Com Dom Bosco. Sempre.
12/04/2025

Com Dom Bosco. Sempre.

Com Dom Bosco. Sempre.

A MENSAGEM DO VIGÁRIO DO REITOR-MOR, Pe. Stefano Martoglio

Não é indiferente celebrar um Capítulo Geral num lugar ou noutro. Certamente, em Valdocco, no “berço do carisma”, temos a oportunidade de redescobrir a génese da nossa história e reencontrar originalidade que constitui o coração da nossa identidade de consagrados e apóstolos dos jovens.

Na moldura antiga de Valdocco, em que tudo fala das nossas origens, sou quase obrigado a fazer memória daquele dezembro de 1859, em que Dom Bosco havia tomado uma decisão incrível, única na história: fundar uma congregação religiosa com rapazes.

Havia-os preparado, mas continuavam a ser muito jovens. «Desde há muito tempo pensava fundar uma congregação. Chegou o momento de descer ao concreto», explicou com simplicidade Dom Bosco. Na realidade esta congregação não nasce naquele momento: existia já por aquele conjunto de Regras que vós sempre tendes observado por tradição… Trata-se agora de avançar, de constituir normalmente a Congregação e de aceitar as suas Regras. Ficai, todavia, a saber que só serão inscritos nela aqueles que, depois de haver refletido seriamente, quiserem fazer a seu tempo os votos de pobreza, castidade e obediência… Dou-vos uma semana para pensardes nisso».

À saída da reunião houve um silêncio insólito. Bem depressa, quando as bocas se abriram, se pôde constatar que Dom Bosco havia tido razão de proceder com lentidão e prudência. Alguns murmuravam entre dentes que Dom Bosco queria fazer deles frades. Cagliero percorria o pátio a passo largo entregue a sentimentos contraditórios.

Mas o desejo de «permanecer com Dom Bosco» levou a melhor na maioria. Cagliero saiu-se com a frase que ficaria histórica: «Frade ou não frade, eu fico com Dom Bosco».

Na «conferência de adesão», que se realizou na tarde de 18 de dezembro, eram 17.

Dom Bosco convocou o primeiro Capítulo Geral no dia 5 de setembro de 1877 para Lanzo Torinese. Os participantes eram 23 e o Capítulo durou três dias inteiros.

Hoje, para o Capítulo número 29, os capitulares são 227. Vieram de toda a parte do mundo, em representação de todos os salesianos.

Na abertura do primeiro Capítulo Geral, Dom Bosco disse aos nossos irmãos: «O Divino Salvador diz no santo Evangelho que onde estiverem dois ou três reunidos em seu nome, Ele mesmo está no meio deles. Nós não temos outra finalidade nestas reuniões senão a maior glória de Deus e a salvação das almas redimidas pelo precioso sangue de Jesus Cristo». Podemos, portanto, estar certos de que o Senhor estará no meio de nós e que Ele conduzirá as coisas de tal modo que todos se sintam à vontade.

Uma mudança de época

A expressão do Evangelho: «Jesus chamou aqueles que queria consigo e enviou-os a pregar» (Mc 3,14-15), diz que Jesus escolhe e chama aqueles que quer. Entre estes estamos também nós. O Reino de Deus torna-se presente e aqueles primeiros Doze são um exemplo e o modelo para nós e para as nossas comunidades. Os Doze são pessoas comuns, com virtudes e defeitos, não formam uma comunidade de puros nem um simples grupo de amigos.

Sabem, como disse o Papa Francisco, que “Vivemos uma mudança de época mais que uma época de mudanças”. Em Valdocco, nestes dias, respira-se um clima de grande consciência. Todos os irmãos sentem que este é um momento de grande responsabilidade.

Na vida da maioria dos irmãos, das províncias e da Congregação há muitas coisas positivas, mas isto não basta e não pode servir de “consolação”, porque o grito do mundo, as grandes e novas pobrezas, a luta quotidiana de tantas pessoas – não só pobres, mas também simples e laboriosas – levanta-se forte como pedido de auxílio. São todos pedidos que devem provocar-nos e sacudir-nos e não nos deixar tranquilos. Com a ajuda das províncias através da consulta, pensamos haver identificado, por um lado, os principais motivos de preocupação e, por outro, os sinais de vitalidade da nossa Congregação, marcados sempre com os traços culturais específicos de cada contexto.

