Santo André de Soveral e Companheiros Protomártires do Rio Grande do Norte
03/10/2024

Santo André de Soveral e Companheiros Protomártires do Rio Grande do Norte

Santo André de Soveral e Companheiros Protomártires do Rio Grande do Norte
Foto: Vatican News

Festa litúrgica: 3 de outubro. André de Soveral foi o primeiro Santo de São Vicente e discípulo do Padre José de Anchieta. Foi martirizado, em 1645, durante a invasão holandesa, enquanto celebra a Santa Missa, junto com outros 29 companheiros. Ao expirar, balbuciou: “Viva o Santíssimo Sacramento”!

ANDRÉ DE SOVERAL
André de Soveral nasceu em São Vicente, no dia 16 de julho de 1572, de pais portugueses, que lhe transmitiram sólidos ensinamentos cristãos. Deve ter sido batizado na Matriz de São Vicente Mártir, onde recebeu os primeiros Sacramentos e sua Primeira Comunhão.

São Vicente foi a primeira cidade fundada no Brasil, em 1532, por Martim Afonso de Souza. Presume-se que André tenha sido aluno do Padre José de Anchieta, um dos primeiros Jesuítas a chegar à Terra de Santa Cruz, e que tenha estudado no “Colégio Menino Jesus”, fundado por Leonardo Nunes.

No período da ação missionária de São José de Anchieta e Padre José da Nóbrega, André partiu para o Nordeste, onde, em 1597, deu início à evangelização no Rio Grande do Norte, junto outros missionários Jesuítas, provenientes do reino católico de Portugal. Por motivos desconhecidos, deixou a Companhia de Jesus, e se tornou Padre diocesano, em Natal.

MISSÃO EM CUNHAÚ
No Nordeste, Padre André trabalhou em Cunhaú, na Capela de Nossa Senhora das Candeias, nome do navio de Martim Afonso de Sousa, quando chegou às terras brasileiras. Na época, Cunhaú era um centro econômico de grande importância, por isso chamou a atenção dos holandeses.

De fato, Cunhaú era um povoado de Canguaretama, no Rio Grande do Norte, que se formou em torno de um engenho de cana-de-açúcar, uma das riquezas da região, além de suas minas. Era uma espécie de expansão da produção paraibana e pernambucana na região do Norte, berço econômico da comunidade dos índios Potiguares.

TÁTICA DOS CALVINISTAS
No dia 15 de julho de 1645, chegou a Cunhaú Jacó Rabe, um alemão a serviço do Supremo Conselho Holandês, com sede em Recife, que dizia ser portador de uma mensagem aos habitantes de Cunhaú.

No dia seguinte, domingo, aproveitando a participação de um grande número de colonos da Missa, celebrada pelo pároco, Padre André de Soveral, Jacó Rabe mandou afixar na porta da igreja um edital, convocando todos a ouvir, após a celebração, as ordens do Supremo Conselho. Muitos compareceram, mas uma forte chuva, providencial, impediu que o número fosse maior.

Sabe-se que os holandeses calvinistas, ao chegarem à região, restringiram a liberdade de culto dos católicos e os perseguiram, porque eram contra o Império Português no Brasil.
Naquele domingo, 16 de julho de 1645, muitos fiéis, famílias e outros residentes, dirigiram-se à igrejinha de Nossa Senhora das Candeias. Naturalmente, para cumprir o preceito religioso, não portavam armas, proibidas pelas autoridades holandesas.

MASSACRE EM CUNHAÚ
O Padre André de Soveral começou a celebração Eucarística e, na hora da consagração, ao elevar a hóstia e o cálice, Jacó Rabe mandou fechar todas as portas da igreja. Naquele momento, deu-se início à terrível carnificina, com cenas de grande atrocidade: os fiéis em oração, inermes e indefesos, foram covardemente atacados e assassinados pelos flamengos, com a cumplicidade dos índios Tapuias e Potiguares.

