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24/02/2025

[CG29] Um início promissor para o trabalho dos capitulares

[CG29] Um início promissor para o trabalho dos capitulares

Para os capitulares, isso foi um prelúdio para as discussões sobre os temas centrais a serem abordados no Capítulo, um caminho que, já na primeira semana, exigiu definir o contexto adequado para desenvolver debates e avançar com propostas.

Um momento-chave ocorreu entre sexta-feira e sábado, quando alguns capitulares destacaram que a composição inicial das Comissões refletia uma divisão por grupos linguísticos. Essa abordagem, embora compreensível, corria o risco de limitar o intercâmbio de experiências e perspectivas de diversas realidades culturais, favorecendo, em vez disso, a homogeneidade.

Graças à intervenção da Comissão Geral, presidida pelo P. Stefano Martoglio, e à plena disposição dos capitulares de modificar a programação do dia, foi possível revisar a estrutura das Comissões. A reorganização levou à criação de seis grupos (em relação com os cinco iniciais), com um limite de 50 membros cada. Além disso, os capitulares foram incentivados a interagir mais uns com os outros, utilizando o conhecimento de um segundo idioma para garantir maior interação e troca.

“Este é um resultado que corresponde plenamente ao ensinamento das leituras de ontem”, declarou o P. Alphonse Owoudou, Moderador do CG29. “Dessa forma, promove-se o intercâmbio, superando barreiras que não são predominantemente linguísticas, mas culturais”.

Essa abertura marca uma das características distintivas deste Capítulo Geral e pode representar um passo decisivo para o futuro. Se os trabalhos conseguirem sustentar essa dinâmica de intercâmbio e diálogo, o CG29 poderá destacar-se como um momento de verdadeira renovação inspirada pelo Senhor.

Essa direção foi ainda reforçada pela homilia feita durante a celebração eucarística, presidida pelo P. Carmine Arice, Superior Geral da Sociedade dos Sacerdotes de São José Bento Cottolengo. Durante sua reflexão, recordando um encontro com o P. Domenico Machetta, SDB, o P. Arice enfatizou: “O problema dos problemas é o amor mútuo. A unidade da comunidade é o alvo do Maligno. Podem existir obras que funcionem bem, mas essas não incomodam Satanás: quem o desestabiliza é aquele que se humilha diante do irmão; isso perturba o Príncipe do Mal”. Ele concluiu convidando a viver a estima mútua como uma oração, acolhendo as novidades do Espírito Santo e transformando-se “de estranhos em amigos”.

Com a primeira reorganização e um clima de colaboração e abertura, os capitulares preparam-se para enfrentar os muitos desafios que os esperam. O caminho iniciado parece promissor e estabelece as bases para um Capítulo Geral orientado não apenas ao diálogo, mas também à construção de uma visão compartilhada, capaz de responder às necessidades do tempo presente.


As Seis Comissões e Seus Coordenadores

Comissão 1: INGLÊS 1

  • Presidente: McDonnell Eunan
  • Secretário: Gunther Travis
  • Relator: Simon Leonhard Härting
  • Comunicação: Lourdusamy Don Bosco
  • Redação: Fidel Maria Orendain

Comissão 2: INGLÊS 2

  • Presidente: Stanislaus Swamikannu
  • Relator: Ashley Miranda
  • Secretário: John Alexander
  • Comunicação: Dominic Tran
  • Redação: Gregory Bicomog

Comissão 3: ITALIANO-INGLÊS

  • Presidente: Reinhard Gesing
  • Relator: Eric Cachia
  • Secretário: Edoardo Gnocchini
  • Comunicação: Peter Rinderer
  • Redação: Francesco Marcoccio

Comissão 4: FRANCÊS-ITALIANO

  • Presidente: Daniel Federspiel
  • Relator: Guillermo Luis Basañes
  • Secretário: Kolotcholoma Denis Soro
  • Comunicação: Roland Mintsa
  • Redação: Xavier De Verchère

Comissão 5: PORTUGUÊS-ITALIANO

  • Presidente: José Aníbal Milhais Pinto Mendonça
  • Relator: Tarcízio António de Castro Morais
  • Secretário: João da Silva Mendonça Filho
  • Comunicação: Francisco Inacio Vieira Junior
  • Redação: Roberto Dal Molin

Comissão 6: ESPANHOL-ITALIANO

  • Presidente: Marcelo Alfonso Farfán Pacheco
  • Relator: Leonardo Mancini
  • Secretário: Claudio Esteban Cartes Andrades
  • Comunicação: Filiberto González Plasencia
  • Redação: Pierfausto Frisoli

Fonte: ANS

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Bem-vindo à casa, Santo Padre!

