Cem maneiras de traduzir o "sonho" em realidade educativa
22/01/2024

Cem maneiras de traduzir o "sonho" em realidade educativa

Cem maneiras de traduzir o "sonho" em realidade educativa

O fermento do trabalho dos mais de 350 participantes dos Dias de Espiritualidade da Família Salesiana (DEFS) 2024, aos quais se somam os "visitantes", aderentes, membros e amigos das Comunidades de Valdocco, foi bem expresso no terceiro dia, sábado (20). De fato, foram formados grupos que, na parte da manhã, em turnos, ouviram, presencial ou remotamente, os testemunhos de jovens de todo o mundo; enquanto a tarde se dedicou à visita aos lugares salesianos da origem.

"Os momentos em grupo são um elemento fundamental dos Dias de Espiritualidade – disse o Pe. Joan Lluis Playà, Delegado Central do Reitor-Mor para o Secretariado para a FS -; representam uma oportunidade para encontrar-se, conhecer-se, trocar experiências e, sobretudo, enriquecer-se carismaticamente". Os destinatários do sonho de Dom Bosco são os jovens, e a reflexão tem o objetivo de criar e monitorar o serviço dedicado a eles, e com uma força a mais: que os próprios jovens se tornem criativos e proativos. Não é por acaso que a imagem que o Santo deixou aos seus filhos prevê "cordeiros" que se tornam "pastores"; e essa é a dinâmica constante da experiência do oratório: os "lobos" reunidos e acolhidos com amor tornam-se aqueles que encarnam a vida nova em Jesus, tornam-se suas "testemunhas" aos olhos dos outros jovens e enfrentam - com uma competência que deriva da própria experiência - as fronteiras da ação educativa. É o caso, por exemplo, do Equador, onde, em quarenta anos, mais de 2.500 jovens foram enviados em missão para diversas comunidades salesianas e de outras congregações do país.

O papel dos voluntários é ajudar as realidades nas quais estão inseridos, como as pequenas comunidades espalhadas nas montanhas ou na floresta: ali, a condição dos jovens é particularmente delicada, devido à constante tensão entre a permanência nos vilarejos e a atração das grandes cidades, no constante confronto entre a preservação de seus ambientes e etnias diante da modernização e da expansão de outras culturas. O programa equatoriano "Voluntariado Missionário Salesiano" é uma expressão conjunta de três grupos: os Salesianos de Dom Bosco, as Filhas de Maria Auxiliadora e as Filhas dos Sagrados Corações de Jesus e Maria. Ele é confiado às competências pessoais e às capacidades físicas e intelectuais dos jovens participantes. Não se trata apenas de tarefas de "animação", mas de um acompanhamento real no cuidado e na formação de crianças e jovens em situações de risco e vulnerabilidade, e na proclamação da Palavra de Deus por meio da catequese.

A Espanha oferece a experiência da Fundação Projeto Dom Bosco, criadora do ‘Projeto Buzzetti’, para jovens entre 18 e 29 anos, que se encontram em situação de desvantagem e risco social. Uma situação recorrente é a dos jovens confiados aos Centros de Proteção e Justiça Juvenil, que, quando atingem a maioridade, se encontram sem um lar para acolhê-los e sem recursos para viver. A atividade completará 15 anos em 2024 e passou a oferecer hospitalidade e presença educativa a cerca de 100 jovens; possui 22 apartamentos protegidos e recebeu importantes reconhecimentos, entre os quais o da ‘Asociación Pro Derechos Humanos de Andalucía’. O projeto nasceu em uma cidade no sul da Espanha, Jaén, e de lá se espalhou por toda a região e as Ilhas Canárias, contando, em algumas Casas, com a proteção internacional para seus hóspedes.

