Poucos anos depois da fundação do Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora, a missão salesiana começou a atravessar fronteiras.
Em 1877, as primeiras missionárias partiram da Itália rumo à América Latina, levando consigo o desejo de continuar a obra iniciada por Maria Domenica Mazzarello e João Bosco.
Viajar naquele tempo não era simples. As travessias marítimas duravam semanas, e as missionárias enfrentavam realidades culturais totalmente diferentes. Ainda assim, movidas pela fé e pelo compromisso com a juventude, elas aceitaram o desafio.
Entre as figuras marcantes desse movimento missionário está Laura Meozzi, considerada uma das grandes pioneiras da presença salesiana fora da Itália. Enviada para a Polônia no final do século XIX, ela dedicou décadas à formação de jovens e à organização das comunidades educativas.
Outra figura de grande importância foi Teresa Valsé Pantellini, religiosa profundamente dedicada ao serviço educativo e pastoral, cuja vida inspirou muitas jovens a seguir a vocação salesiana.
Também merece destaque Antonietta Böhm, cuja trajetória missionária marcou a expansão da presença das Filhas de Maria Auxiliadora em diferentes contextos culturais.
Entre as missionárias que deixaram marcas profundas nas comunidades onde atuaram está ainda Maria Troncatti, religiosa italiana que dedicou grande parte de sua vida à missão entre povos indígenas na Amazônia equatoriana. Enfermeira e missionária incansável, tornou-se símbolo de dedicação e cuidado com os mais pobres.
Essas mulheres ajudaram a construir uma presença educativa que ultrapassou continentes e culturas. Elas abriram escolas, organizaram obras sociais, formaram educadoras e acompanharam jovens em suas trajetórias de crescimento humano e espiritual.
Graças a essa coragem missionária, a proposta educativa salesiana se tornou uma presença global.