Reabertura do Memorial FMA: Escola Nossa Senhora Auxiliadora
22/08/2026

Reabertura do Memorial FMA: Escola Nossa Senhora Auxiliadora

Reabertura do Memorial FMA: Escola Nossa Senhora Auxiliadora

Memória – Lembrar é viver

A Escola Nossa Senhora Auxiliadora, após um cuidadoso trabalho de recuperação e reorganização de seu acervo, reabriu o que até o momento era denominado Museu - porque na sua predominância, expunha peças museológicas. 

Em uma releitura mais ampla: a edificação, ou seja, o prédio, desde a Fazenda das Palmeiras com modificações até os tempo atuais; o acervo textual, sobretudo acadêmico, rico e muito bem preservado; fotografias, homenagens e tantos outros documentos; constatou-se que a Escola Nossa Senhora de Ponte Nova é um grande e importante Centro de  Memória que guarda experiências vividas pela comunidade interna, pelas famílias, pelo município e imediações. É portanto um centro de pesquisa sobre a Educação em Minas Gerais.

Fazer memória é viver, é resitir no tempo, na mente e no coração daqueles que pela escola passaram e aqueles que continuam construíndo sua história.

Contemplara Memórias

Todos são convidados a ver para além do olhar físico. A contemplar a beleza da Memória e sua importância - rastros e fragmentos da essência do que fomos, somos e experimentamos.

Memória é individual e coletiva. Está no tecimento da nossa da cotidianidade. Está no tecido social, nos rostos que a compõem e por vezes, no silêncio e no esquecimento. 

Os lugares de memória nos fazem lembrar os espaços tangíveis das experiências: museus, arquivos, memoriais, centros de memória etc, assim como os lugares simbólicos das nossas interações, onde se preservam as referências que constroem as identidades pessoais e coletivas.

A constituição de muitos centros de memória tem revelado um cuidado maior com a identidade pessoal e institucional. O que tem possibilitado acesso para estudiosos, de uma gama maior de memórias preservadas que possibilitam a leitura mais fidedigna possível das realidade e da história atual.

A Escola Nossa Senhora é um grande Centro de Memória Acadêmico que marcou a trajetória educacional do entorno e do Estado. Formou gerações de Professoras e esse legado se espalhou, com a força do Sitema  Preventivo, levando para além das fronteiras do Município, a identidade carismática salesiana.

Por isso, na reabetura do espaço inaugurando em 1996 por ocasião do Centenário da Escola, sob a coordenação de Ir. Amélia de Assis Castro - Diretora da época e Ir. Zélia Maria Patrício Coordenadora de Pastoral - retomamos o caminho da história em uma sitética cronologia: A missão educativa inculturada das Filhas de Maria Auxiliadora tem como inspiração o Sistema Preventivo de Dom Bosco e Madre Mazzarello, inspirada numa espiritualidade radicada em Jesus Cristo e na solicitude materna de Maria.

Foi assim que tudo começou... "A ti as confio!"

Com Dom João Bosco, em 1872, Maria Mazzarello fundou o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora - FMA Irmãs Salesianas, com o objetivo de abrir as janelas da educação a todas as meninas, sobretudo as mais pobres. Nossa Senhora entrega a Maria Mazzarello esta missão: A ti as confio.

O Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora se expande rapidamente

Um grupo de Irmãs parte em um navio, de Gênova - Itália, para a América do Sul. Em apenas cinco anos de Fundação, o grupo de Filhas de Maria Auxiliadora, no dia 14 de novembro de 1877, chega à América, Villa Colón em Montevidéu - Uruguai, onde se dá o início da missão educativa e evangelizadora, voltada aos filhos de imigrantes. São 150 anos de travessia corajosa. Jovens ainda, partem para terras desconhecidas, com confiança na Providência Divina. (1877-2027)

Escola Normal Maria Auxiliadora
A voz dos inícios ainda ressoa... Mornese continua viva. “Mornese é aqui!”

1896 – Maria vai à frente, abrindo caminhos para que a missão salesiana das Filhas de Maria Auxiliadora se realize no novo território.

No dia 7 de abril de 1896, as Irmãs: Ir. Maria Cousirat - primeira Diretora do Colégio, Ir. Oliva Facchinni, Ir. Rosina Pomati, Ir. Veridiana Godoy, Ir. Dolores Petazzi e Ir. Paulina Heytmann, acompanhadas pelo Pe. Carlos Pereto, Inspetor Salesiano e pelo Pe. Agostinho Zanella, partiram de Guaratinguetá SP. Após três dias de viagem, chegaram à Vila de Ponte Nova.

