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Cineastas alemães visitam o Brasil para resgatar a história do P. Rodolfo Lunkenbein e Simão Bororo

Uma comitiva de profissionais europeus que desembarcou no Brasil nesta semana trouxe consigo não apenas câmeras, mas um profundo desejo de resgatar a memória dos fatos ocorridos em Meruri, no ano de 1976, Naquela ocasião, o P. Rodolfo Lunkenbein e o indígena Simão Bororo foram mortos e as circunstâncias dessa morte estão sendo estudadas pela Igreja para que sejam reconhecidas como martírio.

O grupo europeu, que enfrentou a transição do inverno rigoroso na Alemanha para as chuvas tropicais brasileiras, busca subsídios para uma produção multiplataforma que inclui um longa-metragem de ficção, documentários e podcasts.

A gênese do projeto: de um livro infantil ao cinema

O diretor da Don Bosco Medien, Ferdinand Auhser, revelou que o projeto nasceu de uma sugestão simples que ganhou proporções inesperadas. “Tudo começou quando o nosso provincial, P. Reinhard Gesing, me perguntou se não poderíamos fazer um livro infantil sobre o P. Rodolfo“, explicou Auhser. Ao pesquisar sobre o missionário, ele percebeu que a história possuía densidade para algo maior: “Pensei que poderíamos fazer mais do que um livro, talvez um filme”.

Para Auhser, o objetivo é tornar a vida e o legado de Lunkenbein e Simão Bororo acessíveis a uma “grande quantidade de pessoas”. Ele se diz impressionado com a receptividade brasileira: “Estou muito impressionado com as pessoas que conhecemos até agora, com o conhecimento delas e a incrível disposição em informar e acolher”.

O impacto dos documentos históricos

A imersão nos arquivos da Inspetoria Salesiana causou forte impacto emocional na equipe. O vice-postulador da causa de martírio, P. João Bosco Monteiro Maciel, que está acompanhando o grupo, destacou um documento em particular como o coração do acervo: “Esta lista de nomes escrita de próprio punho pelo P. Rodolfo momentos antes de ser assassinado é a peça mais importante”.

Anna Haupt, responsável pelo marketing e relações públicas do projeto, confessou que sua conexão com a história se aprofundou ao ver esse material. “Eu conhecia a história apenas superficialmente. Agora, no arquivo, vimos o documento onde se pode dizer que ele praticamente assinou sua própria morte. Acho isso fascinante”, relatou Haupt. Ela também destacou a calorosa recepção do povo brasileiro e o desejo de conhecer pessoalmente o povo Bororo nos próximos dias.

Visão cinematográfica e justiça histórica

A premiada diretora Mirjam Unger, que assumirá o comando do filme, detalhou a complexidade de transformar essa realidade em cinema. Segundo ela, o projeto está na fase de construção de roteiro, um processo que deve durar cerca de dois anos, com a previsão de conclusão total do filme em até cinco anos. “Para um projeto de cinema, você precisa de quatro a cinco anos. Talvez o lançamento seja em 2030 ou 2031“, estimou.

Unger enfatizou que o filme é uma oportunidade de lançar luz sobre fatos ainda obscuros. “É um caso muito interessante porque os assassinos nunca foram julgados. É importante olhar com muito cuidado para ver o que realmente aconteceu”, afirmou a diretora. A produção buscará financiamento governamental na Alemanha e Áustria, além de considerar uma coprodução internacional com o Brasil e a Itália.

Cultura e Arte em solo brasileiro Além da pesquisa documental, a equipe visitou o Museu das Culturas Dom Bosco, onde o Professor Dirceu Mauricio van Lonkhuijzen apresentou a enciclopédia Bororo e o acervo cultural da etnia. O grupo também ouviu relatos do P. Andelson Dias de Oliveira, que compartilhou sua experiência como diretor em Meruri e a convivência direta com os indígenas.

Como parte integrante do documentário, o artista Mika Springwald realizará uma intervenção artística no Brasil, utilizando sua arte para dialogar com a narrativa do martírio e a herança deixada pelos “Servos de Deus”.

O grupo, acompanhado pelos salesianos P. João Bosco Maciel e P. Tiago Figueiró, seguiu nesta quinta-feira (05/02) para o Estado de Mato Grosso onde deve visitar as presenças salesianas de Primavera do Leste, Meruri e Cuiabá. Eles devem retornar ao Brasil para registrar os eventos do mês de julho em Meruri, quando serão completados os 50 anos da morte do P. Rodolfo Lunkenbein e Simão Bororo.

 
Fonte: Por Euclides Fernandes da MSMT
 

Comunidade salesiana celebra Dom Bosco em Jerusalém após anos de guerra

A comunidade salesiana de Jerusalém reuniu salesianos, membros da Família Salesiana, estudantes do Studium Theologicum Salesianum, religiosos, religiosas e amigos de Dom Bosco no Mosteiro de Ratisbonne no sábado (31/01) para celebrar o santo da juventude. A celebração representa um ato de esperança na Cidade Santa e marca o retorno dos encontros em grande número após dois anos de dificuldades e incertezas causadas pela guerra. A serenidade transparece nos olhos dos presentes.

Inauguração da capela renovada

A comunidade celebra também a inauguração da capela renovada do teologado. A grande restauração dos últimos meses entrega à comunidade uma nova beleza e esplendor, e o espaço se apresenta como um ambiente luminoso, acolhedor e aconchegante para a oração dos salesianos e de toda a comunidade.

Missa presidida por bispo auxiliar

Dom Bruno Varriano, OFM, bispo auxiliar do Patriarcado Latino para o Chipre, presidiu a Missa. O bispo recordou sua amizade com Dom Bosco, iniciada aos cinco anos de idade na escola das FMA e continuada no ensino médio com os salesianos, até os estudos universitários na UPS, em Roma. Dom Bruno nasceu no Brasil e estudou em colégio salesiano até o final do ensino médio, depois seguiu para a Itália e se tornou franciscano. Ele cursou faculdade de psicologia, mestrado e doutorado na universidade salesiana.

