Semana do Meio Ambiente 2025: Sustentabilidade e fé na proteção da Casa Comum

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01/06/2025

Semana do Meio Ambiente 2025: Sustentabilidade e fé na proteção da Casa Comum

Semana do Meio Ambiente 2025: Sustentabilidade e fé na proteção da Casa Comum
Foto: Divulgação

O mês de junho é especialmente voltado para reflexões e conscientização sobre o cuidado com o meio ambiente. Com datas como Dia Nacional da Educação Ambiental (03), Dia da Ecologia (05), Dia Mundial do Meio Ambiente (05), Dia Nacional da Reciclagem (05), Dia Mundial dos Oceanos (08), Dia Internacional da Tartaruga Marinha (16), Dia Mundial de Combate à Seca e à Desertificação (17) e Dia do Gestor Ambiental (17), o mês já inicia com um semana voltada para o tema.

A Semana do Meio Ambiente, anualmente celebrada na primeira semana de junho, tem como objetivo conscientizar a sociedade sobre a importância da preservação ambiental e incentivar ações sustentáveis. A data foi instituída em 1972 pela Organização das Nações Unidas (ONU) durante a Conferência de Estocolmo, que marcou o início de um movimento global em prol do meio ambiente. Nos últimos anos, o evento tem ganhado uma dimensão ainda mais significativa ao ser impulsionado pela mensagem de compromisso com a sustentabilidade da Igreja Católica, refletida nas recentes encíclica Laudato Si' (2015) e exortação apostólica Laudate Deum (2023) do Papa Francisco.

 A IGREJA CATÓLICA E O CUIDADO COM A CASA COMUM - A Igreja Católica, sob a liderança do Papa Francisco, tem intensificado sua abordagem sobre questões ambientais. Em 2015, o Papa lançou a encíclica Laudato Si', que trata da necessidade urgente de cuidar do planeta, a "Casa Comum". Esta encíclica destaca a interconexão entre todas as formas de vida e a importância de uma ecologia integral que agregue as dimensões ambientais, econômicas e sociais.

Na Laudato Si', o Papa Francisco chama a atenção para a crise ecológica causada pelo comportamento humano e a necessidade de mudanças profundas nas atitudes e estilos de vida. Ele enfatiza que "tudo está interligado" e que o cuidado com a natureza é inseparável do cuidado com as pessoas, especialmente os mais pobres e vulneráveis.

Já em 2023, Francisco lançou a exortação apostólica Laudate Deum, aprofundando ainda mais o compromisso da Igreja com a sustentabilidade. Este documento complementa a Laudato Si', sublinhando a necessidade de ações concretas e urgentes para combater a crise climática. O Papa reitera a responsabilidade de todos, incluindo instituições religiosas, governos, empresas e indivíduos, em promover a justiça ambiental e social.

Na exortação Laudate Deum, o Papa apela para que a comunidade global adote um modelo de desenvolvimento sustentável que respeite os limites do planeta e garanta uma vida digna para todos. Ele destaca a importância da educação ambiental e da espiritualidade ecológica, incentivando os fiéis a se engajarem ativamente na proteção do meio ambiente.

 

PLATAFORMA DE AÇÃO LAUDATO SI’ - A Plataforma de Ação Laudato Si’ é um espaço compartilhado onde a Igreja desenvolve uma resposta ousada e ativa à crise ecológica, tão urgentemente ilustrada na encíclica do Papa Francisco. A Plataforma prepara seus inscritos para agir agora, quando é “urgente e necessário” (LS 57). Ao se inscrever, as instituições recebem um conjunto completo de suporte para sua jornada em direção à ecologia integral. Confira abaixo um pouco do que é oferecido:

 - Guias e modelos do Plano Laudato Si' para que sua instituição, comunidade ou família tracem um caminho para a ação;

- Guias de reflexão e modelos que conectam seus valores centrais aos Objetivos Laudato Si' e servem como um farol de luz para os outros;

- Uma autoavaliação personalizada para ajudá-lo a entender onde você está hoje;

- Ações sugeridas, adaptadas às suas necessidades únicas, para causar o maior impacto em toda a ecologia integral;

- Recursos entre idiomas, setores e Objetivos de Laudato Si' para oferecer orientação do mundo real de parceiros que são especialistas em tomar medidas;

- Conexões com outros participantes e com grupos de trabalho setoriais para compartilhar interesses e desafios;

- Eventos oferecidos por uma comunidade diversificada de parceiros on-line e em regiões do mundo inteiro.

