Notícias

Em primeira encíclica, papa Leão XIV pede desculpa por Igreja Católica demorar em condenar escravidão

Segundo pontífice, isso representa uma 'ferida na memória cristã'.

Na primeira encíclica do papa Leão XIV, publicada nesta segunda-feira (25), ele pediu desculpas pela demora da Igreja católica em condenar a escravidão. Segundo ele, isso até hoje é uma 'ferida na memória cristã'.

"Em nome da Igreja, peço sinceramente perdão', escreve no texto que define as posições da Igreja em diversas questões, especialmente a inteligência artificial."

Outros papas anteriormente tinham feito pedidos oficiais de desculpas por conta de cristãos estarem relacionados ao comércio de escravos. Porém, nada tinha sido feito de forma geral do papel da Igreja.

O primeiro a condenar publicamente foi seu antecessor de nome, o papa Leão XIII, em 1888.

"É impossível não sentir profunda tristeza ao contemplar o imenso sofrimento e humilhação suportados por tantos, em contraste com sua dignidade incomensurável como pessoas infinitamente amadas pelo Senhor", afirmou.

Ao longo da história, a Igreja Católica, que tinha como uma das definições a defesa da dignidade humana, realizou decretos para não aceitar a escravização contra cristãos, porém autorizava uma invasão e até combate em outros territórios.

Isso foi realizado, por exemplo, em 1452 pelo papa Nicolau V, na bula 'Dum Diversas', que liberava até mesmo os 'pagãos' a 'escravidão perpétua'.

Alguns anos depois, outra bula também reforçou o tema, o que gerou uma 'autorização' para os países realizarem a escravidão nas colônias. Outros papas depois confirmaram, como Calisto III, Sisto IV e Leão X.

Encíclicas são documentos oficiais papais que se dirigem a bispos do mundo todo, dando um direcionamento do pensamento católico sobre diversos temas, focando especialmente naqueles em evidência.

Intitulado 'Magnifica Humanitas', o papa alertou no texto sobre os perigos da inteligência artificial e que seu uso em conflitos armados representaria complicações sobre o papel humano na resolução das guerra.

"Os principais motores do desenvolvimento são entidades privadas, muitas vezes transnacionais, dotadas de recursos e capacidade de intervenção que superam os de muitos governos. O poder tecnológico assume, assim, um aspecto sem precedentes, predominantemente 'privado', o que torna ainda mais difícil discernir, governar e direcionar esse poder para o bem comum", escreve.
"Embora a IA possa aprimorar a defesa e a proteção de civis, ela também pode diminuir o limiar para o uso da força, proteger as pessoas da responsabilidade e fomentar uma cultura na qual o inimigo é reduzido a uma estatística e a vítima a 'dano colateral", continua.

O Papa aponta o dedo para o crescimento da indústria bélica, a corrida armamentista nuclear e o surgimento de novos atores armados, incluindo grupos jihadistas, que visam perpetuar o conflito como fonte de poder e lucro.

Ele também adverte claramente contra o uso de armas baseadas em inteligência artificial, porque "não existe algoritmo que possa tornar a guerra moralmente aceitável".

Portanto, são necessárias restrições éticas rigorosas, compartilhadas internacionalmente, porque "qualquer tecnologia que facilite o ataque sem ver o rosto do outro diminui o limiar moral do conflito".

O papa também enfatiza que 'a promoção do bem comum jamais poderá ser dissociada do respeito ao direito dos povos de existir, de preservar sua própria identidade e de contribuir com sua singularidade para a família das nações'. E 'qualquer tentativa ou plano para eliminar ou subjugar uma nação é gravemente imoral e, portanto, inaceitável', afirma Leão XIV na encíclica.

Papa cita 'Senhor dos Anéis' e filósofos

Papa Leão XIV celebra primeira missa de Natal do pontificado. — Foto: ANDREAS SOLARO / AFP
Papa Leão XIV celebra primeira missa de Natal do pontificado. — Foto: ANDREAS SOLARO / AFP

No texto, há também uma citação de 'O Senhor dos Anéis', de JRR Tolkien. É a passagem em que o mago Gandalf diz: "Não nos cabe controlar todas as marés do mundo; nossa tarefa é fazer o que pudermos pela salvação dos anos em que vivemos , erradicando o mal dos campos que conhecemos, para que aqueles que vierem depois possam cultivar uma terra saudável e limpa".

As citações também incluem as de grandes filósofos: Santo Agostinho, São Tomás de Aquino e Platão.

Os papas mais recentes são todos mencionados, começando com Leão XIII e sua 'Rerum Novarum', que inspirou Prevost para este primeiro documento magisterial importante. Mas também há Pio XI, Pio XII, João XXIII, Paulo VI, João Paulo II, Bento XVI e Francisco.

Por fim, há referências à Carta das Nações Unidas, aos documentos do Concílio Vaticano II, aos quais o Papa dedica as catequeses das audiências gerais de quarta-feira, e ao Compêndio da Doutrina Social da Igreja.

Fonte: Redação CBN

A encíclica de Leão XIV: a IA deve servir à humanidade, não ao poder de poucos

No 135º aniversário da “Rerum novarum”, o Pontífice reflete, em sua primeira encíclica, “Magnifica humanitas”, sobre a Doutrina Social da Igreja na era da inteligência artificial. O apelo para preservar “uma magnífica humanidade habitada por Deus”, promovendo a verdade, a dignidade do trabalho, a justiça social e a paz. Na era digital, é preciso desarmar a IA e superar a teoria da “guerra justa”, relançando o diálogo e o multilateralismo

“A magnífica humanidade criada por Deus encontra-se hoje diante de uma escolha decisiva: erguer uma nova torre de Babel ou construir a cidade onde Deus e a humanidade habitam juntos”. O incipit da primeira encíclica de Leão XIV – Magnifica humanitas, “sobre a salvaguarda da pessoa humana na era da inteligência artificial” – resume suas razões fundamentais e seu objetivo. Publicada hoje, segunda-feira, 25 de maio, foi assinada pelo Pontífice no último dia 15 de maio, no 135º aniversário da promulgação da Rerum novarum de Leão XIII. E de seu predecessor, o Papa Prevost recolheu a herança, escrevendo uma encíclica social que aborda um dos principais desafios da época contemporânea: a inteligência artificial. Dividida em cinco capítulos, Magnifica humanitas parte de um pressuposto: a tecnologia não é uma “força antagônica em relação à pessoa” (4), nem “um mal em si mesma” (9). No entanto, ela “não é neutra, pois assume o rosto daqueles que a concebem, a financiam, a regulam e a utilizam”. Daí, o apelo do Pontífice para “construir o bem” e “permanecer humanos”, seguindo a lógica da corresponsabilidade corajosa e da comunhão.

A Doutrina Social da Igreja

O primeiro capítulo – Um pensamento dinâmico fiel ao Evangelho – repercorre a Doutrina Social da Igreja (DSI) no magistério recente e no Concílio Vaticano II, destacando “o seu caráter dinâmico” (17). Longe de ser “um manual de princípios e normas a serem aplicados”, a DSI é antes uma “teologia da comunhão na história” (27) que orienta a leitura dos acontecimentos à luz do Evangelho. No segundo capítulo, Leão XIV enumera os Fundamentos e princípios da Doutrina Social da Igreja: entre os primeiros, inclui a dignidade da pessoa, criada à imagem e semelhança de Deus; a inviolabilidade dos direitos humanos, entre os quais o direito à vida “desde a concepção até ao seu fim natural”; o reconhecimento dos direitos das minorias, com especial atenção às mulheres, para que sejam verdadeiramente ouvidas e valorizadas (57).