Mantenham vivo o seu carisma“, exortou o bispo, “que é um modo de olhar, de falar e de cuidar dos jovens. Não é uma filosofia nem uma ideologia, mas é vida, é sonho!“. Dom Bruno acrescentou: “Sim, é realmente um prazer celebrar Dom Bosco com vocês, aquele que, ao longo de toda a sua vida, acompanhou os jovens passo a passo, ensinando-lhes que a santidade não é tristeza, mas alegria“. O bispo enfatizou a importância de os salesianos darem testemunho do carisma e da felicidade que se realiza em Jesus Cristo.

Participação de autoridades salesianas

O padre Emanuele Vezzoli, vigário do Inspetor MOR, e o padre Leo Arockiam, ecônomo inspetorial MOR, participaram da celebração. A bênção da capela precedeu a Missa.

Confraternização e testemunho

A festa prosseguiu com um almoço fraterno. Cantos da tradição salesiana e música a cargo dos jovens salesianos animam o encontro. Cerca de 300 pessoas compareceram à casa para a Missa, a bênção da nova capela e o almoço festivo.

Henrique dos Reis Escudeiro, estudante de teologia da Inspetoria de Campo Grande que está no teologado de Ratisbonne, testemunha: “Foi muito bom celebrar Dom Bosco na Terra Santa, ainda mais depois desse tempo de medo, de incerteza, que foi esse tempo de guerra, que aos poucos agora está se recuperando a movimentação. Percebi que Dom Bosco é muito querido em todos os cantos“. O estudante conclui: “Foi uma maravilha, foi um presente de Deus essa festa e é bom comemorar ainda mais aqui na igreja mãe a festa do nosso pai fundador“.

Fonte: Euclides Fernandes da MSMT com informações da ANS

Primeira Profissão Religiosa de noviços reúnem as inspetorias salesianas de Manaus, Campo Grande e Belo Horizonte

Neste sábado, 31 de janeiro, as Inspetorias Salesianas de Manaus (BMA), Campo Grande (BCG) e Belo Horizonte (BBH) reuniram-se na Capela do Sagrado Coração, em Barbacena – MG, para a celebração da Primeira Profissão Religiosa de 7 noviços pertencentes a essas inspetorias.

A cerimônia foi presidida pelo Padre Ricardo Carlos (Inspetor BBH), concelebrada pelos Padres Adalberto Alves de Jesus (Inspetor BCG) e Raimundo Marcelo Maciel (Vigário do Inspetor BMA) e pelos demais Padres Salesianos presentes.

Após essa etapa, os jovens salesianos seguirão para o Pós-Noviciado, que acontecerá na Inspetoria de Campo Grande, no Instituto São Vicente, em Mato Grosso do Sul.

Conheça os noviços e suas inspetorias:

Inspetoria Salesiana São João Bosco (BBH): Felipe Charra dos Santos, Fernando Mauri e Paulo Henrique Carrijo Silva. 

Inspetoria Salesiana de Manaus (BMA): Gabriel Garcia Ferreira.

Inspetoria Salesiana de Campo Grande (BCG): Lucas Antunes Baschera, Matheus Bogado Lima e Riquelme Ferreira Soares.

‍A Inspetoria São João Bosco oferece aos jovens a oportunidade de fazer o processo de discernimento vocacional por meio de momentos de espiritualidade e diálogo com a comunidade de salesianos nos Estados de Minas Gerais, do Rio de Janeiro, do Espírito Santo, de Goiás, do Tocantins e no Distrito Federal. 

Clique aqui e venha ser um Salesiano de Dom Bosco.

Fonte: Inspetoria São João Bosco

Carta para o Dia da Vida Consagrada: Consagrados, sementes de paz onde a dignidade é ferida

A Igreja celebra, na próxima segunda-feira, 2 de fevereiro, o 30º Dia Mundial da Vida Consagrada. Para a data, o Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica do Vaticano divulgou uma carta na qual expressa “gratidão pela fidelidade ao Evangelho e pelo dom de uma vida que se torna semente espalhada nas dobras da história”.

O texto é assinado pela prefeita do dicastério, irmã Simona Brambilla; pelo pró-prefeito, cardeal Ángel Fernández Artime; e pela secretária, irmã Tiziana Merletti.

O título “Profecia da presença: vida consagrada onde a dignidade é ferida e a fé é provada” resume a reflexão motivadora enviada aos consagrados de todo o mundo, numa “presença que permanece” ao lado dos povos e das pessoas feridas, nos lugares onde o Evangelho é vivido muitas vezes em condições de fragilidade e de provação. São recordados contextos marcados por conflitos, instabilidade social e política, pobreza, marginalização, migrações forçadas, minorias religiosas, violências e tensões que põem à prova a dignidade das pessoas, a liberdade e, por vezes, a própria fé.

O 30º Dia Mundial da Vida Consagrada será celebrado na próxima segunda-feira, 2 de fevereiro, Festa da Apresentação do Senhor, e culminará com a Missa presidida pelo Papa Leão XIV na Basílica de São Pedro às 17h no horário de Roma (13h no horário de Brasília), com transmissão em português pelos canais de Vatican Media.

 

Confira a carta na íntegra:

 

Cidade do Vaticano, 28 de janeiro de 2026

Profecia da presença:
vida consagrada onde a dignidade é ferida e a fé é provada

Queridas consagradas, queridos consagrados,

com esta carta desejamos chegar idealmente até vocês em todas as partes do mundo, nos lugares da vida e da missão de cada um de vocês, para expressar gratidão pela fidelidade ao Evangelho e pelo dom de uma vida que se torna semente espalhada nas dobras da história. Uma vida às vezes marcada pela provação, mas sempre vivida como sinal de esperança.

Ao longo do último ano, durante as viagens e visitas pastorais do Dicastério, tivemos o dom de tocar e de nos deixar alcançar por esta vida, encontrando os rostos de tantas pessoas consagradas chamadas a partilhar situações complexas: contextos marcados por conflitos, instabilidade social e política, pobreza, marginalização, migrações forçadas, minorias religiosas, violências e tensões que põem à prova a dignidade das pessoas, a liberdade e, por vezes, a própria fé. Experiências que revelam o quão forte é a dimensão profética da vida consagrada como «presença que permanece»: ao lado dos povos e das pessoas feridas, nos lugares onde o Evangelho é vivido muitas vezes em condições de fragilidade e de provação.

