CIB realiza Seminário Interâmbitos “Por uma animação generativa”
08/03/2024

CIB realiza Seminário Interâmbitos “Por uma animação generativa”

CIB realiza Seminário Interâmbitos “Por uma animação generativa”
Fotos: Conferência Interinspetorial do Brasil (CIB)

De 1º a 6 de março, o Hotel Fazenda Retiro das Rosas, de Cachoeira do Campo/MG, sediou o Seminário Interâmbitos do Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora (FMA), cujo tema era “Por uma animação generativa”.

O espaço físico, rodeado por uma natureza incrível, de propriedade da Inspetoria Madre Mazzarello, de Belo Horizonte (MG), contribuiu muito para que as quase 70 participantes, vindas de todas as regiões do Brasil, pudessem se encontrar, rezar, refletir, dialogar, partilhar e também tomar algumas decisões, contando com a orientação de Madre Chiara Cazzuola, Superiora Geral das FMA, e de mais sete Conselheiras Gerais, vindas de Roma especialmente para o Seminário.

O Seminário Interâmbitos é uma proposta nascida durante o XXIV Capítulo Geral (2021), cuja finalidade é acompanhar as Inspetoras, os Conselhos Inspetoriais e as FMA referentes dos âmbitos no serviço de animação e governo generativo, na ótica do Sistema Preventivo. De fato, participaram do Seminário da Conferência Interinspetorial do Brasil (CIB) todas as Inspetoras, os Conselhos Inspetoriais e também as Coordenadoras dos Âmbitos da Formação, Administração, Comunicação, Missão ad gentes, Família Salesiana e Pastoral Juvenil.

Este foi o terceiro Seminário em nível de Instituto FMA. Anteriormente, seguindo a mesma metodologia e objetivos, foram realizados os Seminários em Lusaka (Zâmbia), para a África e Madagascar, e em Frascati (Roma), para a Europa e Oriente Médio. Neste momento, Madre Chiara e as Conselheiras Gerais estão em Santiago do Chile (Chile), na Inspetoria São Gabriel Arcanjo, onde terá início hoje (8) o Seminário para a Conferência Interinspetorial do Cone Sul da América Latina (CICSAL).

Outros seis Seminários estão programados para as demais Conferências e serão totalmente finalizados até o próximo mês de setembro.

 

POR UMA AUTORIDADE SINODAL E GENERATIVA 

Diariamente, as FMA presentes ao Seminário Interâmbitos participavam de uma Lectio Divina conduzida de forma virtual por Irmã Maria Ko, biblista e Docente da Pontifícia Faculdade de Ciências da Educação Auxilium (Roma), que abordava temas relacionados aos três núcleos propostos pelo Seminário – Autoridade, Sinodalidade, Generatividade. As reflexões de Irmã Maria Ko estavam fundamentadas no livro dos Atos dos Apóstolos.

As atividades do Seminário foram sempre estimuladas e orientadas pela palavra sábia de Madre Chiara que oferecia na primeira parte de cada manhã um tema carismático, tornando Madre Mazzarello e Dom Bosco, as origens do Instituto e a primeira comunidade de Mornese, muito presentes, resgatando a vida dos inícios em termos de animação e governo.

Outros palestrantes também deram sua contribuição, sempre de forma virtual, como foi o caso de Padre Pascual Chávez Villanueva SDB, Reitor-Mor emérito da Congregação Salesiana, que explanou sobre “O serviço de autoridade hoje: oportunidade e desafio para a Vida Consagrada. A tríplice missão de servir, animar, governar”, e o Professor Bernardo Toro, da Colômbia, que tratou sobre “O Cuidar, paradigma na nova civilização, elemento para uma nova visão do cosmo”.

Também Irmã Maria Inês Vieira Ribeiro (MAD), Presidente emérita da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), que esteve presencialmente em Cachoeira do Campo, ofereceu uma iluminação por meio de uma reflexão intitulada «Contribuição da Vida Consagrada hoje, neste Continente, a caminho do Sínodo. Como o Sínodo interpela a Vida Consagrada».

Momento marcante foram os Laboratórios que reuniram as Irmãs para diálogos, partilhas de vida e de experiências em relação a cada núcleo do Seminário: Autoridade, Sinodalidade, Generatividade.

Como parte da metodologia do Seminário, os diversos momentos de silêncio e deserto pessoal contribuíram para que as participantes se preparassem para os Laboratórios. Todos os dias, além de espaços de oração e da Celebração Eucarística, que ajudaram a reforçar a dimensão da fé e da escuta da Palavra de Deus, o grupo também se encontrou para momentos de distensão e de “recreio”, como é próprio da tradição salesiana.

E por falar em tradição salesiana, os trabalhos de cada dia foram sempre encerrados com o “Boa Noite” de Madre Chiara que, além de compartilhar uma síntese do dia, também socializava notícias do Instituto.

 

UMA CONFERÊNCIA EM ESCUTA SINODAL 

Houve diferentes momentos muito significativos no Seminário, que eram imensamente esperados, especialmente pelas Coordenadoras dos Âmbitos. Um dos dias do Seminário foi dedicado ao encontro específico com as Conselheiras dos Âmbitos para refletir, dialogar e compartilhar desafios e passos concretos, em vista de uma animação mais sinodal, mais geradora de vida em nível inspetorial, de Conferência e de Instituto.