Sabendo o que ia acontecer, os fiéis não se rebelaram, pelo contrário, “entre ânsias fatais, confessaram sua fé em Jesus Cristo, pedindo perdão de suas culpas”.

Enquanto o Padre André “rezava, às pressas, o ofício da agonia”, foi cruelmente atacado pelos Tapuias. No entanto, falando na língua dos indígenas, os exortava a não tocar a sua pessoa e tampouco a profanar as imagens e objetos do altar, para não cometer sacrilégio. Os Tapuias recuaram, mas os Potiguares não quiseram saber de sermões. Então, atacaram o ministro de Deus “despedaçando seu corpo”. O principal autor do cruento assassinato foi o chefe dos Potiguares, Jererera, que, empunhando uma adaga, deu o golpe fatal ao sacerdote.

Este foi o primeiro episódio do massacre dos Protomártires do Rio Grande do Norte.

MASSACRE EM URUAÇÚ
O segundo ataque, por parte dos holandeses Calvinistas e dos índios hostis aos Católicos, deu-se três meses depois, no dia 3 de outubro de 1645.

Aterrorizados pelo que tinha acontecido em Cunhaú, os católicos de Natal procuravam fugir ou se esconder, inutilmente, em abrigos improvisados. Porém, foram pegos, junto com seu pároco, Padre Ambrósio Francisco Ferro, e levados para perto da cidade de Uruaçu, onde os soldados holandeses os aguardavam com cerca de duzentos índios, que tinham grande aversão pelos católicos. O pároco e seus fiéis foram brutalmente torturados e massacrados após bárbaras mutilações.

Conforme os relatos da época, “os índios arrancavam as entranhas e cortavam as cabeças, pernas e braços das suas vítimas”.

GRUPO DOS MÁRTIRES INDIVIDUADOS:
Padre André de Soveral e Domingos Carvalho, mortos em Cunhaú; Padre Ambrósio Francisco Ferro, Mateus Moreira, Antônio Vilela, com sua filha; José do Porto, Francisco de Bastos, Diogo Pereira, João Lostão Navarro, Antônio Vilela Cid, Estêvão Machado de Miranda e duas filhas; Vicente de Souza Pereira, Francisco Mendes Pereira, João da Silveira, Simão Correia, Antônio Baracho, João Martins e sete companheiros; Manuel Rodrigues Moura e sua esposa; uma filha de Francisco Dias, mortos em Uruaçu.

PROTOMÁRTIRES DO BRASIL
Padre André de Soveral e seus 29 Companheiros mártires do Rio Grande do Norte, foram sacrificados pela intolerância religiosa, pela perseguição contra a fé católica e a fé na Eucaristia.

Padre André de Soveral, herói e mártir de Cunhaú, foi beatificado em 5 de março de 2000 e canonizado, no dia 15 de outubro de 2017, na Praça de São Pedro, pelo Papa Francisco.
A Igreja celebra, no dia 3 de outubro, a festa litúrgica dos Protomártires do Brasil: Padre André de Soveral, Padre Ambrósio Francisco Ferro, o leigo Mateus Moreira e outros 27 Companheiros mártires.

Fonte: Vatican News

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Jornada Formativa da Rede Salesiana Brasil aproxima colaboradores do carisma e das diferentes expressões da missão salesiana.