Durante o Capítulo, propomos concentrar-nos sobre o que significa verdadeiramente para nós ser “salesianos apaixonados por Jesus Cristo” porque, sem isto, ofereceremos bons serviços, faremos bem às pessoas, ajudaremos, mas não deixaremos uma marca profunda.

A missão de Jesus continua e tornar-se visível hoje no mundo também através de nós, seus enviados. Somos consagrados para construir amplos espaços de luz para o mundo de hoje, para ser profetas. Fomos consagrados por Deus e chamados ao seguimento do seu amado Filho Jesus, para viver verdadeiramente como conquistados por Deus. Por isso, uma vez mais, o essencial joga-se todo na fidelidade da Congregação ao Espírito Santo, vivendo, com o espírito de Dom Bosco, uma vida consagrada salesiana centrada em Jesus Cristo.

A vitalidade apostólica, como vitalidade espiritual, é compromisso em favor dos jovens, dos rapazes, nas mais variadas pobrezas, portanto não se pode parar a oferecer apenas serviços educativos. O Senhor chama-nos a educar evangelizando, levando a sua presença e acompanhando a vida com oportunidades de futuro. Somos chamados a procurar novos modelos de presença, novas expressões do carisma salesiano em nome de Deus. Isto seja feito em comunhão com os jovens e com o mundo, mediante “uma ecologia integral”, na formação de uma cultura digital nos mundos habitados pelos jovens e pelos adultos.

E é forte o desejo e a expetativa que este seja um Capítulo Geral corajoso, em que se digam as coisas, sem se perder em frases corretas, bem construídas, mas que não tocam a vida.

Nesta missão não estamos sós. Sabemos e sentimos que a Virgem Maria é um modelo de fidelidade.

É belo recordar com a mente e com o coração o dia da solenidade da Imaculada Conceição de 1887 quando, dois meses antes da sua morte, Dom Bosco disse a alguns salesianos que, comovidos, olhavam para ele e escutavam: «Até agora caminhámos na certeza. Não podemos errar; é Maria que nos guia».

Maria Auxiliadora, a Nossa Senhora de Dom Bosco, guia-nos. Ela é a Mãe de todos nós e é Ela que repete como em Caná da Galileia nesta hora do CG 29: «Fazei tudo o que Ele vos disser».

A nossa Mãe Auxiliadora nos ilumine e nos guie, como fez com Dom Bosco, a ser fiéis ao Senhor e a nunca desiludir os jovens, sobretudo os mais necessitados.

 
Fonte: ANS

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Peregrinação a Meruri aproxima jovens de Corumbá da missão salesiana e da cultura Boe Bororo

