Celebração Litúrgica de Alberto Marvelli
05/10/2024

Celebração Litúrgica de Alberto Marvelli

Celebração Litúrgica de Alberto Marvelli
Foto: sdb.org

Nascimento: 21/03/1986
Venerável: 22/03/1986
Beato: 05/09/2004
Celebração Litúrgica: 5 de outubro
Falecimento (nascimento para o céu): 05/10/1946

Nascido em Ferrara, Itália, no dia 21 de março de 1918, segundo de seis irmãos, cresceu numa família verdadeirame nte cristã, em que a vida de piedade se unia à atividade caritativa, catequética e social.

Transferindo-se com a família em 1930 para Rimini, frequenta o oratório salesiano e a Ação Católica onde, a exemplo de Domingos Sávio, amadurece a fé com uma opção definitiva: “o meu programa sintetiza-se numa palavra: santo”. Reza com recolhimento, faz catequese com convicção, manifesta zelo, caridade, serenidade. É forte de caráter, firme, decidido, volitivo, generoso; tem um aguçado senso de justiça e uma grande ascendência entre os companheiros. É um jovem esportista e dinâmico, ama todos os esportes: tênis, vôlei, atlética, futebol, natação, excursões na montanha. Mas a sua maior paixão será a bicicleta, também como meio privilegiado de apostolado e ação caritativa.

Amadurece na universidade a formação cultural, e a espiritual na Federação Universitária Católica Italiana (FUCI). Escolhe Piergiorgio Frassati, hoje beato, como modelo. Obtida a láurea em engenharia mecânica em 30 de junho de 1941, deve partir como militar em 7 de julho. A Itália está em guerra; uma guerra que Alberto condena com lúcida firmeza: “Desça logo a paz com justiça para todos os povos, a guerra desapareça do mundo para sempre”. Dispensado, porque outros três irmãos já estão no front, trabalha por breve período na FIAT de Turim.

Após os trágicos acontecimentos de 25 de julho de 1943, com o bombardeamento do sul da Itália pelos aliados, a queda do fascismo, a proclamação do armistício com os aliados em 8 de setembro de 1943 e a consequente ocupação alemã do solo italiano, Alberto volta para casa em Rimini. Ele sabe qual é a sua missão: torna-se operário da caridade. Depois de cada bombardeamento, é o primeiro a ir em socorro dos feridos, encorajar os sobreviventes, assistir os moribundos, tirar das ruínas os sepultados vivos. Não só ruínas, mas também fome. Alberto distribuía aos pobres tudo o que conseguia recolher: colchões, cobertores, panelas. Ia até os agricultores e negociantes e comprava todo tipo de víveres. Depois, com a bicicleta carregada de sacolas, ia aonde sabia que havia fome e doença. Voltava, às vezes, para casa sem sapatos ou sem bicicleta: dera a quem mais precisava. No período da ocupação alemã, salvou muitos jovens das deportações e conseguiu, com uma ação corajosa e heroica, abrir os vagões, já trancados e em partida na estação de Santarcangelo, e libertar homens e mulheres destinados aos campos de concentração.

Após a libertação da cidade, em 23 de setembro de 1945, foi criada a primeira junta do Comitê de Libertação. Entre os assessores também está Alberto Marvelli; não está inscrito nem nenhum partido, não foi partigiano (‘guerrilheiro’ contra a ocupação estrangeira), mas todos reconheceram e apreciaram o enorme trabalho feito por ele em favor dos desalojados. É um jovem de apenas 27 anos, mas tem firmeza e competência para enfrentar os problemas, coragem nas situações mais difíceis e disponibilidade sem limites. Confiam-lhe a tarefa mais difícil: a comissão de alojamento, que deve disciplinar a distribuição dos alojamentos na cidade, resolver controvérsias, requisitar apartamentos, não sem os inevitáveis ressentimentos. Depois, confiam-lhe a tarefa da reconstrução, como colaborador da seção especial de obras públicas.

Em seu pequeno caderno de anotações, Alberto escreve: “Servir é melhor do que ser servido. Jesus serve”. Leigo cristão, crescido no oratório salesiano de Rimini, expressa a sua fé cristã sobretudo no compromisso político e social, entendido como serviço ao bem comum: “Com a ajuda de Nosso Senhor, desejo e proponho ser sempre de exemplo aos companheiros e defender a minha fé em todas as ocasiões, sem respeito humano, mas com a mente sempre voltada para a maior glória de Deus”. É com esse espírito de serviço que Alberto enfrenta a atividade cívica. Quando os partidos renascem em Rimini, inscreve-se no partido da Democracia Cristã. Sentiu e viveu o empenho na política como um serviço à coletividade organizada; a atividade política podia e devia ser a expressão mais elevada da fé vivida.

