A Emoção da Experiência JMJ 2023 por Quem Esteve Lá
15/08/2023

A Emoção da Experiência JMJ 2023 por Quem Esteve Lá

A Emoção da Experiência JMJ 2023 por Quem Esteve Lá

Os jovens que participaram da 37ª Jornada Mundial da Juventude (JMJ), de 1 a 6 de agosto, em Lisboa, Portugal, já retornaram ou estão retornando para suas realidades. É o caso de Mailla Beatriz Louzada de Oliveira, uma jovem de Ribeirão Preto (SP) que atua na Pastoral Juvenil do Colégio Auxiliadora de sua cidade e que representou os(as) jovens do Brasil que frequentam as presenças das Irmãs Salesianas, oficialmente chamadas Filhas de Maria Auxiliadora (FMA). Mailla, juntamente com a Irmã Salesiana Monaliza Carolina Machado, brasileira e estudante de Comunicação Social na Universidade Pontifícia Salesiana (UPS) de Roma, foram as correspondentes oficiais da Rede Salesiana Brasil na JMJ 2023. Você pode conhecer como foi o dia a dia da Mailla e da Ir. Monaliza pelos Stories Destaque da JMJ no perfil oficial da Rede Salesiana Brasil no Instagram.

Mailla chegou de volta a São Paulo na manhã da última quarta-feira (09). Na tarde do mesmo dia, ela se encontrou com a comunidade FMA que reside na sede da Inspetoria Nossa Senhora Aparecida para partilhar a sua experiência. Em seu relato, Mailla “transbordou” entusiasmo, alegria e muita gratidão pela oportunidade de representar uma parcela da juventude brasileira tanto na JMJ quanto no WYD Don Bosco 23, que é um encontro específico para os jovens do Movimento Juvenil Salesiano.

Mailla iniciou sua conversa partilhando uma inquietação: “dentro do meu coração estava batendo algo muito forte”, o que a fazia questionar-se se estava no caminho certo. “Será que estou conseguindo evangelizar os jovens?”. Foi em meio a esta inquietação que surgiu o convite para participar da JMJ. Sentindo-se indigna deste convite, Mailla confessa que inicialmente teve vontade de dizer “não”, porque não sabia se daria conta de viver bem esta experiência e se depois seria capaz de transmiti-la. Mas, enfim, aceitou o desafio.

Mailla contou que, durante a viagem de São Paulo a Lisboa, ficou se perguntando: “Meu Deus, qual vai ser a minha reação quando eu vir o Papa? Qual vai ser a minha reação quando eu encontrar com a Família Salesiana?” Tudo porque Mailla sentia a responsabilidade de não só dizer, mas de ser de fato “salesiana”. Em sua partilha, a jovem contou em detalhes como foi cada momento da JMJ, desde a acolhida inicial até a Missa de encerramento, presidida pelo Papa Francisco.

  

MUITAS EMOÇÕES E MOMENTOS INESQUECÍVEIS

Mailla relatou com emoção algumas vivências, classificadas por ela como as mais significativas. A primeira foi a participação na Feira Vocacional, na qual ela foi convidada para “vestir-se” de Dom Bosco. Mailla disse que estar disfarçada de Dom Bosco foi algo surpreendente: “o meu olhar de dentro do boneco era muito interessante porque as pessoas o tempo inteiro gritavam: ‘Dom Bosco, Dom Bosco’, e me abraçavam. As pessoas não me viam, mas eu conseguia enxergar a alegria delas por verem Dom Bosco”. Mailla disse também que “foi muito interessante este olhar, das crianças, das pessoas que falavam: ‘Dom Bosco, eu amo você!’… eu estava ali escondida, mas eu tive este privilégio de ouvir e sentir este amor que as pessoas emanavam”.

Outro momento que Mailla viveu intensamente foi o encontro com a Madre Chiara Cazzuola, Superiora Geral do Instituto das FMA. Segundo Mailla, Madre Chiara “é muito humana. Quando eu vi ela, meu coração ficou muito, muito feliz”.

  

Na Celebração Eucarística de abertura do encontro da juventude salesiana, Mailla fez parte da procissão de entrada, carregando a bandeira do Brasil. “Este foi um dos momentos mais fortes para mim. (…) eu olhava a bandeira e comecei a pensar em tantas pessoas que eu estava representando. Eu lembrava de nomes, de casas, de Irmãs (…), das casas que eu conheci e das que não conheço, dos jovens, da alegria dos jovens lá de Ribeirão (…) eu não estava carregando só uma bandeira, eu estava carregando toda uma galera”. Mailla descreveu este dia como muito especial, dia em que se sentiu salesiana de verdade: “nesse dia eu me senti parte da família (…) lá, todo mundo me via como uma jovem salesiana. Então, pra mim isso foi muito especial. Eu falei assim: ‘eu sou da família, eu estou aqui’. Ali eu me dei conta do porquê estava ali”.

