aparecida (BAP), de São Paulo.

Irmã Paola Battagliola, enviada pela Madre Geral para realizar em seu nome a Visita Canônica, chegou em São Paulo no último dia 1º de março. Em seguida, viajou para Cachoeira do Campo (MG) a fim de também participar do Seminário Interâmbitos “Por uma animação generativa”, que foi concluído no último dia 6 de março.

Na Capela da sede da BAP foi celebrada a Eucaristia que contou com a presença da comunidade da Casa inspetorial, de Irmãs de outras comunidades de São Paulo, assim como leigas e leigos representando as comunidades educativas da BAP. A Eucaristia foi presidida por Padre Alexandre Luis de Oliveira, Inspetor da Inspetoria Salesiana Nossa Senhora Auxiliadora, de São Paulo, e coordenada pela comunidade do Noviciado Nossa Senhora das Graças.

No início da celebração, Irmã Alaíde Deretti, Inspetora da BAP, entregou à Irmã Paola uma imagem de Nossa Senhora “grávida” com a seguinte motivação: “É assim que desejamos que nossas comunidades estejam para lhe receber: com tanta vida para partilhar. Também desejamos que sua passagem deixe muita esperança e muito ardor vocacional nas Irmãs e nas juventudes que você encontrar”.

Também foi introduzida pelas noviças Vitória, Carla e Elisiane uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, pedindo por meio de um canto que a Padroeira do Brasil e da BAP cubra Irmã Paola “com o seu manto, acompanhe seus passos e cuide do seu coração e de suas intenções”.

No momento da Palavra, a mesma foi trazida até o altar por Irmã Marcia Mucci e pelas noviças, ajudando a assembleia reunida a abrir mente e coração para acolher a novidade de Deus que sempre se manifesta.

Na homilia, Padre Alexandre, com coração agradecido, ressaltou: “Irmã Paola, a senhora chega à Inspetoria Nossa Senhora Aparecida para ouvir as nossas irmãs, para acolhê-las, para tocar com o ministério que a senhora tem, a vida de cada irmã, os seus sonhos, suas esperanças, suas alegrias, seus desafios; para tocar a vida desta Inspetoria imensa, com tantas oportunidades. A senhora chega para ser um sinal de escuta e, hoje, a Palavra de Deus, o Evangelho que acabamos de ouvir, retoma o primeiro de todos os mandamentos: «Ouve, oh Israel!»”. O celebrante continuou sua reflexão falando sobre a capacidade de ouvir, de escutar – que é muito mais do que simplesmente ouvir. Convidou a assembleia a retomar aquela atitude de silêncio, que é fundamental para crescer na capacidade de escuta, assim como organizar a própria vida a partir de dentro, da interioridade.

No momento de ação de graças, a Inspetora da BAP, Irmã Alaíde dedicou algumas palavras de acolhida à Irmã Paola, ressaltando que esta visita é muito significativa, pois serão 24 comunidades a serem visitadas no ano de 2024. Entregando à Visitadora uma réplica de Nossa Senhora Aparecida, Irmã Alaíde disse: “A Virgem Aparecida está aqui, à tua espera! Com ela caminharás pelas 24 Comunidades e Ela continuará a dizer a ti e a nós: «Façam tudo o que Ele lhes disser». (…) Estamos realmente muito felizes com a tua presença e o que mais desejamos é que te sintas em casa. Tu estás em casa! Entra. A casa é tua. Sê muito bem-vinda!”.

Para concluir a Celebração, houve ainda uma coreografia realizada pelas noviças que ajudaram a comunidade reunida em torno de Irmã Paola a cantar “Magnificat!”.

   

 

COM QUAL ESPERANÇA VOCÊ ENTRA NESTA VISITA?

Para Irmã Lucia Maistro, Conselheira Inspetorial e Diretora da Casa Santa Teresinha (Lapa), “a visita de Irmã Paola entre nós é primeiramente uma bênção de Deus e uma presença também da Madre Geral. (…) Eu tenho certeza, e assim espero, que esta visita realmente nos reanime na vivência do carisma e, acima de tudo, na vivência do Capítulo Geral, gerando vida nova nas nossas comunidades e em cada uma de nós”. 

Já para Carla, noviça do 1º ano, “a visita de uma pessoa como a Irmã Paola, que vem em nome da Madre, sempre traz uma mensagem de esperança, porque vivemos em um mundo cheio de notícias negativas e a realidade que nos cerca é esta. (…) É uma presença que vai unificar cada vez mais a nossa Inspetoria, que é nova, e que vem de um processo de unificação que não está concluído ainda. Então, vai ajudar a unificar e fortalecer cada vez mais a caminhada da Inspetoria Nossa Senhora Aparecida”.

