Histórica Imagem da Auxiliadora Retorna ao Lar
07/06/2023

Histórica Imagem da Auxiliadora Retorna ao Lar

Histórica Imagem da Auxiliadora Retorna ao Lar

Durante os festejos de 80 anos da presença salesiana em Lins (SP), a histórica imagem de Nossa Senhora Auxiliadora foi coroada em uma cerimônia solene presidida pelo Inspetor da Inspetoria Santo Afonso Maria de Ligório, Pe. Ricardo Carlos, contando com a presença ilustre do bispo diocesano de Lins, Dom Francisco Carlos da Silva, do Reitor do Centro Universitário Católico Salesiano Auxilium (UniSALESIANO), Pe. Paulo Fernando Vendrame, autoridades municipais, Família Salesiana e amigos.

A imagem de Nossa Senhora Auxiliadora possui uma história rica e venerável. Ela foi trazida para Cuiabá, no Mato Grosso, em 1894, juntamente com o primeiro grupo de missionários salesianos que chegaram do Uruguai, liderados pelo bispo Dom Luís Lasagna, para fundar a Obra Salesiana na região. Após a partida de Dom Lasagna, o Pe. Antônio Malan assumiu a coordenação do grupo e foi nomeado inspetor da recém-criada Inspetoria Salesiana de Santo Afonso Maria de Ligório, atualmente conhecida como Missão Salesiana de Mato Grosso (MSMT) ou Inspetoria de Campo Grande. Foi durante esse período que a imagem foi deixada sob a custódia do Pe. Malan.

Em 1914, quando a Santa Sé criou a Prelazia de Registro do Araguaia no Leste de Mato Grosso, o Pe. Antônio Malan foi nomeado seu primeiro bispo-prelado. Ao assumir sua sede em Registro do Araguaia, hoje Araguaiana, Dom Malan levou consigo a preciosa imagem de Nossa Senhora Auxiliadora, que passou a ser venerada na capela da residência episcopal. Ao longo dos anos, a imagem acompanhou e abençoou os demais prelados salesianos que assumiram o cargo de bispo-prelado.

No ano de 2001, com a nomeação do novo bispo de Guirantinga, Dom Frei Sebastião Assis de Figueiredo, franciscano, a Missão Salesiana de Mato Grosso comunicou-lhe a importância histórica e sentimental da imagem e solicitou sua doação de volta à Inspetoria. Generosamente, Dom Sebastião concordou com o pedido e a imagem retornou ao seu lar original. Entre 2001 e 2009, o Pe. João Bosco Maciel foi responsável pela custódia da imagem e, em 2012, o Diretor Pe. Paulo Fernando Vendrame entregou-a à Casa de Lins (SP) para restauração, a cargo da artista plástica Ligia Cavalli. O Pe. João Dessi, membro da comunidade, confeccionou uma nova e bela coroa para a imagem.

Após a restauração, a imagem foi entronizada no salão de entrada do novo prédio do UniSALESIANO, cuja patrona é a Virgem Auxiliadora, em 24 de maio de 2010. Agora, em 2023, em um momento de grande celebração, a coroação solene marca o retorno triunfal da imagem ao seu lar na Inspetoria Salesiana de Mato Grosso, em Lins.

A venerada imagem de Nossa Senhora Auxiliadora é símbolo de devoção e proteção para a Família Salesiana e para todos os que entram na abençoada casa salesiana. A presença da imagem representa a continuidade da obra e dos ensinamentos de Dom Bosco, aquele que “tudo fez” pela educação e formação dos jovens.

Fonte: Missão Salesiana do Mato Grosso (MSMT)

 

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Curso de Direito do UNISAL Lorena lança e-book com produção científica de alunos e professores

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Irmã Adair recebe título de Doutora Honoris Causa pela UCB