Este «permanecer» assume diferentes formas e esforços, porque diferentes são as complexidades das nossas sociedades: onde a vida quotidiana é marcada por fragilidades Institucionais e insegurança, onde as minorias religiosas vivem pressões e restrições; onde o bem-estar coexiste com solidões, polarizações, novas pobrezas e indiferença; onde as migrações, as desigualdades e a violência generalizada desafiam a convivência civil. Em muitas partes do mundo, a situação política e social põe à prova a confiança e desgasta a esperança: e é precisamente por isso que a presença fiel de vocês, humilde, criativa e discreta se torna um sinal de que Deus não abandona o seu povo.

O «permanecer» evangélico nunca é imobilidade nem resignação: é esperança ativa que gera atitudes e gestos de paz: palavras que desarmam precisamente onde as feridas dos conflitos parecem apagar a fraternidade; relações que testemunham o desejo de diálogo entre culturas e religiões; escolhas que protegem os pequenos, mesmo quando ficar do lado deles exige um preço a pagar; paciência nos processos, mesmo dentro da comunidade eclesial; perseverança na busca de caminhos de reconciliação a construir na escuta e na oração; coragem na denúncia de situações e estruturas que negam a justiça e a dignidade das pessoas. Precisamente por isso, este permanecer não é apenas uma escolha pessoal ou comunitária, mas torna-se uma palavra profética para toda a Igreja e para o mundo.

Neste «permanecer» como semente que aceita morrer para que a vida floresça, em formas diferentes e complementares, expressa-se a profecia de toda a vida consagrada. A vida apostólica torna visível uma proximidade operosa que sustenta a dignidade ferida; a vida contemplativa guarda, na intercessão e na fidelidade, a esperança quando a fé é provada; os Institutos seculares testemunham o Evangelho como fermento discreto nas realidades sociais e profissionais; o Ordo virginum manifesta a força da gratuidade e da fidelidade que abre para o futuro; a vida eremítica recorda o primado de Deus e o essencial que desarma o coração. Na diversidade das formas, uma única profecia toma corpo: permanecer com amor, sem abandonar, sem calar, fazendo da própria vida a Palavra para este tempo e para esta história.

É precisamente dentro desta profecia de permanência que amadurece um testemunho de paz. O Papa Leão XIV insistiu nisso nas suas intervenções, indicando a paz não como uma utopia abstrata, mas como um caminho exigente e quotidiano que requer escuta, diálogo, paciência, conversão da mente e do coração, rejeição da lógica da prevaricação do mais forte. A paz não nasce da oposição, mas do encontro, da responsabilidade partilhada, da capacidade de escuta e do caminho sinodal, do amor por todos na linha do Evangelho, segundo o qual todos são irmãos. Por isso, a vida consagrada, quando permanece ao lado das feridas da humanidade sem ceder à lógica do confronto, mas sem renunciar a dizer a verdade de Deus sobre o homem e sobre a história, torna-se — muitas vezes sem alarde — artífice da paz. Caríssimas e caríssimos, agradecemos-vos pela vossa perseverança quando os frutos parecem distantes, pela paz que semeais mesmo quando não é reconhecida.

Continuemos a guardar com gratidão na memória a experiência do Jubileu da Vida Consagrada, que nos chamou a ser peregrinos de esperança no caminho da paz: não é um slogan ou uma fórmula. Vivemos essa experiência concretamente também no caminho que nos preparou para nos encontrarmos em Roma. É, ao invés, um estilo evangélico a ser encarnado, todos os dias, onde a dignidade é ferida e a fé é provada.

Confiamos cada um e cada uma de vocês ao Senhor, para que vos torne firmes na esperança e mansos no coração, capazes de permanecer, de consolar, de recomeçar: e assim de ser, na Igreja e no mundo, profecia da presença e semente da paz.

Ir. Simona Brambilla, M.C.
Prefeita

Ángel F. Card. Artime, S.D.B.
Pró-Prefeito

Ir. Tiziana Merletti, S.F.P.

 

Fonte: CNBB

Três filmes que propagaram o carisma universal de Dom Bosco por meio da arte cinematográfica

O grande encanto e o carisma de Dom Bosco conquistaram milhões de pessoas em todo o mundo. Sua figura permeou, e permeia, a obra de muitos artistas que ajudaram a traçar-lhe o perfil, tornando-o ainda mais universal por meio de diversas formas de arte: entre elas, o cinema certamente teve um papel importante na aproximação do Santo dos Jovens ao grande público.

Dom Bosco é um santo absolutamente "internacional", conhecido em todo o mundo e, de maneira particular, nos 135 países em que os salesianos se encontram; portanto, não é impossível encontrar vídeos de vários tipos dedicados a ele na rede.

Mas, dentre as muitas obras produzidas, é inegável que foi sua própria terra natal, a Itália, que lhe rendeu as mais famosas homenagens através do filme. Por isso, no processo de seleção das obras da sétima arte dedicadas a Dom Bosco, reduzimos a escolha a três filmes, que ainda hoje são referência para quem quer se aventurar no mesmo campo artístico, que marcaram época e que vêm sendo traduzidos, dublados e legendados em vários idiomas, e divulgados em todo o mundo.

Trata-se de três produções intituladas simplesmente "Dom Bosco", provando que o nome de Dom Bosco dispensa apresentações.

A primeira foi dirigida por Goffredo Alessandrini, em 1935, um ano após a canonização do Santo dos Jovens. Interpretado por Gian Paolo Rosmino, o filme conta a vida de Dom Bosco, do nascimento à canonização, ocorrida na Páscoa e Encerramento do Ano Santo da Redenção (1º de abril de 1934). O filme foi restaurado a partir de um negativo conservado no Fundo Salesiano depositado em 2016 em Ivrea (Piemonte), Itália.