 

Conheça a Plataforma de Ação Laudato Si’ e inscreva-se clicando aqui.

 

ALIANÇA VERDE DOM BOSCO E “JUNTOS, PODEMOS!”

O mundo salesiano também conta com iniciativas voltadas para a sustentabilidade e cuidado com a Casa Comum. Além das ações locais promovidas nas casas salesianas, existe a Aliança Verde Dom Bosco (Don Bosco Green Alliance - DBGA), encabeçada pelos Salesianos de Dom Bosco (SDB), e a proposta “Juntos, podemos!”, comandada pelas Filhas de Maria Auxiliadora (FMA).

A Aliança Verde Dom Bosco é uma plataforma internacional para o movimento de pessoas das instituições da Família Salesiana (FS) que contribuem para a ação, pensamento e política ambiental global.  Lançada em 2018, a Aliança é hoje uma plataforma ativa onde instituições, organizações e indivíduos da Família Salesiana trocam ideias e trabalham juntos em campanhas ambientais globais, tudo pelo “Amor à Criação”.

Assim como a Rede Salesiana Brasil (RSB) e diversas Inspetorias e casas da Congregação Salesiana, você também pode se inscrever na plataforma e se comprometer a cuidar da Casa Comum. Saiba mais clicando aqui.

Já o movimento encabeçado pelas Filhas de Maria Auxiliadora, o “Juntos, podemos!”, é uma iniciativa que busca reencontrar o gosto pela beleza da criação e a admiração diante das suas maravilhas, além de desenvolver a capacidade crítica de detectar as injustiças existentes num modelo de desenvolvimento que não respeita nem as pessoas nem o meio ambiente; e assumir um estilo de vida sóbrio e respeitoso no uso dos recursos naturais, também como responsabilidade com as gerações futuras e de solidariedade com os menos afortunados.

Você pode conhecer mais sobre a iniciativa “Juntos, podemos!” clicando aqui.

Por Equipe de Comunicação da Rede Salesiana Brasil, com informações da Plataforma de Ação Laudato Si’Don Bosco Green AllianceJuntos, podemos!

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Rede Salesiana Brasil recebe congratulação da Assembleia Legislativa de São Paulo pelo apoio ao Programa Selo Social

A Rede Salesiana Brasil foi uma das instituições homenageadas durante a Sessão Solene realizada pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP), na última semana, em reconhecimento aos 10 anos de atuação do Programa Selo Social no estado. A solenidade, proposta pela deputada estadual Maria Lucia Amary, reuniu organizações certificadas, patrocinadores e parceiros que contribuem para o fortalecimento de iniciativas de impacto social alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU). Parceira e patrocinadora nacional do Programa Selo Social, a Rede Salesiana Brasil recebeu uma congratulação da ALESP pelo apoio ao fortalecimento da iniciativa, que, ao longo da última década, tem promovido a articulação entre empresas, instituições de ensino, órgãos públicos e organizações da sociedade civil para reconhecer e potencializar projetos de transformação social. Durante a cerimônia, também foram homenageadas organizações certificadas dos municípios de Sorocaba, Salto e Votorantim, além de outros apoiadores que tornam possível a realização do programa em diferentes territórios do estado. Para o presidente do Instituto Selo Social, Fernando Assanti, a homenagem também reconhece a importância das instituições que acreditam na construção coletiva do desenvolvimento sustentável. “A Rede Salesiana Brasil é uma parceira estratégica do Instituto Selo Social em nível nacional. Seu apoio fortalece a expansão da nossa metodologia e demonstra como instituições comprometidas com a educação e a transformação social potencializam o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Este reconhecimento da Assembleia Legislativa também celebra o valor dessas parcerias, que tornam possível ampliar o impacto positivo nos territórios e inspirar novas organizações a fazerem parte desse movimento”, destaca. Ao apoiar o Programa Selo Social, a Rede Salesiana Brasil contribui para o reconhecimento de iniciativas que geram impacto positivo nas comunidades e reforça seu compromisso com a educação, a cidadania e o desenvolvimento sustentável.   