A Escola Nossa Senhora Auxiliadora continua o legado de Educar e Evangelizar crianças, adolescentes e jovens em terras pontenovenses. E com alegria, coragem e entusiasmo, oferece à cidade de Ponte Nova e às cidades da região, um ensino de qualidade, fundamentado no carisma salesiano de Dom Bosco e Madre Mazzarello. Seu objetivo primeiro é responder ao chamado de Dom Bosco: formar bons cristãos e honestos cidadãos!

A Escola Nossa Senhora Auxiliadora celebra 130 anos de dedicação, de competência educativa, de vidas doadas pelo crescimento integral da juventude. 

Esta marca celebra e sintetiza o caminho de fé e de missão FMA no mundo

A experiência de trabalho de Maria Mazzarello na vinha, evoca o fundamento de sua vocação e missão: A Eucaristia
O vermelho púrpura simboliza a uva, os vinhedos onde trabalhou Mazzarello; o pequeno cacho de trigo revela a entrega incondicional de sua vida a Deus e às meninas. A janela é o espaço que a colocava em sintonia com Jesus, porque através dela contemplava a Paróquia de Mornese. A janela é uma metáfora da espiritualidade da FMA. Janela aberta a Deus, aberta ao mundo, como resposta no tempo, ao chamado A ti as confio em favor das crianças, adolescentes e jovens. Por isso chegaram aos confins do mundo, chegaram à América, ao Brasil, a Ponte Nova! 

A contemporaneidade, marcada por frenéticas mudanças, tomada pelo digital, pela conectividade, pela IA etc, transforma, rapidamente, a forma de viver da humanidade. “As mudanças são tão profundas que, na perspectiva da história humana, nunca houve um momento tão potencialmente promissor ou perigoso”. É nesse contexto que se insere a Escola Nossa Senhora Auxiliadora, Centro de Memória na sua totalidade e recém reaberto, Memorial FMA. Não podemos perder o fio da história no afã das mudanças velozes, mas reelaborar significados, formas de preservar, dinamizar, de dar a conhecer o vivido em confronto com a realidade, na perspectiva do que as transformações trazem em favor da humanidade.

Contemplem os resquícios de vida de tantas e tantos que passaram pela Escola Normal Maria Auxiliadora e passam hoje pela Escola Nossa Senhora Auxiliadora!

“Somos parte de um mundo com poucas memórias. As pessoas e os povos somente nutrem a consciência histórica quando refletem sobre os fatos, conferindo-lhes sentido e estabelecendo relações entre eles. Saboreia as experiências afetivas e amorosas significativas, faz  ‘memória do coração’, que a alimenta em momentos difíceis...” (José Antonio Pagola. Salmos para rezar ao longo da vida. Ed. Vozes, Petrópolis, 2013.)


Ir. Maria Imaculada da Silva
Conselheira ACSSA
Coordenadora da seção da ACSSA no Brasil
Referente ACSSA na Inspetoria Madre Mazzarello

Mais Recentes

Dia do Patrimônio Histórico Nacional: ACSSA Brasil e RSB Fortalecem a Preservação da Memória Salesiana

