Santo André de Soveral e Companheiros Protomártires do Rio Grande do Norte
03/10/2024

Santo André de Soveral e Companheiros Protomártires do Rio Grande do Norte

Santo André de Soveral e Companheiros Protomártires do Rio Grande do Norte
Foto: Vatican News

Festa litúrgica: 3 de outubro. André de Soveral foi o primeiro Santo de São Vicente e discípulo do Padre José de Anchieta. Foi martirizado, em 1645, durante a invasão holandesa, enquanto celebra a Santa Missa, junto com outros 29 companheiros. Ao expirar, balbuciou: “Viva o Santíssimo Sacramento”!

ANDRÉ DE SOVERAL
André de Soveral nasceu em São Vicente, no dia 16 de julho de 1572, de pais portugueses, que lhe transmitiram sólidos ensinamentos cristãos. Deve ter sido batizado na Matriz de São Vicente Mártir, onde recebeu os primeiros Sacramentos e sua Primeira Comunhão.

São Vicente foi a primeira cidade fundada no Brasil, em 1532, por Martim Afonso de Souza. Presume-se que André tenha sido aluno do Padre José de Anchieta, um dos primeiros Jesuítas a chegar à Terra de Santa Cruz, e que tenha estudado no “Colégio Menino Jesus”, fundado por Leonardo Nunes.

No período da ação missionária de São José de Anchieta e Padre José da Nóbrega, André partiu para o Nordeste, onde, em 1597, deu início à evangelização no Rio Grande do Norte, junto outros missionários Jesuítas, provenientes do reino católico de Portugal. Por motivos desconhecidos, deixou a Companhia de Jesus, e se tornou Padre diocesano, em Natal.

MISSÃO EM CUNHAÚ
No Nordeste, Padre André trabalhou em Cunhaú, na Capela de Nossa Senhora das Candeias, nome do navio de Martim Afonso de Sousa, quando chegou às terras brasileiras. Na época, Cunhaú era um centro econômico de grande importância, por isso chamou a atenção dos holandeses.

De fato, Cunhaú era um povoado de Canguaretama, no Rio Grande do Norte, que se formou em torno de um engenho de cana-de-açúcar, uma das riquezas da região, além de suas minas. Era uma espécie de expansão da produção paraibana e pernambucana na região do Norte, berço econômico da comunidade dos índios Potiguares.

TÁTICA DOS CALVINISTAS
No dia 15 de julho de 1645, chegou a Cunhaú Jacó Rabe, um alemão a serviço do Supremo Conselho Holandês, com sede em Recife, que dizia ser portador de uma mensagem aos habitantes de Cunhaú.

No dia seguinte, domingo, aproveitando a participação de um grande número de colonos da Missa, celebrada pelo pároco, Padre André de Soveral, Jacó Rabe mandou afixar na porta da igreja um edital, convocando todos a ouvir, após a celebração, as ordens do Supremo Conselho. Muitos compareceram, mas uma forte chuva, providencial, impediu que o número fosse maior.

Sabe-se que os holandeses calvinistas, ao chegarem à região, restringiram a liberdade de culto dos católicos e os perseguiram, porque eram contra o Império Português no Brasil.
Naquele domingo, 16 de julho de 1645, muitos fiéis, famílias e outros residentes, dirigiram-se à igrejinha de Nossa Senhora das Candeias. Naturalmente, para cumprir o preceito religioso, não portavam armas, proibidas pelas autoridades holandesas.

MASSACRE EM CUNHAÚ
O Padre André de Soveral começou a celebração Eucarística e, na hora da consagração, ao elevar a hóstia e o cálice, Jacó Rabe mandou fechar todas as portas da igreja. Naquele momento, deu-se início à terrível carnificina, com cenas de grande atrocidade: os fiéis em oração, inermes e indefesos, foram covardemente atacados e assassinados pelos flamengos, com a cumplicidade dos índios Tapuias e Potiguares.

Sabendo o que ia acontecer, os fiéis não se rebelaram, pelo contrário, “entre ânsias fatais, confessaram sua fé em Jesus Cristo, pedindo perdão de suas culpas”.

Enquanto o Padre André “rezava, às pressas, o ofício da agonia”, foi cruelmente atacado pelos Tapuias. No entanto, falando na língua dos indígenas, os exortava a não tocar a sua pessoa e tampouco a profanar as imagens e objetos do altar, para não cometer sacrilégio. Os Tapuias recuaram, mas os Potiguares não quiseram saber de sermões. Então, atacaram o ministro de Deus “despedaçando seu corpo”. O principal autor do cruento assassinato foi o chefe dos Potiguares, Jererera, que, empunhando uma adaga, deu o golpe fatal ao sacerdote.

Este foi o primeiro episódio do massacre dos Protomártires do Rio Grande do Norte.

MASSACRE EM URUAÇÚ
O segundo ataque, por parte dos holandeses Calvinistas e dos índios hostis aos Católicos, deu-se três meses depois, no dia 3 de outubro de 1645.