 

O ENCONTRO DOS JOVENS COM O PAPA FRANCISCO

Ponto culminante desta experiência foi o encontro com o Papa Francisco. Mailla cultivou em si a esperança de poder ver o Papa de perto, e fez de tudo para que isso acontecesse. “Consegui chegar pertinho…”. Quando o Papa foi se aproximando, Mailla conta que começou a chorar, e que não queria vê-lo pelo telão e nem pela tela do celular. “Eu quero ver ele com os meus olhos… é a oportunidade que tenho para vê-lo, não quero ver pela tela”. E Mailla conta que chorou muito: “Senhor, que experiência! (…) eu disse: ‘estou em Portugal, estou vendo o Papa com os meus olhos’ (…) eu chorava como criança”. Mailla comentou que naquele momento em que via o Papa com seus olhos, era como se passasse um filme pela sua cabeça. Recordou o início de sua vida de fé, a catequese, o que faz na sua paróquia, as pessoas para as quais foi importante, que conseguiu ajudar. Aquele momento “foi me trazendo muitas memórias de fé, da minha vida”.

Do encontro com o Papa, Mailla destacou a frase de Francisco que está circulando muito pela internet: “A Igreja é para todos”. Também ressaltou o fato de que, por Francisco estar sempre na cadeira de rodas, isto não foi um empecilho para encontrar-se com os jovens. Segundo o relato de Mailla, o Papa Francisco não precisa nem falar, só pela sua presença “ele exala muitas coisas, muita bondade, muita paz”. Referindo-se ao grande número de jovens presentes no evento, Mailla destacou ainda o momento em que todos, a convite do Papa Francisco, rezaram o Pai Nosso na própria língua: “você sente algo muito especial, essa multidão de pessoas ali, em prol da mesma coisa (…) não consigo nem mensurar a imensidão disso”.

Na missa de encerramento, Mailla buscou se aproximar ainda mais para ver o Papa de perto: “foi muito bonito ver ele passando, quero guardar isso muito forte dentro do meu coração (…) esse homem que evangeliza mesmo sem precisar falar”. Evangeliza “de fato com as ações dele. Ele verdadeiramente vive tudo aquilo que ele prega, que ele fala. Ele dava tchau, ele rezava… ele brincou muito com todo mundo, ele riu… ele conseguiu trazer aquilo que a gente esperava”.

 

50% MOÇAMBICANA… VOLTAR PARA TRANSBORDAR

Durante a JMJ, Mailla ficou hospedada num colégio com participantes de Moçambique e Angola. Disse que também esta experiência de interação foi marcante e que aprendeu muito com eles. “Agora sou 50% moçambicana, porque depois eu só andei com eles”. Mailla recorda quando as pessoas perguntavam: “de onde vocês são”, “todo mundo: ‘Moçambique’. Eu já nem falava que era do Brasil. Era tudo Moçambique, Moçambique!”.

Fazendo menção ao Ano Vocacional, Mailla destacou ainda como muito positivo os jovens poderem ver o lado humano e a proximidade dos religiosos e religiosas que estavam presentes na JMJ acompanhando seus grupos. “A semana passou tão rápido que eu nem percebi… Eu só conseguia agradecer por tudo o que Deus conseguiu me mostrar, por todas as pessoas com as quais eu consegui me conectar, que eu consegui me aproximar, principalmente o pessoal de Moçambique… a gente teve uma troca muito positiva”.

No Santuário de Fátima, que Mailla teve a oportunidade de conhecer depois da JMJ, ela observou muito a devoção das pessoas: “muito sol, as pessoas, muitos jovens caminhando de joelhos, pagando suas promessas, fazendo suas penitências”.

Por fim, Mailla disse que estava com muitas saudades do Brasil, porque a JMJ fez “com que eu valorizasse as coisas que tenho; eu queria voltar logo para transbordar isso para as pessoas, contar a experiência (…) eu quero que as pessoas vejam o quanto estou vibrando por essa experiência”.

Na conclusão da conversa de Mailla com a comunidade FMA da casa inspetorial, as Irmãs puderam fazer-lhe algumas perguntas e, juntas, imortalizaram o momento com uma bonita fotografia.