Chean é um nome frequente no Camboja, e o sobrenome Samnang também é bastante comum por lá. Um jogador de futebol de destaque e um ator, por exemplo, têm exatamente este nome: assim como um jovem que levou seu testemunho aos Dias. "Quando menino, eu não tinha esperança, mas a partir disso me tornei quem sou hoje, uma pessoa que tem as habilidades certas para trabalhar na sociedade". Chean Samnang, um entre muitos, um rapaz que não conseguia achar seu ‘caminho’, cruzou com o sonho de Dom Bosco. Graças à fundação que leva o nome do santo, milhares de meninos e meninas no Camboja podem vislumbrar um futuro que não seja de anonimato. Cerca de 4.000 frequentam os cursos de formação básica, que, em primeiro lugar, garante uma refeição normal completa. O "arroz fortificado" talvez seja inicialmente um atrativo para as crianças de famílias pobres, mas, na verdade, é o espírito e a vontade delas que acabam sendo fortificados. A escola de formação oferece especializações compatíveis com a realidade de Phon Phen, a capital, e de outras cidades onde os alunos poderão se apresentar aos empregadores com um título atraente. Chean encontrou o ‘seu’ lugar numa grande fábrica de automóveis.

Com o resumo das principais experiências da Família Salesiana, os participantes dos DEFS 2024 retornaram à América Latina, em El Salvador. Aqui a ação é realizada, presencial ou virtualmente, com uma obra digital e uma família chamada "Essales". A experiência caminha na sinodalidade, impregnando a vida cotidiana das pessoas com a força do carisma salesiano. O programa de Dom Bosco foi compartilhado de perto por Maria Mazzarello, e as Filhas Espirituais da Madre idealizaram - para um país entre os mais fortemente armados, dominado pela violência e atravessado por grandes fenômenos migratórios - um espaço que vai do "sonho" constituído pelo mundo virtual à concretude de uma formação espiritual difundida, dirigida àqueles que cuidam de crianças e jovens. "O objetivo é fortalecer o espírito desses atores da ação educativa e espiritual", como explicou a Ir. Ana Beatriz Solito.

Um mergulho na ludicidade das origens de Valdocco é a lembrança do jovem que foi equilibrista e malabarista na zona rural de Castelnuovo e padre nos subúrbios de Turim. Em Trapani, na Sicília, há uma jovem mágica que atende pelo nome artístico de "Gascar". Ela é Rita Sofia, membro consagrado do movimento das Testemunhas do Ressuscitado. Há mais de quinze anos, ela leva a mensagem da igualdade e dos direitos humanos às plateias, não apenas na Itália, mas também em Madagascar, onde as missões salesianas atuam em favor da população muito pobre. "Lá, a mágica não existe, o que parece inexplicável – porque é apenas um jogo", explica a artista, aluna do "Mago Sales". "Com meus shows, pretendo chegar ao ponto de dizer que apenas o dom é mágico". Ela mostra truques de mágica que encantam e fazem as pessoas 'sonhar', ao mesmo tempo em que levam solidariedade concreta a milhares de quilômetros de distância.

Como se tivesse sido evocado por esse testemunho, houve à noite um grande espetáculo teatral, com apresentações de diversos grupos locais.

Você pode assistir à gravação dos Dias de Espiritualidade da Família Salesiana, com tradução para a língua portuguesa, no canal oficial da Família Salesiana no YouTube.

Fonte: Agenzia Info Salesiana (ANS)

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Comunicação salesiana fortalece identidade e missão em encontro nacional de profissionais da educação católica