No centenário da morte do Santo da Juventude, em 1988, foi lançado o filme "Dom Bosco", do diretor Leandro Castellani, com o astro ítalo-americano Ben Gazzara no papel de um Dom Bosco idoso, relembrando as ações que o levaram a realizar seu maior sonho: dedicar-se integralmente aos jovens.

Até a TV italiana foi cativada pelo carisma de Dom Bosco e, em 2004, criou uma minissérie na RAI, dirigida por Lodovico Gasparini e interpretada por Flavio Insinna. É a história de uma vocação vivida sob o signo da alegria e do otimismo, apesar das dificuldades que se difundem pelo caminho de Dom Bosco.

Hoje apresentamos estas três obras, para introduzi-las aos nossos leitores por ocasião da festa de Dom Bosco e para promover a sua visão como instrumento de divulgação de sua figura.

 

Fonte: Agência Info Salesiana

Reitor-Mor dirige mensagem aos jovens do Movimento Juvenil Salesiano

Mantendo viva uma tradição significativa dos Reitores-Mores, o XI Sucessor de Dom Bosco, P. Fábio Attard, por ocasião da festa de Dom Bosco 2026, dirige aos jovens do Movimento Juvenil Salesiano (MJS) uma mensagem que une esperança, proximidade e convite ao protagonismo.

A mensagem do Reitor-Mor se organiza em torno de três pontos centrais. Em primeiro lugar, o P. Attard aborda o tema da Estreia para 2026, renovando o apelo para que os jovens, a exemplo de Maria, saibam estar atentos ao que acontece ao seu redor e aprendam a sempre confiar em Jesus nas escolhas da vida.

Em seguida, inspirado por reflexões do Papa Leão XIV, o Reitor-Mor convida os jovens a “cultivar o dom da amizade autêntica”, um valor profundamente salesiano.

Por fim, em sintonia com as indicações do Papa nos primeiros meses de seu pontificado, o XI Sucessor de Dom Bosco exorta os jovens do MJS a viverem a coragem da verdade - uma atitude que significa rejeitar toda forma de ambiguidade, prepotência ou violência, inclusive verbal, nas relações com o próximo.

Este caminho, conclui o Reitor-Mor, é fundamental para que os jovens sejam “protagonistas do bem, especialmente junto aos jovens em situação de maior vulnerabilidade”.

O texto completo da mensagem do Reitor-Mor está disponível ao final da página em cinco idiomas: italiano, espanhol, francês, inglês e português.
Para ampliar a difusão da mensagem entre os jovens do MJS na festa de Dom Bosco 2026, o Setor para a PJ preparou dois curtos vídeos de divulgação:

– um vídeo de um minuto e meio, com animações, dedicado à Estreia 2026, disponível em italianoinglêsespanholfrancês e português;

– um vídeo de três minutos e meio no qual o próprio P. Attard se dirige diretamente aos jovens, sintetizando os principais pontos de sua mensagem, disponível em italianoinglêsespanhol e francês.

Com as palavras inspiradoras do Reitor-Mor e o apoio do Setor para a PJ, Dom Bosco continua a falar aos jovens de hoje, renovando o sonho que atravessa gerações.

 

Fonte: Agência Info Salesiana

A Festa de Dom Bosco 2026 em Turim-Valdocco é marcada por grandes eventos a partir de hoje

É grande a expectativa na Casa salesiana de Turim-Valdocco por aquele que, juntamente com a festa de Maria Auxiliadora, é considerado um dos dois eventos mais importantes do calendário salesiano anual: a Festa de Dom Bosco. Salesianos, fiéis paroquianos, citadinos e amigos do Santo dos Jovens se organizam para participar de dois dias de profunda espiritualidade e união comunitária na sexta-feira, 30, e no sábado, 31 de janeiro.

O dia 30 de janeiro, sexta-feira, será caracterizado por momentos de oração e intensa participação espiritual na Basílica de Maria Auxiliadora. Às 17h (UTC+1), terá início a récita do Santo Rosário, animada pelas Filhas de Maria Auxiliadora e presidida por P. Manuel Jiménez, que introduzirá à Concelebração Eucarística da tarde, presidida pelo Sr. Bispo de Ivrea, Dom Daniele Salera.

Às 19 horas, serão celebradas as Primeiras Vésperas da Solenidade, presididas pelo Reitor-Mor dos salesianos, P. Fábio Attard.

A noite será encerrada com a tradicional Vigília em honra de Dom Bosco. Haverá a oportunidade de receber o Sacramento da Reconciliação. A Vigília - baseada nas palavras de Dom Bosco dirigidas aos seus jovens “Até ao meu último resspiro” - será conduzida pelos Noviços Salesianos do Colle Don Bosco e oferecerá um espaço de oração e reflexão, recordando o coração espiritual do Carisma salesiano e a entrega total da vida de Dom Bosco pelos jovens.

Sábado, 31 de janeiro de 2026, dia da Festa, Valdocco viverá um grande evento de Fé, comunhão e participação popular. O Santuário Basílica de Maria Auxiliadora, coração espiritual do carisma salesiano, acolherá desde as primeiras horas da manhã fiéis, religiosos, jovens e membros da Família Salesiana, numa programação marcada pelas Celebrações Eucarísticas e momentos de oração.

As missas da manhã, às 7h, 8h e 11h, serão presididas por representantes da Igreja local: os Vigários Episcopais P. Michele Roselli e P. Mario Aversano, e o Cardeal-Arcebispo de Turim e Susa, Dom Roberto Repole, evidenciando o forte vínculo entre Valdocco, a Arquidiocese de Turim e a missão educativo-pastoral dos Salesianos.

Às 10h, presidirá Santa Missa o P. Leonardo Mancini, Superior dos Salesianos da Circunscrição Itália-Piemonte-Vale d’Aosta,.

