Dia Nacional do(a) Educador(a) Social
19/09/2023

Dia Nacional do(a) Educador(a) Social

Dia Nacional do(a) Educador(a) Social

Nesta terça-feira (19) é celebrado o Dia Nacional do(a) Educador(a) Social. Este dia é dedicado a homenagear aqueles que desempenham um papel crucial junto a pessoas em situação de vulnerabilidade. Seguindo os passos de Dom Bosco e Madre Mazzarello, a Rede Salesiana Brasil (RSB) tem desempenhado um notável trabalho de acolhimento e atendimento a crianças, adolescentes e jovens que enfrentam desafios sociais, graças ao comprometimento de seus Educadores Sociais.

Abaixo, confira algumas histórias emocionantes de Educadores(as) Sociais Salesianos(as):

 

OBRA SOCIAL CASA BETÂNIA, EM GUARATINGUETÁ (SP)

“Eu costumo dizer que me tornar Educador Social mudou muito minha perspectiva de ver o mundo, ainda mais sendo um Educador Social Salesiano”

Sendo Educador Social na Obra Salesiana Casa Betânia, em Guaratinguetá (SP), Luis Gustavo Arruda está exercendo sua função desde 2019. Ao todo, a Obra em que ele atua atende aproximadamente 100 assistidos. O educador acredita que os desafios da sua profissão são: lutar para que os jovens tenham seus direitos garantidos, que tenham protagonismo e, principalmente, que a juventude seja ouvida. “Penso que nós educadores damos aos jovens a escuta, o acolhimento e o afeto em um mundo que cada vez mais vai ficando carente das coisas simples da vida. Um olhar com atenção que diz ‘eu estou aqui com você’, um abraço, com certeza vai fazer uma enorme diferença na vida de um jovem”, diz Luis Gustavo.

A Casa Betânia proporciona diversas ações, não só com os atendidos e atendidas, mas também com toda a comunidade local. Uma das ações que o educador Luis Gustavo fica à frente com os jovens é o Futebol Callejero - mais conhecido como Futebol de Rua – pois nessa ação é possível perceber que o esporte gera mudanças significativas para todos, principalmente o futebol Callejero que, diferentemente do futebol tradicional, traz em sua metodologia o fortalecimento do protagonismos juvenil, em consonância com o propósito da Obra.

  

 

OBRA SOCIAL PARQUE DOM BOSCO, EM ITAJAÍ (SC)

“O educador tem a sensibilidade para descobrir ‘a corda que vibra’ em cada educando, seus talentos”

Desde os seus 17 anos de idade, a Educadora Social, Sueli Pelusi, trabalha na Obra Social Parque Dom Bosco, onde são atendidos em torno de 850 crianças, adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade social, oferecendo atividades de contraturno escolar, cursos de iniciação profissional e encaminhamento para o mercado do trabalho. A instituição oferece café da manhã, almoço e café da tarde para todos os atendidos. “Comecei muito nova como Educadora e atendi muitas crianças da Comunidade. Dias atrás fui à uma consulta médica e, para minha surpresa, após o atendimento, a médica me reconheceu e disse: ‘Você é a Su! Do Canadá! E foi minha professora no Parque Dom Bosco'. Na conversa, ela destacou que não esqueceu da Instituição, do carinho e da alegria”, comenta Sueli Pelusi.

A caminhada da Sueli na Obra Social Parque Dom Bosco não é de hoje. Sua trajetória profissional teve início graças a Obra. “Cheguei ao Parque Dom Bosco com 03 anos, fui educanda de todos os cursos ofertados pela instituição na época, fui voluntária e, aos 17 anos, fui convidada para ser educadora.  Minha vida profissional é toda na Instituição, só me ausentei por dois anos, quando ganhei meu filho”, diz a Educadora Social.