Nesse ínterim, o bispo chama-o para dirigir os “Católicos Laureados”. Seu empenho poderia ser sintetizado em duas palavras: cultura e caridade. “Não se deve levar a cultura apenas aos intelectuais, mas a todo o povo”. Desse modo, dá vida a uma universidade popular. Abre um refeitório para os pobres. Convida-os ao refeitório, reza com eles; depois, distribui a sopa e escuta as necessidades deles. Sua atividade em favor de todos é incansável; está entre os fundadores das ACLI (Associações Católicas de Trabalhadores Italianos); cria uma cooperativa de trabalhadores da construção civil, a primeira cooperativa “branca” (não comunista) na Romanha “vermelha”.

A intimidade com Jesus Eucarístico nunca é um fechar-se em si mesmo, alienado dos compromissos e da história. Antes, quando percebe que o mundo ao seu redor está sob o signo da injustiça e do pecado, a Eucaristia torna-se para ele força para iniciar a ação de redenção e libertação, capaz de humanizar a face da terra.
Na noite de 5 de outubro de 1946, de bicicleta, vai fazer um comício eleitoral; ele também é candidato às eleições da primeira administração municipal. Às 20h:30min, um caminhão militar investe sobre ele. Morrerá com apenas 28 anos, poucas horas depois, sem retomar a consciência. A mãe, Maria, forte na dor, está ao seu lado. Sua morte causou grande comoção em toda a Itália. A figura de Alberto Marvelli, na história do apostolado dos leigos, é a de um autêntico precursor do Concílio Vaticano II, no que se refere ao compromisso dos leigos na animação cristã da sociedade. Foi, como queria Dom Bosco, um bom cristão e um cidadão honesto, empenhado na Igreja e na sociedade com coração salesiano.

Fonte: sdb.org

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154 Anos do Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora: Um legado vivo de fé, educação e gratidão

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Dia do Padre: A paternidade sacerdotal que transforma vidas nas diversas frentes da RSB