À tarde, haverá um momento especial para os mais jovens, com a tradicional bênção dos jovens no Altar de Dom Bosco, às 15h, conduzida pelo Pároco P. Guido Dutto. Posteriormente, a Adoração Eucarística e a celebração das Segundas Vésperas, conduzidas pelo Reitor do Santuário, P. Michele Viviano, proporcionarão um ato de oração comunitária, de preparação às festividades da noite.

programação continuará com a Missa das 17hs, presidida por Dom Alessandro Giraudo, Bispo Auxiliar de Turim;

e, às 18h30, com um dos momentos mais aguardados do dia, a Santa Missa para o Movimento Juvenil Salesiano, presidida pelo P. Fábio Attard, Reitor-Mor, uma oportunidade para o Sucessor de Dom Bosco transmitir aos jovens de hoje as mensagens de amor incondicional, encorajamento e compromisso que o próprio Dom Bosco dirigia a seus ‘filhos’ – os jovens.

A Festa terminará dentro da noite na Santa Missa animada pelo Sermig, que representa o diálogo ativo entre o carisma salesiano e outras iniciativas eclesiais voltadas ao atendimento dos jovens e mais vulneráveis. O momento destacará a relevância da mensagem de Dom Bosco e sua habilidade em inspirar trajetórias de solidariedade, acolhimento e Esperança.

A comemoração continuará na segunda-feira, 2 de fevereiro, com a Celebração do Dia da Vida Consagrada. A comunidade se reunirá para a Concelebração Eucarística presidida pelo Vigário Episcopal P. Ugo Pozzoli, pelos Consagrados e Consagradas, numa como forma de agradecimento pelo DOM da Vida Consagrada na Igreja.

A Festa de São João Bosco em Turim-Valdocco confirma-se mais uma vez como um momento central para a FS e para a Cidade de Turim, uma oportunidade especial para reviver a memória do Santo dos Jovens e reavivar seu Sonho educativo-pastoral no presente.

 

Fonte: Agência Info Salesiana

Mensagem aos Salesianos Cooperadores pela Festa de São João Bosco 2026

Por ocasião da Festa de Dom Bosco de 2026, no ano em que se comemora o 150º Aniversário da Fundação da ‘Associação dos Salesianos Cooperadores’ (ASSCC), o Coordenador Mundial, Antonio Boccia, encaminhou uma mensagem a todos os membros, na qual, com base na Estreia do Reitor-Mor, dirige sua atenção para o importante evento que se aproxima: o VI Congresso Mundial da Associação.

Segue abaixo o texto integral da mensagem do Coordenador Mundial.

Caríssimos Salesianos Cooperadores e Salesianas Cooperadoras,

            neste 31 de janeiro, dia em que toda a Família Salesiana (FS) celebra com alegria o nosso amado Pai e Fundador, São João Bosco, ao pensar em cada um de Vocês, espalhados por todo o mundo, meu coração se enche de esperança e gratidão.

A Festa de Dom Bosco é sempre uma ocasião especial para retornar às raízes do nosso carisma, para redescobrir a força daquele chamado que nos conquistou e que continua a orientar nossos passos. E, neste ano, a Providência nos oferece uma luz particular para iluminar o nosso caminho: a Estreia do Reitor-Mor - “Fazei tudo o que Ele vos disser – Crentes, livres para servir”.

As palavras pronunciadas por Maria em Caná ressoam com força extraordinária na vida de Dom Bosco. Ele - que transformou sua vida num "sim" constante e generoso à vontade de Deus - nos ensina o verdadeiro significado de sermos crentes e livres para servir. Sua Fé inabalável, originada de uma experiência profunda com Deus, transformou-o num dedicado servo dos jovens, um apóstolo criativo e destemido.

O convite “a fazer o que Ele nos disser” nos projeta diretamente para o grande momento que nos espera: o nosso VI Congresso Mundial. Não é por acaso que o tema escolhido seja “Ser fermento para ser fecundo”. Como poderíamos ser fermento que transforma a massa do mundo sem partir de uma escuta dócil e de um serviço livre e generoso, exatamente como nos indica a Estreia? Os dois temas se iluminam mutuamente: somos chamados a ser fecundos, a gerar vida e Esperança, e só o poderemos fazer se, como os servos em Caná, nos pusermos à escuta da Palavra e agirmos com confiança.

É com imensa alegria que vejo a resposta generosa de tantos que já se inscreveram para o Congresso. A sua adesão é um sinal maravilhoso, testemunho de que o desejo de ser “fermento” está vivo e forte em nossa Associação. Vocês são a prova de que o Espírito continua a soprar e a nos tornar fecundos.

Nesta festa, peçamos a Dom Bosco que interceda por nós, para podermos ser cada vez mais homens e mulheres de Fé, livres para servir, capazes de transformar a água das nossas fadigas cotidianas no vinho bom de um amor que se devota.

Desejo a todos uma serena e alegre Festa de Dom Bosco, esperando reabraçá-los em Roma, para vivermos juntos um inesquecível Pentecostes salesiano.

Com afeto fraterno,

 

Antonio Boccia
Coordenador Mundial

 

Fonte: Agência Info Salesiana

Visita Inspetorial fortalece a identidade salesiana durante a Semana Pedagógica em Unidades Educativas da BMM

Momento formativo percorreu escolas do DF, GO e MT, reforçando a missão educativo-pastoral à luz do Sistema Preventivo de Dom Bosco e Madre Mazzarello

Durante a realização da Semana Pedagógica das Unidades Educativas da Inspetoria Madre Mazzarello-BMM, foi realizada a Visita Inspetorial com o objetivo de fortalecer a identidade da escola salesiana e promover momentos formativos junto às equipes educativas. A iniciativa contemplou as seguintes instituições: Escola Salesiana Brasília (DF), Instituto Auxiliadora (Silvânia-GO), Patronato Madre Mazzarello (Anápolis-GO), Instituto Madre Marta Cerutti (Barra do Garças-MT) e Colégio Coração de Jesus (Cuiabá-MT).

A visita contou com a presença da Irmã Amélia de Assis Castro, Coordenadora da Equipe Inspetorial, que conduziu reflexões profundas sobre a identidade da escola salesiana à luz dos valores do Sistema Preventivo. Inspirada pela parábola do Semeador, a formação convidou os educadores a refletirem sobre os diferentes “terrenos” encontrados no cotidiano da sala de aula e o papel do educador como semeador de esperança, fé e conhecimento.