Peregrinação a Meruri aproxima jovens de Corumbá da missão salesiana e da cultura Boe Bororo

A peregrinação dos jovens da Articulação da Juventude Salesiana (AJS) de Corumbá à comunidade missionária de Meruri, aconteceu entre os dias 12 e 16 de julho. A viagem feita por ocasião das celebrações dos 50 anos do martírio dos Servos de Deus, Padre Rodolfo Lunkenbein e Simão Bororo, transformou-se em uma experiência de convivência, espiritualidade e descoberta para os participantes. Ao longo do trajeto, os jovens percorreram cerca de 1.300 quilômetros, passaram por Rondonópolis, participaram das celebrações em Meruri e encerraram o roteiro com um dia de integração em Campo Grande antes do retorno a Corumbá. A convivência começou ainda na estrada A saída do grupo, na noite do domingo (12/07) , já marcou o início da experiência. Entre rostos conhecidos e novos integrantes da pastoral, o clima de expectativa rapidamente deu lugar à convivência. Para Luana Barbosa Regenold, de 15 anos, a viagem começou rompendo barreiras. “Quando saímos de Corumbá eu não conversava com muita gente, por ser nova na pastoral. Ao longo da viagem fui me enturmando e conversando cada vez mais com o pessoal”. A mesma percepção foi compartilhada por Lucymara Paola da Silva Garcia Duarte, de 16 anos. “Entrar no ônibus com rostos conhecidos e desconhecidos foi um turbilhão de sentimentos”, recorda. Segundo ela, a proximidade construída durante o percurso fez desaparecer qualquer insegurança inicial. “Não teve um único momento que me marcou, mas sim a viagem inteira”. Jhony Rojas Cabanhas, também de 16 anos, destaca que as amizades construídas tornaram o longo deslocamento mais leve. “Pude me aproximar mais de pessoas que eu não era muito próximo e também de pessoas que eu nem imaginava. Eu faria tudo de novo sem precisar pensar duas vezes“. A primeira parada aconteceu no Oratório Filhos de Dom Bosco, em Rondonópolis, onde o grupo foi recebido pela comunidade salesiana, representada pelo diretor, P. Vanderson Gomes. Jogos, brincadeiras, momentos de oração e convivência prepararam os peregrinos para a etapa seguinte da viagem. Meruri apresentou uma realidade pouco conhecida pelos jovens Na chegada à aldeia Meruri, o grupo liderado pelo reitor do Santuário de Maria Auxiliadora e Coordenador de Pastoral do Polo Salesiano de Corumbá, P. João dos Santos Barbosa Neto, foi acolhido pelos missionários salesianos e pela comunidade Boe Bororo. A visita à aldeia, o contato com as crianças e o conhecimento da cultura indígena despertaram a atenção dos jovens. “Foi uma oportunidade única de conhecer de perto a cultura indígena e aprender mais sobre seus costumes, tradições e modo de vida”, afirmou Yasmin Marina Ramos da Cruz, de 18 anos. Ela acrescenta que a admiração do povo Boe Bororo por Padre Rodolfo e Simão Bororo foi um dos aspectos que mais a impressionaram durante a visita. Luana também recorda a convivência com a comunidade. “Notei que as crianças estavam sempre muito gratas e felizes com tudo. Sempre havia alguma criança nos acompanhando durante a caminhada pela aldeia”. Celebrações aproximaram os jovens da história