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Para Luana Barbosa Regenold, de 15 anos, a viagem começou rompendo barreiras. “Quando saímos de Corumbá eu não conversava com muita gente, por ser nova na pastoral. Ao longo da viagem fui me enturmando e conversando cada vez mais com o pessoal”. A mesma percepção foi compartilhada por Lucymara Paola da Silva Garcia Duarte, de 16 anos. “Entrar no ônibus com rostos conhecidos e desconhecidos foi um turbilhão de sentimentos”, recorda. Segundo ela, a proximidade construída durante o percurso fez desaparecer qualquer insegurança inicial. “Não teve um único momento que me marcou, mas sim a viagem inteira”. Jhony Rojas Cabanhas, também de 16 anos, destaca que as amizades construídas tornaram o longo deslocamento mais leve. “Pude me aproximar mais de pessoas que eu não era muito próximo e também de pessoas que eu nem imaginava. Eu faria tudo de novo sem precisar pensar duas vezes“. A primeira parada aconteceu no Oratório Filhos de Dom Bosco, em Rondonópolis, onde o grupo foi recebido pela comunidade salesiana, representada pelo diretor, P. Vanderson Gomes. Jogos, brincadeiras, momentos de oração e convivência prepararam os peregrinos para a etapa seguinte da viagem. Meruri apresentou uma realidade pouco conhecida pelos jovens Na chegada à aldeia Meruri, o grupo liderado pelo reitor do Santuário de Maria Auxiliadora e Coordenador de Pastoral do Polo Salesiano de Corumbá, P. João dos Santos Barbosa Neto, foi acolhido pelos missionários salesianos e pela comunidade Boe Bororo. A visita à aldeia, o contato com as crianças e o conhecimento da cultura indígena despertaram a atenção dos jovens. “Foi uma oportunidade única de conhecer de perto a cultura indígena e aprender mais sobre seus costumes, tradições e modo de vida”, afirmou Yasmin Marina Ramos da Cruz, de 18 anos. Ela acrescenta que a admiração do povo Boe Bororo por Padre Rodolfo e Simão Bororo foi um dos aspectos que mais a impressionaram durante a visita. Luana também recorda a convivência com a comunidade. “Notei que as crianças estavam sempre muito gratas e felizes com tudo. Sempre havia alguma criança nos acompanhando durante a caminhada pela aldeia”. Celebrações aproximaram os jovens da história dos mártires Ainda na primeira noite em Meruri, os peregrinos participaram da Via Sacra dos mártires realizada pelas ruas da aldeia. Em cada estação foram apresentados testemunhos sobre a vida e o martírio de Padre Rodolfo Lunkenbein e Simão Bororo. Um dos versículos proclamados durante a celebração permaneceu na memória de Luana: “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos seus amigos”. No dia seguinte, os jovens participaram da procissão que começou no cemitério da comunidade indo até a celebração eucarística em memória dos dois Servos de Deus. A missa, que reuniu elementos da cultura Boe Bororo na liturgia católica, com danças tradicionais e o canto da Ave Maria na língua indígena, encantou os jovens. André Gimenez da Silva, de 17 anos, afirmou que a celebração ampliou sua compreensão sobre a missão salesiana. “Cada momento vivido ali teve um significado especial e me fez refletir sobre a importância da fé, da união e da simplicidade”. Brenda Lohayne dos Santos Garay, de 19 anos, também destacou o impacto da experiência. “Voltei dessa missão com o coração cheio de gratidão e com a certeza de que ela não termina aqui”. Caminhada ao morro tornou-se símbolo da peregrinação Outro momento bastante lembrado pelos participantes foi a caminhada até o morro próximo à aldeia. A subida exigiu esforço físico, mas a paisagem e a convivência transformaram o percurso em uma das lembranças mais marcantes da viagem. Brenda descreveu a atividade como “uma experiência única, daquelas que ficam guardadas para sempre na memória”, enquanto Khalil Siqueira Gonçalves, de 16 anos, recordou o clima de descontração vivido durante todo o percurso. “Passamos pelo rio, enfrentamos subidas e até algumas quedas, mas tudo valeu a pena ao contemplarmos a vista lá de cima”. Além da caminhada, Khalil destaca outro aspecto da peregrinação. “Poder rezar e ouvir os testemunhos sobre Simão e o padre Rodolfo fez com que eu refletisse sobre o motivo de estar ali. Aprendi o verdadeiro valor da amizade e da alegria de estar ao lado dos nossos amigos.” Viagem deixa marcas para além do percurso Após as celebrações em Meruri, o grupo seguiu para Campo Grande, onde participou de um momento de convivência antes do retorno a Corumbá. Embora o dia de lazer apareça nas lembranças dos jovens como um encerramento alegre da peregrinação, os depoimentos convergem para um legado mais profundo. As amizades construídas durante o caminho, a acolhida recebida pela comunidade Boe Bororo, o contato com missionários salesianos e o testemunho de Padre Rodolfo Lunkenbein e Simão Bororo aparecem como os elementos que mais marcaram a experiência. Ao resumir o significado da peregrinação, Khalil afirma: “Se tenho um amigo em quem posso confiar como um irmão, tenho um motivo para ser feliz”. A frase sintetiza um sentimento compartilhado pelos participantes, que retornaram a Corumbá levando consigo não apenas a lembrança de uma viagem, mas a experiência de uma comunidade que continua encontrando na amizade, na fé e na missão os caminhos para anunciar o Evangelho. Fonte: Assessoria de comunmicação da Missão Salesiana de Mato Grosso

Jovens da AJS e Família Salesiana de Campo Grande vivem o Cinquentenário dos Mártires em Meruri