Também integraram os momentos formativos as Assessorias Inspetoriais. Pela Assessoria de Educação, Cristiano Prates Rodrigues abordou temas como a Confiança Relacional nas Instituições Salesianas e a importância dos Documentos Institucionais da BMM como referência para a prática educativa. Já a Assessoria de Comunicação, com Cícero Albuquerque, trouxe reflexões atuais sobre a Inteligência Artificial e as Novas Tecnologias aplicadas à educação salesiana, além da relevância da Presença Digital das Instituições no fortalecimento das relações com a Comunidade Educativa.

Ao longo das duas semanas de formação, foi possível reforçar os laços da identidade salesiana, conectando os trabalhos das unidades em uma verdadeira caminhada sinodal. As apresentações foram marcadas por dinâmicas, jogos interativos e momentos de integração, evidenciando a acolhida salesiana como um dos grandes diferenciais das Instituições da Rede.

As visitas também possibilitaram espaços de diálogo junto às equipes gestoras, favorecendo a escuta, o alinhamento de expectativas e o traçar de caminhos e orientações para o ano letivo, abrindo novos horizontes para o futuro das escolas.

Fica a gratidão a todos os educadores, gestores e colaboradores que participaram desses momentos ricos em técnica e, sobretudo, em salesianidade, mantendo viva e atual a missão de Dom Bosco e Madre Mazzarello. Um agradecimento especial às Irmãs que estão à frente das Instituições, conduzindo com coragem, fé e dedicação a missão educativo-pastoral da Inspetoria Madre Mazzarello-BMM.

 

Fonte: Comunicação da Inspetoria Madre Mazzarello-BMM.

A fé em São João Bosco e Santa Maria Troncatti

No dia 31 de janeiro de 2026, a Família Salesiana celebra a Solenidade de São João Bosco, cuja fé é fonte da caridade pastoral, como foi para Santa Maria Troncatti

Dia 31 de janeiro, no seu dies natalis, toda a Família Salesiana celebra a Solenidade de São João Bosco (1815–1888), Fundador dos Salesianos de Dom Bosco e do Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora, cuja fé é fonte da caridade pastoral sem fronteiras que deu origem a uma grande Família espalhada pelo mundo inteiro.

Na Estreia 2026 é assim apresentado pelo Reitor-Mor, Padre Fábio Attard: “Dom Bosco vivia em Turim, mas o seu coração e a sua mente habitavam o mundo inteiro. A sua esperança estava fundada na certeza de que – uma vez descoberto o projeto de Deus – não há outro caminho senão seguir a sua vontade até o fim. Contemplando a virtude teologal da esperança que animava a sua vida, podemos entrever aquilo que já os seus primeiros discípulos sentiam e mais tarde comentaram: Dom Bosco homem de fé, Dom Bosco crente, ‘Dom Bosco com Deus’”.

O Reitor-Mor, convidando toda a Família Salesiana a “uma peregrinação na fé”, cita a Encíclica Lumen fidei para recordar que “a fé nasce no encontro com o Deus vivo” e sublinha “a fé não é um produto. Nasce não tanto “do encontro com Deus”, mas “no encontro com Deus”. Por isso, é necessário “colocar o tema da fé dentro de uma dinâmica relacional. Uma dinâmica que é típica do nosso carisma salesiano. A vivência da fé no encontro com Jesus, Filho de Deus, emerge como a espinha dorsal das nossas ações pela força do seu Espírito. Por meio dessa energia trinitária, nós somos os primeiros beneficiários daquele dom que dá forma e significado a tudo o que somos e, consequentemente, a tudo o que fazemos e propomos para a salvação dos jovens”.

No famoso texto “Dom Bosco com Deus”, Dom Eugênio Ceria – autor de nove dos 19 volumes das Memórias Biográficas de Dom João Bosco – escreve: “Os depoimentos dizem-nos que “a vida de Dom Bosco parecia sempre uma união constante com Deus… a caridade para com Deus resplandecia na sua união com Ele”; que “vivia sempre na presença de Deus” e “os seus pensamentos estavam sempre voltados ao Senhor””.

O Cardeal Cagliero atesta: “O amor divino… transparecia-lhe no rosto, em toda a pessoa e de todas as palavras, que lhe brotavam do coração quando falava de Deus no púlpito, no confessionário, nas conferências públicas e privadas e até nos colóquios familiares. Este amor foi o único anseio, o único suspiro, o desejo mais ardente de toda a sua vida. Ouvi-o repetir milhares e milhares de vezes: ‘Tudo para o Senhor e para a sua glória!’… Em qualquer momento em que nos aproximássemos dele, acolhia-nos sempre com requintada caridade e com muita serenidade e amabilidade, como se naquele instante se levantasse da mais acesa oração ou da mais divina presença… Volto a repetir aquilo que me disse o cardeal Alimonda, que Dom Bosco estava sempre em íntima união com Deus.”

Essa era a fonte da caridade pastoral impetuosa e criativa de Dom Bosco e também a finalidade de toda a sua missão. Escreve ainda o Reitor-Mor: “A audácia da fé é uma confirmação de que queremos tomar a sério o chamado a ser cooperadores no projeto de Deus para os jovens. Este chamado Dom Bosco o viveu com uma extraordinária consciência e o transformou em sistema, projeto, experiência de família. A sua era uma audácia que lhe fez dizer (e viver): ‘Nas coisas que favorecem a juventude em perigo ou servem para ganhar almas para Deus, eu avanço até a temeridade’.”

Santa Maria Troncatti (1883 – 1969), FMA recentemente canonizada, como o Fundador, tira a sua força da fé que, com a união com Deus a distinguem, desde o tempo de noviça.

A Irmã Imelda Girotto refere: “De fato, muitas apreciavam em Irmã Maria Troncatti aquele seu estar constantemente em oração, tanto que a Irmã Minchiante costumava dizer: ‘Se queremos arrancar graças ao Coração de Jesus, recorramos à oração desta noviça’”. (Positio super virtutibus, Informatio, 37)

Em 1919, Irmã Maria chegou a Nizza Monferrato como enfermeira, cozinheira, responsável pelo refeitório, entre as jovens e as postulantes, sempre disponível, sacrificada; “aparecia sempre unida ao Senhor numa atitude de paz e confiança” (Informatio, 56).