  

 

OBRAS SOCIAIS NOSSA SENHORA DA PENHA, NO RIO DE JANEIRO (RJ)

“O educador social tem uma relevante importância na formação humana e profissional dos jovens atendidos, a proximidade, o carisma, os incentivos das potencialidades pessoais tão desvalorizados pela sociedade, a escuta e o afeto”

Para a Educadora Social das Obras Sociais Nossa Senhora da Penha, no Rio de Janeiro (RJ), Edna Mara da Silva, os principais desafios que sua profissão proporciona são a desigualdade social crescente nas estruturas educacionais, a desestruturação das famílias e a falta de perspectivas de projeto de vida.  

A Obra oferece atividades relacionadas à promoção da integração ao mundo do trabalho, medidas socioeducativas, direitos humanos, trabalhistas, sociais e socioassistenciais, diversidade cultural, ética, cultura, cidadania, noções administrativas e fortalecimento do protagonismo social. “Ser Educadora Social, não é apenas uma Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), um emprego para sua subsistência, mas, sim, uma questão de vocação! Ser presença atuante no crescimento do adolescente e jovem, fazer parte da sua formação humana, construindo conhecimentos, valores e conquistas. Visualizo isso em cada gesto de carinho, em cada conquista de aprendizado e em valores perdidos que são avivados. Sou muito realizada com os resultados de todos os dias de trabalho”, comenta Edna.

  

 

CENTRO MARIA AUXILIADORA PRÓ-MENOR CARENTE, EM PETROLINA (PE)

“Os educadores sociais são agentes de transformação na vida dos jovens, capacitando-os a desenvolver habilidades, valores e conhecimentos necessários para se tornarem indivíduos bem-sucedidos e engajados em suas Comunidades”

Há três anos como Educadora Social no Centro Maria Auxiliadora Pró Menor (CEMAM), Solange Dias da Silva, que é apaixonada pelo que faz e acredita no poder transformador da educação para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária, diz que “a importância dos Educadores Sociais na vida dos jovens reflete a visão de Dom Bosco, onde a educação e o amor podem transformar vidas. Seu compromisso com a prevenção, orientação e desenvolvimento integral dos jovens continua sendo uma fonte de inspiração e um modelo para Educadores Sociais que buscam fazer a diferença na vida das gerações mais jovens”, destaca Solange.

A Obra Social CEMAM atende mais de 480 crianças, adolescentes, jovens e famílias em situação de vulnerabilidade social, oferecendo oficinas educativas, culturais e muitas atividades esportivas. Além disso, a Obra disponibiliza um ambiente seguro e acolhedor, ajudando a reduzir o estigma em torno das questões sociais, promovendo o bem-estar emocional e auxiliando os jovens a enfrentar os desafios relacionados à saúde mental. Assim como Dom Bosco e Madre Mazzarello, eles buscam compreender cada jovem em sua singularidade, respeitando suas histórias, desafios e potenciais, porque é por meio do amor e do acolhimento que é possível despertar o melhor dentro de cada um deles.

  

 

CENTRO JUVENIL ORATÓRIO MAMÃE MARGARIDA, EM NITERÓI (RJ)

“O papel de Educador Social na vida dos jovens é de fundamental importância, não só para sua vida, mas também para a sociedade”

Em Niterói (RJ), o Centro Juvenil Oratório Mamãe Margarida conta com a presença da Educadora Social Lindalva Teixeira que, desde março de 1996, vem cooperando na vida dos assistidos da Obra Salesiana. Com aproximadamente 124 atendidos e atendidas, Lindalva atua nas oficinas de Ginástica e Leituras. Para ela, o(a) Educador(a) desempenha um papel de formador, contribuindo para a garantia de direitos de crianças e jovens em situação e vulnerabilidade social, além de contribuir para que possam ter participação em ambientes como a escola e o trabalho para que, assim, todos consigam ter um futuro melhor, tornando-se “bons cristãos e honestos cidadãos”, como diz Dom Bosco.