Uma caravana formada por 42 pessoas da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, de Campo Grande (MS), participou das celebrações pelos 50 anos do martírio do Servo de Deus Padre Rodolfo Lunkenbein e de Simão Bororo, realizadas entre os dias 14 e 15 de julho, na Terra Indígena de Meruri (MT). O grupo foi composto por jovens da Articulação da Juventude Salesiana (AJS), integrantes da Associação de Maria Auxiliadora (ADMA), Salesianos Cooperadores,  e Irmãs do Instituto Jesus Adolescente e outros membros da Família Salesiana. A peregrinação teve início na noite de 13 de julho, com saída da matriz da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, em Campo Grande, e chegada à aldeia de Meruri na manhã do dia seguinte. A peregrinação foi organizada pela assessora adulta da AJS, Eliamara Jacquet, que contou com o apoio e a acolhida do pároco, Padre Orozimbo de Paula Jr., que incentivou a vivência desse momento de fé e memória junto à comunidade salesiana de Meruri. A celebração recordou os 50 anos do martírio de Padre Rodolfo Lunkenbein e de Simão Bororo, mortos em 15 de julho de 1976 durante a defesa do povo Bororo e de seus direitos. Uma caravana formada por 42 pessoas da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, de Campo Grande (MS), participou das celebrações pelos 50 anos do martírio do Servo de Deus Padre Rodolfo Lunkenbein e de Simão Bororo, realizadas entre os dias 14 e 15 de julho, na Terra Indígena de Meruri (MT). O grupo foi composto por jovens da Articulação da Juventude Salesiana (AJS), integrantes da Associação de Maria Auxiliadora (ADMA), Salesianos Cooperadores,  e Irmãs do Instituto Jesus Adolescente e outros membros da Família Salesiana. A peregrinação teve início na noite de 13 de julho, com saída da matriz da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, em Campo Grande, e chegada à aldeia de Meruri na manhã do dia seguinte. A peregrinação foi organizada pela assessora adulta da AJS, Eliamara Jacquet, que contou com o apoio e a acolhida do pároco, Padre Orozimbo de Paula Jr., que incentivou a vivência desse momento de fé e memória junto à comunidade salesiana de Meruri. A celebração recordou os 50 anos do martírio de Padre Rodolfo Lunkenbein e de Simão Bororo, mortos em 15 de julho de 1976 durante a defesa do povo Bororo e de seus direitos. Fé, memória e encontro com a missão Durante os dias de peregrinação, os participantes acompanharam a programação preparada para o jubileu, que reuniu missionários, povos indígenas, religiosos, leigos e jovens de diferentes regiões do Brasil. Entre as atividades estiveram o Oratório, visitas à comunidade indígena, momentos de convivência, a Via Sacra dos Mártires, a Santa Missa Jubilar e a subida ao morro, experiência marcada pela oração e contemplação. Para o jovem Gabriel Tavares, da AJS da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, um dos momentos mais marcantes foi a caminhada até o alto do morro. “A subida do morro no início da manhã parecia cansativa, mas logo o cansaço deu lugar à alegria. Rindo e caminhando juntos, o sono e a preguiça ficaram para trás. Atravessar o riacho foi muito divertido e a trilha tornou-se leve. Tudo, porém, foi recompensado no topo: contemplar o sol nascendo sobre as terras ao redor foi um momento de oração. Ali percebemos o quanto Deus é maravilhoso em suas obras”. A aspirante dos Salesianos Cooperadores Vera Desmarest, do Centro Local São Paulo VI, destacou que a celebração a fez compreender de forma ainda mais profunda o significado da entrega vivida pelos mártires.“A celebração foi muito bonita e emocionante. Ao recordar a história desses dois mártires, fui levado a refletir sobre o significado da entrega da própria vida. Compreendi que doar-se não significa apenas chegar ao derramamento do sangue, mas viver diariamente uma existência colocada a serviço dos irmãos e irmãs, especialmente dos mais pobres, dos vulneráveis e daqueles que têm seus direitos ameaçados. Saio dessa experiência profundamente tocada pelo testemunho do padre Rodolfo e de Simão Bororo. O exemplo de ambos fortalece em mim o desejo de viver uma fé comprometida com a defesa da vida, da dignidade humana e da justiça”. O aspirante José Antônio ressaltou a acolhida da comunidade salesiana e a organização das celebrações.