A Irmã Maria Figazzolo, ainda noviça, não teve muitas ocasiões de tratar diretamente com Irmã Maria, mas, ao observá-la, “percebia o seu estar em contínua união com Deus”. Assim motiva a sua impressão: “Notava nela um comportamento de singular gravidade e compostura, acompanhado de uma cordial alegria salesiana. Nunca a via ansiosa ou atarefada em excesso, e, no entanto, sempre ativa, com uma atitude de paz que revelava um autêntico recolhimento interior, de pessoa imersa em Deus. Lembro-me de que uma vez ouvi a Irmã Rota, roupeira já idosa e pouco dada a exageros, dizer que Irmã Troncatti era ‘a irmã mais piedosa, fervorosa, pronta ao sacrifício que havia na comunidade’. Era uma confidência. Mas eu mesma pude confirmar pela observação direta.” (Informatio, 57)

Na vida missionária, “Irmã Maria Troncatti, todas as manhãs, das 4 às 5, colocava-se em adoração diante do tabernáculo. Assim iniciava o dia; depois, aos sábados, participava do ‘rosário da aurora’ com os piedosos fieis, para estar, no horário estabelecido, na igreja junto com a comunidade para a meditação e a santa missa. Ao longo de todo o dia, não só fazia do trabalho uma oração incessante, mas rezava continuamente: disso dão prova inúmeros testemunhos de pessoas de diversas categorias, que viam na sua atitude a transparência de uma fé operosa”.

O Senhor Marco Beltrame, Salesiano Coadjutor, testemunha: “Aproveitava cada momento livre para correr à igreja. Quando eu tinha algum problema ou necessidade pessoal, dizia-me: ‘Não te preocupes. Falarei com Jesus e Lhe apresentarei as tuas necessidades… fica certo de que Ele te ajudará’.” (Informatio, 283)

Confirma a Senhora Zoila F. Calle Palacios: “Vê-la enchia-nos de alegria e devoção, vê-la sempre em conversação com Jesus e Maria. E nós, diante de qualquer problema, recorríamos sempre a ela para que nos obtivesse graças de Jesus. Era a nossa médica nas questões materiais e espirituais.” (Informatio, 283)

A intrépida e ativíssima “artesã de paz e reconciliação” tirava, portanto, a sua força da oração, da fé. Como foi para Dom Bosco e para todos os Santos, somente uma fé grande e inabalável pode sustentar uma grande transformação da vida e da história.

 

Fonte: Site do Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora

Dia Mundial das Comunicações Sociais 2026: “Cuidar das vozes e dos rostos humanos”

Na Mensagem para o 60º Dia das Comunicações Sociais, “Preservar vozes e rostos humanos”, o Papa Leão introduz com a expressão: “O rosto e a voz são traços únicos, distintivos, de cada pessoa; manifestam a própria identidade irrepetível e são o elemento constitutivo de cada encontro”. “O rosto e a voz são sagrados. Foram-nos doados por Deus, que nos criou à sua imagem e semelhança, chamando-nos à vida com a Palavra que Ele próprio nos dirigiu”. O Pontífice continua sua introdução recordando que “preservar rostos e vozes humanas significa preservar o “reflexo indelével do amor de Deus. Não somos uma espécie feita de algoritmos bioquímicos, definidos antecipadamente. Cada um de nós tem uma vocação insubstituível e inimitável que emerge da vida e que se manifesta precisamente na comunicação com os outros”.

Ecossistemas informativos e as relações pessoais

Papa Leão adverte que se “falharmos nessa preservação”, a tecnologia digital “corre o risco de modificar radicalmente alguns dos pilares fundamentais da civilização humana, que por vezes damos como certos”. Ao simular vozes e rostos humanos, sabedoria e conhecimento, consciência e responsabilidade, empatia e amizade, os sistemas conhecidos como inteligência artificial não apenas interferem nos ecossistemas informativos, mas invadem também o nível mais profundo da comunicação: o da relação entre pessoas humanas”.

Desafio antropológico

“O desafio, portanto, não é tecnológico, mas antropológico” continua o Papa. “Preservar rostos e vozes significa, em última instância, preservar nós mesmos. Acolher com coragem, determinação e discernimento as oportunidades oferecidas pela tecnologia digital e pela inteligência artificial, não significa esconder de nós mesmos os pontos críticos, as opacidades e os riscos”.

Não renunciar ao próprio pensamento

Mas hoje acontece que “algoritmos concebidos para maximizar o envolvimento nas redes sociais – lucrativo para as plataformas – recompensam as emoções rápidas”, penalizam as expressões humanas, que necessitam de mais tempo, como o esforço de compreensão e a reflexão”. Ao fechar “grupos de pessoas em bolhas de consenso fácil e de indignação fácil”, “enfraquecem a capacidade de escuta e de pensamento crítico, aumentando a polarização social”. Além disso, em alguns contextos, há “uma confiança ingenuamente acrítica” em relação à IA percebida como “uma espécie de ‘amiga’ onisciente, dispensadora de todas as informações, arquivo de todas as memórias, ‘oráculo’ de todos os conselhos”. Tudo isso pode “enfraquecer” a capacidade do homem “de pensar de forma analítica e criativa, de compreender significados, de distinguir entre sintaxe e semântica”, adverte o Pontífice. “Contentando-nos com uma compilação estatística artificial”, corremos o risco de, “a longo prazo, consumir nossas capacidades cognitivas, emotivas e comunicativas”.

Não ceder às máquinas

Todavia, a questão fundamental não é sobre “o que a máquina consegue ou conseguirá fazer, mas o que podemos e poderemos fazer nós, crescendo em humanidade e conhecimento, com um uso inteligente de ferramentas tão poderosas a nosso serviço”. “Renunciar ao processo criativo e ceder às máquinas as próprias funções mentais e a própria imaginação significa, no entanto, enterrar os talentos que recebemos com o fim de crescer como pessoas em relação a Deus e aos outros. Significa esconder o nosso rosto e silenciar a nossa voz.