LEIA AQUI O TEXTO INTEGRALE DA ENCÍCLICA DE LEÃO XIV "MAGNIFICA HUMANITAS" 

É inaceitável subjugar uma nação

Quanto aos princípios da DSC, Leão XIV aponta cinco: o primeiro é o bem comum, “forma social da dignidade reconhecida a cada um” (59). Em um ponto, o Papa é particularmente firme: “A promoção do bem comum nunca pode ser separada do respeito ao direito dos povos de existir, de preservar sua identidade e de contribuir com sua originalidade para a família das nações”. Consequentemente, “qualquer tentativa ou projeto de eliminar ou subjugar uma nação é gravemente imoral e, portanto, inaceitável” (64).

A tecnologia não deve estar nas mãos de poucos

O segundo princípio diz respeito à destinação universal dos bens: aí e em outros pontos da encíclica, Leão XIV insiste na necessidade de que as tecnologias não se concentrem nas mãos de poucos, alimentando a disparidade entre os incluídos e os excluídos da revolução digital (67). Daí decorrem o terceiro e o quarto princípios, a saber, a subsidiariedade (68) – que exige a superação do paternalismo e do assistencialismo em favor da corresponsabilidade – e a solidariedade (73), “princípio e virtude” que se opõe à indiferença.

A justiça social

O quinto princípio da DSC é a justiça social: na era digital, ela deve garantir a todos um acesso equitativo às oportunidades, proteger os mais vulneráveis, combater o ódio e a desinformação e submeter o uso das tecnologias ao controle público. Leão XIV aponta os migrantes como um “teste decisivo” nesse campo: a maneira como a sociedade os trata demonstra “se a ideia de justiça é guiada pelo medo ou pela fraternidade”. Daí, o apelo tanto para salvaguardar “o direito à esperança” daqueles que são forçados a partir, garantindo-lhes vias seguras e legais, acolhimento digno e integração; quanto para promover “o direito de permanecer” de cada um em sua terra, em paz e segurança, enfrentando “as causas profundas” das migrações (81). O Pontífice entende que os cinco princípios acima mencionados se dirigem também à Igreja, chamada a “um exame de consciência”, a ouvir as “vítimas de abusos espirituais, econômicos, institucionais, sexuais, de poder e de consciência”, pois isso “é parte integrante de um caminho de justiça, que compreende o reconhecimento do dano, a reparação justa e a prevenção” (89).

Um código ético para a IA

O terceiro capítulo – Técnica e domínio. A grandeza da pessoa humana diante das promessas da IA – ressalta que é preciso abordar a IA com cautela, mantendo clareza sobre as responsabilidades em todas as suas etapas (accountability) e apostando em políticas e marcos jurídicos adequados, vigilância independente e educação dos usuários. Acima de tudo, é necessário um código ético submetido a critérios de justiça social compartilhada, pois “não serve uma IA mais moral se essa moral for decidida por poucos” (107). Sem deixar de lado o impacto ambiental das novas tecnologias, que exigem grandes quantidades de energia e água, afetando a Criação (101).

Desarmar a IA

É preciso “desarmar a IA” – prossegue Leão XIV – para subtraí-la à lógica da competição militar, econômica e cognitiva; para romper a equivalência entre poder técnico e direito de governar; para subtraí-la aos monopólios e impedir que domine o humano. Amplo espaço é dedicado à crítica do transumanismo e do pós-humanismo, que interpretam o progresso como a superação dos limites do humano. Em vez disso, o limite não é um defeito a ser eliminado, mas uma dimensão constitutiva da pessoa, pois é na fragilidade e na finitude que amadurecem a relação e a abertura a Deus e ao outro. Fazer a tecnologia crescer eliminando os limites do humano significa, portanto, fazer o coração regredir. Magnífica e, ainda assim, ferida, a humanidade “não deve ser substituída nem superada”. A tecnologia pode aliviar seus sofrimentos e abrir-lhe novas possibilidades, mas não deve negá-la naquilo que lhe é próprio: “a capacidade de relação e de amor” (126). Diante da IA, a verdadeira alternativa não está entre o entusiasmo e o medo, mas entre duas formas de construir o progresso: a serviço da pessoa e dos povos ou das lógicas do poder (129).

Uma ecologia da comunicação

No quarto capítulo – Preservar o humano na transformação. Verdade, trabalho, liberdade –, a encíclica defende uma “ecologia da comunicação” baseada na verdade. O Papa pede transparência nos critérios de seleção de conteúdos, proteção dos dados pessoais, um jornalismo sério fundamentado na argumentação e na verificação, uma nova consciência no uso “correto e crítico” da IA e a integração dos conhecimentos. Uma comunicação transparente e leal é exigida também da Igreja, sobretudo nos casos de injustiças e abusos. É fundamental também o apelo a uma aliança educativa renovada, para que nos jovens não se apague “o desejo de fazer perguntas” por causa de máquinas perfeitas que fazem parecer inútil o pensamento humano (140). Leão XIV pede ainda que se aposte na escola como lugar onde se aprende a “buscar e amar a verdade” (147).

A dignidade do trabalho

Na “quarta revolução industrial” representada pela transição digital, o Pontífice ressalta então a importância de proteger a dignidade do trabalho, projetando sistemas centrados na pessoa e não apenas no desempenho. A tecnologia pode certamente aliviar o homem de tarefas pesadas ou repetitivas, mas não deve levar ao desemprego em nome da redução de custos e do aumento do lucro. Nesse sentido, espera-se também uma renovação das organizações sindicais.

Paz e desenvolvimento

O Pontífice destaca, em seguida, a necessidade de superar o PIB como parâmetro do grau de desenvolvimento de um país, apostando, em vez disso, na dignidade do trabalho, na prosperidade compartilhada, na redução das desigualdades e na preservação do meio ambiente. A finança pela finança é, de fato, diferente da finança para o desenvolvimento (159-160). E, seguindo os passos de São Paulo VI, destaca-se a interdependência entre paz e desenvolvimento, almejando uma cooperação internacional capaz de definir estratégias comuns, sobretudo em favor dos países e dos grupos mais vulneráveis, pois a prosperidade contribui para a paz “somente se for difundida, inclusiva e sustentável” (163). É forte, ainda, a referência à família, fundada na união estável entre um homem e uma mulher: ela é “bem social primário”, “célula fundamental e insubstituível de toda organização comunitária” (165), que deve ser apoiada também por meio de políticas do trabalho em favor da estabilidade e de ritmos humanos, para assim proteger a capacidade social de “construir o futuro”.

A “arquitetura da visibilidade”

Por fim, a questão da liberdade humana: numa época em que as plataformas digitais são projetadas para capturar o tempo dos usuários e explorar suas fragilidades, é preciso fortalecer a liberdade interior de cada um, enfrentando também o risco do controle social decorrente da coleta massiva de dados e do uso de sistemas algorítmicos. Perfilar, prever e orientar comportamentos, de fato, é “um novo poder” (171) que corre o risco de discriminar os mais fracos. O Papa deplora, em particular, a “arquitetura da visibilidade” que amplifica apenas o que é visível, moldando as opiniões.