Durante quatro dias, colaboradores do escritório da Rede Salesiana Brasil percorreram escolas, obras sociais, espaços de memória, universidade, oratórios e santuários para vivenciar, na prática, as diferentes dimensões do carisma de Dom Bosco e Madre Mazzarello Brasília (DF) — 16 de agosto de 2026. Mais do que uma viagem, uma experiência formativa. Entre os dias 13 e 16 de agosto, os colaboradores do escritório da Rede Salesiana Brasil (RSB) participaram, em Aparecida e cidades do Vale do Paraíba, de uma jornada construída para aproximar as pessoas que atuam na gestão e articulação nacional da Rede daquilo que está na essência de sua missão: educar, evangelizar, acolher e transformar vidas. A Jornada de Formação e Integração da Equipe do Escritório da RSB 2026 foi concebida como uma experiência de imersão no carisma salesiano. Ao longo de quatro dias, a equipe percorreu diferentes presenças salesianas e espaços de espiritualidade, conhecendo histórias, práticas educativas, experiências pastorais e iniciativas sociais que ajudam a traduzir, no cotidiano, a missão que orienta o trabalho da Rede. O percurso começou ainda em fevereiro, quando a Gestora de Projetos da Rede Salesiana Brasil, Ana Paula Costa e Silva, apresentou aos colaboradores a proposta da imersão. Desde então, a preparação passou também pelos encontros do Giro Rede, espaço permanente de integração, formação e alinhamento estratégico do escritório. Em junho, a Diretora Executiva da RSB, Ir. Sílvia Aparecida, conduziu um momento dedicado à vida e ao carisma de Madre Mazzarello. No mês seguinte, o Diretor Executivo, Pe. Sérgio Baldin, conduziu uma reflexão sobre São João Bosco. 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Em seguida, conheceu o UNISAL – Centro Universitário Salesiano de São Paulo, campus Lorena, em visita guiada pelo professor Mateus Afonso Gomes, coordenador de Extensão Universitária, e pelo professor Diego Amaro de Almeida, coordenador do curso de História. A presença da universidade ampliou a compreensão sobre a diversidade de frentes que compõem a missão salesiana. Se na escola a educação é vivenciada desde os primeiros anos da formação, na universidade ela se projeta para a formação acadêmica e profissional. O UNISAL mostrou à equipe que a educação salesiana não se limita a uma etapa da vida: ela acompanha diferentes momentos da formação humana e profissional. A espiritualidade como fundamento, não como elemento complementar O dia terminou no Santuário São Benedito, também em Lorena, com a celebração da Missa presidida pelo Pe. Daniel Neri, reitor do Santuário. Depois de um dia marcado por escola, memória, oratório, formação e universidade, a celebração eucarística deu outro sentido ao percurso. A experiência ajudou a reforçar uma dimensão essencial da identidade salesiana: a ação educativa e social não está dissociada da espiritualidade. A formação, portanto, não buscava apenas apresentar estruturas e projetos. Pretendia ajudar cada colaborador a compreender que, por trás de cada iniciativa, existe uma missão sustentada por valores, fé e compromisso com a transformação das pessoas. Caminhar com Maria para caminhar em Rede O terceiro dia da jornada foi marcado por um dos momentos mais significativos da experiência: a participação dos colaboradores na