Aterrorizados pelo que tinha acontecido em Cunhaú, os católicos de Natal procuravam fugir ou se esconder, inutilmente, em abrigos improvisados. Porém, foram pegos, junto com seu pároco, Padre Ambrósio Francisco Ferro, e levados para perto da cidade de Uruaçu, onde os soldados holandeses os aguardavam com cerca de duzentos índios, que tinham grande aversão pelos católicos. O pároco e seus fiéis foram brutalmente torturados e massacrados após bárbaras mutilações.

Conforme os relatos da época, “os índios arrancavam as entranhas e cortavam as cabeças, pernas e braços das suas vítimas”.

GRUPO DOS MÁRTIRES INDIVIDUADOS:
Padre André de Soveral e Domingos Carvalho, mortos em Cunhaú; Padre Ambrósio Francisco Ferro, Mateus Moreira, Antônio Vilela, com sua filha; José do Porto, Francisco de Bastos, Diogo Pereira, João Lostão Navarro, Antônio Vilela Cid, Estêvão Machado de Miranda e duas filhas; Vicente de Souza Pereira, Francisco Mendes Pereira, João da Silveira, Simão Correia, Antônio Baracho, João Martins e sete companheiros; Manuel Rodrigues Moura e sua esposa; uma filha de Francisco Dias, mortos em Uruaçu.

PROTOMÁRTIRES DO BRASIL
Padre André de Soveral e seus 29 Companheiros mártires do Rio Grande do Norte, foram sacrificados pela intolerância religiosa, pela perseguição contra a fé católica e a fé na Eucaristia.

Padre André de Soveral, herói e mártir de Cunhaú, foi beatificado em 5 de março de 2000 e canonizado, no dia 15 de outubro de 2017, na Praça de São Pedro, pelo Papa Francisco.
A Igreja celebra, no dia 3 de outubro, a festa litúrgica dos Protomártires do Brasil: Padre André de Soveral, Padre Ambrósio Francisco Ferro, o leigo Mateus Moreira e outros 27 Companheiros mártires.

Fonte: Vatican News

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Comissão para a Juventude apresenta o relatório de pesquisa nacional “Evangelização da Juventude no Brasil-2025”

Durante a reunião do Conselho Permanente da CNBB, a Comissão Episcopal para a Juventude da CNBB, por meio do bispo de Imperatriz (MA) e presidente da Comissão, dom Vilsom Basso, apresentou aos bispos os dados da “Pesquisa Nacional Evangelização da Juventude no Brasil – 2025”. O relatório da pesquisa foi apresentado pela coordenadora do Observatório Juventudes, da PUC-RS e coordenadora do grupo de pesquisa, doutora Patrícia Espíndola Teixeira. Os resultados foram condensados num relatório de 140 páginas. Dom Vilson destacou que até setembro serão impressos 20 mil exemplares a serem distribuídos para toda Igreja no Brasil. A pesquisa ouviu 11.498 jovens de todo o país, ligados ao universo religioso,entre abril a junho de 2025. Destes, 55,6% são mulheres, 44,4% homens. O maior grupo de idade da mostra 64,8% concentra-se na faixa etária de 18 a 24 anos, 32,5% entre 25 a 29 anos e 2,7% adolescentes de 12 a 17 anos. Saúde e resiliênciaUm dos aspectos abordados no levantamento foram os aspectos de “sofrimento expressivo”. 50% dos jovens afirmaram não se sentirem bem de forma plena; 37,6% apontaram a dificuldade de concetração associada a exposição permanente às telas o que gera ansiedade e privação do sono; 36,7% se sentem inseguros na maior parte do tempo, com impacto sobre a autoestima, tomada de decisões e abertura à fé. Em contrapartida, a religião aparece como um importante elemento para ajudar os jovens na resiliência. 64,0% dos jovens pesquisados disseram que a espiritualidade os ajudam a enfrentar os problemas no dia a dia; 55,8% que a presença pastoral os fortalecem; 43,4% afirmaram que apesar das dificuldades, apresenta esperança quanto ao futuro. Relação com a IgrejaA pesquisa levantou dados sobre a pertença e prática religiosa, o uso das redes sociais e os impactos do ambiente digital em suas vidas e suas posições sociopolíticas e quanto a questão ambiental. 98% dos jovens afirmaram ser católicos e 61% disseram ter sido conduzidos à Igreja a partir da experiência dos pais e avós. 93% Já receberam os sacramentos da iniciação à vida cristã. Religião e espiritualidade são os temas mais buscados na internet por esses jovens respondentes acima de entretenimento, educação  e  política. 43,3% dos jovens afirmaram usar as redes redes sociais, aplicativos de mensagens, fóruns de discussão e sites de relacionamentos. Redes sociais (Instagram, TikTok, X, Facebook) com 26,4% e Apps de mensagens (WhatsApp) com 16,2%. Igreja como a 3ª maior fonte de informaçãoA Igreja é a 3ª maior fonte de informação para 13,5% dos jovens. Influencers digitais e youtubers correspondem a 12,4% da preferência de busca por informação. Mais de 41% dos jovens não se mobilizam coletivamente, porém 23% disseram ter simpatia individual por pautas mais coletivas. A pesquisa investigou uma série de outros pontos sobre a relação dos jovens com a Igreja e o seu protagonismo nos ambientes eclesiais, como percebem a Igreja Católica, o que os atraem e afastam e sobre vocação e projeto de vida. Ao final da apresentação, o arcebispo de Porto Alegre (RS) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Jaime Spengler chamou a atenção para a importância de aprofundar e refletir os dados levantados pela pesquisa em vista de melhor a evangelização dos jovens no Brasil. Baixe o relatório e conheça os dados da pesquisa:Pesquisa Evangelização da Juventude_2025 Durante a tarde, os bispos do Conselho Permanente também conheceram os dados da avaliação da 62ª Assembleia Geral da CNBB, cuja condução ficou por conta do bispo de Nova Iguaçu (RJ) e presidente do regional Leste 1, dom Gilson Andrade da Silva e também tiveram uma rodada de reunião reservada.Fonte: CNBB