Novas formas de escravidão e novo colonialismo

A IA também gera novas formas de escravidão, como a dos “corpos marcados, mutilados, consumidos” (173) daqueles que trabalham na extração das “terras raras” necessárias à tecnologia. Portanto, a luta contra as novas formas de escravidão é outro “teste decisivo para o discernimento ético” da transformação digital. Leão XIV ressalta que “a Igreja renova sua firme condenação contra toda forma de escravidão, tráfico e mercantilização de pessoas”. Ao mesmo tempo, o Papa pede “sinceramente perdão” pelo atraso com que a Igreja, no passado, condenou “o flagelo da escravidão” (174-176). A encíclica também faz referência às “novas terras raras do poder”, ou seja, as informações vitais – por exemplo, sobre saúde e demografia – utilizadas para orientar estratégias econômicas: trata-se de uma face inédita do colonialismo que transforma vidas pessoais em informações exploráveis, tornando o ambiente digital um “espaço de predação” (178-179).  

Superar a teoria da “guerra justa”

No quinto capítulo — A cultura do poder e a civilização do amor —, Leão XIV volta seu olhar para a guerra: “A revolução digital está modificando a gramática dos conflitos” e, sem uma abordagem ética, as decisões sobre a vida e a morte das pessoas serão cada vez mais impessoais, com o recurso à força considerado uma “opção imediata e viável” (182-183). Na base de tudo está uma “cultura do poder” que normaliza a guerra e a reabilita como “instrumento de política internacional”, favorecendo o rearmamento. Sobre a opinião pública pesam hoje também as narrativas midiáticas polarizadoras, bem como “uma preocupante perda de memória histórica” que priva de uma visão de longo prazo (191). Consequentemente, hoje a paz não é mais entendida como uma tarefa a ser assumida, mas como um intervalo entre os conflitos. Por isso, Leão XIV reitera que – sem prejuízo do direito à legítima defesa no sentido mais estrito – é preciso superar a teoria da “guerra justa”, promovendo, em vez disso, o diálogo, a diplomacia e o perdão (192).

Nenhum algoritmo torna a guerra moralmente aceitável

O Papa Prevost não deixa de deplorar o crescimento da indústria bélica, a corrida aos armamentos nucleares e o surgimento de novos atores armados – entre os quais os jihadistas – que visam perpetuar os conflitos como fonte de poder e de renda. É clara, ainda, a advertência contra o uso de armas ligadas à IA, pois “não existe algoritmo que possa tornar a guerra moralmente aceitável”. São necessárias restrições éticas rigorosas, compartilhadas internacionalmente, baseadas na responsabilidade pessoal e na proteção dos civis, pois “toda tecnologia que facilita atacar sem ver o rosto do outro abaixa o limiar moral do conflito” (199).

A crise do multilateralismo

A cultura do poder decorre também da crise do multilateralismo e do surgimento de um “multipolarismo desordenado e conflituoso” (201). A força do direito é substituída pelo direito do mais forte; as lógicas do poder prevalecem sobre a construção da paz e as instituições criadas para zelar pelo destino comum dos povos estão agora enfraquecidas. A esse respeito, o Papa deseja para a ONU “reformas profundas” que superem a atual crise de valores em favor do bem comum (226).

A civilização do amor

O cristão é chamado a responder à cultura do poder construindo “a civilização do amor” e escolhendo entre alimentar a lógica da força ou zelar pela paz. O Papa aponta cinco “caminhos de responsabilidade”: desarmar as palavras dizendo a verdade; construir a paz na justiça; assumir o olhar das vítimas tomando posição, pois há conflitos em que “não é justo permanecer neutro”; cultivar “um saudável realismo” que busque caminhos de paz viáveis com os fatos, não apenas com palavras. Por fim, relançar o diálogo, passando de uma cultura do poder para uma cultura da negociação. É decisivo também “o diálogo entre as religiões”, portador de uma mensagem de paz: “Quem usa o nome de Deus para legitimar o terrorismo, a violência ou a guerra trai o seu rosto” é a advertência de Leão XIV (223).

A magnífica humanidade

Ao concluir a carta, o Pontífice convida os fiéis a viver as novas tecnologias à luz do Evangelho, seguindo “um itinerário de vida cristã sóbrio e exigente”. Para que, mesmo na era da IA, todos possam testemunhar “a beleza de uma magnífica humanidade habitada por Deus”.

Fonte: Isabella Piro – Vatican News

P. Costantino Vendrame é declarado Venerável

Papa Leão XIV reconhece as virtudes heroicas do missionário salesiano que dedicou mais de três décadas à evangelização no nordeste da Índia, tornando-se referência de caridade, esperança e santidade entre os povos.

Resumo

  • O Papa Leão XIV autorizou a promulgação do decreto que reconhece as virtudes heroicas do Servo de Deus Padre Constantino Vendrame, SDB, declarando-o Venerável.
  • Nascido na Itália, em 1893, ingressou na Congregação Salesiana motivado pelo ideal missionário e foi ordenado sacerdote em 1924.
  • Atuou por mais de 30 anos no nordeste da Índia, dedicando-se à evangelização das populações mais pobres e distantes, percorrendo longas distâncias para levar o anúncio do Evangelho.
  • Tornou-se amplamente reconhecido pela vida de oração, pela caridade incansável, pelo espírito de serviço e pela proximidade com pessoas de diferentes tradições religiosas.
  • Durante a Segunda Guerra Mundial, enfrentou o internamento como cidadão italiano em território britânico, destacando-se pela fortaleza espiritual e pelo apoio oferecido aos companheiros.
  • Viveu seus últimos anos marcado pelo sofrimento físico, oferecendo suas dores com espírito de fé até falecer em Dibrugarh, na Índia, em 30 de janeiro de 1957.
  • A declaração de venerabilidade foi acolhida com alegria na Itália, na Arquidiocese de Shillong e por toda a Família Salesiana, que vê no missionário um testemunho exemplar do carisma de Dom Bosco.
  • Segundo o Postulador-Geral das Causas dos Santos da Família Salesiana, Padre Pierluigi Cameorni, o reconhecimento destaca Padre Vendrame como um “missionário da esperança entre os povos”, profundamente unido ao Coração de Cristo, ao Espírito Santo e à devoção a Maria Auxiliadora.

Em 22 de maio de 2026, o Santo Padre Leão XIV recebeu em audiência o Cardeal Marcello Semeraro, Prefeito do Dicastério para as Causas dos Santos. Na ocasião, o Sumo Pontífice autorizou o mesmo Dicastério a promulgar o Decreto relativo às virtudes heroicas do Servo de Deus Costantino (Constantino) Vendrame, Sacerdote professo da Sociedade de São Francisco de Sales, nascido em San Martino di Colle Umberto (Treviso-Itália), em 27 de agosto de 1893, e falecido em Dibrugarh, na Índia, em 30 de janeiro de 1957.

O P. Constantino Vendrame nasceu de família de condição humilde, mas marcada por sólidos valores cristãos, provada pela doença e por perdas familiares. Desde muito jovem, sentiu o chamado ao sacerdócio e ingressou, em 1908, no seminário da Diocese de Ceneda (Vittorio Veneto), passando, em 1912, para os Salesianos de Dom Bosco, movido pelo amor às missões e pelo desejo de partir como missionário.

Noviço em 1913, professou os votos temporários em 1914 e os perpétuos em 1920, formando-se na vida religiosa por meio do tirocínio prático. Durante a Primeira Guerra Mundial, destacou-se como soldado exemplar, mantendo fidelidade à própria vocação. Ordenado sacerdote em 15 de março de 1924, em Milão, recebeu, em 5 de outubro do mesmo ano, o crucifixo missionário em Turim, na Basílica de Maria Auxiliadora.