Celebrada neste 17 de agosto, a data destaca a urgência de zelar pelas heranças materiais, imateriais e culturais. No contexto salesiano, a parceria entre a Rede Salesiana Brasil e a Associação Cultores de História Salesiana (ACSSA) reforça o compromisso de salvaguardar a identidade e o legado carismático no país. Neste 17 de agosto, o país celebra o Dia do Patrimônio Histórico Nacional. A data foi instituída em 1998 em homenagem ao centenário de nascimento do advogado, jornalista e escritor mineiro Rodrigo Melo Franco Andrade, primeiro presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), criado sob sua liderança em 1937. A comemoração é um convite anual para reconhecer a riqueza, a diversidade e a dinâmica cultural do povo brasileiro, bem como a urgência da preservação e promoção dos bens materiais e imateriais produzidos ao longo da história. 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Tiago Figueiró, complementa ressaltando o papel institucional da associação: “Entre as finalidades estatutárias da ACSSA estão incentivar a colaboração de forma articulada no cuidado do patrimônio histórico salesiano e promover uma mentalidade institucional quanto ao cuidado da história salesiana no Brasil, para suscitar uma cultura histórica. Pensar em patrimônio supõe, antes de tudo, pessoas apaixonadas pela memória e história, mas também capacitação específica para o melhor resgate, conservação, divulgação e educação. Não há tempo a perder: é preciso salvar e conservar registros, crônicas, fotografias e obras de arte com o uso de novas tecnologias para sua perpetuação.” Inovação e Transformação Digital: A Chegada do Novo E-book Como fruto prático dessa articulação entre a ACSSA Brasil e a RSB, será lançado em breve o e-book “Patrimônio Histórico Salesiano - Memória, lugares e transformação digital nos bens culturais salesianos do Brasil”. A obra é resultado direto do Curso sobre Educação Patrimonial Salesiana realizado em 2025, que envolveu facilitadores e participantes de diversas inspetorias do país. O livro digital, de construção coletiva, une fundamentação teórica, relacionando cultura salesiana, educação patrimonial e novas tecnologias, a um panorama prático da riqueza histórica regional. Por meio de fotografias, análises de monumentos, resgate de personagens e experiências pedagógico-pastorais, a publicação descreve bens culturais presentes em escolas, universidades, paróquias e obras sociais salesianas. Investimento na Memória para um Futuro de Paz Preservar o patrimônio salesiano exige mais do que boa vontade; demanda investimento em recursos humanos, formação contínua e espaços adequados. A educação patrimonial surge como elemento central para que as novas gerações desenvolvam uma consciência crítica de valorização da herança recebida. Ao concluir suas reflexões para os profissionais e a comunidade educativa, as lideranças da ACSSA reforçam o papel humano e social da memória: “O conhecimento histórico é um instrumento crítico; a História não é só um modo de entender o passado, mas de esquadrinhar o presente e ir abrindo frestas de futuro”, comenta Ir. Imaculada. “Fundamental é a Educação Patrimonial para que as novas gerações cresçam com uma nova mentalidade de valorização da herança recebida e deixem sua marca em vista de tudo aquilo que favorece o Bem-Viver e a cultura de paz [...]. A herança salesiana e o Sistema Preventivo de Dom Bosco estão voltados para a valorização integral do ser humano, para a promoção do que há de melhor: a magnífica humanidade", completa Pe. Tiago. O e-book “Patrimônio Histórico Salesiano - Memória, lugares e transformação digital nos bens culturais salesianos do Brasil” estará disponível para download em breve. 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Memória e Futuro: ACSSA Promove Formação em Patrimônio Histórico e Transformação Digital