dos mártires Ainda na primeira noite em Meruri, os peregrinos participaram da Via Sacra dos mártires realizada pelas ruas da aldeia. Em cada estação foram apresentados testemunhos sobre a vida e o martírio de Padre Rodolfo Lunkenbein e Simão Bororo. Um dos versículos proclamados durante a celebração permaneceu na memória de Luana: “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos seus amigos”. No dia seguinte, os jovens participaram da procissão que começou no cemitério da comunidade indo até a celebração eucarística em memória dos dois Servos de Deus. A missa, que reuniu elementos da cultura Boe Bororo na liturgia católica, com danças tradicionais e o canto da Ave Maria na língua indígena, encantou os jovens. André Gimenez da Silva, de 17 anos, afirmou que a celebração ampliou sua compreensão sobre a missão salesiana. “Cada momento vivido ali teve um significado especial e me fez refletir sobre a importância da fé, da união e da simplicidade”. Brenda Lohayne dos Santos Garay, de 19 anos, também destacou o impacto da experiência. “Voltei dessa missão com o coração cheio de gratidão e com a certeza de que ela não termina aqui”. Caminhada ao morro tornou-se símbolo da peregrinação Outro momento bastante lembrado pelos participantes foi a caminhada até o morro próximo à aldeia. A subida exigiu esforço físico, mas a paisagem e a convivência transformaram o percurso em uma das lembranças mais marcantes da viagem. Brenda descreveu a atividade como “uma experiência única, daquelas que ficam guardadas para sempre na memória”, enquanto Khalil Siqueira Gonçalves, de 16 anos, recordou o clima de descontração vivido durante todo o percurso. “Passamos pelo rio, enfrentamos subidas e até algumas quedas, mas tudo valeu a pena ao contemplarmos a vista lá de cima”. Além da caminhada, Khalil destaca outro aspecto da peregrinação. “Poder rezar e ouvir os testemunhos sobre Simão e o padre Rodolfo fez com que eu refletisse sobre o motivo de estar ali. Aprendi o verdadeiro valor da amizade e da alegria de estar ao lado dos nossos amigos.” Viagem deixa marcas para além do percurso Após as celebrações em Meruri, o grupo seguiu para Campo Grande, onde participou de um momento de convivência antes do retorno a Corumbá. Embora o dia de lazer apareça nas lembranças dos jovens como um encerramento alegre da peregrinação, os depoimentos convergem para um legado mais profundo. As amizades construídas durante o caminho, a acolhida recebida pela comunidade Boe Bororo, o contato com missionários salesianos e o testemunho de Padre Rodolfo Lunkenbein e Simão Bororo aparecem como os elementos que mais marcaram a experiência. Ao resumir o significado da peregrinação, Khalil afirma: “Se tenho um amigo em quem posso confiar como um irmão, tenho um motivo para ser feliz”. A frase sintetiza um sentimento compartilhado pelos participantes, que retornaram a Corumbá levando consigo não apenas a lembrança de uma viagem, mas a experiência de uma comunidade que continua encontrando na amizade, na fé e na missão os caminhos para anunciar o Evangelho. Fonte: Assessoria de comunmicação da Missão Salesiana de Mato Grosso