Partiu então para o nordeste da Índia (Assam), chegando a Shillong em 24 de dezembro de 1924. Atuou como missionário – e, na maioria das vezes, como pároco, em Shillong-Laitumkhrah, Jowai, Wandiwash, no Tamil Nadu (sul da Índia), e, por fim, em Shillong-Mawkhar, onde permaneceu, de 1951 até à morte.

O P. Vendrame tornou-se uma figura lendária: missionário itinerante, percorria a pé longas distâncias para chegar aos povoados mais remotos, fazendo-se “pobre entre os pobres” e acolhendo com serenidade o desgaste das fadigas e os riscos da vida apostólica. Homem de diálogo, atraía multidões a Cristo por meio da caridade, evangelizando aldeia por aldeia, casa por casa. Sua figura era respeitada não apenas pelos cristãos, mas também por pessoas de outras tradições religiosas, que o reconheciam como um verdadeiro homem de Deus.

Durante a Segunda Guerra Mundial, na condição de cidadão italiano em território do Império Britânico, viu-se obrigado a interromper sua ação missionária e foi internado com outros compatriotas: inicialmente sob custódia dos Gurkhas, depois em Deoli e, por fim, em Dehra Dun. Nesse período de aparente imobilidade, evidenciou uma notável fortaleza interior, tornando-se referência de consolo e apoio.

Acometido por artrose, inclusive na coluna vertebral, e marcado por intensas dores até a episódios de desmaio, viveu os últimos meses em total espírito de oferta. Internado em Dibrugarh, faleceu na véspera da Festa de São João Bosco, em 30 de janeiro de 1957.

Seus funerais transformaram-se numa expressiva manifestação de Fé e gratidão. Já em vida, era acompanhado por ampla fama de santidade e por sinais extraordinários, comparado a São Paulo, São Francisco Xavier e São Vicente de Paulo. Sobre ele, afirmou-se: “Recordamos o P. Vendrame como um sacerdote que nos amou com o coração de Cristo: humano e ardente, firme e fiel, sempre pronto a dar a vida por nós”.

A notícia da declaração de venerabilidade foi acolhida com grande alegria em sua cidade natal, San Martino di Colle Umberto, e na Diocese de Vittorio Veneto, que sempre promoveram com dedicação a Causa de Beatificação do seu conterrâneo.

Também a Arquidiocese de Shillong e a Família Salesiana do nordeste da Índia celebram este reconhecimento, que confirma uma história marcada por intensa ação missionária e santidade vivida segundo o espírito apostólico de Dom Bosco.

“A venerabilidade de P. Vendrame, declarou o P. Pierluigi Cameorni, Postulador-Geral para as Causas dos Santos da Família Salesiana, representa o reconhecimento de um missionário da esperança entre os povos. Por meio do contato pessoal, transmitiu o amor do Coração compassivo do Senhor, convicto de que ‘o Coração de Cristo […] é o núcleo vivo do primeiro anúncio’ (Enc. Dilexit nos, 32). Alimentando-se dessa fonte, levou com ardor apostólico a mesma consolação de Deus, que abraça o mundo inteiro. Cabe ainda recordar que a venerabilidade do P. Vendrame foi reconhecida durante a novena de Pentecostes e a de Maria Auxiliadora, que neste ano coincidem. O P. Vendrame, além de ardoroso apóstolo do Sagrado Coração, foi um missionário dócil à ação do Espírito Santo e um filho devoto da Auxiliadora, no espírito de Dom Bosco Santo”.

Fonte: Inspetoria Salesiana de São Paulo

Hospital Auxiliadora celebra 107 anos com semana de fé, homenagens e avanços para a saúde da região

O Hospital Nossa Senhora Auxiliadora, de Três Lagoas (MS), celebrou nesta semana seus 107 anos de história com uma programação especial marcada por momentos de fé, gratidão, união e reconhecimento à trajetória construída ao lado da comunidade de Três Lagoas. As atividades também homenagearam Nossa Senhora Auxiliadora, padroeira da instituição, fortalecendo ainda mais os valores de acolhimento, humanização e cuidado que fazem parte da história do hospital.

A programação alusiva reuniu colaboradores, direção, autoridades e comunidade em diversos momentos especiais, entre eles o Terço Luminoso, o projeto Maria Caminha no Hospital, Santa Missa e Coroação de Nossa Senhora Auxiliadora, além da tradicional Alvorada Festiva e do corte do bolo em comemoração aos 107 anos da instituição.

As comemorações do dia 22 de maio começaram ainda nas primeiras horas da manhã com a Alvorada Festiva, reunindo colaboradores, comunidade e direção em um momento de emoção e gratidão pelos mais de cem anos de dedicação à saúde da população da Costa Leste de Mato Grosso do Sul.

Durante a celebração, o prefeito de Três Lagoas, Dr. Cassiano Maia, destacou a importância do Hospital Auxiliadora para a cidade e sua ligação pessoal com a instituição. “Estamos comemorando os 107 anos do Hospital Auxiliadora e, logo a seguir, os 111 anos de Três Lagoas. Eu, sendo três-lagoense, nasci aqui no hospital e fico feliz em participar dessa história como médico e agora como prefeito de Três Lagoas, estando junto, apoiando e ajudando cada vez mais para atender a população com cuidado à nossa saúde. Quero parabenizar toda a direção do hospital, que se dedica diariamente ao cuidado da nossa população”, afirmou.

A diretora financeira do Hospital Auxiliadora, Irmã Dilma Canavarro, ressaltou o legado deixado pelas Irmãs Salesianas ao longo das décadas. “Quero agradecer a toda a população de Três Lagoas e, em especial, ao nosso grupo do Hospital Auxiliadora. São 107 anos, não são 107 dias. Quero agradecer a todos e às Irmãs que dedicaram suas vidas em prol do nosso hospital. Se hoje estamos celebrando os 107 anos, foi graças à doação delas. Muito obrigada e parabéns a Nossa Senhora Auxiliadora”, destacou.

O diretor-geral do Hospital Auxiliadora, Marco Calderon, enfatizou o processo contínuo de transformação e inovação vivido pela instituição nos últimos anos. “Agradeço às Irmãs Salesianas pelo carinho e empenho. São 107 anos e o Hospital Auxiliadora vem se transformando ao longo do tempo, com tecnologia e inovação. São várias novidades, como cirurgia robótica e acelerador linear. No aniversário da cidade, em 15 de junho, estamos programando inaugurar a pedra fundamental da radioterapia, um grande avanço para a população, que não precisará mais se deslocar para outras regiões. Junto com todos vocês, que têm tanto carinho pelo Hospital Auxiliadora, seguimos cada vez mais à frente. Os desafios são grandes e estamos evoluindo sempre”, ressaltou.

A diretora de Programas e Projetos, Daniela Mekaru, destacou a importância da história construída pelas Irmãs Salesianas e os avanços conquistados pela instituição. “Agradeço a Deus pela presença das Irmãs nessa história de 107 anos. Pensamos que hoje é difícil, mas imaginamos como era no passado, ajudando todos naquela época. Hoje enxergamos um caminho, que exige planejamento e dedicação. Estamos evoluindo, temos muitas novidades na área de serviços, inovações e tecnologias, como na área cirúrgica e nos atendimentos. Precisamos comemorar por conseguirmos oferecer um serviço cada vez mais qualificado para as pessoas da nossa região”, afirmou.