No dia 4 de agosto, a RSB celebra a vocação de seus sacerdotes que, a exemplo de Dom Bosco, dedicam suas vidas a amar, educar e evangelizar as juventudes. "Basta que sejais jovens para que eu vos ame de todo o coração." A icônica frase de São João Bosco sintetiza a essência do sacerdócio salesiano: uma vocação pautada pelo amor incondicional, pela presença marcante e pelo cuidado com as novas gerações. Neste dia 4 de agosto, Dia do Padre, a Rede Salesiana Brasil (RSB) rende homenagens aos seus sacerdotes, homens que transformam o pátio, as salas de aula, as rádios, as obras sociais, os meios impressos e os altares em verdadeiros espaços de acolhida e santidade. Para celebrar a data, confira os testemunhos de padres salesianos que atuam nas mais diversas frentes missionárias do Brasil. Eles compartilham a alegria do “sim”, o cotidiano do serviço e mensagens inspiradoras para a juventude. Direção Executiva da RSB Com a palavra: Pe. Sergio Augusto Baldin Júnior (Diretor Executivo da RSB) Exercer a paternidade sacerdotal no âmbito da gestão e da liderança nacional da Rede Salesiana Brasil traz o desafio de manter o coração focado em Cristo e nas juventudes, mesmo diante das exigências administrativas. Para o Pe. Sérgio Baldin, o ponto de partida de toda a ação pastoral e institucional deve ser o próprio Evangelho: "O seguimento de Cristo precisa sempre continuar a ser a fonte e a meta final da consagração religiosa. O amor e a dedicação à juventude, necessariamente, precisam estar ligados a Cristo", pondera o Diretor Executivo. Sobre a missão de conduzir a articulação estratégica da RSB no país, Pe. Sérgio destaca a responsabilidade e a confiança de que todo o esforço de gestão fortalece a ponta da missão salesiana: "É um desafio, pois a responsabilidade administrativa e de articulação não permitem um contato quotidiano com a missão salesiana a ser realizada. Permanece a confiança de que todo este empenho estratégico da realização da missão auxilie no desenvolvimento e na fidelidade salesiana nos diversos espaços de nossa missão no Brasil." Aos jovens que buscam compreender a sua vocação, o sacerdote deixa uma orientação valiosa para o processo de escolha de vida: "Realizar um profundo discernimento pessoal e comunitário, tendo como critério o seguimento de Jesus e o serviço à Igreja e ao povo de Deus, particularmente nas parcelas mais vulneráveis das juventudes. Aqui, nestes aspectos, reside uma grande parte do chamado e da resposta vocacional." Pe. Sérgio Baldin Escolas Salesianas: A Presença Educadora e o Sacerdócio de Pátio Com a palavra: Pe. Roque Luiz Sibioni (Diretor-Geral da Presença Salesiana em Americana) Para o Pe. Roque, o sacerdócio salesiano é indissociável da convivência diária com as juventudes. "A vocação salesiana é impossível de ser vivida, na sua essência e inteireza, senão no contato com os jovens", afirma. Ele destaca que estar presente no ambiente escolar exige escuta e estudo para acolher os estudantes em suas dores, incertezas e sonhos. Ao falar sobre o desafio de conciliar a gestão e a animação pastoral em uma escola de excelência, Pe. Roque reforça que o grande diferencial salesiano é a corresponsabilidade: "Quando entendemos e implantamos a proposta de uma escola de excelência em pastoral, todos os agentes educacionais (pedagógico e administrativo) tornam-se corresponsáveis com a educação e a evangelização no ambiente escolar [...], para que todos os alunos sintam-se acolhidos e acompanhados em seus desenvolvimentos humano, acadêmico, existencial e espiritual." Aos jovens que sentem o chamado para a vida religiosa, o salesiano deixa um convite à coragem: "Se você, jovem, sente no seu coração o chamado de Deus para a vida de consagração religiosa, não tenha medo, confie em Deus, dê o seu ‘sim’ alegre e generoso." Pe. Roque Luiz Sibioni Rádios Salesianas: A Evangelização Sem Fronteiras Com a palavra: Pe. João Carlos Ribeiro Rodrigues (Coordenador Inspetorial de Comunicação da Inspetoria São Luiz Gonzaga) Inspirado pelo empenho de Dom Bosco em utilizar os meios de comunicação de sua época para alcançar as famílias e a sociedade, Pe. João Carlos enxerga no rádio um espaço privilegiado de escuta e evangelização. "O rádio continua a ser um bom companheiro, uma escola popular para a compreensão da realidade e um espaço de manifestação e crescimento dos seus ouvintes. O padre, em suas funções de evangelizador, de sacerdote e de animador da missão, encontra no rádio um espaço especial para o exercício salesiano de sua vocação", destaca. Ao enviar sua mensagem aos vocacionados, o sacerdote ressalta que a vocação nasce do amor de Deus e pede ousadia: "A primeira mensagem é que estejam atentos ao chamado de Deus. [...] A segunda é que sejam corajosos e generosos na resposta. O medo paralisa e nos faz perder as oportunidades. O chamado de Deus é um ato de amor e confiança em nós." Pe. João Carlos Ribeiro Rodrigues Boletim Salesiano: Comunicação a Serviço da Missão Com a palavra: Pe. Tarcizio Paulo Odelli (Diretor Nacional do Boletim Salesiano Brasil) Prestes a celebrar 150 anos de fundação, o Boletim Salesiano (BS) continua sendo a "presença viva" de Dom Bosco nas casas e corações pelo mundo. Pe. Tarcizio relata sua alegria de cumprir o seu lema sacerdotal: “Comunicar o evangelho aos simples”, por meio das páginas e plataformas da publicação. "Não se trata somente de uma revista a mais, mas de uma Obra, como queria Dom Bosco. Nessa Obra, podemos comunicar a espiritualidade salesiana a muito mais jovens e adolescentes, através dos adultos significativos, educadores e evangelizadores", explica Pe. Tarcizio. Sua mensagem para o Dia do Padre inspira simplicidade e santidade no cotidiano: "Para fazer a diferença no mundo creio que não precisamos nos preocupar em fazer coisas extraordinárias, mas fazer as coisas de cada dia de maneira extraordinária. Esse é o segredo da espiritualidade que aprendemos de São Francisco de Sales e de Dom Bosco."  Pe. Tarcizio Paulo Odelli Ação Social: O Olhar do Bom Pastor na Defesa de Direitos Com a palavra: Pe. Josemar Abel (Coordenador de Ação Social da Inspetoria São Luiz Gonzaga) Viver o ministério sacerdotal na Ação Social é, para o Pe. Josemar, uma experiência diária do mistério pascal junto aos jovens em situação de vulnerabilidade. Ele ressalta que sua inspiração vem do olhar do Bom Pastor, que acolhe e transforma. "Ser padre é ter no coração o Cristo que serve. [...] Ver o Cristo que sofre nos pequenos ilumina a minha caminhada de padre e aprendo todos os dias como devo partir o pão", conta o sacerdote, citando a passagem bíblica de Mateus 25, 40. 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