Religiosa, educadora, referência nacional em educação católica e construiu uma trajetória marcada pelo serviço à juventude e pela formação de educadores Religiosa, educadora, pedagoga, escritora e filósofa, Irmã Adair Aparecida Sberga tem sua vida marcada pela dedicação à educação, à formação humana e ao serviço à juventude. Ao longo de quase quatro décadas de vida religiosa, construiu uma sólida trajetória acadêmica e profissional, tornando-se uma das principais referências brasileiras nos estudos sobre a filósofa Edith Stein. Sua atuação inclui a docência, a gestão educacional e a formação de educadores em âmbito nacional e internacional. Nascida em Araras (SP), em 1963, ingressou na vida religiosa aos 18 anos, após participar de grupos de jovens em sua paróquia e discernir sua vocação junto às Irmãs Salesianas. Mesmo diante da resistência da família, escolheu seguir o propósito que a acompanha até hoje: servir a Deus por meio da educação.“Hoje eu olho para trás e penso: ‘meu Deus, como eu fui corajosa’. Eu era muito decidida. Queria estar a serviço, queria ajudar as pessoas e o meu lema sempre foi servir. Com 22 anos eu já tinha professado os primeiros votos como religiosa das Irmãs Salesianas”, contou Irmã Adair. A pesquisadora possui formação sólida acadêmica nas áreas da educação e das ciências humanas. É mestre em Educação – Pastoral Juvenil pela Universidade Pontifícia Salesiana de Roma (UPS-Roma/Itália), onde colaborou como Voluntaria da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) nos anos 2000; é doutora em Psicologia pela Universidade de São Paulo (USP), recebendo nota máxima na defesa de sua dissertação sobre o Voluntariado Jovem: construção da identidade e educação sociopolítica. O trabalho desenvolvido por ela aproximou Irmã Adair da juventude, que entende os desafios dos jovens em equilibrar o desempenho pessoal com as pressões impostas socialmente na atualidade. “Os jovens precisam de referenciais seguros que lhes ofereçam direção, mas sem moldar seu pensamento ou limitar sua liberdade. Eles necessitam de perspectivas, de oportunidades que os ajudem a sonhar, a projetar o futuro e a cultivar a esperança, mesmo em um mundo marcado por grandes complexidades e incertezas. Os desafios do mundo contemporâneo intimidam os jovens e até impedem que eles vislumbrem novas possibilidades, dificultando que se tornem protagonistas de suas próprias histórias e protagonistas na transformação da realidade em que estão inseridos.” Também é licenciada em Pedagogia, História e Filosofia, além de possuir especializações em Gestão Escolar, Comunicação Social e formação continuada em liderança e gestão educacional. Atualmente, colabora para a formação de educadores desenvolvendo o cargo de Diretora-presidente da Associação Educacional Irmãs Salesianas de São Paulo (AEISSP) e Vice-presidente do Conselho Superior da Associação Nacional de Educação Católica do Brasil (ANEC), além de outros empenhos na sua Congregação. Valores para a juventude Para a Irmã Adair, a educação vai além da transmissão de conhecimento, é um instrumento de formação integral, capaz de desenvolver valores humanos, espiritualidade, senso crítico e esperança. Sua trajetória reflete o compromisso com uma educação que transforma vidas e prepara as novas gerações para construir uma sociedade mais humana, justa, equitativa e solidária. “Na Educação Católica, nós compreendemos que é indispensável cuidar da interioridade da pessoa humana. Os jovens necessitam de uma formação que contemple a dimensão espiritual e o cuidado com a alma, que é a nossa parte mais nobre, onde estão enraizados os valores, o sentido da vida e a abertura para Deus. Eles precisam, sobretudo, de educadores que os acompanhem em seu processo de formação, que os ajudem no autoconhecimento e a refletir profundamente sobre a própria existência”, destaca. Segundo ela, é por meio da tomada de consciência, da abertura para a interioridade, do autoconhecimento e do discernimento que se torna possível formar pessoas mais livres, maduras e capazes de realizar escolhas conscientes, orientadas por valores e por um genuíno sentido de vida. Este ano Ir. Adair recebe o título honorífico de Doutora Honoris Causa pela Universidade Católica de Brasília (UCB), que homenageia personalidades que tenham se distinguido pelo saber ou atuação em defesa da paz e do melhor entendimento entre os povos. Ao saber que seria homenageada, Irmã Adair relembrou, com gratidão, todos os educadores que contribuíram para sua formação: “O que eu sou hoje também é fruto da presença e da contribuição de muitas pessoas, dos encontros que tive com religiosos, religiosas, educadores e profissionais que foram me ajudando a ampliar a visão e a crescer. Jamais imaginei receber uma homenagem como esta, jamais. Para mim, isto é uma benção de Deus, que eu acolho com profunda gratidão. Faz parte da minha natureza, eu reconheço, o gosto pelo estudo e pelo aprender. Também tenho convicção que a vida é plena de novidades, e Deus nunca deixa de nos surpreender. Essas novidades chegam como convites, oportunidades, propostas e presentes que Ele vai colocando em nosso caminho.”Publicado por Catarina Lins da UCB

Vice-reitora e professor do UNIFATEA contribuem com parecer da ANEC sobre uso da Inteligência Artificial na educação brasileira

Documento foi apresentado ao Conselho Nacional de Educação como parte da consulta pública sobre diretrizes de IA nas escolas e universidades do país O UNIFATEA - Centro Universitário Teresa D’Ávila, de Lorena (SP), integra o grupo de instituições que assessoraram tecnicamente a Associação Nacional de Educação Católica do Brasil (ANEC) na elaboração do parecer "Contribuições Técnicas 008/2026", apresentado ao Conselho Nacional de Educação (CNE) no âmbito da Consulta Pública sobre as Diretrizes Orientadoras da Utilização da Inteligência Artificial na Educação Brasileira. O professor Dr. Paulo Sérgio de Sena e a Irmã Silvana Soares, ambos representando o UNIFATEA, participaram da assessoria técnica responsável por construir o documento, que reúne contribuições de especialistas de diversas instituições católicas de ensino superior do país, entre elas o Centro Universitário São Camilo e o UniLaSalle. A ANEC representa 1.195 instituições católicas de Educação Básica, 77 instituições de Ensino Superior, 359 mantenedoras, cerca de 1 milhão de estudantes e 210 mil professores e colaboradores em todo o território nacional. Contribuição alinhada à tradição educativa salesiana As reflexões trazidas trataram de temas como educação inclusiva, ética da informação, segurança digital e cidadania informacional, com ênfase na necessidade de que a inteligência artificial beneficie especialmente estudantes com deficiência e em contextos de vulnerabilidade socioeconômica. A participação do UNIFATEA no documento reforça um princípio que atravessa toda a tradição salesiana de ensino herdada de Dom Bosco e Madre Mazzarello, segundo a qual a tecnologia deve estar a serviço da formação integral da pessoa, nunca em substituição à mediação pedagógica entre educador e estudante. É essa mesma premissa que estrutura o posicionamento da ANEC junto ao CNE: a de que a IA pode ampliar o acesso e personalizar a aprendizagem, mas não substitui o encontro humano que caracteriza a educação de qualidade. O parecer completo está disponível no site da ANEC (anec.org.br).
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