   

Fonte: Inspetoria Nossa Senhora Aparecida / Fotos: Contribuições dos arquivos pessoais da Ir. Monaliza e da jovem Mailla

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Jovens da AJS e Família Salesiana de Campo Grande vivem o Cinquentenário dos Mártires em Meruri

Uma caravana formada por 42 pessoas da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, de Campo Grande (MS), participou das celebrações pelos 50 anos do martírio do Servo de Deus Padre Rodolfo Lunkenbein e de Simão Bororo, realizadas entre os dias 14 e 15 de julho, na Terra Indígena de Meruri (MT). O grupo foi composto por jovens da Articulação da Juventude Salesiana (AJS), integrantes da Associação de Maria Auxiliadora (ADMA), Salesianos Cooperadores,  e Irmãs do Instituto Jesus Adolescente e outros membros da Família Salesiana. A peregrinação teve início na noite de 13 de julho, com saída da matriz da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, em Campo Grande, e chegada à aldeia de Meruri na manhã do dia seguinte. A peregrinação foi organizada pela assessora adulta da AJS, Eliamara Jacquet, que contou com o apoio e a acolhida do pároco, Padre Orozimbo de Paula Jr., que incentivou a vivência desse momento de fé e memória junto à comunidade salesiana de Meruri. A celebração recordou os 50 anos do martírio de Padre Rodolfo Lunkenbein e de Simão Bororo, mortos em 15 de julho de 1976 durante a defesa do povo Bororo e de seus direitos. Uma caravana formada por 42 pessoas da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, de Campo Grande (MS), participou das celebrações pelos 50 anos do martírio do Servo de Deus Padre Rodolfo Lunkenbein e de Simão Bororo, realizadas entre os dias 14 e 15 de julho, na Terra Indígena de Meruri (MT). O grupo foi composto por jovens da Articulação da Juventude Salesiana (AJS), integrantes da Associação de Maria Auxiliadora (ADMA), Salesianos Cooperadores,  e Irmãs do Instituto Jesus Adolescente e outros membros da Família Salesiana. A peregrinação teve início na noite de 13 de julho, com saída da matriz da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, em Campo Grande, e chegada à aldeia de Meruri na manhã do dia seguinte. A peregrinação foi organizada pela assessora adulta da AJS, Eliamara Jacquet, que contou com o apoio e a acolhida do pároco, Padre Orozimbo de Paula Jr., que incentivou a vivência desse momento de fé e memória junto à comunidade salesiana de Meruri. A celebração recordou os 50 anos do martírio de Padre Rodolfo Lunkenbein e de Simão Bororo, mortos em 15 de julho de 1976 durante a defesa do povo Bororo e de seus direitos. Fé, memória e encontro com a missão Durante os dias de peregrinação, os participantes acompanharam a programação preparada para o jubileu, que reuniu missionários, povos indígenas, religiosos, leigos e jovens de diferentes regiões do Brasil. Entre as atividades estiveram o Oratório, visitas à comunidade indígena, momentos de convivência, a Via Sacra dos Mártires, a Santa Missa Jubilar e a subida ao morro, experiência marcada pela oração e contemplação. Para o jovem Gabriel Tavares, da AJS da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, um dos momentos mais marcantes foi a caminhada até o alto do morro. “A subida do morro no início da manhã parecia cansativa, mas logo o cansaço deu lugar à alegria. Rindo e caminhando juntos, o sono e a preguiça ficaram para trás. Atravessar o riacho foi muito divertido e a trilha tornou-se leve. Tudo, porém, foi recompensado no topo: contemplar o sol nascendo sobre as terras ao redor foi um momento de oração. Ali percebemos o quanto Deus é maravilhoso em suas obras”. A aspirante dos Salesianos Cooperadores Vera Desmarest, do Centro Local São Paulo VI, destacou que a celebração a fez compreender de forma ainda mais profunda o significado da entrega vivida pelos mártires.“A celebração foi muito bonita e emocionante. Ao recordar a história desses dois mártires, fui levado a refletir sobre o significado da entrega da própria vida. Compreendi que doar-se não significa apenas chegar ao derramamento do sangue, mas viver diariamente uma existência colocada a serviço dos irmãos e irmãs, especialmente dos mais pobres, dos vulneráveis e daqueles que têm seus direitos ameaçados. Saio dessa experiência profundamente tocada pelo testemunho do padre Rodolfo e de Simão Bororo. O exemplo de ambos fortalece em mim o desejo de viver uma fé comprometida com a defesa da vida, da dignidade humana e da justiça”. O aspirante José Antônio ressaltou a acolhida da comunidade salesiana e a organização das celebrações.