Stefanny, Gestora Administrativa da Mantenedora da Associação Educacional Irmãs Salesianas (AEIS), entra nesta visita de Irmã Paola “com a esperança de uma verdadeira sinodalidade, onde a sinodalidade não são somente as pessoas, mas o espírito que nós precisamos assumir enquanto BAP para que isso aconteça”.

Irmã Maria Aparecida, diretora da comunidade do INSA-Belém, vê este momento da visita também com esperança: “eu tenho a esperança de que ela possa reavivar a chama do amor que é a proposta do nosso Instituto, das nossas Constituições. Que ela possa nos trazer este vigor enquanto Instituto”.

 

MENSAGEM DE IRMÃ PAOLA PARA A BAP

Após um momento de confraternização com os presentes, Irmã Paola deu sua primeira mensagem à Inspetoria Nossa Senhora Aparecida e iniciou agradecendo pela acolhida, pelo carinho e pela bela Eucaristia com a qual teve início este tempo de visita: “Gratidão a Deus, porque é Ele quem nos visita. Nós somos apenas seus instrumentos. Precisamos acolher na fé este momento que é um verdadeiro kairós, tempo de graça. Tempo de sonhar uma vida mais comprometida, mais cultivada no silêncio interior para perceber a passagem de Deus na nossa vida, na vida das nossas comunidades educativas, na nossa missão. (…) Quero viver este momento da visita como uma irmã entre as irmãs, na escuta, na proximidade, na familiaridade… são todos elementos carismáticos que fortalecem o sentido de pertença a uma única família, à nossa linda Família Salesiana”.

Para concluir sua mensagem, Irmã Paola se inspirou no poema Dança da Obediência, de Madeleine Delbrêl, para ressaltar algumas características que ela deseja viver durante a Visita Canônica: “Eu quero dispor de mim mesma… nossos Santos fundadores – Dom Bosco e Madre Mazzarello – dançavam ao ritmo de Deus. Quero pedir a Deus para dançar como dançavam nossos Santos fundadores. ‘Senhor, eu também quero ser hábil na dança contigo e com todas… não preciso saber onde a dança me leva… basta seguir, ser alegre e, sobretudo, não ser rígida. (…) O que importa Senhor, é colocar como princípio da dança passos que fortalecem a vida, que promovem o encontro, a comunhão e a harmonia… criar um clima que promova a confiança recíproca. (…) Senhor, juntas estamos prontas para dançar, e dançar com Deus esta dança do encontro, do olhar do coração, do acolhimento, da relação, da escuta, do diálogo, da confiança, da comunhão, da missão, da gratuidade, do serviço, de humildade e alegria, de conhecimento e de presença’.” 

A Visita Canônica de Irmã Paola Battagliola à BAP, que está apenas começando, terá sua conclusão no mês de setembro, com uma interrupção para acompanhar presencialmente, em Roma, as reuniões do Conselho Geral previstas para o verão europeu.

Fonte: Inspetoria Nossa Senhora Aparecida

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20 Anos da Lei Maria da Penha: Da formação salesiana ao marco histórico na defesa das mulheres

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Em homenagem às Irmãs Salesianas, música marca o 5 de agosto das FMA