Já a coordenadora da Pastoral da Saúde, Irmã Iara Poffo, ressaltou o significado espiritual da semana comemorativa. “Foi uma programação especial, uma semana privilegiada. No mês de maio, como Família Salesiana, homenageamos nossa mãe Auxiliadora e incluímos toda a comunidade nesses eventos. Hoje encerramos com esta linda Alvorada, agradecendo a Deus pelos 107 anos de história, luta e conquistas. Caminhamos como grupo gestor e diretivo buscando sempre inovar para oferecer o melhor”, declarou.

Após a Alvorada Festiva, os participantes acompanharam o tradicional corte do bolo em comemoração aos 107 anos do Hospital Auxiliadora, encerrando uma semana marcada pela fé, emoção e reconhecimento à trajetória de uma instituição que segue evoluindo e ampliando serviços para oferecer cada vez mais qualidade, tecnologia e humanização no atendimento à população de Três Lagoas e região.

Fonte: Inspetoria Nossa Senhora Aparecida - BAP

Setor Salesiano lança série de pôsteres com citações de Dom Bosco para celebrar Maria Auxiliadora

Em preparação à Festa de Maria Auxiliadora de 2026, o Setor de Comunicação Social lança uma série de 18 pôsteres com citações de Dom Bosco sobre a devoção à padroeira dos salesianos. O material está disponível em seis idiomas e pode ser baixado e compartilhado livremente.

As palavras de Dom Bosco como ponto de partida

A iniciativa tem origem em uma resposta de Dom Bosco à pergunta sobre como difundir o amor a Maria Auxiliadora. Nas Memórias Biográficas XIII, 207, o fundador da Congregação Salesiana orientava: “Falando, oportunamente aos jovens que a Providência nos confia e às pessoas que se aproximam de nós; escrevendo, por vezes, sobre Ela em todas as cartas aos parentes e conhecidos; dirigindo a Ela aqueles que precisam de graças especiais e contando os favores recebidos por sua intercessão; distribuindo medalhas e imagens que mostrem sua efígie; recitando e fazendo recitar frequentemente a prece ‘Maria Auxilium Christianorum, ora pro nobis’; cantando preferencialmente suas louvores durante o recreio e na igreja, especialmente no Seu mês.”

Tríduo em honra de Maria Auxiliadora

Os pôsteres integram as ações do tríduo em honra de Maria Auxiliadora e refletem o esforço do Setor de Comunicação Social em traduzir o legado espiritual de Dom Bosco em linguagem acessível ao público contemporâneo. A produção em seis idiomas amplia o alcance do material para além das fronteiras do Brasil.

Uma centelha para a Família Salesiana

O Setor expressa o desejo de que a iniciativa funcione como estímulo para reavivar a devoção a Maria Auxiliadora, com atenção especial aos jovens e aos membros da Família Salesiana. A distribuição livre dos arquivos segue, na prática digital, o próprio conselho de Dom Bosco de distribuir imagens que mostrem a efígie da Auxiliadora.

Os pôsteres estão disponíveis neste link, em inglês, italiano, francês, espanhol, português, polonês.

Fonte: Agência Salesiana de Notícias (ANS)

Academia de Letras do Brasil homenageia padre salesiano por trajetória pastoral e contribuição social em Campo Grande

A Academia de Letras do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul (ALBMS), realizou no último sábado (16/05) uma Sessão Solene para homenagear o padre Pedro Pereira Borges, diretor da comunidade salesiana Maria Auxiliadora de Campo Grande, ao lado de Hilário Pedro Coldebella e Alessandro Magalhães Amorim. O reconhecimento consagra uma trajetória construída sobre educação, comunicação, fé e serviço às comunidades em situação de vulnerabilidade social.

Da filosofia à política: uma formação que atravessa fronteiras do saber

Graduado em Filosofia e Pedagogia pela Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) e em Teologia pelo Instituto Santo Tomás de Aquino, o padre Pedro Pereira Borges expandiu sua formação para as ciências humanas e tornou-se Mestre em Ciências Sociais. Concluiu o Doutorado em Ciências Políticas pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo com tese aprovada em nota máxima, o que revela a extensão de um percurso intelectual que não se encerra nas fronteiras da vida religiosa.

O rádio como missão: a emissora que saiu dos estúdios e foi às ruas

Entre 2013 e 2019, o padre Pedro exerceu a função de Diretor-Presidente da FM Educativa UCDB e imprimiu à emissora uma vocação comunitária. Sob sua gestão, a rádio ultrapassou os estúdios e chegou aos bairros de Campo Grande com ações que ofereceram à população serviços gratuitos de odontologia, medicina, emissão de documentos e oportunidades de emprego. A iniciativa transformou o veículo de comunicação em instrumento de cidadania.

Entre cátedras e altares: o padre que forma pesquisadores e fiéis

O padre Pedro integra o corpo docente do Programa de Mestrado e Doutorado em Desenvolvimento Local da UCDB e também exerceu a função de Pró-Reitor de Pastoral da universidade, atuando como referência espiritual para a comunidade acadêmica. A passagem simultânea pela sala de aula e pela vida pastoral expressa uma síntese entre o rigor da pesquisa e o compromisso com os valores humanos.

Das novenas ao debate público: uma voz que transita entre a devoção e a política

No campo literário, o padre Pedro assina pela Editora Dom Bosco a Novena em Honra de São João Bosco e a Novena em Honra de Nossa Senhora Auxiliadora, obras de caráter devocional que se somam à sua produção acadêmica. É também um dos organizadores do livro Reflexões sobre Políticas Públicas, título que evidencia a amplitude de um pensamento que transita entre a espiritualidade e a análise do Estado. Atualmente, o padre Pedro conduz a comunidade Maria Auxiliadora de Campo Grande e mantém vivo o projeto salesiano de formar, nas palavras do próprio Dom Bosco, “bons cristãos e honestos cidadãos”.

Fonte: Euclides Fernandes - Missão Salesiana de Mato Grosso

Juventude Salesiana se encontra em formato online para dar continuidade à formação da AJS

A Associação Juvenil Salesiana (AJS) deu início, no dia 17 de março de 2026, ao seu Itinerário Formativo 2026–2027. O primeiro encontro aconteceu em formato online e reuniu mais de 150 jovens de todas as inspetorias salesianas do Brasil, com coordenação da Inspetoria Salesiana São Pio X (BPA).

O tema da estreia, "MJS ou AJS?", conduziu os participantes por uma reflexão sobre as origens, o significado e as ramificações do Movimento Juvenil Salesiano, aprofundando a compreensão sobre como ele se organiza e se expressa nas diferentes realidades do país, sempre em conexão com o carisma de Dom Bosco e de Madre Mazzarello.

O Itinerário Formativo tem como proposta reunir periodicamente as juventudes salesianas de todo o Brasil em momentos de formação que fortaleçam os Conselhos Locais e a AJS como um todo, garantindo continuidade e profundidade ao trabalho juvenil salesiano.

A iniciativa nasce como uma resposta direta às demandas levantadas na Assembleia da AJS, realizada em 2025 nas cidades de Pindamonhangaba, Guaratinguetá e Aparecida. Naquele encontro presencial, jovens de diferentes regiões do país tiveram a oportunidade de partilhar experiências, conhecer como o movimento funciona em distintos contextos e celebrar a vitalidade do carisma salesiano em um Brasil continental e diverso.

Os encontros formativos seguirão acontecendo ao longo de 2026 e 2027, com intervalos regulares entre cada edição. A expressiva adesão desde o primeiro encontro confirma o que a Assembleia de 2025 já havia sinalizado: a juventude salesiana está engajada, conectada e disposta a aprofundar sua identidade e missão em rede, de norte a sul do país.