Romaria da Família Salesiana, em Aparecida. A equipe saiu do Hotel Rainha do Brasil em direção ao Porto de Itaguaçu, percorrendo o Caminho do Rosário até o início da caminhada da Romaria. A peregrinação terminou no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, onde foi celebrada a Missa Solene. Nesse momento, a formação ganhou uma dimensão coletiva. Os colaboradores deixaram de ser apenas observadores da missão salesiana para se reconhecerem como parte de uma grande família presente em diferentes territórios, obras e realidades. Mesmo com uma forte chuva que caiu durante a procissão, milhares de peregrinos permaneceram no caminho. A água não interrompeu a caminhada nem diminuiu a disposição daqueles que seguiam rumo à Casa da Mãe Aparecida. Para a equipe da RSB, a cena tornou-se também uma experiência simbólica: a missão exige perseverança, presença e disposição para continuar caminhando mesmo quando o percurso apresenta dificuldades. Após a celebração, a programação prosseguiu com uma visita guiada ao Santuário Nacional de Aparecida. À noite, depois do jantar, a equipe participou de uma roda de conversa, criando um espaço para compartilhar percepções e aprendizados acumulados durante os dias anteriores. Foi o momento de transformar experiência em reflexão. E cada um pode responder o que levaria daquela jornada para seu trabalho no escritório? Na casa de Dom Bosco, a jornada reencontra suas raízes No dia 16 de agosto, data em que toda a Família Salesiana celebra o nascimento de São João Bosco, a Jornada Formativa e de Integração da Equipe do Escritório da Rede Salesiana Brasil chegou à sua última experiência: uma visita à Obra Social Salesiana de Pindamonhangaba. A escolha da data e do local conferiu um significado especial ao encerramento da jornada. Mais do que conhecer uma obra social salesiana, os colaboradores tiveram a oportunidade de visitar uma réplica fiel da casa onde Dom Bosco nasceu e viveu parte de sua infância, um espaço que preserva a memória e ajuda a aproximar, de maneira concreta, as novas gerações da história do fundador da Família Salesiana. Em meio à programação que, ao longo dos dias, levou a equipe por escolas, espaços de memória, oratórios, universidade, casas de formação, santuários e experiências de espiritualidade, a visita à réplica da casa de Dom Bosco representou um retorno às origens do carisma. Ali, no dia em que se celebra o nascimento daquele que dedicou sua vida à educação e à evangelização da juventude, a formação ganhou uma dimensão ainda mais simbólica: conhecer as raízes para compreender melhor a missão que continua sendo construída no presente. A visita foi conduzida pelo Pe. Agnaldo, diretor da Obra Social Salesiana de Pindamonhangaba, que apresentou aos colaboradores a presença salesiana e o espaço dedicado à memória de Dom Bosco. Para o Pe. Agnaldo, a experiência também representa a possibilidade de testemunhar o caminho de crescimento e amadurecimento da Rede Salesiana Brasil ao longo dos últimos anos. “Depois de ter vivido, em 2013, 2014, a concretização da RSB, expandindo os seus braços de Rede Salesiana Brasil também para a dimensão do social, para a dimensão da comunicação, e agora ver o quanto esta árvore, vamos chamar assim, ela conseguiu se tornar abrangente, envolvente, renovada e