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A presença conjunta das Inspetorias reforça uma das características centrais da atuação da Rede Salesiana Brasil: a construção de conhecimento e de estratégias de comunicação de forma integrada, respeitando as particularidades de cada território, mas mantendo uma identidade comum e alinhada ao carisma salesiano. 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Salesiana entre os especialistas do evento A participação da Rede Salesiana Brasil também ganhou destaque na programação do ANEC Summit com a presença de Renata Dantas, coordenadora de Comunicação da Inspetoria São João Bosco, entre as especialistas convidadas para discutir temas relacionados à gestão de crise e reputação nas instituições educacionais católicas. Jornalista e especialista em Comunicação Corporativa, Comunicação Digital, Gestão da Reputação e Gestão de Marcas, Renata possui 25 anos de experiência na área e atua também como consultora e palestrante. Para Renata, a participação em espaços como o ANEC Summit fortalece não apenas os profissionais, mas também as próprias instituições. “Participar do ANEC Summit é sempre uma excelente oportunidade. Um espaço de encontro e de interação entre comunicadores de diferentes redes. A cada ano, a qualidade dos debates se intensifica. As instituições educacionais e seus profissionais saem fortalecidos e se beneficiam com essa troca de experiências, conhecimento e prática.” A coordenadora ressalta que leva para a Inspetoria São João Bosco a convicção de que a comunicação continua exercendo um papel essencial na educação evangelizadora. Comunicação diante de novos desafios A participação no encontro também possibilitou aos profissionais refletirem sobre questões que já impactam diretamente o cotidiano das instituições de ensino, especialmente diante das transformações na comunicação digital e das novas responsabilidades relacionadas à exposição de crianças e adolescentes nas redes sociais. Para Raisa Siqueira, o ANEC Summit representou uma oportunidade de ampliar o olhar sobre esses desafios a partir da experiência de outras instituições católicas. “Participar do ANEC Summit foi uma experiência extremamente enriquecedora. 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Para Eduardo Schmitz, representante da Inspetoria São Pio X, participar do encontro também significa fortalecer o atendimento às escolas e ampliar a capacidade de atuação estratégica da Inspetoria. “É uma busca estratégica por fortalecer o atendimento à rede de escolas da Inspetoria, enquanto olhar do Centro Inspetorial para a Rede de Escolas. É também uma grande oportunidade de troca de experiências, de aproximação com outras redes educacionais do segmento católico e, acima de tudo, de atualização dos conhecimentos que precisamos ter ao longo da caminhada profissional.” Conexões que fortalecem a educação salesiana Ao reunir profissionais de diferentes Inspetorias em um mesmo espaço de formação e diálogo, o ANEC Summit possibilitou à Rede Salesiana Brasil ampliar conexões, compartilhar práticas e conhecer novas perspectivas para o desenvolvimento da comunicação institucional. 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20 Anos da Lei Maria da Penha: Da formação salesiana ao marco histórico na defesa das mulheres

Sancionada em 7 de agosto de 2006, a lei celebra duas décadas de transformação social. A história da legislação entrelaça-se com o orgulho da Rede Salesiana Brasil em ter Maria da Penha como ex-aluna. Neste dia 7 de agosto, o Brasil celebra os 20 anos da sanção da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), um divisor de águas na proteção dos direitos das mulheres e no combate à violência doméstica e familiar no país. Para a Rede Salesiana Brasil (RSB), a data carrega um motivo especial de celebração e orgulho: a mulher que empresta seu nome e sua coragem a este marco legal é ex-aluna salesiana do Colégio Juvenal de Carvalho, em Fortaleza (CE). Maria da Penha Maia Fernandes, farmacêutica bioquímica e mestre em Parasitologia, estudou na instituição salesiana entre 1960 e 1962, onde cursou o então Curso Científico. A formação humanista, pautada nos valores de justiça, igualdade, dignidade e respeito, valores promovidos pelo Sistema Preventivo de Dom Bosco, contribuiu para moldar o caráter, a resiliência e a determinação de uma jovem que viria a transformar a legislação de uma nação inteira. Uma Trajetória de Luta e Resiliência A história de Maria da Penha é marcada pela bravura após ser vítima de violência doméstica que a deixou paraplégica. Diante de duas décadas de impunidade, ela não se calou. Publicou a obra “Sobrevivi… Posso contar” e levou sua denúncia a instâncias internacionais, liderando a mobilização que culminou na criação da Lei nº 11.340, sancionada em 2006. A lei revolucionou o sistema jurídico brasileiro ao tipificar a violência doméstica, criar os Juizados Especializados, proibir penas alternativas para agressores e estabelecer as cruciais Medidas Protetivas de Urgência, que já salvaram milhares de vidas em duas décadas de vigência. O Regresso às Origens e as Memórias do Colégio Em uma visita de profunda emoção ao Colégio Juvenal de Carvalho, em 2024, Maria da Penha reencontrou as salas, corredores e pátios que frequentou em sua juventude. Acompanhada pela comunidade educativa e por religiosas que mantêm vivo o carisma da instituição, a ex-aluna percorreu os espaços significativos de sua formação, reencontrando as sucessoras de suas antigas mestras. A visita fez parte das gravações do documentário produzido pelo Instituto Maria da Penha, eternizando o vínculo entre sua trajetória de vida e o ambiente escolar onde consolidou suas bases cidadãs. Educação para a Formação de Bons Cristãos e Honestos Cidadãos Para a Família Salesiana, celebrar os 20 anos da Lei Maria da Penha reafirma a convicção no poder transformador da educação. A jornada da ex-aluna salesiana Maria da Penha evidencia que cada jovem carrega em si o potencial de impactar a sociedade e construir um legado transformador, independente das situações que a vida lhe impõe. Ao homenagear Maria da Penha Maia Fernandes nesta data histórica, a Rede Salesiana Brasil renova seu compromisso com uma educação integral, pautada na cultura da paz, na promoção dos direitos humanos e na formação de cidadãos engajados na construção de um Brasil livre de qualquer tipo de violência contra as mulheres. Por Janaina Lima, com o apoio da equipe de Comunicação da Rede Salesiana Brasil e informações dos Salesianos do Nordeste Fotos: Stenio Willamy