Fonte: Articulção da Juventude Salesiana (AJS)

Missão Salesiana de Mato Grosso inaugura memorial histórico em Campo Grande

Campo Grande recebeu, na noite desta quinta-feira (14/05), um presente feito de tempo. A Missão Salesiana de Mato Grosso abriu as portas do seu Memorial Histórico no coração da cidade. O espaço ocupa o prédio do campus central da UCDB, defronte à Praça da República. Ali, onde o trânsito e o cotidiano se cruzam, passa a existir agora um lugar de silêncio e de memória.

Uma noite de encontro entre o passado e o presente

A solenidade reuniu salesianos vindos de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo. Três bispos marcaram presença — Dom Dimas Lara, Dom Vitório Pavanelo e Dom Vartan Bogossian. Três reitores de universidades também compareceram, representando a UCDB, a UFMS e o UNISALESIANO. Pró-reitores, membros do Legislativo e representantes do governador do Estado e da prefeita de Campo Grande completaram a solenidade. Foi uma noite em que a história se sentou à mesa com o presente.

Uma educação que deixou marcas no chão do Centro-Oeste

O inspetor da MSMT, padre Adalberto Alves de Jesus, abriu os trabalhos com palavras que atravessaram o salão. Ele lembrou que os objetos expostos não são apenas peças de museu. São retratos vivos de “uma educação que humaniza, uma presença que acolhe e uma fé que realiza obras concretas”. Cada vitrine, cada fotografia, cada instrumento carrega o peso suave de uma história construída à mão.

Um projeto nascido do desejo de não esquecer

O curador do Memorial é o vice-inspetor padre Ademir Lima de Oliveira. Ele conduziu o projeto por mais de um ano, com paciência de quem sabe que a memória não se apressa. A ideia nasceu do ex-inspetor padre Ricardo Carlos. Ele queria garantir que mais de 130 anos de presença salesiana no Centro-Oeste não se perdessem no esquecimento. O Memorial é a resposta concreta a esse desejo. Na solenidade de inauguração, coube a Dom Vitório Pavanello dar a bênção de abertura do novo espaço.

Núcleos que contam histórias maiores do que o espaço que ocupam

A exposição está organizada em núcleos temáticos. O primeiro deles guarda uma joia rara: a primeira gráfica de Mato Grosso, operada pelos salesianos desde 1894. A máquina de tipos é central na história da comunicação regional. Ela imprimiu palavras em um tempo em que palavras eram escassas e preciosas.

Outro núcleo preserva o acervo das antigas Escolas de Ofício. Ali estão instrumentos e registros das oficinas de Marcenaria, Tipografia, Alfaiataria e Sapataria. Esses espaços formaram gerações de jovens em profissões que o tempo foi tornando raras. As ferramentas expostas ainda guardam o cheiro do trabalho e da dignidade.

Um terceiro núcleo dedica-se às Missões Indígenas. Documentos, fotografias e objetos narram a presença salesiana nos rios Araguaia, Xingu e das Mortes. São registros de encontros entre culturas. São também registros de escolhas, de caminhadas longas e de rios que nunca param de correr.

A sala “Educação para a Vida” fecha o percurso com uma linha do tempo. Ela vai dos primeiros oratórios até os projetos educacionais contemporâneos da MSMT. É o fio que costura ontem e hoje sem deixar nó aparente.

O quarto onde um santo dormiu

Entre os espaços mais aguardados do Memorial está o quarto onde o Papa João Paulo II, hoje São João Paulo II, se hospedou na sede da Missão Salesiana em outubro de 1991. No dia 16 daquele mês, o Santo Padre chegou à sede da Missão Salesiana de Mato Grosso e ali pernoitou, antes de realizar suas atividades pela cidade no dia seguinte.

O dormitório está agora em exibição no Memorial, com todos os seus artigos originais preservados. A cama, mesas laterais, luminárias, genuflexório, crucifixo, escrivaninha, cadeira, quadros de parede, roupa de cama e louças compõem o ambiente, incluindo relíquias de primeiro grau: objetos tocados e utilizados pelo Pontífice durante sua estadia e preservados pelos salesianos como testemunhos sagrados de uma noite que a cidade nunca esqueceu

Relíquias, fé e a matéria de que são feitos os santos

O Memorial abriga também relíquias de primeiro e segundo grau de santos salesianos. São objetos de devoção. São peças consideradas sagradas pela Igreja Católica. Elas ocupam o espaço com uma presença silenciosa e poderosa.

A memória como compromisso com o jovem de hoje

Padre Ademir Lima de Oliveira resume com clareza o propósito do lugar. “A gente não guarda essas peças por saudosismo”, afirmou. “Guardamos porque elas provam que o método de Dom Bosco funciona aqui há 130 anos.” E foi direto ao coração da missão: “Este Memorial é pra dizer ao jovem de hoje: você faz parte de uma história maior.”

Uma congregação que fincou raízes para durar

Fundada em 1894, a MSMT é uma das presenças religiosas e educacionais mais antigas do Centro-Oeste. Ao longo de mais de um século, os salesianos construíram escolas, abriram paróquias, criaram obras sociais. Caminharam também ao lado de povos indígenas em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Eles chegaram e ficaram. Ficaram e criaram raízes. O inspetor, P. Adalberto declarou que a abertura do espaço à visitação pública “representa para a história da missão salesiana de Mato Grosso o legado de muitos salesianos que passaram por aqui e se dedicaram à educação da juventude, à evangelização dos povos indígenas. Que estas imagens que contemplaremos com os nossos olhos possa ser a recordação do passado, a importância do presente e o futuro que se abre para a juventude”, finalizou.

Como visitar o Memorial

O Memorial da Missão Salesiana de Mato Grosso abre suas portas ao público a partir do dia 20 de maio. A visitação é gratuita. O espaço fica na sede da entidade, no campus central da UCDB, em Campo Grande. Grupos e visitantes individuais podem agendar pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. A história espera. E ela tem muito a dizer.

Fonte: Missão Salesiana de Mato Grosso

Vai começar a Novena Mundial a Maria Auxiliadora

No próximo dia 15 de maio, começa a tradição da Novena Mundial a Maria Auxiliadora dirigida a todos os membros da Família Salesiana e, em especial, aos devotos da “Auxiliadora dos Cristãos”. 

Proposta pelo Setor para a Comunicação Social da Congregação Salesiana, a Novena Mundial a Maria Auxiliadora 2026 traz o lema: “Maria, és nosso auxílio” é o lema que orienta a edição da novena deste ano.

Ao longo da novena, serão divulgados nove vídeos, inspirados em histórias reais, que evidenciam a presença de Maria no cotidiano. A cada uma dessas histórias associa-se a figura de Maria, que introduz a temática: Maria, Mãe da presença; Maria, Mãe da solidão; Maria, Mãe dos filhos errantes; Maria, Mãe da esperança; Maria, Mãe da incerteza; Maria, Mãe da Palavra ao ouvido; Maria, Mãe do amor; Maria, Mãe da fragilidade e Maria, Mãe do sofrimento

No canal do YouTube do Boletim Salesiano, será possível acompanhar a novena em língua portuguesa. Clique aqui para participar.

Estrutura da novena

A edição de 2026 da novena terá a seguinte estrutura: a apresentação do tema; versículo bíblico introdutório sobre o tema do dia; história de vida em formato de animação; comentário do Reitor-mor; padre Fabio Attard; pergunta para reflexão; oração relacionada ao tema, com referência à vida de Dom Bosco e oração final: “Fazei o que Ele vos disser”

Nos dias que antecedem o início da novena, a Agência de Notícias Salesianas (InfoANS)  divulgará um livreto com todos os textos. Clique aqui para acessar.