O Papa Francisco esteve internado no Policlínico Gemelli por 38 dias, entre 14 de fevereiro e 23 de março de 2025. Semanas desafiadoras, para um paciente de 88 anos com pneumonia bilateral! Os relatórios médicos não ocultaram a gravidade do seu estado de saúde, as crises que enfrentou e a complexidade do seu quadro clínico. Entretanto, os dias que se seguiram foram marcados por uma torrente de orações pelo reestabelecimento de sua saúde: preces individuais, coletivas, terços, Celebrações Eucarísticas. Não só os Católicos, nem só os Cristãos oraram por Francisco. Mulheres e homens de outras religiões também oraram pelo papa. Muitas pessoas não Credentes também lhe enviaram seus bons Votos. Foi para todas estas Pessoas que a breve saudação, feita da sacada do Gemelli pouco antes de retornar ao Vaticano, foi planejada e pensada. Pouco antes de aparecer na sacada do hospital, o Papa Francisco, ciente de que estava prestes a deixar o hospital e grato pelos cuidados e atenção que havia recebido, desejou cumprimentar brevemente a Equipe e a Administração da Universidade Católica e do Hospital Gemelli. Em seguida, o gesto de expressar gratidão à multidão de Fiéis presentes no Hospital e, simbolicamente, por meio deles, a todos aqueles que o acompanharam durante essas semanas. Algumas palavras da sacada do quinto andar, seu rosto cansado, as mãos sobre os joelhos levantadas para abençoar e os polegares para cima. Uma ponta de sorriso ao ver e ouvir a multidão gritando: "Francisco! Francisco!". "Obrigado a todos Vós!", exclamou o Papa com uma voz fraca. A saudação era esperada, mas o Papa desejou também ser visto. O seu olhar percorreu a Praça e,  se fixou numa Pessoa específica: a Sra. Carmela Mancuso, que segurava um ramalhete de flores amarelas. Ela esteve presente praticamente todos os dias há mais de um mês, assim como em outras ocasiões durante a audiência geral de quarta-feira. "E estou vendo essa senhora com flores amarelas! Ela é maravilhosa!", declaraou Francisco. Há aplausos, um coro de "Viva o Papa!". A própria Da. Carmela inclina a cabeça para baixo, emocionada e em lágrimas: «Não sei o que dizer. Obrigada, obrigada! A Deus e ao Santo Padre. Nem imaginava que pudesse ser 'vista'», comentou ela logo depois à imprensa do Vaticano. Imediatamente após deixar a sacada, a multidão se dirigiu à entrada do Gemelli para ver a saída do Pontífice. Mais saudações e coros acompanharam a passagem do Papa de carro, que se dirigiu a Santa Maria Maggiore, a Basílica que Jorge Mario Bergoglio nunca deixou de visitar – após suas viagens internacionais ou de cirurgias ou internações - para rezar à Salus Populi Romani e agradecer por sua proteção. O Papa levou flores ao Cardeal Rolandas Makrickas, Arcipreste-Coadjutor da Basílica da Libéria, para serem colocadas aos pés da ícone mariana. Era o buquê doado pela Sra. Carmela. Por fim, de Santa Maria Maggiore a Santa Marta, com o Papa entrou no Vaticano, cumprimentando os guardas na entrada do Perugino. "Vivemos com o Bispo de Roma esses longos dias de sofrimento. Esperamos, rezamos e nos emocionamos quando, no dia 6 de março, Francisco fez questão de agradecer, com sua voz fraca, aos fiéis que rezavam na Praça São Pedro e em tantos outros lugares do mundo. Sentimos alívio na noite de domingo, 16 de março, ao vê-lo pela primeira vez desde sua internação, ainda que de costas", escreveu Andrea Tornielli, diretor da ‘Direção Editorial do Dicastério para a Comunicação da Santa Sé’. “Depois de tanta apreensão, mas também de tanta esperança e confiança no desígnio D’Aquele que nos dá a vida e pode chamá-la a qualquer momento, hoje o revimos, novamente. Recebemos sua bênção no dia de seu retorno ao Vaticano. Do quarto do hospital, nas últimas semanas, Francisco lembrou que a vida vale a pena ser vivida em cada instante e que, a qualquer momento, pode ser-nos retirada. Houve também um lembrete de que o sofrimento e a fraqueza podem se tornar uma oportunidade para o testemunho evangélico, para anunciar um Deus que se fez homem, que sofre conosco e que aceitou ser aniquilado na cruz. Agradecemos por dizer que, do quarto do hospital, a guerra parecia ainda mais absurda; por lembrar da necessidade de desarmar a terra e, portanto, não rearmá-la, enchendo os arsenais com novos instrumentos de morte; por rezar e oferecer seus sofrimentos pela paz, tão ameaçada nos dias de hoje. Bem-vindo de volta para casa, Santo Padre!” Fonte: Vatican News