Devido a evolução do mundo digital, a Educadora Social lembra que a falta de empregos para Jovens Aprendizes e a falta de escolas preparadas hoje em dia tem sido um dos maiores desafios para manter as crianças e jovens motivados a aprender, com vontade de crescer e com responsabilidade. “Ser educadora não é uma tarefa fácil. Muitas vezes, chorei, sorri e segui. E cada criança tem uma história que te faz repensar o motivo de ser educadora. Amo o que eu faço! Aprendo e ensino com eles e crescemos juntos. Posso dizer que sou a pessoa que sou hoje porque eles me ajudaram”, relembra Lindalva Teixeira.

  

 

CENTRO SOCIAL SÃO BENEDITO, EM MANAUS (AM)

“O Educador Social é a referência [...] pois está diariamente convivendo com os educandos nas oficinas, sabendo de seus anseios e até mesmo das suas frustações, uma vez que as crianças e os jovens estão em processo de desenvolvimento e estão numa fase de descoberta”

Atuando no Centro Social São Benedito (CSSB), em Manaus (AM), a Assistente Social Nilce Elena Conceição, que está na Obra desde 2018, conta que o CSSB realiza rodas de conversa, gincanas e palestras com temas transversais para dar suporte aos assistidos. Também são realizadas as campanhas nos meses de prevenção como o 18 de maio para combate ao abuso e exploração sexual; Setembro Amarelo pela prevenção ao suicídio, entre outras ações.

Com o coração cheio de gratidão, Nilce Elena compartilha a felicidade em poder estar trabalhando no CSSB que, atualmente, atende 80 crianças e adolescentes. “Recentemente, no dia 15 de setembro, o Centro Social São Benedito completou 28 anos de atividades voltadas para crianças, adolescentes e jovens de baixa renda. Só temos a agradecer a Deus por estarmos ajudando muitas famílias que estão em situação de vulnerabilidade social, pois sem esse serviço, acreditamos que já teríamos perdido muito jovens para o tráfico e para a droga, uma vez que o CSSB está inserido em um bairro de alto índice de violência”, comenta.

 

PROGRAMA CRIANÇAS E ADOLESCENTES FELIZES, NA CIDADE DOM BOSCO, CORUMBÁ (MS)

“Somos espelhos para os jovens, pois muitas vezes não possuem outras referências de vida, de experiências e de espaço para conversarem, se abrirem e refletirem sobre a vida e principalmente sobre futuro”

O Programa Crianças e Adolescentes Felizes, da Cidade Dom Bosco, em Corumbá (MS), que atende cerca de 300 assistidos, conta com a presença do Educador Social Flávio Renato Gonçalves, que atua no projeto social de música, ensinando crianças e adolescentes a tocar instrumentos musicais - violão, cajon e teclado – e também a compor músicas e a cantar. A trajetória do Flávio na música tem mais de 15 anos. Ele começou a se interessar pela área ainda na adolescência, época em que aprendeu sozinho a tocar violão com ajuda de revistas e computador. “O que mais tem são crianças e adolescentes que chegam na Obra desacreditados, sem esperanças e ‘perdidos’, com famílias desestruturadas. A obra acolhe essas crianças e adolescentes e mostra para eles, por meio das aulas, diversas temáticas, dando a cada um a oportunidade de vislumbrar um futuro no qual ele faça parte como atuante crítico”, comenta Flávio Renato. 

As atividades desenvolvidas no Programa Crianças e Adolescentes Felizes são planejadas e realizadas de acordo com as realidades vivenciadas pelo público alvo - crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social - além de trabalhar campanhas importantes e leis como o Estatuto da Criança e do Adolescente, Maio Amarelo, Agosto Lilás, Setembro Amarelo, Outubro Rosa, Novembro Azul, dentre outros temas como álcool, drogas e a caridade com as pessoas vulneráveis.