Em homenagem às Irmãs Salesianas, música marca o 5 de agosto das FMA

O Âmbito da Comunicação da Inspetoria Nossa Senhora Aparecida (BAP), de São Paulo, encontrou-se com Lucas Nistler, um jovem em período de discernimento que está fazendo uma experiência formativa com os Salesianos de Dom Bosco. Lucas Nistler é natural do estado de Santa Catarina, especificamente da cidade de Lontras, e atualmente, na condição de noviço, mora e estuda em Jaboatão dos Guararapes (PE), na comunidade Salesiana São Sebastião. Neste encontro com Lucas, um bate-papo “musical” interessante! Âmbito da Comunicação: Quem é Lucas Nistler? Lucas Nistler: Sou filho de Marcelo e Roseli Aparecida, tenho um irmão chamado Miguel. Nasci em 19/12/2000 e sempre fui muito criativo em minhas brincadeiras e expressões, o que depois se estendeu para o ramo musical e hoje é minha maior ferramenta na evangelização.Minha caminhada com a música vem do berço onde, desde muito novo, cantava e dançava com meus familiares; aos 12 anos comecei a aprender a tocar acordeom e isso mudou completamente a minha vida. Aos 15 já ministrava algumas aulas e animava algumas festas como músico. Com o passar do tempo, a música se tornou a minha profissão e companheira inseparável de vida.Foi através da música que cheguei a uma escola salesiana como educador, depois me encantando com a Pastoral Juvenil e, em seguida, com o desabrochar da minha vocação salesiana.  Âmbito da Comunicação: Você toca diversos instrumentos, estudou música, toca e canta, é compositor. O que a música representa para você? Qual espaço ela ocupa em sua vida e em sua rotina? Lucas Nistler: Pela música eu sempre consegui expressar o que eu sentia e por ela consigo comunicar a mensagem que desejo levar ao mundo. Desde a adolescência fiz do meu canto a minha voz e da minha história uma canção. Creio que a música foi a estrada pela qual Deus me conduziu para fazer a diferença na vida das pessoas e, por isso, eu não consigo imaginar um Lucas sem a música.  Âmbito da Comunicação: Quantas músicas você já compôs? De onde nasce a sua inspiração? Ou melhor, quanto tem de inspiração e quanto tem de esforço em cada composição? Qual das suas composições é a pupila de seus olhos? Lucas Nistler: Eu vejo a composição como um caderno onde eu escrevo a minha caminhada e as minhas percepções, então tenho diversas composições que retratam as diversas fazes que passei na minha caminhada de 25 anos.A inspiração vem como o vento, é uma luz enviada por Deus e eu não deixo passar despercebida, ando sempre pronto para anotar versos ou ritmos que chegam.As composições que já estão lançadas são as nove que compõe o álbum «Corações Ardentes, Pés a Caminho» que lancei em maio deste ano; «Madrecita» que compus no ano passado e foi lançada pela Rede Salesiana Brasil em memória da canonização de Santa Maria Troncatti e «Dom Bosco em nós», composta como tema para o ano pastoral da Inspetoria Salesiana São Pio X [de Porto Alegre - RS], da qual sou natural.Atualmente, tendo em vista o meu discernimento na fase do noviciado, a música que não sai da minha cabeça é «Dom Bosco, pai e mestre» que fala um pouco da minha alegria em