Houve também outros dois momentos muito importantes: no primeiro, as participantes se encontraram por Inspetorias para identificar processos de mudança e conversão no serviço de animação e governo, algumas condições para que os mesmos se realizem e uma ação a ser proposta para continuar o caminho de sinodalidade como CIB. Em seguida, depois do encontro por Inspetorias, foi a vez de socializar os diálogos em Assembleia e tomar decisões em nível de Conferência Interinspetorial, momento este marcado por maturidade, partilha e transparência no desejo de que a CIB continue crescendo em significatividade e sinodalidade, e que o processo da Nova Configuração seja avaliado para que a animação e o governo nas Inspetorias sejam de fato geradores de vida.

O Seminário Interâmbitos contou ainda com a palavra conclusiva de Madre Chiara, que ofereceu pistas e orientações muito concretas para que as participantes transformem em vida a vida compartilhada nos dias de Cachoeira do Campo.

A Celebração da Eucaristia de encerramento ajudou a render graças pela experiência do Seminário, em sinodalidade como uma grande comunidade: a comunidade da CIB.

Na noite do dia 6 de março, um momento de convivência e manifestação de gratidão em torno de Madre Chiara e das Conselheiras Gerais marcou a conclusão oficial do Seminário que, a partir de agora, terá sua continuidade “Por uma animação generativa” nas diferentes realidades do Brasil onde as FMA dão vida ao carisma de Dom Bosco e de Madre Mazzarello.

   

   

Por Irmã Maike Loes, FMA

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Em homenagem às Irmãs Salesianas, música marca o 5 de agosto das FMA

O Âmbito da Comunicação da Inspetoria Nossa Senhora Aparecida (BAP), de São Paulo, encontrou-se com Lucas Nistler, um jovem em período de discernimento que está fazendo uma experiência formativa com os Salesianos de Dom Bosco. Lucas Nistler é natural do estado de Santa Catarina, especificamente da cidade de Lontras, e atualmente, na condição de noviço, mora e estuda em Jaboatão dos Guararapes (PE), na comunidade Salesiana São Sebastião. Neste encontro com Lucas, um bate-papo “musical” interessante! Âmbito da Comunicação: Quem é Lucas Nistler? Lucas Nistler: Sou filho de Marcelo e Roseli Aparecida, tenho um irmão chamado Miguel. Nasci em 19/12/2000 e sempre fui muito criativo em minhas brincadeiras e expressões, o que depois se estendeu para o ramo musical e hoje é minha maior ferramenta na evangelização.Minha caminhada com a música vem do berço onde, desde muito novo, cantava e dançava com meus familiares; aos 12 anos comecei a aprender a tocar acordeom e isso mudou completamente a minha vida. Aos 15 já ministrava algumas aulas e animava algumas festas como músico. Com o passar do tempo, a música se tornou a minha profissão e companheira inseparável de vida.Foi através da música que cheguei a uma escola salesiana como educador, depois me encantando com a Pastoral Juvenil e, em seguida, com o desabrochar da minha vocação salesiana.  Âmbito da Comunicação: Você toca diversos instrumentos, estudou música, toca e canta, é compositor. O que a música representa para você? Qual espaço ela ocupa em sua vida e em sua rotina? Lucas Nistler: Pela música eu sempre consegui expressar o que eu sentia e por ela consigo comunicar a mensagem que desejo levar ao mundo. Desde a adolescência fiz do meu canto a minha voz e da minha história uma canção. Creio que a música foi a estrada pela qual Deus me conduziu para fazer a diferença na vida das pessoas e, por isso, eu não consigo imaginar um Lucas sem a música.  Âmbito da Comunicação: Quantas músicas você já compôs? De onde nasce a sua inspiração? Ou melhor, quanto tem de inspiração e quanto tem de esforço em cada composição? Qual das suas composições é a pupila de seus olhos? Lucas Nistler: Eu vejo a composição como um caderno onde eu escrevo a minha caminhada e as minhas percepções, então tenho diversas composições que retratam as diversas fazes que passei na minha caminhada de 25 anos.A inspiração vem como o vento, é uma luz enviada por Deus e eu não deixo passar despercebida, ando sempre pronto para anotar versos ou ritmos que chegam.As composições que já estão lançadas são as nove que compõe o álbum «Corações Ardentes, Pés a Caminho» que lancei em maio deste ano; «Madrecita» que compus no ano passado e foi lançada pela Rede Salesiana Brasil em memória da canonização de Santa Maria Troncatti e «Dom Bosco em nós», composta como tema para o ano pastoral da Inspetoria Salesiana São Pio X [de Porto Alegre - RS], da qual sou natural.Atualmente, tendo em vista o meu discernimento na fase do noviciado, a música que não sai da minha cabeça é «Dom Bosco, pai e mestre» que fala um pouco da minha alegria em seguir Dom Bosco e como ele me inspira e me ensina a cada dia. Âmbito da Comunicação: A música pode transformar a vida de alguém, no caso, de um jovem? Como seria isso? O que é preciso para que a música “trabalhe” o ser humano? Lucas Nistler: A música teve papel fundamental na minha vida e no meu crescimento, principalmente na dimensão da comunicação, da emoção e do espiritual. Creio que para além de «tocar ou cantar bem», a música é uma ferramenta que muda realidades e pessoas. Durante uns 10 anos fui professor de música, área na qual me formei e me especializei para potencializar o efeito da educação musical na vida dos meus educandos. Para a música trabalhar o ser humano, eu insisto como insistia com meus alunos quando dizia: «Sintam a música vibrar em vocês. É nessa hora que o coração e o som pulsam no mesmo ritmo».  Âmbito da Comunicação: Você compôs uma música que tem por título «Filhas de Maria Auxiliadora». Ela vai ser lançada no dia 5 de agosto, no aniversário de fundação do Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora. 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