12/08/2024

Juventude Brasileira no Sínodo Salesiano dos Jovens 

Juventude Brasileira no Sínodo Salesiano dos Jovens 
Foto: Agenzia Info Salesiana (ANS)

De 11 a 16 de agosto, em Valdocco e no Colle Don Bosco (Itália), acontece o Sínodo Salesiano dos Jovens, uma experiência de oração, de vida partilhada e de reflexão inspirada no sonho dos nove anos de Dom Bosco, celebrando seu bicentenário. O evento busca valorizar e aprofundar a memória do sonho dos nove anos, além de descobrir o significado da espiritualidade, do discernimento e da realização da própria vocação; motivar os Salesianos a acompanhar os jovens na realização dos seus sonhos e impulsionar uma maior corresponsabilidade dos jovens nos processos educativos-pastorais.

A metodologia usada na preparação do Sínodo contempla três fases: 
A primeira fase é marcada pela de escuta e diálogo, de modo que foi enviado às Inspetorias um questionário para os jovens e as equipes de pastorais com o objetivo de elaborar o “Instrumentum Laboris”; a segunda fase será a vivência celebrativa no Colle Don Bosco com a metodologia sinodal e a Assembleia plenária. Por fim, a terceira fase envolverá o trabalho no documento final. Além dessas etapas preparatórias, também está prevista a publicação de um “Livro de Mesa” com 200 sonhos de jovens de todo o mundo. 

 

PRESENÇA DA JUVENTUDE SALESIANA DO BRASIL

Ao todo, representando suas Inspetorias, um grupo 19 jovens do Brasil participam do Sínodo, acompanhados do Irmão Manoel Messias e da Irmã Claudiane Cavalcante. Com este grupo, foram realizados alguns encontros virtuais em preparação para o Sínodo, oportunizando momentos de reflexão e confronto com a própria vida, tendo como base o sonho dos 9 anos de Dom Bosco e os sonhos dos jovens hoje. Também nesses momentos, os jovens puderam expressar suas expectativas para o Sínodo, nelas é possível perceber particularmente o sentimento de gratidão pela oportunidade de participar deste evento tão significativo que fortalece o vínculo de unidade como carisma Salesiano.

Confira alguns depoimentos sobre as expectativas de jovens brasileiros que estão participando do Sínodo:

“Um sonho que parecia longe meses atrás, hoje está tão pertinho que é até difícil de acreditar que realmente vai acontecer. O sentimento é de ansiedade boa, da expectativa de que logo estaremos conhecendo e vivenciando os lugares de que sempre ouvimos falar nos nossos espaços salesianos: Turim, Valdocco, Colle Don Bosco.... Não posso deixar de mencionar a responsabilidade de representar os jovens da nossa Inspetoria, em toda sua pluralidade e expressividade, mas estou comprometida a absorver o máximo possível da vivência proposta para trazê-la de volta ao Brasil e agregar aos nossos setores pastorais. Ver o carinho que os organizadores estão empreendendo na montagem do Sínodo para que possamos ter uma imersão profunda e verdadeira na comemoração do bicentenário do ‘Sonho dos 9 anos’ me faz compreender a dimensão do carisma salesiano na mais pura expressão da amorevolezza. Sim, minhas expectativas são altas, pois somente o fato de pisar em um solo de tamanho significado para nós salesianas já é algo extraordinário, e compartilhar esse momento com jovens de tantos países e presenças para rememorar o início de toda essa obra, parece ainda ser inimaginável. Tenho muita gratidão a Deus e a Nossa Senhora Auxiliadora que tudo fez, e providenciará, pelas mãos de tantas pessoas empenhadas, para que o Sínodo nos traga discussões valiosíssimas, e muito aprendizado a nossa juventude.”
GIULIANE VECCHI
Inspetoria Nossa Senhora Aparecida

 

“Em preparação ao Sínodo me encontro com inúmeros sentimentos: alegria, anseios e mais encantamento pela vida de Dom Bosco e por todos os seus proféticos sonhos. Além de tudo isso, exala gratidão por viver esse inesquecível sínodo, esperando que seja uma experiência única de fraternidade, união e descobertas. Sob a proteção de Nossa Senhora Auxiliadora, me entrego para bem viver esse grande encontro da Juventude Salesiana.” 
SAMUEL GOMES FERNANDES
Inspetoria Madre Mazzarello

 