O Âmbito da Comunicação da Inspetoria Nossa Senhora Aparecida (BAP), de São Paulo, encontrou-se com Lucas Nistler, um jovem em período de discernimento que está fazendo uma experiência formativa com os Salesianos de Dom Bosco. Lucas Nistler é natural do estado de Santa Catarina, especificamente da cidade de Lontras, e atualmente, na condição de noviço, mora e estuda em Jaboatão dos Guararapes (PE), na comunidade Salesiana São Sebastião. Neste encontro com Lucas, um bate-papo “musical” interessante! Âmbito da Comunicação: Quem é Lucas Nistler? Lucas Nistler: Sou filho de Marcelo e Roseli Aparecida, tenho um irmão chamado Miguel. Nasci em 19/12/2000 e sempre fui muito criativo em minhas brincadeiras e expressões, o que depois se estendeu para o ramo musical e hoje é minha maior ferramenta na evangelização.Minha caminhada com a música vem do berço onde, desde muito novo, cantava e dançava com meus familiares; aos 12 anos comecei a aprender a tocar acordeom e isso mudou completamente a minha vida. Aos 15 já ministrava algumas aulas e animava algumas festas como músico. Com o passar do tempo, a música se tornou a minha profissão e companheira inseparável de vida.Foi através da música que cheguei a uma escola salesiana como educador, depois me encantando com a Pastoral Juvenil e, em seguida, com o desabrochar da minha vocação salesiana.  Âmbito da Comunicação: Você toca diversos instrumentos, estudou música, toca e canta, é compositor. O que a música representa para você? Qual espaço ela ocupa em sua vida e em sua rotina? Lucas Nistler: Pela música eu sempre consegui expressar o que eu sentia e por ela consigo comunicar a mensagem que desejo levar ao mundo. Desde a adolescência fiz do meu canto a minha voz e da minha história uma canção. Creio que a música foi a estrada pela qual Deus me conduziu para fazer a diferença na vida das pessoas e, por isso, eu não consigo imaginar um Lucas sem a música.  Âmbito da Comunicação: Quantas músicas você já compôs? De onde nasce a sua inspiração? Ou melhor, quanto tem de inspiração e quanto tem de esforço em cada composição? Qual das suas composições é a pupila de seus olhos? Lucas Nistler: Eu vejo a composição como um caderno onde eu escrevo a minha caminhada e as minhas percepções, então tenho diversas composições que retratam as diversas fazes que passei na minha caminhada de 25 anos.A inspiração vem como o vento, é uma luz enviada por Deus e eu não deixo passar despercebida, ando sempre pronto para anotar versos ou ritmos que chegam.As composições que já estão lançadas são as nove que compõe o álbum «Corações Ardentes, Pés a Caminho» que lancei em maio deste ano; «Madrecita» que compus no ano passado e foi lançada pela Rede Salesiana Brasil em memória da canonização de Santa Maria Troncatti e «Dom Bosco em nós», composta como tema para o ano pastoral da Inspetoria Salesiana São Pio X [de Porto Alegre - RS], da qual sou natural.Atualmente, tendo em vista o meu discernimento na fase do noviciado, a música que não sai da minha cabeça é «Dom Bosco, pai e mestre» que fala um pouco da minha alegria em seguir Dom Bosco e como ele me inspira e me ensina a cada dia. Âmbito da Comunicação: A música pode transformar a vida de alguém, no caso, de um jovem? Como seria isso? O que é preciso para que a música “trabalhe” o ser humano? Lucas Nistler: A música teve papel fundamental na minha vida e no meu crescimento, principalmente na dimensão da comunicação, da emoção e do espiritual. Creio que para além de «tocar ou cantar bem», a música é uma ferramenta que muda realidades e pessoas. Durante uns 10 anos fui professor de música, área na qual me formei e me especializei para potencializar o efeito da educação musical na vida dos meus educandos. Para a música trabalhar o ser humano, eu insisto como insistia com meus alunos quando dizia: «Sintam a música vibrar em vocês. É nessa hora que o coração e o som pulsam no mesmo ritmo».  Âmbito da Comunicação: Você compôs uma música que tem por título «Filhas de Maria Auxiliadora». Ela vai ser lançada no dia 5 de agosto, no aniversário de fundação do Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora. Parabenizamos pela composição, Lucas, e desejamos que muitas outras canções possam preencher nossos dias de alegria e esperança. Fale-nos um pouco sobre esta música. Em que momento ela nasceu? Qual foi a fonte de inspiração? Qual a importância de compor uma música dedicada às FMA? Onde ou a quem você gostaria que ela chegasse? Lucas Nistler: A primeira casa salesiana que eu adentrei foi o Instituto Maria Auxiliadora, de Rio do Sul (SC), na qual fui professor de musicalização infantil e onde eu pude beber da espiritualidade salesiana tendo o testemunho diário das Irmãs [salesianas] que lá estavam. A música nasceu justamente para o aniversário do Instituto, porém, para uma homenagem interna na qual eu queria retratar aquilo que eu via sendo vivenciado pelas FMA da casa. O amor que elas me ensinaram a ter pela vida salesiana foi um dos motivadores da minha escolha vocacional e, por isso, até hoje considero essa casa como o berço da minha vocação. Gostaria que ela chegasse a muitos lugares, mas para além das distâncias, gostaria que ela chegasse ao coração daqueles que a escutarem e assim possam sentir a beleza desse carisma como eu também senti.  Âmbito da Comunicação: Por fim, qual a frase/expressão da música «Filhas de Maria Auxiliadora» que tem mais significado para você? Por quê? Lucas Nistler: Acho que a expressão é «ter no rosto um sorriso por ser essa missão», quando a vida consagrada passa de simplesmente ter uma missão para ser a própria missão. Neste ponto eu via que a presença, a oração, o olhar, o ouvir… tudo isso eram as Salesianas e tudo isso era a missão. Eu me inspirei nessa frase que compõe a música para falar daquilo que Dom Bosco já queria - «um monumento vivo» - para nossa Mãe Auxiliadora, e acredito muito que a representação do amor de Maria por seu Filho e pelos pequenos está vivo e é testemunhado diariamente pelas Filhas de Maria Auxiliadora. Agradeço de coração ao Instituto por todo o carinho e pela contribuição no meu processo de discernimento vocacional. Fonte: Inspetoria Nossa Senhora Aparecida
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