 

 

INSTITUIÇÃO PRÓ MENOR DOM BOSCO, EM MANAUS (AM)

“Nossa participação na vida dos jovens de hoje é de suma importância, pois há muitos que se sentem bem aqui conosco, onde se sentem acolhidos, principalmente dos maus-tratos que muitos recebem em casa, e aqui procuramos ser um ambiente de escuta e acolhedor”

A história de Mara Jane Soares Monteiro, da Instituição Pró Menor Dom Bosco, em Manaus (AM), tem início no ano de 2020, como voluntária, mas, logo em 2021, Mara foi efetivada. Ao todo, a Educadora Social está há quase quatro anos trabalhando na Instituição Salesiana. “No momento, o sentimento que tenho é de gratidão por ter sido aceita para estar junto dessa família e onde me sinto bem, tanto com os colegas de trabalho como também com os jovens e adolescentes atendidos por mim”, comenta a Educadora Social.

Formada com Licenciatura Plena em Letras, no momento, Mara está lecionando junto aos projetos da Obra. Ao todo, a Instituição Pró Menor Dom Bosco atende cerca de 1000 educandos.

 

 

OBRA SOCIAL SALESIANOS SÃO CARLOS (SP)

“O Educador Social é um profissional essencial que busca mediar e aproximar os sujeitos em vulnerabilidade com a sociedade, contribuir para a construção de novas oportunidades com escuta e diálogo, garantir e validar os direitos humanos, colaborar para reflexões de ações, responsabilidades, valores, entre outros”

Formada em Psicologia na Unicastelo, em Descalvado (SP), a Educadora Social, Fernanda Carolina Marinelli, que trabalha na Obra Social Salesianos São Carlos (SP), compartilha sua felicidade: “Sempre gosto de lembrar dos adolescentes e jovens que passaram por mim e em algum momento relataram algum envolvimento com a música, mais especificamente pelo sonho de cantar, e a gente conseguir se organizar para que eles se apresentassem na Mostra Cultural que é feita todo final de ano nos Salesianos. Eu não sei colocar em palavras o prazer que me dá estar na plateia com mais mil pessoas e poder aplaudir de pé esses jovens no centro de um palco iluminado sendo reconhecidos pelos seus talentos. É sempre emocionante”, disse a Educadora Social.

Atendendo aproximadamente 800 crianças e adolescentes, a Obra comporta vários projetos sociais, atende crianças, adolescentes, jovens e suas famílias, fortalecendo os vínculos, validando direitos, promovendo condições favoráveis para o protagonismo dos atendidos, acolhendo a comunidade, facilitando o acesso à cultura e educação e articulando políticas públicas. Sendo assim, Fernanda ajuda a superar os desafios e comenta: “divido os mesmos valores e objetivos, me sentindo acolhida em minhas demandas profissionais e pessoais”.

  

 

COLABORE VOCÊ TAMBÉM!

Sabia que você também pode contribuir com as ações das obras sociais salesianas pelo Brasil sem sair de casa? Acesse o site oficial da União Pela Vida (UPV) e doe. Sua contribuição pode mudar a vida de muitas crianças, adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade social.

 

Por Equipe de Comunicação da Rede Salesiana Brasil / Fotos: Arquivos pessoais dos entrevistados(as)

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Irmãs Salesianas do Brasil celebram, em Porto Alegre, os 40 anos do ENCIS