“Fui recebido como em toda casa salesiana, com alegria, educação e o costumeiro sorriso que acolhe quem chega. Ficamos bem alojados, com boa estrutura. A Carla e o Leandro sempre estiveram disponíveis para dúvidas e informações. O passeio pela aldeia foi muito esclarecedor e enriqueceu nossa experiência. Tudo foi muito bem pensado e organizado. A subida ao morro uniu momentos de descontração e fé. A celebração mostrou que, mesmo recordando a morte dos Servos de Deus, celebramos o reconhecimento da coragem deles como mártires”. A jovem Júlia de Lima Ribeiro destacou que a peregrinação fortaleceu sua vivência de fé e missão.“Para mim foi uma experiência muito especial. Sair da zona de conforto me fez entender que podemos servir a Deus em qualquer lugar. Na subida ao morro aprendi o valor do silêncio e da oração. Mesmo sendo breve, nossa passagem mostrou mais uma obra que os Salesianos realizam com fidelidade ao sonho de Dom Bosco. Volto para casa agradecida e com o desejo de continuar vivendo essa missão que transforma vidas”. Também integrante da AJS, Gabi Sandim ressaltou o contato com a história da missão salesiana.“Meruri foi uma experiência única. Aprendemos muito sobre nossa história e sobre o testemunho dos mártires. Saí de lá com o coração renovado e voltaria para outra missão com certeza”. A Coordenadora dos Salesianos Cooperadores Sandra Aparecida destacou que a peregrinação fortaleceu a compreensão da missão cristã e do diálogo com o povo Boe-Bororo. “Conhecer essa história foi um convite a refletir sobre o verdadeiro sentido da missão cristã: doar a própria vida em favor dos irmãos, especialmente daqueles que mais necessitam de proteção, justiça e esperança. A peregrinação também proporcionou um encontro enriquecedor com a cultura do povo Boe-Bororo, permitindo conhecer aspectos de sua história, suas tradições e seus valores. Essa convivência reforçou a importância do diálogo intercultural e do respeito às diferentes expressões culturais”. Fortalecimento da espiritualidade salesiana A presidente da ADMA do Centro Local Paulo VI, Elisângela Jacquet, afirmou que a participação nas celebrações reforçou o compromisso da Família Salesiana com o carisma de Dom Bosco. “Conhecer Meruri foi testemunhar a beleza da missão salesiana: educar com o coração, evangelizar com alegria e servir com amor. Estar presente aqui, no Jubileu do Martírio do Beato Simão Bororo e do Padre Rodolfo Lunkenbein, torna esta experiência ainda mais profunda. É caminhar sobre uma terra regada pelo sangue de testemunhas que deram a vida pelo Evangelho e pelos povos indígenas. Esta passagem certamente fortalecerá ainda mais o nosso compromisso com a espiritualidade de Dom Bosco e de Maria Auxiliadora e nos inspirará a continuar anunciando Cristo com a mesma coragem e doação”. A Salesiana Cooperadora Cristina Stoppa afirmou que conhecer Meruri permitiu vivenciar de perto a missão iniciada pelos primeiros salesianos entre o povo Bororo.“Há viagens que nos levam a um lugar. Outras nos conduzem a uma experiência capaz de transformar o nosso olhar, fortalecer a nossa fé e renovar o sentido da nossa vocação. Assim foi a minha primeira visita à Aldeia Meruri. Como Salesiana Cooperadora, tive a graça de participar das celebrações do Jubileu dos 50 anos do martírio do Padre Rodolfo Lunkenbein e do indígena Simão Bororo. Estar presente nesse momento histórico foi muito mais do que acompanhar uma comemoração. Foi mergulhar em uma história de amor, coragem, fidelidade ao Evangelho e compromisso com a dignidade humana. Conhecer a presença salesiana de Meruri foi contemplar, de perto, a concretização do sonho missionário de Dom Bosco”. Ao término da peregrinação, o grupo agradeceu ao diretor da presença salesiana de Meruri, Padre Ângelo César Cenerino, pela acolhida durante os dias de celebração, bem como aos salesianos, voluntários e comunidades que colaboraram na organização do jubileu. Para os participantes, a experiência permitiu conhecer de perto a história da missão salesiana entre o povo Boe-Bororo, renovar o compromisso com os valores do Evangelho e fortalecer o carisma salesiano inspirado no testemunho do Servo de Deus Padre Rodolfo Lunkenbein e de Simão Bororo.

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