fortalecida, com a equipe que eu vi aqui ontem, que trouxe antigos membros desta organização salesiana e, ao mesmo tempo, novos em outras funções estratégicas, mostrando que não ficamos parados, mas sim procuramos buscar novos formatos de gestão, de organização, para que, de fato, a RSB seja este grande órgão de animação, de articulação, de fortalecimento da ação salesiana, em todas as suas dimensões, com uma resposta renovada, atualizada e capaz de dar passos para enfrentarmos, sempre com maior profissionalismo, os desafios da realidade de hoje”, afirmou. No dia em que a Família Salesiana celebrou o nascimento de Dom Bosco, os colaboradores da Rede Salesiana Brasil encerraram sua jornada diante de uma casa que simboliza o início de uma missão. Uma forma concreta de recordar que, por trás de projetos, estratégias, processos e ações em rede, existe uma história, uma espiritualidade e um compromisso com a juventude que continuam dando sentido ao trabalho realizado diariamente. Essa última experiência sintetizou, de maneira especial, o propósito da jornada: não apenas conhecer o carisma salesiano, mas deixar-se tocar por ele para retornar ao trabalho com ainda mais consciência sobre a missão que cada colaborador ajuda a construir. Uma jornada para quem trabalha nos bastidores da missão A Jornada Formativa e de Integração da Equipe do Escritório da RSB foi construída sobre uma compreensão simples, mas estratégica: quem trabalha na articulação da Rede também precisa experimentar a Rede. Durante quatro dias, os colaboradores puderam percorrer diferentes expressões do carisma e perceber que educação, ação social, pastoral, espiritualidade, formação profissional, universidade, memória e comunicação não são áreas isoladas. São dimensões de uma mesma missão. A experiência também reforçou uma convicção que orienta o trabalho da Rede Salesiana Brasil: o trabalho em rede começa pelas pessoas. Por isso, a jornada iniciada em fevereiro, preparada nos encontros do Giro Rede e concretizada em Aparecida não teve como objetivo apenas formar profissionais mais alinhados institucionalmente. Buscou fortalecer pessoas mais conscientes da missão que representam. Ao revisitar a trajetória de Dom Bosco e Madre Mazzarello, conhecer as presenças salesianas e compartilhar experiências com quem vive diariamente essa missão, os colaboradores foram convidados a olhar para o próprio trabalho com uma nova perspectiva. Não apenas como uma atividade técnica ou administrativa, mas como parte de uma grande rede que existe para educar, evangelizar, promover direitos, acolher e gerar oportunidades para as novas gerações. A viagem terminou com o retorno a Brasília. A jornada, porém, continua no cotidiano do escritório. Porque o principal resultado de uma formação como essa não está apenas nos lugares visitados, nas histórias conhecidas ou nos momentos compartilhados. Está naquilo que cada pessoa leva consigo e transforma em ação quando volta ao trabalho. E, nesse sentido, a experiência em Aparecida cumpriu seu propósito: aproximar quem atua nos bastidores da Rede daqueles que estão na ponta da missão, fortalecendo identidade, pertencimento e compromisso para que, em cada projeto, decisão e estratégia, o carisma salesiano continue encontrando novas formas de chegar às juventudes.