Iniciativa da ACSSA Brasil e RSB reuniu dezenas de profissionais em um percurso formativo voltado à educação patrimonial, difusão da história salesiana e fortalecimento da identidade institucional. No início de junho, foi concluído o ciclo de encontros on-line da segunda edição da formação sobre Patrimônio Histórico, com ênfase em Educação Patrimonial e Transformação Digital. A ação formativa, promovida pela Associação de Cultores da História Salesiana (ACSSA) – seção Brasil, foi totalmente subsidiada pela Rede Salesiana Brasil (RSB) para suas presenças nacionais, reafirmando o seu compromisso tanto com a preservação histórica de sua missão quanto com a formação continuada de suas equipes. Com uma carga horária de 20 horas — integrando encontros síncronos e atividades assíncronas no Centro Salesiano de Formação (CSF) —, o curso capacitou cronistas, secretários(as) inspetoriais, diretores, gestores, responsáveis de comunicação e educadores para os desafios de aliar saberes patrimoniais às ferramentas digitais modernas. “A missão salesiana parte desse princípio de fidelidade às origens que perpassam a ação cotidiana e impulsionam uma fidelidade perene ao carisma. A educação patrimonial é um processo de aprendizado que ajuda as pessoas a reconhecerem, valorizarem e preservarem seu patrimônio cultural. O objetivo é fazer com que pessoas, comunidades, grupos compreendam a importância de sua própria história e a defendam como parte da identidade coletiva. Em essência, trata-se de utilizar documentos, objetos e relatos como ferramentas para construir cidadania e democratizar a memória", diz a Coordenadora da ACSSA – seção Brasil, Ir. Maria Imaculada da Silva. “As celebrações da vasta história da presença salesiana no mundo, a partir da vida e experiência educativa de Dom Bosco e Madre Mazzarello, possibilitaram não só revisitar uma memorável história, como também reconhecer a grande influência salesiana na cultura (entendida de um modo amplo).  A presença salesiana no mundo é herdeira e promotora de um vasto patrimônio educativo-evangelizador, tanto do ponto de vista material, quanto imaterial", comenta o também Coordenador da ACSSA – seção Brasil, Pe. Tiago Figeiró. Um Percurso de Conhecimento: Do Panorama à Prática Digital A formação foi estruturada em três grandes encontros on-line, que uniram conceitos teóricos a aplicações práticas: Primeiro Encontro: “Panorama sobre Patrimônio Histórico” (17/03) O encontro de abertura trouxe as bases conceituais da preservação. O Prof. Mestrando Marcos de Lima Moreira, coordenador do Museu da Obra Salesiana no Brasil, apresentou um panorama histórico, enquanto a Profª Drª Ivana Parrela, titular da UFMG e especialista em Ciência da Informação, debateu a importância da Educação Patrimonial nas instituições. Segundo Encontro: “Transformação Digital” (14/04) O segundo módulo colocou o patrimônio em diálogo com a modernidade. A Profª Drª Suellen de Melo, doutora em Ciência da Informação e analista na ALMG, ministrou a formação focada na difusão, gestão de documentos e estratégias digitais para salvaguardar e tornar acessíveis os acervos das casas salesianas. Terceiro Encontro: “Retrospectiva e Partilhas" (02/06) O encerramento foi marcado pelo protagonismo das presenças salesianas. Houve a socialização de projetos de grande relevância nacional, como as experiências do Memorial Histórico da Missão Salesiana de Mato Grosso, as ações do Museu da Obra Salesiana no Brasil (MOSB), os projetos da Escola Nossa Senhora Auxiliadora (Ponte Nova/MG) e o processo de elaboração do e-book construído a partir da primeira edição do curso. A formação será oficialmente encerrada na segunda-feira (15) com a conclusão das atividades dentro do ambiente virtual do Centro Salesiano de Formação (CSF). Identidade Renovada pelos Tempos Atuais Todo o percurso pedagógico contou com a mediação e acompanhamento do Prof. Dr. Rodolfo Luís Leite Batista, professor da UFJF e membro da ACSSA Brasil. Ele destaca que a formação se sustentou sobre dois eixos centrais essenciais para a atualidade da RSB: "O primeiro eixo tem a ver com a relação entre preservação, divulgação e inovação: tomar as tecnologias que temos hoje para encontrar nelas estratégias para que o patrimônio acumulado pela Família Salesiana possa ser conservado e mais bem conhecido pelo público. Em segundo lugar, essa dimensão é importante para a construção e manutenção da identidade salesiana. A transformação digital em relação ao patrimônio permite que essa identidade, que é focada na educação e assistência à juventude, possa ser renovada em função das demandas do tempo em que a gente vive", pontuou o formador. O Olhar da Coordenação ACSSA – Seção Brasil  A formação também trouxe luz para a relação entre Educação Patrimonial e Transformação Digital. Segundo Pe. Tiago, as mudanças tecnológicas têm facilitado o desempenho das instituições responsáveis; porém, ele também aponta que “mais do que o uso da tecnologia, a transformação digital diz respeito a mudanças culturais, de grande impacto na vida da sociedade, atingindo as relações e a produção cultural humana em todos os níveis. Temas importantes do  debate são: as consequências no direito autoral na preservação digital, na obsolescência tecnológica, na apropriação indevida, na curadoria digital, nas memórias múltiplas e na utilização de inteligência artificial na criação e restauração de patrimônios culturais”. Sobre as ricas contribuições da formação, Ir. Imaculada comenta: “Partimos de bases teóricas para chegarmos ao reconhecimento de como andam os nossos processos documentais. Insistimos no fato de que, não basta tomarmos consciência que temos um rico patrimônio acumulado, é preciso colocar a mão na ‘massa’ documental para organizá-la tecnicamente e dar acesso àqueles que desejam visitar, conhecer, pesquisar. Geri-la com qualidade é condição de preservação”. Ao conectar a riqueza histórica de suas obras pioneiras com as possibilidades do universo digital, a ACSSA e a RSB garantem que a memória de Dom Bosco e Madre Mazzarello permaneça viva, acessível e inspiradora para as próximas gerações de educadores e educadoras das juventudes em todo o país. Conheça a ACSSA – Seção Brasil  A Associazione Cultori Storia Salesiana (Associação Cultores de História Salesiana) – ACSSA – seção Brasil, integrada à Rede Salesiana Brasil (RSB), assume a tarefa de cuidar da pesquisa histórica e salvaguardar tudo que se refere ao patrimônio histórico-cultural salesiano das inspetorias do Brasil. Conta com o apoio efetivo dos inspetores e das inspetoras que delegam a uma equipe nacional encarregada de planejar, propor, implementar e acompanhar o andamento dos projetos da pesquisa histórica e a garantia da qualidade historiográfica das variadas realidades culturais do patrimônio histórico-cultural salesiano no Brasil. Saiba mais em rsb.org.br/acssa. Por Janaina Lima, com o apoio das equipes de Comunicação e do Centro Salesiano de Formação da RSB