De 27 a 30 de agosto, aconteceu o XV ENCIS — Encontro Nacional das Comunidades Inseridas, sediado pela Inspetoria Nossa Senhora Aparecida (BAP) e realizado em Porto Alegre (RS), na Salesianas Eventos e Hospedagem.  O ENCIS reuniu mais de 40 Irmãs Salesianas (Filhas de Maria Auxiliadora — FMA) de todas as regiões do Brasil e teve como tema «Mulher, Discípula Missionária da Esperança», além de celebrar os 40 anos desta iniciativa interinspetorial que une o Brasil desde 1985.  Acolhida e abertura do encontro  A gentileza, a arte e a beleza do local foram destaque na acolhida do grupo. Tudo foi preparado com carinho pelas Irmãs Salesianas da comunidade Santa Teresa, de Porto Alegre, que residem na Casa de Eventos, com a colaboração de Irmã Laura Mondini, da comunidade religiosa de Rio Pardo (RS).  O ENCIS revelou fortemente a sinodalidade da equipe de coordenação, formada por representantes das quatro inspetorias das FMA no Brasil. Cada dia foi coordenado por uma integrante da equipe.  Na tarde do dia 27 de agosto, Irmã Mirian Angélica L. dos Santos, da BAP, conduziu os trabalhos de abertura do XV ENCIS. A Inspetora, Irmã Alaíde Deretti, abriu o evento com palavras de acolhida e esperança e convidou as participantes a serem uma presença marcada pela ternura; a verem, nos desafios, oportunidades de conversão; a serem formadoras de esperança e a resgatarem os sonhos.  O grupo teve também a oportunidade de assistir a uma vídeo-mensagem de Irmã Paola Battagliola, Conselheira Geral do Instituto das FMA e referente para a CIB — Conferência Interinspetorial do Brasil.  Conhecedora da caminhada das FMA no Brasil, Irmã Paola deixou sua mensagem: «Quarenta anos são um dom de Deus. São histórias de tantas Irmãs que escolheram partilhar a vida do povo, habitar as periferias geográficas e existenciais e deixar-se evangelizar pelos pobres. Essa memória é feita de rostos, de comunidades simples, de relações construídas com paciência, de lutas compartilhadas, de jovens acompanhados, de mulheres fortalecidas em sua dignidade, em seu protagonismo. É uma memória que nos reconduz às fontes, onde Dom Bosco e Madre Mazzarello nos ensinam a ter um coração grande, capaz de ver, acolher e amar».  Memória e Memorial do ENCIS  O dia 28 foi coordenado por Irmã Gerline Deolinda de Paiva, da Inspetoria Madre Mazzarello (BMM), e o grupo acolheu a mensagem de Irmã Maria Américo Rolim, Inspetora da Inspetoria Maria Auxiliadora, de Recife, presente no encontro.  Em seguida, uma oração bem salesiana preparada pela Inspetoria BAP trouxe como proposta a pergunta: «Que horas são?». «São horas de amar a Deus» (Madre Mazzarello). O símbolo do relógio e o texto bíblico de Eclesiastes (3,1-8) — «Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu» — iluminaram aquilo que seria não apenas uma «Memória», mas um «Memorial».  Na sequência, Irmã Madalena Scaramussa, da Inspetoria Nossa Senhora da Amazônia (BRM), conduziu o «Memorial» do ENCIS, que consistiu na apresentação de cada edição do encontro, segundo os registros dos arquivos das Inspetorias. Tratou-se, na verdade, de uma construção coletiva, pois, enquanto alguém apresentava uma edição do ENCIS, as participantes intervinham com memórias e recordações sobre o tema, a dinâmica, a assessoria e as conclusões do referido encontro.  O «Memorial» trouxe 40 anos de história e resgatou o contexto do nascimento do ENCIS e de seu desenvolvimento. Quantas vidas foram resgatadas, quantas lutas foram travadas diante dos diversos problemas apresentados em cada realidade! O «Memorial» foi um tempo para abraçar o ENCIS, de 1985 a 2023.  