Sob chuva, Família Salesiana se reúne em Aparecida para 26ª Romaria e reafirma compromisso com a missão de Dom Bosco e Madre Mazzarello

Colaboradores da Rede Salesiana Brasil participam da peregrinação e vivem jornada de fé, integração e comunhão no Santuário Nacional de Aparecida A chuva forte que caiu durante parte da caminhada até o Santuário Nacional de Aparecida não interrompeu a peregrinação. Sob a água, milhares de pessoas seguiram juntas, levando consigo a fé, a devoção e o sentimento de pertença à Família Salesiana. Neste sábado, 15 de agosto, a cidade de Aparecida (SP) recebeu a 26ª Romaria da Família Salesiana, em um dos principais momentos de comunhão da presença salesiana no Brasil. Com o tema “Caminhando com Maria, façamos tudo o que Ele nos disser”, a romaria reúne Salesianos de Dom Bosco, Filhas de Maria Auxiliadora, Salesianos Cooperadores, Ex-Alunos e Ex-Alunas, jovens, educadores, colaboradores, famílias e integrantes dos diferentes grupos da Família Salesiana. Entre os participantes estão colaboradores do escritório da Rede Salesiana Brasil (RSB), que vivenciam a romaria como parte de uma Jornada Formativa. A experiência busca aproximar a equipe da realidade concreta da missão salesiana e fortalecer vínculos, espiritualidade, integração e sentido de pertença à Rede. Uma jornada que une formação, espiritualidade e missão A participação dos colaboradores da RSB na romaria integra uma proposta formativa construída para ir além dos momentos institucionais e oferecer uma experiência de contato direto com o carisma salesiano. Ao longo da jornada, os profissionais são convidados a vivenciar a espiritualidade, conhecer experiências concretas desenvolvidas nas obras e escolas salesianas, fortalecer relações fraternas e refletir sobre como o trabalho realizado no escritório contribui para a missão educativa e evangelizadora da Rede. A proposta parte de uma compreensão de que a missão salesiana se fortalece quando aqueles que atuam em diferentes áreas da Rede conseguem reconhecer, na prática, o impacto do trabalho desenvolvido junto às crianças, aos adolescentes, aos jovens e às famílias. Nesse contexto, a peregrinação a Aparecida assume também um significado institucional. Para os colaboradores que atuam no escritório da RSB, estar junto das diferentes expressões da Família Salesiana permite aproximar planejamento, gestão e estratégias da realidade vivida nas comunidades e presenças salesianas. Caminhar com Maria A concentração teve início às 9h, na Capela São Geraldo, no Porto Itaguaçu. Às 10h, os peregrinos iniciaram a caminhada em direção ao Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida. No percurso, a chuva forte que atingiu a região marcou a caminhada. Mesmo com a mudança das condições climáticas, os milhares de peregrinos permaneceram no trajeto, transformando a chuva em mais um elemento de uma experiência coletiva de fé. A cena reforçou o próprio sentido da peregrinação: caminhar juntos, superar desafios e chegar à Casa da Mãe Aparecida movidos por uma esperança compartilhada. Ao meio-dia, os participantes se reúnem para a Missa Solene no Santuário Nacional, celebrando a fé e renovando o compromisso com a missão salesiana. Uma tradição que chega à 26ª edição A Romaria da Família Salesiana de São Paulo tornou-se, ao longo de 26 anos, uma importante expressão de devoção mariana e de unidade entre os diferentes grupos que compõem a Família Salesiana. A peregrinação também mantém viva a memória de São João Bosco e de Santa Maria Domingas Mazzarello, fundadores e referências de uma missão que continua presente em diferentes contextos sociais e culturais. A celebração deste ano ganhou ainda um significado especial pela continuidade da peregrinação da Imagem Peregrina de Nossa Senhora Aparecida, tradição que percorreu os Centros Locais da Associação dos Salesianos Cooperadores da Província Nossa Senhora Auxiliadora. Iniciada após a Romaria de 2025, a peregrinação passou por diferentes comunidades salesianas ao longo do último ano. Depois de visitar 20 Centros Locais, a imagem chega à etapa final de seu percurso e, neste sábado, será entregue aos Ex-Alunos e Ex-Alunas de Dom Bosco, dando continuidade à tradição de devoção mariana e evangelização entre os grupos da Família Salesiana. Uma experiência que fortalece a Rede Para a Rede Salesiana Brasil, a presença de seus colaboradores na Romaria representa também uma oportunidade de fortalecer a compreensão sobre o papel de cada área na construção de uma atuação integrada em todo o país. A experiência formativa busca conectar espiritualidade, conhecimento, relações humanas e prática profissional, favorecendo uma compreensão mais ampla da missão que sustenta o trabalho cotidiano do escritório. Ao caminhar ao lado de educadores, religiosos, jovens, famílias e representantes das diferentes presenças salesianas, os colaboradores são convidados a reconhecer que cada planejamento, projeto, comunicação, processo de gestão ou ação desenvolvida em rede tem como horizonte uma missão maior: contribuir para uma educação que transforma vidas e para uma evangelização capaz de gerar esperança. Em Aparecida, sob o olhar de Nossa Senhora, essa missão ganha uma dimensão ainda mais concreta. A peregrinação não é apenas um deslocamento até o Santuário. É um caminho de encontro, escuta, comunhão e renovação do compromisso com o carisma de Dom Bosco e de Madre Mazzarello. E, mesmo quando a chuva apertou, ninguém parou de caminhar. Porque, para a Família Salesiana, caminhar juntos também é uma forma de renovar a esperança e reafirmar que a missão continua.

