Religiosa Salesiana realiza trabalho missionário no Amazonas
17/07/2024

Religiosa Salesiana realiza trabalho missionário no Amazonas

Religiosa Salesiana realiza trabalho missionário no Amazonas
Fotos: Divulgação

O amor pelo trabalho missionário com indígenas e ribeirinhos é a motivação da freira Madalena Scaramussa, de 78 anos, natural de Prosperidade, Vargem Alta, atuando na Paróquia Sagrado Coração de Jesus, em São Gabriel da Cachoeira, cidade mais indígena do Brasil, localizada no Amazonas. A católica pertence ao Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora (FMA), ramo feminino dos Salesianos de Dom Bosco (SDB), e afirma que a formação de crianças e adolescentes tem sido uma das principais atividades que desenvolve.

“Temos (SDB) o carisma de trabalhar junto das crianças, adolescentes e dos jovens com o serviço evangélico, fazendo com que eles experimentem o amor de Jesus Cristo Bom Pastor. Trabalho aqui (São Gabriel da Cachoeira) para ficar em meio a eles, no cuidado deles, seguindo sempre a metodologia de Dom Bosco, nosso fundador. Ele nos propõe trabalhar o ‘Amor Demonstrado’. Também ajudamos na alimentação. Quando falta um pacote de sal, por exemplo, são seis horas no barco a motor até o comércio mais próximo, por isso, nossa casa empresta os mantimentos e, quando eles podem, nos devolvem”, conta.

Quando assumiu a missão há 4 anos, a freira não estipulou um tempo de permanência no estado amazonense. Ela diz que pretende atuar como voluntária até que sua presença seja útil. No momento, Madalena trabalha com os índios cristianizados.

Nossa comunidade – que foi a segunda casa das Filhas de Maria Auxiliadora no Amazonas – completa no próximo ano (2025) um século de missão. Portanto, os indígenas já estão cristianizados. Não posso dizer que eles foram evangelizados, porque nosso trabalho aqui foi de catequização sacramental e não uma catequese forçada de evangelização segmentária. Mas temos muitos indígenas e ribeirinhos inseridos na igreja como Ministros e agentes de Pastoral”.

Numa região onde, até 1990, o Estado brasileiro estava totalmente ausente, a freira explica que “quem cuidou da educação e da saúde foram os salesianos e as Filhas de Maria Auxiliadora”.

O Amazonas é geograficamente muito amplo e, tradicionalmente, é dividido por seus grandes rios. Em 1914, a Santa Sé confiou aos Salesianos a Prefeitura Apostólica do Rio Negro e os primeiros salesianos chegaram à região já no ano seguinte, estabelecendo a sede para a nova missão em São Gabriel da Cachoeira, cerca de 850 quilômetros de Manaus. Logo se espalharam por toda a região, abrindo oratórios, escolas, centros para a juventude e paróquias, sem que fosse deixada de lado a presença missionária entre os indígenas.

As FMA chegaram à região um pouco depois, em 1923, data em que foi instalada a primeira Casa, também em São Gabriel. Em 1961, a Inspetoria Laura Vicuña foi oficialmente criada, para atender o crescente número de obras. Porém, devido às dificuldades causadas pelas distâncias e diversidades entre os estados (Amazonas, Pará, Rondônia), foi crida, em 1999, a Inspetoria Santa Teresinha, na qual a freira capixaba trabalha.

“Nesses lugares, trabalhamos com poucos recursos. Só usamos aquilo que podemos carregar nas canoas. Por vezes, levamos multimídias que funcionam por pilha ou bateria, para oferecermos uma formação mais atualizada, já que não há rede elétrica nesses locais. Nas comunidades indígenas ou ribeirinhas, ficamos por alguns dias e sempre levamos alimentação para todos de lá, geralmente o suficiente para, pelo menos, uma refeição. É o que conseguimos transportar”, conta. “Nossa Paróquia tem comunidades que estão há 9 horas de distância de barco. Não há água encanada ou sanitários nesses lugares. Por isso, praticamos o que eles fazem: nossos banhos são no rio. Eu, particularmente, não sei nadar e procuro um igarapé (pequeno rio navegável). São alguns apertos que passamos, que nos deixam felizes. Estamos aqui sabendo que vamos viver com pouco, mas por muito amor à Jesus Cristo e aos seus filhos.

Fonte e imagens: Diocese Cachoeiro

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Ressonâncias dos Grupos do Primeiro Dia  As contribuições das diversas presenças salesianas evidenciaram que a cultura do cuidado já está presente no cotidiano das obras sociais por meio de práticas como acolhida humanizada, escuta ativa, acompanhamento contínuo dos educandos e de suas famílias, fortalecimento de vínculos e promoção do protagonismo. Também foram destacados a formação permanente das equipes, o trabalho em rede com o Sistema de Garantia de Direitos e a espiritualidade salesiana, fundamentada no Sistema Preventivo, na presença educativa, na amorevolezza e no espírito de família, como pilares que sustentam uma atuação comprometida com o cuidado e a garantia de direitos.   Escuta das Juventudes e o Contexto Atual As atividades do segundo dia foram iniciadas com um momento de acolhida e oração conduzido pela Coordenadora da Ação Social da Inspetoria Madre Mazzarello, Ir. Dircione Amorim, a qual também comandou a mediação do dia. 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A abordagem trouxe dados essenciais para que os educadores compreendam as novas formas de expressão, as angústias e as potencialidades dos jovens inseridos nos projetos sociais salesianos, além de contar com a participação de três jovens das presenças salesianas para compartilharem seus próprios pontos de vista. “Educar as juventudes hoje requer escuta atenta, respeitosa e pautada em parâmetros e valores claros. Perguntar genuinamente, reconhecer que nunca saberemos tudo, querer verdadeiramente conhecer, desejar estar junto e fazer com que saibam que são amados", destacou Patrícia em sua apresentação.  O Sistema Preventivo na Era Digital Dando sequência aos debates, a segunda conferência do dia uniu o carisma salesiano às urgências tecnológicas atuais. 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Papa nomeia ir. Smerilli prefeita do Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral

Nova nomeação feminina para um cargo de liderança na Cúria Romana feita por Leão XIV. Até agora secretária do mesmo organismo curial, a religiosa salesiana assume a função até então exercida pelo cardeal Michael Czerny. O cardeal Fabio Baggio foi nomeado pró-prefeito.   Leão XIV já havia manifestado, na única entrevista concedida neste primeiro ano de pontificado à jornalista Elise Allen, o desejo de “continuar os passos de Francisco, nomeando mulheres para alguns cargos de liderança em diferentes níveis da vida da Igreja”. Desta vez, o Papa confirma essa intenção ao nomear mais uma mulher à frente de um Dicastério da Cúria Romana: trata-se da irmã Alessandra Smerilli, nova prefeita do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral. Ela sucede o cardeal Michael Czerny, que completará 80 anos no próximo dia 18 de julho e que, desde 2022, esteve à frente do organismo curial. Terceira mulher prefeita na Cúria Romana Trata-se da segunda nomeação feminina para um cargo de liderança realizada por Leão XIV, após a da prefeita do Dicastério para a Comunicação, a leiga Montse Alvarado. Mas é a terceira mulher a ocupar o cargo de prefeita na Cúria Romana, depois da nomeação da irmã Simona Brambilla pelo Papa Francisco para o Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica. Na ocasião, Francisco havia associado à nomeação a do cardeal Ángel Fernández Artime como pró-prefeito do Dicastério. O mesmo acontece agora com o cardeal Fabio Baggio que, segundo o boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé, deixa o cargo de subsecretário do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral para assumir a função de pró-prefeito, com responsabilidade especial pelo Centro de Alta Formação Laudato si’. Baggio passa, assim, a colaborar diretamente com a prefeita Smerilli. Ambos assumirão suas funções em 1º de setembro. Atuação no Vaticano Economista, acadêmica e professora da Universidade Auxilium de Milão, dedicada aos temas da justiça social, da economia civil e da inclusão, a irmã Alessandra Smerilli nasceu em Vasto, formou-se pela Universidade Roma Tre e obteve um doutorado em Economia no Reino Unido. Salesiana das Filhas de Maria Auxiliadora desde 1997, passou a assumir responsabilidades na estrutura da Santa Sé a partir de 2019. Naquele ano, foi nomeada conselheira do Estado da Cidade do Vaticano e, em 2020, chamada a coordenar a força-tarefa da seção econômica da Comissão Vaticana para a Covid-19, criada pelo Papa para responder de forma rápida e abrangente à crise sanitária e socioeconômica provocada pela pandemia da Covid-19. A Comissão nasceu e atuou no âmbito do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, onde a irmã Alessandra se tornou, em 2021, subsecretária para o setor Fé e Desenvolvimento e, poucos meses depois, secretária interina. Em 2022, foi confirmada definitivamente no cargo. O trabalho do Dicastério Nestes anos, a religiosa acompanhou o cardeal Czerny no trabalho desenvolvido pelo Dicastério, sediado no Palácio São Calisto, no coração do bairro romano de Trastevere. Em 2017, o organismo passou a reunir os antigos Conselhos Pontifícios Justiça e Paz, Cor Unum, da Pastoral para os Migrantes e Itinerantes e para os Agentes de Saúde, integrados com o objetivo comum de promover a pessoa humana e a dignidade de todos. O organismo atua em áreas ligadas à promoção da dignidade humana, à assistência humanitária, à saúde, às migrações, à justiça social e ao cuidado da criação. São numerosos os projetos desenvolvidos nos cinco continentes pelo organismo conhecido como “Desenvolvimento Integral”, estruturado internamente em três seções de atuação: Escuta e Diálogo, Reflexão e Pesquisa e Comunicação e Difusão. Entre os desafios e temas acompanhados pelo Dicastério — além da pobreza, do meio ambiente, da ajuda humanitária, do desarmamento, do comércio, das migrações, das finanças, da guerra e da justiça — soma-se, nos últimos anos, também a questão da inteligência artificial. O Dicastério participa da recém-criada Comissão Interdicasterial para a IA, instituída em maio para favorecer o intercâmbio de informações e projetos sobre os desafios e oportunidades relacionados à inteligência artificial. Novo secretário Também no âmbito do Desenvolvimento Humano Integral foi anunciada hoje uma terceira nomeação, além das de Smerilli como prefeita e Baggio como pró-prefeito: a do novo secretário do Dicastério. Trata-se de monsenhor Jozef Barlaš, canonista de origem eslovaca que, desde novembro de 2025, exercia a função de subsecretário. Ele também assumirá o cargo em 1º de setembro. Entre as nomeações anunciadas hoje figura ainda a de dom Marco Mellino como secretário do Dicastério para os Textos Legislativos, onde já atuava como secretário adjunto. Fonte: Salvatore Cernuzio – Vatican News

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