Jovens da AJS e Família Salesiana de Campo Grande vivem o Cinquentenário dos Mártires em Meruri

Uma caravana formada por 42 pessoas da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, de Campo Grande (MS), participou das celebrações pelos 50 anos do martírio do Servo de Deus Padre Rodolfo Lunkenbein e de Simão Bororo, realizadas entre os dias 14 e 15 de julho, na Terra Indígena de Meruri (MT). O grupo foi composto por jovens da Articulação da Juventude Salesiana (AJS), integrantes da Associação de Maria Auxiliadora (ADMA), Salesianos Cooperadores,  e Irmãs do Instituto Jesus Adolescente e outros membros da Família Salesiana. A peregrinação teve início na noite de 13 de julho, com saída da matriz da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, em Campo Grande, e chegada à aldeia de Meruri na manhã do dia seguinte. A peregrinação foi organizada pela assessora adulta da AJS, Eliamara Jacquet, que contou com o apoio e a acolhida do pároco, Padre Orozimbo de Paula Jr., que incentivou a vivência desse momento de fé e memória junto à comunidade salesiana de Meruri. A celebração recordou os 50 anos do martírio de Padre Rodolfo Lunkenbein e de Simão Bororo, mortos em 15 de julho de 1976 durante a defesa do povo Bororo e de seus direitos. Uma caravana formada por 42 pessoas da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, de Campo Grande (MS), participou das celebrações pelos 50 anos do martírio do Servo de Deus Padre Rodolfo Lunkenbein e de Simão Bororo, realizadas entre os dias 14 e 15 de julho, na Terra Indígena de Meruri (MT). O grupo foi composto por jovens da Articulação da Juventude Salesiana (AJS), integrantes da Associação de Maria Auxiliadora (ADMA), Salesianos Cooperadores,  e Irmãs do Instituto Jesus Adolescente e outros membros da Família Salesiana. A peregrinação teve início na noite de 13 de julho, com saída da matriz da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, em Campo Grande, e chegada à aldeia de Meruri na manhã do dia seguinte. A peregrinação foi organizada pela assessora adulta da AJS, Eliamara Jacquet, que contou com o apoio e a acolhida do pároco, Padre Orozimbo de Paula Jr., que incentivou a vivência desse momento de fé e memória junto à comunidade salesiana de Meruri. A celebração recordou os 50 anos do martírio de Padre Rodolfo Lunkenbein e de Simão Bororo, mortos em 15 de julho de 1976 durante a defesa do povo Bororo e de seus direitos. Fé, memória e encontro com a missão Durante os dias de peregrinação, os participantes acompanharam a programação preparada para o jubileu, que reuniu missionários, povos indígenas, religiosos, leigos e jovens de diferentes regiões do Brasil. Entre as atividades estiveram o Oratório, visitas à comunidade indígena, momentos de convivência, a Via Sacra dos Mártires, a Santa Missa Jubilar e a subida ao morro, experiência marcada pela oração e contemplação. Para o jovem Gabriel Tavares, da AJS da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, um dos momentos mais marcantes foi a caminhada até o alto do morro. “A subida do morro no início da manhã parecia cansativa, mas logo o cansaço deu lugar à alegria. Rindo e caminhando juntos, o sono e a preguiça ficaram para trás. Atravessar o riacho foi muito divertido e a trilha tornou-se leve. Tudo, porém, foi recompensado no topo: contemplar o sol nascendo sobre as terras ao redor foi um momento de oração. Ali percebemos o quanto Deus é maravilhoso em suas obras”. A aspirante dos Salesianos Cooperadores Vera Desmarest, do Centro Local São Paulo VI, destacou que a celebração a fez compreender de forma ainda mais profunda o significado da entrega vivida pelos mártires.“A celebração foi muito bonita e emocionante. Ao recordar a história desses dois mártires, fui levado a refletir sobre o significado da entrega da própria vida. Compreendi que doar-se não significa apenas chegar ao derramamento do sangue, mas viver diariamente uma existência colocada a serviço dos irmãos e irmãs, especialmente dos mais pobres, dos vulneráveis e daqueles que têm seus direitos ameaçados. Saio dessa experiência profundamente tocada pelo testemunho do padre Rodolfo e de Simão Bororo. O exemplo de ambos fortalece em mim o desejo de viver uma fé comprometida com a defesa da vida, da dignidade humana e da justiça”. O aspirante José Antônio ressaltou a acolhida da comunidade salesiana e a organização das celebrações.