Reflexão sobre as mulheres no Brasil  Os dias 29 e 30 foram coordenados, respectivamente, pelas Irmãs Maria de Fátima Cunha, da Inspetoria Maria Auxiliadora (BRE), e Irmã Carmem Demarchi, da Inspetoria Nossa Senhora da Amazônia (BRM).  Nesses dias, o XV ENCIS contou com a assessoria de Irmã Eurides Alves de Oliveira, da Congregação do Imaculado Coração de Maria, que levou as participantes a refletirem sobre o próprio ser mulher e, assim, de modo consciente, poderem ver e sentir a realidade das mulheres no Brasil. Com grande sensibilidade e profundidade, Irmã Eurides apresentou um panorama da realidade das mulheres no Brasil nos diversos âmbitos, com especial atenção aos anos de 2024 e 2025. Ela trouxe o tema do discipulado das mulheres na Bíblia e ajudou as Irmãs a confrontá-lo com a presença FMA no território, tudo em um caminho refletido com dinâmicas orantes.  Para Irmã Eblin Yanessi Angel Perea, vinda de São Marcos (MT), «foi um rico espaço de partilha, reflexão, aprofundamento e confronto com a realidade, ajudando-nos a olhar com maior consciência para os desafios e as esperanças que marcam a vida das mulheres em nosso país».  Segundo Irmã Silvania Cássia Pereira, de Água Clara (MS), «foram dois dias de pisar esse chão, descer até esse contexto sofrido e pôr-se a caminho nesse discipulado. As colocações de Irmã Eurides enfatizaram essa verdade posta: a missão é de Deus! “Vimos o Senhor!”».  Na dinâmica proposta por Irmã Eurides, a partir do tema «Mulheres Discípulas Missionárias de Esperança», as participantes rezaram e partilharam, em grupos, o texto da Ressurreição de Jesus, destacando, de modo especial, a figura de Santa Maria Madalena: mulher discípula e missionária, testemunha da esperança que nasce do encontro com o Ressuscitado.  Gratidão e preparação para 2029  O encontro foi encerrado com gratidão e alegria por um tempo que precisa ser guardado na memória do coração, proporcionado por Deus a cada FMA e a cada Inspetoria.  Essa história vivida em Porto Alegre, no XV ENCIS, não terminou: ela já está começando com a preparação do próximo ENCIS, em 2029, que foi acolhido e será realizado na Inspetoria Maria Auxiliadora (BRE), de Recife.  «Parodiando o último versículo do capítulo 3 do livro de Eclesiastes: “As coisas que Deus fez aqui foram boas no seu tempo. Ele pôs, em nosso coração, que o seu seguimento tem a duração inteira e que, do início ao fim, estamos num processo de mudanças, diante do chamado que Ele nos fez. Estamos a caminho, e a esperança se revela no caminhar”», concluiu Irmã Silvania, de Água Clara.  Todos os dias foram repletos de encontros, partilhas, dinâmicas, orações comunitárias e celebrações eucarísticas, que uniram ainda mais o grupo em torno dos 40 anos do ENCIS.  Entre os diversos momentos de confraternização e celebração, houve dois especiais: um na «Churrascaria Roda de Carreta», com forte tradição gaúcha; e outro, na noite de 29 de agosto, com um animado e alegre recreio, preparado em estilo salesiano pelas participantes.  «Um momento de descontração, partilha, risadas e profunda comunhão fraterna, que expressou a beleza de caminharmos juntas como mulheres de esperança», afirmou Irmã Eblin, da Inspetoria BMM.  O ENCIS, que acontece a cada três anos, reúne Irmãs que vivem em Comunidades inseridas em meios populares e nos Projetos Sociais, Serviços de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, cuja vida e missão é compartilhada com o povo, em bairros de periferia, favelas ou zonas rurais empobrecidas e com seus desafios, com foco na garantia de direitos e na dignidade e promoção de pessoas em situação de vulnerabilidade.Fonte: Inspetoria Nossa Senhora Aparecida