São José, homem da escuta em Madre Rosetta Marchese

Hoje, 19 de março, celebra-se a Solenidade de São José, que Dom Bosco quis como patrono do Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora para que ensinasse a estar disponíveis aos desígnios de Deus e a se colocar confiantemente nas mãos da Providência. Sua presença na vida do Instituto era constantemente sentida. Em Mornese era considerado o guardião. Assim como em vida protegeu Maria e Jesus, continuava a proteger a Igreja, o Instituto e cada pessoa dentro das comunidades. Nesta esteira, a Serva de Deus Madre Rosetta Marchese (1922-1984), sétima Superiora Geral do Instituto das FMA, percebeu a figura de José como exemplo de silêncio, humildade e união com Jesus que, como Filho, vive em perene adoração ao Pai (Cf. Jo 1,18). Escreve numa carta de 6 de março de 1981 à Irmã Maria Rina Ronzani: “Antes de tudo, retribuo seus melhores votos para São José; o querido Santo do silêncio, da humildade, da profunda união com Jesus e Maria, ajuda-nos a compreender o trabalho silencioso, humilde e escondido, mas vivido em união íntima com Jesus e com Nossa Senhora. É certo que o mistério da casa de Nazaré e dos trinta anos nela vividos lá no escondimento, devem falar profundamente ao nosso coração e ajudar-nos verdadeiramente a compreender o valor da vida que está no dever cumprido por amor para dar glória a Deus, sem procurar nenhuma glória humana e nenhum reconhecimento terreno”. Como Conselheira Visitadora, numa boa noite à comunidade de Palermo, próximo da Solenidade, em 17 de março de 1977, apresenta às Irmãs a figura de São José como “homem de palavra comedida, capaz de escuta”, exemplo para viver o diálogo comunitário que requer o exercício da humildade, da caridade, do desapego de si mesmas, a disponibilidade de dar o tempo certo para fazer todas se expressarem: “A florzinha de amanhã faz-nos pedir a São José obter-nos uma palavra comedida e nos traz a frase retirada da epístola de S. Tiago: “Cada um deve estar pronto a escutar, mas lentos para falar”. Este “estar prontos a escutar” fala da capacidade de escuta, capacidade que é virtude que se conquista com a graça de Deus, pedindo-a insistentemente e com o exercício de atenção sobre nós mesmas; virtude tão necessária nas nossas relações mútuas, para a santidade da vida comum, para que o diálogo comunitário possa tornar-se uma realidade. Não é tão fácil ter diálogo comunitário, e a capacidade de escuta que o favorece, requer o exercício da humildade para ser capazes de dar a nossa escuta cordial, paciente, serena, respeitosa. Aquela humildade que tem consciência da própria pobreza e, por isso, consciente de ter sempre alguma coisa a receber dos outros; humildade que sabe colher, do que a outra diz, o elemento que nos enriquece, mesmo que às vezes seja pesado, aborrecido, escutar o que talvez não corresponda totalmente ao nosso pensamento ou ao que queremos ouvir dizer naquele dado momento. É uma atitude fundamental de humildade que nos coloca um pouco abaixo dos outros na serena espera de receber sempre alguma coisa. Sem dúvida, nesta disposição interior de humildade, de pobreza, estamos mais abertas à escuta”. Madre Rosetta na boa noite sublinha o desapego de si mesmos como indispensável pré-requisito à escuta verdadeira do outro e como um caminho de ascese que exercita à verdadeira caridade: “A capacidade de escuta requer um grande desapego de nós mesmas, uma capacidade de acolhida virginal, e por virginal entendo um desapego tão total de nós, que o outro possa entrar completamente em nós sem já encontrar preconceitos nos seus confrontos. São José sabia guardar no coração até aquilo que humanamente não compreendia; permaneceu à escuta atenta e acreditou na palavra do Anjo que o abria ao projeto de Deus. Ele, na vida de Madre Rosetta Marchese, foi modelo de acolhida do mistério de Deus em si e nas pessoas a ela confiadas. Também o Papa Francisco, na recente Carta Apostólica “Patris Corde”, escrita em 2020 por ocasião do 150º aniversário da declaração de São José como Padroeiro da Igreja Universal, ressalta: “Em cada circunstância da sua vida, José soube pronunciar o seu ‘fiat’, como Maria na Anunciação e Jesus no Getsêmani. José, no seu papel de chefe de família, ensinou Jesus a ser submisso aos pais (cf. Lc 2, 51), segundo o mandamento de Deus (cf. Êx 20, 12). No escondimento de Nazaré, na escola de José, Jesus aprendeu a fazer a vontade do Pai” (n°3). Fique abaixo com um poema escrito pela irmã Eudenice da Luz Maia - FMA, em homenagem à São José. Fonte: Site do Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora

Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma de 2025

Divulgada a Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma de 2025, que começa hoje, Quarta-feira de Cinzas “Caminhemos juntos na esperança” é o tema, em sintonia com o Ano Jubilar. Três são “os apelos à conversão que a misericórdia de Deus dirige a todos nós, como pessoas e como comunidades”, destacados pelo Santo Padre para acompanhar os fiéis no itinerário rumo à Páscoa: Caminhar. É o primeiro apelo à conversão que evoca o lema do Jubileu, “Peregrinos de Esperança” e o êxodo bíblico, mas também a condição humana porque, diz o Papa, “somos todos peregrinos na vida”. Por isso, além de algumas perguntas – “como me deixo interpelar por esta condição? Estou verdadeiramente a caminho ou, ao contrário, paralisado, estático, com medo e falta de esperança, ou acomodado na minha zona de comodidade? Procuro percursos de libertação das situações de pecado e falta de dignidade?” – propõe um exercício prático quaresmal: “confrontar-se com a realidade concreta de algum migrante ou peregrino e deixar que nos envolva, para descobrir o que Deus nos pede para ser viajantes melhores para a casa do Pai”. Juntos. É a palavra-chave no centro de um segundo apelo: a conversão à sinodalidade, que pede para não ser “viajantes solitários”, para não se fechar na nossa própria autorreferencialidade, mas para sair de si mesmos para ir a Deus e aos irmãos. “Caminhar juntos significa ser tecelões de unidade, a partir da comum dignidade de filhos de Deus”. A avaliação concreta é sobre a própria capacidade de escuta, de acolhida, de prosseguir “lado a lado” com paciência, sem se entrincheirar nas próprias convicções, fazendo com que as pessoas se sintam – seja quem se aproxima, seja quem está distante – parte da comunidade. “Perguntemo-nos diante do Senhor se somos capazes de trabalhar juntos como bispos, sacerdotes, consagrados e leigos, a serviço do Reino de Deus.” Na esperança. O terceiro chamado à conversão é ao da esperança, da confiança em Deus e na sua grande promessa, a vida eterna: “A morte transformou-se em vitória e aqui está a fé e a grande esperança dos cristãos: na ressurreição de Cristo!”. Entre as perguntas deixadas pelo Papa: “Vivo concretamente a esperança que me ajuda a ler os acontecimentos da história e me impulsiona ao compromisso com a justiça, com a fraternidade, com o cuidado da casa comum, fazendo de modo que ninguém seja deixado para trás?”. O Papa Francisco termina a sua Mensagem com uma frase de Santa Teresa de Jesus, que também é padroeira do Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora: –“Espera, minha alma, espera. Não sabes o dia nem a hora. Vela com cuidado, tudo passa como um sopro, embora a tua impaciência possa tornar incerto o que é certo, e longo um tempo muito breve” – e confia o caminho quaresmal a Maria, Mãe da Esperança. O Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral coloca à disposição um pôster e um infográfico nas diversas línguas que sintetiza a Mensagem. Mensagem Quaresma 2025 Fonte: Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora - FMA
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