“Fui recebido como em toda casa salesiana, com alegria, educação e o costumeiro sorriso que acolhe quem chega. Ficamos bem alojados, com boa estrutura. A Carla e o Leandro sempre estiveram disponíveis para dúvidas e informações. O passeio pela aldeia foi muito esclarecedor e enriqueceu nossa experiência. Tudo foi muito bem pensado e organizado. A subida ao morro uniu momentos de descontração e fé. A celebração mostrou que, mesmo recordando a morte dos Servos de Deus, celebramos o reconhecimento da coragem deles como mártires”. A jovem Júlia de Lima Ribeiro destacou que a peregrinação fortaleceu sua vivência de fé e missão.“Para mim foi uma experiência muito especial. Sair da zona de conforto me fez entender que podemos servir a Deus em qualquer lugar. Na subida ao morro aprendi o valor do silêncio e da oração. Mesmo sendo breve, nossa passagem mostrou mais uma obra que os Salesianos realizam com fidelidade ao sonho de Dom Bosco. Volto para casa agradecida e com o desejo de continuar vivendo essa missão que transforma vidas”. Também integrante da AJS, Gabi Sandim ressaltou o contato com a história da missão salesiana.“Meruri foi uma experiência única. Aprendemos muito sobre nossa história e sobre o testemunho dos mártires. Saí de lá com o coração renovado e voltaria para outra missão com certeza”. A Coordenadora dos Salesianos Cooperadores Sandra Aparecida destacou que a peregrinação fortaleceu a compreensão da missão cristã e do diálogo com o povo Boe-Bororo. “Conhecer essa história foi um convite a refletir sobre o verdadeiro sentido da missão cristã: doar a própria vida em favor dos irmãos, especialmente daqueles que mais necessitam de proteção, justiça e esperança. A peregrinação também proporcionou um encontro enriquecedor com a cultura do povo Boe-Bororo, permitindo conhecer aspectos de sua história, suas tradições e seus valores. Essa convivência reforçou a importância do diálogo intercultural e do respeito às diferentes expressões culturais”. Fortalecimento da espiritualidade salesiana A presidente da ADMA do Centro Local Paulo VI, Elisângela Jacquet, afirmou que a participação nas celebrações reforçou o compromisso da Família Salesiana com o carisma de Dom Bosco. “Conhecer Meruri foi testemunhar a beleza da missão salesiana: educar com o coração, evangelizar com alegria e servir com amor. Estar presente aqui, no Jubileu do Martírio do Beato Simão Bororo e do Padre Rodolfo Lunkenbein, torna esta experiência ainda mais profunda. É caminhar sobre uma terra regada pelo sangue de testemunhas que deram a vida pelo Evangelho e pelos povos indígenas. Esta passagem certamente fortalecerá ainda mais o nosso compromisso com a espiritualidade de Dom Bosco e de Maria Auxiliadora e nos inspirará a continuar anunciando Cristo com a mesma coragem e doação”. A Salesiana Cooperadora Cristina Stoppa afirmou que conhecer Meruri permitiu vivenciar de perto a missão iniciada pelos primeiros salesianos entre o povo Bororo.“Há viagens que nos levam a um lugar. Outras nos conduzem a uma experiência capaz de transformar o nosso olhar, fortalecer a nossa fé e renovar o sentido da nossa vocação. Assim foi a minha primeira visita à Aldeia Meruri. Como Salesiana Cooperadora, tive a graça de participar das celebrações do Jubileu dos 50 anos do martírio do Padre Rodolfo Lunkenbein e do indígena Simão Bororo. Estar presente nesse momento histórico foi muito mais do que acompanhar uma comemoração. Foi mergulhar em uma história de amor, coragem, fidelidade ao Evangelho e compromisso com a dignidade humana. Conhecer a presença salesiana de Meruri foi contemplar, de perto, a concretização do sonho missionário de Dom Bosco”. Ao término da peregrinação, o grupo agradeceu ao diretor da presença salesiana de Meruri, Padre Ângelo César Cenerino, pela acolhida durante os dias de celebração, bem como aos salesianos, voluntários e comunidades que colaboraram na organização do jubileu. Para os participantes, a experiência permitiu conhecer de perto a história da missão salesiana entre o povo Boe-Bororo, renovar o compromisso com os valores do Evangelho e fortalecer o carisma salesiano inspirado no testemunho do Servo de Deus Padre Rodolfo Lunkenbein e de Simão Bororo.

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