“Eu me sinto primeiramente grata por essa oportunidade de conhecer o lugar no qual o nosso fundador Dom Bosco esteve presente, e onde tudo começou. Estou feliz! Minhas expectativas são que o sonho de Dom Bosco se concretize cada vez mais e que a Família Salesiana continue crescendo e lançando sementes até os confins do mundo.”
MARIA LAÍS SODRÉ JUVENAL
Aspirante Salesiana e representante da realidade da jovem mulher indígena

 

“Eu me sinto privilegiada e grata por essa oportunidade! Para uma criança e uma jovem que sempre teve Dom Bosco como patrono, é inexplicável a admiração que tenho por esse Santo. É como se eu estivesse realizando um sonho que eu não esperava realizar tão cedo: conhecer a casa de quem tanto representa um pai também. As expectativas são de compreender o que Dom Bosco quer para esse trabalho com a Juventude, e confraternização por estarmos celebrando esse sonho que foi tão longe.”
EMÍLIA JANAINA DA SILVA ESPÍRITO SANTO 
Experiência como jovem da AJS, Liderança Juvenil na Diocese de Castanhal e atualmente assessora do JUSA de Salinas (PA)

Confira o vídeo com os destaques da chegada dos jovens:

Escrito por Janaína Lima, com o apoio da Irmã Claudiane Cavalcante

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CESAM do Espírito Santo lança o DomBOOK: uma biblioteca jovem

A biblioteca DomBOOK nasceu de uma inquietação compartilhada pelos instrutores do CESAM-ES: a baixa familiaridade dos aprendizes com a leitura. Diversos fatores contribuem para essa realidade, mas um pequeno gesto fez toda a diferença. “Como leitor assíduo, sempre carrego livros comigo. Certa vez, resolvi levar alguns para a sala de aula, deixando-os sobre a mesa sem qualquer introdução – apenas como uma provocação sutil. Aos poucos, os aprendizes começaram a se interessar pelas histórias e a folhear os livros. Percebendo esse despertar, passei a compartilhar trechos durante os momentos de ‘bom dia’ e ‘boa tarde’, promovendo reflexões e debates. O impacto foi surpreendente. O interesse cresceu e, em pouco tempo, eles passaram a pedir os livros emprestados. Mais do que o hábito da leitura, surgiu um novo comportamento: os aprendizes começaram a se comunicar melhor e a se reconhecer como parte de um grupo – o grupo dos leitores. Diante dessa transformação, decidimos estruturar a biblioteca DomBOOK. Mais do que disponibilizar livros, queremos criar um espaço de acolhimento, pertencimento e descoberta.” – explica Hyago Faustini, instrutor e idealizador do projeto. Fonte: Inspetoria São João Bosco

Oficina de Apoio Sociofamiliar do CESAM Goiânia discute impactos do uso excessivo de telas