Assista aqui ao trailer da Novena Mundial a Maria Auxiliadora 2026

Fonte: Boletim Salesiano com informações da Agência Info Salesiana

Educação Católica: um jeito sempre novo de orquestrar o futuro

A educação católica nasceu vinculada à missão evangelizadora da Igreja e à formação cultural das sociedades. Das escolas monásticas às redes modernas, tornou-se um lugar de transmissão do saber, formação moral e construção de sentido.

A educação católica chega ao século XXI em uma encruzilhada fecunda. Carrega uma tradição humanista, espiritual e comunitária, mas é interpelada por transformações socioculturais e tecnológicas que alteram o modo como as pessoas aprendem, convivem, creem e projetam o futuro. O desafio não é conservar o passado como peça de museu, nem aderir ao novo como novidade da vitrine. É traduzir a identidade católica em linguagem contemporânea, sem diluir sua missão.

A escola católica não se reduz ao ensino religioso, à catequese ou à presença de símbolos confessionais. Sua identidade nasce de uma concepção integral da pessoa, na qual inteligência, afetividade, espiritualidade, liberdade, responsabilidade social e abertura ao transcendente são dimensões inseparáveis. Sua relevância pública se expressa na excelência acadêmica, mas não se esgota nela. Educar é formar sujeitos capazes de habitar o mundo com lucidez, dignidade e compromisso com o bem comum.

O Pacto Educativo Global reforça essa perspectiva ao convocar instituições, famílias, governos e sociedade civil a reconstruírem alianças em favor da dignidade humana, da fraternidade, da justiça social e da ecologia integral. Para a educação católica, esse chamado confirma que a missão educativa não pode ser autorreferente: precisa dialogar com a diversidade e unir fé, cultura, vida e responsabilidade social.


Padre Anselmo Nascimento - Salesiano da Inspetoria São João Bosco e Vice-presidente do Conselho Administrativo do Grupo UBEC

Transformações socioculturais

A educação católica nasceu vinculada à missão evangelizadora da Igreja e à formação cultural das sociedades. Das escolas monásticas às redes modernas, tornou-se um lugar de transmissão do saber, formação moral e construção de sentido. No Brasil, atravessou disputas entre Igreja e Estado, expansão das congregações docentes e reorganização diante da modernidade.

O século XXI exige reinterpretação dessa herança. A escola católica atua em uma sociedade plural, secularizada, desigual e marcada por novas subjetividades juvenis, diferentes arranjos familiares, sofrimento psíquico, fragilidade dos vínculos comunitários e fragmentação das referências de autoridade. A pergunta decisiva é como manter a identidade católica sem tornar-se defensiva, incapaz de dialogar ou presa a uma linguagem que já não alcança as novas gerações.

A resposta passa por compreender a identidade católica como fonte de abertura e discernimento. Consciente de si, a escola católica pode dialogar com quem pensa, crê e vive de modo diferente, sem medo da diferença e sem renunciar à missão. A tradição não é obstáculo ao crescimento; é raiz que sustenta a abertura. Por isso, a cultura do encontro e a humanização do processo educativo tornam-se eixos de uma presença católica profética.

As transformações socioculturais deslocam a escola católica de uma lógica institucional para uma lógica de impacto humano. A pessoa concreta deve estar no centro: crianças, adolescentes, jovens, famílias, professores, gestores e comunidades vulneráveis. O estudante não é apenas usuário, cliente, capital humano ou futuro profissional. É sujeito de dignidade, história, consciência, fragilidade e transcendência. Essa antropologia exige convivência, saúde emocional, proteção, escuta, justiça social e solidariedade.

Transformações tecnológicas

As transformações tecnológicas representam um dos maiores desafios contemporâneos para a educação católica. Plataformas digitais, ambientes virtuais, inteligência artificial, análise de dados e personalização da aprendizagem redefinem o cotidiano escolar. A tecnologia entrou na sala de aula, sentou-se na primeira fileira e ainda pediu a senha do Wi-Fi. O problema não é apenas incorporar recursos digitais, mas definir com que finalidade humana, pedagógica e ética serão usados.

A inteligência artificial generativa impacta profundamente o trabalho docente. Ao apoiar textos, imagens, avaliações, pesquisas, planos de aula, sínteses, traduções e feedbacks, amplia a capacidade produtiva humana. Porém, se não for orientada por critérios formativos, pode fragilizar autoria, juízo crítico, presença, responsabilidade e relação pedagógica. Por isso, a IA não pode ser tratada apenas como ferramenta técnica, mas como questão antropológica, ética e formativa.

A pergunta central é exigente: como tecnologias digitais impactam a humanidade do processo educativo? A IA pode favorecer acessibilidade, criatividade, personalização e apoio à aprendizagem. Também pode estimular dependência cognitiva, superficialidade, terceirização da autoria, vieses e enfraquecimento dos vínculos educativos. Para os docentes não basta apenas treinamentos pontuais; é necessário instituir políticas permanentes de desenvolvimento profissional que integrem competência técnica, reflexão didática, ética digital e coerência profissional.

Tradição e inovação não são polos inimigos. A tradição oferece critérios, memória e identidade; a inovação oferece linguagem, recursos e possibilidades de presença. Quando bem articuladas, permitem que a educação católica permaneça relevante em um mundo que muda rapidamente, mas continua carente de sentido, justiça, esperança e humanidade.

A saída para a fecunda encruzilhada não está em escolher um dos caminhos, mas em discernir, planejar, avaliar, formar pessoas e sustentar a coerência institucional. O jeito Católico de educar já nasce inovador; a liderança católica precisa ler os sinais dos tempos e unir alma e método, transformando a tradição em resposta viva aos desafios do presente.

É como fazer parte de uma importante orquestra. A educação católica reúne famílias, educadores, estudantes, gestores, tecnologias, currículos e projetos pedagógicos. O papel da liderança é atuar como regência: não para silenciar diferenças, mas para harmonizá-las em torno de uma mesma composição educativa. Seu melhor concerto será soar a sinfonia formando pessoas com consciência crítica, sensibilidade espiritual e compromisso com a dignidade humana e, por isso, livres.

Fonte: Padre Anselmo Nascimento - Salesiano da Inspetoria São João Bosco e Vice-presidente do Conselho Administrativo do Grupo UBEC. Vatican News

Dia de Santa Maria Domingas Mazzarello, fundadora das Filhas de Maria Auxiliadora

Dia 13 de maio é conhecidíssimo na Igreja como o dia de Nossa Senhora de Fátima, a quem pedimos a graça de fazermos penitência e nos convertermos. Também, nesse dia, a Família Salesiana celebra a fundadora das Filhas de Maria Auxiliadora.

Berço
Foi em Mornese, um povoado ao norte da Itália, que, no dia 9 de maio de 1837, nasceu Maria Domingas Mazzarello, primeira de dez filhos do casal José Mazzarello e Maria Madalena Calcagno. Desde muito cedo, Maìn — apelido pelo qual Maria era carinhosamente conhecida –, ajudou a cuidar de seus irmãos e dos afazeres domésticos.

Iniciação cristã
Começou a frequentar as aulas de catecismo e a se destacar nelas, pois tinha grande paixão pelas coisas de Deus. Aos 13 anos, fez a primeira comunhão, assumindo o compromisso de fazer de Jesus o seu grande amor e da Eucaristia diária o seu centro de vida. Aos 16 anos, ajudava seu pai no trabalho dos vinhedos e era conhecida por seu forte caráter e espírito de liderança.