seguir Dom Bosco e como ele me inspira e me ensina a cada dia. Âmbito da Comunicação: A música pode transformar a vida de alguém, no caso, de um jovem? Como seria isso? O que é preciso para que a música “trabalhe” o ser humano? Lucas Nistler: A música teve papel fundamental na minha vida e no meu crescimento, principalmente na dimensão da comunicação, da emoção e do espiritual. Creio que para além de «tocar ou cantar bem», a música é uma ferramenta que muda realidades e pessoas. Durante uns 10 anos fui professor de música, área na qual me formei e me especializei para potencializar o efeito da educação musical na vida dos meus educandos. Para a música trabalhar o ser humano, eu insisto como insistia com meus alunos quando dizia: «Sintam a música vibrar em vocês. É nessa hora que o coração e o som pulsam no mesmo ritmo».  Âmbito da Comunicação: Você compôs uma música que tem por título «Filhas de Maria Auxiliadora». Ela vai ser lançada no dia 5 de agosto, no aniversário de fundação do Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora. Parabenizamos pela composição, Lucas, e desejamos que muitas outras canções possam preencher nossos dias de alegria e esperança. Fale-nos um pouco sobre esta música. Em que momento ela nasceu? Qual foi a fonte de inspiração? Qual a importância de compor uma música dedicada às FMA? Onde ou a quem você gostaria que ela chegasse? Lucas Nistler: A primeira casa salesiana que eu adentrei foi o Instituto Maria Auxiliadora, de Rio do Sul (SC), na qual fui professor de musicalização infantil e onde eu pude beber da espiritualidade salesiana tendo o testemunho diário das Irmãs [salesianas] que lá estavam. A música nasceu justamente para o aniversário do Instituto, porém, para uma homenagem interna na qual eu queria retratar aquilo que eu via sendo vivenciado pelas FMA da casa. O amor que elas me ensinaram a ter pela vida salesiana foi um dos motivadores da minha escolha vocacional e, por isso, até hoje considero essa casa como o berço da minha vocação. Gostaria que ela chegasse a muitos lugares, mas para além das distâncias, gostaria que ela chegasse ao coração daqueles que a escutarem e assim possam sentir a beleza desse carisma como eu também senti.  Âmbito da Comunicação: Por fim, qual a frase/expressão da música «Filhas de Maria Auxiliadora» que tem mais significado para você? Por quê? Lucas Nistler: Acho que a expressão é «ter no rosto um sorriso por ser essa missão», quando a vida consagrada passa de simplesmente ter uma missão para ser a própria missão. Neste ponto eu via que a presença, a oração, o olhar, o ouvir… tudo isso eram as Salesianas e tudo isso era a missão. Eu me inspirei nessa frase que compõe a música para falar daquilo que Dom Bosco já queria - «um monumento vivo» - para nossa Mãe Auxiliadora, e acredito muito que a representação do amor de Maria por seu Filho e pelos pequenos está vivo e é testemunhado diariamente pelas Filhas de Maria Auxiliadora. Agradeço de coração ao Instituto por todo o carinho e pela contribuição no meu processo de discernimento vocacional. Fonte: Inspetoria Nossa Senhora Aparecida
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