Inspetoria São João Bosco lança Observatório de Projetos Salê Sustentável em favor da Ecologia Integral

A Inspetoria São João Bosco (ISJB), dos Salesianos de Dom Bosco, deu um novo passo em seu compromisso com o cuidado da Casa Comum ao lançar, no dia 16 de junho, o Observatório de Projetos Salê Sustentável. Realizado de forma presencial e on-line, o lançamento reuniu aproximadamente 150 participantes, representando as presenças salesianas das áreas da educação básica e superior, ação social e evangelização, localizadas em Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás, Rio de Janeiro, Tocantins e no Distrito Federal. Na abertura do evento, o Vigário Inspetorial, Padre Sedney Manja, SDB, destacou que o Observatório responde ao convite da Congregação Salesiana e do Papa Francisco para viver, de forma concreta, a Ecologia Integral, promovendo uma caminhada comum em favor da vida. "O Observatório de Projetos Salê Sustentável nasce exatamente com esse propósito: ajudar-nos a caminhar juntos, compartilhar experiências, aprender uns com os outros e construir uma cultura cada vez mais comprometida com o cuidado da vida." Em sua mensagem, o sacerdote convidou todas as presenças salesianas a acolherem esse novo desafio com esperança e confiança, lembrando que cada gesto em favor da Ecologia Integral torna o mundo "mais justo, mais fraterno e mais fiel ao sonho de Deus para a humanidade e para toda a criação". Na sequência, a coordenadora do projeto, Camila de Paula, apresentou o Observatório como um espaço de articulação, colaboração e compartilhamento entre as dezenas de obras salesianas. A plataforma permitirá o envio e o acompanhamento das iniciativas desenvolvidas, conferindo maior visibilidade às ações socioambientais já existentes, favorecendo a troca de experiências, o fortalecimento do trabalho em rede e a construção de novos caminhos em favor da sustentabilidade e do cuidado com a Casa Comum. Inspirado na encíclica Laudato Si' e na Exortação Apostólica Laudate Deum, do Papa Francisco, bem como nas orientações do 29º Capítulo Geral da Congregação Salesiana, o Observatório busca fortalecer uma cultura do encontro e da corresponsabilidade, na qual cada comunidade educativo-pastoral seja protagonista da promoção da Ecologia Integral, unindo evangelização, educação e compromisso socioambiental. Durante o lançamento, Padre Geraldo Adair de Lima, SDB, recordou que o cuidado com a criação faz parte da própria missão salesiana. Segundo ele, esse compromisso dialoga com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e com as boas práticas de governança institucional, fortalecendo a capacidade da Inspetoria de estabelecer parcerias e promover iniciativas voltadas ao bem comum. O lançamento do Observatório de Projetos Salê Sustentável representa, assim, um sinal concreto do compromisso da Inspetoria São João Bosco com a Ecologia Integral. Mais do que uma plataforma para o acompanhamento de projetos, o Observatório constitui um espaço permanente de escuta, partilha, articulação e inspiração, fortalecendo a missão salesiana de educar e evangelizar por meio do cuidado com a Casa Comum. O que é o Observatório de Projetos Salê Sustentável? O Observatório de Projetos Salê Sustentável é uma iniciativa da Inspetoria São João Bosco que reúne, acompanha e compartilha as ações socioambientais desenvolvidas nas presenças salesianas. Seu objetivo é fortalecer a cultura da Ecologia Integral, incentivar o trabalho em rede, valorizar as boas práticas e favorecer a construção de uma missão cada vez mais comprometida com o cuidado da criação. Inspirado na Laudato Si' e no carisma salesiano, o Observatório promove uma caminhada conjunta em favor da vida, da sustentabilidade e da Casa Comum, contribuindo para que as comunidades educativo-pastorais sejam cada vez mais protagonistas na construção de um futuro mais justo, solidário e sustentável.

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