Quase todos os dias, bem cedo, Maria percorria um íngreme caminho para participar da missa. Percurso que, no inverno, ficava ainda mais difícil devido ao frio e à neve.

Caridade na epidemia
Em 1860, a epidemia do tifo se abateu sobre o povoado de Mornese. A família dos tios de Main foi uma das primeiras a contrair a doença. A pedido de padre Pestarino, seu diretor espiritual, Maria foi ajudá-los, mesmo sabendo que poderia contrair a doença, e foi o que realmente aconteceu. A partir daí, o rumo de sua vida mudou completamente. Perdendo as forças físicas e não podendo mais trabalhar no campo, começou a se questionar sobre o que iria fazer para ajudar as pessoas, foi então que certa vez, ao caminhar pela colina de Bargo Alto, teve a visão de um alto edifício, parecido com um colégio e com muitas meninas correndo, brincando num grande pátio interno e ouviu nitidamente estas palavras: “Tome conta destas meninas! A ti as confio!”.

A voz de Maria
E com coração aberto, Maìn compreendeu que a voz que confiava a ela as meninas era a de Nossa Senhora e decidiu aprender a costurar, para ensinar as jovens da sua pequena cidade, com isso, as manteria longe dos perigos e do pecado, ensinando-as a fazer de “cada ponto da agulha, um ato de amor a Deus”. E foi com Petronilla, sua amiga e companheira, que montou uma sala de costura e começou a ensinar o ofício.

Treinamento na virtude
As famílias de Mornese começaram a mandar-lhe as filhas; e as aulas de costura tornaram-se aulas de treinamento na virtude. Um dia, um senhor viúvo, entregou-lhe as suas filhas para que as educasse. Assim, a oficina passou a ser um novo lar para as várias meninas, que viam em Maria sua segunda mãe. Aos domingos, após a missa, na praça da igreja, outras crianças se uniam a Maria e a Petronilla para brincar e divertir-se.

Surge Dom Bosco
Em 1864, Dom Bosco chegou a Mornese com seus meninos. Todos queriam vê-lo e ouvi-lo, Maria também. Dom Bosco expôs ao padre Pestarino seu projeto: construir um colégio para os meninos. Antes de partir, ficou conhecendo as iniciativas de Maria e Petronilla: a oficina de costura, o orfanato e a recreação aos domingos para todas as crianças do povoado. Dom Bosco se empolgou com o trabalho delas e propôs a fundação de um instituto feminino que fizesse pelas meninas o que ele fazia em Turim para os meninos.

Início das Irmãs Salesianas de Dom Bosco
Após um caminho de acompanhamento feito por padre Pestarino e Dom Bosco que, no dia 5 de agosto de 1872, na Capela do Colégio de Mornese, 11 jovens – entre elas Main – emitiram os votos religiosos e se consagram a Deus, dando início a Congregação das Filhas de Maria Auxiliadora – irmãs Salesianas de Dom Bosco — o nome da congregação foi dado pelo fundador que desejava que cada Filha de Maria Auxiliadora fosse um monumento vivo de sua gratidão a Nossa Senhora, por tudo que realizou na obra salesiana.

Maria Mazzarello, foi escolhida para ser a primeira Madre da congregação; e tamanha era sua humildade que assumiu a função apenas se fosse ela a vigária porque Nossa Senhora era a verdadeira superiora. Madre Mazzarello foi sempre empenhada na animação das comunidades de Irmãs e na educação de crianças, adolescentes e jovens. Cultivou com sabedoria a união entre todas. Ocupou-se com a abertura de novas casas na Itália e além mar. Seu legado era marcado pela alegria, coragem e humildade, virtudes que sempre recomendava em suas cartas, além do grande amor que cultivava por Jesus e Maria.

Uma frase da santa
“A alegria é sinal de um coração que muito ama ao Senhor!”

Páscoa
No dia 13 de maio de 1881, Madre Mazzarello partiu deste mundo. Sua breve vida, 44 anos, continua sendo uma chama de amor contagiante, que ilumina, ainda hoje, a sua Família Religiosa. Suas filhas — as Filhas de Maria Auxiliadora, presentes nos cinco continentes —, continuam atuando no espaço-educação, fiéis ao carisma da fundação, à identidade que lhes é própria e à missão que lhes cabe no coração da Igreja.

No dia 24 de junho de 1951, a Igreja declarou oficialmente a santidade de Maria Domingas Mazzarello e sua festa litúrgica é celebrada no dia 13 de maio.

A minha oração
“Virgem Maria, a vida de Madre Mazzarello foi marcada com exemplos de uma espiritualidade simples, mas rica de interioridade, de uma profunda paixão pela salvação das jovens, um ardente espírito missionário aberto aos horizontes ilimitados e cheia da alegria que vem de Deus. Rogue por nós, junto a Jesus, para que sigamos seus passos. Amém.”

Santa Maria Domingas Mazzarello, Rogai por nós!

Fonte: Inspetoria São João Bosco

150 anos de Missão e Coração: Associação dos Salesianos Cooperadores

Os 150 anos da Associação dos Salesianos Cooperadores foram celebrados com fé, gratidão e espírito de família em diversas presenças salesianas da Inspetoria no último sábado, dia 09 de maio.

Em São Gabriel da Cachoeira/AM, o Centro Local Theotônio Ferreira promoveu uma solene celebração eucarística na Igreja Sagrada Família, situada na nova área missionária da cidade. Presidida pelo padre José Tran (SDB) e com a participação das Filhas de Maria Auxiliadora, a celebração evidenciou a riqueza da cultura amazônica no ofertório, com alimentos típicos da região apresentados ao altar. Ao final, os participantes entoaram o hino dos Salesianos Cooperadores, celebraram o marco histórico com os parabéns e registraram a foto oficial do momento.

Em Porto Velho/RO, os Salesianos Cooperadores celebraram a data no Santuário de Fátima, dentro do novenário de Fátima que acontece em preparação para a festividade. Presidiu a celebração o padre João Batista da Arquidiocese e concelebrada pelo padre Daniel Cunha, reitor do santuário. Destaque para o terço, rezado após a celebração, conduzida pela equipe do oratório. Marcada pela gratidão, alegria e pelo trabalho missionário realizado ao longo dos anos. Os Centros Locais Dom Bosco e Laura Vicuña, juntamente com membros da Família Salesiana, participaram do momento solene.

Na cidade de Ananindeua/PA, o padre Gaudêncio Gomes presidiu a celebração que reuniu a Família Salesiana em um clima de fé, gratidão e renovação missionária. A comemoração dos 150 anos tornou-se também ocasião para recordar a história construída com amor, dedicação e fidelidade ao carisma de São João Bosco, renovando o compromisso de ser sal e luz no mundo.

Em Manaus/AM, a celebração foi presidida pelo inspetor, padre Felipe Bauzière, reunindo a Família Salesiana em um momento de profunda comunhão e renovação da missão salesiana. A presença das Filhas de Maria Auxiliadora, das ADMAs e das ex-alunas fortaleceu ainda mais o espírito de família que caracteriza o carisma salesiano. A procissão de entrada, marcada por emoção e gratidão, foi um dos destaques da celebração pelos 150 anos de missão dos Salesianos Cooperadores.

Fonte: Salesianos Cooperadores/Comunicação-ISMA

Siga a RSB nas redes sociais:

2026 © Rede Salesiana Brasil