“Fui recebido como em toda casa salesiana, com alegria, educação e o costumeiro sorriso que acolhe quem chega. Ficamos bem alojados, com boa estrutura. A Carla e o Leandro sempre estiveram disponíveis para dúvidas e informações. O passeio pela aldeia foi muito esclarecedor e enriqueceu nossa experiência. Tudo foi muito bem pensado e organizado. A subida ao morro uniu momentos de descontração e fé. A celebração mostrou que, mesmo recordando a morte dos Servos de Deus, celebramos o reconhecimento da coragem deles como mártires”. A jovem Júlia de Lima Ribeiro destacou que a peregrinação fortaleceu sua vivência de fé e missão.“Para mim foi uma experiência muito especial. Sair da zona de conforto me fez entender que podemos servir a Deus em qualquer lugar. Na subida ao morro aprendi o valor do silêncio e da oração. Mesmo sendo breve, nossa passagem mostrou mais uma obra que os Salesianos realizam com fidelidade ao sonho de Dom Bosco. Volto para casa agradecida e com o desejo de continuar vivendo essa missão que transforma vidas”. Também integrante da AJS, Gabi Sandim ressaltou o contato com a história da missão salesiana.“Meruri foi uma experiência única. Aprendemos muito sobre nossa história e sobre o testemunho dos mártires. Saí de lá com o coração renovado e voltaria para outra missão com certeza”. A Coordenadora dos Salesianos Cooperadores Sandra Aparecida destacou que a peregrinação fortaleceu a compreensão da missão cristã e do diálogo com o povo Boe-Bororo. “Conhecer essa história foi um convite a refletir sobre o verdadeiro sentido da missão cristã: doar a própria vida em favor dos irmãos, especialmente daqueles que mais necessitam de proteção, justiça e esperança. A peregrinação também proporcionou um encontro enriquecedor com a cultura do povo Boe-Bororo, permitindo conhecer aspectos de sua história, suas tradições e seus valores. Essa convivência reforçou a importância do diálogo intercultural e do respeito às diferentes expressões culturais”. Fortalecimento da espiritualidade salesiana A presidente da ADMA do Centro Local Paulo VI, Elisângela Jacquet, afirmou que a participação nas celebrações reforçou o compromisso da Família Salesiana com o carisma de Dom Bosco. “Conhecer Meruri foi testemunhar a beleza da missão salesiana: educar com o coração, evangelizar com alegria e servir com amor. Estar presente aqui, no Jubileu do Martírio do Beato Simão Bororo e do Padre Rodolfo Lunkenbein, torna esta experiência ainda mais profunda. É caminhar sobre uma terra regada pelo sangue de testemunhas que deram a vida pelo Evangelho e pelos povos indígenas. Esta passagem certamente fortalecerá ainda mais o nosso compromisso com a espiritualidade de Dom Bosco e de Maria Auxiliadora e nos inspirará a continuar anunciando Cristo com a mesma coragem e doação”. A Salesiana Cooperadora Cristina Stoppa afirmou que conhecer Meruri permitiu vivenciar de perto a missão iniciada pelos primeiros salesianos entre o povo Bororo.“Há viagens que nos levam a um lugar. Outras nos conduzem a uma experiência capaz de transformar o nosso olhar, fortalecer a nossa fé e renovar o sentido da nossa vocação. Assim foi a minha primeira visita à Aldeia Meruri. Como Salesiana Cooperadora, tive a graça de participar das celebrações do Jubileu dos 50 anos do martírio do Padre Rodolfo Lunkenbein e do indígena Simão Bororo. Estar presente nesse momento histórico foi muito mais do que acompanhar uma comemoração. Foi mergulhar em uma história de amor, coragem, fidelidade ao Evangelho e compromisso com a dignidade humana. Conhecer a presença salesiana de Meruri foi contemplar, de perto, a concretização do sonho missionário de Dom Bosco”. Ao término da peregrinação, o grupo agradeceu ao diretor da presença salesiana de Meruri, Padre Ângelo César Cenerino, pela acolhida durante os dias de celebração, bem como aos salesianos, voluntários e comunidades que colaboraram na organização do jubileu. Para os participantes, a experiência permitiu conhecer de perto a história da missão salesiana entre o povo Boe-Bororo, renovar o compromisso com os valores do Evangelho e fortalecer o carisma salesiano inspirado no testemunho do Servo de Deus Padre Rodolfo Lunkenbein e de Simão Bororo.
O futuro que você merece
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