Simulação das relações e da realidade

Temos dificuldade cada vez maior de identificar se estamos interagindo com outros seres humanos ou com ‘bots’ ou ‘influencers virtuais’. Os chatbots, adverte o Papa, com sua estrutura dialógica e adaptativa, mimética, “é capaz de imitar os sentimentos humanos e, assim, simular uma relação. Essa antropomorfização, que pode soar até mesmo divertida, é ao mesmo tempo enganosa, especialmente para as pessoas mais vulneráveis”. Com visíveis consequências, pois “tornados excessivamente ‘afetuosos’, além de sempre presentes e disponíveis, podem se tornar arquitetos ocultos dos nossos estados emocionais e, desse modo, invadir e ocupar a esfera da intimidade das pessoas”.

“A tecnologia que explora a nossa necessidade de relacionamento pode não apenas ter consequências dolorosas no destino dos indivíduos, mas pode também ferir o tecido social, cultural e político das sociedades”

Imersos na multidimensionalidade

Leão XIV também faz um alerta sobre “distorções” presentes nos sistemas emergentes, chamadas BIAS, que podem reforçar tendenciosidades existentes e ampliar a discriminação, o preconceito e a estereotipagem. “Estamos imersos em uma multidimensionalidade, onde está se tornando cada vez mais difícil distinguir a realidade da ficção”. “A isso, continua, “se soma o problema da falta de precisão. Sistemas que vendem uma probabilidade estatística como conhecimento estão, na verdade, oferecendo-nos, no máximo, aproximações da verdade que, às vezes, são verdadeiras ‘alucinações’.

Desafios

O desafio” sugere ainda o Papa, “que nos espera não está em frear a inovação digital, mas em orientá-la, em sermos conscientes do seu caráter ambivalente. Cabe a cada um de nós levantar a voz em defesa das pessoas humanas, para que estas ferramentas possam ser verdadeiramente integradas por nós como aliadas”. Esta aliança é possível, mas precisa fundamentar-se em três pilares: responsabilidade, cooperação e educação.

Em primeiro lugar, a responsabilidade. “Esta pode ser articulada, dependendo dos papéis, como honestidade, transparência, coragem, capacidade de visão, dever de compartilhar o conhecimento e direito a ser informado. Para os que estão no comando das plataformas on-line; criadores e desenvolvedores de modelos de IA; aos legisladores nacionais e reguladores supranacionais. Ainda no âmbito da responsabilidade o Papa recorda: “Deve-se tutelar a paternidade e a propriedade soberana do trabalho dos jornalistas e dos outros criadores de conteúdo. A informação é um bem público. Um serviço público construtivo e significativo não se baseia na opacidade, mas na transparência das fontes, na inclusão dos sujeitos envolvidos e em um padrão elevado de qualidade”.

Com relação à cooperação, Leão afirma: “Todos somos chamados a cooperar. Nenhum setor pode enfrentar sozinho o desafio de guiar a inovação digital e a governança da IA”. Continuando afirma a necessidade de “criar mecanismos de salvaguarda. Todas as partes interessadas – da indústria tecnológica aos legisladores, das empresas criativas ao mundo acadêmico, dos artistas aos jornalistas e educadores – devem estar envolvidas na construção e na efetivação de uma cidadania digital consciente e responsável”.

Por fim, com relação à educação, Leão afirma: “aumentar as nossas capacidades pessoais de refletir criticamente, a avaliar a confiabilidade das fontes e os possíveis interesses que estão por trás da seleção das informações que chegam até nós” e “elaborar critérios práticos para uma cultura da comunicação mais saudável e responsável”.

Introduzir estudos

Na conclusão da mensagem o Papa reitera a necessidade “cada vez mais urgente” de introduzir nos sistemas educativos de todos os níveis, ao lado do letramento midiático, também a alfabetização no campo da IA. “O acrônimo MAIL (ou seja, Media and Artificial Intelligence Literacy) descreve bem essa necessidade, e algumas instituições civis já estão promovendo essa conscientização. “O MAIL”, explica o Pontífice, “ajudará a todos a não se adequarem à deriva antropomorfizante dos sistemas de IA, mas a tratá-los como ferramentas; a utilizar sempre uma validação externa das fontes – que poderiam ser imprecisas ou erradas – fornecidas pelos sistemas de IA; a proteger a própria privacidade e os próprios dados, conhecendo os parâmetros de segurança e as opções de contestação”, concluiu Leão.

Papa Leão conclui sua mensagem reiterando “Precisamos que o rosto e a voz voltem a significar pessoa. Precisamos preservar o dom da comunicação como a mais profunda verdade do homem, à qual devemos orientar também toda a inovação tecnológica”.

Fonte: Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB

Acesse a Novena de Dom Bosco 2026 da ISJB

Entre os dias 22 e 30 de janeiro, a Inspetoria São João Bosco convida a vivenciarem a Novena de Dom Bosco, que em 2026 tem como tema “Dom Bosco: fundador da Família Salesiana”.

Neste ano, a Novena evidencia a riqueza e a diversidade da Família Salesiana, com atenção especial aos Salesianos Cooperadores. Fundado por Dom Bosco em 1876, esse grupo celebra 150 anos de história e, juntamente com outros 32 grupos da Família Salesiana, permanece comprometido com o legado do fundador: colaborar para a formação integral das juventudes.

Mais do que a repetição de preces, a Novena de Dom Bosco é um tempo especial de graça, que convida os fiéis a colocarem o coração em sintonia com Deus. De modo particular, a proposta desta Novena é meditar sobre o testemunho de fé e de vida de São João Bosco e São Francisco de Sales, referências centrais do carisma salesiano.

O subsídio da Novena foi preparado pela equipe da Pastoral Juvenil Salesiana da Inspetoria São João Bosco e está disponível para acesso. Para visualizar o material, clique aqui.

Atenta à diversidade e à riqueza das experiências religiosas vivenciadas nas presenças salesianas do Brasil, a Inspetoria também disponibilizou um mural digital, no qual cada pessoa e/ou grupo poderá compartilhar as experiências de oração vividas durante a Novena de Dom Bosco, por meio de fotos, vídeos e orações.

Fonte: Inspetoria São João Bosco

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