No último sábado (29/03), o Centro Salesiano do Aprendiz (CESAM) de Goiânia promoveu a primeira Oficina de Apoio Sociofamiliar de 2025, que acontece periodicamente com os responsáveis dos jovens atendidos pela instituição. De acordo com a assistente social Rosana Santana, o evento é uma oportunidade para as famílias conhecerem melhor o Programa de Socioaprendizagem, compartilharem experiências e receberem apoio social especializado. “Isso contribui significativamente para os aprendizes, oferecendo um espaço seguro e acolhedor para desenvolvimento integral. Aqui, abordamos uma variedade de temas, como adolescência, educação familiar, saúde e bem-estar, geração de renda e direitos e cidadania.” O tema desta edição foi “Saúde Mental: Vícios nas Tecnologias”, discutindo os impactos do uso excessivo de telas no comportamento das novas gerações. Para conduzir o assunto, o evento recebeu a psicóloga, mestre e doutora em Psicologia, Maíra Lopes Almeida. A palestrante é pós-doutora, professora e integrante do Centro de Estudos, Pesquisa e Extensão do Adolescente (CEPEA) da Faculdade de Educação (FE) da Universidade Federal de Goiás (UFG). Também é membro do grupo de trabalho sobre uso consciente de telas por crianças e adolescentes do Conselho Federal de Psicologia. A psicóloga explica que os smartphones e tablets trouxeram uma nova forma de uso das tecnologias e consumo de informações que antes não existiam com os aparelhos mais tradicionais. “Quando tínhamos só o rádio e a TV existia um tempo de espera. Se a gente perdesse um determinado programa, precisaria esperar a próxima semana ou uma reprise, por exemplo. Agora, não esperamos mais. Existem os streamings e o YouTube que tem instantaneamente aquele programa que estávamos procurando. Essa redução do tempo de espera pode fazer com que diminua também a tolerância à frustração. Então, passamos a ter uma dificuldade de lidar com o não e com o tempo ocioso.” Segundo Maíra, outra característica das novas tecnologias que também contribui para os efeitos negativos no comportamento dos jovens e adolescentes é a diversidade de conteúdo. “Nos aparelhos anteriores a gente tinha opções limitadas. Agora, temos uma multiplicidade de opções que, juntamente com essa instantaneidade, faz com que tudo seja para agora. Isso é algo que nos preocupa muito em relação aos efeitos do uso excessivo de telas. Existe uma série de informações erradas que vão circulando, como por exemplo que essas telas nos deixam mais inteligentes. Na verdade, elas trazem uma série de riscos, como o cyberbullying e o próprio vício em tablets e celulares.” Para a palestrante, a Oficina de Apoio Sociofamiliar foi uma oportunidade para compartilhar conhecimentos importantes com os responsáveis de adolescentes e jovens que podem estar vivenciando os efeitos prejudiciais das telas. “É muito difícil fazer com que o conhecimento científico chegue às famílias porque, em geral, é um tema que fica restrito às produções acadêmicas e aos profissionais de saúde. Então, ter este momento com as famílias é crucial para que o conhecimento científico chegue a elas e faça com que sejam nossas parceiras em prol desse objetivo, que é usar as telas de modo mais saudável possível.” A psicóloga ressalta a importância de as famílias serem também exemplo para os jovens no uso consciente das tecnologias, promovendo a redução presença delas na rotina de todos. “Para a gente atingir os adolescentes, primeiro atingimos as famílias. Nós percebemos cada vez mais como as telas tem participado da vida da família, estando nos momentos de refeição e antes de dormir. Então, para pensar em uma redução de tempo de tela, a gente precisa fazer isso em torno de um objetivo compartilhado que envolva toda a família.” Com público estimado em 220 participantes na edição, Rosana ressalta a importância da Oficina de Apoio Sociofamiliar para fortalecer três pilares da instituição: cooperação para o desenvolvimento; gestão social e atuação em rede; fortalecimento da família. “A colaboração com voluntários promove o engajamento da comunidade e a diversidade de habilidades que podem enriquecer o conteúdo das oficinas. Essa parceria com o CEPEA/FE/UFG, por exemplo, fortalece a rede de apoio. Além disso, através dos assuntos abordados coma família, os jovens fortalecem vínculos, desenvolvem talentos e habilidades, recebem apoio emocional e acessam informações, prevenindo situações de risco e garantindo o protagonismo juvenil.” Denise Norma Przybylski é mãe da aprendiz Maria Gabriela Przybylskie acredita que a Oficina de Apoio Sociofamiliar é uma oportunidade para as famílias terem acesso a temas importantes para a formação juvenil. “Essas palestras que o CESAM Goiânia ministra apresentam um esclarecimento maior para os pais. Acredito que hoje nós estamos nos distanciando dos nossos filhos, até por conta de toda essa rotina que estamos vivendo. Acabamos deixando que os nossos filhos se entreguem às telas e a psicóloga deixou muito bem claro quais são os sintomas e as causas. Eu tive um aproveitamento de mil por cento. 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É importante que as famílias também tenham momentos juntos livres de celulares e tablets, como em uma visita à casa da avó, por exemplo. Vale lembrar também que saiu recentemente um guia do Governo Federal com informações mais aprofundadas.” Lançada no início do mês, a publicação “Crianças, Adolescentes e Telas: Guia sobre Uso de Dispositivos Digitais” é um guia do governo que aborda orientações sobre o uso de telas por crianças e adolescentes. O documento segue a Lei nº 15.100/2025, que restringe a utilização de celulares pelos estudantes nas instituições de educação básica durante as aulas, recreios e intervalos. Segundo a publicação, os adolescentes (12 a 17 anos) devem utilizar dispositivos eletrônicos, aplicativos e redes sociais sempre com acompanhamento familiar ou de educadores. O guia completo está disponível aqui. Fonte: Inspetoria São João Bosco

[CG29] Período pós-eleitoral: debate sobre regulamentos, normas jurídicas e ‘Ratio Fundamentalis’