Grupo de trabalho salesiano apresenta estratégias para preservação do patrimônio histórico da Congregação no Brasil

Associação de Cultores de História Salesiana (ACSSA), Seção Brasil, reuniu-se entre os dias 28 e 30 de maio de 2026, em Belo Horizonte. Um grupo de trabalho da Associação de Cultores de História Salesiana (ACSSA), Seção Brasil, reuniu-se entre os dias 28 e 30 de maio de 2026, em Belo Horizonte, na sede da Inspetoria Madre Mazzarello das Irmãs Salesianas, e apresentou uma proposta para a elaboração de subsídios formativos e informativos destinados às inspetorias. O encontro integra a preparação da Assembleia Anual da ACSSA, prevista para setembro de 2026, em Brasília, e respondeu a um levantamento nacional sobre a estrutura dos arquivos, a gestão documental e as prioridades das casas salesianas. Duas estratégias em debateA partir da análise das demandas identificadas no levantamento, o grupo sugeriu duas estratégias a serem referendadas na Assembleia Anual. A primeira prevê a produção de quatro cartilhas destinadas a referentes inspetoriais, integrantes da ACSSA, salesianos e demais membros da Família Salesiana. Os materiais abordariam, em sequência, o histórico e as competências da ACSSA, os fundamentos para a gestão de documentos físicos e digitais, a preservação de acervos físicos e documentos especiais e, por fim, a história oral e a memória salesiana institucional. Formação e articulação em redeA segunda estratégia propõe a realização de seis encontros de formação e partilha voltados às atribuições dos referentes inspetoriais, com vistas a dinamizar equipes locais e estabelecer articulação entre instituições e seus responsáveis. Os encontros destinam-se a referentes, secretárias e secretários inspetoriais e a equipes que atuam em centros de documentação, arquivos escolares, arquivos inspetoriais e memoriais. Um sétimo encontro, previsto para 2027, visa apresentar uma síntese dos anteriores e uma proposta de mapeamento do patrimônio das inspetorias, com base na experiência da Inspetoria Salesiana de São Paulo. Atribuições dos referentes inspetoriaisO grupo também elencou sugestões de atribuições para os referentes inspetoriais da ACSSA, a serem avaliadas na Assembleia Anual. Entre as propostas figuram a participação nas assembleias e reuniões convocadas pela coordenação nacional, a promoção de ações de preservação do patrimônio histórico salesiano, o estímulo à participação de salesianos e salesianas nos objetivos da associação, a animação de equipes locais de pesquisadores e a realização de investigações sobre a história salesiana. Políticas para o patrimônio históricoO encontro produziu ainda diretrizes destinadas às inspetorias para a proteção e preservação do patrimônio e da identidade salesiana. As orientações incluem a profissionalização do registro e da salvaguarda documental, a garantia de espaços adequados para armazenamento de acervos, a qualificação de salesianos e leigos para o cuidado do patrimônio, a articulação em rede com secretarias, arquivos e bibliotecas, e a proposição de critérios para acesso, doação, descarte, empréstimo e restauro de bens salesianos. A sustentabilidade financeira para a conservação do patrimônio inspetorial também integra o conjunto de diretrizes. AssinaturasO documento final, datado de 30 de maio de 2026, foi subscrito pela irmã Maria Imaculada da Silva, por Rodolfo Luís Leite Batista, por Marcos de Lima Moreira e pelo padre Tiago Figueiró. Colaborou: P. Tiago Figueiró, SDB.
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