Rede Salesiana Brasil celebra nascimento de Dom Bosco com lançamento da música “16 de Agosto”

Canção de Jean Lopes chega às plataformas digitais nesta segunda-feira (16), data que marca o aniversário de nascimento do fundador da obra salesiana O dia 16 de agosto ganha um significado especial para toda a Família Salesiana. Nesta data, celebra-se o nascimento de São João Bosco, fundador dos Salesianos de Dom Bosco e inspiração de uma missão dedicada à educação, à evangelização e à promoção integral de crianças, adolescentes e jovens em diferentes partes do mundo. Para celebrar a data, a Rede Salesiana Brasil (RSB) lança, nesta segunda-feira (16), a música “16 de Agosto”, composição de Jean Lopes que revisita, em versos e melodia, momentos marcantes da trajetória de Dom Bosco e sua dedicação à juventude. O lançamento da canção acontece simultaneamente à publicação desta matéria, como parte de uma iniciativa da RSB que busca utilizar a música como instrumento de comunicação, educação e evangelização, aproximando a história e a espiritualidade salesiana das novas gerações. Uma celebração em forma de música Com uma proposta alegre e celebrativa, “16 de Agosto” convida a Família Salesiana a recordar e festejar a vida de Dom Bosco. “Vamos cantar, comemorar16 de agosto, dia de Dom BoscoVamos festejar” Ao longo da composição, a história do fundador é apresentada a partir de diferentes momentos de sua vida. A letra recorda sua infância, o sonho que teve aos nove anos, sua confiança em Maria Auxiliadora e a missão que assumiu de dedicar a própria vida aos jovens. A música também recupera uma característica marcante da experiência educativa de Dom Bosco: a presença da alegria, dos jogos, das brincadeiras e das canções como parte da convivência com os jovens. Em uma das passagens, a composição apresenta o jovem João Bosco como alguém que, desde cedo, aprendeu a utilizar seus talentos para aproximar os meninos da fé: “Com jogos, brincadeiras e canções foi catequisar” A escolha da música como forma de celebrar Dom Bosco dialoga, portanto, com a própria tradição salesiana. O canto e as expressões culturais estiveram presentes na experiência dos oratórios e integram uma proposta educativa que busca criar ambientes de convivência, alegria, proximidade e formação. Uma história que continua inspirando Nascido em 16 de agosto de 1815, em Castelnuovo d’Asti, na Itália, João Bosco dedicou sua vida à educação e ao acompanhamento dos jovens, especialmente daqueles que viviam em situações de vulnerabilidade. Sua experiência educativa deu origem a uma proposta que uniu educação, evangelização, convivência e formação para a vida. A partir do Oratório de Valdocco, em Turim, a missão iniciada por Dom Bosco se expandiu e deu origem à Família Salesiana, hoje presente em diferentes países e contextos culturais. Um dos episódios mais conhecidos de sua infância é o sonho que teve aos nove anos, posteriormente reconhecido como um marco de sua vocação. A experiência acompanhou sua trajetória e se relacionou diretamente com a missão que assumiria junto à juventude. A nova música recupera esse episódio e outros elementos da vida de Dom Bosco para transformá-los em uma narrativa acessível, especialmente às crianças, adolescentes e jovens que hoje vivem a experiência educativa e evangelizadora salesiana. Música como instrumento de educação e evangelização O lançamento de “16 de Agosto” também integra uma ação prevista no Plano Anual de Trabalho da Rede Salesiana Brasil, que contempla a produção e divulgação de conteúdos de relevância eclesial e social, inclusive por meio da música. A proposta da RSB é ampliar, organizar e disponibilizar um repertório musical próprio que possa ser utilizado em diferentes contextos da missão salesiana, como escolas, obras sociais, comunidades, encontros, celebrações e atividades pastorais. Nesse sentido, a música assume uma função que vai além do entretenimento. Ela se torna um recurso capaz de preservar a memória, transmitir valores, favorecer a experiência de fé e aproximar diferentes gerações da identidade salesiana. A iniciativa também contempla a presença do repertório da Rede nas plataformas digitais, ampliando as possibilidades de acesso às produções musicais por educadores, agentes de pastoral, jovens, famílias e demais integrantes da Família Salesiana. Uma nova canção para uma história que permanece viva Ao lançar “16 de Agosto” justamente na data em que a Família Salesiana celebra o nascimento de seu fundador, a Rede Salesiana Brasil transforma a comemoração em uma experiência compartilhada por meio da música. A canção convida a recordar Dom Bosco não apenas como uma figura histórica, mas como alguém cuja missão continua inspirando o trabalho realizado diariamente nas escolas, obras sociais, paróquias e demais presenças salesianas. No encerramento da composição, a mensagem assume o tom de uma homenagem afetiva: “Parabéns, parabéns!Nós te amamos querido Dom BoscoTe queremos bem, muito bem!” É com esse espírito que a Rede Salesiana Brasil celebra o 16 de agosto: recordando a história, valorizando o legado e, sobretudo, mantendo viva uma missão que continua encontrando na juventude sua razão de ser. Clique e Ouça “16 de Agosto” Letra e música: Jean LopesLançamento: 16 de agostoPrimeira plataforma: YouTubeDisponibilização posterior: demais plataformas de streaming de música Hoje é dia de cantar, celebrar e agradecer pela vida de Dom Bosco.
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