"É uma semana atípica": com essa expressão, o Regulador do CG29 dos Salesianos de Dom Bosco, P. Alphonse Owoudou, saudou os Capitulares reunidos em Valdocco, ao abrir os trabalhos na segunda-feira, 31 de março. Após a etapa de seleção dos membros do Conselho Geral, realizada com grande harmonia, aguarda-se agora a aprovação dos textos que sintetizam a reflexão conduzida nos níveis mais elevados da Congregação, com a colaboração de Inspetores e Delegados de todas as partes do mundo. Esses são autênticos "endereços" que levarão cada comunidade a destacar a figura de Dom Bosco entre os jovens, especialmente os mais frágeis e excluídos. Com as novas nomeações, o número de integrantes do Capítulo subiu para 229. O começo da manhã também oficializou todas as eleições para novos conselheiros, validando a Ata da semana anterior. O Reitor-Mor, P. Fábio Attard, expressou à Congregação "gratidão ao Deus compassivo que nos sustenta e nos pede estejamos sempre prontos a atender o seu chamado". O que ocorreu até o CG29 nos proporcionou algo que nos alegra e nos motiva a seguir em frente. É um presente para a nossa querida Congregação: o espírito de Fé, Esperança e Caridade Pastoral. Passamos a considerar o conteúdo de 10 resoluções e cinco conselhos das Comissões, que voltaram a ser interlinguísticas, após o interlúdio reservado para a discussão e a escolha de novos conselheiros regionais. O P. Luca Barone expôs os textos em análise e, ao término do dia, os integrantes do Capítulo decidiram pela aprovação ou rejeição dos mesmos. Em resumo: a decisão foi de abertura nos aspectos considerados maduros, relacionados com o nível dos Regulamentos; enquanto que nos aspectos que demandariam alterações nas Constituições, não foi alcançada a maioria qualificada dos votantes. Em síntese: pede-se que a natureza e as tarefas do Curatorium sejam tanto especificadas quanto atribuída a relativa responsabilidade final (del. 18); para as Visitas Extraordinárias, há que planejar com a maior antecedência possível, a fim de envolver plenamente os membros da Inspetoria, para interligá-los favoravelmente com o trabalho ordinário das Regiões, reservar o tempo necessário para o encontro individual dos coirmãos com os Visitadores. (del. 19); da mesma forma, para a Visita de Conjunto, a metodologia pode ser ainda mais especificada (e o resultado verificado) para garantir uma preparação eficiente e geral, um desenvolvimento ao estilo sinodal com atenção a problemas específicos (resolução 20); de maneira análoga ao que ocorre com o Vigário do Reitor-Mor, os Vigários dos Inspetores também devem se encarregar dos aspectos da disciplina religiosa, de modo que o Inspetor possa permanecer num papel mais de pai” (del. 21); no que se refere à prevenção e à tutela dos menores, o CCG29 pretende indicar uma linha de plena responsabilidade da Congregação (resolução 25); as comunidades podem ser constituídas com base em pelo menos quatro coirmãos consagrados, para lidar com as situações de forte diminuição numérica em algumas Inspetorias ou de início de presenças em novos territórios (resolução 26); foram definitivamente aprovadas as diretrizes para a plena implementação de obras e serviços para jovens em condições de vulnerabilidade e exclusão, e para responder a situações de pobreza econômica, emocional e espiritual (resolução 27). Embora as resoluções pudessem ser votadas no começo da noite, nas cédulas fornecidas pelo P. Pier Fausto Frisoli, Procurador Geral da Congregação, pediu que fossem consideradas e levadas à mesa das seis Comissões, para uma extensa reunião durante a tarde. Concluindo a escuta dos elementos que enriquecem este Capítulo, com seus muito exigentes conteúdos, foi apresentado o trabalho sobre a definição da ‘Ratio Fundamentalis’ realizado nos últimos seis anos e realizado de modo muito articulado: reuniões preliminares do Conselho, questionários enviados a todos os irmãos das comunidades educativo-pastorais, grupos de reflexão, revisão pelas comissões de estudo, sete grupos de jovens salesianos. Ao apresentá-lo, o P. Ivo Coelho, Conselheiro para a Formação cessante, disse que o CG29 não está sendo solicitado a uma resolução ‘ad hoc’, mas a se manifestar, a partir de um pedido do Reitor-Mor, Dom Ángel Fernández Artime. “Procure fazer-se amar” é a frase de Dom Bosco que aparece em marca d’água no papel em que foi escrito o documento. A Formação Permanente é vista como uma atenção constante em todas as fases da vida; também se pode afirmar que a formação ocorra na missão e graças a ela.  "Prestemos atenção ao que se passa em nosso interior durante nossa atividade", enfatizou o P. Coelho. "O convite é do Papa Francisco, e a ‘Ratio’ surge como uma ferramenta de acompanhamento pastoral, para que experienciemos os princípios da vocação salesiana». Agência Info Salesiana - ANS

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