Lideranças do Futuro forma 37 jovens no Recife em parceria com a Rede Salesiana Brasil

Segunda turma do projeto do Instituto Selo Social concluiu jornada de formação em liderança comunitária, advocacy, cidadania e Agenda 2030. Trinta e sete jovens do Recife concluíram, na quinta-feira (27), uma jornada de formação voltada ao protagonismo juvenil e à participação cidadã. Eles integram a segunda turma do projeto “Lideranças do Futuro – O Protagonismo Jovem na Transformação da Cidade”, realizado pelo Instituto Selo Social com financiamento da União Europeia e parceria estratégica da Rede Salesiana Brasil e da Gestos. A formatura reuniu os participantes no Centro Arquidiocesano de Pastoral Dom Frei Vital e celebrou um trabalho iniciado em abril com estudantes do Colégio Santa Maria Mazzarello. O projeto abordou os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), liderança comunitária, advocacy, políticas públicas, mobilização social, participação democrática e cidadania. Ao longo dos encontros, esses conhecimentos também foram colocados em prática, com a organização de um processo eleitoral para o grêmio estudantil e ações de mobilização voltadas à comunidade de Vila Arraes. “Queremos que esses jovens percebam que participação social não começa apenas quando se chega à vida adulta. Eles já conhecem os problemas de suas comunidades, têm ideias e podem participar da construção das soluções. O projeto oferece ferramentas para que entendam como transformar essa vontade de mudança em participação efetiva”, destaca Fernando Assanti, presidente do Instituto Selo Social. Da formação à participação na prática Um dos principais resultados desta edição foi a realização de um processo democrático para a composição do grêmio estudantil. Os participantes organizaram chapas, construíram propostas, fizeram campanhas e debates e participaram da eleição. A chapa escolhida passa a ter espaço de representação dentro da escola, inclusive em colegiados, e poderá também identificar demandas de Vila Arraes e construir propostas a serem apresentadas aos órgãos públicos responsáveis. Segundo Daniela Nunes, coordenadora pedagógica do Instituto Selo Social, a metodologia foi pensada para que os conteúdos fossem experimentados na prática. “As formações foram pensadas para que conceitos como advocacy, políticas públicas e participação social fossem compreendidos a partir da realidade dos próprios jovens. Não queríamos uma formação apenas expositiva. Eles precisavam experimentar processos de organização, diálogo, construção de propostas, tomada de decisão e mobilização. É esse exercício que transforma o conteúdo em competência para a participação cidadã”, explica. A mobilização também ultrapassou os muros da escola. Após fortes chuvas atingirem Vila Arraes, os próprios participantes organizaram uma campanha de arrecadação de donativos para apoiar a comunidade, aplicando conhecimentos e princípios discutidos durante a formação. Para Assanti, a iniciativa demonstra o protagonismo que o projeto busca desenvolver. “Quando um jovem olha para um problema do território, entende que também pode mobilizar outras pessoas e decide agir, começamos a enxergar o protagonismo que buscamos desenvolver. Liderança comunitária não é apenas ocupar uma posição, mas compreender responsabilidades e construir soluções coletivamente”, afirma. Agenda 2030 e novas lideranças Ao longo dos encontros, os jovens também conheceram a Agenda 2030 da ONU e utilizaram os ODS como referência para compreender desafios sociais, econômicos e ambientais presentes em seu próprio território. Com a conclusão da segunda turma, o Lideranças do Futuro encerra mais um ciclo de formação, mas a atuação dos participantes continua na escola e na comunidade. A experiência deixa ferramentas para que os jovens possam participar, propor, dialogar com o poder público e mobilizar outras pessoas em torno das demandas de Vila Arraes. Por Comunicação Selo Social

Adolescentes aprendizes da Cidade Dom Bosco discutem prevenção à violência contra a mulher

Participantes do Programa Adolescente Aprendiz da Cidade Dom Bosco, em Corumbá, discutiram formas de prevenção à violência contra a mulher durante atividades realizadas nos dias 14 e 18 de agosto. A programação integrou as ações do Agosto Lilás e envolveu todas as turmas do curso em reflexões sobre respeito, igualdade e diálogo nas relações. Jovens assumem a reflexão Rodas de conversa abriram espaço para que os adolescentes abordassem o tema a partir de suas percepções e experiências. Dinâmicas de grupo e desafios em equipe ampliaram a discussão e colocaram os participantes no centro da atividade. A proposta buscou estimular o protagonismo dos jovens na construção das reflexões. As conversas abordaram relações baseadas no respeito, na igualdade e no diálogo e levaram os participantes a pensar sobre a contribuição de cada pessoa para a prevenção à violência. Ideias ganham forma em campanhas Os adolescentes também produziram cartazes e criaram campanhas sobre o enfrentamento à violência contra a mulher. O trabalho transformou os conteúdos discutidos nos grupos em mensagens elaboradas pelos próprios participantes. A programação foi dividida para incluir todas as turmas do Programa Adolescente Aprendiz. As atividades fizeram parte da mobilização do Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização e ao enfrentamento à violência contra a mulher. Fonte: Missão Salesiana de Mato Grosso
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